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      <title>Tecnologias na adolescência by CAROLINA OLIVEIRA</title>
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      <description>Mural do grupo Tecnologias na Adolescência e seus devidos subtemas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-22 13:44:34 UTC</pubDate>
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         <title>Educação Online</title>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Este é um momento oportuno para discutirmos nossas práticas didático-pedagógicas, pois estamos vivenciando uma situação sem precedentes. Mesmo quem tem experiência com Educação a Distância sabe que a situação atual é diferente, há restrições e potencialidades que a difere do que usualmente se pratica na modalidade a distância.&nbsp;</div><div>Como ponto de partida, para nos entendermos, precisamos diferenciar Educação a Distância (EAD), que é uma modalidade educacional alternativa à educação presencial, daquilo que denominamos de Educação OnLine (EOL), que é uma abordagem didático-pedagógica.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 17:57:27 UTC</pubDate>
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         <title>Concepção pedagógica massivo-instrucionista frequentemente empregada na EAD</title>
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         <description><![CDATA[<div>Alertamos que o “ruim” na modalidade presencial torna-se o “péssimo” na modalidade a distância: a abordagem instrucionista-massiva levada ao extremo por “cursos massivos online” (MOOC) resulta em altíssimos índices de evasão, com taxa de até 95% de abandono (<a href="http://www.abed.org.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/pdf/116.pdf">SILVA; BERNARDO JR; OLIVEIRA, 2014</a>). Ressaltamos que a modalidade a distância não implica necessariamente a adoção de práticas instrucionista-massivas; temos praticado, nessa modalidade, o que Edméa Santos (<a href="http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/xcongreso/pdfs/t12/t12c427.pdf">2009</a>, <a href="http://www.edmeasantos.pro.br/assets/livros/Livro%20PESQUISA-FORMA%C3%87%C3%83O%20NA%20CIBERCULTURA_E-BOOK.pdf">2019</a>) denomina “Educação Online”:</div><blockquote>Assumimos desde já que a educação online não é apenas uma evolução das gerações da EAD, mas um fenômeno da cibercultura. É comum encontrar na literatura especializada em educação e tecnologias que a educação online é uma evolução ou nova geração da modalidade de EAD. Discordamos, mesmo sem ignorar ou descartar essa possibilidade, com essa afirmativa simplista. […] A educação online é o conjunto de ações de ensino-aprendizagem ou atos de currículo mediados por interfaces digitais que potencializam práticas comunicacionais interativas e hipertextuais. (<a href="http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/xcongreso/pdfs/t12/t12c427.pdf">SANTOS, 2009</a>, p. 5659,5663)</blockquote><div><br>A proposição de efetivar uma Educação Online, como aqui caracterizada, parte da compreensão de que vivemos, hoje, em um (ciber)espaço-tempo propício à aprendizagem em rede: conectar-se, conversar, postar, curtir, comentar, compartilhar, colaborar, tornar-se autor, expor-se, negociar sentidos, co-criar … que outras palavras lhe vêm à mente quando falamos de valores e práticas que caracterizam a nossa (ciber)cultura contemporânea?</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 18:15:56 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 18:29:28 UTC</pubDate>
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         <title>Algumas de nossas inspirações:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Não estamos sozinhos nessas proposições – vários são os filósofos e pesquisadores que há décadas sustentam que vivenciamos um momento revolucionário em nossa sociedade, principalmente a partir de meados da década de 1990 com a abertura da internet para uso comercial, que a tornou acessível para a população em geral intensificando as transformações que os computadores em rede já estavam provocando em nossa sociedade (<a href="https://sistemascolaborativos.uniriotec.br/sistemas-colaborativos-para-uma-nova-sociedade-e-um-novo-ser-humano/">NICOLACI-DA-COSTA; PIMENTEL, 2011</a>). &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 18:33:42 UTC</pubDate>
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         <title>Princípios da Educação Online:</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 18:38:26 UTC</pubDate>
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         <title>Uso das Redes</title>
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         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840049481</link>
         <description><![CDATA[<div>  Hoje em dia é impossível falar de adolescentes ou adolescência sem mencionar as redes sociais. Há dados que já mencionam um percentual de 90% dos adolescentes que utilizam mídias sociais. Algo que duas décadas atrás era no máximo um projeto, hoje é uma realidade. Ainda há pessoas vivas que viram uma época em que o grau de comunicação e conectividade que temos hoje seria inimaginável, pessoas que viram todas as tecnologias que usamos hoje surgirem e se tornarem parte do cotidiano. Vindo da minha realidade, meus pais presenciaram a invenção do computador e dos telefones celulares, além de terem visto as primeiras transmissões de TV a cores no Brasil, meus avós presenciaram a popularização da televisão e eu presencial o advento das redes sociais. Essa forma de mídia é tão recente que mesmo com apenas 22 anos eu ainda consigo lembrar de uma época em que elas não eram usadas.&nbsp; &nbsp;<br>  Uma tecnologia tão recente e tão revolucionária não poderia vir sem polêmicas e, portanto, há anos já se discute se redes sociais são benéficas ou danosas aos usuários e, quanto mais jovens estes são, mais surgem críticas quanto ao uso de redes sociais. Hoje em dia a maioria dos especialistas vai concordar que crianças não devem usar redes sociais. Já quando se trata de adultos, há muitas recomendações de limitação de uso, mas se aceita que há muitos benefícios nessas mídias. Onde a discussão é menos clara é na adolescência. As redes sociais nos dão muito acesso à informação e muita conectividade, o que, em uma época em que estamos construindo nossa autonomia, certamente tem um grande impacto. Mas esse impacto é mais positivo ou mais negativo?<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-24 23:49:36 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Benefícios </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Uma pesquisa recente, publicada no periódico americano Pediatrics, o periódico oficial da Academia Americana de Pediatria, lista uma série de benefícios e de custos quanto ao uso de redes sociais na adolescência. Entre os benefícios, eles listam os seguintes:<br>Exploração da identidade- Um dos usos mais comuns das mídias sociais é para se auto apresentar, e fazer isso com liberdade quanto à forma como vai fazer isso. Ao compartilhar aspectos das suas vidas e fazer postagens que testam as reações das pessoas, o adolescente tem um espaço livre para explorar sua identidade. Isso vale desde gostos e preferências até identidade de gênero, por exemplo. Ter um ambiente seguro para auto exploração pode trazer grandes benefícios para adolescentes que estão bem na fase onde mais se questiona a própria identidade.<br><br>Engajamento com os pares-&nbsp; Mias de 90% dos adolescentes utilizam as redes sociais para se comunicar com seus amigos do mundo real todos os dias (Lenhardt, A.,2016, Capítulo 4) e muitos reportam que as redes sociais os permitem compreender melhor os sentimentos dos seus amigos através das redes. Como a adolescência é um período de desenvolvimento, suporte e aprovação dos pares é criticamente importante e muito benéfico nessa época da vida.<br><br>O estudo também menciona que pesquisas&nbsp; demonstram que, por ajudarem a encontrar outras pessoas com uma mentalidade semelhante, as redes sociais ajudam adolescentes com dificuldades de aprendizado (Hillier L., Harrison L.; 2007) e adolescentes que tem dificuldades quanto a sua identidade de gênero (Korchmaros JD, Ybarra ML, Mitchell KJ; 2015).<br><br><em>Ulda, Yalda T; Ellison, Ncole B., Subrahamanyan, Kaveri.; Benefits and Costs of Social media in Adolescence; Pediatrics; Novembro 2017, 140 (suplemento 2) S67-S70</em></div><div><em>&nbsp;</em></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 00:09:36 UTC</pubDate>
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         <title>Custos</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840100016</link>
         <description><![CDATA[<div>O mesmo estudo do jornal Pediatrics lista também uma série de malefícios das redes sociais na adolescência, entre eles:<br><br><em>Cyberbullying</em>- 25% dos adolescentes reportam algum tipo de "drama" online, termo ao qual adolescentes se relacionam melhor do que <em>cyberbullying </em>(Lenhart A, Duggan M, Perrin A, et al, 2015). Bazelon E, 2014, mostra que<em> cyberbullying</em> tem uma tendência maior a gerar sintomas de depressão em comparado ao <em>bullying </em>tradicional. A auto exposição nas redes sociais sempre virão acompanhadas de um risco de <em>feedback </em>negativo, que pode vir a se tornar<em> bullying.<br><br></em>Perturbação do ciclo de sono- o frequente uso noturno das redes sociais é associado com falta de sono, que, por sua vez, está muito associada a um aumento no risco de depressão.<br><br><em>Marketing</em>- como as redes sociais são geridas por empresas com fins lucrativos, há um risco delas serem usadas para fazer propaganda direcionada a adolescentes, coleta de informações e venda de dados, tudo em um ambiente sem a supervisão dos pais.<br><br>Conteúdos inapropriados e padrões elevados- mídias sociais, mais ainda do que as mídias tradicionais, oferecem o risco de expor os adolescentes a conteúdos inapropriados ou perigosos (como abuso de substâncias e violência) ou então criar padrões impossíveis de beleza, o que pode causar ansiedade social, baixa autoestima e depressão.<br><br><em>Ulda, Yalda T; Ellison, Ncole B., Subrahamanyan, Kaveri.; Benefits and Costs of Social media in Adolescence; Pediatrics; Novembro 2017, 140 (suplemento 2) S67-S70</em></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 00:25:01 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>E Agora?</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840101677</link>
         <description><![CDATA[<div>Como pode-se ver pelos estudo recentes, há muitos benefícios, mas também muitos custo no uso de redes sociais na adolescência. Mas então, é possível se chegar a uma conclusão se o uso é mais benéfico ou mais danoso? Assim como quase tudo no mundo, não há uma resposta clara. É tudo muito circunstancial. O uso de mídias sociais pode ser extremamente benéfico na adolescência, se feito com moderação e da forma correta, mas, se feito em excesso, ou da forma errada, pode ser muito danoso. O importante é manter a discussão e ficar alerta, buscando equilibrar os custos e os benefícios. A utilidade das redes sociais é muito grande para ser ignorada. Professores e futuros professores devem sempre buscar formas de utilizar estes recursos para melhorar o aprendizado dos alunos e ajudar no desenvolvimento deles como pessoas. O contato quase irrestrito com outras pessoas e o acesso quase ilimitado à informação são recursos que, se bem administrados, expandem o leque dos educadores de forma exponencial. A realidade é que, agora, as redes sociais são parte da nossa vida e da vida dos adolescentes, e devemos buscar formas de supervisionar o uso, buscando colher os benefícios e mitigar os danos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 00:25:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A Pandemia e o Ensino Remoto</title>
         <author>heronpayres</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840374762</link>
         <description><![CDATA[<div>Chegamos, enfim, ao ano 2020-21. A pandemia reconfigurou o sistema educacional, em todos os níveis. Instituições, cursos, gestores, professores e estudantes tiveram de se reinventar em modo 100% não presencial, ou então suspender o calendário acadêmico (<a href="http://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-343-de-17-de-marco-de-2020-248564376">Portaria MEC nº 343/ 2020</a>). Esse período de crise consolidou, em nosso país, o ensino remoto. Até os cursos a distância, que deveriam realizar as avaliações de modo presencial (<a href="https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/20238603/do1-2017-05-26-decreto-n-9-057-de-25-de-maio-de-2017-20238503">Decreto n. 9.057/2017</a>), tornaram-se “a distância e remotos”, dado que as provas presenciais tiveram de ser substituídas por atividades <em>online</em>. Quais serão as consequências, nos próximos anos, dessa experiência de educação mediada por tecnologias digitais em rede em todo o sistema educacional?</div><div>A pandemia mostrou que o direito de todos ao acesso à internet deveria já ter sido operacionalizado há tempos. Com a suspensão do calendário acadêmico, as universidades públicas se ocuparam, pela primeira vez, em garantir que todos os alunos tivessem equipamentos e acesso à internet de qualidade para conseguirem estudar <em>online</em>. Se isso não foi feito antes, é porque ainda há um negacionismo sobre a importância das tecnologias digitais em rede para a educação, e esperamos que essa lição também tenha sido aprendida. Não estamos aqui defendendo a automação do ensino, mas não podemos mais negar a importância do uso crítico e potente das tecnologias computacionais na educação.</div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 02:28:17 UTC</pubDate>
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         <title>O Custo das Aulas Remotas para o Professor</title>
         <author>heronpayres</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840397297</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><sub><br></sub></strong><sub>Ao custo do professor acrescentaríamos ainda o custo com licenças de </sub><em><sub>software</sub></em><sub> (sistema operacional, editores diversos, sistema de videoconferência de qualidade, </sub><em><sub>software</sub></em><sub> para a realização de dinâmicas colaborativas etc.) e com equipamentos para a videoconferência (luminária de anel de luz, câmera e microfone de qualidade, mesa digitalizadora…).</sub><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;  <sub>Fonte: </sub><a href="https://www.instagram.com/p/CFH88n9F8Vf/"><sub>@bi_linguas</sub></a><sub><br></sub><br></div><div>Os professores não tiveram muito suporte para trabalhar remotamente em suas casas, e precisaram utilizar os seus próprios computadores, sua própria internet, e alguns até pagaram por licenças de <em>software</em> para conseguir realizar uma mediação docente com mais qualidade – nova forma de precarização do trabalho docente. Muitas universidades públicas investiram na realização de alguma formação continuada para a apropriação das tecnologias digitais em rede na educação – uma ação que deve ser permanente, outra lição que esperamos ter aprendido… São muito bem-vindas as políticas públicas para equipar as escolas e universidades com computadores para professores e alunos, acesso à internet em banda larga, licenças de <em>software</em> (quando não houver boas alternativas em <em>software</em> livre ou seu uso for um obstáculo para o professor), espaços conectados, espaços <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_maker"><em>maker</em></a> (para trabalhar com robótica, objetos inteligentes [Arduino], impressora 3D,…), entre outras possibilidades.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 02:40:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Ensino remoto na pandemia: os alunos ainda sem internet ou celular após um ano de aulas à distância</title>
         <author>heronpayres</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840526873</link>
         <description><![CDATA[<div>Por Felipe Souza - @felipe_dess - BBC News Brasil&nbsp;</div><div><br><strong>Toda terça-feira, Denise*, de 9 anos, acorda, pega o celular e começa a estudar online. Este é o único dia da semana que ela tem essa oportunidade porque é o dia de folga da mãe.</strong></div><div>O motivo é que a mãe, de 26 anos, é a única da casa que tem um smartphone.</div><div>Principal fonte de renda de uma família numerosa, ela disse que não tem condições de comprar um celular, tablet ou computador para a filha estudar nos outros dias da semana.</div><div>"Eu até cogitei comprar um telefone para ela, mas eu recebo um salário mínimo e pago quase R$ 200 só de luz. Eu compro o celular ou comida. O celular mais simples não custa menos de R$ 500, fora a internet. Hoje, nossa prioridade é ir no mercado para repor o que precisa", afirmou à BBC News Brasil.<br>&nbsp;Esse caso ocorre na maior e mais rica cidade do Brasil, mas ilustra o que atinge o país inteiro, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Mesmo depois de mais de um ano do início da pandemia causada pelo coronavírus, professores de escolas públicas dizem que ainda não há uma estrutura adequada para os alunos aprenderem à distância.&nbsp;<br>De acordo com um levantamento do Unicef, o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância, em novembro de 2020, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos não frequentavam a escola (remota ou presencialmente) no Brasil. Outros 3,7 milhões de estudantes matriculados não tiveram acesso a atividades escolares e não conseguiram estudar em casa.</div><div>No total, 5,1 milhões tinha acesso à educação. Entre essas crianças e adolescentes sem educação, 41% tinham de 6 a 10 anos de idade; 27,8% tinham de 11 a 14 anos; e 31,2% tinham de 15 a 17 anos.</div><div>Em São Paulo, 667 mil estudantes de 6 a 17 anos ficaram sem estudar em 2020, o que representa 9,2% das crianças e adolescentes em idade escolar no Estado.</div><div>O Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e o Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliaram a eficiência dos planos de educação remota de Estados e capitais.</div><div>Os resultados, mensurados entre março e outubro de 2020, mostram um cenário bem ruim: a nota média dos planos estaduais no Índice de Educação à Distância foi de 2,38 (de 0 a 10) e de 1,6 para os das capitais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 03:48:26 UTC</pubDate>
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         <title>Falhas de estratégia</title>
         <author>heronpayres</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840534715</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;O estudo da FGV também apontou que faltou uma supervisão para verificar se os alunos estavam de fato acompanhando as aulas e houve pouca oferta de formas de acesso, dando aparelhos ou a conexão de internet para que os estudantes conseguissem assistir às aulas online.&nbsp;<br>"A quase totalidade dos Estados decidiu pela transmissão via internet, (mas) apenas cerca de 15% deles distribuíram dispositivos e menos de 10% subsidiaram o acesso à internet", escrevem os pesquisadores Lorena Barberia, Luiz Cantarelli e Pedro Schmalz.</div><div>A maioria dos planos falhou em oferecer estratégias de interação com professores, e também de supervisão e estímulo à presença, concluiu o estudo.</div><div>"Este é um elemento crucial para políticas de ensino remoto, por permitir interações que considerem as necessidades e dificuldades específicas de cada aluno, sobretudo em um contexto de elevadas taxas de abandono escolar."</div><div>A presidente do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), Claudete Alves, disse que a Prefeitura de São Paulo não distribuiu o material necessário para que alunos e professores pudessem ter aulas à distância. Ela disse que até foram enviados tablets para escolas, mas quase nenhum foi entregue porque estão sem chip.</div><div>"Houve situações de que o material chegou na escola, mas não foi destinado aos alunos. Fora os educadores que foram colocados do dia para a noite para atuar numa modalidade que eles nunca tinham trabalhado, sem nenhum preparo. Também não foi disponibilizado a eles internet ou equipamento para que pudessem ministrar as aulas em casa", afirmou.</div><div>Os professores municipais estão em greve por tempo indeterminado. A presidente do Sedin disse que os servidores não voltarão enquanto se sentirem completamente seguros e vacinados. Hoje, apenas professores com mais de 47 anos podem receber o imunizante.</div><div>"Apesar de toda a pressão e medo de ter o salário descontado, vamos manter (a greve). Os (professores) que voltaram estão numa situação de insegurança absurda, trabalhando com medo. Os pais também não estão mandando os filhos. Hoje, vi a frequência de três escolas com capacidade para cerca de 500 alunos, mas a mais cheia tinha só nove estudantes. As pessoas sabem que vivemos o pior momento da pandemia", disse.</div><div>A sindicalista Claudete Alves, que já foi vereadora em São Paulo por dois mandatos, também faz críticas ao modelo de concessão de parte do ensino municipal.</div><div>"É transferir a responsabilidade de atendimento público para organizações sociais. Apesar de termos ilhas de excelência com grande qualidade, a grande maioria está sob investigação do Ministério Público. Hoje, qualquer puxadinho com quarto e cozinha nas periferias se transformou em educação infantil. Também é necessário entender que o aluno do Butantã tem necessidades diferentes do que vive na Cidade Tiradentes e que são necessárias ações mais focadas para reconhecer essas diferenças sociais."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 03:52:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Referências na Montagem do Padlet:</title>
         <author>heronpayres</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840539091</link>
         <description><![CDATA[<div><br>PIMENTEL, Mariano; CARVALHO, Felipe da Silva Ponte. As máquinas (digitais em rede) de ensinar, a instrução (re)programada e a pedagogia (ciber)tecnicista [1ª Parte, sobre as tecnologias]. <strong>SBC Horizontes</strong>, jul. 2021. ISSN 2175-9235. Disponível em: &lt;http://horizontes.sbc.org.br/index.php/2020/06/02/maquinas-de-ensinar&gt;.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>Mariano Pimentel</strong> é doutor em Informática, professor da UNIRIO, autor dos livros <a href="http://sistemascolaborativos.uniriotec.br/">Sistemas Colaborativos</a> (Prêmio Jabuti, 2011), <a href="https://www.amazon.com.br/email-Facebook-perspectiva-evolucionista-conversa%C3%A7%C3%A3o-ebook/dp/B00NBJD0WC">Do email ao Facebook</a> (2014), <a href="https://metodologia.ceie-br.org/">Metodologia de Informática na Educação</a> (2021) e <a href="https://ieducacao.ceie-br.org/">Informática na Educação</a> (2021). Realiza pesquisas em Sistemas de Informação, Informática na Educação e Sistemas Colaborativos.<br><a href="http://lattes.cnpq.br/1920411639358905">Currículo Lattes</a></div><div><br></div><div><strong>Felipe Carvalho</strong> é doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação ProPEd/UERJ, membro do Grupo de Pesquisa Docência e Cibercultura (GPDOC) e do Grupo de Estudos de Gênero e Sexualidade em Interseccionalidades na Educação e na Saúde (GENI).<br><a href="http://lattes.cnpq.br/8539464540238508">Currículo Lattes</a><br><br> NICOLACI-DA-COSTA, Ana Maria; PIMENTEL, Mariano. <a href="https://sistemascolaborativos.uniriotec.br/sistemas-colaborativos-para-uma-nova-sociedade-e-um-novo-ser-humano/">Sistemas colaborativos para uma nova sociedade e um novo ser humano</a>. In: PIMENTEL, M.; FUKS, H. (Org.). <a href="https://sistemascolaborativos.uniriotec.br/"><strong>Sistemas colaborativos</strong></a>. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. p. 3-15. <br><br> SILVA, João Augusto Ramos; BERNARDO JR, Ronaldo; OLIVEIRA, Fátima Bayma. <a href="http://www.abed.org.br/hotsite/20-ciaed/pt/anais/pdf/116.pdf">Abandono e conclusão de alunos inscritos em cursos MOOD</a>. Rio de Janeiro: ABED, 2014. <br><br> SANTOS, Edméa. <a href="http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/xcongreso/pdfs/t12/t12c427.pdf">Educação online para além da EAD: um fenômeno da cibercultura.</a> <strong>Anais</strong> do Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia. Universidade do Minho, Braga, Portugal, 2009, p. 5658-5671.&nbsp;<br><br>Felipe Souza - @felipe_dess - BBC News Brasil São Paulo</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-25 03:55:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1840539091</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>rafaellsiqueira57</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1850167592</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>&nbsp;Jovens são mais suscetíveis a acreditar e a espalhar notícias falsas!!</em></strong>&nbsp;<br>&nbsp;<br>‘As famosas ‘’Fake News’’, são notícias falsas, com embasamento de pouca veracidade e com fontes, sem credibilidade. Segundo pesquisa realizada no Instituto Tecnológico de Massachussetts (MIT) e publicadas no ano de 2018, uma notícia falsa tem 70% mais de chance de ser compartilhada do que uma notícia verdadeira.&nbsp;<br>&nbsp;<br>A pesquisa realizada pela DNPontocom, aponta que grupo de jovens adolescentes da geração Z (nascidos entre 1990 e 2010), são os mais propensos a compartilhar uma Fake News, e o principal motivo é que são a grande maioria ativa nas redes sociais e os que menos verificam a veracidade de uma informação antes de compartilha-la; em contra partida temos as geração X e Y, a geração Y (nascidos entre 1980 e 1990) mostrarão maior cuidado a compartilhar informação nova, verificando cuidadosamente a fonte e pesquisando mais de uma fonte da mesma informação; a geração X (nascidos até início dos anos 1980) mostraram-se mais influenciados por intelectuais e religiosos de sua confiança e em sua maioria leem as notícias completa.&nbsp;</div><div>&nbsp;<br>Dados interessantes sobre a Geração Z;&nbsp;</div><ul><li>7 a cada 10, apenas leem, título de informações;&nbsp;</li><li>4 a cada 10, compartilham, sem verificar veracidade, pois foi compartilhado por pessoas em que acreditam;&nbsp;</li><li>3 a cada 10, são influenciados por familiares.&nbsp;</li></ul><div>Para o Professor Daniel Medeiros, professor de História e Filosófica do curso Positivo, São 3 os fatores que levam a geração Z a compartilhar Fake News: Primeiro é que os jovens não leem muito, utilizam de uma leitura superficial, sem meditação sobre o que acabaram de ler, sem formar um senso crítico próprio, sobre assuntos diversos; outro fator é a conectividade sem ‘’limite’’ em redes sociais, com esta conectividade, eles buscam notoriedade por meio de compartilhamentos em massa ‘’-As pessoas que tem menor influência na rede, veem nessas notícias uma chance de ganhar algum tipo de popularidade’’, afirma. O maior problema, segundo Medeiros, não é nem o surgimento da Fake News, mas sim a facilidade de propagação que é o terceiro fator. ‘’- Fofocas, fuxicos, tudo isso é tão antigo quanto a própria humanidade. Deve ter surgido com a linguagem, já que as palavras não são tão boas para descrever situações. O que sempre possibilita algum grau de Distorção.&nbsp;<br>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 03:18:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Disseminação de Fake News  </title>
         <author>rafaellsiqueira57</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1850268902</link>
         <description><![CDATA[<div>O impacto que as informações possuem diante de um grupo, é necessária uma perspectiva da análise de discurso. Em outras palavras, compreender como os discursos se comportam na sociedade.&nbsp;<br><br></div><div>Uma das dificuldades enfrentadas pela ciência de tentar provar que as fake News são realmente Fake News, é a descrença na ciência que as pessoas passaram a possuir nos últimos anos, em um estudo e pesquisa publica, realizada nas ruas dos (EUA), quando as pessoas se viam em duvidas em uma informação nova, 78% das pessoas optaram por seguir uma explicação rasa, porém, religiosa; e apenas 22% optaram por uma explicação aprofundada cientificamente.<br>&nbsp;&nbsp;</div><div>Entre os responsáveis por produzir ciência e quem produz Fake News, existe muita diferença de produção de conteúdo, ‘’ - comparar ambas, chega a ser covardia, uma analogia é pensar que existem 2 times em uma partida de futebol, um deles é a ciência, onde tem que jogar conforme as regras, não pode usar as mãos, não pode agredir e tem que 100% ser coerente, e etc... e o outro time são os responsáveis pelas Fake News, eles não se importam com as regras, eles podem empurrar, bater, pegar a bola com as mãos e esconder ela, eles podem simplesmente mudar o placar como eles querem e inventar um monte de coisas, é uma batalha diária contra o absurdo para mostrar para as pessoas a verdade’’ Relato de um professor de Física no canal Fronteira da ciência.&nbsp;<br><br></div><div>A pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) da Unicamp, Cristiane Dias, comenta que a uma das grandes questões é que a população passou a fazer parte da produção das fakes News. “- Não quer dizer que ele criou a notícia, mas ele se sente dentro da produção já que ele pode compartilhar, comentar, fazer circular a informação. O processo de viralização também faz parte”, segundo a especialista, a linguagem é a grande armadilha para impactar os espectadores. Por meio de uma linguagem simples e sem profundidade, essas notícias divulgam o que o público quer ouvir, por isso ele se identifica muito rápido.<br><br>Para mudar isso, é preciso agir com método e persistência. Não pode ser uma atividade ou outra, mas uma prática cotidiana, liderada pelos adultos. Não bastam os professores, mas todos os que convivem no mundo escolar. Tem de ter uma postura e não uma moda. Um hábito e não um esforço passageiro, pois só assim, conseguiremos diminuir a alta demanda de Fake News, que estão lotando cotidianamente nossos ouvidos e leitura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 04:06:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Um outro aspecto da Questão</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1850609041</link>
         <description><![CDATA[<div>Há também um outro ponto de vista sob o qual a questão das Fake News pode ser tratada, que é o ponto de vista ético.<br><br>Existe há pelo menos um século na filosofia uma discussão sobre a pergunta 'sob que condições estamos moralmente autorizados a manter uma crença?'. Essa pergunta está no centro do problema das Fake news, na medida em que nós, em geral, reconhecemos que o espalhamento de fake news é um problema porque ele envolve uma prática que nós consideramos equivocada, i.e, a de não transmitir informações verdadeiras. Surge imediatamente, então, a pergunta "como podemos saber que estamos de posse de informações verdadeiras?" e esse é um outro modo de formular a questão central da ética da crença.<br><br>Sobre isso, houve um debate clássico, entre um filósofo chamado William Kingdon Clifford e outro chamado William James. O primeiro defendia uma posição conhecida como 'indiciária'. Ela tem esse nome porque, de acordo com Clifford, para que nós mantenhamos uma crença, precisamos de evidências em favor dela. Mas como sabemos que estamos diante de uma boa evidência para a nossa crença? Clifford oferece dois critérios, o primeiro é o da&nbsp; veracidade e o segundo é da competência. Um testemunho obedece ao requisito da veracidade sempre que aquilo que é afirmado pode ser verificado pelos homens sem que eles tenham que se transmutar para outra coisa para verificar a alegação, por exemplo, a afirmação referente à crença tem que ser de tal modo que não seja necessário que nós nos tornemos Deuses para verificar a verdade da alegação. Um testemunho obedece ao requisito da competência sempre que ele dispõe de meios para afirmar a verdade da crença em questão. Por exemplo, um médico dispõe de meios para verificar a verdade das suas afirmações sobre medicina, no entanto, se ele opina sobre política, não necessariamente ele dispõe desses meios. Esses critérios, segundo Clifford, nos dão um procedimento de decisão para as nossas crenças em geral. Então, considerando o caso das notícias, antes de compartilharmos uma notícia devemos nos perguntar, em primeiro lugar 'quais evidências que eu tenho de que essa notícia é verdadeira?' e prosseguir 'essa notícia satisfaz a condição da veracidade, i.e, existem alguns meios sob os quais alguém pode descobrir a verdade ou a falsidade dela?' e depois disso, se essa condição é satisfeita, nos perguntamos 'a fonte dessa notícia é confiável no sentido de dispor de meios para verificar a verdade ou a falsidade da notícia?'. Caso tudo isso seja satisfeito, diria Clifford, temos razões, pelo menos em princípio, para compartilhar a notícia.&nbsp;<br><br>Do outro lado do debate, existe a posição de James, que defendera que os critérios oferecidos por Clifford não dão conta de todas as nossas crenças. James objeta que no caso das crenças que não estão associadas a ações, nós podemos crer ainda que não tenhamos evidências. Basicamente, o objetivo de&nbsp; James é salvaguardar um tipo de crença que é muito cara a muitos de nós, a saber, a crença religiosa. A tese de Clifford parece implicar que nós não podemos ser religiosos porque&nbsp; parece não haver evidências em favor de qualquer Deus que seja e, portanto, não estamos, de acordo com Clifford, autorizados a manter a crença em algum Deus.<br><br>Para um maior aprofundamento nesse debate que foi exposto aqui de modo bastante caricato, indicamos um episódio do podcast 'O Que é Tudo Isso?' do departamento de filosofia da UFRGS; também indicamos o verbete sobre ética da crença, escrito pelo professor Eros Moreira de Carvalho (https://philpapers.org/archive/CARATD-9.pdf); além disso, o livro 'Vices of the Mind: From the Intellectual to the Political' de Quassim Cassam. Nele, o autor trata da questão dos vícios epistêmicos (i.e, os vícios que dizem respeito à nossa relação com o conhecimento) em termos de disposições de caráter categorizando diferentes tipos de vícios epistêmicos que podemos ter. <br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 07:22:57 UTC</pubDate>
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         <title>A diversão on-line</title>
         <author>jvmanhabosco</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1852104761</link>
         <description><![CDATA[<div>Desde antes do período da pandemia, já estava ocorrendo um certo movimento entre os jovens de inovações no âmbito de se fazer virtualmente coisas que outrora só podiam ser feitas presencialmente, como jogos clássicos; Stop é um exemplo desse tipo. Entretanto, com a chegada da pandemia, se tornou muito importante a adaptação pro virtual, não apenas para um passa tempo, mas para manter a saúde mental, e o contato social dos jovens.&nbsp;<br><br></div><div>É se analisarmos, a forma como os mecanismos da tecnologia conseguem transformar as coisas que já estávamos acostumados, é incrível. Um clássico jogo, que muitos jovens, tanto na escola quanto faculdade jogaram presencialmente é o “Cidade Dorme” (1).<br><br></div><div>Tendo em vista esse jogo foi criado em 2014, mas teve reconhecimento maior durante a pandemia, o jogo “Town of Salem” que funciona da mesma maneira que “Cidade Dorme”, mas com uma diferença de que que existem até 50 “classes”, aonde cada jogador pode ter uma habilidade, e objetivo diferente (2), o que torna o jogo extremamente mais complexo e divertido em muitos dos casos.<br><br></div><div>Outro estilo de jogo que ganhou muita visibilidade durante a pandemia foi o “RPG”, com o seu significado sendo; Role playing game, que em português seria “Jogo de interpretação de papeis”, o intuito do jogo é simples; Contar e viver uma história. Nesse estilo de jogo que apenas o céu é o limite, cada jogador (Fora o mestre) interpreta um papel escolhido por ele mesmo, ele cria o seu próprio personagem, com as características como ele quiser, e o papel do “Mestre” é guiar os seus protagonistas pela jornada. Imagina caso ao invés de ler “Harry Potter”, fosse a própria “J.K Rowling”, escritora da série de livros, que estivesse contanto a história pra você e não só isso, mas você tivesse um personagem na história e fosse tomando a atitude que escolhesse e tudo isso impactasse na verdadeira história e o mais divertido, TUDO é decidido com base em rolagem de dados, na sorte. Anteriormente jogado em mais de 90% das vezes presencialmente, sendo chamado de “Rpg de mesa”, esse estilo de jogo se tornou também virtual, com auxílio de sites à exemplo; Roll20.net.&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>1 - Nesse jogo, uma pessoa é responsável por ser “Deus” que irá coordenar tudo aquilo que acontece, outra pessoa é o “Anjo” responsável por proteger os cidadãos, tem a dupla de assassinos “Assassino” e “Pipoqueiro”, e o “Detetive”, os demais jogadores são cidadãos comuns. Dado os papeis de cada jogador, se começa a rodada, todos os jogadores fecham os olhos, e em seguida, cada um dos jogadores com tarefas especiais abre os olhos quando chamado por “Deus”. O anjo é responsável por proteger um jogador a sua escolha naquela rodada, protegendo-o caso os assassinos escolham matar aquela pessoa. O detetive tem direito a perguntar sobre um participante do jogo, e “Deus” responde ao detetive, se aquele participante é do bem ou do mal. E os assassinos escolhem alguém para tirar do jogo. Ao fim da rodada de acertos, “Deus” declara se alguém morreu, ou se teve alguma tentativa de assassinar (Caso o anjo tenha protegido aquela pessoa). A partir dai, começa-se uma discussão a respeito de quem matou ou tentou matar aquela pessoa, tendo uma vez por rodada, podendo ser mandado para fora um jogador pela votação. Os assassinos vencem se eles derrotarem a todos, caso sejam pegos antes, é vitória de quem estiver no jogo ainda.<br><br></div><div>2 - https://town-of-salem.fandom.com/wiki/Roles<br><br>Obs: A imagem capa é uma imagem autoral do "RPG" escrito por mim "Filhos da Lua".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 18:01:58 UTC</pubDate>
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         <title>Game: Verdede ou Fakenews</title>
         <author>rafaellsiqueira57</author>
         <link>https://padlet.com/00287557/tecnologiasnaadolescencia/wish/1882558937</link>
         <description><![CDATA[<div>https://wordwall.net/pt/resource/24867822/verdade-ou-fakenews</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-10 22:25:48 UTC</pubDate>
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