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      <title> A Obra no seu Tempo by Maria do Carmo Almeida e Sousa</title>
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      <description>PROJETO DE LEITURA  11.º Ano
50 Poemas - Tomas Tranströmer</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-05-24 17:58:24 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-06-23 08:06:04 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Tomas Tranströmer</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>PÁSSAROS MATINAIS (1966)<br></strong><br></div><div>Desperto o automóvel<br>que tem o para-brisas coberto de pólen.</div><div>Coloco os óculos de sol.</div><div>O canto dos pássaros escurece.</div><div>Enquanto isso outro homem compra um diário</div><div>na estação de comboio</div><div>junto a um grande vagão de carga</div><div>completamente vermelho de ferrugem</div><div>que cintila ao sol.</div><div>Não há vazios por aqui.</div><div>Cruza o calor da primavera um corredor frio</div><div>por onde alguém entra depressa</div><div>e conta como foi caluniado</div><div>até na Direção.</div><div>Por uma parte de trás da paisagem</div><div>chega a gralha</div><div>negra e branca. Pássaro agoirento.</div><div>E o melro que se move em todas as direções</div><div>até que tudo seja um desenho a carvão,</div><div>salvo a roupa branca na corda de estender:</div><div>um coro da Palestina:</div><div>Não há vazios por aqui.</div><div>É fantástico sentir como cresce o meu poema</div><div>enquanto me vou encolhendo</div><div>Cresce, ocupa o meu lugar.</div><div>Desloca-me.</div><div>Expulsa-me do ninho.</div><div>O poema está pronto.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-25 16:49:43 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Transtormer</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>LISBOA<br></strong><br></div><div>No bairro de Alfama os eléctricos amarelos cantavam nas <br>Subidas. </div><div>Havia duas prisões. Uma delas era para os gatunos. </div><div>Eles acenavam através das grades. </div><div>Eles gritavam. Eles queriam ser fotografados! </div><div> </div><div><br></div><div>"Mas aqui", dizia o revisor e ria baixinho como um afectado <br>"aqui sentam-se os políticos". Eu vi a fachada, a fachada, a fachada </div><div>e em cima, a uma janela, um homem, </div><div>com um binóculo à frente dos olhos, espreitando </div><div>para além do mar. </div><div><br>A roupa pendia no azul. Os muros estavam quentes. </div><div>As moscas liam cartas microscópicas. </div><div>Seis anos depois, perguntei a uma dama de Lisboa: </div><div>Isto é real, ou fui eu que sonhei?</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-25 17:12:45 UTC</pubDate>
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         <title>Vasco Graça Moura(1942-2014)</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div><strong>presente do indicativo</strong></div><div><br></div><div>entro na cozinha. ela está no meio dos legumes,</div><div>lava e enxuga folhas tenras de alface, endívias</div><div>de oblonga contextura, corta a cebola às</div><div>rodelas, pica um ramo de coentros,</div><div>hesita um pouco sobre o roquefort, é certeira no vinagre e no sal,</div><div><br></div><div>e prudente no azeite, o ovo cozido espera a sua vez e a</div><div>saladeira aguarda na mesa junto aos azulejos brancos.</div><div>ela procura os talheres de madeira na gaveta,</div><div>pede-me qualquer coisa, a lâmina reluz sobre a tábua, perto do pão.</div><div>a preparação da salada requer vários gestos precisos</div><div><br></div><div>e uma poética discreta nos brilhos frisados, nos</div><div>paladares. pela janela chegam os ruídos da rua,</div><div>campainhas de bicicleta, ressaltos de uma bola.</div><div>o cão dormita no sofá. uns versos populares comparam</div><div>os olhos dela a azeitonas pretas.</div><div><br></div><div><em>Em: “A furiosa paixão pelo tangível” (1987)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 09:56:56 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>O BARCO - A ALDEIA<br></strong><br></div><div>Uma traineira portuguesa, azul, enrola um bocado do Atlântico.<br>Bem ao longe, um ponto azul, mas eu estou lá – onde seis homens a bordo não vêem que nós somos sete.</div><div>       </div><div>Assisti à construção de um barco destes, parecia um alaúde enorme sem cordas</div><div>na ravina de pobreza: a aldeia onde lavam e lavam sem parar, com fúria, paciência, melancolia.</div><div><br></div><div> A praia apinhada de gente. Era um comício que fora dispersado, os altifalantes confiscados.</div><div>Soldados levaram o Mercedes do orador por entre a multidão, apupos rufavam contra as chapas do veículo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 10:08:59 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>CARRIL<br></strong><br></div><div>Duas da madrugada: noite luarenta. O comboio detém-se<br>no meio da campina. Bem ao longe, pontos luminosos, urbanos,</div><div>tremulam friamente a perderem-se de vista.</div><div>O mesmo sucede quando sonhamos tão profundamente</div><div>que nunca havemos de nos recordar onde estivemos</div><div>ao regressar ao nosso quarto.</div><div>Ou como alguém com uma doença tão adiantada</div><div>que todos os anos vividos passam a ser pontos trémulos,</div><div>um enxame frio e sem importância no horizonte.</div><div>O comboio continua sem se mexer um milímetro.</div><div>São as duas da madrugada: luar intenso, poucas estrelas.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 10:10:39 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer à beira-mar</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div>Reportagem Jornal Público</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.publico.pt/2015/04/03/culturaipsilon/noticia/tomas-transtromer-1690905" />
         <pubDate>2017-05-26 10:20:06 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer, o poeta do realismo íntimo</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div>Revista Exame</div>]]></description>
         <enclosure url="http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/tomas-transtromer-poeta-do-realismo-intimo-3/" />
         <pubDate>2017-05-26 10:27:55 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer (Estocolmo, 15 de abril de 1931 – Estocolmo, 26 de março de 2015) </title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/173964920</link>
         <description><![CDATA[<div>O nobel Tomas Tranströmer, mestre da metáfora e da contenção, morreu aos 83 anos, depois de 25 em silêncio.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.publico.pt/2015/03/27/culturaipsilon/noticia/morreu-o-poeta-premio-nobel-tomas-transtromer-1690565" />
         <pubDate>2017-05-26 10:32:37 UTC</pubDate>
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         <title>Prémio Nobel da Literatura para Tomas Tranströmer</title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/173965121</link>
         <description><![CDATA[<div>RTP 06 Out, 2011<br>O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído a Tomas Transtromer, anunciou esta quinta-feira a Academia Sueca, em Estocolmo. É o sétimo autor sueco a ser premiado pela Academia. </div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.rtp.pt/noticias/cultura/nobel-da-literatura-para-poeta-sueco_v485762" />
         <pubDate>2017-05-26 10:34:36 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer: a procura da última palavra</title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/173965659</link>
         <description><![CDATA[<div>Jornal Público 28-09-2012</div>]]></description>
         <enclosure url="http://www.publico.pt/temas/jornal//tomas-transtromer-a-procura-da-ultima-palavra-25304436" />
         <pubDate>2017-05-26 10:41:01 UTC</pubDate>
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         <title>A Vida Breve - a poesia dita por quem a escreve</title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/173966123</link>
         <description><![CDATA[<div>"Allegro", na voz do autor</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 10:46:25 UTC</pubDate>
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         <title>À Volta dos Livros</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div>Ana Daniela Soares conversa com o editor João Rodrigues sobre a publicação das memórias de infância do Nobel da literatura Thomas Transtromer<br>RTP 08 Abr, 2015</div>]]></description>
         <enclosure url="http://www.rtp.pt/play/p312/e189956/a-volta-dos-livros" />
         <pubDate>2017-05-26 10:49:36 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer </title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>ABRIL E O SILÊNCIO<br></strong><br></div><div>A primavera mostra-se deserta.<br>A valeta, de um escuro aveludado,</div><div>rasteja ao meu lado</div><div>sem reflexos.</div><div>A única coisa que brilha</div><div>é o amarelo de flores.</div><div>Sou levado na minha sombra</div><div>como um violino</div><div>no seu estojo negro.</div><div>O que apenas quero dizer</div><div>tremeluz fora do meu alcance</div><div>como prata</div><div>em montra de casa de penhores.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 11:06:30 UTC</pubDate>
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         <title>Tomas Tranströmer </title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/173967737</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>MADRIGAL<br></strong><br></div><div>«Herdei uma floresta obscura, onde raramente vou. Porém, há de chegar o dia em que os mortos e os vivos trocam os seus lugares. Então, a floresta põe-se em movimento. Nós não existimos sem esperança. Os maiores crimes ficam por esclarecer, apesar da mobilização de tantos polícias. Da mesma maneira, há algures, na nossa vida, um grande amor que fica por esclarecer.<br><br></div><div>Herdei uma floresta obscura, porém, hoje vou à outra floresta, que é clara. Tudo está vivo, tudo canta, serpenteia, abana e rasteja. É Primavera, o ar é robusto. Fiz os meus exames na universidade do esquecimento, tenho as mãos vazias como uma camisa num cordão de estender roupa.»<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-26 11:07:39 UTC</pubDate>
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         <title>Álvaro de Campos (1914)</title>
         <author>bibabrotero</author>
         <link>https://padlet.com/mcalmeidaesousa/tz3uxd71zphv/wish/174104546</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Obra inédita - Fernando Pessoa<br><br>Ah o crepúsculo, o cair da noite, o acender das luzes nas grandes cidades</div><div><br></div><div>E a mão de mistério que abafa o bulício,</div><div>E o cansaço de tudo em nós que nos corrompe</div><div>Para uma sensação exacta e precisa e activa da Vida!</div><div>Cada rua é um canal de uma Veneza de tédios</div><div>E que misterioso o fundo unânime das ruas,</div><div>Das ruas ao cair da noite, ó Cesário Verde, ó Mestre,</div><div>Ó do «Sentimento de um Ocidental»!</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-27 21:45:29 UTC</pubDate>
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         <title>A Vendedeira de Laranjas (1929)</title>
         <author>bibabrotero</author>
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         <description><![CDATA[<div>óleo sobre tela. Maria de Lourdes de Mello e Castro. Museu José Malhoa.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-27 21:57:03 UTC</pubDate>
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