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      <title>Linha do tempo da experiência pessoal com a deficiência by Thayane Teodosio da Silva Garcia Ochsendorf</title>
      <link>https://padlet.com/thayaneochsendorfaluno/u2hjvr07a9yohe91</link>
      <description>A linha do tempo apresenta momentos significativos da minha trajetória pessoal e acadêmica relacionados ao tema da deficiência, com foco em vivências observadas no contexto educacional</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-12-20 18:48:38 UTC</pubDate>
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         <title>Vivência 2009 – Ensino Fundamental (Anos finais)</title>
         <author>thayaneochsendorfaluno</author>
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         <description><![CDATA[<p>Na escola, conheci uma colega cadeirante que enfrentava grandes dificuldades devido à falta de infraestrutura adequada. A instituição não possuía rampas, corredores espaçosos ou banheiros adaptados, o que limitava sua mobilidade e autonomia. Essa situação revelou como barreiras físicas podem comprometer não apenas o acesso, mas também a dignidade e a inclusão dos estudantes com deficiência no ambiente escolar.</p><p><br></p><p>Os sentimentos despertados nesse período foram de impotência e indignação, mas também de empatia. Essa vivência influenciou minha trajetória, levando-me a refletir sobre a importância de espaços verdadeiramente inclusivos e de práticas pedagógicas que respeitem as diferenças. Hoje, considero que essa experiência moldou minha perspectiva enquanto futura educadora, reforçando o compromisso de promover ambientes escolares mais acessíveis e acolhedores, onde todos os alunos possam desenvolver seu potencial sem limitações impostas por barreiras externas.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-20 19:11:38 UTC</pubDate>
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         <title>Vivência 2012 – Ensino Médio</title>
         <author>thayaneochsendorfaluno</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante o ensino médio, uma colega surda enfrentava dificuldades para interagir com os demais alunos da turma. Apesar de contar com uma intérprete de Libras, a comunicação permanecia limitada, o que parecia contribuir para seu isolamento social. Ela raramente se engajava em conversas com os colegas e enfrentava desafios nos trabalhos em grupo, muitas vezes optando por faltar às aulas.</p><p>Apesar dessas barreiras, um grupo de alunos demonstrava empatia e dedicação, esforçando-se para interagir com ela e criar um ambiente mais acolhedor. Esses estudantes, de forma autônoma, começaram a aprender Libras para facilitar a comunicação e incluí-la nas atividades. Essa atitude não apenas fortaleceu os laços entre eles, mas também demonstrou como pequenas ações podem impactar positivamente a inclusão de pessoas com deficiência.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-20 19:11:38 UTC</pubDate>
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         <title>Vida Adulta – Ensino Técnico (Escola Profissionalizante)</title>
         <author>thayaneochsendorfaluno</author>
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         <description><![CDATA[<p>Já adulta, durante o curso técnico em uma escola profissionalizante, tive a oportunidade de estudar ao lado de um colega surdo. Apesar de ser tímido e inicialmente se sentir deslocado, ele conseguiu se integrar bem à turma. Seu esforço em se comunicar com os outros foi notável; ele até se ofereceu para dar breves aulas de Libras para que todos pudessem interagir com ele de forma mais fluida.</p><p>Embora eu não soubesse tudo sobre Libras, procurei fazer o meu melhor para me comunicar com ele. Usava o celular para escrever mensagens e garantir que nossas conversas fossem claras e eficazes. Com o tempo, criamos um vínculo de amizade, e as conversas fluíam naturalmente, sem barreiras. Esse foi um momento de grande aprendizado para mim, pois pude ver na prática como a comunicação não verbal pode criar pontes entre as pessoas, e como a vontade de aprender e a empatia podem superar qualquer limitação.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-20 19:11:38 UTC</pubDate>
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         <title>Conclusão reflexiva de minhas vivências</title>
         <author>thayaneochsendorfaluno</author>
         <link>https://padlet.com/thayaneochsendorfaluno/u2hjvr07a9yohe91/wish/3269213679</link>
         <description><![CDATA[<p>As experiências que compartilhei ao longo da minha trajetória escolar e acadêmica são marcos importantes na construção de uma consciência mais crítica sobre a inclusão de pessoas com deficiência. Essas situações ocorreram em diferentes momentos da minha vida, desde a infância até a fase adulta, refletindo o crescimento da minha compreensão sobre acessibilidade, barreiras atitudinais e a importância da comunicação inclusiva.</p><p>Em 2009, ainda no Ensino Fundamental, tive o primeiro contato com uma colega cadeirante. Esse foi o meu primeiro encontro com as limitações físicas que uma estrutura escolar inadequada pode impor a um estudante com deficiência. A falta de rampas, banheiros adaptados e a mobilidade restrita na escola marcaram profundamente essa vivência. Eu percebia a limitação de oportunidades que ela enfrentava e o quanto o ambiente escolar, ao não ser acessível, gerava um isolamento forçado. De acordo com Nunes e Madureira (2015), o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) defende a criação de ambientes de aprendizado que atendam às necessidades de todos os alunos, sem discriminação. O que senti nesse momento foi uma mistura de indignação e empatia, sentimentos que me impulsionaram a buscar entender melhor as condições de acessibilidade na educação e como poderiam ser superadas.</p><p>Mais tarde, em 2012, no Ensino Médio, vivi uma nova situação de inclusão com uma colega surda. Embora ela tivesse uma intérprete de Libras, percebia-se que a comunicação era limitada, o que gerava uma certa dificuldade em interagir com a turma. Além disso, ela frequentemente se sentia isolada, o que me fez refletir sobre as barreiras atitudinais descritas por Tavares (2015). Essas barreiras não eram apenas físicas, mas também emocionais e sociais. Sentimentos de exclusão eram visíveis, e a ausência de uma comunicação mais fluida resultava em distanciamento. No entanto, um grupo de alunos se esforçou para aprender Libras e garantir que a comunicação fosse mais acessível. Essa atitude voluntária e empática me fez perceber como a integração social depende da disposição de todos para superar barreiras – sejam elas físicas, sociais ou culturais.</p><p>Minha vivência adulta no ensino técnico, quando estudei ao lado de um colega surdo e interagi diretamente com ele, trouxe uma perspectiva mais prática sobre a acessibilidade e a comunicação. Apesar de não saber tudo sobre Libras, fiz o possível para me comunicar com ele através do celular e outros meios, o que permitiu o fortalecimento de nossa amizade. O momento foi de grande aprendizado, pois pude perceber como a falta de conhecimento de Libras não era um obstáculo para a criação de um vínculo genuíno. Isso reforçou a ideia defendida por Sassaki (2009) de que a acessibilidade na educação vai além da infraestrutura; ela depende de atitudes inclusivas, como o esforço dos alunos em aprender novas formas de comunicação, para garantir que todos se sintam pertencentes ao ambiente escolar.</p><p>Essas experiências tiveram impactos significativos na minha trajetória pessoal e profissional. A vivência com a colega cadeirante me ensinou a importância de ambientes fisicamente acessíveis, enquanto a interação com a colega surda e o colega surdo no ensino técnico me mostraram que a inclusão vai muito além da adaptação do espaço físico – ela precisa ser também atitudinal e comunicacional. Esses aprendizados afetaram diretamente minha formação como futura educadora, pois, ao compreender que barreiras físicas, atitudinais e de comunicação afetam a participação plena de todos os estudantes, me sinto mais preparada para contribuir na construção de uma educação inclusiva.</p><p>Hoje, enquanto futura educadora, vejo a importância de aplicar os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) na minha prática pedagógica, criando ambientes flexíveis que atendam às diversas necessidades dos alunos. Além disso, tenho a consciência de que a inclusão exige um compromisso contínuo de todos os envolvidos no processo educacional, tanto no que diz respeito à adaptação dos espaços quanto à promoção de uma postura acolhedora e aberta à diversidade. Isso se reflete também na necessidade de eliminar barreiras atitudinais, conforme ressaltado por Tavares (2015), garantindo que todos os estudantes, independentemente de suas limitações, possam ter acesso a uma educação de qualidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-12-20 22:50:30 UTC</pubDate>
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