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      <title>Diário de estudo - PPE II by Luiza Vitória</title>
      <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-04-10 19:43:18 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2022-06-15 00:50:45 UTC</lastBuildDate>
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         <title>A partir da leitura do texto &quot;Pesquisa, prática e formação docente: escutar, registrar, responder&quot;, reflita e escreva em seu diário: o que desejo olhar, questionar, desvendar, responder sobre Pesquisa e Prática Educativa na Educação Infantil? Qual o meu maior desafio? Quais são minhas principais perguntas, dúvidas, inquietações?</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2138219607</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Desejo observar e repensar práticas e modos de interação entre as instituições educativas e as crianças e suas famílias, para formar um arcabouço de experiências que gostaria de reproduzir ou melhorar a partir do meu estudo e vivência docente.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Meu maior desafio será descobrir como conciliar minha participação dentro do espaço de Educação Infantil com a de outras professoras uma vez que tenhamos diferentes perspectivas de educação, criança, diálogo, cuidado, etc.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Minha principal inquietação diz respeito à questão da autoridade: até que ponto dar liberdade às crianças? Isso pode implicar numa maior agitação delas? Se sim, é necessariamente uma coisa ruim? Ou consequência de não estarem em um ambiente rico em brincadeiras/atividades interessantes?<br><br><strong>Bibliografia</strong><br>BARBOSA, Silvia Néli Falcão; NASCIMENTO, Anelise Monteiro; SALUTTO, Nazareth. <strong>Pesquisa, prática e formação docente: escutar, registrar, responder</strong>. Artigo em construção.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-10 19:47:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2138548511</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>"as crianças que frequentam uma educação infantil de boa qualidade obtêm melhores resultados em testes desenvolvimento e em seu desempenho na escola primária" (p.3);</li><li>"As mudanças sociais [...] têm conferido à educação infantil um papel importante na vida das crianças, desde muito pequenas, fazendo parte do processo de socialização das crianças de qualquer classe social, em complementação à ação da família." (p.3). É especialmente significativo no contexto do mundo contemporâneo que ainda não superou uma pandemia de COVID, que a Educação Infantil seja em alguns casos o primeiro espaço de socialização das crianças fora do seio familiar;</li><li>Para Vygotsky, "quanto maior a diversidade de parceiros e experiências, potencialmente mais enriquecido se torna o desenvolvimento infantil." (p.5);</li><li>Através das interações entre sujeitos e suas interações com um lugar, que o espaço escolar se torna um ambiente;</li><li>"A brincadeira fornece ampla estrutura para mudanças das necessidades e da consciência, pois nela as crianças ressignificam o que vivem e sentem. A brincadeira é também uma forma particular de comunicação, de prazer, de recreação, espaço onde as crianças podem agir por conta própria, tomar decisões, transgredir, dar novo sentido às coisas." (p.6);</li><li>Educação como humanização e luta contra a barbárie: a educação não tem como solucionar as desigualdades sociais e questões preocupantes de nível mundial, mas é importante que se reconheça sua capacidade de plantar uma semente para que nossas crianças se fortaleçam e, com consciência dos problemas estruturais, consigam lutar por condições de vida melhores para todos;</li><li>Entender o pedagógico como cultural: ouvir e trazer para discussão e exploração com as crianças as culturas infantis;</li><li>O dado que fala sobre acesso à educação infantil pelas crianças brasileiras é de 2004, achei bastante desatualizado;</li><li>"O discurso da preparação para a vida vê seu limite na própria vida e no que dela é negado. Essa negação do hoje em função de um preparo para o amanhã coloca para a escola o desafio de buscar nesta vida o que dela foi negado" (p.19);</li><li>Um dos benefícios sociais da Educação Infantil é que ela promove "equidade entre os gêneros, tirando a menina dos afazeres domésticos." (p.23), o que na verdade é um benefício duplo: por trazer para o espaço educativo as meninas tanto quanto os meninos, e por tirar de casa uma criança que possivelmente estaria realizando tarefas domiciliares que não são adequadas para sua idade, e nem deveriam ser de sua responsabilidade;</li><li>Apesar da Educação Infantil apresentar um impacto positivos nos anos escolares que a sucedem, não é possível dar a ela o título de salvadora do ensino fundamental: "reprovação, dependência e baixo rendimento são questões a serem solucionadas no interior deste nível de ensino." (p.23);</li><li>"Professoras atrás da mesa, sentadas em cadeiras [...] usando salto alto, saia justa e portando a bolsa embaixo do braço, impedindo movimentos" (p.26). Onde faço estágio é o oposto: levamos uma muda de roupa confortável (blusas largas, tênis velhos, leggings) para poder sentar no chão, sujar de tinta sem querer, e evitar levar doenças transmissíveis nos caminho para a creche;</li><li>Para Bondioli e Mantovani, autonomia "é fruto da criação de condições privilegiadas para que as crianças a experimentem desde bem pequenas, em situações relacionadas ao controle do próprio corpo (comer, vestir-se etc.) e também às atividades motoras, cognitivas e lúcidas" (p.27), e "'não significa separação, mas, pelo contrário, segurança nas relações e capacidade, por parte da criança, de modular suas exigências de contato ou controle à distância do adulto' (p.23)" (p.27).</li></ul><div><br><strong>Bibliografia</strong><br>CORSINO, Patrícia (org.). <strong>Educação infantil: cotidiano e políticas</strong>. Campinas, SP: Autores Associados, 2012. p.1-30. Coleção educação contemporânea.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-11 02:57:26 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Meu quarto, Rio de Janeiro. 18/04/2022. Anotação feita direto no padlet através do celular.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2146605789</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma colega de que não lembro o nome comentou sobre uma criança da instituição em que ela faz estágio, que a professora diz que deveria "repetir de ano" por não acompanhar as outras crianças nas atividades. Ela diz que após ter ouvido isso, refletiu com ela mesma que achava que ele se dava bem com todos do grupo, que não havia reparado no ponto que a professora comentou, e quis trazer a questão para a sala para formar uma opinião levando em conta o que pensava e o outro argumento.<br><br>Na nossa aula daquele dia, houve uma discussão sobre a BNCC em que a professora Nazareth expôs duas abordagens para a educação: uma com enfoque nas relações, e outra no conteúdo.<br><br>Relacionando as duas situações de forma rasa - já que por "relações" nossa professora não quis dizer somente a rede de amizade das crianças -, achei muito curioso que a visão da professora da escola sobre o que classificaria uma criança como apta a sair da pré-escola para o 1° ano do fundamental esteja ligada a fazer exercícios que, inclusive, segundo minha colega, adiantam conteúdos deste nível; e que na percepção dessa colega, mesmo que incerta sobre tais parâmetros, quando pensou na criança ficar retida por não estar no mesmo pé que os colegas, achou que não cabia tal ação por ele se dar "tão bem com os amigos".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-18 05:15:48 UTC</pubDate>
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         <title>Meu quarto, Rio de Janeiro, e no ônibus a caminho de Niterói. 18-19/04/2022. Anotação feita no bloco de notas do celular.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2149339299</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Mesmo antes de começar a ler o texto, fiquei me perguntando se a autora teria relação com Paulo Freire devido ao sobrenome, e pude confirmar que sim: é sua filha.</li><li>“se a <em>prática educativa</em> tem a criança como como um de seus sujeitos, construindo seu processo de conhecimento, não há dicotomia entre o <em>cognitivo</em> e o <em>afetivo</em>, e sim uma relação dinâmica, prazerosa de conhecer o mundo.” (p.15); se o conhecimento não nos afeta, não passa por nós, dificilmente aprendemos.</li><li>"o ato de conhecer é tão vital como comer ou dormir, e eu não posso comer ou dormir por alguém." (p.15).</li><li>“Segundo Piaget, é através de relações interpessoais repetidas, principalmente aquelas que incluem discussões e discordâncias, que a criança é levada a tomar conhecimento do outro.” (p.20); apesar de no meu estágio as crianças terem 2 para 3 anos, sinto que estou passando por essa mesma fase com elas, pois vejo muitas brigas em que duas delas falam que querem o mesmo objeto, e conversamos sobre respeitar o querer do outro e sugerimos de divisão por tempo.</li><li>“é imperioso que as crianças, através de atividades concretas, vão percebendo, de um lado, a importância de cada uma, individualmente, na constituição do grupo; de outro, a importância do grupo para o seu próprio crescimento. Assim, mais tarde, aos cinco, seis anos, deverão descobrir a força dos grupos” (p.21).</li><li>Me pergunto como funciona um planejamento que leva em conta os interesses das crianças a longo prazo. Não consigo identificar nas crianças da creche temas que as interessem por um período seguido de dias. O trabalho lá feito tem “apresentado” por volta de dois animais por semana, mas, após um mês de projeto decorrido, não consigo afirmar que está tudo tão amarrado assim, cada animal parece desconectado um do outro, e o tema original da “Arca do Maternal I” me parece esquecido.</li><li>"que o lanche não esteja somente vinculado 'à minha lancheira', mas sim ao momento agradável em que comemos juntos." (p.23). Que coisa bacana de promover entre as crianças, um espaço para o coletivo de convivência prazerosa.</li><li>“o prato do lanche de todo mundo” (p.23): como trabalhar isso com uma criança que chega na sala multimeios e pega diversos brinquedos, tantos que nem consegue carregar todos ao mesmo tempo?<ul><li>Ainda sobre brinquedos, mas os da própria sala: tem problema deixar todos disponíveis para as crianças? Faz sentido separar alguns para situações específicas?</li></ul></li><li>“os menores enriqueceram seu universo de representação através da construção na areia, com o trabalho juntamente com os maiores” (p.24): me lembrou uma vez que fiz um caracol com a massinha que umas das crianças não queria mais brincar, e todos começaram a pedir que fizesse caracol para eles, pois “não conseguiam”, e eu neguei e os incentivei a fazer como eu. Numa outra data, os dois Maternais estavam juntos na mesma sala, e fiz o mesmo caracol, mas dessa vez mostrei a eles num modelo oral de passo a passo, e observei que as crianças do Maternal II conseguiam identificar os estágios e fazer os mesmos movimentos, enquanto uma única criança do Maternal I que acompanhava a explicação seguiu insistindo em me pedir para fazer para ele.</li><li>Com a diferença do espaço atelier, na creche existem momentos em que as crianças podem fazer “o que quiserem” dentro da sala. A maioria gosta de espalhar as coisas. Será que é o caso de separar entre opções e limitar a escolha a apenas um brinquedo/jogo/livro?</li><li>Achei curioso chamar "brincar de casinha" de "jogo".</li><li>Não entendi a associação entre lixo e lanche.</li><li>"No início da conversa na roda, sempre víamos quem chegou e quem faltou. Quem não tinha chegado era simbolizado pelas crianças por qualquer objeto ali disponível, e era posto no meio da roda, e se por acaso a criança chegava mais tarde, o objeto era automaticamente retirado. -- Ele era esse lápis." (p.26-27).</li><li>"todos quiseram fazer 'sua marca para dizer que tinham chegado'" (p.27): mesmo tão novos, queriam deixar a própria marca registrada, dizer que existem e passaram por ali.</li><li>"Na hora do lanche, o símbolo do lanche é afixado na porta do armário, e depois quando vamos para o parque, afixamos seu símbolo correspondente." (p.27). Por que as crianças têm tanto interesse em marcar momentos e espaços dessa forma? Será que a rotina sem cumprida traz alguma satisfação a elas? Qual a diferença para nós adultos?</li></ul><div><br></div><div><strong>Bibliografia</strong></div><div>FREIRE, Madalena. <strong>A paixão de conhecer o mundo: relato de uma professora</strong>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007. p.11-27.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-19 22:03:46 UTC</pubDate>
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         <title>E.D.I. Compositor Neoci Dias de Andrade, Rio de Janeiro. 28/04/2022. Anotação feita no caderno.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2221299886</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O E.D.I. Compositor Neoci Dias de Andrade fica localizado em Olaria, Zona Norte do município do Rio de Janeiro. É uma construção nova e adaptada para receber pessoas com deficiência. Possui dois andares, área externa com casinha e espaço médio para as crianças brincarem, refeitório para 36 crianças, salas com banheiro compartilhado, cozinha, sala da direção, quarto de materiais, lactário, sala de amamentação, fraldário, solário e pátio interno.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As crianças são divididas em Berçário, Maternal I, Maternal II, Pré-escola II e dois grupos de Pré-escola I. Toda semana o professor de educação física percorre as salas, bem como duas professoras que não são as regentes. Sou a única estagiária, e me indicam ficar com a professora Fernanda, no Pré I.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A sala é bem colorida, e as paredes são ocupadas com produções das crianças penduradas em barbantes, cortinas de pano. As carteiras juntas formam hexágonos e dão espaço para seis crianças, existindo no total quatro hexágonos com capacidade de vinte e quatro crianças. O chão da sala tem um círculo azul grande pintado no meio. Existe uma estante de material, dois espaços de brinquedos, uma área de leitura, um espelho, uma televisão, um cavalete, e uma mesa e uma cadeira para a professora. O banheiro é conjugado com outra sala, o Pré-I das professoras Rafaelle e Taís, e possui três boxes (apenas dois com vaso sanitário), dois chuveiros gelados, um chuveiro elétrico e três espaços de pia (com somente duas pias).</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Apesar de alguns espaços não serem usados da forma como foram planejados, fui surpreendida pela boa estrutura da escola. No Pré-I que acompanho em específico, a professora deixa as crianças bem à vontade para se movimentarem, e todos os dias leva o grupo para um tempo no pátio/parquinho. As áreas em que fui aparentam ser bem cuidadas, e existe bastante material disponível para realizar as atividades. Nunca tinha ouvido falar em lactário, e achei incrível a ideia de um local como uma cozinha menor e com menos funções mais perto do berçário e do fraldário.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A entrada acontece às 7h30, e o Pré-I e o Maternal II vão direto para o refeitório. Quase todas as 36 cadeiras são ocupadas. O café da manhã é danone. No corredor existe um bebedouro, e as crianças vão até ele para encher suas garrafas, e voltam para o refeitório.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Arthur é um menino no espectro autista, que, por não ter mediadora ainda, fica sendo acompanhado pela mãe, Letícia, durante as atividades dentro do E.D.I. Ela ajuda a professora Fernanda na organização da sala e em eventos da rotina, como recortar papéis de avisos e colar nas agendas.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Subimos para a sala. A professora parece um pouco envergonhada pela agitação das crianças, e comenta:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Ficam assim até dar algo para fazerem, é assim mesmo. Esse - apontando para Davi - é muito agitado. Estou investigando se pode ter algo.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Uma das meninas traz uma xuxinha de casa, e Duda pega e esconde na própria mochila. A dona da xuxinha reclama com a professora, que pede que seja devolvida. Duda então pede:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Deixa eu ficar com ela pra brincar depois?</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Letícia vai em uma das mesas das crianças e fala:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Vamos botar as agendas aqui na mesa? — (mesa da professora)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Tanto aqui na sala quanto na colação as crianças ficam encarregadas de cuidar de seus pertences, e manter as mochilas penduradas nas cadeiras.</div><div><br></div><div>Rodinha</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora anuncia que é hora da rodinha e as crianças sentam em cima do círculo azul pintado no chão, com exceção dos dois autistas do grupo: Arthur e Paulo. Arthur a fica em pé, depois se recusa a ir onde estão os colegas, mas acaba sentando. Paulo fica embaixo da mesa enquanto Solange, a mediadora que o acompanha, tenta convencê-lo a sentar com as outras crianças.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; São cantadas músicas que as crianças conhecem as letras, e a professora conta a rotina do dia e da semana seguinte. Ela explica que no dia seguinte não haverá aula por conta do Conselho de Classe, que na outra semana acontecerá a festa junina fora de época dos dois grupos de Pré-I, e que hoje iriam treinar a apresentação deles. Acontece o diálogo:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Semana que vem é festa junina, venham de vestido…</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Eu tenho vestido de princesa.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Não, é vestido de festa junina, se chama caipira.&nbsp;</div><div><br></div><div>Desenho na bandeirinha</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora entrega bandeirinhas de decoração de festa junina para as crianças desenharem, e quem acaba, pode pegar outra e escolher a cor. Ela começa a atividade relembrando o balão que pintaram no dia anterior. Paulo não pega no material, abraça a professora e mexe no umbigo dela. Ela não se incomoda e ri.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quando Arthur entrega sua bandeirinha desenhada, a professora pede que pinte do outro lado também e diz que “tem muito espaço vazio”. Me chama atenção como as crianças são sempre cobradas a preencher toda a folha ou material sendo usado quando pedem que produzam algo, como para mostrar que elas realmente fizeram a proposta do cronograma, sendo que o que observo nesses casos é que a criança não estava tão interessada em desenhar mais. Por que obrigá-las a pintar mais quando elas já indicaram que está pronta a criação? Será que tal postura não torna o desenhar enfadonho ao menos naquele momento?</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Do outro lado da sala, algumas crianças não estão usando corretamente as canetinhas: Duda coloca canetinhas entre os dedos imitando o personagem Wolverine, outros não tampam o material após o uso, esparramam todas cores em cima da mesa, deixam cair no chão, se rabiscam… A professora então fala:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Canetinha é pra brincar? Eu emprestei a canetinha para desenhar, tem criança brincando… Nós só temos essas, não pode estragar. Vou começar a colocar carinha triste e vai ficar sem parquinho, hein.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Só nessa hora reparo no quadro branco que vai praticamente do chão ao teto, e tem desenhado uma carinha triste com alguns nomes, provavelmente de crianças que no dia anterior não se comportaram adequadamente segundo a professora. Essa “técnica” de colocar à vista de todos quem não se comportou bem não se configura como manipulação psicológica? Até pode ser que funcione na hora, mas será que isso não traz alguma consequência negativa no emocional e na auto estima das crianças a longo prazo? E o parquinho se tornar uma moeda de troca para quem obedece a professora, quais os efeitos disso para o dia a dia?</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Sobre o cuidado com os materiais, qual a melhor forma de orientar o uso deles proveitosamente sem destruírem tudo? Porque é óbvio que os recursos vão ser gastos, mas me incomoda ver o descaso e a falta de cuidado das crianças com o que é oferecido pelo E.D.I., tanto os materiais quanto a comida, que é bastante desperdiçada durante as refeições.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Depois de terem entregue as bandeirinhas pintadas, ensaiam a coreografia da apresentação, e a professora anuncia:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Agora vou liberar os brinquedos como vocês me pediram mais cedo.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As crianças correm para o cantinho dos brinquedos, viram os latões cheios até a boca no chão e começam a se envolver nas brincadeiras. Se espalham pela sala. Gostam especialmente de afastar as cadeiras das mesas e brincar embaixo delas. Escuto conversas aleatórias:</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — A gente não quer perder! (Ester e Pérola)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — A menina tá na frente da corrida — Davi reclama comigo. Ele queria passar com o carro onde uma menina estava deitada brincando. Sugiro que ele brinque em outro espaço vazio, e ele vai.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:25:54 UTC</pubDate>
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         <title>E.D.I. Compositor Neoci Dias de Andrade, Rio de Janeiro. 06/05/2022. Anotação feita no caderno.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2221303388</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O professor Francisco chega na sala com um berimbau e um pacote de folhas brancas, que vai cortando no meio e distribuindo entre as crianças, e às pede que desenhem o que fizeram no último encontro. Ele me vê e pergunta quem sou, então me apresento, conto da faculdade e da proposta da disciplina de PPE. Ele me explica que está trabalhando com elas sobre memória e identidade, e fala algo que não dou conta de anotar sobre Vygotsky. Enquanto os desenhos são feitos, ele prepara o instrumento musical.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As crianças não colocam nomes nos desenhos, desenham coisas fora da proposta, quando são perguntadas individualmente o que fizeram elas não se lembram, mas os papéis são recolhidos e passam para a próxima atividade, que é ele tocar músicas e cantar e elas dançarem e cantarem juntos.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Elas se divertem pulando e cantando. Alguns seguem desenhando e o professor não os interrompe. Em um determinado momento, ele faz movimentos e fala frases que as crianças já sabem como responder, e entendo que é capoeira. Elas não fazem exatamente os movimentos que ele demonstra ou instrui, mas participam da roda.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Acho incrível ter um professor de educação física na educação infantil porque é um profissional que tem outra dimensão do desenvolvimento humano, e que vai trabalhar com as crianças coisas que uma pedagoga por exemplo não vai ter tanto conhecimento.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Reparei que ele ensinava os movimentos da dança não explicando tanto com palavras, e mais deixando as crianças pegarem conforme ia acontecendo a roda, que é como aprendemos muitas coisas na vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:29:36 UTC</pubDate>
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         <title>Hall dos elevadores, 3° andar da Faculdade de Educação (FEUFF), Niterói. 09/05/2022. Anotação feita no bloco de notas do celular e no caderno.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2221304887</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>“As memórias do escritor cruzam-se com as imagens da nossa própria infância e da de muitas crianças, de lugares e tempo diferentes, de ontem e de hoje, brincando de ressignificando o mundo, com a ajuda de gestos, movimentos, falas, combinações, construções e imaginação. São imagens de cadeiras virando trem, lápis guerreando, pedaços de tecidos vestindo príncipes, princesas e fadas, pás e ancinhos atirando, crianças transformando-se em adultos, animais, plantas…” (p.66): o tempo todo que observo as crianças relembro da minha própria criança, e quanto mais convivo com elas, mais brinco e mais feliz me sinto;</li><li>“Ao brincar, a criança não apenas expressa e comunica suas experiências, mas as reelabora, reconhecendo-se como sujeito pertencente a um grupo social e um contexto cultural, aprendendo sobre si mesma e sobre os homens e relações no mundo, e também sobre os significados culturais do meio em que está inserida. O brincar é, portanto, experiência de cultura, por meio da qual valores, habilidades, conhecimentos e formas de participação social são constituídos e reinventados pela ação coletiva das crianças.” (p.67);</li><li>“A brincadeira é em si mesma um fenômeno da cultura, uma vez que se configura como um conjunto de práticas, conhecimentos e artefatos construídos e acumulados pelos sujeitos nos contextos históricos e sociais em que se inserem. (...) é um dos pilares da constituição das culturas da infância, compreendidas como significações e formas de ação social específicas que estruturam as relações das crianças entre si” (p.67);</li><li>“para a criança o brincar assume uma centralidade como modo de agir sobre a realidade e de se relacionar com outros sujeitos - seus pares e adultos.&nbsp; Sendo assim, muitos processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança ocorrem e são provocados nas e pelas atividades de brincadeira.” (p.68)</li><li>Sobre Vygotsky: “a criança <em>aprende</em> a brincar com a mãe, avó, o pai, avô, os irmãos, primos, educadores, enfim, com crianças e adultos em geral com os quais estabelece interações que assumem a dimensão lúdica da brincadeira”. De tanto ler sobre a relação intrínseca entre a criança e o brincar, perdemos de vista o quanto existe uma dimensão de aprender também a brincar, especialmente de bebês que estão na fase em que aprendem tudo sobre existir e viver no mundo;</li><li>“As manifestações de contentamento do bebê estimulam a continuidade da brincadeira e, gradativamente, este vai assumindo papel mais ativo, ocupando também o papel do adulto. A criança aprende a reconhecer certas características definidoras da brincadeira: o aspecto fictício, pois a pessoa não desaparece de verdade, trata-se de um faz de conta, de um plano diferente da realidade imediata; a repetição que mostra que se pode sempre voltar ao início, sem que a realidade se modifique; a necessidade do acordo entre os parceiros de brincarem juntos e uma ausência de consequências e de compromisso com resultados, pois é mais importante o modo como se brinca do que aquilo que se busca.</li></ul><div>“Desse modo, as brincadeiras, com crianças, desde bebês, envolvem uma sequência de ações organizadoras, que concorrem progressivamente para a apropriação de esquemas que lhes permitem iniciar e participar de brincadeiras com outras pessoas (...) e em outros contextos.” (p.69). A autora cita como exemplos desses esquemas: formas específicas de expressar-se, de convidar o outro para brincar, movimentos, sinalizadores da brincadeira, alternância dos turnos nas ações com o outro, vocabulários e expressões verbais específicos.</div><div>“Essas estruturas gerais (...) ampliam as possibilidades de participação e criação de brincadeiras pelas crianças, a partir da transposição dos esquemas já incorporados para outros temas, espaços, tempos e referências culturais específicas.” (p.69);</div><ul><li>A importância do processo de imaginação dentro da brincadeira para Vygotsky: “Nos jogos de faz de conta, a criança destaca os objetos de seu significado e função presentes, atuando com eles no plano imaginário como se fossem outros. (...) A imaginação e a fantasia não se criam do nada, mas sim de elementos tomados da experiência presente e passada dos sujeitos. Assim, as crianças apropriam-se das referências culturais das experiências cotidianas familiares e de outros espaços, bem como da mídia” (p.70). No brincar, as crianças exercitam a imaginação ao trazer a bagagem cultural delas e reinventar esse referencial em algo novo e próprio delas;</li><li>“À medida que as crianças crescem, ampliam suas formas de brincar, interessando-se e compreendendo cada vez mais os jogos com regras, que lhes abrem outras janelas para a experiência lúdica, as interações sociais e a construção de novos conhecimentos.” (p.71);</li><li>O papel da escola em relação à brincadeira: proporcionar momentos e espaços que potencializem a brincadeira como experiência de cultura. De que forma? Alimentando a imaginação através de expressões artísticas, aguçando sua observação sobre a realidade natural e social, resgatando brincadeiras tradicionais da nossa cultura, das famílias e da comunidade (p.72);</li><li>Ótimas perguntas para orientar o olhar visando elaborar propostas para um grupo de crianças: “De que as crianças brincam? Que temas e objetos/brinquedos estão envolvidos? Que brincadeiras se repetem cotidianamente? Que regras organizam as brincadeiras? Em que espaço e durante quanto tempo brincam? Como escolhem e distribuem os participantes? Que papéis são assumidos? Como se organizam em grupos? Que critérios e valores perpassam a escolha dos parceiros (amizade, alianças, hierarquias, preconceitos, relações de poder etc.)? Quais são as regras que regem relações entre pares? Que conhecimentos e habilidades as crianças revelam nas brincadeiras?” (p.73);</li><li>“é importante ter o cuidado de não reduzir as brincadeiras ou o jogo a mero recurso didático, pois assim os estaremos destruindo como espaços de experiência lúdica e de cultura. O trabalho só assumirá uma perspectiva lúdica se tiver como características a fruição, a escolha, a ausência de consequências, as descobertas, a possibilidade de decisão, solução e iniciativa da criança.” (p.73).</li></ul><div><br><strong>Bibliografia</strong><br>BORBA, Angela Meyer. A brincadeira como experiência de cultura. <em>In:</em> CORSINO, Patrícia (org.). <strong>Educação infantil: cotidiano e políticas</strong>. Campinas, SP: Autores Associados, 2012. p.65-74. Coleção educação contemporânea.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:31:05 UTC</pubDate>
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         <title>E.D.I. Compositor Neoci Dias de Andrade, Rio de Janeiro. 25/05/2022. Anotação feita no caderno.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2221313135</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora Fernanda não veio, a turma está com a Professora Taís. Esta é mais firme e eles obedecem mais ela. Às 7:45 é oferecido leite e fruta picada (mamão e melão, acho) e às 8:00 subimos para a sala.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As crianças se acomodam e alguns seguem a rotina de deixar a agenda na mesa da professora, outros vão pegar brinquedos ou ficam andando entre as mesas para falar com os amigos. A professora fala que podem pegar livros, eles escolhem mais de um e levam para as mesas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Davi começa a contar uma história para a mediadora de Paulo com o livro que pegou, e depois vem contar para mim.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; É hora da rodinha, todos guardam os livros e sentam na linha azul, alguns ficam em pé ou sentam no meio. A professora sinaliza e eles sentam mais perto da linha. Enquanto ela fala, eles ficam em silêncio e, quando Ester fala junto com ela, ela pede para esperar a sua vez de falar. É explicado porquê Fernanda não veio e começam a cantar as músicas. Jorge vem para a mesa brincar de carrinho, Luísa vai à mesa beber água e depois volta. Eles escolhem as músicas que querem cantar.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Agora vamos cantar a música do jacaré pra fechar. (Professora Taís)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Quero fazer xixi! (Ramón)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Pode ir lá. Maria Alice, guarda essa boneca. Agora é hora da rodinha, não dos brinquedos.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As crianças na rodinha deitam e cantam. Na verdade, a professora canta e eles fingem que dormem, como indica a canção, até ser a hora do jacaré acordar. Depois repetem a música e se sentam para fazer atividades.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Taís leva uma gaveta de legos em cada mesa e distribui as peças. Fernanda virava uma gaveta por mesa, acho que colaborava com que fizessem mais bagunça. Em uma das mesas, não dá brinquedos, mas sim uma folha de papel 40kg já pintada de giz amarelo. Ela explica que as crianças daquela mesa vão fazer uma das casas dos três porquinhos e pergunta do que são feitas as casas da história. As crianças respondem e eles começam a atividade de colar palha no papel.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Olha aqui que eu fiz uma casa! Uma casa de dinossauro! (Davi)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Jorge e Davi começam a briga de dinossauros de lego e Davi destrói o dinossauro de Jorge, que percorre a sala procurando peças espalhadas pelo chão para fazer um dinossauro maior. Ele consegue e então ataca e destrói o dinossauro de Davi, que reclama.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora vai para outra mesa com os materiais da atividade e leva os blocos para a mesa que já fez a atividade.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Davi trouxe de casa uma cabeça de dinossauro de plástico mole e ele e Jorge começam a brincar de destruir os blocos. Eles montam os legos e derrubam com a cabeça de dinossauro de Davi e a moto de brinquedo que Jorge trouxe de casa.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Jorge tem muita dificuldade de brincar sentado e sozinho.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — É uma bolinha de paia. É assim que faz — Davi pega palha no chão e enrola na mão, igual como faz bolinha de massinha. Jorge imita e começam a ver quem faz a maior e mais rápido.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Terminada a atividade da casa de palha, guardam os brinquedos e ganham massinha. Davi faz um leão muito parecido com os de verdade. Jorge faz uma cobra e fica rindo no espelho com ela.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, fiz uma estrela com olhos! (Valentina)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Cadê? Deixa eu ver! (Jorge)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Já tô acabando a minha lagarta! (Davi)</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Davi é muito bom em fazer animais de massinha e Jorge em fazer dinossauros de lego. Me pergunto se as professoras sabem disso, pois talvez eles dois só sejam tidos como os mais bagunceiros do grupo, e elas infelizmente não tem tempo de ficar ao lado deles durante um dia quase todo observando suas criações e falas.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, agora tira foto da minha lagarta!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:38:58 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>luiza_vitoria</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:42:12 UTC</pubDate>
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         <author>luiza_vitoria</author>
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         <pubDate>2022-06-15 00:43:18 UTC</pubDate>
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         <title>E.D.I. Compositor Neoci Dias de Andrade, Rio de Janeiro. 08/06/2022. Anotação feita no caderno.</title>
         <author>luiza_vitoria</author>
         <link>https://padlet.com/luiza_vitoria/v5urs6pstw8qtxgn/wish/2221319391</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O café da manhã começou às 7:30. Hoje foi banana e leite. A maioria das crianças está com sono e quase não comem. Além disso, vieram poucas (só treze, o que é aproximadamente metade da turma). Manuela Morais pega e come a banana de Manuela Buna sem que a professora veja.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Subimos para a sala. Pergunto às crianças quem trouxe a agenda, eles respondem e começam a pegar as suas e levar para a mesa da professora. Ao mesmo tempo, algumas ainda estão escolhendo seus lugares e pedindo para sair para encher as garrafinhas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Davi reclama que Jorge está seguindo ele e tento direcioná-los para que escolham suas carteiras. Peço a Jorge para que pegue sua agenda e sente, mas ele não responde, apenas deita na mesa sem dormir. O deixo lá. Após alguns minutos, ele toma a iniciativa de colocar a agenda junto com as de outras crianças.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora passa de mesa em mesa entregando blocos de montar, uns de plástico e outros de madeira. Acho que as meninas da mesa onde estou sentada estão deixando Manuela Buna de lado, pois não emprestam suas peças à ela (cada uma recebeu uma quantidade individual), tentam pegar as dela e dizem que a casa que ela construiu está feia. Manuela Buna e Isaac, que também está na mesa, ainda assim tentam entrar na brincadeira das garotas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Não deixa a Buna pegar nenhuma pecinha da gente! (Manuela Morais)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Silêncio.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Agora vamos guardar as peças para começar a aula. (Professora Fernanda)<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Vamos destruir as casas, amiga, a nossa e a sua. — Maju fala para Manuela Buna. Elas desfazem tudo e, quando Manuela Morais vê, fica irritada e vem correndo:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Não faz isso com a minha casa! — e abraça as peças esparramadas.</div><div><br></div><div>Rodinha<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A professora Fernanda e as crianças cantam as músicas, falam do clima e de como chegaram ao EDI. Todos estão sentados no chão. Quando a Professora Fernanda vai contar a história, eles sentam no meio da roda e a professora senta numa cadeira. A história do dia é sobre as lendas do folclore brasileiro. Após a leitura, são colocadas folhas de papel 40kg no meio deles e a professora vai escrevendo os nomes dos personagens apresentados no livro conforme as crianças lembram. Ela só escreve os que eles falam, alguns que não foram citados não entram na atividade.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Com as duas folhas escritas e separadas entre dois grupos, as crianças desenham os personagens com canetinha. O grupo das meninas, apesar de menor que o grupo dos meninos, recebe dois pacotes de canetinha, porque "Senão, dá briga”, segundo a professora.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Manuela Morais diz que vai pegar rapidinho seu lápis de cor (todos estão usando o material da própria escola) e eu falo que acho que não pode e que vai misturar. Ela responde:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Eu cuido das minhas coisas.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Após algum tempo:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Pronto. Já usei.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Depois, a professora volta e avisa que não é para pintar de canetinha, apenas para desenhar e que, se quiser pintar, pode pintar com o lápis de cor. Então começam a haver reclamações e comentários:<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, o grupo dos meninos tá pintando com a canetinha. O nosso, não.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, o Joaquim tá desenhando no desenho do Jorge.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, a Manuela me chamou de egoísta.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Tia, tem cobra na história?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — Posso fazer uma casa?<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — O Joaquim pintou no chão!<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; — A Manuela pintou na Maju e empurrou ela!</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-06-15 00:45:03 UTC</pubDate>
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