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      <title>Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) by Maiara Molinos Brizolla</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-03-25 21:31:25 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>maiaramolinos</author>
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         <description><![CDATA[<div>O transtorno afetivo bipolar (TAB) é um transtorno de humor caracterizado pela alternância de episódios de depressão, mania ou hipomania. É uma doença crônica que acarreta grande sofrimento, afetando negativamente a vida dos doentes em diversas áreas, em especial no trabalho, no lazer e nos relacionamentos interpessoais. O TAB resulta em prejuízo significativo e impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. Indivíduos com TAB também demonstram aumentos significativos na utilização de serviços de saúde ao longo da vida se comparados a pessoas sem outras doenças psiquiátricas. A síndrome maníaca é um componente fundamental para o diagnóstico do TAB. Suas principais características são: exaltação do humor, aceleração do pensamento com fuga de ideias e aumento da atividade motora. Características associadas a essas são: aumento de energia (com diminuição da necessidade de sono), pressão de fala e taquilalia, irritabilidade, paranoia, hipersexualidade e impulsividade. A intensidade, o tipo e a cronicidade desses sintomas determinam a subdivisão do diagnóstico entre mania ou hipomania. Na hipomania, as alterações são mais moderadas e podem ou não resultar em sérios problemas para o indivíduo. Em episódios mais intensos, no entanto, elas comprometem profundamente a vida dos pacientes e de suas famílias. Os episódios depressivos do TAB, em contraste direto com os episódios de mania, são geralmente caracterizados por uma lentificação ou diminuição de quase todos os aspectos de emoção e comportamento: velocidade de pensamento e fala, energia, sexualidade e capacidade de sentir prazer. Assim como nos episódios maníacos, a gravidade pode variar consideravelmente – de uma discreta lentificação física e mental, com quase nenhuma distorção cognitiva ou perceptiva, até quadros graves, com delírios e alucinações. A depressão associada ao TAB em nada se diferencia quanto à sintomatologia em relação a outros quadros depressivos. É a história prévia de um episódio maníaco ou hipomaníaco ao longo da vida que define o quadro depressivo como depressão bipolar. Enquanto a característica definidora do TAB do tipo I é o episódio maníaco, podendo ou não haver episódios depressivos, o TAB do tipo II é caracterizado por pelo menos um episódio depressivo associado a um episódio de hipomania. Uma das razões para a dificuldade em se diagnosticar o TAB é o fato de que a ocorrência de sintomas depressivos é maior do que a de sintomas maníacos ou hipomaníacos durante o curso da doença, que frequentemente tem início com um episódio depressivo. Além disso, os pacientes tendem a buscar tratamento para sintomas depressivos com maior frequência do que para sintomas maníacos ou hipomaníacos, que muitas vezes não são prontamente reconhecidos. O TAB é a quarta maior causa de prejuízo funcional entre os transtornos neuropsiquiátricos, sendo superado apenas por depressões unipolares, transtornos associados ao uso de álcool e a esquizofrenia. É responsável por 7% do total de anos de vida perdidos ajustados por incapacidades relacionadas a doenças neuropsiquiátricas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Estimativas de prevalência do TAB são consistentes em diferentes culturas e grupos étnicos, variando entre 0,4% e 1,6% em adultos. Estimativas mais recentes, que incluem o espectro mais amplo da doença, sugerem prevalências entre 4% e 5% da população geral, em estudos realizados nos Estados Unidos e nos Países Baixos. No Brasil, um estudo realizado em São Paulo e publicado em 2005 encontrou uma prevalência ao longo da vida de 0,9%. Uma meta-análise publicada em 2015, que inclui 25 estudos de diferentes países, indica uma prevalência ao longo da vida de 1,06% para o TAB do tipo I. Existe um risco consideravelmente aumentado de suicídio entre pessoas com TAB: é de 15 a 20 vezes maior do que aquele da população geral, sendo que de 25% a 60% dos pacientes tentam suicídio pelo menos uma vez na vida, e de 4% a 19% morrem por suicídio. O tratamento de manutenção em longo prazo reduz o risco de suicídio nesses pacientes, o que também justifica a importância do tratamento. A idade média de surgimento do TAB encontra-se entre 17 e 21 anos, emergindo, portanto, nos anos formativos da vida de um indivíduo, o que causa impacto em seu desenvolvimento cognitivo e emocional e leva a dificuldades interpessoais, educacionais e financeiras, que podem ter repercussões para a vida toda. O foco do tratamento deve, portanto, envolver essas questões e procurar atingir melhorias em curto e longo prazo, a fim de diminuir o impacto da doença. Diferentemente do que se acreditava décadas atrás, pacientes com TAB apresentam um prejuízo cognitivo não apenas em episódios de mania ou de depressão, mas também durante os períodos de eutimia (humor normal, adequado às circunstâncias ambientais). Devido às características de cronicidade e recorrência, evidências indicam que o TAB está associado a uma progressiva deterioração funcional e cognitiva, sendo possível diferenciar estágios precoces e tardios do transtorno. Nesse sentido, fatores relacionados a um prognóstico pior seriam: maior número de estressores vitais (traumas, perdas, estresse grave), maior número de episódios de alterações de humor, maior uso de substâncias psicoativas, atraso do início do tratamento específico, pior adesão ao tratamento e maior número de comorbidades clínicas e psiquiátricas. A identificação precoce do transtorno e o encaminhamento ágil e adequado para o atendimento especializado dão à atenção básica um caráter essencial para um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) não classifica o TAB da mesma forma que o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que é o sistema diagnóstico mais atual e mais utilizado. Apesar das altas prevalências e da relevância clínica do TAB do tipo II e dos demais transtornos relacionados, a evidência clínica específica para o seu tratamento ainda é limitada. Devido à maior disponibilidade de evidência clínica relacionada ao tratamento do TAB do tipo I, o presente Protocolo contempla apenas esse diagnóstico e tratamento.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-25 21:35:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>maiaramolinos</author>
         <link>https://padlet.com/maiaramolinos/top9f9v3i23u8lai/wish/2531482763</link>
         <description><![CDATA[<div>O transtorno afetivo bipolar é caracterizado por episódios com variação entre estados de humor elevado (mania) e estados de humor deprimido (depressão). Os sintomas podem incluir:<br><br></div><div>- Mania: aumento de energia, euforia, autoestima elevada, irritabilidade, hiperatividade, insônia, comportamento impulsivo, fala rápida e agitação.<br><br></div><div>- Depressão: tristeza profunda, desânimo, falta de energia, isolamento social, pensamentos pessimistas, choro frequente, falta de apetite e dificuldade para dormir.<br><br></div><div>- Fase mista: combinação dos sintomas de mania e depressão, resultando em comportamentos impulsivos e de risco associados a sentimentos de tristeza e ansiedade.&nbsp;<br><br></div><div>A frequência e intensidade dos episódios podem variar, e algumas pessoas com transtorno afetivo bipolar podem passar longos períodos sem apresentar sintomas. É importante buscar ajuda médica e psicológica para o diagnóstico e tratamento adequados.<br><br></div><div>Quando os episódios de mania e depressão se alternam, a doença é definida como transtorno bipolar primário ou do tipo 1. No entanto, quando há alternância entre hipomania e depressão, o transtorno é conhecido como bipolar secundário ou tipo 2.<br><br></div><div>Na psiquiatria, só há um tipo de Transtorno Afetivo Bipolar, porém ele pode ter episódios de mania, depressão ou um estado misto.&nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>Alguns ambulatórios e faculdades utilizam o sistema de classificação mais pormenorizado, onde eles dividem em diversos tipos de Transtorno Afetivo Bipolar. Isso não é a classificação diagnóstica habitual, sendo mais regional e específica.&nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>O que sabemos sobre essa classificação é que é dividida em<strong> tipo 1, tipo 2 e tipo 3.&nbsp;<br></strong><br></div><div>O <strong>tipo 1</strong> é aquele que o paciente apresenta episódios de mania e como muitos sintomas expressivos e psicóticos (desconexos da realidade). &nbsp;<br><br></div><div>No <strong>tipo 2</strong>, o paciente apresenta episódios baixos ou moderados de mania, que não geram grandes alterações na vida da pessoa. &nbsp;<br><br></div><div>Já o <strong>tipo 3</strong>, são episódios de mania causados por medicação.&nbsp; &nbsp;<br><br></div><div>Nesta classificação, o mais grave é o tipo 1. Já na classificação utilizada na psiquiatria, podemos dizer que o mais grave seria o episódio de mania com sintomas psicóticos ou o episódio depressivo com sintomas psicóticos (desconexos da realidade).&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-25 21:36:03 UTC</pubDate>
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         <title>Para diagnosticar a doença, é necessário realizar uma investigação médica através da anamnese de exame psíquico, que é usado para tentar identificar a condição logo no início, avaliando se há realmente no histórico dessa pessoa a presença de um evento de mania. Se for confirmado, determina que as alterações são tanto para o lado da depressão quanto para o lado da elação (elevação/mania), diagnosticando a bipolaridade. O diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra, requer uma boa anamnese, uma história clínica bem detalhada e exame psíquico também muito detalhado. Além de alguns exames clínicos laboratoriais, como exame de sangue, e de imagem para afastar outras patologias que poderiam gerar dúvidas.   Para uma pessoa leiga, o que pode chamar atenção é a alternância entre períodos de sintomas depressivos e períodos de impulsividade, com muitos desejos sexuais, gastos excessivos e necessidade de sono reduzida. </title>
         <author>maiaramolinos</author>
         <link>https://padlet.com/maiaramolinos/top9f9v3i23u8lai/wish/2531482852</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2023-03-25 21:36:28 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>maiaramolinos</author>
         <link>https://padlet.com/maiaramolinos/top9f9v3i23u8lai/wish/2531483819</link>
         <description><![CDATA[<div>O TAB é uma doença crônica caracterizada por episódios de agudização e períodos de remissão. De forma geral, seu tratamento requer um planejamento de longo prazo. No entanto, antes de se estabelecer uma conduta de longo prazo, o primeiro passo é o tratamento medicamentoso de um episódio agudo (maníaco ou depressivo), com o objetivo de se atingir a remissão dos sintomas de humor. O segundo passo envolve o tratamento de manutenção, com a finalidade de prevenir a recorrência de novos episódios. A farmacoterapia ainda é a principal modalidade terapêutica. Porém, uma boa aliança terapêutica, com a formação do vínculo equipe de saúde-paciente, é essencial para manter o paciente engajado no tratamento, evitando um dos principais fatores de deterioração, que é o abandono do tratamento. De forma geral, abordagens psicológicas são baseadas na evidência de que estressores psicossociais estão associados com recorrência e piora sintomática. Existe evidência clínica significativa de eficácia e segurança para o uso da eletroconvulsoterapia (ECT) no tratamento do TAB, porém sem base em estudos comparativos.&nbsp;<br>Principais fármacos utilizados no tratamento de TAB.<br>LÍTIO&nbsp;<br>ÁCIDO VALPROICO&nbsp;<br>CARBAMAZEPINA&nbsp;<br>LAMOTRIGINA&nbsp;<br>RISPERIDONA&nbsp;<br>QUETIAPINA&nbsp;<br>OLANZAPINA&nbsp;<br>CLOZAPINA&nbsp;<br>HALOPERIDOL&nbsp;<br>FLUOXETINA&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-03-25 21:39:38 UTC</pubDate>
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