<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Pelo olhar de PESSOA(S) by Maria Clementina Marques Gomes</title>
      <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2</link>
      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-11-22 10:35:15 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-11-10 18:07:14 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Uma névoa de Outono o ar raro vela</title>
         <author>a47985</author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230222103</link>
         <description><![CDATA[<p>Uma névoa de Outono o ar raro vela,</p><p>Cores de meia-cor pairam no céu.</p><p>O que indistintamente se revela,</p><p>Árvores, casas, montes, nada é meu.</p><p><br></p><p>Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.</p><p>Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.</p><p>Mas entre mim e ver há um grande sono.</p><p>De sentir é só a janela a que eu assomo.</p><p><br></p><p>Amanhã, se estiver um dia igual,</p><p>Mas se for outro, porque é amanhã,</p><p>Terei outra verdade, universal,</p><p>E será como esta &nbsp;&nbsp;</p><p><br></p><p><em>                                            Fernando Pessoa</em></p><p><br></p><p><br></p><p><strong>Carolina Martins </strong></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1461914181/1981b98e8be8fd25f317593da1ce6e18/Imagem_WhatsApp_2024_11_20__s_07_48_23_6a4d4b2c.jpg" />
         <pubDate>2024-11-22 16:12:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230222103</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Se eu pudesse trincar a terra toda</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230530877</link>
         <description><![CDATA[<p>XXI</p><p><br></p><p>Se eu pudesse trincar a terra toda</p><p>E sentir-lhe um paladar,</p><p>E se a terra fosse uma coisa para trincar</p><p>Seria mais feliz um momento...</p><p>Mas eu nem sempre quero ser feliz.</p><p>É preciso ser de vez em quando infeliz</p><p>Para se poder ser natural...</p><p><br></p><p>Nem tudo é dias de sol,</p><p>E a chuva, quando falta muito, pede-se.</p><p>Por isso tomo a infelicidade com a felicidade</p><p>Naturalmente, como quem não estranha</p><p>Que haja montanhas e planícies</p><p>E que haja rochedos e erva...</p><p><br></p><p>O que é preciso é ser-se natural e calmo</p><p>Na felicidade ou na infelicidade,</p><p>Sentir como quem olha,</p><p>Pensar como quem anda,</p><p>E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,</p><p>E que o poente é belo e é bela a noite que fica...</p><p>Assim é e assim seja...</p><p><br></p><p>Alberto Caeiro</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3076760224/d899ebff9302072e7a6abbf26cdb6a57/Apresenta__o_oral___fotografia_sobre_o_poema_de__Caeiro__21_11_2024_na_01_44_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-22 21:36:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230530877</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Canção de Outono (&quot;Cancioneiro&quot;)</title>
         <author>a46563</author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230880547</link>
         <description><![CDATA[<p>No entardecer da terra,</p><p>O sopro do longo outono</p><p>Amareleceu o chão.</p><p>Um vago vento erra,</p><p>Como um sonho mau num sono,</p><p>Na lívida solidão.</p><p><br/></p><p>Soergue as folhas, e pousa</p><p>As folhas volve e revolve</p><p>Esvai-se ainda outra vez.</p><p>Mas a folha não repousa</p><p>E o vento lívido volve</p><p>E expira na lividez.</p><p><br/></p><p>Eu já não sou quem era;</p><p>O que eu sonhei, morri-o;</p><p>E mesmo o que hoje sou</p><p>Amanhã direi: quem dera </p><p>Volver a sê-lo! mais frio.</p><p>O vento vago voltou.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><em>Fernando Pessoa</em></p><p><br/></p><p><br/></p><p><strong>Ana Gonçalves</strong></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1849637599/32abdf95248a209f14badc766a932d14/20241121_153103.jpg" />
         <pubDate>2024-11-23 11:40:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3230880547</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Pobre velha música</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233267912</link>
         <description><![CDATA[<p>Pobre velha música!<br>Não sei por que agrado,<br>Enche-se de lágrimas<br>Meu olhar parado.<br><br>Recordo outro ouvir-te,<br>Não sei se te ouvi<br>Nessa minha infância<br>Que me lembra em ti.<br><br>Com que ânsia tão raiva<br>Quero aquele outrora!<br>E eu era feliz? Não sei:<br>Fui-o outrora agora.</p><p><br></p><p>Fernando Pessoa</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3086178852/1c28ae50074beee0b13e5b3b9b29d5e1/IMG_5100__1_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-25 15:44:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233267912</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Chuva Oblíqua</title>
         <author>a49643</author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233286657</link>
         <description><![CDATA[<p>I</p><p>Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito</p><p>E a cor das flores é transparente de as velas de grandes navios</p><p>Que largam do cais arrastando nas águas por sombra</p><p>Os vultos ao sol daquelas árvores antigas...</p><p><br></p><p>O porto que sonho é sombrio e pálido</p><p>E esta paisagem é cheia de sol deste lado...</p><p>Mas no meu espírito o sol deste dia é porto sombrio</p><p>E os navios que saem do porto são estas árvores ao sol...</p><p><br></p><p>Liberto em duplo, abandonei-me da paisagem abaixo...</p><p>O vulto do cais é a estrada nítida e calma</p><p>Que se levanta e se ergue como um muro,</p><p>E os navios passam por dentro dos troncos das árvores</p><p>Com uma horizontalidade vertical,</p><p>E deixam cair amarras na água pelas folhas uma a uma dentro...</p><p><br></p><p>Não sei quem me sonho...</p><p>Súbito toda a água do mar do porto é transparente</p><p>E vejo no fundo, como uma estampa enorme que lá estivesse desdobrada,</p><p>Esta paisagem toda, renque de árvore, estrada a arder em aquele porto,</p><p>E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa</p><p>Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem</p><p>E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,</p><p>E passa para o outro lado da minha alma...</p><p><br></p><p><em>Fernando Pessoa</em></p><p><br></p><p>Ana Pinto</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3086327341/5ac7a19d3b95255d073f07ffe7e61f1e/Apresenta__o_oral___fotografia_sobre_o_poema_de__Caeiro__21_11_2024_na_16_53_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-25 15:56:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233286657</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O que nós vemos das coisas são as coisas</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233520628</link>
         <description><![CDATA[<p>O que nós vemos das coisas são as coisas.</p><p>Porque veríamos nós uma coisa se houvesse outra?</p><p>Porque é que ver e ouvir seria iludirmo-nos</p><p>Se ver e ouvir são ver e ouvir?</p><p>&nbsp;</p><p>O essencial é saber ver,</p><p>Saber ver sem estar a pensar,</p><p>Saber ver quando se vê,</p><p>E nem pensar quando se vê,</p><p>Nem ver quando se pensa.</p><p>&nbsp;</p><p>Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),</p><p>Isso exige um estudo profundo,</p><p>Uma aprendizagem de desaprender</p><p>E uma sequestração na liberdade daquele convento</p><p>De que os poetas dizem que as estrelas são as freiras eternas e as flores as penitentes convictas de um só dia,</p><p>Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelas</p><p>Nem as flores senão flores,</p><p>Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores.</p><p><br></p><p><br></p><p>Alberto Caeiro</p><p><br></p><p><br></p><p>Simão Magalhães </p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3087092691/c1c53743051ed45f41474e9006e617b8/IMG_1245.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-25 18:56:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3233520628</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235367233</link>
         <description><![CDATA[<p>O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,</p><p>Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia</p><p>Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,</p><p><br></p><p>O Tejo tem grandes navios</p><p>E navega nele ainda,</p><p>Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,</p><p>A memória das naus.</p><p><br></p><p>O Tejo desce de Espanha</p><p>E o Tejo entra no mar em Portugal.</p><p>Toda a gente sabe isso.</p><p>Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia</p><p>E para onde ele vai</p><p>E donde ele vem.</p><p>E por isso, porque pertence a menos gente,</p><p>É mais livre e maior o rio da minha aldeia.</p><p><br></p><p>Pelo Tejo vai-se para o Mundo.</p><p>Para além do Tejo há a América</p><p>E a fortuna daqueles que a encontram.</p><p>Ninguém nunca pensou no que há para além</p><p>Do rio da minha aldeia.</p><p><br></p><p>O rio da minha aldeia não faz pensar em nada</p><p>Quem está ao pé dele está só ao pé dele</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3092592038/b1f34b64d2fa88f295d57d1ac9737b00/Apresenta__o_oral___fotografia_sobre_o_poema_de__Caeiro__21_Nov_2024_at_15_25_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-26 18:02:19 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235367233</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Nuvens sobre a floresta...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235444977</link>
         <description><![CDATA[<p>Nuvens sobre a floresta...</p><p>Sombra com sombra a mais...</p><p>Minha tristeza é esta —</p><p>A das coisas reais.</p><p><br></p><p>A outra, a que pertence</p><p>Aos sonhos que perdi,</p><p>Nesta hora não me vence,</p><p>Se a há, não a há aqui.</p><p><br></p><p>Mas esta, a do arvoredo</p><p>Que o céu sem luz invade,</p><p>Faz-me receio e medo...</p><p>Quem foi minha saudade?</p><p><br></p><p>21-8-1933</p><p> Fernando Pessoa.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3092888706/436106f776fe7f85000eba06a15065b0/Apresenta__o_oral___fotografia_sobre_o_poema_de__Caeiro__21_11_2024_na_17_01_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-26 19:14:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235444977</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Nuvens sobre a floresta...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235473954</link>
         <description><![CDATA[<p>Nuvens sobre a floresta...</p><p>Sombra com sombra a mais...</p><p>Minha tristeza é esta —</p><p>A das coisas reais.</p><p><br></p><p>A outra, a que pertence</p><p>Aos sonhos que perdi,</p><p>Nesta hora não me vence,</p><p>Se a há, não a há aqui.</p><p><br></p><p>Mas esta, a do arvoredo</p><p>Que o céu sem luz invade,</p><p>Faz-me receio e medo...</p><p>Quem foi minha saudade?</p><p><br></p><p><em>Fernando Pessoa</em></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3092974656/1c48d448e8a330a4ea61894190a9a423/IMG_0759.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-26 19:42:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235473954</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Há um murmúrio na floresta</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235602945</link>
         <description><![CDATA[<p>Há um murmúrio na floresta,</p><p>Há uma nuvem e não já.</p><p>Há uma nuvem e nada resta</p><p>Do murmúrio que ainda está</p><p>No ar a parecer que há.</p><p><br/></p><p>É que a saudade faz viver,</p><p>E faz ouvir, e ainda ver,</p><p>Tudo o que foi e acabará</p><p>Antes que tenha de o esquecer</p><p>Como a floresta esquece já.</p><p><br/></p><p><em>Fernando Pessoa</em></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/3093461037/d51738d279dc422f28020d80062b4eda/WhatsApp_Image_2024_11_21_at_19_43_04__1_.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-26 22:37:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3235602945</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Quando eu não te tinha</title>
         <author>a49663</author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3236817496</link>
         <description><![CDATA[<p>Quando eu não te tinha</p><p>Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo...</p><p>Agora amo a Natureza</p><p>Como um monge calmo à Virgem Maria,</p><p>Religiosamente, a meu modo, como dantes,</p><p>Mas de outra maneira mais como vida e próxima.</p><p>Vejo melhor os rios quando vou contigo</p><p>Pelos campos até à beira dos rios;</p><p>Sentado a teu lado reparando nas nuvens reparo nelas melhor —</p><p>Tu não me tiraste a Natureza...</p><p>Tu mudaste a Natureza...</p><p>Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,</p><p>Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,</p><p>Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,</p><p>Por tu me escolheres para te ter e te amar,</p><p>Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente</p><p>Sobre todas as coisas.</p><p>Não me arrependo do que fui outrora</p><p>Porque ainda o sou.</p><p><br></p><p><em>Alberto Caeiro</em></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1449292154/91acac11f7982e967c624355c6c3d956/Apresenta__o_oral___fotografia_sobre_o_poema_de__Caeiro__21_Nov_2024_at_15_23__1_.jpg" />
         <pubDate>2024-11-27 14:01:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3236817496</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O mistério das coisas, onde está ele?</title>
         <author>a49724</author>
         <link>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3237107190</link>
         <description><![CDATA[<p>O mistério das coisas, onde está ele?</p><p>Onde está ele que não aparece</p><p>Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?</p><p>Que sabe o rio e que sabe a árvore</p><p>E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?</p><p>Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas,</p><p>Rio como um regato que soa fresco numa pedra.</p><p>&nbsp;</p><p>Porque o único sentido oculto das coisas</p><p>É elas não terem sentido oculto nenhum,</p><p>É mais estranho do que todas as estranhezas</p><p>E do que os sonhos de todos os poetas</p><p>E os pensamentos de todos os filósofos,</p><p>Que as coisas sejam realmente o que parecem ser</p><p>E não haja nada que compreender.</p><p>&nbsp;</p><p>Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —</p><p>As coisas não têm significação: têm existência.</p><p>As coisas são o único sentido oculto das coisas.</p><p><br></p><p>Alberto Caeiro</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1472146715/d9c1847ba956eea2e498fb23e00e8a11/IMG_6036.jpeg" />
         <pubDate>2024-11-27 18:02:34 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/prof0074/uxyhotvav1fzt9j2/wish/3237107190</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
