<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Diário de leitura by Vasco Duarte Reis Batalau</title>
      <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir</link>
      <description>História Trágico-Marítima-Adaptação de António Sérgio</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-12-03 20:59:44 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-29 17:33:50 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url>https://padlet.net/icons/png/26f5.png</url>
      </image>
      <item>
         <title>1ªSemana (Página 5 a 11)</title>
         <author>a25543_</author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2812001134</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Naufrágio de Sepúlveda (1552)</strong></p><p>O naufrágio do "Galeão São João" ocorreu dia 3 de fevereiro de 1552, durante uma viagem de Cochim, na Índia, em direção a Portugal. O comandante era Sepúlveda, e a embarcação estava carregada de mercadorias.</p><p>A história realça a dificuldade enfrentada, devido aos ventos e a esperança do comandante de que Deus protegesse a sua tripulação, esposa e filhos.</p><p>Durante a viagem, uma tempestade destruiu o leme e rasgou as velas do Galeão. Sepúlveda mandou construir um novo leme e velas improvisadas. Tudo piorou quando cortaram o mastro da proa.</p><p>A 8 de junho, a força das marés e o vento empurraram o Galeão em direção á costa. Sepúlveda enviou uma pequena embarcação á praia para encontrar um local onde pudesse encalhar o navio. Sem solução, optou por desembarcar toda a tripulação e a sua família.</p><p>No entanto, o vento recomeçou intensamente perdendo-se três pequenas embarcações e seus ocupantes. Ficaram a bordo cerca de 500 pessoas.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-12-03 21:29:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2812001134</guid>
      </item>
      <item>
         <title>2ªSemana (Página 12 a 22)</title>
         <author>a25543_</author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2823083048</link>
         <description><![CDATA[<p>Já em terra e durante largos dias os portugueses e os escravos caminharam com dificuldades, tendo alguns deles desistido de continuar, outros devorados por leões e tigres e outros ainda mortos por cafres. Passados três meses, a caminhada continuava por mato e praias locais, alimentando-se os sobreviventes do que encontravam: frutos, ossos torrados, pele de cobra, mariscos ou peixes mortos. A caminho do norte um velho senhor recebeu-os bem e avisou para não avançarem sob pena de serem roubados e mortos por um rei vizinho. A pedido do velho senhor, alguns homens da companhia foram ao encontro do inimigo e roubaram-lhe todo gado. Seguiram caminho em busca do rio Lourenço Marques, que sem querer encontraram. O rio era constituído por três braços e de uma margem para outra, o capitão e os seus homens tiveram perto de afundar. Perto de encontrar o rio principal, com o capitão doente e com ajuda do rei amigo puderam alimentar-se e hidratar-se. Porém, foram os portugueses obrigados a largar as armas e a separar-se em pequenos grupos até á chegada de um outro navio. Desarmados, os cafres bateram, roubaram, despiram e entregaram os náufragos à sua sorte. Apenas Dona Leonor se defendeu da maldade dos cafres, tendo ela e um dos seus filhos morrido. Passado tudo isto sobreviveram cerca de oito portugueses, 14 escravos, e três escravas, que à passagem de um navio foram resgatados e chegaram são e salvos a Moçambique.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-12-12 21:38:54 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2823083048</guid>
      </item>
      <item>
         <title>3ªSemana (Página 23 a  30)</title>
         <author>a25543_</author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2834561612</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>A catástrofe da nau Santiago (1585)</strong></p><p>Em 1585 partiu de Lisboa a nau de nome Santiago, com 450 passageiros e com destino a India. Até ao Cabo da Boa Esperança, e sempre que o tempo estava bom, organizavam-se jogos, festas e atividades religiosas, teatros e dança. Após o Cabo da Boa Esperança, e numa noite escura, houve-se vários estrondos no fundo da nau, e logo vários e graves estragos levaram a que as pessoas tentassem salvaras suas almas, através de confissões aos padres que com eles viajavam. Já de manhã e julgando ter visto terra, puderam ver sim que eram apenas os destroços da nau a flutuar. Junto a um recife e a um baixio, saíram algumas jangadas com 19 pessoas que foram explorar a proximidade de terra, com a promessa ao Padre Manuel Pinto que voltariam em breve. As jangadas nunca mais voltaram, deixando para trás os náufragos e os que dentro das camaratas não sobreviveram, e os que, entretanto, perderam a vida procurando salvação. De entre dor, lágrimas e preces, apenas um escravo saltava de felicidade. Estava livre.</p><p>Três dias após o naufrágio, andava dinheiro pelos pés dos náufragos, e outro tanto ensacado pela nau. Da nau soltou-se um batel com alguns marinheiros, que, sem conserto, foi levado pelas águas até se acomodar num recife. Passaram fome e sede, dormindo na água por dentro ou fora do batel. O Padre Manuel Pinto e o contramestre preferiram o batel às jangadas, pedindo que fossem levados mantimentos para alimentar os marinheiros e armas. Alguns tentaram nadar até ao batel, mas foram-se afogando.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2023-12-27 12:42:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2834561612</guid>
      </item>
      <item>
         <title>4ªSemana (Página 31 a 51)</title>
         <author>a25543_</author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2837208965</link>
         <description><![CDATA[<p>As ordens eram para tentar pôr o batel a funcionar e ir à procura de terra. Os bens eram muitos no batel e jangadas. Mas nem todos podiam manter-se a bordo, e alguns teriam de ser mandados ao mar, entre eles fidalgos e pessoas de bem. Ao todo foram no batel cerca de cinquenta e sete tripulantes, tendo ao fim de vários dias avistado terra e ancorado o barco, apesar das ondas serem grandes e perigosas.</p><p>Já em terra foram apanhados por vários cafres que os despiram e os deixaram ao frio da noite, sem comida e água. De dia era o contrário, um calor de morrer. Os cafres levaram-nos até uma aldeia onde o chefe os recebeu e alimentou. Manteve-os presos e mesmo com várias tentativas de fuga, os cafres não os deixaram escapar. Através de um português tentaram o resgate de companheiros náufragos, mas sem sucesso. Mais tarde e através deste português e de um Xeque foram todos resgatados e sempre bem tratados. Porém, alguns já doentes vieram a falecer.</p><p>Com a ajuda de Mouros puderam alimentar-se e embarcar num pangaio para ir até Moçambique. Souberam, entretanto, que outros náufragos se salvaram. A viagem foi atribulada e com poucos mantimentos. Ondas grandes, preces constantes, noites sem dormir. Iam quase sempre atados à jangada tal não era a força do mar. A água acabou e alguns adoeceram ou faleceram à sede. A caminho do destino, e já sem água e comida, avistaram terra onde negros e portugueses os ajudaram. Mas logo, os negros os roubaram bem como os bens que traziam a bordo. Fracos e sem comida, caminharam pela praia em direção a Moçambique. Atravessando o rio para a outra margem, continuaram o seu caminho, comendo o que havia e já com o apoio de portugueses conseguiram chegar ao destino. Aqui, foram de joelhos em procissão agradecendo a Deus e a Nossa Senhora.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-01-02 22:22:13 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2837208965</guid>
      </item>
      <item>
         <title>5ªSemana (Página 53 a 74)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2840280925</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>A tragédia dos baixos de Pêro dos Banhos (1555)</strong></p><p>A 1 de abril de 1555 partiram em direção à India cinco naus: “Galega”, “S. Pedro”, “Assunção”, “S. Filipe” e a “Conceição”. A chegar às Canárias a “Galega” afastou-se das outras, e já perto do equador, a “Conceição” apanhou ventos contrários e pouco navegou. Em junho, avistou o Cabo da Boa Esperança. Fazia calor, e a viagem corria de vento em popa para todos, piloto incluído. De repente, e quando deram conta, era noite, estavam perdidos, o mar estava forte e a nau em perigo. Os tripulantes chamavam por N. Senhora e a Jesus, agarrando-se a qualquer coisa para não caírem. De manhã, e com bastantes estragos, deram a um baixio, para onde transportaram quantos conseguiram num pequeno batel. Os restantes ficaram a bordo da nau.</p><p>Passaram dias com frio, desamparados, com ondas e fortes correntes, dia e noite, com alguns mantimentos e a procurar, no pequeno batel, reconstruir forma para seguir caminho. Com a ajuda de carpinteiros, calafates e sapateiros, e madeira da nau que, entretanto, foi aparecendo, foram construindo um batel para navegar, mas o mar ia ao mesmo tempo desfazendo o seu trabalho. Os mantimentos e a água iam acabando. Pequenos botes foram construídos, e com alguns mantimentos alguns marinheiros fizeram-se ao mar, mas este era tão forte que rapidamente voltaram para trás. Na ilha, uns caçavam pássaros e outros cozinhavam-nos, e as noites eram passadas na procura de como se aquecerem. Praticamente não havia brigas e todos respeitavam quem comandava. Outros passavam o dia na água a proteger a nau das enormes ondas.</p><p>Passados 4 meses e sem mortes, já alucinavam à procura de velas de outros navios que os viessem salvar. Porém, um mês mais tarde e com doenças a aparecer, morreram 30 de uma vez. Os outros estavam fracos e sem forças para sepultar os colegas. A tormenta ia e vinha e dava para, quando ela acalmava, levar o bote ao mar e apanhar peixe, tartarugas e tubarões para alimentar os náufragos. Em terra e de dia, todos trabalhavam para reconstruir a nau. Assim que foi possível, colocaram-na no mar junto com mantimentos. Embarcaram apenas 20 e foram ao acaso. Entre dias e bons e dias maus, atracaram numa ilha mais à frente, esfomeados, fracos e sem condições de continuar. Alimentaram-se com peixe e tentaram uma ilha ali ao lado. Não viram ninguém e deu para fazer grandes refeições. Voltando para recolher os restantes que na ilha haviam ficado, apenas dois estavam vivos. Seguiram caminho com os que estavam, e já com a ajuda de negros, com mais ou menos dificuldades chegaram à India em janeiro de 1957.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-01-06 17:03:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2840280925</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Tempo de leitura</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2855667106</link>
         <description><![CDATA[<p>1ªsemana: 38 minutos</p><p>2ªsemana: 35 minutos</p><p>3ªsemana: 32 minutos</p><p>4ªsemana: 50 minutos</p><p>5ªsemana: 47 minutos</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2024-01-20 20:40:40 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/a25543_/tv5t8ph6q6cbozir/wish/2855667106</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
