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      <title>Toda rua tem história. by Eliana Maturano</title>
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      <description>Feito com uma mente curiosa</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-05-02 19:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida Ibirapuera</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Laura, Camila e Luiza</strong><br><a href="http://hourpress.com.br/?p=2161">http://hourpress.com.br/?p=2161</a><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>A atual Avenida Ibirapuera constituiu-se a partir da união de dois antigos logradouros. O primeiro deles, localizado no trecho entre a Avenida Conselheiro Rodrigues Alves e Avenida&nbsp; Indianópolis, era considerado como parte integrante da Avenida Conselheiro Rodrigues Alves.<br><br></div><div>O segundo trecho, entre a Avenida&nbsp; Indianópolis e até as proximidades da atual Avenida dos Bandeirantes, ora era citada como ” Avenida Araponga”, ora aparecia com a denominação do primeiro trecho, ou seja, também Avenida Conselheiro Rodrigues Alves.<br><br></div><div>O trecho que percorre o bairro de Moema (entre a Avenida Indianópolis e a Avenida dos Bandeirantes) foi aberto a entre 1913 e 1915 pela Cia. Territorial Paulista em terrenos de sua propriedade. Conta-se que o então diretor da empresa, o Eng. Fernando Arens Júnior, apreciava os nomes indígenas e de pássaros.<br><br></div><div>Por isso, várias ruas abertas na região foram denominadas a partir desses temas. O leito da atual Avenida foi tornado público através de doação à Municipalidade. No dia 18 de Agosto de 1933,&nbsp; ela foi denominada como “Avenida Ibirapuera”.<br><br></div><div>Por essa época, a Prefeitura já pensava em construir o grande Parque no local onde ficava a antiga Invernada da Força Pública (atual Parque do Ibirapuera, inaugurado em 1954). Por isso, recuperou-se o nome Ibirapuera que designava uma antiga aldeia indígena fundada pelo Padre Anchieta no ano de 1560 nas cercanias de Santo Amaro. Ibirapuera, na língua indígena, significa “madeira vela” ou “aquilo que foi madeira” de “Ibira” = madeira + “uera” = velho, aquilo que foi e não é mais. A Avenida Ibirapuera (foto) fica na Zona Sul de SP.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:14:02 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida 25 de Março</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Marcello, Enzo e Henry</strong><br><a href="http://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp">http://www.guiada25.com.br/historia_da_25demarco.asp</a><br>Se hoje a região da rua 25 de março mais se parece com um mar de gente que invade o trecho margeado por prédios e mais prédios, mal sabem seus cerca de 400 mil frequentadores diários que, até pouco antes de 1850, a mais famosa rua comercial do País era, literalmente, um rio. Sim!<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Um leito do Tamanduateí, totalmente navegável, corria no atual traçado da via, recebendo as águas do rio Anhangabaú e desaguando no Tietê. Até o fim do século, havia ali um porto que servia de escoadouro para as mercadorias importadas, que chegavam de navio em Santos, subiam a serra de carroça e, posteriormente, pela estrada de ferro Santos-Jundiaí e alcançavam o Ipiranga. De lá, eram levadas via Tamanduateí até um porto para barcas, o chamado Porto Geral - daí o nome da conhecida ladeira.<br>Se é difícil imaginar a região dessa forma, saiba que um dos primeiros nomes do trecho que margeava o rio foi Rua das Sete Voltas (depois de Rua da Várzea do Glicério), numa referência direta à estrutura natural do Tamanduateí, com suas curvas afuniladas e estreitas, que pareciam serpentear a região. A primeira volta coincidia com a atual Rua do Glicério; a segunda e terceira ficavam na altura do hoje pontilhão da Rangel Pestana; enquanto a quarta, a quinta e a sexta localizavam-se onde fica o Parque D. Pedro II. A ultima terminava na Ladeira Geral, lugar em que funcionava o Porto Geral, de desembarque das mercadorias. No fim do século, o rio foi retificado; a área da Várzea do Carmo foi drenada e surgiram as primeiras chácaras na região. A via, então, foi chamada de Rua de Baixo, dividindo a cidade em duas partes: a Alta e a Baixa. Nesse período, o comércio, comandado pelos primeiros imigrantes árabe, concentrava-se na parte de cima, mais precisamente onde hoje, está a Rua Florêncio de Abreu. Com a urbanização pós-drenagem, os aluguéis começaram a subir e quem pisava lá pela primeira vez se instalava na parte baixa, onde os preços eram mais acessíveis.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Chegaram os bondes e o trecho principal foi rebatizado, em 1865, como <strong>25 de março</strong>, homenagem à data da promulgação da primeira Constituição Brasileira, ocorrida em 1824.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:14:44 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida 23 de maio</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Sofia Aranda, Júlia e Nicole</strong><br><a href="http://www.saopauloinfoco.com.br/avenida-mais-famosa-centro-historia-da-23-de-maio/">http://www.saopauloinfoco.com.br/avenida-mais-famosa-centro-historia-da-23-de-maio/</a><br>A Avenida 23 de Maio, originalmente conhecida como Avenida Itororó e, depois, Avenida Anhangabaú, é uma das mais movimentadas avenidas do município de São Paulo, sendo o principal corredor de ligação dos bairros da subprefeitura da Vila Mariana à região central da cidade. Faz parte do Corredor Norte-Sul.<br>23 de maio recebeu este nome em referência ao dia em que foram mortos os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (conhecidos pelo acrônimo <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/MMDC">MMDC</a>), <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/23_de_maio">23 de maio</a> de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1932">1932</a>, evento que se encaixa no contexto da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Constitucionalista_de_1932">Revolução Constitucionalista de 1932</a>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:15:49 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida Brigadeiro Luís Antonio</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Maria Fernanda, Lucas e Luca</strong><br><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/">http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/</a><br>Uma das principais avenidas de SP, a Brigadeiro Luis Antônio, ao lado da Avenida Santo Amaro, formava antigamente a Estrada de Santo Amaro, que ligava a capital a cidade de Santo Amaro (município autônomo até 1934). Seu nome é uma homenagem a um dos maiores proprietários rurais da <strong>história</strong> do estado de São Paulo, o <strong>brigadeiro Luís António</strong> de Sousa Queirós.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:16:32 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida São João</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Gabriela Sara e Miguel</strong><br><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/">http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/</a><br><br>A história da Avenida São João remonta a 1651. Naquele ano, os paulistanos Henrique da Cunha Gago e Cristóvão da Cunha solicitaram à Câmara Municipal a doação de terrenos na área delimitada pelos Ribeirões Anhangabaú e Yacuba. Nascia assim uma tosca trilha de terra batida que fazia a ligação dessas propriedades com a chamada colina histórica de São Paulo.<br><br></div><div>Com o passar do tempo, esse rústico caminho passou a ser conhecido como “Ladeira do Acú”, numa abreviação de Yacuba. A ladeira iniciava-se no antigo Largo do Rosário – atual Praça Antonio Prado – e terminava nas proximidades do Largo do Paissandú.<br><br></div><div>Desse ponto em diante, ela transformava-se na “Estrada de Jundiaí”, caminho muito utilizado por tropeiros que seguiam em direção ao interior do Estado. Para transpor o Ribeirão Anhangabaú, existia uma ponte conhecida como “Ponte do Acú”. Por isso a Ladeira do Acú era também conhecida como “Ladeira da Ponte do Acú”.<br><br></div><div>E como Ladeira do Acú, a São João permaneceu durante todo o século XVIII. E por que São João? De fato, trata-se de uma homenagem a São João Batista, considerado o “protetor das águas” na tradição católica. Buscando as raízes dessa homenagem, verificamos que os cursos d’água que cruzavam a antiga “Ladeira” eram considerados perigosos para os antigos paulistanos: Yacuba ou Acú, significa em Tupi “Água Envenenada”; esse córrego margeava o atual edificio dos Correios e desaguava no Anhangabaú que, também no Tupi, significa “Águas Assombradas” ou Águas do Diabo”.<br><br></div><div>Não obstante a questão do perigo das águas, devemos nos lembrar que as encostas do Vale do Anhangabaú, no final do século XVIII e início do século XIX era uma região de matas e local onde se escondiam assaltantes e escravos fugidos. Por tudo isso, as procissões em homenagem a São João Batista tinham como roteiro certo uma passagem pela Ladeira do Acú.<br><br></div><div>Assim a tradição tomou vulto e a Ladeira passou a ser conhecida como “Ladeira de São João Batista”. No dia 28/11/1865, o vereador Malaquias Rogério de Salles Guerra sugeriu que a ladeira “da ponte do Acú” fosse denominada como “Ladeira de São João”.<br><br></div><div>Mais tarde, ela se transformou em Rua e, depois, em Avenida São João. Entre 1910 e 1937, sucessivas reformas, alargamentos e prolongamentos foram realizados. Numa de suas últimas reformas, entre as décadas de 80 e 90, a construção do novo “Vale do Anhangabaú” alterou o seu início, dando origem ao “Boulevard São João”.<br><br></div><div>Fonte: Arquivo Histórico de São Paulo<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:17:24 UTC</pubDate>
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         <title>Avenida Paulista</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Sofia Lipe, Maria Luiza e Catarina</strong></div><div><a href="http://sampaulistana.blogspot.com.br/2010/10/historia-da-avenida-paulista.html">http://sampaulistana.blogspot.com.br/2010/10/historia-da-avenida-paulista.html</a><br>A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo de paulistas em expandir na cidade novas áreas residenciais que não estivessem localizadas imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período, por essa época altamente valorizadas e totalmente ocupadas, tais como a Praça da República, o bairro de Higienópolis e os Campos Elísios. A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar paulistas que desejavam adquirir seu espaço na cidade.<br><br>A avenida em 1902, vista da residência de Adam Von Bülow. Foto de Guilherme Gaensly.<br>Naquela época, houve grande expansão imobiliária em terrenos de antigas fazendas e áreas devolutas, o que deu início a um período de grande crescimento. As novas ruas seguiam projetos desenvolvidos por engenheiros renomados, e nas áreas mais próximas à avenida e a seu parque central os terrenos eram naturalmente mais caros que nas áreas mais afastadas; não havia apenas residências de maior porte, mas também habitações populares, casebres e até mesmo cocheiras em toda a região circundante (vide memórias de Lucia Salles). Algum tempo após a construção da avenida foram aprovadas leis que desviavam o tráfego de muares e animais de carga devido ao grande volume de excremento depositado na via carroçável e à impossibilidade de o poder público mantê-la limpa; logo, o tráfego foi desviado para a rua que ladeia a avenida Paulista e hoje é a Alameda Santos, sendo autorizado apenas em horários pré-estabelecidos. Seu nome seria avenida das Acácias ou Prado de São Paulo,<br><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-05-23 14:18:12 UTC</pubDate>
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         <title>Viaduto do Chá</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Pedro,Vitor,Nicholas</strong><br><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/">http://g1.globo.com/sao-paulo/sp-460/antes-depois/platb/</a><strong><br></strong>O primeiro viaduto de São Paulo foi inaugurado em 1892 e concebido pelo francês Jules Martin. Com estrutura metálica e assoalho em madeira, permitiu a expansão do centro para além do Vale do Anhangabaú, onde havia plantações de chá que motivaram o nome do viaduto. Em 1938 foi demolido e substituído pela construção atual, de linhas Art Déco, projetada pelo arquiteto Elisiário Bahiana.Curiosidades:– O nome “Morro do Chá” foi dado à região do chamado Centro Novo em razão de haver, ali, uma chácara onde eram cultivados chá-da-índia e verduras.– Logo após sua inauguração, foi apelidado de “Viaduto dos Três Vinténs”, em referência ao valor da tarifa de pedágio que era cobrada para travessia de pedestres. Um abaixo assinado encaminhado à Câmara Municipal forçou a prefeitura a adquirir a construção – que pertencia à Companhia Paulista do Viaduto do Chá – para suspender a cobrança.– A passagem sobre o viaduto oferece duas belas vistas. De um dos lados, pode-se observar o Vale do Anhangabaú, com o Viaduto Santa Ifigênia e o Edifício Mirante do Vale – o mais alto da cidade – ao fundo, e do outro lado, o Theatro Municipal. Do outro lado, avista-se a Praça da Bandeira, emoldurada à esquerda pelo Edifício Matarazzo e à direita pelo Edifício Alexandre Mackenzie.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-06-02 11:48:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <pubDate>2017-06-20 18:27:19 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2017-06-20 18:27:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
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         <pubDate>2017-06-20 18:27:28 UTC</pubDate>
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         <title>Antes da construção do Viaduto do Chá[4], o Vale do Anhangabaú era separado pelo rio de mesmo nome dividindo a região. Parte dela estruturada, que findava na Rua Direita e outra, conhecida como Morro do Chá (que ganhou esse nome por causa de inúmeras plantações de chá-da-índia que havia na área)[5], onde hoje se encontram os distritos da República e da Consolação.[6]Os moradores do morro costumavam ter dificuldades para se locomover da atual Rua Líbero Badaró para o lado em que se localiza o Theatro Municipal: era preciso descer a encosta, atravessar a Ponte do Lorena sobre o Anhangabaú e subir a Ladeira do Paredão, atual Rua Xavier de Toledo. Na Líbero Badaró, havia ainda a chácara e a casa da Baronesa de Tatuí, que se opunha à construção do viaduto. Onde se localiza o Teatro Municipal era a serraria do alemão Gustavo Sydow e, logo depois, havia a chácara do Barão de Itapetininga, delineada pelas ruas Formosa, 24 de Maio e D. José de Barros.[7]ConstruçãoIdealizado pelo cidadão francês Jules Martin, foi o primeiro viaduto construído na cidade.[8] A proposta da ponte sobre o vale foi apresentada à Intendência Municipal em 1887. Seu nome derivou do Morro do Chá, como era conhecida a chácara baronesa de Tatuí (em que era plantado esse tipo de erva), que ficava próximo às plantações de chá da Índia. Ao ser criado, o viaduto tinha como intenção ligar as ruas Direita e Barão de Itapetininga. Os trabalhos começaram apenas em 1888, mas foram interrompidos um mês depois, por causa da resistência dos moradores da região, entre eles o Barão de Tatuí, cuja casa seria uma das desapropriadas. A população favorável à obra conseguiu reverter a situação logo depois, e o projeto pôde ter continuidade.[8]A Companhia Paulista de Chá ficou com os direitos do projeto, quando foi retomado em 1889, porém enfrentou problemas financeiros e quase foi à falência. Então o município transferiu a responsabilidade da concepção para a Companhia de Ferro Carril de São Paulo.[9] Esta encomendou uma armação metálica que compõe o viaduto[10] à empresa alemã Harkort, de Duisburgo, que chegou ao Brasil em maio de 1890. O viaduto foi concluído dois anos depois, tendo sua inauguração em 6 de novembro de 1892. Em um primeiro momento, possuía 240 metros de comprimento, sendo 180 de estrutura metálica e 60 da Rua Barão de Itapetininga aterrada; catorze metros de largura, sendo nove da passagem central e cinco de passarelas laterais (com assoalhos de prancha de madeira); vinte metros de distância do rio; e arco central de 34 metros. O viaduto era iluminado por 26 lâmpadas a gás e contava, para fins estéticos, com obras de arte em suas quatro extremidades e balaustrada de bronze, com o logotipo da Companhia de Ferro.[11]Para pagar as despesas, eram cobrados sessenta réis ou três vinténs para a utilização da passagem, o que na época garantiu o apelido de Viaduto dos Três Vinténs.[8] Existia um portão no local para controlar a passagem e restringir seu uso no período da noite. O portão só foi removido, tornando o viaduto gratuito, em 1897, quando o vereador Pedro Augusto Gomes Cardim, apoiado por uma petição popular, levou uma moção à Municipalidade.[11]Por lá costumavam passar pessoas refinadas, que se dirigiam aos cinemas e às lojas da região e, depois de 1911, ao Theatro Municipal. Por muito tempo, o Viaduto do Chá também foi utilizado por suicidas.ReconstruçãoCom o passar do tempo, a cidade foi crescendo, e o número de pessoas que passavam pelo viaduto aumentando a cada dia. Em 1938, a construção de metal alemão com assoalho de madeira passou a não suportar mais esse volume.[9] Assim, no mesmo ano, o viaduto foi demolido, dando lugar a um novo, feito de concreto armado e com o dobro de largura. Dessa forma, até os dias de hoje o viaduto é usado como passarela para carros e pedestres, sendo referência da Zona Central da cidade. Durante o centenário, o viaduto sofreu sua ultima mudança até os dias de hoje, a reforma dos pisos.[12]Estado atualHoje em dia, o Viaduto do Chá possui 204 metros de extensão e liga duas ruas tradicionais de São Paulo: a Barão de Itapetininga e a antiga Rua do Chá, atual Rua Direita. Durante muito tempo, o viaduto foi um dos principais cartões postais de São Paulo e importante ponto turístico da cidade. Atualmente, apesar de ser importante tanto para a locomoção quanto turisticamente, ele perdeu um pouco de sua &quot;essência&quot; e passou a ser mais um local tradicional.[13] Hoje o viaduto passou a ser um dos locais mais fotografados para cartões postais de São Paulo.[14]</title>
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         <pubDate>2017-06-20 19:02:46 UTC</pubDate>
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         <title>Antes da construção do Viaduto do Chá[4], o Vale do Anhangabaú era separado pelo rio de mesmo nome dividindo a região. Parte dela estruturada, que findava na Rua Direita e outra, conhecida como Morro do Chá (que ganhou esse nome por causa de inúmeras plantações de chá-da-índia que havia na área)[5], onde hoje se encontram os distritos da República e da Consolação.[6]Os moradores do morro costumavam ter dificuldades para se locomover da atual Rua Líbero Badaró para o lado em que se localiza o Theatro Municipal: era preciso descer a encosta, atravessar a Ponte do Lorena sobre o Anhangabaú e subir a Ladeira do Paredão, atual Rua Xavier de Toledo. Na Líbero Badaró, havia ainda a chácara e a casa da Baronesa de Tatuí, que se opunha à construção do viaduto. Onde se localiza o Teatro Municipal era a serraria do alemão Gustavo Sydow e, logo depois, havia a chácara do Barão de Itapetininga, delineada pelas ruas Formosa, 24 de Maio e D. José de Barros.[7]ConstruçãoIdealizado pelo cidadão francês Jules Martin, foi o primeiro viaduto construído na cidade.[8] A proposta da ponte sobre o vale foi apresentada à Intendência Municipal em 1887. Seu nome derivou do Morro do Chá, como era conhecida a chácara baronesa de Tatuí (em que era plantado esse tipo de erva), que ficava próximo às plantações de chá da Índia. Ao ser criado, o viaduto tinha como intenção ligar as ruas Direita e Barão de Itapetininga. Os trabalhos começaram apenas em 1888, mas foram interrompidos um mês depois, por causa da resistência dos moradores da região, entre eles o Barão de Tatuí, cuja casa seria uma das desapropriadas. A população favorável à obra conseguiu reverter a situação logo depois, e o projeto pôde ter continuidade.[8]A Companhia Paulista de Chá ficou com os direitos do projeto, quando foi retomado em 1889, porém enfrentou problemas financeiros e quase foi à falência. Então o município transferiu a responsabilidade da concepção para a Companhia de Ferro Carril de São Paulo.[9] Esta encomendou uma armação metálica que compõe o viaduto[10] à empresa alemã Harkort, de Duisburgo, que chegou ao Brasil em maio de 1890. O viaduto foi concluído dois anos depois, tendo sua inauguração em 6 de novembro de 1892. Em um primeiro momento, possuía 240 metros de comprimento, sendo 180 de estrutura metálica e 60 da Rua Barão de Itapetininga aterrada; catorze metros de largura, sendo nove da passagem central e cinco de passarelas laterais (com assoalhos de prancha de madeira); vinte metros de distância do rio; e arco central de 34 metros. O viaduto era iluminado por 26 lâmpadas a gás e contava, para fins estéticos, com obras de arte em suas quatro extremidades e balaustrada de bronze, com o logotipo da Companhia de Ferro.[11]Para pagar as despesas, eram cobrados sessenta réis ou três vinténs para a utilização da passagem, o que na época garantiu o apelido de Viaduto dos Três Vinténs.[8] Existia um portão no local para controlar a passagem e restringir seu uso no período da noite. O portão só foi removido, tornando o viaduto gratuito, em 1897, quando o vereador Pedro Augusto Gomes Cardim, apoiado por uma petição popular, levou uma moção à Municipalidade.[11]Por lá costumavam passar pessoas refinadas, que se dirigiam aos cinemas e às lojas da região e, depois de 1911, ao Theatro Municipal. Por muito tempo, o Viaduto do Chá também foi utilizado por suicidas.ReconstruçãoCom o passar do tempo, a cidade foi crescendo, e o número de pessoas que passavam pelo viaduto aumentando a cada dia. Em 1938, a construção de metal alemão com assoalho de madeira passou a não suportar mais esse volume.[9] Assim, no mesmo ano, o viaduto foi demolido, dando lugar a um novo, feito de concreto armado e com o dobro de largura. Dessa forma, até os dias de hoje o viaduto é usado como passarela para carros e pedestres, sendo referência da Zona Central da cidade. Durante o centenário, o viaduto sofreu sua ultima mudança até os dias de hoje, a reforma dos pisos.[12]Estado atualHoje em dia, o Viaduto do Chá possui 204 metros de extensão e liga duas ruas tradicionais de São Paulo: a Barão de Itapetininga e a antiga Rua do Chá, atual Rua Direita. Durante muito tempo, o viaduto foi um dos principais cartões postais de São Paulo e importante ponto turístico da cidade. Atualmente, apesar de ser importante tanto para a locomoção quanto turisticamente, ele perdeu um pouco de sua &quot;essência&quot; e passou a ser mais um local tradicional.[13] Hoje o viaduto passou a ser um dos locais mais fotografados para cartões postais de São Paulo.[14]</title>
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         <pubDate>2017-06-20 19:03:52 UTC</pubDate>
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