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      <title>Frei Luís de Sousa by Sara Andrade</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-02-07 15:58:59 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>As personagens principais da obra "Frei Luís de Sousa" formam um núcleo familiar, que se compõe por:<br><br></div><ul><li><strong>D. Madalena de Vilhena:</strong> representa a típica mulher romântica, na medida em que o seu temperamento é sensível e demasiado dominado pelos sentimentos. <mark>Recorre a uma linguagem titubeante, emotiva</mark>. Casou-se com D. João de Portugal, que mais tarde desapareceu durante a batalha de Alcácer Quibir. Casou-se (novamente) com Manuel de Sousa Coutinho, no entanto, vive angustiada com o pressentimento de que a sua felicidade matrimonial seja interrompida com a volta de D.João.&nbsp;</li><li><strong>Manuel de Sousa Coutinho</strong>: ao contrário da sua esposa, Manuel é puramente racional e rejeita os temores de Madalena. É determinado e decidido, e demonstra grandeza moral. É bastante levado pelo seu amor à Pátria. <mark>Utiliza uma linguagem assertiva.</mark></li><li><strong>Maria de Noronha</strong>: de saúde frágil e caráter sonhador e profético, é filha de Madalena e Manuel. <mark>Utiliza uma linguagem decidida</mark> e, tal como o seu pai, é defensora da independência da Pátria e odeia a tirania.&nbsp;</li><li><strong>D. João de Portugal</strong>: desencadeia a desgraça que irá destruir a família após a revelação fatal. O reaparecimento de D. João, por um lado, concretiza as esperanças das personagens com crenças sebastianistas, por outro lado, é como se o espetro do passado tivesse voltado para destruir o presente.</li><li><strong>Telmo Pais</strong>: é o criado fiel da família. Foi aio de D. João de Portugal e o seu amor para com esse amo levou-o a discordar do casamento de Madalena e Manuel, no entanto, respeita e admira o seu novo amo.<strong> </strong><mark>É portador de uma linguagem determinada.</mark></li><li><strong>Frei Jorge</strong>: frade e irmão de Manuel de Sousa, procura tranquilizar as personagens e ajuda na resolução de problemas (papel de CORO) além de trazer informações acerca do que se passa fora do espaço de cena (papel de MENSAGEIRO).&nbsp;</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-07 16:02:38 UTC</pubDate>
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         <title>Na obra de Garret...</title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>Duas personagens da peça revelam-se especialmente sensíveis à crença sebastianista e atuam em conformidade com essa crença: <strong>Telmo Pais</strong> e <strong>Maria</strong>.<br>No entanto, na obra, o regresso de D. João (ou a concretização da profecia) não leva à salvação, mas à catástrofe. O regresso do antigo marido de Madalena é destruidor, na medida em que resulta na morte de Maria e na entrada dos seus pais em conventos. Até Telmo, que tinha uma amizade com o seu antigo amo, revela que preferia que ele não regressasse. <br>Assim, a peça acaba por conter uma mensagem <strong>antissebastianista</strong>. O passado, sobretudo o passado que se construiu sobre um erro (Madalena nunca amara, de facto, D. João de Portugal) tem, na peça, um peso enorme.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-07 16:32:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<ol><li>O <strong>primeiro ato</strong> corresponde ao momento de apresentação do conflito e dos seus antecedentes e é composto por 12 cenas. Desenrola-se no palácio de Manuel de Sousa Coutinho, em Almada. No fim deste ato, Manuel incendeia a sua própria casa - dimensão patriótica - e um quadro seu é destruído - indício trágico.</li><li>No <strong>segundo ato</strong> há uma evolução do conflito. Tem lugar no palácio de D. João de Portugal, também em Almada. D. Madalena recebe um romeiro que informa que D. João está vivo, e fica em pânico. Frei Jorge desmaia ao perceber que o romeiro é o próprio D. João de Portugal.&nbsp;</li><li>No <strong>terceiro ato </strong>dá-se a resolução do conflito. Ainda no palácio de D. João de Portugal, Manuel e Madalena preparam-se para dar entrada em ordens religiosas, visto que o seu casamento é anulado. Maria entra na cerimónia de conversão dos seus pais para frei e freira completamente revoltada e em delírio, acabando por morrer.&nbsp;</li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 16:35:38 UTC</pubDate>
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         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>• No que diz respeito à intriga trágica, é interessante verificar que há uma <strong>concentração de personagens</strong>, de <strong>espaço</strong> <strong>e</strong> de<strong> tempo</strong>, de modo a que nada seja supérfluo e que tudo contribua para a i<strong>ntensificação da tensão dramática</strong>. <br>• Da mesma forma, <strong>todo o desenrolar da ação converge para o desenlace trágico</strong>. Mesmo o momento em que D. Manuel parece revoltar-se contra o destino, incendiando o seu palácio, acaba por servir a fatalidade que se abate sobre as personagens, na medida em que as obriga a família a mudar-se para o palácio de D. João, local aonde este regressará.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 08:07:24 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;O patriotismo é um tema bastante tratado em "Frei Luís de Sousa". A ação do drama é marcada pela situação do país nos finais do século XVI, época em que se encontra sob dominação de Espanha. Esta situação política de Portugal tem grande importância na ação da peça, tendo em conta que D. Manuel de Sousa Coutinho, Telmo Pais e Maria desejam a independência do Reino e não aceitam a governação espanhola - O protagonista recusa-se mesmo a colaborar com os governadores ao serviço do rei estrangeiro e a afronta-os incendiando a sua própria casa. <br>A própria ideia de Portugal é assumida como tema desta obra de Garrett, que se assume como a <strong>tragédia coletiva de um povo.</strong> Esta obra apresenta uma reflexão sobre a nação portuguesa, uma nação que tinha sido grande mas que, na época histórica da ação do drama, perdera a soberania política e se encontrava em estado de hibernação, esperando ressurgir… caso ainda fosse possível.&nbsp;<br>A família de D. Manuel de Sousa Coutinho representa simbolicamente a tragédia coletiva de Portugal. Os protagonistas, Maria e Telmo, anseiam pela liberdade e pelo ressurgimento da pátria. O velho aio deseja que o seu antigo amo, D. João de Portugal — que representa simbolicamente D. Sebastião —, esteja vivo e regresse. Porém, hesita quando dá conta de que o seu regresso trará a ruína da família. Desta forma se inculca que o velho Portugal, que morreu em Alcácer-Quibir — o Portugal de D. Sebastião e de D. João —, já não conseguirá um novo ímpeto e fazer ressurgir a Nação; trata-se apenas de um fantasma sem sentido que está preso na saudade e na ideia de passado. Por outro lado, o novo Portugal, representado por D. Manuel, D. Madalena e Maria, acaba por não ser a solução para o problema da Nação, pois estas personagens morrem (física ou simbolicamente) e com eles morre a esperança de futuro de um novo País.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 08:12:28 UTC</pubDate>
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         <title>O espaço</title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>A ação de Frei Luís de Sousa desenrola-se em dois palácios de<strong> Almada</strong>. A cidade reveste-se de um forte valor simbólico pela oposição que estabelece com Lisboa: na capital está instalada a sede do governo de Portugal, que é controlado pela coroa espanhola. A classe dominante e os governadores portugueses traíram a sua pátria e colaboram com a potência invasora. Daí que a peste que se abateu sobre Lisboa sugira simbolicamente o estado de corrupção moral e política em que vivem aqueles que se venderam ao rei de Espanha. Por seu turno, do outro lado do Tejo, longe da corrupção moral, Almada respira ares «saudáveis». Aí se encontram as personagens patrióticas, fiéis a Portugal: destacam-se D. Manuel, Maria, Telmo e D. João. <br><br> Assistimos também a um <strong>progressivo afunilamento do espaço</strong>: de uma sala com grandes janelas e onde a luz natural penetra, no Ato Primeiro, passando por uma sala fechada (Ato Segundo) até chegarmos a um espaço subterrâneo e em que as personagens parecem já enclausuradas (Ato Terceiro). Por um lado, este fechamento do espaço contribui para o <strong>aumento da tensão</strong> em cena; por outro, esse trajeto ilustra a <strong>progressiva limitação de soluções para o problema</strong> com que a família de D. Manuel depara.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 08:13:07 UTC</pubDate>
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         <title>O tempo</title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Constatamos que há uma progressiva <strong>concentração temporal</strong>: da evocação dos episódios de um longo período de vinte e um anos (Ato Primeiro), passamos a acontecimentos que se desenrolam em dois dias, separados entre si no período de uma semana. <br>Nos Atos Segundo e Terceiro, a velocidade dos acontecimentos precipita-se: tudo sucede no dia do aniversário da Batalha de Alcácer-Quibir, prolongando-se depois pela noite e pela madrugada, que anuncia já o dia seguinte. <br>Este afunilamento progressivo do tempo contribui para <strong>intensificar a tensão dramática</strong>, na medida em que todos os acontecimentos se sucedem de forma cada vez mais rápida, até ao desenlace trágico.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 09:18:08 UTC</pubDate>
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         <title>História e Ficcção</title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[<div>No fim do século XVI e no começo de XVII, o <strong>Sebastianismo</strong> consistia na crença popular de que D. Sebastião não morrera na batalha de Alcácer Quibir e de que regressaria para salvar a independência de Portugal ao reclamar o seu trono novamente. <br>Mais tarde, o Sebastianismo começou a ser considerado como <strong>Patriotismo</strong>, na medida em que os sebastianistas se identificavam com os opositores ao jugo filipino.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-10 09:20:33 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>saravandrade</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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