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      <title>TDE 3 FARMACOLOGIA by Victória Vaccaro</title>
      <link>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p</link>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-20 17:21:23 UTC</pubDate>
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         <title>ALBENDAZOL</title>
         <author>vicvaccaro19</author>
         <link>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p/wish/3461415906</link>
         <description><![CDATA[<p><br/></p><p><strong><mark>Alvos:</mark></strong></p><p><em>Nematódeos</em>: <strong>Ascaris lumbricoides</strong>, <em>Enterobius vermicularis</em>, <em>Ancylostoma duodenale</em>, <em>Necator americanus</em>, <em>Trichuris trichiura</em>, <em>Strongyloides stercoralis</em></p><p><em>Cestódeos</em>: <strong>Taenia spp.</strong>, <em>Echinococcus granulosus</em> (hidatidose), <em>Hymenolepis nana</em></p><p><em>Protozoários</em>: <em>Giardia lamblia</em> (uso off-label)</p><p><br/></p><p><strong><mark>Mecanismo de ação:</mark></strong></p><p>O albendazol liga-se à <strong>β-tubulina</strong> dos parasitas, inibindo a <strong>polimerização dos microtúbulos</strong>, essencial para a captação de glicose e função celular. Isso leva à imobilização, degeneração e morte do parasita.</p><p><br/></p><p><strong><mark>Indicações clínicas:</mark> </strong>Geo-helmintíases intestinais (ascaridíase, tricuríase, ancilostomíase), Estrongiloidíase, Neurocisticercose, Echinococose (hidatidose), Larva migrans cutânea, Giardíase (em uso off-label)</p><p><br/></p><p><strong><mark>Efeitos adversos:</mark></strong></p><p>	•	Dor abdominal, náusea, vômito</p><p>	•	Cefaleia</p><p>	•	Em tratamentos prolongados: hepatotoxicidade, leucopenia, alopecia reversível</p><p><br/></p><p><strong><mark>Mecanismo de Resistência:</mark></strong> mutações na <strong>β-tubulina</strong>, reduzindo a afinidade do fármaco.</p><p><br/></p><p><strong><mark>Curiosidade clínica:</mark> </strong>Em regiões endêmicas de equinococose (hidatidose), como em áreas rurais da América do Sul e do Oriente Médio, o albendazol é usado profilaticamente antes de cirurgias para remoção de cistos hidáticos. O objetivo é reduzir o risco de disseminação de protoscolices viáveis durante a manipulação do cisto, o que poderia causar anafilaxia ou múltiplos novos cistos.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 14:27:18 UTC</pubDate>
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         <title>IVERMECTINA</title>
         <author>mariabarbosa03_1</author>
         <link>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p/wish/3461770929</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Parasitas/helmintos-alvo:</mark></strong></p><p><strong>Helmintos (nematódeos):</strong></p><ul><li><p>Strongyloides stercoralis </p></li><li><p>Onchocerca volvulus </p></li><li><p>Wuchereria bancrofti </p></li><li><p>Brugia malayi </p></li><li><p>Loa loa  – uso com cautela devido ao risco de encefalopatia</p></li><li><p>Ascaris lumbricoides</p></li><li><p>Trichuris trichiura </p></li><li><p>Gnathostoma spp. </p></li><li><p>Larva migrans cutânea</p></li><li><p>Mansonella ozzardi</p></li><li><p>Enterobius vermicularis (enterobíase/oxiúros)</p></li></ul><p><strong>Ectoparasitas:</strong></p><ul><li><p>Sarcoptes scabiei (sarna / escabiose)</p></li><li><p>Pediculus humanus capitis (piolhos)</p></li><li><p>Demodex spp. (rosácea)</p></li></ul><p><strong><mark>Mecanismo de ação:</mark></strong></p><p>A ivermectina atua na junção neuromuscular do verme, causando paralisia:</p><ul><li><p>Intensifica a inibição mediada por GABA</p></li><li><p>Ativa canais de cloro controlados por glutamato, específicos de invertebrados → Isso leva à hiperpolarização das células nervosas e musculares do parasita, resultando em paralisia e morte.</p></li></ul><p>Em concentrações mais altas, também interage com receptores de:</p><p>GABA.Glicina, Histamina e Acetilcolina nicotínica</p><p><strong><mark>Indicações clínicas:</mark></strong></p><p><strong>Medicamento de escolha:</strong></p><ul><li><p>Oncocercose (tratamento da “cegueira dos rios” causada por Onchocerca volvulus)</p></li><li><p>Estrongiloidíase (Strongyloides stercoralis)</p><p>Outros usos:</p></li><li><p>Enterobíase (oxiúros)</p></li><li><p>Filariose linfática (em combinação com outros fármacos)</p></li><li><p>Escabiose</p></li><li><p>Pediculose do couro cabeludo</p></li><li><p>Ascaridíase</p></li><li><p>Eosinofilia pulmonar tropical</p></li><li><p>Larva migrans cutânea – “bicho geográfico”</p></li><li><p>Tricuríase</p></li></ul><p><strong><mark>Efeitos adversos comuns:</mark></strong></p><p><em>Os efeitos adversos geralmente resultam da morte das microfilárias e estão diretamente relacionados à carga parasitária e ao tempo de evolução da doença.</em></p><p><strong>Os mais comuns são</strong>: fadiga, náusea, vômitos, dor abdominal e erupção cutânea.</p><p>No tratamento da Oncocercose:</p><p><strong>Efeitos adversos consistem na Reação de Mazzotti</strong></p><p>Febre, cefaleia, tontura, sonolência, fraqueza, erupção cutânea urticariforme,</p><p>prurido, diarreia, artralgia e mialgia, hipotensão, taquicardia, linfadenite e edema periférico.</p><p><strong><mark>Ponto especial / Curiosidade clínica:</mark></strong></p><p>Como a ivermectina aumenta a atividade do GABA, é melhor evitar o uso concomitante de outros fármacos com efeitos semelhantes, como barbitúricos, benzodiazepínicos e ácido valproico</p><p>Em regiões endêmicas de Loíase (África Ocidental):</p><p>Pode causar encefalopatia grave em pacientes com microfilaremia intensa</p><p>Uso com extrema cautela ou contraindicação</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-21 19:35:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p/wish/3461770929</guid>
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         <title>METRONIDAZOL</title>
         <author>feccardoso</author>
         <link>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p/wish/3465800883</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Alvos:</mark></strong>  tratamento de protozoonoses (<em>Trichomoniasis vaginalis</em>, <em>Entamoeba histolytica</em>, <em>Giardia lamblia</em>), além de infecções causados por bactérias anaeróbicas (gênero <em>Clostridium</em>, <em>Gardnerella vaginalis</em>, <em>Helicobacter pylori</em>).</p><p><br/></p><p><strong><mark>Mecanismo de ação:</mark></strong> o Metronidazol adentra o organismo alvo por difusão, inibe a síntese proteica interagindo com o DNA e causa a quebra estrutural do material genético, levando à morte celular. Ele se dá em quatro passos:</p><p><br/></p><p>1 - Entrada no microorganismo por difusão;</p><p>2 - Redução do Metronidazol por ação da enzima piruvato ferredoxina oxidorredutase, que cria um gradiente de concentração que aumenta a entrada do fármaco além de promover a liberação de radicais livres que são citotóxicos;</p><p>3 - Partículas citotóxicas interagem com o DNA da célula alvo, causando quebra das cadeias e consequente desestabilização fatal da dupla hélice;</p><p>4 - Quebra de produtos citotóxicos.</p><p><br/></p><p><strong><mark>Indicações Clínicas:</mark> </strong>indicado para o tratamento de amebíases intestinais, hepáticas, quadros de sepse, infecções em ossos e articulações, infecções do sistema nervoso central (meningite e abscessos cerebrais), endocardite, infecções ginecológias (endometrite, abscesso tubo-ovariano, vaginite bacteriana), infecções da cavidade abdominal, do trato respiratório. Metronidazol tópico é indicado para o tratamento da acne rosácea e também pode ser utilizado intravaginalmente para o tratamento de vaginites bacterianas.</p><p><br/></p><p>Também tem usos "off-label" no tratamento e controle de outras condições como mordidas de animais e doença de Crohn, entre outras.</p><p><br/></p><p>O Metronidazol é contraindicado para gestantes, pincipalmente no primeiro trimestre da gravidez.</p><p><br/></p><p><strong><mark>Efeitos adversos:</mark> </strong>Em mais de 10% da população são observados cefaleia (18%), vaginite (15%) e náusea (10 a 12%). Efeitos menos comuns incluem gosto metálico (9%), tontura (4%), prurido genital (5%), dor abdominal (4%), diarréia (4%), xerostomia (2%), entre outros. Estudos em roedores indicam a possibilidade do fármaco ser cancerígeno, mas o risco é considerado baixo. O metronidazol também pode ocasionar neuropatia periférica.</p><p><br/></p><p><strong><mark>Mecanismo de resistência</mark></strong><mark>:</mark> Genes de resistência aos nitroimidazóis (Genes <em>nim</em>) foram encontrados em 2% de 1502 cepas de <em>Bacteroides fragilis</em> isoladas em 19 diferentes países europeus. O seu mecanismo de resistência ainda não foi plenamente elucidado.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-24 20:31:49 UTC</pubDate>
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         <title>NITAZOXANIDA</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/vicvaccaro19/u28bkibkvd7jds8p/wish/3466631842</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><mark>Alvos:</mark></strong></p><p><strong>Protozoários</strong>: <em>Giardia lamblia (giárdia)</em>, <em>Entamoeba histolytica (amebíase)</em>, <em>Cryptosporidium parvum (</em>criptosporidiose), <em>Blastocystis hominis (blastocistose)</em>.</p><p><strong>Helmínticos</strong>: <em>Ascaris lumbricoides (ascaridíase)</em>, <em>Trichuris trichiura (tricuríase)</em>, <em>Hymenolepis nana (</em>himenolepíase).</p><p><br></p><p><strong><mark>Mecanismo de ação:</mark></strong></p><p>A Nitazoxanida atua interferindo na enzima piruvato-ferredoxina oxidorredutase (PFOR), que é fundamental para o metabolismo energético de diversos protozoários e helmintos anaeróbios.</p><p>Essa enzima é responsável por catalisar a descarboxilação oxidativa do piruvato para formar acetil-CoA, um passo essencial na geração de energia via fosforilação anaeróbica. A Nitazoxanida inibe a PFOR, impedindo a transferência de elétrons para a ferredoxina e bloqueando a produção de ATP. Isso leva à disfunção metabólica, esgotamento energético e, consequentemente, morte do parasita.</p><p><br></p><p><strong><mark>Indicações Clínicas:</mark></strong></p><ul><li><p>Giardíase</p></li><li><p>Amebíase intestinal</p></li><li><p>Criptosporidiose (inclusive em pacientes imunodeprimidos)</p></li><li><p>Blastocistose</p></li><li><p>Helmintíases intestinais leves (áscaris, tricocéfalos, himenolepíase)</p></li><li><p><em>Off-label:</em> investigada para infecções virais (ex.: Influenza, Norovírus, COVID-19 – sem eficácia comprovada)</p><p><br></p></li></ul><p><strong><mark>Efeitos Adversos Comuns:</mark></strong></p><p>Os efeitos colaterais são geralmente leves e autolimitados, com destaque em náuseas, dor abdominal e cefaleia. Um efeito benigno é a alteração da cor da urina para amarelo ou verde, devido ao metabólito tizoxanida. Em alguns casos menos frequentes, pode ocorrer diarreia. Reações adversas sérias são raras, tornando o fármaco seguro para uso em larga escala.</p><p><br></p><p><strong><mark>Mecanismo de Resistência:</mark></strong></p><p>Estudos laboratoriais identificaram que alterações na via da PFOR podem gerar resistência in vitro. Alguns isolados de <em>Giardia lamblia</em> e <em>Cryptosporidium parvum</em> demonstraram reduzida suscetibilidade, embora esses casos ainda não configurem um problema clínico significativo.</p><p><br></p><p><mark>Curiosidade Clínica:</mark></p><p>Durante a pandemia de COVID-19, a Nitazoxanida foi amplamente discutida como antiviral potencial. No Brasil, chegou a ser utilizada no polêmico "kit Covid", apesar da falta de comprovação científica sobre sua eficácia contra o SARS-CoV-2. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-26 01:44:42 UTC</pubDate>
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