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      <title>Reflexões semanais - Gestão do Cuidado Nutricional 2024 (Thiago, Nicolas e Pedro) by </title>
      <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy</link>
      <description>Sejam bem vindes! Aqui é nosso espaço virtual para trocar nossas reflexões coletivas! Perguntas/Reflexões fixas:  1. Quais assuntos abordados na aula você teve sua perspectiva ampliada, ou já conhecia? 2. Fique a vontade de compartilhar um feedback da aula, sugestões ou vivências sobre o tema! (não obrigatório)   3. Principais pontos de cada aula;   </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-12 00:04:06 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Como as diferentes camadas de gestão do cuidado e o uso de tecnologias de saúde podem influenciar o trabalho em nutrição?</title>
         <author>thiagolucena2001</author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3211953494</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-11-12 00:04:06 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 1</title>
         <author>thiagolucena2001</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta disparadora da aula: Como as diferentes camadas de gestão do cuidado e o uso de tecnologias de saúde podem influenciar o trabalho em nutrição?</strong></p><p>Podemos entender que a gestão do cuidado em saúde envolve várias camadas, como a social, sistêmica, organizacional, profissional, familiar e individual, que impactam diretamente o trabalho do nutricionista. Ter uma visão ampliada do sujeito é essencial para o cuidado nutricional, pois permite considerar o contexto social, cultural e familiar de cada pessoa, respeitando sua autonomia e oferecendo um cuidado mais adequado às suas necessidades e que faça sentido ao indivíduo enquanto cidadão.</p><p>O uso de tecnologias de saúde, como ferramentas de monitoramento, também é relevante nessa dinâmica de cuidado, uma vez que se articulam com as necessidades do paciente, mas é importante que essas tecnologias complementem, e não substituam, o contato humano e a construção de vínculo com o paciente. Vale salientar que cabe ao profissional articular as tecnologias duras, leve-duras e leves em seu processo de cuidado para que, junto de outros profissionais, atendam o paciente em sua totalidade.</p><p><strong>Perguntas/Reflexões fixas:</strong></p><p><strong>Na percepção da dupla/do trio, quais foram os principais pontos da aula dessa semana?</strong></p><p><strong>Quais assuntos abordados na aula vocês tiveram sua perspectiva ampliada? Quais assuntos já conheciam?</strong></p><p><strong>Fiquem à vontade de compartilhar um feedback da aula, sugestões ou vivências sobre o tema! (não obrigatória)</strong></p><p>Os principais pontos da aula para nosso trio foi o compreendimento do quão amplo deve ser o entendimento dos pacientes frente a seu processo de cuidado, de forma que nos chamou bastante a atenção as camadas que recobrem o sujeito quanto a seu cuidado nutricional. Também achamos importante o reforço que a professora deu quanto à problemática do atual sistema de cuidado para a população que se baseia em uma visão biomédica e medicamentosa, de forma que aparentemente uma pílula resolverá todos os problemas trazidos ao sistema de saúde. É controversa essa submissão do cuidado ser submetida a um padrão mercadológico subjugado à indústria, especialmente, a farmacêutica. Interessantemente, este é um paradigma que permeia com certa proeminência o imaginário popular, ou seja, dos sujeitos de cuidado, do que se é esperado em um atendimento junto a um Nutricionista, por exemplo, cujo papel passa a ser exclusivamente de prescritor de ações e itens que certamente cumprirão com o objetivo estabelecido pela “clientela”. Outro ponto chave que chamou nossa atenção foi a chamada ao cuidado emancipador, que prevê o paciente como ser ativo e experiente de sua saúde, doença e cuidado e se contrapõe justamente a essa lógica. Aqui amplia-se a visão do ser cuidado e propõe-se a inclusão de vivências do paciente, dando voz e atenção de fato a quem precisa e não somente uma cápsula de forma inconsequente.</p><p>Um dos membros da equipe pensou durante a aula em vários dos episódios da famosa série “Dr. House”, que o protagonista é um famoso médico, muito pretensioso e com muitos saberes e domínios de técnicas consideradas mais duras. Ele peca em não costurar essas tecnologias com retalhos que pertencem aos domínios mais leves, faltando com sensibilidade à construção de vínculos e de abordagens mais empáticas para/com seus pacientes. Tece-se aqui justamente uma crítica a partir do diálogo teórico proposto durante nossa primeira aula, em que não devemos apenas depender do aspecto técnico, sabendo amarrá-lo aos outros saberes que necessariamente importam para um cuidado mais potente.</p><p>Certa parte do que aprendemos, especialmente quanto ao tipo de tecnologias em saúde e essa noção do indivíduo como maior à sua condição de saúde, vimos em disciplinas como promoção da saúde, dietética e planejamento dietético. Contudo, de forma integrada como tivemos na aula foi inovador e nos possibilitou novos entendimentos quanto ao processo de cuidado ao paciente, tendo os principais pontos/conceitos discutidos em parágrafos anteriores. Por fim, achamos a aula bastante interessante e articulada a outros conceitos que já experienciamos na disciplina, mas sob um novo olhar. Também foi interessante ouvir os casos dos colegas Thiago e Beatriz quanto aos desafios de implementação de técnicas do cuidado, mas também quanto a importância da comunicação com outros profissionais de saúde em momentos destinados à ampliação de entendimentos do caso do paciente.&nbsp;</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-12 00:09:14 UTC</pubDate>
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         <title>De que forma a prática da clínica ampliada e compartilhada contribui para a produção do cuidado alimentar e nutricional? O que agrega/o que falta em relação a outras abordagens?</title>
         <author>pdadsouza1</author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3227162715</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-11-21 00:58:59 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 2</title>
         <author>pdadsouza1</author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3227169995</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Perguntas disparadoras</strong></p><p><strong>1) De que forma a prática da clínica ampliada e compartilhada contribui para a produção do cuidado alimentar e nutricional? O que agrega/o que falta em relação a outras abordagens?</strong></p><p>A clínica compartilhada permite uma interpretação mais realista da situação do paciente ao trabalhar sobre as diferentes dimensões da vida que geram o cuidado. A Bia, convidada da aula, trouxe o caso de uma mulher que foi levada à internação pelo seu filho, jovem periférico com pouco tempo para cuidar da mãe. Em um dado momento, Bia nota que a mulher havia mudado sua dieta geral para dieta pastosa, sem que tenha passado por cirurgia, e suspeita de um episódio depressivo devido à internação. A interação da equipe multi não só entre si, como também com a paciente e sua família próxima, promovida pela abordagem compartilhada, é fator determinante na produção de qualquer tipo de cuidado em casos complexos. Dito isso, toda vez que se olha para uma pessoa de perto, encontra-se um caso complexo.</p><p>Uma das falhas da abordagem compartilhada aparentou ser um distanciamento da lógica do cuidado clínico moderno. Frequentemente, informações importantes para a clínica ampliada qualificada passam despercebidas por exames e anamnese tradicionais, exigindo uma investigação mais profunda por parte da equipe multi, que por vezes é frustrante.</p><p><br/></p><p><strong>2) Quais os potenciais impactos desta abordagem para a organização da atenção nutricional: “onde” pode estar o profissional nutricionista?</strong></p><p>Materialmente falando, o Projeto Terapêutico Singular (PTS) está se tornando meta a ser cumprida por profissionais de saúde de alguns CAPS em São Paulo. Então, caso venha a ser mais adotada a abordagem ampliada nos serviços de saúde, é provável que seja contorcida pela lógica vigente de produção do cuidado, neoliberal.</p><p>Contudo, é extremamente valioso para um profissional da saúde conhecer o valor e a utilidade única da clínica compartilhada. O trabalho em equipe multidisciplinar e o acolhimento de tudo aquilo que o paciente nos traz é uma das formas mais poderosas e direcionadas de produzir cuidado.</p><p><br/></p><p><strong>Perguntas/reflexões fixas</strong></p><p><strong>1) Na percepção da dupla/do trio, quais foram os principais pontos da aula dessa semana?</strong></p><p>Para mim, Pedro, fiquei impressionado e feliz de ver uma maneira concreta de operacionalizar esse “cuidado holístico” que tenho ouvido falar ao longo do curso. Sinto que ainda não aprendi a fazê-lo, realmente, na prática, mas é bom saber que tenho algo bom para aprender.</p><p>Também fiquei extremamente feliz em ver uma colega da minha sala de entrada na Faculdade, que agora trabalha em um hospital e veio compartilhar seu conhecimento e sua experiência a alunos que estão prestes a embarcar aos estágios. Foi bastante tranquilizador, em um momento de ansiedades como este, ver alguém que já passou por aquilo que estamos passando e agora está crescendo muito.</p><p>Eu, Nicolas, achei muito interessante e importante ter um contato prévio com os “bastidores” de espaços promotores de cuidado. Aqui, percebo como abre-se um diálogo extremamente claro, em uma dimensão mais macroscópica, entre o braço intersetorial que contempla a elaboração e implementação políticas públicas e a ponta, que é impactada por essas ações. Além disso, em uma dimensão mais microscópica, observo que entre os próprios profissionais de saúde que estão envolvidos enquanto atores desse trabalhoso e complexo processo da produção de cuidado(s), há uma articulação necessária que recebe desdobramentos da dimensão macroscópica, mas que também tem suas próprias formas de organização e expressão no cotidiano. A elaboração e o manejo do PTS, por exemplo, ilustram bem essa dinâmica, na qual o profissional de saúde precisa equilibrar diretrizes e metas institucionais com as demandas e especificidades individuais de cada usuário. Nesse contexto, o PTS se torna um instrumento vivo, que para além de refletir as necessidades do usuário, demanda ainda constante articulação entre equipes multidisciplinares e setores complementares. O cotidiano do profissional de saúde, assim, é marcado por essa intermediação: ele atua como elo entre os diferentes níveis de cuidado e carrega a responsabilidade de ajustar práticas às particularidades de cada caso. Essa prática exige sensibilidade, adaptabilidade e um olhar ampliado, considerando não só o que é prescrito nas políticas públicas - que obviamente é bastante importante e fornece certo arcabouço teórico -, mas também o que emerge no contato direto, face-a-face, tête-à-tête, com o usuário. O cotidiano é repleto de desafios, como lidar com a escassez de recursos, os limites impostos pelo sistema, e as especificidades socioculturais e emocionais que cada pessoa traz consigo. No entanto, também é nesse dia a dia que ocorrem conquistas significativas, quando uma estratégia compartilhada no PTS é efetivada, promovendo deslocamentos pertinentes e fortalecimento na vida dos usuários e reforçando o propósito coletivo de cuidado.</p><p><br/></p><p><strong>2) Quais assuntos abordados na aula vocês tiveram sua perspectiva ampliada? Quais assuntos já conheciam?</strong></p><p>A pura complexidade das pessoas que chegam ou que trabalham nesse estranho lugar chamado hospital.</p><p>Eu, Pedro, percebi que não conheço o suficiente sobre o SUS, ou até mesmo sobre o funcionamento de um hospital ou de uma equipe de saúde. Talvez sejam conhecimentos que eu irei absorver naturalmente ao trabalhar no ambiente hospitalar por mais tempo.</p><p>Acredito que eu, Nicolas, ampliei bastante o que antes tinha entendido sobre PTS. Algo que foi levemente trabalhado na disciplina de Avaliação do Estado Nutricional, sem muito contexto e com uma abordagem que careceu de aspectos informativos, seja para entendermos o que era de fato o PTS, seja para entendermos para qual motivo ele nos será útil. Além disso, senti que foi bastante necessário ter tido esse contato com uma egressa do curso, de modo a nos trazer certa concretude de nosso papel enquanto futuros profis</p><p>sionais da saúde.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-11-21 01:03:29 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 3</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3243237999</link>
         <description><![CDATA[<p>A aula explorou como a interprofissionalidade e os arranjos organizacionais são centrais para alcançar a integralidade do cuidado em saúde. Inspirando-se em séries como <em>Grey’s Anatomy</em>, que ilustram a dinâmica de equipes de diferentes áreas, é possível questionar se realmente vemos uma prática interprofissional ou apenas uma justaposição de esforços em um cuidado multiprofissional. Para que o cuidado em saúde se desdobre de forma integrada, é necessário que médicos, enfermeiros e terapeutas não só colaborem, mas também articulem saberes e tecnologias para atender necessidades clínicas e emocionais dos pacientes.</p><p><br/></p><p>Aqui, cumpre esclarecer que na aula ficou bastante evidente que interprofissionalidade, multiprofissionalidade, interdisciplinaridade e multidisciplinaridade possuem diferenças importantes. A multidisciplinaridade coloca áreas diferentes lado a lado, enquanto a interdisciplinaridade busca integrar saberes para resolver questões em comum. A multiprofissionalidade, por sua vez, implica ações conjuntas, mas com funções específicas, enquanto a interprofissionalidade promove trocas ativas e aprendizado mútuo, evitando que o cuidado fique fragmentado “em caixinhas”. No contexto das eMulti na APS, algo reiteradamente trabalhado na última aula, ficou claro que esse modelo busca ampliar práticas e integrar tecnologias, retomando abordagens como o apoio matricial. Além disso, percebemos que apesar de avanços, desafios como clareza nos fluxos de trabalho e na formação dos profissionais ainda precisam ser enfrentados.</p><p><br/></p><p>Os principais pontos discutidos na aula destacaram os diferentes sentidos da integralidade, desde a organização dos serviços de saúde até o cuidado centrado no sujeito e a formulação de políticas públicas abrangentes. Nesse cenário, as equipes de referência e apoio matricial se assemelham aos <em>Vingadores</em>: cada profissional (ou herói) traz habilidades únicas, mas é a colaboração e o diálogo que realmente fazem a diferença para superar desafios complexos.</p><p><br/></p><p>Entre os conceitos que ampliaram perspectivas, a horizontalização do cuidado, que rompe com a hierarquia tradicional dos serviços, mostra-se essencial para um cuidado mais inclusivo e participativo. Conceitos como vínculo e acolhimento também ganham uma nova dimensão ao serem entendidos como frutos da co-construção entre profissionais e pacientes, assim como alianças sólidas são fundamentais para o sucesso entre os interlocutores presentes nas narrativas ficcionais apresentadas.</p><p><br/></p><p>A aula reforçou que a integralidade em saúde vai além de ser um objetivo técnico: é uma prática viva, que exige aprendizado contínuo e adaptação. Isso ressoa com os dilemas de personagens como Meredith Grey ou Capitão América, por exemplo, que enfrentam sistemas complexos e precisam equilibrar técnica e humanidade para gerar impactos positivos.</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-02 18:24:57 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 4</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3250096464</link>
         <description><![CDATA[<p>1. Na percepção da dupla/do trio, quais foram os principais pontos da aula dessa semana?</p><p>Os principais pontos abordados na aula giraram em torno das linhas de cuidado como estratégia para a organização da atenção integral à saúde, com ênfase no papel dos nutricionistas nesse processo. Discutiu-se a importância de superar modelos biomédicos tradicionais e investir em ações interdisciplinares, destacando-se o nutricionista como indutor de práticas integradas e promotor de acolhimento, vínculo e responsabilização no cuidado. A aula também explorou o conceito de Redes de Atenção à Saúde (RAS) e sua organização por diferentes densidades tecnológicas, além do papel central da Atenção Primária à Saúde (APS) como eixo articulador. Essa abordagem pode ser comparada à série The Good Doctor, que frequentemente apresenta a integração entre diferentes profissionais para proporcionar um cuidado centrado no paciente. Assim como no ambiente hospitalar da série, as linhas de cuidado propostas na aula garantem que o paciente não seja tratado de maneira fragmentada, mas considerando suas necessidades de forma integral.</p><p><br/></p><p>2. Quais assuntos abordados na aula vocês tiveram sua perspectiva ampliada? Quais assuntos já conheciam?</p><p>A perspectiva foi ampliada em relação à interdisciplinaridade e interprofissionalidade nas equipes de saúde, além do fluxograma de tomada de decisões apresentado e discutido em sala. Embora a importância de equipes multidisciplinares seja um conhecimento prévio, a aula detalhou como essas práticas podem ser operacionalizadas no contexto da nutrição, e lembramos também - conectando com uma das aulas passadas - como um projeto terapêutico singular bem desenhado para cada usuário pode auxiliar (e muito) nesse sentido. Além disso, a noção de linhas de cuidado foi elucidativa, demonstrando o fluxo de acolhimento, diagnóstico e tratamento de forma integrada e transversal às redes de atenção à saúde. Já tínhamos familiaridade com o conceito de Vigilância Alimentar e Nutricional (VAN) e sua relevância no mapeamento das condições nutricionais da população que vimos nas aulas de Políticas Públicas. Contudo, a aula adicionou importantes pontos sobre a territorialização, reconhecendo como os contextos geográficos e culturais moldam as práticas alimentares, remetendo a produções como o documentário Rotten da Netflix, que mostra como o ambiente e as tradições impactam a cadeia alimentar global.</p><p><br/></p><p>3. Como nutricionistas podem contribuir com a implementação de linhas de cuidado no contexto da atenção integral à saúde?</p><p>Nutricionistas são centrais na qualificação das linhas de cuidado, integrando-se às equipes de saúde para garantir o acolhimento e a condução dos usuários dentro da rede assistencial. Eles atuam como facilitadores de práticas educativas e coordenadores de intervenções nutricionais, desde a atenção primária até níveis mais complexos, como a atenção hospitalar. Além disso, podem contribuir com ações de educação popular em saúde, fortalecendo a autonomia dos indivíduos e comunidades no cuidado com a alimentação. Essa prática ressoa com as mensagens transmitidas no filme Comer, Rezar, Amar, que explora a relação da protagonista com a alimentação como elemento essencial para seu bem-estar integral. No contexto das linhas de cuidado, nutricionistas podem apoiar os pacientes na construção de uma relação saudável com a comida, respeitando suas subjetividades, tradições e condições socioeconômicas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-06 18:30:04 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 7</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3259559236</link>
         <description><![CDATA[<p>Para refletir sobre a última aula, optamos por refletir sob nossa discussão em sala de aula sob a luz da série Arcane. Arcane é uma série animada da Netflix baseada no universo do jogo League of Legends. A trama se passa em um mundo fictício dividido entre duas cidades-gêmeas: Piltover, conhecida como a "Cidade do Progresso", e Zaun, uma região subterrânea marcada pela pobreza, violência e exclusão social. Enquanto Piltover ascende como um centro de inovação tecnológica e avanços científicos, Zaun é uma cidade oprimida, onde os habitantes lutam diariamente para sobreviver em condições precárias. Zaun é frequentemente negligenciada por Piltover, que a explora economicamente enquanto mantém seus cidadãos marginalizados. Essa desigualdade é intensificada pelo uso de uma substância chamada Shimmer, uma droga cintilante que, apesar de conceder habilidades físicas extraordinárias, também causa efeitos colaterais devastadores. Shimmer é um símbolo da desesperança em Zaun, sendo tanto uma ferramenta de sobrevivência quanto uma arma de destruição (ou de resistência à uma realidade intragável aos sentidos).</p><p><br/></p><p>A série aborda temas profundos como desigualdade social, luta de classes e as consequências das decisões políticas. Ela não é apenas uma história de fantasia e ação, mas uma análise de como o abandono, coerção estatal e a ganância podem agravar as disparidades entre ricos e pobres. O conflito central gira em torno do relacionamento entre personagens de Piltover e Zaun. De um lado, temos Piltover, que enxerga Zaun como um problema a ser controlado; de outro, os habitantes de Zaun, que buscam autonomia e dignidade. É nesse cenário que surge a Shimmer, usada tanto como uma ferramenta de resistência quanto como uma evidência do impacto do abandono social.</p><p><br/></p><p>No contexto de Zaun, o cuidado é uma questão complexa. Não há políticas públicas ou estruturas de suporte adequadas, então os atos de cuidado emergem das redes locais e das próprias comunidades até então à margem da sociedade. Isso se conecta com a experiência de Juma, uma profissional do sexo que compartilhou sua história em um evento acadêmico, em um espaço de prestígio dentro da FSP/USP, revelando como foi negligenciada e violada pelo Estado, seus agentes sociais e pela sociedade como um todo. Juma precisou  de sujeitas a um "cuidado" distorcido para se manter vida em uma contexto de abando e segregação, onde a droga era a única forma de se lidar com uma realidade excruciante.</p><p>Contudo, Juma transformou sua história e sua realidade, de forma que mobilizou os seus para formar uma rede de cuidado única, que chega onde o Estado não quer chegar. Juma lança olhar sobre a verdadeira "droga" a ser combatida, o descaso de uma estrutura que negligência sua função basilar, a garantia de direitos a todos os cidadãos.</p><p><br/></p><p>Voltando a Arcane, se considerarmos a Shimmer, ela pode ser vista como uma metáfora para a política de redução de danos que Juma trabalha e que observamos fortemente em seu caso. Assim como o menino em situação de rua que ofereceu cola a Juma – um gesto simples, mas significativo em seu contexto e que representou a produção de um cuidado distinto daquele que estamos acostumados a entender como cuidado – a população mais marginalizada de Zaun utiliza a Shimmer para lidar com uma realidade brutal e encontrar uma forma de resistir à opressão. Essa visão nos faz refletir sobre os limites e as potencialidades do cuidado em contextos de vulnerabilidade extrema. Assim como em Zaun, onde a luta por sobrevivência é uma forma de cuidado coletivo, a história de Juma nos ensina que o cuidado muitas vezes emerge de lugares inesperados e precisa ser livre de julgamentos, já que o cuidado também se manifesta de maneiras singulares indo na contramão do que o senso comum considera como zelar do outro.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-13 16:31:13 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>thiagolucena2001</author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3263190933</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta disparadora da aula: Quais as potencialidades e as limitações para a garantia&nbsp; do direito humano à alimentação adequada na perspectiva da intersetorialidade?</strong></p><p>A prática intersetorial se mostra como uma grande potencialidade para entendimento holístico e integral do paciente, de forma que suas demandas - muitas vezes são multifatoriais - podem ser entendidas e abordadas amplamente, proporcionando um cuidado mais adequado ao tipo de demanda do paciente. Além disso, o tratamento não se limita a uma abordagem “dose-resposta”, em que a queixa do paciente é “solucionada” com uma prescrição genérica e reducionista. Ademais, aqui o indivíduo é colocado no centro do processo terapêutico, onde é entendido em sua singularidade. Ainda sob essa perspectiva, o direito à alimentação é assegurado por práticas intersetoriais por promover articulação com outras áreas do conhecimento bem como de outras profissões irrelevantes na dinâmica do cuidado nutricional. Aqui o paciente pode ter acesso a políticas públicas que visem à alimentação adequada, como elucidado no caso analisado em aula, onde a fórmula infantil passou a ser ofertada no ambiente escolar, garantindo, dessa forma, a alimentação de Miguel.</p><p>Contudo, a dinâmica intersetorial denota desafios próprios para sua efetiva implementação. Inicialmente, deve-se considerar a articulação profissional necessária, em que todos os profissionais devem, minimamente, estarem de acordo quanto a linha de cuidado que devem seguir, caso não, informações serão desencontradas, diagnósticos negligenciados e vínculos esvaziados, afastando o paciente das “instituições cuidadoras”. Além disso, deve-se considerar a burocracia e a fragmentação ao qual a prática intersetorial está sujeita, uma vez que, na rede de cuidado, nem sempre as informações são conectadas e seguem de forma linear, tendo em vista que nesse processo, mecanismos burocráticos estão concatenados entre si, de modo que o acesso às demandas do paciente é prejudicada. Isso é evidente, por exemplo, no caso estudado, onde a diretora da escola não sabia como proceder em relação à alimentação especial de Miguel, também é evidente quando a documentação retorna para Jéssica e ela demandaria passar mais uma vez com o médico ou nutricionista para ter acesso ao alimento de seu filho. Por fim, em uma sociedade contemporânea escalonada em problemas multifatoriais, a prática intersetorial como ferramenta para a garantia&nbsp; do direito humano à alimentação adequada é essencial para o efetivo cuidado com o ser humano, porém, ainda apresenta barreiras quanto à totalidade da assistência que se propõe.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Perguntas/Reflexões fixas:</strong></p><ol><li><p><strong>Na percepção da dupla/do trio, quais foram os principais pontos da aula dessa semana?</strong></p></li></ol><p><br></p><p>A aula em si foi bastante produtiva, não só por se tratar de um estudo de caso (muito bem construído, por sinal), mas também por nos instigar a lembrar de outras disciplinas e outros saberes mobilizados ao longo do curso como nutrição materno-infantil e avaliação do estado nutricional. Outro ponto positivo em nossa percepção, foi poder observar essa “jornada do cuidado” que Jéssica passou até conseguir ser de fato atendida e auxiliada. Isso se evidencia como uma barreira ao acesso não só a alimentação adequada, mas também à saúde, e como tal jornada é cansativa e extenuante àqueles que clamam pelo atendimento de seus direitos. Por fim, salientamos as análises propostas em sala de aula, que nos permitiu avaliar o quão potente é a prática intersetorial em paradoxo ao quão desafiadora é sua plena implementação para a efetivação da assistência integral.</p><p><br></p><ol start="2"><li><p><strong>Quais assuntos abordados na aula vocês tiveram sua perspectiva ampliada? Quais assuntos já conheciam?</strong></p></li></ol><p><br></p><p>Ampliamos nossa perspectiva na ideia de avaliação nutricional e da importância&nbsp; das curvas de crescimento propostas pela OMS, também expandimos nossa visão quanto à dinâmica do processo de cuidado nutricional, uma vez que podemos observar o cansaço de uma mãe em busca de uma prática de cuidado correta para seu filho, mas que foi silenciada em seus desejos, além de ser privada de seu direito à informação. Ademais, acreditamos que essa visão macroestrutural dessa jornada em busca do cuidado integral nos situou quanto ao que esperar fora do ambiente acadêmico. Já tínhamos conhecimentos quanto ao possível diagnóstico de Miguel, por conta de disciplinas como nutrição clínica, fisiologia e imunologia, também recordamos assuntos de ciclos de vida 1, no que tange à gravidez e ao descaso recorrente com as mães em seus partos e, especialmente, na questão da amamentação.</p><p><br></p><ol start="3"><li><p><strong>Fiquem à vontade de compartilhar um feedback da aula, sugestões ou vivências sobre o tema! (não obrigatória)</strong></p></li></ol><p><br></p><p>Foi muito construtivo esse formato de estudo de caso de forma tão completa e analítica, acreditamos que foi um bom prelúdio de nossa vivência profissional!</p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-17 01:35:06 UTC</pubDate>
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         <title>AULA 5</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/thiagolucena2001/v5maaq1y70dgquy/wish/3265563242</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Pergunta disparadora:</strong></p><p><strong>A partir das vivências compartilhadas pelo professor convidado em aula, discorra sobre desafios que você percebe em funções gerenciais em nutrição para contribuir com a produção do cuidado. Cite e elabore acerca de três desafios principais.</strong></p><p><br/></p><p>Algo que nos impressionou muito foi a velocidade do crescimento do ICESP como hospital público. Hoje, é um dos mais competitivos na área da oncologia e é uma força impulsora da humanização na atenção à saúde. Ao ouvir a história do Instituto, algo que chamou a atenção foram os projetos, como o Ensinando a Cuidar, ou o Alô ICESP, ou até mesmo a Revista SP Câncer, que, mesmo que não sejam trabalhos diretos de cuidado em saúde, acabam tendo repercussões positivas na promoção da saúde. Tendo em vista esse processo complexo e multidisciplinar da produção do cuidado, o feito alcançado pelo ICESP de pensar e executar tantas soluções humanizadas em tão pouco tempo aparenta ser extremamente desafiador.<br></p><p>Três desafios principais:</p><ol><li><p>Promover a autonomia do paciente visando seu autocuidado fora do hospital; aliado a isso, garantir que o paciente seguirá na rede de atenção primária do SUS após a alta.</p></li><li><p>A otimização da logística de processos que, ainda quando parecem banais, têm profundo impacto na dinâmica do trabalho, como a questão da distribuição de café num prédio de mais de 20 andares.</p></li><li><p>O compromisso com a humanização, tanto da saúde, quanto da gestão hospitalar.</p></li></ol><p><br/></p><p><strong>Pergunta/reflexão fixa:</strong></p><p><strong>Na percepção do trio, quais foram os principais pontos da aula dessa semana?</strong></p><p><br/></p><ul><li><p>A tangibilidade trazida por Vinicius a partir da apresentação de como é seu espaço de trabalho, do reconhecimento da posição do ICESP no sistema de saúde brasileiro e da sua própria trajetória. Trouxe uma sensação de segurança durante essa entrada aos estágios.</p></li><li><p>Orgulho da saúde pública brasileira.</p></li><li><p>A franqueza de Vinicius ao considerar que cometeu erros em sua trajetória, mesmo com todos nós reconhecendo sua posição atual de trabalho como admirável. A incerteza, seja na estatística, seja em nossas mentes, parece ser algo sentido por toda a comunidade acadêmica.</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-18 00:24:34 UTC</pubDate>
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