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      <title>Análise de um poema de Luís de Camões - “Perdigão perdeu a pena” by Aluno Lívia Queiroz de Barros</title>
      <link>https://padlet.com/a124729/Bookmarks</link>
      <description>Padlet feito por: Lívia Barros, Maria Beatriz Montez, João Aidos, João Jacinto e Inês Centeio </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-14 15:17:43 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-10-29 20:45:09 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Perdigão perdeu a pena</title>
         <author>a124729</author>
         <link>https://padlet.com/a124729/Bookmarks/wish/2183994078</link>
         <description><![CDATA[<div>Perdigão perdeu a pena<br>Não há mal que lhe não venha.<br><br></div><div>Perdigão que o pensamento<br>Subiu a um alto lugar,<br>Perde a pena do voar,<br>Ganha a pena do tormento.<br>Não tem no ar nem no vento<br>Asas com que se sustenha:<br>Não há mal que lhe não venha.<br><br></div><div>Quis voar a u~a alta torre,<br>Mas achou-se desasado;<br>E, vendo-se depenado,<br>De puro penado morre.<br>Se a queixumes se socorre,<br>Lança no fogo mais lenha:<br>Não há mal que lhe não venha.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 17:26:31 UTC</pubDate>
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         <title>Poema- estrutura externa</title>
         <author>a124729</author>
         <link>https://padlet.com/a124729/Bookmarks/wish/2184899759</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;→ A composição poética é um <strong>vilancete </strong>que se insere na corrente tradicional, com um mote de dois versos e voltas de sete versos (sétimas). <br><br>&nbsp;→ Quanto à <strong>métrica </strong>os versos são em redondilha maior, como comprova a escansão do verso: "Perdigão que o pensamento". <br><br>&nbsp;→ O<strong> esquema rimático</strong> é aa/bcc/bbaa/deeddaa. No mote a rima é emparelhada, e ao longo das voltas a rima é emparelhada no a, c, e; e interpolada no b, e, d.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-16 00:43:33 UTC</pubDate>
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         <title>Poema - estrutura interna</title>
         <author>a124729</author>
         <link>https://padlet.com/a124729/Bookmarks/wish/2184914446</link>
         <description><![CDATA[<div>→ O <strong>tema</strong> deste poema é a <strong>ambição</strong>. Esta é castigada quando o Perdigão, no seu objetivo de voar "em alto lugar", perde as penas e "ganha a pena do tormento". Em seguida, quis "voar a uma alta torre", mas perdeu as asas, acabando por morrer. <br><br>→ Asas e penas aparecem como <strong>merónimos</strong> da palavra "ave" e partes essenciais para satisfazer o seu objetivo de voar. <br><br>→ O sujeito poético evidencia, pela sua <strong>repetição</strong>, o verso "não há mal que o não venha" para realçar o facto deque tudo o que é mau afeta o Perdigão.<br><br>→ Em relação aos<strong> recursos expressivos</strong>, temos o trocadilho com a palavra "pena". No verso 1, é utilizada no seu sentido literal, enquanto que no verso 5 significa castigo ("ganha a pena do formento").<br><br>→ Se encararmos o Perdigão como metáfora do sujeito poético, a palavra "pena poderá ainda adquirir o significado de objeto de escrita, considerando-se, assim, o sujeito poético o mais infeliz dos homens, dado que "não há mal que lhe não venha".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-16 00:59:35 UTC</pubDate>
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