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      <title>PORTIFÓLIO by </title>
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      <description>Disciplina de Relações Étnico-Raciais e Psicologia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-13 20:48:48 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 1</title>
         <author>marimoras</author>
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         <description><![CDATA[<div>O texto da aula, “Racismo e Antirracismo: a categoria raça em questão”, trouxe várias ideias que me fizeram entender melhor como se constituiu o conceito de raça que temos atualmente. Ele nos mostra que o racismo aliado ao biopoder possibilitou que as nações modernas pudessem eliminar sua própria população, expondo à morte não apenas os inimigos, mas também os aliados, o que evidencia que mais que um preconceito, o racismo também é um demarcador de poder social por parte dos brancos.&nbsp;</div><div>Percebemos esse esse exercício de poder em vários momentos da história, como a escravidão, o holocausto e tantos outros, no entanto, este ideal de diferenças de raças, por mais que muito difundido, sabemos que não existe nada genéticamente que faça uma diferenciação entre brancos e não brancos.</div><div>Trazendo a discussão para o Brasil, o que notamos é que também existe o processo de divisão da população entre raças, sendo os negros e os indígenas os maiores afetados devido, inicialmente, à escravidão e em seguida, pelos mecanismos de discriminação que foram criados. O que vamos percebendo (e é mostrado no texto), é que existe uma contradição em, nos considerarmos o país do samba, da capoeira e da feijoada, dizendo que esses são legados da cultura brasileira, quando na verdade, eles são legados dos nossos antepassados africanos escravizados, e é esse apagamento cultural muito problemático socialmente, na medida em que, de um lado tenta se criar um ideal de que brancos e não brancos são vistos como iguais, mas na prática ainda existem vários demarcadores dessa diferença.</div><div>	Podemos citar alguns desses marcadores, como por exemplo o sistema de cotas e a quantidade de negros que são parados, presos e mortos por policiais, sem nenhum motivo além de sua cor de pele. O caso mais famoso recentemente foi o de George Floyd, que causou grande comoção mundial, mas sem dúvida George foi apenas um dos inúmeros casos de racismo que resultaram em assassinato.&nbsp;</div><div>	Nesse sentido, percebemos que por mais que o ideal de raça tenha sido construído socialmente e não tenha nenhum valor biológico, a raça é uma categoria social que diferencia, hierarquiza e subjuga diferentes grupos. Portanto, é essa categoria que define como as pessoas tratam umas as outras, ou seja, a desigualdade racial e a discriminação dependem, em última análise, da classificação racial feita por terceiros.&nbsp;</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:50:07 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 2</title>
         <author>marimoras</author>
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         <description><![CDATA[<div>O branqueamento foi um processo inventado e mantido pela elite branca brasileira, pois por mais que os brancos, de uma forma geral,&nbsp; reconheçam as desigualdades&nbsp; raciais, os mesmos não se reconhecerem como parte essencial na permanência da discriminação no nosso país. Na verdade, o que percebemos é que existe um imaginário de que o negro foi escravizado no passado, e nesse sentido, não teria nada que os brancos pudessem fazer para reverter essa situação, pois seria um problema apenas no negro.</div><div>No entanto, o que notamos com o branqueamento é que a discriminação ainda está muito presente culturamente, na medida em que, existe um conjunto de normas, valores e atitudes associados aos “brancos”, que as pessoas não brancas adotam ou incorporam, a fim de assemelhar-se ao modelo “branco” dominante e, assim, construir uma identidade racial positiva. Nesse sentido, podemos citar alguns marcadores, como por exemplo, o cabelo liso e loiro ser um ideal de beleza, em que muitas mulheres negras, por não terem esse tipo de cabelo, se submetem a processos de alisamento e coloração, que na verdade apagam uma característica que faz parte de quem elas são, por mais que muitas vezes elas não entendam o motivo de estarem fazendo isso, apenas se comportam conforme a norma estabelecida.</div><div>Além disso, analisando os mapas de desigualdade no Brasil, percebemos que os negros notoriamente ficam nas piores posições, como por exemplo, ficando menos tempo estudando que brancos, além de que 75,5% das vítimas de homicídio no nosso país foram negras em 2017. O que esses dados nos mostram&nbsp; é a extrema desigualdade racial em que vivemos, e acredito que o que o texto evidencia é que por mais que o tema da discriminação não seja abordado pela elite branca - por não ser conveniente e tirar o branco da sua zona de conforto- ainda sim é muito necessário conversar sobre isso e entender que os privilégios estabelecidos lá na época da escravidão se perpetua nos dias de hoje, por mais que utilizemos diferentes nomes.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:50:38 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 3</title>
         <author>marimoras</author>
         <link>https://padlet.com/marimoras/uz7j39fhr629n5om/wish/2183422421</link>
         <description><![CDATA[<div>Falar sobre a temática indígena atualmente e tentar conciliar a psicologia moderna é muito interessante. Inicialmente, percebemos que, depois de muitos séculos sendo dizimados, agora a população indígena está em crescimento no nosso país, e nesse sentido,&nbsp; a aproximação da psicologia brasileira às questões indígenas é de grande relevância para as populações indígenas que sofrem, historicamente, com os impactos relativos à invasão de suas terras de origem. Essa aproximação, por outro lado, é também extremamente relevante para a própria psicologia enquanto área do saber, ciência e profissão.</div><div>Nesse sentido, foi realizado o seminário “Subjetividade e Povos Indígenas”, em&nbsp; 2004 e teve como objetivo levantar questionamentos e identificar propostas que pudessem contribuir tanto para o trabalho do psicólogo quanto para respostas às demandas das comunidades indígenas e que visassem “contribuir no resgate da dívida histórica que a Psicologia possui com os povos indígenas em nosso país”, mais tarde o seminário virou um livro.&nbsp;</div><div>Além disso, o artigo “A Psicologia Brasileira e os Povos Indígenas: Atualização do Estado da Arte”, nos mostra um levantamento feito de pesquisas da área da psicologia sobre os povos indígenas, sendo os temas apresentados: infância e juventude, educação, comparações entre grupos indígenas e não indígenas, representações sociais dos indígenas, alcoolismo, saúde, relação estudantes/equipe de saúde e indígenas . Nesse viés, o que podemos concluir a partir dessas pesquisas é que tópicos presentes na nossa realidade ocidental, como a educação, o alcoolismo e a saúde, também são tópicos de discussão da cultura indígena, porém nosso papel como psicólogos é romper com o modelo ocidental de pensamento, que compreende o sujeito como individualizado, pois as sociedades indígenas&nbsp; se baseiam na coletividade e possuem uma compreensão de mundo diferente do nosso.</div><div>Não obstante, é necessário que o psicólogo, ao entrar em contato com essas populações, esteja aberto ao modo como elas compreendem o mundo, servindo de mediador entre culturas e possibilitando um diálogo que permita realizar um trabalho em que ambas as partes, contribuam com seus conhecimentos, pois a psicologia tem o compromisso ético de devolver, reciprocamente, o conhecimento que ela veio adquirindo sobre o ser humano a partir da singularidade do encontro com pessoas e povos indígenas.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:51:04 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 4</title>
         <author>marimoras</author>
         <link>https://padlet.com/marimoras/uz7j39fhr629n5om/wish/2183422790</link>
         <description><![CDATA[<div>O texto “Considerações psicanalíticas sobre preconceito racial: um estudo de caso”, me fez refletir sobre os impactos diferentes que têm no sujeito ao passar por uma situação de racismo, dependendo do seu contexto sociocultural. Por um lado, vemos uma mulher brasileira que vive em uma sociedade que têm o negro como inferior ao branco, que sua cultura é desvaloriza e que tenta apagar sua história história a todo instante. Ao mesmo tempo, no Brasil, o negro também é visto como um ideal de sexualidade, muito fomentado pela pornografia e pelas propagandas e capas de revista, que coloca mulheres negras com poucas roupas e valorizando seus peitos e bunda.</div><div>	Nesse sentido, o negro no Brasil cresce com um imaginário de um espaço onde é socialmente aceitável ele estar, o que pode causar muito desconforto psiquíco caso esse índivíduo não queire ocupar esse lugar. Como exemplo, podemos citar mulheres que não se sentem bonitas por não terem um corpo que é mostrado como sendo um corpo negro, ou então não tendo cabelos lisos e olhos claros, fazendo que esse sujeito tenha dificuldade em reconhecer a si próprio. Não obstante, até pouco tempo atrás, era mais socialmente aceitável que mulheres negras se casassem com homens brancos, ou então que homens brancos se casassem com mulheres negras, para contribuir com o branqueamento da família, causando uma perda identitária forçada.</div><div>	Além disso, o vídeo “Black Parents Explain How to Deal with the Police”, traz uma direta consequência do racismo, e me tocou bastante os pais das crianças terem que ensinar desde tão pequenos como lidar caso um policial os aborde. O vídeo mostra o sofrimento e medo das crianças, que podem crescer, mesmo que inconscientemente, com um pensamento de que existe algo errado com elas.</div><div>	Como futura psicóloga, acredito que nosso papel é ter uma escuta mobilizadora para que sujeitos negros, que estejam no consultório ou em qualquer outro espaço resgatem sua narrativa e desenvolvam sua singularidade, tornando-se protagonistas da própria história e adquirindo uma consciência crítica.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:51:35 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 5</title>
         <author>marimoras</author>
         <link>https://padlet.com/marimoras/uz7j39fhr629n5om/wish/2183423025</link>
         <description><![CDATA[<div>Como uma das consequências diretas do racismo no Brasil, a saúde da mulher negra tem pouca presença nos periódicos nacionais dedicados às ciências da saúde. O que percebemos é que o Sistema de Saúde, por conta da barreira do racismo, ainda não está totalmente preparado para lidar com a realidade da mulher negra, principalmente na periferia das cidades do Brasil e, nesse sentido, o racismo e a discriminação como determinantes associados ao adoecimento e à morte precoce de mulheres e homens negros.</div><div>	É importante analisarmos o dispositivo de racialidade criado para explicitar as formas como o racismo penetra os diferentes campos da vida social e produz seus resultados, o que nos permite compreender como o racismo estrutura profundamente o escopo de democracia no Brasil. Nesse sentido, o <strong>racismo internalizado</strong> traduz a “aceitação” dos padrões racistas pelos indivíduos, incorporando visões e estigmas. <strong>O racismo interpessoal </strong>se expressa em preconceito e discriminação, condutas intencionais ou não entre pessoas. <strong>Já o racismo instituciona</strong>l (RI), que possivelmente é a dimensão mais negligenciada do racismo, desloca-se da dimensão individual e instaura a dimensão estrutural, é também denominado racismo sistêmico e garante a exclusão seletiva.</div><div>	Não obstante, também é necessário analisar o conceito de interseccionalidade, que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos de subordinação. A interseccionalidade trata da forma pela qual o racismo, o patriarcalismo, a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres, raças, etnias, classes e outras. Além disso, ela&nbsp; trata da forma como ações e políticas específicas geram opressões que fluem ao longo de tais eixos, constituindo aspectos dinâmicos ou ativos do desempoderamento</div><div>	Por fim, acredito que para tentar eliminar as disparidades raciais na saúde e a produção de respostas adequadas para a promoção de saúde das mulheres negras, é preciso que se desenvolva ações afirmativas em diferentes níveis, baseadas em diagnósticos aprofundados e igualmente singularizados, que precisam incluir a participação das mulheres negras.&nbsp; Por outro lado, é preciso intensificar a agenda de pesquisas em saúde da população negra e das mulheres negras com a realização de editais de fomento com financiamento adequado.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:51:56 UTC</pubDate>
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         <title>Bloco 6</title>
         <author>marimoras</author>
         <link>https://padlet.com/marimoras/uz7j39fhr629n5om/wish/2183423286</link>
         <description><![CDATA[<div>	O termo “xeno-racism”, foi proposto por pensadores britânicos, que dizem que esse “novo racismo”,&nbsp; não se baseia mais, necessariamente, no “código de cores”, mas sim, a xenofobia passa a “denegrir” os migrantes pobres de diversas origens “raciais” em busca de asilo. Nesse sentido, as discriminações&nbsp; impostas às pessoas negras, passariam a ser estendidas também aos migrantes empobrecidos em busca de asilo.</div><div>	Entretanto, analisando o contexto brasileiro, notamos que o conceito de xeno-racismo, não faz sentido se analisarmos nossa história.&nbsp; Aqui,&nbsp; as ideologias racistas associavam o trabalhador nacional (especialmente, o negro) ao atraso , e o estrangeiro (de preferência, europeu) ao progresso, portanto, existia a expectativa de que a imigração promoveria um “branqueamento da população brasileira”. Nesse viés, o que fica claro é que, no Brasil, a relação oficial com o xeno, especialmente de origem europeia no período de transição do trabalho escravo para o livre, foi mais de filia, do que de fobia.</div><div>	Somente no início do século XXI, sob os efeitos da Globalização, que o número de imigrantes da Europa diminuiu e que o número de imigrantes de outras partes da América Latina, principalmente, aumentaram. Por consequência, o discurso sobre esses imigrantes foi bem diferente daquele tido com os europeus, pois agora, os haitianos, venezuelanos e bolivianos, por serem não brancos sofrem preconceito e discriminação, ou seja, podemos dizer que a xenofobia tem cor e alvo.</div><div>	Além disso, acho interessante a fala de Gebrim (2018), ao mostrar o sofrimento psíquico vivido por imigrantes africanos ao chegarem ao Brasil e se descobrirem negros, pois penso que isso também ocorre com brasileiros em países europeus. Nesses locais, por mais que uma pessoa se considere branca, ela não vai ser chamada de branca, ela vai ser chamada de “latina” ou então até mesmo negra dependendo dos seus traços. Acho essa comparação importante, pois ao não considerar um brasileiro branco, o europeu está se classificando como superior a ele, e o mesmo ocorre aqui quando vemos um imigrante latino, temos um imaginário de que, de alguma forma somos superiores a ele e por conta disso, o preconceito ocorre.</div><div>	Por fim, o que percebemos é que a racialização exerce influência sobre os marcadores sociais de diferença e exclusão ao qual diferentes grupos de imigrantes são recebidos no Brasil.</div><div><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 20:52:20 UTC</pubDate>
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