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      <title>Español Avanzado (B2.1) - Unidad 5 - Poemas y canciones sobre lugares by CLAUDIA VASCONCELOS</title>
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      <description>Comparte aquí un poema o una canción sobre Brasil o algún lugar de nuestro país. Luego vas a compartir con tus compañeros/as, oralmente, qué aspectos destacan de ese lugar, cómo lo describes, si el texto menciona lugares concretos y tu opinión sobre la obra. Recuerda compartir una imagen junto con el texto.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-04-24 22:43:23 UTC</pubDate>
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         <title>Sampa - Caetano Veloso.                                                  Rodrigo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Alguma coisa acontece no meu coração<br>Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João<br>É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi<br>Da dura poesia concreta de tuas esquinas<br>Da deselegância discreta de tuas meninas</p><p>Ainda não havia para mim Rita Lee<br>A tua mais completa tradução<br>Alguma coisa acontece no meu coração<br>Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João</p><p>Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto<br>Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto<br>É que Narciso acha feio o que não é espelho<br>E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho<br>Nada do que não era antes quando não somos mutantes</p><p>E foste um difícil começo<br>Afasta o que não conheço<br>E quem vem de outro sonho feliz de cidade<br>Aprende depressa a chamar-te de realidade<br>Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso</p><p>Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas<br>Da força da grana que ergue e destrói coisas belas<br>Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas<br>Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços<br>Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva</p><p>Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba<br>Mais possível novo quilombo de Zumbi<br>E os novos baianos passeiam na tua garoa<br>E novos baianos te podem curtir numa boa</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:50:54 UTC</pubDate>
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         <title>Não existe amor em SP - Steph</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Não existe amor em SP<br>Um labirinto místico<br>Onde os grafites gritam<br>Não dá pra descrever<br>Numa linda frase<br>De um postal tão doce<br>Cuidado com o doce<br>São Paulo é um buquê<br>Buquês são flores mortas<br>Num lindo arranjo<br>Arranjo lindo feito pra você</p><p>Não existe amor em SP<br>Os bares estão cheios de almas tão vazias<br>A ganância vibra, a vaidade excita<br>Devolva minha vida e morra<br>Afogada em teu próprio mar de fel<br>Aqui ninguém vai pro céu</p><p>Não existe amor em SP<br>Um labirinto místico<br>Onde os grafites gritam<br>Não dá pra descrever<br>Numa linda frase<br>De um postal tão doce<br>Cuidado com o doce<br>São Paulo é um buquê<br>Buquês são flores mortas<br>É num lindo arranjo<br>Arranjo lindo feito pra você</p><p>Não existe amor em SP<br>Os bares estão cheios de almas tão vazias<br>A ganância vibra, a vaidade excita<br>Devolva minha vida e morra<br>Afogada em seu próprio mar de fel<br>Aqui ninguém vai pro céu</p><p>Não precisa morrer pra ver Deus<br>Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você<br>Encontro duas nuvens<br>Em cada escombro, em cada esquina<br>Me dê um gole de vida<br>Não precisa morrer pra ver Deus<br>Não precisa morrer pra ver Deus</p><p>Não precisa morrer pra ver Deus<br>Não precisa morrer pra ver Deus</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:51:19 UTC</pubDate>
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         <title>Recife, minha cidade/ Reginaldo Rossi/Fábio</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Hei! Vem cá que eu quero te mostrar<br>Hei! A minha cidade, o meu lugar<br>Hei! Recife tem um coração<br>Hei! Tem muito calor, muita emoção</p><p>O povo daqui gosta de cantar<br>Tem religião, gosta de rezar<br>Tem cristianismo, tem candomblé<br>Tem muita cachaça e muita mulher</p><p>Tem Luiz Gonzaga, Rei do Baião<br>Tem Alceu Valença, anunciação<br>E em Olinda, o carnaval<br>É o melhor do mundo<br>É sensacional</p><p>Recife tem encantos mil<br>É, É um pedacinho do Brasil<br>É um paraíso tropical<br>Tem, Tem um acervo cultural</p><p>Ela é a Veneza desse Brasil<br>É intercortada por muitos rios<br>A capital do meu Pernambuco<br>Capitania que deu mais lucro</p><p>Ela é a cidade que viu surgir<br>Três grandes heróis da nossa nação<br>O negrão Henrique e o branco Negreiros<br>O índio Felipe e o Camarão</p><p>De Porto Alegre até Boa Vista<br>De Porto Velho até Natal<br>Em diagonal até Fortaleza<br>O Brasil, eu sei, tem muita beleza</p><p>Mas sou de Recife e devo cantar<br>A minha cidade, o meu lugar<br>Você não entende se não quiser<br>Tem muita cachaça e muita mulher</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:51:24 UTC</pubDate>
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         <title>Hino de Pernambco - Nicolino Milano | Brenna</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Coração do Brasil<br>Em teu seio corre o sangue de heróis, rubro veio<br>Que há de sempre o valor traduzir<br>És a fonte da vida e da história<br>Desse povo coberto de glória<br>O primeiro, talvez, do porvir</p><p>Salve, ó terra dos altos coqueiros<br>De belezas soberbo estendal<br>Nova Roma de bravos guerreiros<br>Pernambuco imortal, imortal!</p><p>Esses montes, e vales, e rios<br>Proclamando o valor de teus brios<br>Reproduzem batalhas cruéis<br>No presente, és a guarda avançada<br>Sentinela indormida e sagrada<br>Que defende da pátria os lauréis</p><p>Salve, ó terra dos altos coqueiros<br>De belezas soberbo estendal<br>Nova Roma de bravos guerreiros<br>Pernambuco imortal, imortal!</p><p>Do futuro és a crença, a esperança<br>Desse povo que altivo descansa<br>Como o atleta depois de lutar<br>No passado, o teu nome era mito<br>Era o Sol a brilhar no infinito<br>Era a glória na Terra a brilhar!</p><p>Salve, ó terra dos altos coqueiros<br>De belezas soberbo estendal<br>Nova Roma de bravos guerreiros<br>Pernambuco imortal, imortal!</p><p>A República é filha de Olinda<br>Alva estrela que fulge e não finda<br>De esplender com seus raios de luz<br>Liberdade um teu filho proclama!<br>Dos escravos o peito inflama<br>Ante o Sol dessa terra da cruz</p><p>Salve, ó terra dos altos coqueiros<br>De belezas soberbo estendal<br>Nova Roma de bravos guerreiros<br>Pernambuco imortal, imortal!</p><p>Salve, ó terra dos altos coqueiros<br>De belezas soberbo estendal<br>Nova Roma de bravos guerreiros<br>Pernambuco imortal, imortal!<br>Pernambuco imortal, imortal!<br>Pernambuco imortal, imortal!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:54:15 UTC</pubDate>
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         <title>O ABC do sertão - Luiz Gonzaga - Ana Júlia</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Lá no meu sertão<br>Pro caboclo ler<br>Tem que aprender<br>Outro ABC<br>O jota é ji<br>E o éle é lê<br>O ésse é si<br>Mas o érre<br>Tem nome de rê</p><p>O jota é ji<br>E o éle é lê<br>O ésse é si<br>Mas o érre<br>Tem nome de rê</p><p>Até o ypsilon<br>Lá é pissilone<br>O ême é mê<br>O êne é nê<br>O éfe é fê<br>O gê chama-se guê<br>Na escola é engraçado<br>Ouvir-se tanto ê</p><p>A bê cê dê fê guê lê mê nê<br>Pê quê rê tê vê e zê</p><p>Lá no meu sertão<br>Pro caboclo ler<br>Tem que aprender<br>Outro ABC<br>O jota é ji<br>E o éle é lê<br>O ésse é si<br>Mas o érre<br>Tem nome de rê</p><p>O jota é ji<br>E o éle é lê<br>O ésse é si<br>Mas o érre<br>Tem nome de rê</p><p>Até o ypsilon<br>Lá é pissilone<br>O ême é mê<br>O êne é nê<br>O éfe é fê<br>O gê chama-se guê<br>Na escola é engraçado<br>Ouvir-se tanto ê</p><p>A bê cê dê fê guê lê mê nê<br>Pê quê rê tê vê e zê</p><p>Até o ypsilon<br>Lá é pissilone<br>O ême é mê<br>O êne é nê<br>O éfe é fê<br>O gê chama-se guê<br>Na escola é engraçado<br>Ouvir-se tanto ê</p><p>A bê cê dê fê guê lê mê nê<br>Pê quê rê tê vê e zê</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:54:25 UTC</pubDate>
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         <title>Independência do Brasil - Fernando Gandra e Juliana Randon - Haryadine</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Sete de setembro</p><p>Às margens do rio Ipiranga</p><p>Um grito de liberdade</p><p>Marcou nossa história</p><p>D. Pedro I</p><p>Nação de um povo guerreiro</p><p>Que luta e não se cansa</p><p>Só que hoje, às margens da esperança</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:55:26 UTC</pubDate>
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         <title>Evocação do Recife / Manuel Bandeira. Monica</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Recife<br>Não a Veneza americana<br>Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais<br>Não o Recife dos Mascates<br>Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois<br>– Recife das revoluções libertárias<br>Mas o Recife sem história nem literatura<br>Recife sem mais nada<br>Recife da minha infância<br>A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado<br>e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas<br>Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê<br>na ponta do nariz<br>Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras<br>mexericos namoros risadas<br>A gente brincava no meio da rua<br>Os meninos gritavam:<br>Coelho sai!<br>Não sai!</p><p>A distância as vozes macias das meninas politonavam:<br>Roseira dá-me uma rosa<br>Craveiro dá-me um botão</p><p>(Dessas rosas muita rosa<br>Terá morrido em botão…)<br>De repente<br>nos longos da noite<br>um sino<br>Uma pessoa grande dizia:<br>Fogo em Santo Antônio!<br>Outra contrariava: São José!<br>Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.<br>Os homens punham o chapéu saíam fumando<br>E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.</p><p>Rua da União…<br>Como eram lindos os montes das ruas da minha infância<br>Rua do Sol<br>(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)<br>Atrás de casa ficava a Rua da Saudade…<br>…onde se ia fumar escondido<br>Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora…<br>…onde se ia pescar escondido<br>Capiberibe<br>– Capiberibe<br>Lá longe o sertãozinho de Caxangá<br>Banheiros de palha<br>Um dia eu vi uma moça nuinha no banho<br>Fiquei parado o coração batendo<br>Ela se riu<br>Foi o meu primeiro alumbramento<br>Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu<br>E nos pegões da ponte do trem de ferro<br>os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras</p><p>Novenas<br>Cavalhadas<br>E eu me deitei no colo da menina e ela começou<br>a passar a mão nos meus cabelos<br>Capiberibe<br>– Capiberibe<br>Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas<br>Com o xale vistoso de pano da Costa<br>E o vendedor de roletes de cana<br>O de amendoim<br>que se chamava midubim e não era torrado era cozido<br>Me lembro de todos os pregões:<br>Ovos frescos e baratos<br>Dez ovos por uma pataca<br>Foi há muito tempo…<br>A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros<br>Vinha da boca do povo na língua errada do povo<br>Língua certa do povo<br>Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil<br>Ao passo que nós<br>O que fazemos<br>É macaquear<br>A sintaxe lusíada<br>A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem<br>Terras que não sabia onde ficavam<br>Recife…<br>Rua da União…<br>A casa de meu avô…<br>Nunca pensei que ela acabasse!<br>Tudo lá parecia impregnado de eternidade<br>Recife…<br>Meu avô morto.<br>Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro<br>como a casa de meu avô.”</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:56:09 UTC</pubDate>
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         <title>Norte Nordeste me Veste Rapadura// Malu</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O Nordeste é poesia<br>Deus quando fez o mundo, fez tudo com primazia<br>Formando o céu e a terra cobertos com fantasia<br>Para o sul deu a riqueza, para o planalto, a beleza<br>Pro nordeste, a poesia</p><p>Rasgo de leste a oeste, como peste do sul ao sudeste<br>Sou rap agreste, norte-nordeste, epiderme veste<br>Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas<br>Partindo pratos e bocas, com tapas mato essas moscas</p><p>Toma! Eu meto lacres com backs derramo frases, ataques<br>Atiro charques nas bases dos meus sotaques<br>Oxe! Querem entupir nossos fones a repetirem nomes<br>Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones</p><p>Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros<br>Não sigo seus rastros, negados padrastos<br>Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta<br>Esses órfãos com precatas, basta! Ninguém mais empata</p><p>Meto meu chapéu de palha. sigo pra batalha<br>Com força agarro a enxada, se crava em minhas mortalhas<br>Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez<br>Garra com nitidez, rigidez me fez monstro camponês</p><p>Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos<br>Se assumam, são clandestinos, se negam, não nordestinos<br>Vergonha do que são, produção sem expressão própria<br>Se afastem da criação, morrerão por que são cópias</p><p>Não vejo cabra da peste só carioca e paulista<br>Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas<br>Rejeitam xilogravura, o cordel que é literatura<br>Quem não tem cultura jamais vai saber o que é rapadura</p><p>Foram nossas mãos que levantaram os concretos, os prédios<br>Os tetos os manifestos, não quero mais intermédios<br>Eu quero acesso direto às rádios, palcos abertos<br>Inovar em projetos protestos, arremesso fetos</p><p>Escuta! A cidade só existe por que viemos antes<br>Na dor desses retirantes com suor e sangue imigrante<br>Rapadura, eu venho do engenho. rasgo os canaviais<br>Meto o norte, nordeste, o povo no topo dos festivais, toma!</p><p>Ei, nortista, agarra essa causa que trouxeste<br>Nordestino, agarra a cultura que te veste<br>Eu digo norte, vocês dizem nordeste<br>Norte, nordeste, norte, nordeste</p><p>Ei, nortista, agarra essa causa que trouxeste<br>Nordestino, agarra a cultura que te veste<br>Eu digo norte, vocês dizem nordeste<br>Norte, nordeste, norte, nordeste</p><p>Minhas irmãs, meus irmãos<br>Se assumam como realmente são<br>Não deixem que suas matrizes<br>Que suas raízes morram por falta de irrigação</p><p>Ser nortista e nordestino, meus conterrâneos<br>Num é ser seco nem litorâneo<br>É ter em nossas mãos um destino<br>Nunca clandestino para os desfechos metropolitanos</p><p>Devasto as galerias tão frias, cuspo grafias em vias<br>Espalho crias nas linhas, trilhas, discografias<br>Arrasto lps, eps, cds, dvds<br>Cachês, clichês, surdez, vocês? Não desta vez!</p><p>Esmago boicotes, estrofes em portes cortes nos flogs<br>Poetas pobres em montes dão choques em hip pops<br>Versos ferozes em vozes dão mortes aos tops blogs<br>Repente forte do norte sacode em trotes galopes</p><p>Meto a fita embolada do engenho em bilhetes de states<br>Dou breaks em fakes, enfeites, cacete nas mix tapes<br>Bloqueio esses eixos os deixo sem alimentação<br>Alheios fazem feio nos meios de comunicação</p><p>E essas rádios que não divulgam os trabalhos criados<br>E em nossos estados, ouvintes abitolados é o que produz<br>Contratos que pagam eventos forçados com pratos sobre enlatados<br>Plágios sairão entalados com esse cuscuz</p><p>Ao extremo venho ao terreno me empenho em trampo agrônomo<br>Espremo tudo o que tenho do engenho ao campo autônomo<br>Juntos fazemos demos, oxigênios anônimos<br>Não gêmeos fenômenos, homogêneos homônimos</p><p>Caros exteriores, agrários são os criadores<br>Diários com seus labores contrários a importação<br>São raros nossos autores, amparo pra agricultores<br>Calcários pra pensadores, preparo pra incitação</p><p>Sou coco e faço cocada embolada bolo na hora<br>Minha fala é a bala de agora, é de aurora e de alvorada<br>Cortando o céu da estrada, do nada eu faço de tudo<br>Com enxada aro esse mundo e no estudo faço morada</p><p>Sou doce lá dos engenhos e venho com essa doçura<br>Contenho poesia pura, a fartura de rima tenho<br>Desenho nossa cultura por cima e não por de baixo<br>Não sabe o que é cabra macho? Eu me apresento, Rapadura</p><p>Espanco suas calças largas com vagas para calouros<br>Estranha o som do Gonzaga, a minha sandália de couro<br>Que esmaga cigarras, besouros, mata nos criadouros<br>Meu povo o maior tesouro, amor regional duradouro</p><p>Recito os ribeirinhos, o mar abaixo em vivência<br>Um norte com essa essência não enxerga essa concorrência<br>São tão iguais, ouvi vários e achei que era só um<br>Se no nordeste num tem grupo bom, não tem em lugar nenhum, toma!</p><p>Ei, nortista, agarra essa causa que trouxeste<br>Nordestino, agarra a cultura que te veste<br>Eu digo norte, vocês dizem nordeste<br>Norte, nordeste, norte, nordeste</p><p>Ei, nortista, agarra essa causa que trouxeste<br>Nordestino, agarra a cultura que te veste<br>Eu digo norte, vocês dizem nordeste<br>Norte, nordeste, norte, nordeste</p><p>O nordeste é poesia<br>Tocou a mãe natureza com toda filosofia<br>Fez o sol e a lua, o sol quente a lua fria<br>Para o sul deu fartura, para o centro, agricultura<br>Pro nordeste, a poesia</p><p><br></p><p><br></p><p>Malu</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:58:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Voltei, Recife - Alceu Valença- Fanávida</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/claudiarvasconcelos/ul4xphxn93h9zdj5/wish/2968759719</link>
         <description><![CDATA[<p>Voltei, Recife<br>Foi a saudade<br>Que me trouxe pelo braço</p><p>Quero ver novamente "Vassoura"<br>Na rua abafando<br>Tomar umas e outras<br>E cair no passo</p><p>Cadê "Toureiros"?<br>Cadê "Bola de Ouro"?<br>"As Pás", Os "lenhadores"<br>O "Bloco Batutas de São José"?</p><p>Quero sentir<br>A embriaguês do frevo<br>Que entra na cabeça<br>Depois toma o corpo<br>E acaba no pé</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-24 23:59:00 UTC</pubDate>
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         <title>Aquele Abraço - Gilberto Gil (Clara)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Este samba<br>Vai pra Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso<br>Vamo lá</p><p>O Rio de Janeiro continua lindo<br>O Rio de Janeiro continua sendo<br>O Rio de Janeiro, fevereiro e março</p><p>Alô, alô, Realengo, aquele abraço<br>Alô, torcida do Flamengo, aquele abraço!<br>Alô, alô, Realengo, aquele abraço<br>Alô, torcida do Flamengo, aquele abraço!</p><p>Chacrinha continua balançando a pança<br>E buzinando a moça, e comandando a massa<br>E continua dando as ordens no terreiro</p><p>Alô, alô, seu Chacrinha, velho guerreiro<br>Alô, alô, Terezinha, Rio de Janeiro<br>Alô, alô, seu Chacrinha, velho palhaço<br>Alô, alô, Terezinha, aquele abraço!</p><p>Alô, moça da favela, aquele abraço!<br>Todo mundo da Portela, aquele abraço!<br>Todo mês de fevereiro aquele passo<br>Alô, Banda de Ipanema, aquele abraço!</p><p>Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço<br>A Bahia já me deu régua e compasso<br>Quem sabe de mim sou eu<br>Aquele abraço!<br>Pra você que me esqueceu<br>Aquele abraço!</p><p>Alô, Rio de Janeiro, aquele abraço!</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-04-25 00:02:21 UTC</pubDate>
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         <title>A Cidade - Chico Science (Suely)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>O Sol nasce e ilumina as pedras evoluídas,<br>Que cresceram com a força de pedreiros suicidas.<br>Cavaleiros circulam vigiando as pessoas,<br>Não importa se são ruins, nem importa se são boas.<br><br>E a cidade se apresenta centro das ambições,<br>Para mendigos ou ricos, e outras armações.<br>Coletivos, automóveis, motos e metrôs,<br>Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.<br><br>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.<br>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.<br><br>A cidade se encontra prostituída,<br>Por aqueles que a usaram em busca de saída.<br>Ilusora de pessoas e outros lugares,<br>A cidade e sua fama vai além dos mares.<br><br>No meio da esperteza internacional,<br>A cidade até que não está tão mal.<br>E a situação sempre mais ou menos,</p><p>Sempre uns com mais e outros com menos.</p><p><br></p><p>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.<br>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.<br><br>Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu<br>Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.<br>Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (haha)<br>Eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu<br>Tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tú.<br>Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus. (ê)<br><br>Num dia de Sol, Recife acordou<br>Com a mesma fedentina do dia anterior.<br><br>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.<br>A cidade não pára, a cidade só cresce<br>O de cima sobe e o debaixo desce.</p>]]></description>
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