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      <title>Filosofia by Filipe Tavares</title>
      <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x</link>
      <description>Feito com carisma</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-11-10 14:53:04 UTC</pubDate>
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         <title>Argumentação e lógica formal</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302867768</link>
         <description><![CDATA[<div>1.1) Distinção validade-verdade<br><br><strong>1- Lógica</strong><br>     A lógica é a disciplina ou área do saber que estuda a validade das inferências ou a estrutura dos raciocínios.<br>     A estrutura, ou forma dos raciocínios, é o tipo de relações que se estabelecem entre as premissas e a conclusão de um argumento.<br>     A lógica tem como principais tarefas:<br>-propôr modelos ou formas de raciocínio válido;<br>-estabelecer as regras que nos permitem raciocinar corretamente;<br>-identificar algumas das razões pelas quais erramos.<br><br>a) Argumentos<br>     Um argumento é a sequência de enunciados constituída por:<br>-uma ou mais premissas - ou seja, as razões que justificam a conclusão;<br>-uma conclusão - ou seja, a ideia que se pretende defender.<br>    Os argumentos deixam-se representar por uma forma-padrão ou forma canónica.<br>     A seguir, está um exemplo da forma canónica de representação dos argumentos</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:54:16 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplo da apresentação de um argumento com duas premissas e uma conclusão</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302867883</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:55:19 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302867924</link>
         <description><![CDATA[<div>b) Proposições<br>     <em>A proposição é o conteúdo expresso numa frase declarativa com valor de verdade.</em> Só as frases declarativas, por poderem ser verdadeiras ou falsas, expressam proposições.<br>     Premissas e conclusão expressam proposições.<br>     Exemplos de proposições:<br>1) A poesia é uma arte. - premissa<br>2) A poesia não é uma arte. - premissa<br>3) Alguma poesia é uma arte. - conclusão derivada das premissas apresentadas acima.<br>c) Termos <br>     O termo é a expressão verbal de um conceito. O conceito é a ideia, ou seja, o pensamento que refere objetos ou algo.<br>     Existem termos que expressam mais do que um conceito. São termos ambíguos, por exemplo "canto" e podem gerar equívocos na comunicação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:55:41 UTC</pubDate>
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         <title>2- Validade e verdade</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302867984</link>
         <description><![CDATA[<div>     <em>A validade é uma proporiedade dos argumentos. </em>A validade deriva da <em>forma </em>do argumento. Um argumento diz-se válido quando a sua estrutura lógica se apresenta de tal modo que não infringe qualquer regra lógica.<br>     A lógica formal dedica-se aos critérios de validade das inferências, não ao conteúdo dos argumentos.<br>     <em>A verdade é uma propriedade das proposições</em>. As proposições são verdadeiras se dizem aquilo que é. Se eu disser "A capital de Portugal é Hong Kong", digo uma falsidade, se disser " A capital de Portugal é Lisboa", a proposição será verdadeira.<br><br>Argumento:<br>Todas as crianças são curiosas.<br>A Alice é uma criança.<br>Logo, Alice é curiosa.<br><br>     O argumento é dedutivamente <em>válido</em>, uma vez que a conclusão é uma consequência necessária das premissas.<br>     O <em>argumento dedutivamente válido</em> é aquele em que, se as premissas forem verdadeiras, é impossível que a conclusão seja falsa. <em>Nos argumentos dedutivos, a conclusão é uma sequência necessária das premissas.</em><br>     Um argumento válido <em>pode conter</em>:<br>-premissas e conclusão falsas;<br>-premissas falsas e conclusão verdadeira.<br>     Um argumento válido <em>apenas não admite</em>:<br>-premissas verdadeiras e conclusão falsa.<br>     Os argumentos dedutivos são válidos ou inválidos apenas em virtude da sua forma lógica, não do seu conteúdo. Para avaliarmos um argumento dedutivo, basta termos em conta a sua estrutura, de acordo com certas regras.<br><br><strong>3- Solidez de argumentos</strong><br>     <em>Um argumento é um argumento válido e com premissas verdadeiras.</em><br>Ex: Todos os homens são mortais.<br>      Sócrates é homem.<br>      Logo, Sócrates é mortal.<br>     A estrutura dos argumentos é válida e todas as premissas são verdadeiras, logo  o argumento é válido.<br>     Todos os argumentos sólidos são válidos, mas nem todos os argumentos válidos são sólidos.<br><br><strong>4- Validade dedutiva e validade indutiva</strong><br>     Enquanto nos <em>argumentos dedutivos válidos</em> ha´uma relação de necessidade que torna impossível aceitar as premissas e recusar a conclusão, nos <em>argumentos indutivos</em> válidos (fortes, ou bons) não é impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.<br>     Num <em>argumento indutivo forte</em>, <em>ou bom</em>, dada a verdade das premissas, é pouco provável que a conclusão seja falsa.<br>     Os argumentos indutivos são objeto de estudo da lógica informal, que se dedica a processos não dedutivos de inferência. Na lógica informal, a validade de um argumento é determinada não apenas pela forma, mas também pelo conteúdo.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:56:13 UTC</pubDate>
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         <title>Argumentação e lógica formal - lógica aristotélica</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868305</link>
         <description><![CDATA[<div>1.2) Formas de inferência válida<br><br><strong>1- Noções básicas de lógica aristotélica</strong><br>    Segundo Aristóteles, a lógica é a disciplina que investiga o modo como raciocinamos corretamente.<br>     A lógica aristotélica lida com um tipo especial de argumento dedutivo- o silogismo.<br>     O silogismo é um argumento com apenas duas premissas e uma conclusão. Por ser um argumento dedutivo, o silogismo válido é aquele em que, se as premissas forem verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.<br><br>a) A estrutura do silogismo categórico<br>     Os silogismos categóricos são constituídos por proposições declarativas categóricas: proposições do tipo "S é P" e "S não é P", em que S é o sujeito e P é o predicado. A relação entre S e P estabelece-se através da cópula que afirma (é) ou nega (não é) a atribuição de um predicado a um sujeito.<br>     As proposições podem assumir quatro tipos diferentes, segundo a sua quantidade e qualidade:<br>- Tipo A - proposição universal afirmativa: Todo o S é P.<br>- Tipo E - proposição universal negativa: Nenhum S é P.<br>- Tipo I - proposição particular afirmativa: Algum S é P.<br>- Tipo O - proposição particular negativa: Algum S não é P.<br><br>b) Extensão e compreensão de um termo<br>     A compreensão é a propriedade de objetos referida por um termo.<br>Ex: A compreensão do termo "réptil" é a propriedade ou o conjunto de propriedades que definem os répteis: "animal vertebrado", "tetrápode", "ectotérmico", etc, ou seja, as características comuns a todos os répteis.<br>     A extensão é a totalidade dos obetos que possuem uma certa propriedade.<br>     Assim, a extensão do termo "réptil" é todos os objetos (seres) que possuem a propriedade de ser réptil, tais como serpentes, lagartos e crocodilos, etc.<br>   <br>c) Distribuição dos termos nas proposições <br>     Um termo diz-se distribuído numa proposição se, e somente se, é tomado em toda a sua extensão.<br>    A quantidade está correlacionada com a distribuição do sujeito de uma proposição, enquanto a qualidade está correlacionada com a distribuição do predicado.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:57:21 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868401</link>
         <description><![CDATA[<div>d) O quadrado de oposição ou quadrado lógico <br>     Segundo a lógica aristotélica, a partir de uma proposição com determinado valor de verdade podemos inferir o valor de verdade de pelo menos uma proposição de outro tipo, desde que as proposições tenham o mesmo sujeito e o mesmo predicado.<br><br>e) Relações lógicas entre proposições</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:58:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868504</link>
         <description><![CDATA[<div>O quadrado da oposição é um diagrama que nos permite visualizar as relações lógicas entre os valores de verdade dos quatro tipos de proposições com o mesmo sujeito e predicado.<br>-Contraditoriedade - relação entre as proposições A-O e E-I. <br>Proposições contraditórias: se uma é verdadeira, a outra é falsa. Se uma é falsa, a outra é verdadeira.<br>- Contrariedade - relação entre as proposições A-E.<br>Proposições contrárias: não podem ser ambas verdadeiras mas podem ser ambas falsas.<br>- Subcontrariedade - relação entre as proposições I-O.<br>Proposições subcontrárias: podem ser ambas verdadeiras mas não podem ser ambas falsas.<br>- Subalternidade - relação entre as proposições A-I e E-O.<br>Proposições subalternas: se a universal é verdadeira, a particular é verdadeira;  se a universal é falsa, a particular pode ser verdadeira ou falsa; se a particular é verdadeira, a universal pode ser verdadeira ou falsa; se a particular é falsa, a universal é falsa.<br><br>Quadrado da oposição:</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:59:11 UTC</pubDate>
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         <title>2- Teoria do silogismo</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868565</link>
         <description><![CDATA[<div>a) Forma normal silogística<br>     Um silogismo é um argumento dedutivo no qual, de duas proposições relacionadas entre si, chamadas premissas, se infere uma terceira proposição, chamada conclusão.<br>     Um silogismo é composto por:<br>a- três termos:<br>-o <em>termo médio</em> (M ou TM), que aparece nas premissas e não aparece na conclusão e que é responsável por estabelecer o nexo lógico do silogismo;<br>-o <em>termo menor</em> (S, T&lt; ou t), que ocupa o lugar de sujeito na conclusão;<br>-o <em>termo maior</em> (P, T&gt; ou T), que ocupa o lugar do predicado na conclusão.<br>b-três proposições:<br>-premissa maior: prmissa em que ocorre o termo maior;<br>-premissa menor: premissa em que ocorre o termo menor;<br>-conclusão: proposição inferida a partir das premissas. O termo menor é sempre sujeito na conclusão e o termo maior é sempre predicado na conclusão.<br><br>b) AS figuras do silogismo<br>     Chama-se figuras do silogismo às quatro estruturas que um silogismo pode assumir. A figura do silogismo é determinada pela posição ocupada pelo termo médio (M).<br>     As quatro figuras são: </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 14:59:44 UTC</pubDate>
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         <title>3. Regras da validade silogística</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868629</link>
         <description><![CDATA[<div>Nem todo o silogismo satisfaz todas as regras de validade silogística. Um silogismo que satisfaz todas as regras é um silogismo válido.<br>     As regras do silogismo podem ser agrupadas em regras dos termos e regras das proposições.<br><strong>A) Regras dos termos<br>1-</strong> O silogismo deve ter exatamente 3 termos e estes devem ser usados sempre no mesmo sentido em todas as ocorrências.<strong><br>2- </strong>O termo médio ocorre apenas nas premissas e não na conclusão.<strong><br>3- </strong>O termo médio deve ser distribuído pelo menos numa das premissas.<strong><br>4- </strong>Nenhum termo pode estar distribuído na premissa de que faz parte (ou: nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que na premissa em que ocorre).<br><br><strong>B) Regras das proposições<br>1- </strong>De duas premissas negativas nada se pode concluir.<strong><br>2- </strong>De duas premissas particulares nada se pode concluir.<strong><br>3- </strong>De duas premissas afirmativas não se pode derivar uma conclusão negativa.<strong><br>4- </strong>A conclusão segue sempre a parte mais fraca:<br>-se uma das premissas for particular, a conclusão é particular;<br>-se uma das premissas for negativa, a conclusão é negativa.<br><br><strong>C) Modos válidos do silogismo</strong><br>     Cada figura válida do silogismo admite apenas alguns tipos de proposições.<br>     Chama-se modo do silogismo à combinação de proposições (A, E, I, O) numa dada figura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 15:00:17 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>1.3) Principais falácias</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/302868732</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>1- Definição de falácia</strong><br>     As falácias são argumentos inválidos construídos de tal modo que têm a aparência de serem válidos. As falácias formais são argumentos inválidos em virtude de não respeitarem a estrutura válida dos argumentos.<br><br><strong>2- Principais falácias formais</strong><br>-Falácia dos quatro termos - argumento que infringe a regra que diz que um silogismo categórico válido só pode ter três termos: nem mais ou menos;<br>-Falácia do termo médionão distribuído - silogismo em que o termo médio não se encontra distribuído em nenhuma das premissas de que faz parte;<br>-Falácia do processo ilícito do termo maior, ou falácia da ilícita maior - silogismo em que o termo maior se encontra distribuído na conclusão, mas não na premissa onde ocorre;<br>-Falácia do processo ilícito do termo menor, ou falácia da ilícita menor - silogismo em que o termo menor se encontra distribuído na conclusão, mas não na premissa onde ocorre;<br>-Falácia das premissas exclusivas - silogismo inválido pelo facto de apresentar duas premissas negativas;<br>-Falácia da conclusão afirmativa a partir de uma premissa negativa - silogismo no qual se infere uma conclusão afirmativa a partir de uma premissa negativa;<br>-Falácia da conclusão negativa a partir de premissas afirmativas - inferência em quese extrai uma conclusão negativa a partir de premissas afirmativas.</div><div> </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-11-10 15:01:08 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Argumentação e lógica formal - lógica proposicional </title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313376926</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Formas de inferência válida<br>1) Lógica proposicional</strong><br>     A lógica formal estuda a validade dos argumentos.<br>     A validade garante a verdade de conclusão de um argumento dedutivo com premissas verdadeiras.<br>     Um argumento é composto por proposições, uma ou mais premissas e uma conclusão.<br><strong>2) Proposições</strong><br>     Uma proposição é o <em>conteúdo expresso numa frase declarativa com valor de verdade</em>. Uma proposição tem apenas um de dois valores de verdade: verdadeiro ou falso. Por este motivo, a lógica proposicional é uma lógica bivalente.<br><strong>3) Operadores de formação de frases<br></strong>     Os operadores de formação de frases são palavras ou sequências de palavras tais como "não", "e", "ou", "se...então", "se e só se", que servem para ligar uma ou mais frases, gerando-se novas frases.<br>     Dizemos que são <em>operadores verofuncionais</em> quando geram proposições compostas, proposições estas cujo valor de verdade é determinado pelo das proposições simples que as compõem.<br>     Há <em>proposições simples</em> e <em>proposições compostas</em>. Uma proposição simples não pode decompor-se. Uma proposição composta resulta da ligação de proposições simples. Há proposições compostas de diferentes tipos conforme os operadores usados para as gerar.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:29:13 UTC</pubDate>
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         <title>4) Linguagem proposicional</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377047</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A) Letras proposicionais</strong><br>     Letras proposicionais são letras maiúsculas do meio do alfabeto "P, Q, R", que representam as proposições simples. Chama-se interpretação ou dicionário à indicação do código usado para representar as proposições simples.<br><br><strong>B) Conectivas lógicas ou operadores verofuncionais de formação de frases</strong><br>- ~ (negação)<br>- <strong>ˆ </strong>(conjunção)<br>- ˇ (disjunção)<br>- -&gt; (condicional)<br>- &lt;-&gt; (bicondicional)<br><br><strong>C) Parêntesis </strong><br>     Indicam o âmbito do operador; isto é, a proposição ou proposições que o operador afeta; no cálculo lógico, têm um uso semelhante ao da matemática.<br> <br><strong>D) Variáveis de fórmula </strong><br>     Letras maiúsculas do princípio do alfabeto (a, B, C) que servem para indicar o lugar que ode ser ocupado por qualquer proposição simples ou complexa.<br>  <br><strong>9) Formalização de proposições<br> </strong>    Formalizar uma proposição é expressá-la numa linguagem lógica.<br>     Em lógica proposicional, as proposições simples são designadas por P, Q, R e as conectivas lógicas verofuncionais pelos símbolos lógicos já referidos. Para formalizar uma proposição, temos de adotar os seguintes procedimentos:<br>- Apresentar o dicionário ou interpretação;<br>- Identificar a conectiva ou conectivas usadas e identificar os âmbitos respetivos;<br>- Escrever a fórmula.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:29:29 UTC</pubDate>
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         <title>6) Definição das funções de verdade</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377215</link>
         <description><![CDATA[<div> A determinação do valor de verdade de uma proposição complexa obedece a um conjunto de regras específicas para cada uma das conectivas. Dizemos que cada uma delas é uma função de verdade, isto é define um modo de determinar esse valor, exibido em tabelas de verdade.<br>     Tabela de verdade é o dispositivo gráfico que contém todas as possibilidades de combinação de valores de verdade das proposições de uma proposição composta.<br>     As 5 tabelas de verdade apresentadas mostram 5 proposições compostas:<br>  </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:29:54 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377338</link>
         <description><![CDATA[<div>A partir destas tabelas, podemos resumir as regras para calcular o valor de verdade de qualquer proposição composta:<br>- Regra da negação: a proposição ~P é falsa quando P é verdadeira e verdadeira quando P é falsa.<br>- Regra da conjunção: uma conjunção P <strong>ˆ </strong>Q é verdadeira somente se P e Q forem ambas verdadeiras.<br>- Regra da disjunção: uma disjunção P <strong>ˇ </strong>Q só é falsa se as proposições componentes forem ambas falsas.<br>- Regra da condicional: uma condicional P -&gt; Q só é falsa se a antecedente for verdadeira e a consequente for falsa.<br>- Regra da bicondicional: uma bicondicional P &lt;-&gt; Q é verdadeira se as proposições componentes forem ambas verdadeiras ou ambas falsas; é falsa nos restantes casos.<br>     Todas estas proposições compostas, exceto a obtida pelo operador condicional, são comutativas, ou seja, P ˆ Q, P ˇ Q e P &lt;-&gt; Q têm o mesmo valor de verdade que Q ˆ P, Q ˇ P e Q &lt;-&gt; P, respetivamente.<strong><br><br></strong><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:30:09 UTC</pubDate>
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         <title>8) Valor de verdade de proposições compostas: tautologias, contradições e contingências</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377538</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A) Valor de verdade de (P -&gt; Q) ˆ P </strong><br>     O cálculo de valor de verdade de uma proposição composta faz-se numa tabela de verdade. A tabela tem um cabeçalho, duas colunas e o número de linhas necessário para ter em conta todas as possibilidades de combinação dos valores de verdade das proposições componentes.<br>     Para desenhar a tabela relativa à proposição (P -&gt; Q) ˆ P, desenhamos o cabeçalho, duas colunas e mais quatro linhas, pois a fórmula (P -&gt; Q) ˆ P tem duas proposições simples P e Q.<br><br>-Cabeçalho:<br>1- À esquerda, escrevemos todas as proposições simples que compõem a fórmula.<br>2- À direita, escrevemos a fórmula.<br><br>-Coluna de esquerda<br>3- Escrevemos os valores de verdade de todas as possibilidades de combinação de P e Q, alinhados por baixo de cada letra proposicional, um em cada linha (na primeira letra proposicional alterna V e F em grupos de dois, na segunda letra alterna V e F um a um.<br> <br>-Coluna da direita<br>4- Identificamos o âmbito de cada operador ou conectiva lógica.<br>5- Calculamos os valores de verdade de fórmula, começando por calcular os valores de conectiva de menor âmbito neste caso P ˆ Q.<br>6- Calculamos os valores para cada linha.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:30:38 UTC</pubDate>
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         <title>7) Âmbito das conectivas</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377614</link>
         <description><![CDATA[<div>Uma fórmula composta pode conter várias conectivas. O âmbito de cada uma delas é a parte da fórmula a que a conectiva se aplica. Chamamos <em>conectiva principal de uma fórmula</em> à conectiva que te maior âmbito, ou seja, à que afete a totalidade de fórmula.<br>     Nas fórmulas com mais de uma conectiva, antes de efetuar o cálculo é preciso identificar o âmbito das conectivas.<br>     A colocação de parêntesis em lugares diferentes de fórmula modifica-a:<br>- (P -&gt; Q) ˆ P<br>- P -&gt; (Q ˆ P)<strong><br>     </strong>No primeiro caso a conectiva principal é a conjunção e no segundo caso a conectiva principal é a condicional.</div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:30:48 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores </title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377730</link>
         <description><![CDATA[<div>   Na tabela de verdade, a proposição (P -&gt; Q) ˆ P é verdadeira em todas as circunstâncias. Chamamos tautologias, ou verdades lógicas às proposições verdadeiras em todas as circunstâncias quaisquer que sejam os valores de verdade das proposições componentes.<br><br><strong>B) Valor de verdade de ~ [ P -&gt; (P ˇ Q)]</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:31:03 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377817</link>
         <description><![CDATA[<div>  A proposição ~ [ P -&gt; (P ˇ Q)] é falsa em todas as circunstâncias de tabela de verdade. Dizemos que a sua falsidade depende da forma lógica e chamamos-lhe contradição.<br>     As contradições são falsidades lógicas isto é negações de verdades lógicas.<br><br><strong>C) Valor de verdade P &lt;-&gt; ~Q<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:31:16 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/313377968</link>
         <description><![CDATA[<div>  A proposição P &lt;-&gt; ~Q é verdadeira em algumas linhas da tabela e falsa noutras. Trata-se de uma proposição contingente. Chamamos contingente, ou contingências às proposições cuja verdade ou falsidade não pode ser determinada apenas em função da sua forma lógica sendo que em algumas circunstâncias são verdadeiras e noutras são falsas. </div>]]></description>
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         <pubDate>2018-12-11 13:31:33 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de leitura sobre Aristóteles</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/325640834</link>
         <description><![CDATA[<div> Aristóteles nasceu em 384/383 a.C., e era natural de Estagira (daí ser conhecido por <em>Estagirita</em>), cidade pertencente ao reino da Macedónia e na qual há muito se impusera a cultura grega.<br><br></div><div>                Segundo Diógenes Laércio, Aristóteles encontrou-se com Platão aos dezassete anos, permanecendo na Academia ao longo de vinte, portanto até 347/346 a.C., altura da morte do fundador da escola.<br><br></div><div>                As relações entre Aristóteles e Platão não eram de todo pacíficas, embora o segundo reconhecesse a inteligência do primeiro. Após a morte de Platão, Aristóteles abandona a Academia.<br><br></div><div>                Em 343/342 a.C., o filósofo torna-se precetor de Alexandre, filho de Filipe da Macedónia. Em 335/334 a.C., regressa a Atenas, aí fundando a sua escola, o Liceu. Dirigiu a escola durante doze anos.<br><br></div><div>                Durante esse tempo, Aristóteles sistematiza as suas lições. Os tratados filosóficos de maior relevo são: <em>Metafísica</em>, <em>Física</em>, <em>Da Geração e da Corrupção</em>, <em>Do Céu</em>, <em>Da Alma</em>, <em>Grande Ética</em>, <em>Ética a Eudemo</em>, <em>Ética a Nicómaco</em>, <em>Poética</em>, <em>Retórica</em>, <em>Política</em> e o <em>Organon</em>. Deixou também numerosos escritos no âmbito das ciências naturais.<br><br></div><div>                Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., assiste-se em Atenas à revolta contra os partidários do rei, o que colocou Aristóteles em perigo. Esta circunstância levou-o a deixar Atenas, fugindo para Cálcis, na Eubeia, onde possuía propriedades que herdara da mãe. Aí morreu, em 322 a.C.<br><br></div><div>                Aristóteles será, no Ocidente, adaptado ao pensamento cristão. São Tomás, no século XIII, retomará muita da temática aristotélica.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-01-29 22:18:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327541884</link>
         <description><![CDATA[<div>  No argumento em análise podemos concluir que na única circunstância em que as premissas são ambas verdadeiras (linha 1), a conclusão também é verdadeira, portanto o argumento é válido.<br>     Trata-se de um argumento designado Modus Ponens ou afirmação do antecedente, uma da formas válidas do argumento condicional.<br>     Um argumento condicional é um argumento dedutivo em que uma das premissas é uma proposição condicional.<br>     O argumento condicional tem formas válidas:<br>1) A-&gt; B, A, logo, B.<br>2) A-&gt; B, ~B, logo, ~A<br>      Como podemos observar a primeira premissa de ambas as formas é uma proposição condicional. A outra premissa afirma o antecedente em (1) - Modus Ponens, ou afirmação do antecedente, ou nega o consequente em (2) - Modus Tollens, ou negação do consequente.<br>     Também a forma de Modus Tollens apresenta, no inspetor de circunstâncias, conclusão verdadeira na circunstância em que as premissas são ambas verdadeiras. Trata-se, pois, de um argumento válido.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:04:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327542179</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>10) Argumentos com três letras proposicionais (P, Q e R)</strong><br>     Consideremos o seguinte argumento com três letras proposicionais P, Q e R: "Vou abrir uma loja. Se conseguir um empréstimo bancário, invisto na bolsa ou abro uma loja. Consigo um empréstimo bancário, mas não invisto na bolsa."<br>     1ª Tarefa: apresentaro dicionário a usar. A partir dele, passar o argumento da linguagem natural para a linguagem proposicional (formalizar o argumento). <br>     Nota: muitas vezes, na linguagem natural, a conclusão do argumento aparece a meio ou no início do argumento. Este é um dos casos em que a conclusão surge em primeiro lugar: "Vou abrir uma loja", Q, é a conclusão deste argumento.<br>     Dicionário:<br>- Consigo um empréstimo - P<br>- Invisto na bolsa - Q<br>- Abro uma loja - R</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:05:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327542493</link>
         <description><![CDATA[<div> A forma do argumento é válida, pois na única circunstância em que as premissas são ambas verdadeiras (linha 2), a conclusão também é verdadeira.<br><br><strong>11) Formas válidas de inferência <br></strong>    As formas válidas servem como regras para o cálculo lógico. De entre as regras salientamos as seguintes:<br><strong>A) Argumento condicional</strong><br>Duas fórmulas válidas:<br>Modus Ponens - afirmação do antecedente</div><div>A-&gt; B<br>A<br>Logo, B</div><div><br>Modus Tollens - negação do consequente <br>A-&gt; B<br>~B<br>Logo, ~A<br><br>B) Silogismo disjuntivo<br>     Argumento em que uma das premissas é uma disjunção e a outra nega uma das proposições disjuntas. A conclusão afirma a outra premissa disjunta.<br>A v B<br>~A<br>Logo, B<br><br><strong>C) Silogismo hipotético</strong><br>     Argumento em que as premissas e a conclsão são proposições condicionais.<br>     Se uma proposição A implica uma proposição B e se a proposição B implica C, então a proposição A implica C.<br>A -&gt; B<br>B -&gt; C<br>Logo, A -&gt; C<br><br>D) Regra da dupla negação<br>     Negar duplamente uma proposição equivale à sua afirmação: "~~A, logo, A".<br><br><strong>E) Regra da condicional negada</strong><br>     Negar uma condição significa afirmar o antecedente e negar o consequente: ~(A -&gt; B), logo, A ʌ ~B.<br><br><strong>F) Regra da contraposição </strong><br>     Contrapõr equivale a inverter o antecedente e o consequente de uma condicional, negando-os ao mesmo tempo:<br>A -&gt; B, logo, ~B -&gt; ~A<br>~B -&gt; ~A, logo, A -&gt; B<br><br><strong>G) Leis de Morgan</strong><br>     Leis de equivalência lógica entre a conjunção e a disjunção, permitem inferir da conjunção uma da disjunção e  a disjunção uma conjunção.<br>     A negação da conjunção de A e B é equivalente à disjunção da negação de A e da negação de B: " ~(A ʌ B), logo, ~A v ~B".<br>     A negação da disjunção de A e B é equivalente à conjunção de negação de A e da negação de B: " ~(A v B), logo, ~A ʌ ~B".</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:06:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327542966</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:07:41 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327543127</link>
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         <pubDate>2019-02-04 21:08:10 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327543470</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>2) Argumentação e retórica. Domínio do discurso argumentativo - a procura da adesão do auditório<br>1) Lógica formal e lógica informal</strong><br>     Ao estudar o raciocínio dedutivo e as suas regras de validade constatamos a importância da <em>lógica formal</em> enquanto procedimento com regras definidas que nos ajudam a pensar de modo correto e a evitar erros de raciocínio.<br>     Esta forma de raciocinar revelou-se especialmente eficaz para derivarmos logicamente conclusões a partir de premissas dadas e para evitarmos erros em que frequentementeincorremos sem nos apercebermos, tornando as nossas inferências inválidas e inúteis segundo os parâmetros de lógica formal.<br>     Por sua vez,<em> a lógica informal estuda processos não dedutivos de raciocínio</em> (sobretudo argumentos do tipo dedutivo ), em que, de raciocínio (sobretudo argumentos do tipo indutivo), em que, como veremos, <em>não é impossível</em> temos premissas verdadeiras e chegarmos a uma conclusão falsa.<br>     A lógica informal ocupa-se dos argumentos que expressam generalizações, projeções, previsões, estimativas ou possibilidades e definem, a partir do <em>conteúdo dos argumentos não apenas pela sua forma</em>, as regras a ter em conta para construir bons argumentos. Além disso, analisa as formas possíveis de estruturar o discurso de modo a torná-lo mais facilmente compreens´vel e convincente.<br> <br><strong>Diferenças entre lógica formal e lógica informal<br>Lógica formal:<br></strong>-Estuda os argumentos dedutivos;<br>-Há uma relação de necessidade entre as premissas e aconclusão;<br>- Não atende ao ocnteúdo dos argumentos, mas apenas à sua forma;<br>-Os argumentos são válidos ou inválidos.<strong><br><br>Lógica informal:<br></strong>-Estuda os argumentos não dedutivos;<br>-Premissas verdadeiras não garantem a verdade da conclusão;<br>-Atende não apenas à forma, mas também ao conteúdo dos argumentos;<br>-Os argumentos são bons ou maus, consoante são mais  ou menos prováveis/plausíveis/razoáveis.<strong><br><br>2) Demonstração e argumentação<br>  </strong>   Aristóteles estabeleceu a distinção clássica entre demonstração ("raciocínio analítico") e argumentação ("raciocínio dialético").<br>     Há <em>demonstração</em> quando o raciocínio parte das premissas verdadeiras,  e argumentação quando o raciocínio parte de premissas prováveis (opiniões/convicções).<br>     A<em> demonstração</em> é uma atividade discursiva cujos raciocínios estabelecem uma relação de necessidade entre as premissas e a conclusão.<br>     A demonstração é, portanto, do domínio constringente, isto é, daquilo que se impõe de modo <em>evidente a um auditório universal</em>.<br>     A <em>argumentação</em> é uma atividade discursiva de exposição de razões na defesa de uma ideia ou opinião, com vista a obter a adesão de um auditório, utilizando diversos tipos de argumentos.<br>     <br>     <em>Características de argumentação</em>:<br>- A argumentação é uma atitude <em>comunicativa</em>, que envolve um orador e um auditório e uma mensagem ou um assunto;<br>- Argumentar é raciocinar, propondo a um<em> auditório particular</em> a <em>adesão a certas opiniões ou teses</em> através de argumentos adequados;<br>- A argumentação é do domínio do verosímil, isto é, <em>do que é provável ou preferível</em>.<br>  <br>     <em>Diferenças entre demonstração e argumentação:</em><br><em>Demonstração:</em><br>-Utiliza raciocínios dedutivos;<br>-Utiliza uma linguagem desprovida de ambiguidade, formalizada (como a lógica, a matemática, a química, etc);<br>-Parte de premissas verdadeiras;<br>-Visa um auditório universal;<br>-O objetivo é deduzir conhecimentos é deduzir conhecimentos a partir de outros conhecimentos;<br>-É do domínio do constringente (aquilo que se impõe de modo evidente).<br><br><em>Argumentação:<br>-</em>Utiliza diversos tipos de argumentos;<br>-Utiliza a linguagem natural;<br>-Parte de premissas verosímeis;<br>-Visa um auditório particular, é contextualizada;<br>-Pretende convencer;<br>-É do domínio do verosímil - oque pode ser verdadeiro - e do preferível - o que é provavelmente o melhor.<br><br>     A argumentação pressupõe:<br>-o auditório;<br>-o orador;<br>- o discurso.<br>     <br>     <em>O orador</em> é um sujeito particular, com rosto que possui certas crewnças, ideias e perspetivas sobre o mundo, e que pretende influenciar um auditório.<br>     <em>O auditório</em> é um conjunto de pessoas que o orador quer influenciar pela sua argumentação.<br>     <em>O discurso</em> é o meio usado pelo orador para comunicar e explicar ao seu auditório as razões que sustentam a tese que defende e para reforçar ou modificar as suas convicções. Trata-se do <em>discurso argumentativo</em>.<br>     A estes três elementos podemos ainda acrescentar o contexto em que a comunicação tem lugar.<br><br>     <em>A relação entre auditório e orador</em><br>     A argumentação centa-se na relação entre o oraodr e o auditório. O orador deve conhecer o público a que se dirige, para ser presuasivo. Numa mesma opinião ou tese pode ser apoiada em razões diferentes, consoante se dirija a um auditório X ou um auditório Y. A adequação dos argumentos a um dado público não significa uma mudança de perspetiva por parte do orador, mas a adaptação do discurso ao auditório a que se dirige e ao contexto que lhe está associado. Esta é a "regra" fundamental da argumentação.<br><br><strong>3) Definição de retórica</strong><br>     A retórica é considerada, desde a Antiguidade, como a <em>arte de persuadir</em> ou <em>arte de falar com eloquência a fim de convencer um auditório</em>. A retórica dedica-se a analisar e a determinar as técnicas e as estratégias na comunicação e na argumentação.<br>     Aristóteles, por exemplo, definia-a como a "a capacidade de descobrir o que é adequado a cada caso com o fim de persuadir". Realça a necessidade de <em>adequar os meios de persuasão a cada cas</em>o e os modos concretos de que o orador se serve para o fazer.<br><br><strong>A) "Provas" ou estratégias de persuasão</strong><br>     Atendendo à "regra" da adequação do discurso ao auditório, os meios utilizados na persuasão dos auditóriossão, segundo Aristóteles, o ethos, pathos e logos.<br><br><em>Ethos, pathos e logos</em><br>     Segundo Aristóteles, as provas de persuasão são de três espécies:<br>1) as que residem no caráter moral do orador;<br>2) as que residem no modo como se dispõem o ouvinte;<br>3) as que residem no próprio discurso.<br>     Ethos, pathos e logos são os termos que desigm«nam as provas de persuasão.<br>  <br>1) Ethos<br>     Refere-se ao caráter moral do orador, ao conjunto de características que assume para obter a confiança do auditório (dimensão moral).<br><br>2) Pathos<br>     Refere-se às emoções que o orador desperta no auditório (dimensão emocional).<br>  <br>3) Logos <br>     Refere-se à racionalidade do discurso, ao tipo de argumentos utilizados para persuadir (dimensão racional).<br><br><strong>B) Âmbito da aplicação da retórica</strong><br>     A retórica temaplicação em diversas áreas da nossa vida e uma importância crescente nas sociedades contemporâneas. As atividades políticas, jurídicas, jornalísticas e publicitárias são terrenos preferenciais de intervenção da retórica, dado o importante papel que neles exercem a palavra e a imagem.<br>     A retórica estuda técnicas de comunicaçãoque são entre outras:<br>-exemplos e analogias;<br>-metáforas e alegorias;<br>-repetição de uma ideia;<br>-alteração do tom de voz;<br>-linguagem gestual;<br>ironia.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:09:25 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327543546</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Argumentação e retórica. Discurso argumentativo - principais tipos de argumentos e de falácias informais<br>1) Argumentação</strong><br>     O discurso argumentaivo obedece a regras, a fim de que a nossa mensagem seja apresentada de forma clara e sustentada por boas razões. Para esse efeito, o orador deverá:<br>-definir claramente o tema a apresentar;<br>-planificar cuidadosamente a exposição a fazer;<br>-ter uma noção clara da conclusão a apresentar.<br>     O discurso argumentativo apresenta em geral a seguinte estrutura:</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:09:38 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327543841</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>A) Principais tipos de argumentos não dedutivos</strong><br>     Os principais tipos de argumentos não dedutivos são:<br>-argumentos indutivos - generalizações e previsões;<br>-argumentos por analogia;<br>-argumentos por autoridade;<br>-argumentos causais ou sobre causas.<br><br><strong>a) Argumentos indutivos</strong><br>     São indutivos a maior parte dos raciocínios que fazemos no dia a dia. Recordemos que um argumento indutivo parte de premissas particulares. De premissas desse tipo é, por vezes, inferida:<br>-uma conclusão universal - neste caso trata-se de uma <em>generalização</em>;<br>-uma proposição particular acerca do que ainda não foi observado - neste caso trata-se de uma <em>previsão</em>.<br>     As <em>generalizações</em> são argumentos indutivos da forma "Alguns A são B, logo, todos os A são são B", em que a conclusão é mais geral do que as premissas.<br>     As <em>previsões</em> são argumentos indutivos em que as premissas são casos observados no passado e a conclusão é um caso particular projetado para o futuro.<br>     Um <em>bom argumento indutivo</em>, por mais convincente que possa ser, não garante a verdade da conclusão e, embora seja pouco provável, não é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa.<br>    <em> São argumentos bons, ou fortes</em>, os argumentos em que a conclusão tem um bom suporte de justificação que torna altamente improvávelque a conclusão venha a revelar-se falsa.<br>     <em>São argumentos maus, ou fracos</em>, os argumentos cuja probabilidade de a conclusão ser verdadeira é reduzida.<br>     Constituem <em>suporte de justificação</em> a quantidade e a representatividade de casos observados, bem como o facto de existirem ou não contraexemplos.<br>     Para avaliarmos os argumentos indutivos, devemos ter em conta os seguintes <em>critérios</em>:<br>-verficar se se baseiam em <em>exemplos representativos</em>, ou se existem contraexemplos;<br>-evitar confundir uma generalização (quando as premissas são menos gerais que a conclusão) com uma previsão (quando as premissas são casos observados no passado e a conclusão é um caso particular futuro).<br><br><strong>b) Argumentos por analogia</strong><br>     Os argumentos por analogia estabelecem uma comparação entre duas realidades baseada em características comuns. Num argumento por analogia uma das premissas afirma semelhança entre duas coisas (S é como P) e a outra enuncia uma característica própria de uma das coisas semelhantes (S é R). A conclusão infere (com base na semelhança existente entrea as duas coisas) que a outra semelhante também possui a mesma característica (P é R).<br>     A avaliação de argumento por analogia deve ter em conta os seguintes critérios:<br>-a quantidade de propriedades comuns;<br>-a relevância das propriedades, isto é, a pertinência das propriedades ou a sua adequação à conclusão que se pretende defender;<br>-que não deve haver diferenças fundamentais relativamente aos aspetos que estão a ser comparados.<br> <br><strong>c) Argumentos de autoridade</strong><br>     São os argumentos que se baseiam na opinião de especialistas, de alguém conhecido e respeitado e pela sua particular competência numa determinada área. A sua forma lógica é "A (autoridade) disse P, logo, P".<br>     Para poderem ser considerados bons argumentos, temos de ter em conta os eguintes critérios:<br>-o especialista invocado deve ser muito competente no assunto em causa;<br>-não deve haver discordâncias significativas entre os especialistas quanto à matéria em discussão;<br>-não deve haver outros argumentos mais fortes ou de força igual ao favor da conclusão contrária;<br>-os especialistas não devem ter interesses pessoais na afirmação em causa.<br><br><strong>d) Argumentos causais ou sobre causas</strong><br>     Estes argumentos estabelecem relações de causa e efeito entre fenómenos. Considera-se que existe uma relação necessária tal que, sempre que um deles acontece (causa) ocorre o outro (efeito). A esta relação da necessidade entre dois acontecimentos em que um é a causa e o outro o efeito chama-se relação de causalidade.<br>     Regras para construir bons argumentos causais:<br>-não confundir a relação de casualidade com a ocorrêcnai de dois fenómenos um a seguir ao outro;<br>-não confundir a causa com o efeito.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:10:32 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores </title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327544043</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>B) Principais falácias informais e critérios para avaliar os argumentos</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:11:13 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327544457</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Argumentação e filosofia - filosofia retórica e democracia</strong><br>     A democracia nasceu na Grécia Clássica, em Atenas, no séc. V a. C. O estado democrático dava a qualquer cidadão, independentemente da fortuna, a possibilidade de exercer cargos públicos, o que exigia capacidade de argumentação para participar nas discussões políticas e conseguir fazer aprovar propostas. Para isso, a retórica era um fator decisivo.<br><br><strong>1) Os sofistas</strong><br>     Foi neste contexto que apareceram os sofistas, <em>críticos da tradição, recusavam a religião e os valores tidos como absolutos</em>. Apresentavam-se como oradores e professores de retórica, propondo-se <em>preparar as elites para o exercício do poder político</em>. Ensinavam os jovens a falar "contra qualquer adversário e sobre qualquer assunto, de maneira a persuadir a multidão melhor do que ninguém" (Platão,<em> Gógias, </em>457 a. C.).<br>     No que se refere ao conhecimento, alguns sofistas defendiam o <em>relativismo</em>.<br>     Protágoras, um dos mais célebres sofistas, afirmou que "o Homem é a medida de todas as coisas" e que, em cada momento, a perceção é o conhecimento adequado de uma coisa. Contudo, como o homem e todas as coisas mudam continuamente, a perceção de uma coisa só é uma representação adequada num dado momento.<br>     Assim, o Homem não conhece o que as coisas são mas o modo como lhe aparecem. O conhecimento fica assim reduzido ao <em>conhecimento sensível da aparência mutável da realidade</em>.<br>     Não havendo uma só verdade, qual a opinião que prevalece? Prevalecerá a opinião que uma argumentação convincente mostrar ser a melhor solução e, por isso, preferível a outras.<br><br><strong>2) Platão</strong><br>     Platão defendia concessões muito diferentes.<br>     Quanto ao conhecimento, Platão identificava o conhecimento sensível - o que nos dá a aparência das coisas - com <em>opinião ou doxa</em>, mas não com o verdadeiro conhecimento. O objeto do verdadeiro conhecimento é o que chamou <em>mundo das ideias</em>, a matriz original de todo o mundo sensível.<br>     Segundo Platão, o conhecimento dessa realidade, que não pode ser feito a partir das sensações, pressupõe um processo gradual de perguntas e de responder a que chamou método dialético. <em>Neste sentido, a linguagem e o discurso são instrumentos para investigar e dizer o que é o ser ou as ideias</em>, e não para fazer prevalecer uma opinião em detrimento de outra ou outras.<br><br><strong>3) Platão e os sofistas</strong><br>     Platão não concordava com o relativismo do sofistas nem com o sistema político democrático, e combatia e condenava os sofistas e a sua visão da retórica como se fossem os únicos responsáveis de uma certa degradação moral que dizia existir na sociedade ateniense.<br>     Para Platão, os sofistas preocupavam-se com os interesses pessoais com a eficácia persuasiva do discurso para conquistar o poder ou para fugir ao castigo justo, em vez de procurarem a verdade, o bem e a justiça. Censurava- -os também  por valorizarem a forma do discurso em detrimento do conteúdo, ou seja, censurava-os por usarem a retórica como instrumento de persuasão que não se apoia no saber e que não contribui para tornar os seres humanos mais virtuosos e melhores cidadãos.<br>     Platão defendia que o uso de palavra devia submeter-se a valores éticos como o bem e a justiça.<br>     Platão refere que a cidade devia ser governada por quem é sábio, corajoso e tem conhecimento do que é a virtude, a justiça e o bem, conhecimento que os sofistas, em sua opinião, não ensinavam nem possuíam. Assim sendo, <em>no plaano político, somente os filósofos estariam aptos para governar a cidade, pelo que a forma de governo ideal seria a aristocracia, devendo o filósofo ser rei e o rei ser filósofo</em>.<br>     Platão preconizava a constituição de um corpo de guardiães da cidade, encarregados de promover o conhecimento e a prática de virtude, o que implicava uma educação voltada para o aperfeiçoamento da alma, <em>formar bons cidadãos</em> era para ele considerada a mais elevada das tarefas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:12:18 UTC</pubDate>
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         <title>Ficha de leitura Platão</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327544519</link>
         <description><![CDATA[<div>Platão nasceu em Atenas em 428/7 a. C., no seio de uma família aristocrática. Com o verdadeiro nome de Arístocles, ganhou a alcunha de “Platão”.<br><br></div><div>Prestou serviço militar de 409 a. C. a 404 a. C., tendo, por isso, participado na Guerra do Peloponeso (431-404 a. C.), que opôs Atenas e Esparta.<br><br></div><div>Desde cedo manifestou interesse na política, mas a experiência do regime oligárquico dos Trinta Tiranos que governaram Atenas por imposição de Esparta (404-403 a. C.) afastou-o, desiludido, de uma carreira política.<br><br></div><div>Por volta de 408 a. C., conheceu Sócrates, de quem se fez discípulo, vindo posteriormente a tornar o seu mestre interlocutor principal da quase totalidade dos seus diálogos.<br><br></div><div>Após a condenação e execução de Sócrates em 399 a. C., retira-se da vida ativa ateniense e inicia um conjunto de viagens durante cerca de doze anos. É nesta altura, em Mégara, que redige os seus primeiros “diálogos socráticos”.<br><br></div><div>Em 388 a. C. viajou para a Sicília, governada por Dionísio, o Velho. No ano seguinte regressa a Atenas, onde funda, nos jardins de Academo, uma escola – a Academia – dedicada à instrução da filosofia e das ciências.<br><br></div><div>Com a morte de Dionísio, o Velho, em 367 a. C., Platão regressa à Sicília para assegurar a formação do novo monarca, Dionísio, o Moço. Não tendo sucesso na sua viagem, regressou à Sicília em 361 a. C., tendo sido perseguido pelas suas ideias políticas.<br><br></div><div>Regressou a Atenas e à Academia, tendo morrido em 348/7 a. C.</div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:12:29 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações anteriores</title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/327544588</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>3) Argumentação e filosofia. Persuasão e manipulação ou os dois usos da retórica<br>1) Retórica e ética:o "bom" e o "mau" usos da retórica</strong><br>     A distinção entre os dois usos da retórica remonta à filosofia grega e ao intenso debate com os sofistas, estreitamente ligado ao nascimento da democracia ateniense.<br>     O debate entre Platão e os sofistas pressupunha posições distintas, sendo que Platão se opunha fortemente aos mestres da retórica, considerando que o que eles ensinavam não podia conduzir à verdade nem ao saber, mas apenas à opinião.<br>     Platão não pretendia excluir a retórica das atividades da cidade e da filosofia, mas defendia que importava saber de que modo e com que objetivos ela era utilizada.<br>     A retórica, no entendimento de Platão:<br>-é um <em>instrumento </em>que, como qualquer outro, pode ser utilizado para os mais diferentes fins;<br>-não deve ser utilizada como um fim em si mesma;<br>-deve estar submitida a uma finalidade extrínseca: a <em>justiça</em> ou o <em>bem</em>.<br>     Por conseguinte, a argumentação retórica torna-se reprovável quando utilizada, não para promover o que é "melhor", mas apenas o que é "agradável", independentemente o conteúdo ser verdadeiro ou falso.<br><br><strong>2) Persuasão e manipulação </strong><br>     O discurso persuasivo é aquele em que o orador procura persuador o auditório, levando a reforçar as suas convicções e a agir num certo sentido. É importante, então, distinguir os discursos persuasivos dos discursos que visam manipular o auditório.<br>     Quanto ao essencial desta divisão deste campo da retórica, atualmente há algum consenso no que diz respeito à caracterização geral dos dois usos:<br>-"bom uso", ou uso persuasivo, <em>é o que preserva a adesão racional e crítica às ideias do orador</em>.<br>-"mau uso", ou uso manipulatório, é <em>o que se serve de estratégias retóricas de que o interlocutor não tem conhecimento e que anulam o seu sentido crítico</em>.<br>     A separação entre o bom e o mau uso da retórica não visa apenas realçar as diferenças ao nível da eficácia dos argumentos (isto é, da sua capacidade para convencer e para agir sobre o auditório), mas sim distinguir os argumentos ao nível do respeito ou desrespeito pelos princípios éticos de bem, justiça e verdade.<br>     Podemos, por isso, dizer que esta distinção é não de natureza retorico-argumentativa, mas sim da natureza ética.<br><br>   <em>  Diferenças entre os dois usos da retórica<br>Persuasão:</em><br>-Visa o consentimento voluntário e consistente do auditório;<br>-Orienta-se pela verdade e pela racionalidade;<br>-Os factos não são deturpados;<br>-É uma persuasão racional e explícita;<br>-O interlocutor tem consciência das estratégias persuasivas utilizadas;<br>-O destinatário é ativo, crítico; problematiza.<br><br><em>Manipulação:</em><br>-Visa modelar as crenças e os comportamentos do auditório;<br>-O orador pode enganar o auditório através da distorção da informação, da mentira, ou de mecanismos psicológicos inconscientes;<br>-Pode coincidir com uma deturpação dos factos;<br>-É uma persuasão oculta;<br>-O auditório não tem consciência das estratégias persuasivas utilizadas;<br>-O auditório é passivo, o seu sentido crítico é adormecido; não problematiza.<br><br>     <em>Objetivos da persuasão e da manipulação</em><br>     Distinguir argumentos persuasivos de argumentos manipulatórios não é tarefa fácil, sobretudo quando nos deparamos com situações de exercício de influência. Por isso nos é exigida uma postura de vigilância crítica face à informação crítica veiculada pelos meios de comunicação social, publicidade e todo o género de discurso persuasivo.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-04 21:12:43 UTC</pubDate>
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         <title>Continuação das publicações </title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/332125444</link>
         <description><![CDATA[<div>1) Verdade e verosimilhança<br>     O conflito entre a filosofia platónica e a sofística tem duas conceções opostas de verdade.<br>     Enquanto os sofistas consideravam a verdade como resultado de um ponto de vista sobre a realidade (uma tese "verdadeira", seria, por conseguinte, não a que traduzisse o modo como o mundo é, mas a que convencesse mais pessoas), para Platão, pelo contrário, a verdade é apenas uma; ela é a "visão" da realidade captada pela razão humana, sendo o filósofo aquele que acede de modo privilegiado a essa visão do mundo.<br>     A argumentação retórica situa-se na esfera do verosímil (aquilo que parece ser), enquanto a argumentação filosófica visa a procura da verdade (aquilo que é).<br><br>2) Caracterização da argumentação filosófica <br>     A filosofia é uma atividade argumentativa que procura a verdade e busca fundamento para o real.<br>     A argumentação é o instrumento e o método privilegiado de atividade filosófica, uma vez que as teses e teorias dos filósofos têm de ser sustentadas de maneira racional. Os argumentos servem para sustentar racionalmente as ideias e as teses, defendê-las e justificá-las de modo válido e convincente e procurar aceitação por via de uma persuasão racional.<br>     A argumentação propriamente filosófica deverá ser distinguida da argumentação retórica. O que determina a eficácia da retórica é a adesão do auditório a uma tese ou opinião; o que determina a verdade das teses ou doutrinas filosóficas é o facto de permitirem um efetivo  conhecimento da realidade.<br>     É claro que também os filósofos também buscam a aceitação das suas teses, e para isso servem-se de algumas técnicas e estratégias do domínio da retórica. No entanto, em filosofia, a aceitação não é imposta por meio de estratégias persuasivas, é proposta por meio de argumento; é refletida, discutida e avaliada criticamente.<br><br>A) O que é um bom argumento?<br>     O que entende a filosofia por um bom argumento? Será um argumento válido? Será um argumento sólido? Como já estudamos, um argumento válido pode ser bom do ponto de vista formal, mas revelar-<br>-se "mau" do ponto de vista material, isto é, se as suas premissas forem todas falsas. Vimos que a lógica formal não atende ao conteúdo dos argumentos, mas que apenas a forma é relevante para a sua avaliação.<br>     Um argumento sólido que para além de ser válido também tem premissas verdadeiras. Vimos que a validade preserva a verdade da conclusão no caso de partirmos de premissas verdadeiras.<br>     Os argumentos sólidos só são considerados bons argumentos quando são, simultaneamente, convinventes. Um bom argumento ou argumento cogente, é assim uma argumento sólido e  que, para além disso, tem premissas mais plausíveis do que a conclusão. Num argumento cogente, somos levados a aceitar a conclusão devido ao poder persuasivo das premissas. Para além de ser válido e de ter premissas verdadeiras, um bom argumento é um argumento convincente.<br>     A procura da verdade através de bons argumentos é justamente o objetivo da filosofia e o horizonte de sentido da atitude filosófica. A verdade não é, todavia, algo que nos seja dado, mas um processo contínuo de procura daquilo que é.<br><br>3) Conceções de verdade<br>A conceção clássica de verdade - a verdade como correspondência </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-02-17 16:06:16 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/343546821</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Argumentação e lógica formal - lógica proposicional<br>Principais falácias<br>1) Definição de falácia</strong><br>     Falácia é um argumento que, parecendo ser válid, é, na verdade, inválido.<br>     Falácias formais são argumentos dedutivos cuja forma não é válida, ou seja, aqueles em que a conclusão não decorre das premissas, não sendo sustentada ou justificada por elas.<br>     Num inspetor de circunstâncias, basta haver uma circunstância de tabela em que as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa para o argumento ser inválido.<br><strong>2) Principais falácias formais</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-20 21:06:17 UTC</pubDate>
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         <title>Conheciemento etimológico </title>
         <author>tavarestavares101</author>
         <link>https://padlet.com/tavarestavares101/tn1x2xxoca4x/wish/346798769</link>
         <description><![CDATA[<div> A palavra “<strong>conhecimento</strong>” tem sua origem no Latim da Roma antiga. Esta palavra vem de <strong><em>cognoscere</em></strong>, que podia ser traduzida como “conhecer” ou “saber”. Este termo latino é composto por <strong><em>com</em></strong>, “junto”, e <strong><em>gnoscere</em></strong>, “obter conhecimento. As palavras “<strong>conhecer</strong>” e os derivados tem a mesma origem.<br><br></div><div>     Etimologicamente, "Epistemologia" significa discurso (logos) sobre a ciência (episteme). (Episteme + logos).  <br>Epistemologia: é a ciência da ciência. Filosofia da ciência. É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências. </div>]]></description>
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         <pubDate>2019-03-30 17:16:07 UTC</pubDate>
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