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      <title>DESPARASITE JÁ! by Cecília Cetra</title>
      <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff</link>
      <description>Algumas informações sobre antiparasitários e anti-helmínticos.  </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-05-13 01:16:18 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-06-07 20:03:42 UTC</lastBuildDate>
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         <title>ALBENDAZOL</title>
         <author>cecicetra</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3447502046</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p><strong>INDICAÇÃO</strong></p><p>o albendazol é eficaz contra maioria dos nematódeos conhecidos. Sua aplicação primária é contra os cestoides, como cisticercose e hidatiose, esta causadas por estagios larvais de<em> Echinococcus granulosus</em>. Estudos mostram que o albendazol é eficaz no tratamento de infecções por <em>Ascaris lumbricoides</em>, <em>Enterobius vermicularis, Necator americanus, Ancylostoma duodenale, Trichuris trichiura, Strongyloides stercoralis, Taenia spp</em>. e <em>Hymenolepis nana</em>; de opistorquíase (<em>Opisthorchis viverrini</em>) e larva migrans cutânea; e de giardíase (<em>Giardia lamblia, G. duodenalis, G. intestinalis</em>)</p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 02:11:34 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>ALBENDAZOL</title>
         <author>cecicetra</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3447509361</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p><strong>MECANISMO DE AÇÃO</strong></p><p>atua inibindo a síntese de microtúbulos e a captação de de glicose em nematódeos. A inibição da síntese de microtúbulos desorganiza o citoesqueleto do verme, enquanto que a inibição da captação de glicose o deixará em déficit energético grave, resultando assim em sua morte.</p><p><br></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 02:14:57 UTC</pubDate>
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         <title>INDICAÇÕES CLÍNICAS DO ALBENDAZOL</title>
         <author>cecicetra</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3447534444</link>
         <description><![CDATA[<p>Como abordado no tópico "indicação", o albendazol é indicado para combater principalmente nematódeos e cestódeos, assim, é indicado clinicamente para as parasitoses causadas por eles, que são: </p><p>-<strong>Ascaridíase</strong> </p><p><strong>-Ancilostomíase</strong> </p><p><strong>-Estrongiloidíase</strong> </p><p><strong>-Tricuríase</strong></p><p><strong>-Enterobíase</strong> </p><p>-<strong>Himenolepíase</strong></p><p><strong>-Teníase</strong></p><p><strong>-Cisticercose</strong></p><p>Mas também é eficaz contra <strong>Giardíase </strong>(causada por um protozoário), <strong>infecção</strong> <strong>por Larva migrans cutânea</strong> e <strong>Hidatidose. </strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 02:26:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>EFEITOS ADVERSOS COMUNS</title>
         <author>cecicetra</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3448888664</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><p>Quando utilizado por 1 a 3 dias, o albendazol é praticamenteisento de efeitos colaterais significativos. Desconforto epigástrico leve e transitório, diarreia, cefaleia, náuseas, tontura, mal-estar e insônia podem ocorrer.</p></li><li><p> No uso em longo prazo para hidatidose, o albendazol é bem tolerado, mas pode provocar desconforto abdominal, cefaleias, febre, fadiga, alopecia, aumentos nas enzimas hepáticas e pancitopenia. <strong>As contagens sanguíneas e as provas de função hepáticadevem ser monitoradas durante a terapia em longo prazo.</strong> </p><p><br/></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 16:45:31 UTC</pubDate>
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         <title>IVERMECTINA</title>
         <author>gabrielamcolossi</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3448986127</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><em>INDICAÇÃO </em></strong></p><p>A ivermectina é eficaz contra diversos parasitas, especialmente:</p><ul><li><p>Nematódeos (vermes redondos):</p><ul><li><p><em>Strongyloides stercoralis</em> (estrongiloidíase)</p></li><li><p><em>Onchocerca volvulus</em> (oncocercose)</p></li><li><p><em>Wuchereria bancrofti</em> e <em>Brugia malayi</em> (filariose)</p></li><li><p><em>Ascaris lumbricoides</em> (lombriga)</p></li><li><p><em>Enterobius vermicularis</em> (oxiúros)</p></li></ul></li><li><p>Ectoparasitas:</p><ul><li><p><em>Sarcoptes scabiei</em> (sarna)</p></li><li><p><em>Pediculus humanus capitis</em> (piolhos)</p></li></ul></li></ul><p>É o fármaco preferencial na estrongiloidíase e na oncocercose e alternativo para várias outras infecções por helmintos, sendo a primeira linha no tratamento de muitas infecções filariais e <em>Larva Migrans cutânea</em>. Produz bons resultados contra a<em> Wuchereria Bancrofti</em>, causadora da elefantíase. Em dose única destrói microfilárias imaturas de <em>Onchocerca Volvulus</em>, reduzindo incidência de cegueira em até 80%. Além disso, mostra-se útil contra estrongiloidíase, pediculose, sarna e vermes redondos: nematoides comuns, <em>verme-chicote</em> e vermes chatos (tanto <em>Enterobius Vermicularis</em>, quanto <em>Strongyloides stercoralis</em>), não sendo ativa nos ancilóstomos. </p><p><br/></p><p><strong><em>MECANISMO DE AÇÃO</em></strong></p><p>A ivermectina é um agente semissintético derivado das avermectinas. Atua nos receptores de canais de cloro disparados por glutamato, ligando-se a esses canais presentes nas células nervosas e musculares de invertebrados. O influxo de cloreto aumenta e ocorre hiperpolarização, resultando na paralisia e morte do helminto. Também, considera-se o aumento da condutância ao Cl-, ou por ligar-se a receptores de GABA, ou novo local alostérico no receptor nicotínico da acetilcolina, levando ao aumento na transmissão e à paralisia motora. Isso aumenta a permeabilidade celular ao íon cloro, resultando em:</p><ul><li><p>Hiperpolarização da célula</p></li><li><p>Paralisia tônica e</p></li><li><p>Morte do parasita</p></li></ul><p>Importante: esses canais não existem nos humanos (ou estão protegidos pela barreira hematoencefálica), tornando o fármaco seletivo.</p><p><br/></p><p><strong><em>EFEITOS ADVERSOS</em></strong></p><p>Efeitos adversos comuns incluem erupções cutâneas e prurido. No caso do uso no tratamento de oncocercose, a morte das microfilárias pode causar a reação de Mazzotti (febre, cefaleia, tontura, sonolência e hipotensão) e a gravidade está relacionada à carga parasitária. Efeitos adversos incluem:</p><ul><li><p>Prurido (coceira)</p></li><li><p>Edema (especialmente em tratamentos de oncocercose)</p></li><li><p>Dor abdominal</p></li><li><p>Tontura, cefaleia</p></li><li><p>Náuseas</p></li><li><p>Fadiga</p></li></ul><p>Reação de Mazzotti: em tratamentos de oncocercose, pode ocorrer febre, dor muscular, linfadenopatia e erupção cutânea devido à morte massiva de microfilárias.</p><p><br/></p><p><strong><em>MECANISMO DE RESISTÊNCIA </em></strong></p><ul><li><p>Mutação nos canais de cloro glutamato-dependentes</p></li><li><p>Aumento da expressão de proteínas de efluxo (como P-glicoproteínas)</p></li><li><p>Resistência documentada principalmente em parasitas veterinários, como <em>Haemonchus contortus</em>, mas preocupações crescentes em uso humano, especialmente em escabiose. </p></li></ul><p><br/></p><p><strong><em>CURIOSIDADE CLÍNICA</em></strong></p><p>Durante a pandemia de COVID-19, a ivermectina ganhou notoriedade como um potencial antiviral. No entanto, ensaios clínicos rigorosos não demonstraram eficácia contra o SARS-CoV-2, e seu uso para esse fim não é recomendado por órgãos reguladores como a OMS, FDA e Anvisa.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 17:57:15 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA DO ALBENDAZOL </title>
         <author>cecicetra</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3448998763</link>
         <description><![CDATA[<p>O albendazol enfrenta alguns mecanismos de resistência, os principais são: </p><ul><li><p>Mutações no Gene da Beta-tubulina: Esse é o principal mecanismo de resistência ao albendazol. Envolve mutações no gene que codifica a beta tubulina isotipo 1, proteína alvo do fármaco. Essas mutações alteram a estrutura da beta tubulina, reduzindo a afinidade do albendazol e consequentemente sua afinidade. </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://journals.plos.org/plosone/article/file?id=10.1371%2Fjournal.pone.0224108&amp;type=printable&amp;utm_source=chatgpt.com">https://journals.plos.org/plosone/article/file?id=10.1371%2Fjournal.pone.0224108&amp;type=printable&amp;utm_source</a></p></li><li><p>Pressão seletiva por uso repetido: o uso frequente e repetido do albendazol, especialmente em programas de desparazitação em massa, pode exercer pressão seletiva sobre populações de parasitas favorecendo a sobrevivência e propagação de cepas resistentes. Isso tem sido observado em nematoides de ruminantes e é uma preocupação em parasitas humanos. </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30697644/">https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30697644/</a></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 18:07:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>NITAZOXANIDA</title>
         <author>gabrielamcolossi</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3449011873</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><em>INDICAÇÕES </em></strong></p><p>A nitazoxanida é um antiparasitário de amplo espectro, eficaz contra:</p><ul><li><p>Protozoários:</p><ul><li><p><em>Giardia lamblia</em> (giardíase)</p></li><li><p><em>Cryptosporidium parvum</em> (criptosporidíase)</p></li><li><p><em>Entamoeba histolytica</em> (amoebíase) – menor evidência</p></li></ul></li><li><p>Helmintos (vermes):</p><ul><li><p><em>Ascaris lumbricoides</em> (lombriga)</p></li><li><p><em>Trichuris trichiura</em> (tricuríase)</p></li><li><p><em>Ancylostoma duodenale</em> e <em>Necator americanus</em> (ancilostomíase)</p></li><li><p><em>Taenia spp.</em> (teníase) – alguma eficácia</p></li></ul></li><li><p>Outros:</p><ul><li><p>Vírus (atividade in vitro contra rotavírus, norovírus, hepatite C e até SARS-CoV-2 – sem recomendação clínica oficial)</p><p><br/></p></li></ul></li></ul><p>É um derivado do nitrotiazol aprovado para tratar giardíase (<em>Giardia lamblia)</em> e pode, também, ser usada contra a criptosporiodiose (causada pelo <em>Cryptosporidium parvum</em>). Parece ter atividade contra cepas de protozoários resistentes ao metronidazol, se diferenciando desse por parecer livre de efeitos mutagênicos. Outros organismos como <em>Entamoeba histolytica, Helicobacter pylori, Ascaris lumbricoides, diversas tênias e Fasciola hepatica</em> podem ser suscetíveis à nitazoxanida. Assim, apresenta indicação de uso nas seguintes situações:</p><ul><li><p>Giardíase</p></li><li><p>Criptosporidíase (inclusive em pacientes imunocomprometidos)</p></li><li><p>Amebíase intestinal leve</p></li><li><p>Estrongiloidíase, ascaridíase e tricurose</p></li><li><p>Infecções intestinais mistas em crianças</p></li><li><p>Em alguns países, é usada como opção em diarreia aguda infecciosa de causa incerta</p></li></ul><p><strong><em>MECANISMO DE AÇÃO </em></strong></p><p>O pró-fármaco nitrotiazolil-salicilamida é rapidamente absorvido e convertido em tizoxanida (metabólito ativo) e seus conjugados. O metabólito ativo inibe a via da piruvato-ferredoxina-oxidorredutase. A nitazoxanida interfere na enzima piruvato ferredoxina oxidoredutase (PFOR), essencial para o metabolismo anaeróbico dos parasitas. Essa enzima está envolvida na conversão de piruvato em acetil-CoA. Isso leva à inibição da cadeia respiratória do parasita e, por consequência, à sua morte.</p><p><br/></p><p><strong><em>EFEITOS ADVERSOS </em></strong></p><ul><li><p>Dor abdominal</p></li><li><p>Náuseas e vômitos</p></li><li><p>Diarreia</p></li><li><p>Cefaleia</p></li><li><p>Urina de coloração verde-amarelada (efeito benigno e reversível)</p><p><br/></p></li></ul><p><strong><em>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA </em></strong></p><p>A resistência não é comum, mas pode ocorrer por:</p><ul><li><p>Mutação ou redução da atividade da PFOR</p></li><li><p>Alterações no transporte da droga ou sua ativação metabólica</p></li></ul><p>*Mais estudada em isolados laboratoriais de <em>Giardia lamblia</em> e <em>Cryptosporidium</em>.</p><p><br/></p><p><strong><em>CURIOSIDADE CLÍNICA </em></strong></p><p>A nitazoxanida foi considerada como possível antiviral durante a pandemia de COVID-19. Estudos iniciais mostraram inibição do SARS-CoV-2 in vitro, mas ensaios clínicos não comprovaram benefício clínico significativo, e ela não é indicada para COVID-19.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-13 18:16:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>METRONIDAZOL</title>
         <author>gabrielamcolossi</author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3450491222</link>
         <description><![CDATA[<p><strong><em>INDICAÇÕES</em></strong></p><p>O metronidazol é eficaz principalmente contra protozoários anaeróbios e bactérias anaeróbias. Seus principais alvos parasitários são:</p><ul><li><p>Protozoários:</p><ul><li><p><em>Entamoeba histolytica</em> (amebíase)</p></li><li><p><em>Giardia lamblia</em> (giardíase)</p></li><li><p><em>Trichomonas vaginalis</em> (tricomoníase)</p></li></ul></li><li><p>Bactérias anaeróbias (off-topic, mas importante clinicamente):</p><ul><li><p><em>Clostridium difficile</em> (colite pseudomembranosa)</p></li><li><p><em>Bacteroides fragilis</em>, entre outros</p></li></ul></li></ul><p>O metronidazol, um nitroimidazol, é o medicamento preferencial para o tratamento de amebíase extraintestinal, matando os trofozoítos, mas não os cistos de Entamoeba histolytica, erradicando efetivamente as infecções teciduais intestinais e extraintestinais. Possui indicação de uso em casos de:</p><ul><li><p>Amebíase intestinal e hepática</p></li><li><p>Giardíase</p></li><li><p>Tricomoníase urogenital</p></li><li><p>Infecções por bactérias anaeróbias (abscessos, colite pseudomembranosa, infecções dentárias)</p></li><li><p>Infecções ginecológicas e intra-abdominais (em esquemas combinados)</p></li><li><p>H. pylori (em esquemas para erradicação)</p><p><br/></p></li></ul><p><strong><em>MECANISMO DE AÇÃO</em></strong></p><p>é rapidamente absorvido e permeia todos os tecidos por difusão simples, sendo excretado na urina. A depuração plasmática é reduzida em pacientes com função hepático comprometida. O metronidazol é um pró-fármaco que precisa ser ativado no ambiente anaeróbio.</p><p>Dentro do parasita ou bactéria anaeróbia, o metronidazol é reduzido por enzimas redutoras, como a ferredoxina. Isso gera metabólitos reativos (radicais livres nitrogenados). Esses radicais causam quebra do DNA, inibição da síntese de ácidos nucleicos e morte celular, sendo, assim, responsáveis pela atividade antimicrobiana. Por isso, o metronidazol é ineficaz contra organismos aeróbios.</p><p><br/></p><p><strong><em>EFEITOS ADVERSOS</em></strong></p><ul><li><p>Náuseas, gosto metálico</p></li><li><p>Dor abdominal, diarreia</p></li><li><p>Cefaleia, tontura</p></li><li><p>Urina escurecida (inofensiva)</p></li><li><p>Reação tipo dissulfiram (efeito antabuse) com álcool: vômitos, rubor, taquicardia</p></li><li><p>Xerostomia</p></li><li><p>Uso prolongado pode causar neuropatia periférica (raro)</p></li><li><p>Vômitos, diarreia, insônia, fraqueza, tontura, monilíase oral, exantema, disúria, urina escurecida, vertigem, parestesias e neutropenia são efeitos adversos pouco frequentes</p></li></ul><p>A administração do fármaco com as refeições diminui a irritação gastrintestinal. Pancreatite e toxicidade grave no SNC (ataxia, encefalopatia, convulsões) são raras. Tem efeito semelhante ao dissulfiram, sendo possível haver náuseas e vômitos se o paciente consumir bebidas alcoólicas durante o tratamento. Deve ser usado com cautela em pacientes com doença do SNC. Em administração IV, raramente podem ocorrer convulsões ou neuropatia periférica. O metronidazol potencializa o efeito de anticoagulantes do tipo cumarina. A fenitoína e o fenobarbital podem acelerar a eliminação do fármaco, ao passo que a cimetidina pode diminuir a depuração plasmática. Quando usado com lítio, pode ocorrer intoxicação. O metronidazol e seus metabólitos são mutagênicos em bactérias. A administração crônica de grandes doses é tumorigênica em camundongos. Os dados sobre teratogenicidade são inconsistentes, sendo melhor evitar o uso em gestantes ou nutrizes.</p><p><br/></p><p><strong><em>MECANISMOS DE RESISTÊNCIA </em></strong></p><ul><li><p>Redução da ativação do pró-fármaco por mutações nas enzimas redutoras (ex: ferredoxina).</p></li><li><p>Expressão aumentada de mecanismos de reparo de DNA.</p></li><li><p>Resistência descrita em <em>Trichomonas vaginalis</em> e <em>Helicobacter pylori</em>.</p><p><br/></p></li></ul><p><strong><em>CURIOSIDADE CLÍNICA</em></strong></p><p>O metronidazol é uma das poucas medicações eficazes contra <em>Trichomonas vaginalis</em>, sendo necessário tratar ambos os parceiros sexuais para evitar reinfecção. Também é usado no esquema de erradicação de <em>H. pylori</em>, em combinação com claritromicina e inibidores de bomba de prótons.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-14 12:29:36 UTC</pubDate>
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         <title>CURIOSIDADE CLÍNICA SOBRE O ALBENDAZOL </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/cecicetra/parasitoff/wish/3450819879</link>
         <description><![CDATA[<p>Algumas pesquisas têm investigado que além de sua ação anti parasitária, o albendazol pode possuir um potencial como agente antitumoral. Estudos indicam que o albendazol pode induzir estresse oxidativo, danos ao DNA e morte celular por apoptose em células tumorais, sugerindo sua possível aplicação no tratamento de certos tipos de câncer, como os de fígado, cérebro e colorretal. </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190684?utm_source=chatgpt.com">https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/190684?utm_source=chatgpt.com</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-05-14 16:02:04 UTC</pubDate>
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