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      <title>TRABALHO DE PORTUGUÊS _ Julia Maisa by Juh Maísa</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <title>Música/poema sobre problemas sociais </title>
         <author>juliamaisarochia</author>
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         <description><![CDATA[<p> <em>CIDADÃO - ZÉ RAMALHO</em></p><p> </p><p>'Tá vendo aquele edifício, moço?</p><p>Ajudei a levantar</p><p>Foi um tempo de aflição</p><p>Era quatro condução</p><p>Duas pra ir, duas pra voltar</p><p>Hoje depois dele pronto</p><p>Olho pra cima e fico tonto</p><p>Mas me vem um cidadão</p><p>E me diz, desconfiado</p><p>Tu 'tá aí admirado</p><p>Ou 'tá querendo roubar?</p><p>Meu domingo 'tá perdido</p><p>Vou pra casa entristecido</p><p>Dá vontade de beber</p><p>E pra aumentar o meu tédio</p><p>Eu nem posso olhar pro prédio</p><p>Que eu ajudei a fazer</p><p>'Tá vendo aquele colégio, moço?</p><p>Eu também trabalhei lá</p><p>Lá eu quase me arrebento</p><p>Fiz a massa, pus cimento</p><p>Ajudei a rebocar</p><p>Minha filha inocente</p><p>Vem pra mim toda contente</p><p>Pai, vou me matricular</p><p>Mas me diz um cidadão</p><p>Criança de pé no chão</p><p>Aqui não pode estudar</p><p>Essa dor doeu mais forte</p><p>Por que é que eu deixei o norte?</p><p>Eu me pus a me dizer</p><p>Lá a seca castigava</p><p>Mas o pouco que eu plantava</p><p>Tinha direito a comer</p><p>'Tá vendo aquela igreja, moço?</p><p>Onde o padre diz amém</p><p>Pus o sino e o badalo</p><p>Enchi minha mão de calo</p><p>Lá eu trabalhei também</p><p>Lá foi que valeu a pena</p><p>Tem quermesse, tem novena</p><p>E o padre me deixa entrar</p><p>Foi lá que Cristo me disse</p><p>Rapaz deixe de tolice</p><p>Não se deixe amedrontar</p><p>Fui eu quem criou a terra</p><p>Enchi o rio, fiz a serra</p><p>Não deixei nada faltar</p><p>Hoje o homem criou asa</p><p>E na maioria das casas</p><p>Eu também não posso entrar</p><p>Fui eu quem criou a terra</p><p>Enchi o rio, fiz a serra</p><p>Não deixei nada faltar</p><p>Hoje o homem criou asas</p><p>E na maioria das casas</p><p>Eu também não posso entrar</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <author>juliamaisarochia</author>
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         <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <author>juliamaisarochia</author>
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         <description><![CDATA[<p><strong><em>BIOGRAFIA</em> </strong></p><p><strong>Zé Ramalho (1949) é um cantor e compositor brasileiro, uma das grandes vozes da geração nordestina dos anos 70.</strong></p><p><strong>José Ramalho Neto nasceu em Brejo da Cruz, Paraíba, no dia 3 de outubro de 1944. Filho de Antônio de Pádua Ramalho, um seresteiro, e de Estelita Torres Ramalho, professora primária. Com 2 anos ficou órfão de pai, passando a ser criados pelos avós, José e Soledade Alves Ramalho. Em 1960 mudou-se com a família para a cidade de João Pessoa. Estudou nos melhores colégios da cidade e iniciou o curso de medicina.</strong></p><p><strong>Zé Ramalho começou sua carreira artística escrevendo versos de cordel. Cantava em conjuntos inspirados na Jovem Guarda e no Rock inglês. Em 1974 teve uma música de sua autoria incluída na trilha sonora do filme: "Nordeste, Cordel, Repente e Canção", de Tânia Quaresma. Em 1975 lançou o disco “Paebiru”, em parceria com Lula Cortes. Logo estava tocando na banda de Alceu Valença. Nesse mesmo ano, participou do festival “Abertura”, quando cantou com Alceu a música “Vou Danado Pra Catende”.</strong></p><p><strong>Em 1976 mudou-se para o Rio de Janeiro. Em 1977 gravou seu primeiro álbum solo, intitulado “Zé Ramalho”, que incluía a música Avôhai, composta em homenagem a seu avô, como também “Chão de Giz” e “Bicho de Sete Cabeças”. Seu trabalho foi elogiado pela crítica e fez sucesso de vendas. Zé Ramalho ganhou o prêmio de Melhor Cantor Revelação da Associação Brasileira de Produtores de Discos.</strong></p><p><strong>Em 1979, Zé Ramalho lançou seu segundo disco solo, que fez grande sucesso com as músicas “Admirável Gado Novo” e “Frevo Mulher”. Em 1980 mudou-se para Fortaleza, quando escreveu o livro de poesias “Carne de Pescoço”. Em seguida lançou os álbuns “Terceira Lâmina” (1981), “Força Verde” (1982) e “Orquídia Negra” (1983).</strong></p><p><strong>Em 2000, o sucesso se repetiu com o disco “Nação Nordestina” que foi indicado ao “Grammy Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Raízes Brasileiras”. O sucesso se seguiu com o lançamento de discos que homenageou diversos cantores, entre eles: “Zé Ramalho Canta Raul Seixas” (2001), “Zé Ramalho Canta Bob Dylan” (2008), “Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga” (2009), “Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro” (2010) e “Zé Ramalho Canta os Beatles” (2011).</strong></p><p><strong>Em 2014, lançou em parceria com Fagner, “Fagner &amp; Zé Ramalho ao Vivo”. No dia 12 de agosto de 2016, o cantor celebrou o Box "Ze Ramalho Voz e Viola” - 40 anos de música com um show na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. Em maio 2018 o compositor se apresentou no Teatro Guararapes, no Recife, quando festejou 40 anos de carreira, com o show “Zé Ramalho” Voz e Violão – 40 anos de música”, que foi lançado, em box, em 2016</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <author>juliamaisarochia</author>
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         <title>Resumo da música </title>
         <author>juliamaisarochia</author>
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         <description><![CDATA[<p><br></p><p>A música Cidadão, composta por Lucio Barbosa em 1978 e interpretada por Zé Ramalho desde 1992, retrata muito bem qual o nível de ética em nossa sociedade e por esse motivo foi tomada como uma excelente escolha e estratégia a se pensar a ética no serviço social.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <title>Minha análise sobre a música </title>
         <author>juliamaisarochia</author>
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         <description><![CDATA[<p>A música "Cidadão" de Zé Ramalho é um retrato social e crítico da realidade de muitos trabalhadores brasileiros. Através de uma narrativa poética, o cantor e compositor paraibano expõe as contradições e injustiças vividas por aqueles que, com seu suor e esforço, constroem as cidades, mas que raramente desfrutam dos frutos de seu trabalho.</p><p>A letra da música começa com o protagonista, um trabalhador da construção civil, refletindo sobre sua contribuição na construção de um edifício. Apesar de ter ajudado a erguer a estrutura, ele é visto com suspeita e desconfiança, como se não pertencesse àquele lugar. A música segue com o trabalhador relatando sua participação na construção de um colégio, mas que, ironicamente, sua própria filha é impedida de estudar lá devido à sua condição social. A dor e a frustração do trabalhador são palpáveis, especialmente quando ele compara sua situação atual com a vida no norte, onde, apesar das dificuldades, ele tinha o direito ao fruto de seu trabalho.</p><p>Por fim, a música menciona a construção de uma igreja, um lugar onde o trabalhador se sente acolhido e onde encontra algum consolo. A referência a Cristo, que teria criado a terra e não deixado nada faltar, contrasta com a realidade do homem moderno, que criou barreiras e exclusões sociais. "Cidadão" é uma crítica à desigualdade e ao distanciamento entre o trabalho e a dignidade humana, ressaltando a importância de reconhecer e valorizar o trabalhador</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-06-26 01:10:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>juliamaisarochia</author>
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         <description><![CDATA[<p>Nome: Júlia Maísa Silva Rochia </p><p>Série: 1ºE </p><p>Professora: Cristiane</p>]]></description>
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