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      <title>Inspirações para uma educação antissexista by Lilian LAbbate Kelian</title>
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      <description></description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-10-03 14:52:36 UTC</pubDate>
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         <title>Na prática!                                                               Planos de aula: Igualdade de Gênero na Educação Básica</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2732550407</link>
         <description><![CDATA[<div>Resultado do Edital "Igualdade de Gênero na Educação Básica" realizado pela Ação Educativa com apoio do Fundo Malala, o banco de planos de aula é uma construção coletiva, que tem contribuições de docentes, pesquisadoras/es e coletivos de vários lugares do Brasil. Aqui você encontra materiais que vão da Educação Infantil ao Ensino Médio. Todo o conteúdo pode ser baixado gratuitamente e é livre para ser reinventado e adaptado nas salas de aula.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-04 17:57:45 UTC</pubDate>
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         <title>Construção social e poder</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2732604136</link>
         <description><![CDATA[<div>Gênero é um <strong>"</strong><em>elemento constitutivo de relações sociais fundadas sobre as diferenças percebidas entre os sexos (e como) um primeiro modo de dar significado às relações de poder"</em>. (SCOTT, 1995, p.14).<br><br>No célebre ensaio "Gênero: uma categoria útil de análise histórica" Joan Scott afirma que gênero é uma construção social que se desdobra em relações de poder. Ressaltando o caráter social, histórico e político do conceito, a autora contribui para que não seja mais possível entender as diferenças de gênero baseadas em determinismos biológicos, usados para naturalizar desigualdades.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-04 18:33:58 UTC</pubDate>
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         <title>Desigualdades sobrepostas</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2734595208</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>“</strong><em>Minha experiência de vida me mostrou que as duas questões eram inseparáveis, que, no momento do meu nascimento, dois fatores determinaram meu destino, o fato de eu ter nascido negra e o fato de eu ter nascido mulher</em>” (hooks, 2020, p.35).<br><br>No livro "E eu não sou uma mulher? mulheres negras e feminismo" bell hooks chama a atenção para um aspecto importante: para compreender as estruturas e símbolos que operam na produção das desigualdades, é preciso reconhecer a inter-relação entre gênero, raça, classe social, entre outros marcadores sociais das diferenças. Patrícia Hill Collins, outra autora feminista negra, localiza o fenômeno da interseccionalidade como <strong>um sistema de múltiplas opressões em um determinado contexto histórico. </strong>Por exemplo, uma mulher negra pode sofrer discrminação de gênero, de raça, e outras formas de opressão relacionadas a sua orientação sexual, classe social, ou mesmo capacidades físicas. Assim, podemos afirmar que a intersecção entre classe, raça e gênero marca determinados grupos, especialmente a vida das mulheres negras.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-05 21:31:39 UTC</pubDate>
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         <title>Sem a mulher negra a economia para</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
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         <description><![CDATA[<div>Conheça o infográfico produzido pelo Lab Think Olga que mostra como a imensa contribuição das mulheres negras ao longo da história é o que sustenta a nossa economia&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://lab.thinkolga.com/sem-a-mulher-negra-a-economia-para/" />
         <pubDate>2023-10-05 21:41:27 UTC</pubDate>
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         <title>Educação e transfeminismos</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
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         <description><![CDATA[<p><em>"Foi do interesse dos movimentos sociais revisitar uma história em comum com o propósito de repensar os processos pedagógicos a partir dos quais elas/es foram construídas/os como pessoas indesejáveis na/para a sala de aula. ‘Indesejáveis’ não só no sentido de a presença física não ser bem-vinda, mas também porque trazem consigo outras possibilidades educativas, que confrontam diretamente as pedagogias dominadoras/subalternizantes pelas quais foram desumanizadas/os"</em><strong><em><mark><br></mark></em></strong>&nbsp;</p><p>Em matéria do Portal do Cenpec, a autora, afrotransfeminista, Maria Clara Araújo dos Passos fala sobre a importância de ouvir as demandas da comunidade transexual e pensar práticas pedagógicas decoloniais que garantam uma educação democrática e inclusiva.&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-05 21:49:26 UTC</pubDate>
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         <title>Ofensiva antigênero nas escolas</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2734675120</link>
         <description><![CDATA[<div>Conheça o "Professores contra o Escola sem Partido": <em>Observatório da censura na educação. Nos organizamos e produzimos conhecimento para defender as liberdades de aprender e de ensinar. https://www.instagram.com/profscontraoesp/<br>&nbsp;</em><br>Saiba mais sobre o movimento ultraconservador na educação no livro <em>"</em>Gênero e Educação: ofensivas reacionárias, resistências democráticas e anúncios pelo direito humano à educação". Confira alguns trechos a seguir: <br><br><em>"Não é por acaso que a educação se tornou um alvo preferencial da atuação dos setores ultraconservadores. Eles temem a potência transformadora de uma educação acolhedora e pautada no pensamento crítico.</em> "<br><br>"<em>No centro dessa ofensiva reacionária, a noção falaciosa da ideologia de gênero foi mobilizada como plataforma discursiva da extrema-direita não somente para atacar a política educacional, mas a própria democracia e as políticas de enfrentamento das desigualdades." &nbsp;</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-05 23:48:19 UTC</pubDate>
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         <title>Fronteiras entre gênero e sexo?</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2734682307</link>
         <description><![CDATA[<div>Autoras como Judith Butler e Anne Fausto-Stterling questionam a distinção entre gênero como categoria social e sexo como atributo físico, articulando biologia e ciências sociais e evidenciando a própria natureza social do conhecimento biológico sobre a sexualidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-05 23:58:24 UTC</pubDate>
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         <title>Gênero - A história de um conceito</title>
         <author>juliana_goncalves</author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2734686315</link>
         <description><![CDATA[<div>A discussão sobre gênero nasce no contexto das reivindicações por direitos sociais e a linha do tempo com os marcos da luta feminista é caracterizada por avanços e permanências, além do enfrentamento de variadas formas de opressão e marginalização. A “primeira onda do feminismo” ocorreu no início do século 20 - com as sufragistas que buscavam direitos iguais, dentre eles o direito ao voto. No texto "Gênero: a história de um conceito" a antropóloga Adriana Piscitelli remonta a trajetória desse conceito.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-06 00:03:50 UTC</pubDate>
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         <title>Limiar (documentário de Coraci Ruiz, 2020)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>A cineasta Coraci Ruiz acompanha a transição de gênero de seu filho adolescente, abordando os conflitos, questionamentos e sentimentos envolvidos na busca por ser quem se é.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=54msc18xQ7w" />
         <pubDate>2023-10-06 12:54:36 UTC</pubDate>
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         <title>Minha vida em cor de rosa/Ma vie en rose (Alain Berliner, 1997)</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Durante um churrasco entre vizinhos, Ludovic, 7 anos, escandaliza todos ao aparecer vestido como menina. É uma situação embaraçosa para os pais, novos naquele condomínio chique ao qual querem se integrar. Enquanto Ludovic continua a viver como menina, seus pais custam a aceitar a diferença.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-06 13:05:08 UTC</pubDate>
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         <title>Gênero, sexualidade e docência</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2738251159</link>
         <description><![CDATA[<div>A docência ainda é uma profissão dominada por mulheres. Mas a presença de diversidade entre as(os) professoras(es) se faz cada vez mais necessária.<br><br>"É<strong><mark> muito positivo que tenhamos homens na educação infantil – até porque também é importante que o homem assuma esse papel do cuidar e que a ele seja dada essa função como profissional</mark></strong><strong>. As famílias têm essa visão de que o papel do cuidar, do educar deve ser ligado ao feminino, a uma mulher. Além disso, há uma preocupação com o perigo que um homem pode trazer nesse espaço das crianças, numa visão sexualizada”.&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>Marcos Rodrigo da Rosa</strong>, diretor da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Francisca Júlia da Silva&nbsp;</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.cenpec.org.br/noticias/genero-sexualidade-e-docencia" />
         <pubDate>2023-10-09 14:17:27 UTC</pubDate>
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         <title>Patricia Hill Colins e a Interseccionalidade</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2762824072</link>
         <description><![CDATA[<p>De acordo com a autora, a teoria social da interseccionalidade tem como objeto a intersecção dos sistema de poder e  como objetivo a transformação destas realidades.</p><p><br></p><p>"A interseccionalidade passou a ter relevância e grande aceitação no século XX, durante um período de imensas mudanças sociais" (...) O que mudou foi ter surgido um novo modo de olhar para as desigualdades sociais e para possibilidades de mudanças sociais. Enxergar  os problemas sociais causados pelo colonialismo, pelo racismo, pelo sexismo e pelo nacionalismo como interconectado conferiu uma nova perspectiva às possibilidades de mudança social."   (p.14)</p><p><br></p><p>COLLINS, Patricia Hill. Bem mais que ideias. A interseccionalidade como teoria social crítica. São Paulo: Boitempo, 2022.</p><p><br></p><p> </p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-25 12:40:45 UTC</pubDate>
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         <title>Triste, Louca ou Má (Francisco EL Hombre)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2762874183</link>
         <description><![CDATA[<p>Triste, louca ou má </p><p>Triste, louca ou má</p><p>será qualificada</p><p>ela quem recusar</p><p>seguir receita tal</p><p><br></p><p>a receita cultural</p><p>do marido, da família.</p><p>cuida, cuida da rotina</p><p><br></p><p>só mesmo rejeita</p><p>bem conhecida receita</p><p>quem não sem dores</p><p>aceita que tudo deve mudar</p><p><br></p><p>que um homem não te define</p><p>sua casa não te define</p><p>sua carne não te define</p><p>você é seu próprio lar</p><p><br></p><p>que um homem não te define</p><p>sua casa não te define</p><p>sua carne não te define</p><p><br></p><p>ela desatinou</p><p>desatou nós</p><p>vai viver só</p><p><br></p><p>eu não me vejo na palavra</p><p>fêmea: alvo de caça</p><p>conformada vítima</p><p><br></p><p>Prefiro queimar o mapa</p><p>traçar de novo a estrada</p><p>Ver cores nas cinzas</p><p>E a vida reinventar.</p><p><br></p><p>e um homem não me define</p><p>minha casa não me define</p><p>minha carne não me define</p><p>eu sou meu próprio lar</p><p><br></p><p>ela desatinou</p><p>desatou nós</p><p>vai viver só<br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-25 13:13:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Donna Haraway e o verbete &quot;Gênero&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2762907654</link>
         <description><![CDATA[<p>"Apesar de importantes diferenças, todos os significados modernos de gênero se enraízam na observação de Simone de Beauvoir de que 'não se nasce mulher' e nas condições sociais do pós-guerra que possibilitaram a construção das mulheres como um coletivo histórico, sujeito-em-processo. Gênero é um conceito desenvolvido para contestar a naturalização da diferença sexual em múltiplas arenas de luta. A teoria e a prática feminista em torno de gênero buscam explicar e transformar sistemas históricos de diferença sexual nos quais “homens” e “mulheres” são socialmente constituídos e posicionados em relações de hierarquia e antagonismo". (211-212) </p><p>"A recusa em tornar-se ou permanecer homem ou mulher marcado/a pelo gênero é, então, uma insistência eminentemente política em sair do pesadelo da muito-real narrativa imaginária de sexo e raça. Finalmente, e ironicamente, o poder político e explicativo da categoria “social” de gênero depende da historicização das categorias de sexo, carne, corpo, biologia, raça e natureza, de tal maneira que as oposições binárias, universalizantes, que geraram o conceito de sistema de sexo/gênero num momento e num lugar particular na teoria feminista sejam implodidas em teorias da corporificação articuladas, diferenciadas, responsáveis, localizadas e com consequências, nas quais a natureza não mais seja imaginada e representada como recurso para a cultura ou o sexo para o gênero.</p><p>Aqui está minha alocação para uma intersecção utópica das teorias feministas de gênero, heterogêneas, multiculturais, 'ocidentais' (de cor, branca, europeia, americana, asiática, africana, do Pacífico), que foram chocadas na estranha irmandade com dualismos binários herdados, contraditórios, hostis, frutíferos." (246) </p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.scielo.br/j/cpa/a/cVkRgkCBftnpY7qgHmzYCgd/?format=pdf&amp;lang=pt">https://www.scielo.br/j/cpa/a/cVkRgkCBftnpY7qgHmzYCgd/?format=pdf&amp;lang=pt</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-25 13:33:20 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Guacira Lopes Louro e a &quot;Pedagogia Queer&quot;</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/lilianlkelian/tnb9hzguq7yndq8a/wish/2764690639</link>
         <description><![CDATA[<p>“Queer”: na língua inglesa esta palavra designa “estranho, ridículo, excêntrico, raro, extraordinário”. Pessoas que não seguem o padrão da heterossexualidade ou o binarismo de gênero: gays, lésbicas, bissexuais e transgênero ou transexuais.&nbsp;</p><p><br>Uma pedagogia e um currículo <em>queer </em>se distinguiriam de programas multiculturais bem intencionados, onde as diferenças (de gênero, sexuais ou étnicas) são toleradas ou são apreciadas como curiosidades exóticas. Uma pedagogia e um currículo <em>queer </em>estariam voltados para o processo de produção das diferenças e trabalhariam, centralmente, com a instabilidade e a precariedade de todas as identidades. Ao colocar em discussão as formas como o ‘outro’ é constituído, levariam a questionar as estreitas relações do eu com o outro. A diferença deixaria de estar lá fora, do outro lado, alheia ao sujeito, e seria compreendida como indispensável para a existência do próprio sujeito: ela estaria <em>dentro</em>, integrando e constituindo o eu. A diferença deixaria de estar ausente para estar presente: fazendo sentido, assombrando e desestabilizando o sujeito. Ao se dirigir para os processos que produzem as diferenças, o currículo passaria a exigir que se prestasse atenção ao jogo político aí implicado: em vez de meramente contemplar uma sociedade plural, seria imprescindível dar-se conta das disputas, dos conflitos e das negociações constitutivos das posições que os sujeitos ocupam.</p><p><br></p><p><strong>Trechos do artigo Teoria Queer: Uma político pós-identitária para a educação</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-26 13:21:35 UTC</pubDate>
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         <title>Guacira Lopes Louro: uma pedagogia pós identitária?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>No terreno dos gêneros e da sexualidade, o grande desafio, hoje, parece não ser apenas aceitar que as posições se tenham multiplicado, então, que é impossível lidar com elas a partir de esquemas binários (masculino/feminino, heterossexual/homossexual). O desafio maior talvez seja admitir que as fronteiras sexuais e de gênero vêm sendo constantemente atravessadas e - o que é ainda mais complicado - admitir que o lugar social no qual alguns sujeitos vivem é exatamente a&nbsp; fronteira. A posição de ambigüidade entre as identidades de gênero e/ou sexuais é o lugar que alguns escolheram para viver (Louro, 2004).</p><p>A visibilidade que todos esses “novos” grupos adquiriram pode ser, eventualmente, interpretada como um atestado de sua progressiva aceitação. Contudo, nem mesmo a exuberância das paradas da diversidade sexual, das feiras mix, dos festivais de filmes “alternativos” permite ignorar a longa história de marginalização e de repressão que esses grupos enfrentaram e ainda enfrentam. Não podemos tomar de modo ingênuo essa visibilidade. Se, por um lado, alguns setores sociais passam a demonstrar uma crescente aceitação da pluralidade sexual e, até mesmo, passam a consumir alguns de seus produtos culturais, por outro lado, setores tradicionais renovam (e recrudescem) seus ataques, realizando desde campanhas de retomada dos valores tradicionais da família até manifestações de extrema agressão e violência física.</p><p>As muitas formas de experimentar prazeres e desejos, de dar e de receber afeto, de amar e de ser amada/o são ensaiadas e ensinadas na cultura, são diferentes de uma cultura para outra, de uma época ou de uma geração para outra. E hoje, mais do que nunca, essas formas são múltiplas. As possibilidades de viver os gêneros e as sexualidades ampliaram-se. As certezas acabaram.</p><p><br><strong>Trechos do artigo Gênero e sexualidade: pedagogias contemporâneas, de Guacira Lopes Louro</strong></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2023-10-26 13:24:16 UTC</pubDate>
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