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      <title>Análise do Cap. 2 do Estudo &#39;Educação para os Media em Portugal&#39; by LMC</title>
      <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e</link>
      <description>Sintese do Conceito de da Relevância da EpM</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-03-03 00:48:23 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-02-27 21:21:14 UTC</lastBuildDate>
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         <title>&#39;Educação para os Media em Portugal&#39;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e/wish/157794913</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Ideias principais do capítulo<br></strong><br></div><div>- Educação para os Media, Literacia Mediática, Educação para a Comunicação e Literacia Digital são conceitos equivalentes. </div><div>- Particularmente nos países latino-americanos é comum ouvir-se falar em Alfabetização Mediática e em Educomunicação.</div><div>- Conceitos diferentes colocam o enfoque do estudo em temáticas diferentes.</div><div>- Tal diversidade decorre da própria diversidade de meios de produção da informação, no novo ecossistema digital.</div><div>- Numa tentativa de deixar clara a diferença entre os conceitos, há quem defenda que a Educação para os Media é um processo, que resulta em literacia.</div><div>- A UNESCO enfatiza as capacidades comunicativas, nesse processo. A Universidade do Minho segue a mesma lógica.</div><div>- Nesta perspetiva, a Educação para os Media traduz-se num auxílio à vivência da cidadania.</div><div>- Os media constituem expressões técnicas e culturais, sem descurar o ecossistema social, político e económico em que operam e se desenvolvem.</div><div>- As diferenças entre processo e resultado também se manifestam no contraponto entre literacia dos media e literacia digital (estando este último relacionado com a produção). Mas, por outro lado, podemos argumentar que as tecnologias digitais permitem a produção e a receção de mensagens.</div><div>- Uma Diretiva do Conselho Europeu deixa bem claro que a literacia mediática é uma questão de inclusão na sociedade pós-moderna. </div><div>- O objetivo último da Educação para os Media é a autonomia crítica.</div><div>- A passagem pelo neoliberalismo intensificou a necessidade de criar mecanismos de compreensão e avaliação dos media.</div><div>- O aumento da informação disponível e a diversificação das indústrias de entretenimento digitais requerem novas competências.</div><div>- O envolvimento de cidadãos e empresas na sociedade digital pode contribuir para o aumento do capital político, económico, social, ao mesmo tempo que promove a criação de emprego.</div><div>- Historicamente, a Educação para os Media surge ligada à teoria dos efeitos, que destaca os efeitos nocivos diretos que os media têm na audiência. Este discurso é hoje repercutido no que diz respeito ao consumo da Internet.</div><div>- A modernização tecnológica só cumpre o propósito de cidadania quando acompanhada de medidas de Educação para os Media. Isto porque não nascemos naturalmente críticos; a capacitação crítica desenvolve-se.</div><div>- Proteção, modernização tecnológica e capacitação devem estar presentes no processo de Educação para os Media. </div><div>- A Educação para os Media não tem que ser exclusivamente uma ação da escola. A título de exemplo, igrejas, pais, bibliotecários estão entre os outros atores que podem agir.</div><div>- Não basta lecionar os conteúdos através dos media: tem que se aprender sobre os media e aprender a utilizar os media, para depois se aprender através dos media.</div><div>- Na Inglaterra, instituições, categorias, tecnologias, linguagens, representações e audiências são apontadas como as áreas-chave e interdependentes a serem desenvolvidas na Educação para os Media. A abrangência da tipologia e a natureza essencialmente racionalista do modelo são questionadas.</div><div>- No modelo canadiano, acrescenta-se a ideia de construção social da realidade e uma reflexão sobre os propósitos comerciais dos media.<br><br></div><div><strong>Reflexão<br></strong><br></div><div>Através do processo de socialização, o Homem sempre procurou atribuir nomes àquilo que o rodeia. Esta catalogação constitui um dos aspetos que possibilita a interação social, ao mesmo tempo que se simplifica a realidade. Conclui-se, assim, que não é de estranhar a discussão em torno das várias designações que ajudam a ‘rotular’ a disciplina em causa.<br><br></div><div>Na verdade, o que verdadeiramente deve ser ressalvado é o entendimento geral sobre os conteúdos a que essas designações se referem e, consequentemente, que ações concretas podem originar.<br><br></div><div>Ora, ultrapassadas as diferenças nos conceitos, já é possível debater a relevância da Educação para os Media para um exercício pleno de cidadania.<br><br></div><div>Comummente ouve-se dizer que cidadãos bem informados são cidadãos esclarecidos quanto aos seus direitos e deveres. São estes cidadãos que potencialmente estarão capacitados para fazer um escrutínio racional e bem sustentado da vida pública.<br><br></div><div>Sabendo, por outro lado, que vivemos num ecossistema social em que os media estão omnipresentes, reveste-se de importância máxima sermos dotados de mecanismos de filtro e de análise dos conteúdos recebidos. Com efeito, há discrepâncias no acesso e na receção, pelo que a Educação para os Media pode aqui entrar em cena no sentido de minimizar tais diferenças.<br><br></div><div>Compreende-se, desde modo, que a Educação para os Media deve ser encarada não só como um direito dos sujeitos, mas como um dever dos Estados. É aos Governos que delegamos a competência de assegurar o bem-estar e a ordem pública, em troca de certas liberdades. Torna-se, pois, premente que o Estado intervenha com maior afinco na inclusão dos cidadãos na sociedade digital.<br><br></div><div>Florbela Caetano – a75649<br><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-04 18:08:29 UTC</pubDate>
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         <title>Educação para os Media em Portugal – Capítulo II</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e/wish/157800119</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Principais Ideias</strong></div><div><br></div><div>- Literacia Mediática: diversidade de designações, tendo em conta as mudanças trazidas pelos meios digitais e os desafios que o novo ecossistema coloca à formação dos cidadãos.<br>- Educação para os Media como um processo.</div><div>- Obra “L’éducation aux médias” com tónica no processo de comunicação. Dar relevo às práticas comunicativas e à cultura da comunicação, daí o termo “educação para a comunicação social”, adotado pela Universidade do Minho.</div><div>- Media como forma de expressão das respostas técnico-culturais que procuram uma relação de funcionalidade com os problemas e necessidades sociais existentes.</div><div>- Ir ao encontro dos interesses e experiências das crianças. Necessidade de preparar os jovens para lidarem com e no mundo dos media.</div><div>- Mudanças no ecossistema mediático e desenvolvimento tecnológico trouxeram novas oportunidades de participação e produção de informação para o cidadão. De referir ainda a dinâmica consumo-produção.</div><div>- Também não se pode ignorar a existência de um jogo de interesses políticos e comerciais.</div><div>- Tecnologias vão permitindo a receção e produção de mensagens.</div><div>- Importância de um processo de aprendizagem e capacitação dos cidadãos face aos media, cujo principal objetivo é o exercício autónomo de competências e capacidades face aos meios de comunicação.</div><div>- Promoção de uma compreensão crítica da comunicação entre os cidadãos.</div><div>- Novas formas de estar, de comunicar e de participar.</div><div>- Imersão dos media na vida pública e privada ligada com os desenvolvimentos tecnológicos.</div><div>- Vivemos hoje numa aldeia global (geração tecnológica, nativos digitais, geração polegar).</div><div>- Centralidade dos media na vida quotidiana. Internet é o meio mais utilizado.</div><div>- Pessoas acedem regularmente às redes sociais.</div><div>- Mercado dos videojogos está em forte crescimento.</div><div>- Crescente multiplicação da informação disponível e da expansão das indústrias de entretenimento.</div><div>- A par das competências para ler e usar criticamente os media, as novas redes, plataformas e ferramentas digitais vieram colocar em evidência outras necessidades básicas para a alfabetização e formação básica dos cidadãos, para atenuar os riscos de novas formas de exclusão social.</div><div>- O acesso às tecnologias não garante, por si só, o exercício de uma cidadania plena.</div><div>- Media como construções sociais.</div><div>- A Educação para os Media pode envolver púbicos diversos e desenvolver‑se numa diversidade de contextos, formais ou informais, públicos ou privados.</div><div>- Media como campo/objeto de estudo; media como meio de comunicação/expressão/produção e media como conjunto de recursos diversificados para o enriquecimento do processo educativo.</div><div>- Capacidade dos estudantes para criar produtos mediáticos.</div><div>- Natureza comercial dos media.</div><div>- Valorização da abordagem pedagógico‑didática, numa perspetiva de desenvolvimento curricular da Educação para os Media.</div><div><br></div><div><strong>Em suma:</strong><br>De acordo com este capítulo e muito resumidamente, a Educação para os Media tem em vista as competências, os conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores/cidadãos usarem os meios de comunicação social de forma segura e eficaz. Assim, as pessoas com este tipo de educação podem fazer escolhas informadas, compreender a essência dos conteúdos e serviços e tirar simultaneamente partido das oportunidades oferecidas pelas tecnologias das comunicações. Salienta-se a autoproteção e a proteção das respetivas famílias contra determinados materiais nocivos.</div><div>Para além disso, a literacia mediática induz-nos às questões da inclusão e da cidadania na sociedade da informação de hoje em dia.&nbsp;</div><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;                                                                       <strong><em>Maria João Mesquita da Costa (a74942)<br></em></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-04 19:41:49 UTC</pubDate>
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         <title>Educação para os media em Portugal(Experiências, Atores e Contextos) – Capítulo II</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e/wish/158028075</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Ideias a reter:<br></strong><br></div><blockquote>Conceitos:</blockquote><div>- Não há um consenso em relação a uma designação única;</div><div>- Os termos também apresenta designações diferentes, dependo do país;</div><div>- O importante nas designações é compreendermos o foco de cada uma;</div><div>- Existiu um alargamento do campo lexical: “ligado às mudanças trazidas pelos meios digitais e com os desafios que o novo ecossistema vem colocar ao nível da formação dos cidadãos, nomeadamente, ao nível das competências que precisam de desenvolver e de adquirir na nova era digital.”;</div><div>- Para distinguir entre o processo e os resultados alcançados há autores que defendem:&nbsp;</div><ul><li>Educação para os media diz respeito ao processo;</li><li>Literacia para os media refere-se ao que se atinge, através desse processo.</li></ul><div>- Esta distinção nem sempre é tida em linha de conta;</div><div>- Em muitos dos seus documentos a Comissão Europeia adota apenas a designação de literacia dos media;</div><div>- UNESCO (obra publicada em 1984, intitulada ‘L’ éducation aux médias’,) refere-se que: “ a Educação para os Media só faz sentido se for entendida como educação para a comunicação, colocando a tónica não tanto nos media ou nas tecnologias mas no processo de comunicação. Ou seja, é dado relevo às capacidades e competências de comunicação, procurando-se melhorar as práticas comunicativas e promover uma cultura da comunicação.”;</div><div>- Universidade do Minho: “educação para a comunicação social”. Nesta perspetiva: “os media não aparecem como meros veículos ou canais ou tecnologias – alegadamente neutras – de determinadas mensagens ou conteúdos.”;</div><div>- Vemos uma perspetiva em que os media são:</div><ul><li>“uma das expressões das grandes respostas técnico-culturais que procuram uma relação de funcionalidade com os problemas e necessidades socialmente existentes;</li><li>“agentes no espaço económico, político, social e cultural.</li></ul><div>- Jacques Gonnet (2002) dá-nos conta de novos princípios de ensino para o séc.XXI:</div><ul><li>Importância e necessidade de olhar para as crianças de outro modo;</li><li>Procurar ir ao encontro das motivações e dos interesses dessas crianças, planeando atividades de cariz pedagógico que se liguem com o quotidiano das crianças, no qual os media estejam presentes.</li></ul><div>- Tem existido mudanças no chamado “ecossistema mediático” provocadas por:</div><ul><li>Desenvolvimentos tecnológicos;</li><li>Convergência promovida pelo digital</li></ul><div>- A par do conceito de literacia dos media surge, então, o de literacia digital;</div><div>- Não esquecer: esta transição de conceitos é também o resultado de interesses políticos e comerciais que não podemos ignorar.;</div><div>-Jacquinot: considera que neste processo de dissociação sistemática de conceitos há uma espécie de “esquizofrenia”, defendendo que a distinção entre literacia dos media e Educação para os Media é ainda menos relevante hoje, já que as tecnologias digitais permitem simultaneamente a receção e a produção de mensagens.</div><div>- Na Comissão Europeia, no Conselho da Europa e na UNESCO, por exemplo, estes conceitos ajustam-se aos respectivos planos de acção política;</div><div>- Segundo a Comissão Europeia, nomeadamente a Directiva 2007/65/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 11 de Dezembro de 2007 e a “Recomendação sobre literacia mediática no ambiente digital para uma indústria audiovisual e de conteúdos mais competitiva e uma sociedade do conhecimento inclusiva” da Comissão Europeia (20/08/2009):</div><ul><li>Educação para os Media “visa as competências, os conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores utilizarem os meios de comunicação social de forma eficaz e segura. As pessoas educadas para os media são capazes de fazer escolhas informadas, compreender a natureza dos conteúdos e serviços e tirar partido de toda a gama de oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias das comunicações. Estão mais aptas a protegerem‑se e a protegerem as suas famílias contra material nocivo ou atentatório”.</li><li>“a literacia mediática é uma questão de inclusão e de cidadania na sociedade da informação de hoje. É uma competência fundamental, não só para os jovens, mas também para os adultos e as pessoas de idade, pais, professores e profissionais dos meios de comunicação social. Graças à Internet e à tecnologia digital, é cada vez maior o número de europeus que pode agora criar e divulgar imagens, informação e conteúdos. A literacia mediática é hoje considerada uma das condições essenciais para o exercício de uma cidadania activa e plena, evitando ou diminuindo os riscos de exclusão da vida comunitária”.”</li></ul><div>&nbsp;</div><blockquote>Fundamentos:</blockquote><div>- A preocupação com a educação para um uso e um consumo crítico dos meios de comunicação não é uma questão nova;</div><div>-1982: um grupo de peritos reunidos sob os auspícios da UNESCO, na cidade alemã de Grünwald, publicou a Declaração de Grünwald sobre Educação para os Media - um documento que reconhecia a importância dos media na vida de todos os cidadãos. Declaração:</div><ul><li>·“Mais do que condenar ou justificar o inquestionável poder dos media, urge aceitar o seu significativo impacto e a sua difusão através do mundo como factos consumados, valorizando ao mesmo tempo a sua importância enquanto elemento de cultura no mundo hodierno. O papel da comunicação e dos media no processo de desenvolvimento não deveria ser subestimado, tal como a função desses meios enquanto instrumentos ao serviço da participação activa dos cidadãos na sociedade. Os sistemas político e educativo devem reconhecer as respectivas obrigações na promoção de uma compreensão crítica do fenómeno da comunicação entre os seus cidadãos”.</li></ul><div>- A desregulamentação do sector audiovisual, o desenvolvimento e implementação da televisão por cabo, a proliferação dos videojogos e dos telemóveis, a internet e todos os meios que se têm vindo a desenvolver no seu âmbito, nomeadamente as redes sociais, trouxeram e permitiram novas formas de estar, de comunicar e de participar;</div><div>- Conceito de “aldeia global”;</div><div>- Centralidade dos media na vida quotidiana das pessoas: resultados de estudos nacionais e internacionais e também pelos dados de audiência;</div><div>- A Internet é também, a par da TV, um meio prevalecente e incontornável no acesso a conteúdos, profissionais ou de lazer;</div><div>-Mercado dos videojogos está em forte crescimento;</div><div>- O contexto e as condições do exercício da cidadania alteraram-se significativamente nas últimas décadas, mas particularmente a partir da segunda metade dos anos 90;</div><div>- Os novos desafios colocados por estes meios vieram então relançar a importância da Educação para os Media;</div><div>- É fundamental atenuar os riscos crescentes de novas formas de exclusão social;</div><div>- A Educação para os Media e para a Comunicação se tem vindo a evidenciar como um dos terrenos centrais dos direitos dos cidadãos;</div><div>- A União Europeia, a UNESCO e o Conselho da Europa têm vindo a dar passos consistentes no sentido de colocar este vetor das políticas públicas na agenda das preocupações políticas e da consciência coletiva;</div><div>- Discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, no dia 9 de Maio de 2010 na Universidade de Hampton, nos EUA:</div><ul><li>&nbsp;“Vocês [estudantes] estão a amadurecer num ambiente mediático de 24 horas por dia, sete dias por semana, que nos bombardeia com todos os tipos de conteúdos e que nos expõe a todos os tipos de discussões, algumas das quais que nem sempre se posicionam muito alto na escala da verdade. E, com iPods e iPads; e Xboxes e Playstations – com as quais eu não sei trabalhar – a informação torna‑se numa distracção, numa diversão, numa forma de entretenimento, em vez de ser uma ferra‑ menta de capacitação, em vez de ser o meio da emancipação. Isto não está apenas a colocar pressão sobre vocês; está a colocar pressão sobre o nosso país e sobre a nossa democracia.”</li></ul><div><br></div><blockquote>Orientações:</blockquote><div>- Os media em alguns casos podem apresentar efeitos nocivos, portanto é primordial “proteger” as novas gerações;</div><div>- É necessário existir uma educação para os media, não só nas instituições de educação, mas também em casa, igrejas, etc;</div><div>- Hoje a preocupação parece ter o seu foco na internet, mas tudo isto é um ciclo. O mesmo se passou com a televisão ( os argumentos são ecos dos anteriores);</div><div>- Apesar de hoje em dia o acesso às tecnologias ser mais facilitado, ele não garante o exercício de uma cidadania esclarecida e participada;</div><div>- Os sujeitos não são natural e espontaneamente críticos, é necessária uma “capacitação”, um estímulo ao mesmo que os faça sentir parte de uma sociedade, no qual eles saibam que também têm voz.<br><br></div><div>&nbsp;</div><blockquote>Âmbitos:</blockquote><div>- Alguns atores: pais, grupos cívicos, entidades reguladoras, académicos e investigadores, etc.</div><div>- Buckingham (2001): “aprender através dos media não é o mesmo que aprender acerca dos media”;</div><div>- A abordagem dos media contempla essencialmente três grandes vertentes:</div><ul><li>os media como campo ou objecto de estudo, ou seja, compreender os media como instituições sociais específicas e o seu impacto na vida social. O principal objectivo é aprender acerca dos media;&nbsp;</li><li>&nbsp;os media como meio de comunicação ou de expressão e de produção: procura-se valorizar e promover as experiências conducentes à criação de conteúdos de natureza diversa, recorrendo a diferentes tipos de ferramentas.&nbsp; É valorizada a vertente de produção com o objectivo de aprender a utilizar os media;</li><li>os media como um conjunto de recursos diversificados que podem contribuir para o enriquecimento do processo educativo. Trata-se de utilizar os produtos dos media para promover a reflexão e análise acerca de um determinado tópico, assunto ou tema. Consiste em aprender com/através dos media.</li></ul><div>- Não basta lecionar os conteúdos através dos media, é crucial aprender sobre eles e aprender a utilizá-los.</div><div><strong>&nbsp;</strong></div><div><strong>Comentário Final:</strong></div><div>O capítulo é bastante rico no que concerne à explicação dos conceitos e da realidade envolvente. Parece-me pertinente, nesta análise final, salientar a importância que ao longo do capítulo é atribuída ao papel da sociedade (educadores, pais, entidades reguladoras, entre outras) em estimular o espírito crítico, principalmente nas novas gerações. O capítulo dá-nos conta de dois termos importantes “capacitação” e “proteção”- que fazem uma excelente ponte entre o “estar atento” e o “reagir”.</div><div>Os media não devem ser encarados como um mero meio fornecedor de conteúdos, 24h ao nosso dispor. Temos de conhecer a realidade em que se inscrevem, saber procurar a fonte, perceber de que forma as coisas estão articuladas. Só assim podemos estar bem informados e, igualmente, informar bem.</div><div>Apesar desta questão de Educação para os Media e Literacia Mediática serem temáticas antigas, hoje em dia elas ganharam mais notoriedade e tornam-se questões relacionadas com os próprios direitos dos cidadãos, dada a sua importância.<br><br></div><blockquote>Tânia Quintas (A75267)</blockquote><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-06 14:28:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Educação para os Media em portugal - Capítulo 2 </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e/wish/158084633</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong><em>Conceitos </em></strong><em><br></em>· &nbsp; Impossibilidade de um consenso para uma designação única sobre a Educação para os Media. Necessidade de conhecer os respetivos enfoques de cada conceito;&nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; Na última década, a tónica tem sido colocada na literacia e os seus diferentes domínios- literacia mediática; literacia digital; literacia da publicidade, etc;&nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; Mudanças traduzidas pelos meios digitais que requerem uma nova formação dos cidadãos; retomar da importância da Educação para os Media;&nbsp;<br>· &nbsp; Distinção entre Educação para os Media e a Literacia dos Media – processo e os resultados, respetivamente. A Educação para os Media conduz a determinados níveis de literacia mediática;&nbsp;<br>·&nbsp; &nbsp; Importância de colocar a tónica no processo de comunicação, em detrimento dos media ou tecnologias. Necessidade de priorizar as capacidades e competências de comunicação, melhorar as práticas comunicativas e promoção de uma cultura de comunicação – designação “educação para a comunicação social”;<br>·&nbsp; Importância da inclusão das crianças nas relações com os media;</div><div>·&nbsp; Novas nomenclaturas que focam o poder da tecnologia possibilitar a participação e produção de informação;&nbsp;</div><div>· &nbsp; Conceito de literacia digital que, segundo alguns autores, colocam a tónica na produção e não na receção;<br>· &nbsp; Definição da Diretiva da Comissão Europeia para Educação para os Media – “competências, os conhecimentos e compreensão que permitem aos consumidores utilizarem os meios de comunicação social de forma eficaz e segura” Ideia de escolhas informadas, compreensão dos conteúdos e serviços, e proteção contra material nocivo.&nbsp;<br>· &nbsp; Literacia mediática como uma questão de “inclusão e de cidadania da Sociedade de informação de hoje”. Exercício de uma cidadania ativa e plena.&nbsp;</div><div>·&nbsp; Educação para os Media como “o conjunto de conhecimentos, capacidades e competências( e os processos de respetiva aquisição) relativas ao acesso, uso esclarecido, pesquisa e análise crítica dos media, bem como as capacidades de expressão e de comunicação através desses mesmos media” <br><br><strong><em>Fundamentos</em></strong><br>·&nbsp; Declaração de Grunwald sobre a Educação para os Media e o poder dos Media – “aceitar o seu significativo impacto e a sua difusão através do mundo como factos consumados, valorizando ao mesmo tempo a sua importância enquanto elemento de cultura no mundo hodierno (…) função desses meios enquanto instrumentos ao serviço da participação ativa dos cidadãos na sociedade”.&nbsp;<br>·&nbsp; Contexto: mais meios, maior oferta, mais capacidade de acesso, maior escolha. Necessidade da preparação dos cidadãos para saberem lidar criticamente com a oferta;<br>·&nbsp; Formação básica dos cidadãos para atenuar os riscos crescentes de novas formas de exclusão social&nbsp; - Educação para os Media como terreno central para os direitos dos cidadãos;&nbsp;<br>·&nbsp; David Buckingham considera a Educação para os Media um requisito para a cidadania atual e como um direito fundamental;<br>·&nbsp; União Europeia, a UNESCO e a CE colocam a Educação para os Media no centro de ação de algumas políticas;&nbsp;</div><div>· &nbsp; “Europa só poderá beneficiar verdadeiramente da revolução digital se todos os cidadãos e empresas da EU estiverem envolvidos numa nova sociedade digital ativa e participativa”. Criação de emprego e desenvolvimento económico e social; <br><br><strong><em>Orientações </em></strong><br>·<strong> Orientação da proteção</strong> que assenta no princípio dos efeitos diretos dos media – Até à década de 70; Discurso recorrente em relação ao surgimento de qualquer nova tecnologia;&nbsp;</div><div>· <strong>Orientação modernizadora ou tecnológica </strong>enfatiza o acesso e a formação para o uso das tecnologias. Redução dos media ao fator técnico. Contudo o acesso às tecnologias não garante o seu uso crítico e fruição de uma cidadania plena. Visão instrumentalista das Tecnologias da Informação e da Comunicação que “fortalece a crença de que o individuo pode comunicar prescindindo de qualquer tipo de mediação social”;</div><div>·&nbsp; <strong>&nbsp;Orientação capacitadora</strong> que se desloca da tónica colocada nos media e passa para uma perspetiva mais social em que os media são encarados como construção social. Principio da capacitação e autonomização. Crianças podem desenvolver esta capacidade se orientados. Orientação com a preocupação de desenvolver e promover capacidades de expressão e de participação. <br><br><strong><em>Âmbitos </em></strong><br>· Diferentes contextos – formais ou informais, públicos ou privados – para a Educação para os media.&nbsp;</div><div>·&nbsp; Professores, grupos cívicos, bibliotecários, igreja, académicos e investigadores, empresas de media são alguns dos atores fundamentais nesta área;&nbsp;</div><div>· Três vertentes da abordagem dos media – media como campo de estudo; media como meio de comunicação ou de expressão e de produção; media como recurso de enriquecimento do processo educativo; As duas primeiras são as mais ligadas à Educação para os Media;</div><div>·&nbsp; Curriculum Statements” ( 1989). Áreas Chave da Educação para os Media: Instituições (quem comunica e porquê?), Categorias ( De que tipo de “texto” se trata?”), Tecnologias ( Como é produzido?); Linguagens ( Como sabemos o que significa?), Representações ( Como é retratado um assunto?) e Audiências ( Que tipo de significado constroem?); ”&nbsp;</div><div>· Algumas questões colocadas à discriminação destas áreas – abrangência da tipologia, valores culturais e críticos e a relação afetiva que se desenvolve com os media;</div><div>· &nbsp; Outro guia de trabalho proposto por um grupo de professores da Media Literacy Association enfatiza a construção social da realidade e a reflexão sobre a natureza comercial dos media. Ver documento, tabela 2.&nbsp;</div><div>· Ambas abordagens valorizam a vertente pedagógico -didática do  desenvolvimento curricular da Educação para os Media; <br><br><strong><em>Reflexão Final</em></strong></div><div>Um capítulo que capta os principais focos de interesse da Área da Educação para os Média. Enquadra-nos num turbilhão de designações típico de uma realidade complexa.&nbsp;<br>Apresenta-nos os seus principais eixos - capacitação, competências, pensamento crítico, escolha informada, criação.&nbsp;<br>Mostra-nos o panorama geral da área e as várias instituições que lidam com a mesma, e, ainda, aponta -nos para as diferentes orientações (proteção, modernizadora, capacitadora) que moldaram, invariavelmente, o caminho da Educação para os Media ao longo dos anos.&nbsp;<br>Finalmente, coloca-nos questões concretas através dos dois guias de trabalhos apresentados - inglês e canadiano - relativamente às áreas chave da atuação da Educação para os Media e o que procura responder. Fa-lo deixando a ressalva de que as competências e capacidades desenvolvidas dependerão sempre dos atores, experiências e contextos.&nbsp;<br>Tudo se resume, enfim, ao direito, à inclusão social, à autonomia; numa palavra, à cidadania que será, intrinsecamente, plena e frutífera. O que une todos estes fenómenos? A Educação para os Media, enquanto processo de aprendizagem dos mesmos, e, consequentemente,&nbsp; a Literacia dos Media que engloba a aquisição de todas as competências supra-mencionadas.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Marta Alves, a75255<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-06 16:39:30 UTC</pubDate>
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         <title>Resumo: Capítulo 2, Educação para os Media em Portugal</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>Temas essenciais</strong><br><br>No capítulo 2 da obra <em>Educação para os Media em Portugal</em>, os autores introduzem o conceito de Educação para os Media que também pode ser associada a diferentes nomenclaturas, prossupondo o mesmo conteúdo. “Literacia Mediática, Educação para a Comunicação, Literacia Digital, Alfabetização Mediática ou Educomunicação são alguns sinónimos referidos. Todavia, os autores defendem que entre Educação para os Media e Literacia Mediática há uma diferença: a primeira diz respeito ao processo e engloba diferentes tipos de literacia; enquanto a segunda refere-se aos resultados desse processo. <br><br>Com a introdução dos meios digitais, a noção de literacia expandiu-se para outros ramos, passando a abranger: literacia digital, literacia da publicidade, literacia da imagem, literacia da informação, literacia computacional. Os autores sublinham ainda que o “novo ecossistema” veio introduzir novos desafios nomeadamente ao “nível da formação dos cidadãos”.<br><br></div><div>O impulso das novas tecnologias fez surgir novas oportunidades aos cidadãos em termos de participação e produção de informação.  Por outras palavras, as tecnologias digitais não só permitem a receção, mas também promovem a produção de mensagens.<br><br></div><div>A Educação para os Media deve, segundo os autores, focar-se nas “capacidades e competências da comunicação, procurando melhorar as práticas comunicativas. Em 1988, a Universidade do Minho adotou a designação ‘educação para a comunicação social’ para promover a formação de práticas comunicativas no interior das instituições. Inserida nesta designação consta a ideia de que a crianças são “sujeitos ativos” e que, por isso, se torna essencial “enriquecer a multidireccionalidade e a dimensão cívico-política da comunicação”. <br><br></div><div>Também Jacques Gonnet (2002) defende novos princípios de ensino para o século XXI, ao considerar essencial a adotação de um olhar diferente em relação às crianças. Gonnet sublinha a importância de ir ao encontro das motivações e interesses das crianças, através de atividades pedagógicas que articulem as suas experiências de vida e nas quais os media se incluem.<br><br></div><div>Segundo a Comissão Europeia (2009), a Educação para os Media “visa as competências, conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores utilizarem os meios de comunicação de forma eficaz e segura”. Por outro lado, a CE definiu Literacia Mediática como “uma das condições para o exercício da cidadania ativa e plena, evitando ou diminuindo os riscos de inclusão da vida comunitária”.<br><br></div><div>Já para os autores, a Literacia Mediática diz respeito ao “processo de aprendizagem e de capacitação dos cidadãos face aos media, cujo objetivo último é o exercício autónomo de competências e capacidades face aos meios de comunicação”. Ao invés, a Educação para os Media “é o conjunto de conhecimentos, capacidades e competências relativas ao acesso, uso esclarecido, pesquisa e análise crítica dos media, bem como as capacidades de expressão e de comunicação através desses mesmos meios”.<br><br></div><div>Estes conceitos tornam-se essenciais uma vez que os media ocupam um lugar essencial “ao serviço da participação ativa dos cidadãos na sociedade”.<br><br></div><div>“Vivemos hoje numa ‘aldeia global’ ligada 24h por dia”. Os investigadores referem-se assim à influência das novas tecnologias que introduziram “mais meios, maior oferta, maior capacidade de acesso, maior escolha por parte do consumidor”. Perante este cenário, os autores defendem a necessidade de “preparar os cidadãos para saberem lidar, de forma crítica e criteriosa, com a panóplia de meios, de informações e de conteúdos ao seu alcance”.<br><br></div><div>Neste contexto, Buckingham (2003) sublinha a importância da Educação para os Media, considerando como um direito humano fundamental.<br><br></div><div>Nos últimos anos, a União Europeia, a UNESCO e o Conselho da Europa acentuam a necessidade de colocar este tema na agenda das preocupações políticas e da consciência coletiva.<br><br></div><div>Numa intervenção na Universidade de Hampton, nos EUA, Barack Obama considera que no atual ambiente mediático, a “informação torna-se numa distração, numa forma de entretenimento, em vez de ser uma ferramenta de capacitação, em vez de ser o meio de emancipação. O antigo presidente dos Estados Unidos acrescenta: “Isto não está apenas a colocar pressão sobre vocês; está a colocar pressão sobre o nosso país e sobre a nossa democracia”.<br><br></div><div>Relativamente ao contexto histórico do conceito Educação para os Media, este passou por várias fases. Até à década de 60, o conceito orientava-se para os efeitos diretos dos media. A abordagem enquadrava-se na proteção, em que as crianças eram vistas como indefesas, desprotegidas, fortemente influenciáveis e vulneráveis aos conteúdos mediáticos. Havia, portanto, uma necessidade de proteger as crianças contra os efeitos negativos que os media pudessem exercer. <br><br></div><div>Nos anos 80 e 90, a abertura do mercado do setor privado elevou a complexidade e a importância da ideia de proteção, motivado pelos conteúdos comerciais.<br><br></div><div>Com a introdução das novas tecnologias surge a perspetiva tecnológica. O acesso às tecnologias não garante, por si só, o exercício de uma cidadania esclarecida e participada, podendo ser uma condição necessária, mas não suficiente para a formação dos cidadãos.<br><br></div><div>A estas duas orientações, os autores acrescentam uma terceira designada por “capacitadora”: os próprios media são analisados como construções sociais. Esta perspetiva considera que as crianças possam desenvolver, em relação aos media, atitudes e práticas ativas e críticas, mas que, para isso, precisa de apoio, de incentivo, de orientação e de mediação. Esta conceção considera que os sujeitos não são naturalmente críticos, precisam de desenvolver essa competência, sendo esse o objetivo da Educação para os Media. Pretende, também desenvolver e promover competências e capacidades de expressão e de participação dos sujeitos.<br><br></div><div><strong>Reflexão<br></strong><br></div><div>Nota-se que desde nos últimos 30 anos há uma crescente preocupação com a introdução da temática da Educação para os Media. Apesar das várias nomenclaturas que pode designar, vão todas dar ao mesmo ponto: a necessidade de desenvolver competências e conhecimentos relativamente a receção e produção de conteúdos por parte das pessoas. A introdução das novas tecnologias veio impulsionar uma maior atenção sobre esta temática, em que as crianças passam a ser vistas como sujeitos ativos, capazes não só de receber, mas também de produzir e de comentar esses conteúdos. É, portanto, essencial a promoção desta temática junto dos pais, das escolas e instituições políticas, para que juntas possam contribuir para o desenvolvimento de competências necessárias tanto para crianças, como qualquer outra faixa etária, de forma a que estas sejam capazes de compreender, analisar e criticar os conteúdos mediáticos. Desta forma, poder-se-á construir uma sociedade mais autónoma, ativa e de cidadania plena.<br><br>Inês Viegas Neves - A74347<br><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-06 16:48:00 UTC</pubDate>
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         <title>Educação para os Media em Portugal — Cap. 2</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Francisco Eurico Leite, a36424; Joana Carvalho, a75082; Raquel Murteira, a75971;<br><br>- Falta de consenso numa designação única. É importante distinguir a diferença de foco entre diferentes conceitos ligados à área;<br>- A literacia desdobra-se em diversos subgrupos.<br>- A era digital tornou necessário que se adquirisse/desenvolvesse novas competências.<br>- Existe a ideia de Educação para os Media como processo e literacia mediática como o objectivo desse processo, algo que nem sempre é considerado.<br>- Mais importante do que as várias designações são as ideias contidas nelas.<br>- O foco não deve estar na vertente tecnológica e sim na ideia da comunicação como um processo — os media não são apenas um "canal" neutro, mas parte de uma relação.<br>- É importante distinguir que ensinar com os media, sobre os media e como os utilizar são coisas diferentes.<br>- É importante não olhar para as crianças como "actores passivos", mas trabalhar através dos seus interesses. Para além disso, não devem ser simplesmente protegidas ou ensinadas a lidar com a tecnologia em si, mas sim acompanhadas no desenvolvimento de espírito crítico.<br>- As novas tecnologias facilitaram a posição do cidadão como produtor de conteúdo.<br>- As próprias definições/conceitos são resultantes de interesses políticos e económicos.<br>- Tecnologias digitais tornam a distinção entre literacia dos media e Educação para os Media menos relevante.<br>- Directiva da CE descreve a Educação para os Media como algo que “visa as competências, os conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores utilizarem os meios de comunicação social de forma eficaz e segura.". Já a Recomendação fala da literacia mediática como algo de fundamental para a inclusão social e a cidadania.<br>- As declarações de Grünwald sobre a necessidade de incutir a capacidade de compreensão crítica dos media nos cidadãos mantêm-se válidas.<br>- Os media são cada vez mais omnipresentes em todas as camadas etárias, o que torna mais necessária a capacidade de filtrar, pensar criticamente na informação, conhecer direitos e saber como manter-se em segurança.<br>- A Educação para os Media não se limita obrigatoriamente ao mundo escolar, podendo desenvolver-se em diversos contextos diferentes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-06 19:50:29 UTC</pubDate>
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         <title>Capítulo 2: Educação para os Media em Portugal</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/literaciamediacidadania/umeyoehr0v5e/wish/158186969</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Conceitos:</strong><br><br></div><div>·         Educação para os Media, Literacia Mediática, Educação para a Comunicação e Literacia digital são conceitos vistos como equivalentes devido à falta de consenso sobre o uso da designação;</div><div>·         As mudanças trazidas pelos meios digitais, mudanças no ecossistema mediático e novos desafios na formação das competências dos cidadãos são os motivos principais para o alargamento lexical;</div><div>·         Educação para os media é um processo. Literacia para os media é o que se atinge através desse processo (resultados). Só que esta distinção nem sempre é adotada;</div><div>·         É necessário ter em conta as tradições ou orientações dos termos;</div><div>·         UNESCO: Educação para a comunicação – foco é o processo de comunicação;</div><div>·         Literacia digital coloca enfoque na produção (e na participação) e não na receção;</div><div>·         As nomenclaturas variam conforme as prioridades, interesses políticos e comerciais;</div><div>·         Definição da Diretiva da Comissão Europeia - Educação para os media visa as competências, conhecimentos e a compreensão que permitem aos consumidores utilizar os meios de comunicação de forma eficaz e segura;</div><div>·         Definição da Recomendação sobre literacia mediática – questão de inclusão e de cidadania (…) é uma competência fundamental (…), condição essencial para o exercício de uma cidadania ativa e plena, evitando riscos de exclusão.</div><div>·         Conhecimentos, capacidades e competências relativas ao acesso, uso, pesquisa e análise crítica dos media, construídos num processo de aprendizagem que conduza à autonomia e inclusão social.<br><br></div><div> <br><br></div><div><strong>Fundamentos:</strong><br><br></div><div>·         Declaração de Grunwald sobre Educação para os media: importância dos media na vida de todos os cidadãos pois são elementos da cultura e preparam os jovens para viver num mundo com os media;</div><div>·         Existem novas formas de estar, comunicar e participar graças às tecnologias digitais;</div><div>·         Quantas mais formas de comunicar, maior a necessidade de preparar os cidadãos a utilização critica desses meios;</div><div>·         Aldeia global: estamos ligados 24h por dia onde os media são cada vez mais uma parte dos jovens e objetos centrais na vida quotidiana;</div><div>·         Nas ultimas décadas existiu uma alteração do contexto e condições do exercício da cidadania;</div><div>·         Passaram a haver mais formas de exclusão social através das plataformas digitais (que colocaram evidência na alfabetização e formação básica, por exemplo);</div><div>·         Indivíduos devem conhecer o seu direito a obter informação, informar-se e informar para se protegerem de diversas ameaças que possam surgir;</div><div>·         “Num ambiente mediático (…) que nos bombardeia com todos os tipos de conteúdos, (…) a informação torna-se numa distração, numa diversão, em vez de ser o meio de emancipação” – Barack Obama<br><br><br></div><div><strong>Orientações:</strong><br><br></div><div>·         Orientação protetora: dos menores, sobre os efeitos negativos que os media podem exercer</div><div>·         Orientação modernazadora ou tecnológica: acesso e formação no uso das tecnologias;</div><div>·         O acesso é condição necessária mas não é garantia de uso esclarecido e participado;</div><div>·         Orientação capacitadora: deslocação do “mediocentrismo” para o “sociocentrismo”, ou seja, podem-se desenvolver atitudes e práticas ativas e críticas mas é necessário apoio, incentivo e orientação de uma forma mediada;</div><div>·         A critica não é natural mas sim precisa de ser desenvolvida, e é esse o objetivo da Educação para os Media;<br><br></div><div> <br><br></div><div><strong>Âmbitos:</strong><br><br></div><div>·         A Educação para os Media pode ser desenvolvida por diversos atores e em diversos contextos (extra-escolares, por exemplo);</div><div>·         Os media são vistos como um campo ou objeto de estudo; um meio de comunicação e expressão ou como um conjunto de recursos que podem contribuir para o processo educativo;</div><div>·         Resource guide of media literacy define Educação para os Media como o processo de compreender e usar os media;</div><div>·         Existem duas propostas de conceitos chave para a Educação para os Media: uma inglesa e uma canadiana. <br><br></div><div> <br><br></div><div><strong>Reflexão:</strong><br><br></div><div>O capítulo aborda muitos pontos essenciais sobre a Educação para os Media. Ensina-nos algumas definições e conceitos que até então não estavam tão claros. Como está constantemente a mencionar os diversos pontos, explicando por outras palavras, consegue ser facilmente entendido.<br><br></div><div>O que retive deste capítulo foi que os media são usados no nosso dia-a-dia como se já fossem um “objeto da mobília” e, por causa disso, é necessário saber usá-los criticamente – esse é um aspeto essencial na Educação para os Media. Cada um de nós, enquanto cidadãos com direito à informação, deve reunir um conjunto de conhecimentos, capacidades e competências que nos permitam ser autónomos neste uso.<br><br></div><div> <br><strong>ANA COSTA, A76426</strong></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-03-06 21:46:14 UTC</pubDate>
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