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      <title>Analisando poemas Modernistas by Deijane Ribeiro</title>
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      <description>Poste sua análise e se identifique</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-08-23 11:28:18 UTC</pubDate>
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         <title>A descoberta Oswald de Andrade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Grupo: João Neto, Vitório e Luís Cani </p><p>Poema: </p><p>A Descoberta</p><p>Seguimos nosso caminho por este mar de longo</p><p>Até a oitava da Páscoa</p><p>Topamos aves</p><p>E houvemos vista de terra</p><p>os selvagens</p><p>Mostraram-lhes uma galinha</p><p>Quase haviam medo dela</p><p>E não queriam por a mão</p><p>E depois a tomaram como espantados</p><p>primeiro chá</p><p>Depois de dançarem</p><p>Diogo Dias</p><p>Fez o salto real</p><p>as meninas da gare</p><p>Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis</p><p>Com cabelos mui pretos pelas espáduas</p><p>E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas</p><p>Que de nós as muito bem olharmos</p><p>Não tínhamos nenhuma vergonha.</p><p><br/></p><p>Ler e identificar o contexto histórico do poema:</p><p>O poema faz remeter a descoberta do Brasil, a chegada dos portugueses a uma aldeia indígena.</p><p><br/></p><p>Identificar a qual escola literária está inserido:</p><p>Primeira  fase do modernismo.</p><p><br/></p><p>Observar se há figuras de linguagens e apontá-las:</p><p>Hipérbole </p><p>“Quase haviam medo dela</p><p>E não queriam por a mão </p><p>E depois a tomaram como espantados”</p><p><br/></p><p>Metonímia </p><p>“As meninas da gare”</p><p><br/></p><p>Ambiguidade </p><p>“Fez o salto real”</p><p><br/></p><p>Metáfora </p><p>“Seguimos nosso caminho por este mar de longo”</p><p><br/></p><p>Ironia </p><p>“E suas vergonhas tão altas e tão safadinhas </p><p>Que de nós as muito bem olharmos</p><p>Não tínhamos nenhuma vergonha”</p><p><br/></p><p>Explicar qual a mensagem ou interpretação o poema apresentada:</p><p>Ele traz o índio como alguém selvagem e como animais, sem modo de se vestir e desleixados na visão do português.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-23 11:49:12 UTC</pubDate>
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         <title>Descobrimento - Mario de Andrade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Grupo: Karoline, Luiz Henrique e stephanie</p><p>Poema:</p><p>Descobrimento</p><p>Abancado à escrivaninha em São Paulo&nbsp;<br>Na minha casa da rua Lopes Chaves&nbsp;<br>De supetão senti um friúme por dentro.&nbsp;<br>Fiquei trêmulo, muito comovido&nbsp;<br>Com o livro palerma olhando pra mim.&nbsp;</p><p>Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!&nbsp;<br>muito longe de mim&nbsp;<br>Na escuridão ativa da noite que caiu&nbsp;<br>Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,&nbsp;<br>Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,&nbsp;<br>Faz pouco se deitou, está dormindo.&nbsp;</p><p>Esse homem é brasileiro que nem eu.&nbsp;</p><ul><li><p>Contexto histórico&nbsp;</p></li></ul><p>O poema "Descobrimentos", de Mário de Andrade, foi escrito em um contexto de transição e renovação cultural no Brasil, durante a primeira metade do século XX. Esse período foi marcado pelo Modernismo, que buscou uma nova identidade nacional após o período colonial e imperial.&nbsp;</p><ul><li><p>Escola literária&nbsp;</p></li></ul><p>Modernismo&nbsp;</p><ul><li><p>Figuras de linguagem&nbsp;</p></li></ul><p>"Com o livro palerma olhando pra mim. "&nbsp;</p><p>Como há atribuição de ação humana para algo imóvel e sem vida, ocorre prosopopeia/personificação.&nbsp;</p><p><strong>Metáfora</strong>:&nbsp;</p><p>"Senti um friúme por dentro": A sensação de frio é usada metaforicamente para representar um sentimento de desconforto ou ansiedade.&nbsp;</p><p><strong>Antítese</strong>:&nbsp;</p><p>"Na escuridão ativa da noite": A escuridão é geralmente associada à inatividade, mas aqui é qualificada como ativa, criando um contraste que realça a intensidade do ambiente.&nbsp;</p><p><strong>Anáfora</strong>:&nbsp;</p><p>A repetição de "Na minha casa... Na escuridão... Na escuridão" cria um ritmo no poema e enfatiza a separação entre os dois cenários.&nbsp;</p><ul><li><p>Interpretação do poema&nbsp;</p></li></ul><p>No poema "<strong>Descobrimento</strong>", temos representado duas regiões distintas, São Paulo e o Norte, e as industrias dos dois locais, em que a primeira o empregado tem uma carga horária na qual ele chega em casa cedo e no outro em que o trabalhador tem que trabalhar muito e não chega cedo em casa.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-23 11:52:20 UTC</pubDate>
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         <title>Panorama - Murilo Mendes.</title>
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         <description><![CDATA[<p>Grupo: Joyce, Rayane e Maria Eduarda.</p><p><br/></p><p>Uma forma elástica sacode as asas no espaço<br>e me infiltra a preguiça, o amor ao sonho.<br>Num recanto da terra uma mulher loura<br>enforca-se e vem no jornal.<br>Uma menina de peito largo e ancas finas<br>sai do fundo do mar,<br>sai daquele navio que afundou e vira uma sereia.<br>A filha mais moça do vizinho<br>lá está estendida no caixão<br>na sala de visita com paisagem,<br>um cheiro enjoado de angélica e meus sentidos pêsames.</p><p>Tudo está no seu lugar<br>minha namorada está sozinha na janela<br>o sonho está dormindo na cabeça do homem<br>o homem está andando na cabeça de Deus,<br>minha mãe está no céu em êxtase,</p><p>eu estou no meu corpo.</p><p><br/></p><p><strong>Contexto histórico:</strong> O início da segunda guerra mundial acontecia e assim Murilo Mendes escrevia poemas explorando temas como a urbanização, a industrialização e a alienação humana (Os indivíduos alienados não têm interesse em ouvir opiniões alheias e apenas se preocupam com o que lhe interessa) referindo-se a guerra.</p><p><br/></p><p><strong>Escola literária: </strong>Segunda geração do modernismo, marcada de maneira expressiva pelo Surrealismo.</p><p><br/></p><p><strong>Figuras de linguagem:</strong></p><ol><li><p>" Uma menina de peito largo e ancas finas<br>sai do fundo do mar,<br>sai daquele navio que afundou e vira uma sereia". (metáfora)</p></li><li><p>"o sonho está dormindo na cabeça do homem<br>o homem está andando na cabeça de Deus" (metáfora).</p></li><li><p>" um cheiro enjoado de angélica" (metáfora).</p></li><li><p>" minha mãe está no céu em êxtase" (eufemismo).</p></li></ol><p><br/></p><p><strong>Mensagem ou interpretação do texto:</strong> Mendes retrata a modernidade como um turbilhão de atividades, com o movimento frenético das multidões e o barulho constante das máquinas. Nesse contexto, o poeta critica a superficialidade das relações humanas e a perda do sentido de individualidade em meio à sociedade massificada. Ao longo do poema, Mendes apresenta imagens desconcertantes e surreais, mesclando elementos da realidade com elementos fantasiosos. O autor aborda a busca do ser humano por uma transcendência espiritual e a necessidade de encontrar um significado em um mundo cada vez mais caótico e materialista.O poema também faz referências a figuras históricas, mitológicas e literárias, como Jesus Cristo, trazendo uma dimensão universal à reflexão sobre a condição humana.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-23 12:47:40 UTC</pubDate>
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         <title>Os ombros suportam o mundo - Carlos Drummond De Andrade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/jenelindinha/veleho9rh26ls749/wish/3095466199</link>
         <description><![CDATA[<p>Grupo: Ranielly, Lislen, Maria Vitória e Jullia</p><p>Poema:</p><p><em>Os Ombros Suportam o Mundo</em></p><blockquote><p>Chega um tempo em que não se diz</p><p>mais: meu Deus.<br>Tempo de absoluta depuração.<br>Tempo em que não se diz mais: meu amor.<br>Porque o amor resultou inútil.<br>E os olhos não choram.<br>E as mãos tecem apenas o rude trabalho.<br>E o coração está seco.</p><p>Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.<br>Ficaste sozinho, a luz apagou-se,<br>mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.<br>És todo certeza, já não sabes sofrer.<br>E nada esperas de teus amigos.</p><p>Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?<br>Teus ombros suportam o mundo<br>e ele não pesa mais que a mão de uma criança.<br>As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios<br>provam apenas que a vida prossegue<br>e nem todos se libertaram ainda.<br>Alguns, achando bárbaro o espetáculo<br>prefeririam (os delicados) morrer.<br>Chegou um tempo em que não adianta morrer.<br>Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.<br>A vida apenas, sem mistificação.</p></blockquote><p><br/></p><p>Contexto histórico, significado do poema e escola literária.</p><ul><li><p>O poema foi publicado em 1940, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Carlos Drummond era politizado, atento às diversas mazelas da sociedade e do sofrimento humano. Sendo um homem de esquerda, o poeta chegou a fazer parte do Partido Comunista Brasileiro.</p></li><li><p>movimento modernista.</p></li><li><p>Passa a mensagem de um mundo desumano sem sensibilidade em que você tem que viver o presente por falta de perspectiva por conta de um mundo cruel cheio de guerras.</p></li></ul><p>Figuras de linguagem:</p><p><br/></p><p><strong>Hipérbole: </strong></p><p>"Tempo de absoluta depuração."</p><p>"E o coração está seco."</p><p><br/></p><p><strong>Metonímia:</strong> </p><p>"ombros que não choram"</p><p><br/></p><p><strong>metáfora:</strong></p><p>" coração seco"</p><p>"Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de</p><p>uma criança."</p><p>"As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios."</p><p>" Chega um tempo em que não se diz</p><p>mais: meu Deus." </p><p>"Tempo de absoluta depuração."</p><p>"mas na sombra teus olhos resplandecem enormes."</p><p>"provam apenas que a vida prossegue"</p><p>"Chegou um tempo em que a vida é uma ordem."</p><p>"Chegou um tempo em que não adianta morrer."</p><p><br/></p><p><strong>Paradoxo:</strong></p><p>"Tempo em que não se diz mais: meu amor."</p><p>"Porque o amor resultou inútil."</p><p>"És todo certeza, já não sabes sofrer."</p><p>"E nada esperas de teus amigos.<strong>"</strong></p><p><strong>"</strong>e nem todos se libertaram ainda.<strong>"</strong></p><p><strong>"</strong>prefeririam (os delicados) morrer."</p><p>"Chegou um tempo em que não adianta morrer."</p><p><br/></p><p><strong>Elipse:</strong></p><p>"Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus."</p><p>"prefeririam (os delicados) morrer."</p><p>"Alguns, achando bárbaro o espetáculo"</p><p><br/></p><p><strong>Antítese:</strong></p><p>"Porque o amor resultou inútil."</p><p>"E o coração está seco"</p><p>"Ficaste sozinho, a luz apagou-se"</p><p>"A vida apenas, sem mistificação."</p><p><br/></p><p><strong>Aliteração:</strong></p><p>"Ficaste sozinho, a luz apagou-se,"</p><p><br/></p><p><strong>Anáfora:</strong></p><p>"As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifício"</p><p>"E nada esperas de teus amigos."</p><p><br/></p><p><strong>Personificação:</strong></p><p>"E os olhos não choram.<strong>"</strong></p><p><br/></p><p><strong>Implicação:</strong></p><p>"e nem todos se libertaram ainda."</p><p><br/></p><p><strong>Comparação:</strong></p><p>"e ele não pesa mais que a mão de uma criança."</p><p><br/></p><p><strong>Ironia:</strong></p><p>"que é a velhice?"</p><p>"Alguns, achando bárbaro o espetáculo"</p><p><br/></p><p><strong>Enumeração:</strong></p><p>"As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifício"</p><p><br/></p><p><strong>Temporalização:</strong></p><p>"Chegou um tempo"</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-08-30 11:41:33 UTC</pubDate>
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