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      <title>Anotações para a prova de Metodologia da Economia by Sâmia Pereira de Souza</title>
      <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6</link>
      <description>Metodologia da Economia (FEA/USP)
Profª Laura Valladão
2º semestre/2017</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-11-29 13:31:20 UTC</pubDate>
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         <title>Parte II: Escopo e Método da Economia Clássica e Neoclássica</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211374508</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>A economia como ciência da escassez</li><li>Realismo dos pressupostos e instrumentalismo</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 13:34:19 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 17: ROBBINS, L. &quot;An essay on the nature and significance of Economic Science&quot;</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211375059</link>
         <description><![CDATA[<div>[Salto de 40 anos na entre Robbins e Keynes] Robbins inicia o texto, que data das décadas de 1920/1930, defendendo o método dedutivo, pois o marginalismo estava posto em risco por conta de críticas em relação à sua metodologia científica, especialmente advindas de correntes como positivismo, behaviorismo e marxismo, que traziam questionamentos em relação à base do marginalismo e da economia política.</div><div>            O autor defende o método utilizado pela economia política ortodoxa (na tradição de J. S. Mill).</div><div>            Para Robbins, a dedução da economia política se dá a partir de postulados baseados em fatos simples, óbvios e indisputáveis da experiência, como as preferências individuais e sua capacidade de ordenação (fatos autoevidentes).</div><div>            O autor acreditava que a introspecção é a ferramenta fundamental do economista – e ainda que esta seja um fenômeno psíquico, rejeita o psicologismo.</div><div>            O behaviorismo era a teoria em voga e rejeitava a introspecção, pois só aceitavam como verdade científica aquilo que pudesse ser objetivamente observado. Robbins, por sua vez, rejeita o behaviorismo, e diz que essa teoria não serve para tratar daquilo que é importante para a economia. Defende, portanto, a introspecção, a escolha genuína e a adequação de meios a fins. Se a base é auto-evidente, torna-se uma ciência mais confiável que as ciências naturais.</div><div>            Robbins rejeita também o hedonismo, pois as escolhas dos ajustes precisam ser consistentes/transitivas (se prefere A a B e B a C, prefere C a A), mas não precisam estar relacionados a prazer ou dor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 13:35:30 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211377174</link>
         <description><![CDATA[￼]]></description>
         <pubDate>2017-11-29 13:40:32 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 28: COLANDER, HOLT &amp; ROSSER. &quot;The Changing Face of Mainstream&quot;</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211377675</link>
         <description><![CDATA[<div>Os autores diferem da explicação kuhniana de mudança. Para eles, a via de entrada para novas ideias que modificam o mainstream e a economia no futuro não passam por uma mudança gestáltica (revolução científica) e sim por um processo evolucionário, cumulativo e contínuo.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Neste sentido, ideias provenientes da elite intelectual da economia circulam em artigos e, caso interessem um subconjunto de especialistas, são publicadas em periódicos de renome e, posteriormente, são incorporadas pelo mainstream.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A noção de mobilizar o interesse de uma parcela expressiva de especialistas é importante, caso contrário, as ideias propostas são descartadas. Entende-se, desta forma, a economia como um processo em que as teorias produzidas penetram gradualmente no mainstream.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Colander, Holt e Rosser afirmam que a elite intelectual é relativamente aberta à novas ideias por ser composta de campos fragmentados. Entretanto, nem sempre esse espaço é aberto e pluralístico, por conta do crivo do método, que estabelece um recorte modelar para as teorias e, deste modo, barra a entrada de heterodoxias.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Quanto mais importante é a mudança, mais demora para que seja incluída no mainstream e, posteriormente, nos livro-textos (de 20 a 30 anos).&nbsp;<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 13:41:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aula 27 - Mainstream na economia (1990)</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211386372</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Problemas da formalização (impactos, prós e contras)</strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>            </strong>Há mudanças no conceito de rigor dentro da matemática. São duas vias: 1) relação concreta com os fatos (axiomatização como critério de rigor – antigo) e 2) Modelar um fenômeno é estabelecer os elos do raciocínio formal – novo (Weintraub). Friedman pertence à primeira via (Universidade de Chicago).</div><div><strong>            </strong></div><div><strong>Críticas à formalização</strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>            </strong>Backhouse define três tipos de formalização:</div><div> </div><div>1)    Axiomatização: reduz um corpo de conhecimentos a um conjunto de axiomas;</div><div>2)    Matematização;</div><div>3)    Formalismo metodológico.</div><div><strong> </strong></div><div>Poucos se colocam contra a matematização, uma vez que esta clareia problemas centrais, padroniza teoria e métodos e auxilia no estabelecimento de hipóteses mínimas para obtenção de resultados. Além disso, sua linguagem permite adições à teoria sem ambiguidade, fazendo chegar a conclusões que não são evidentes por meio do senso comum.</div><div>            É, portanto, uma falha de comunicação da economia com o público não-especializado. Há dois tipos de problemas: 1) O grau de formalização; 2) O tipo de formalização.</div><div> </div><div><strong>Problemas        </strong></div><div><strong> </strong></div><div><strong>Matemática vista como a única forma de abordar os problemas econômicos.<br></strong><br></div><div>Friedman afirma que a forma difere, mas os temas, não (<em>old wine, new bottles</em>). Não se avançou a ciência. Questões fundamentais:</div><div>1)    A econometria gera uma série de teorias sem critérios (<em>garbage in, garbage out </em>– GIGO); </div><div>2)    Encantamento pela técnica e excesso de formalização. Para o autor, é possível dizer o mesmo sem a linguagem técnica, já que a matemática é supervalorizada (formal pelo formal). Não agregam ao conhecimento e sim à carreira do pesquisador.</div><div> </div><div>Kepner afirma que a ênfase na matemática corresponde ao processo sociológico de recompensa nas publicações. Enfatiza-se a publicação em detrimento ao ensino. Além disso, os problemas são escolhidos mais por motivos de conveniência e tratabilidade matemática do que por relevância social ou econômica.</div><div>            Desta forma, a matemática deixa de ser um mero método/instrumento. Excluir outras abordagens excluiria fenômenos que auxiliam o entendimento da economia real.</div><div>Keynes afirma que o excesso de formalização consiste em aplicar métodos sofisticados em problemas vagos. “É melhor estar correto de forma vaga do que errado de forma precisa”.</div><div>            A linguagem matemática não é uma linguagem neutra e modifica o sentido original do problema; modifica o raciocínio, altera o conteúdo.</div><div>            Os argumentos da economia foram distorcidos. Houve uma “estetização” da ciência econômica.</div><div> </div><div><strong>Axiomatização: aumento de hiato entre o modelo e a realidade</strong></div><div> </div><div>            Backhouse afirma que há uma analitização e desempirização corrente dos conceitos econômicos.</div><div>            McCloskey afirma que os economistas adotaram os valores da matemática pura e não das matemáticas aplicadas. O elogio feito ao pesquisador deixa de ser voltado à consistência ou à inexistência de hipóteses <em>ad hoc</em> e passa a ser a capacidade de explicar/prever os fenômenos econômicos reais.</div><div> </div><div><strong>O futuro da economia</strong></div><div> </div><div>            Quase nenhuma das questões futuramente posas poderá ser feita por axiomas. Frank Hahn afirma que, no futuro, haverá métodos capazes de lidar com as complexidades do particular (simulações). Além disso, de acordo com o autor, o caminho perseguido pela Teoria do Equilíbrio Geral rendeu bastante, mas se esgotou e não seria capaz de responder às perguntas que seriam colocadas no futuro.</div><div>            Em vez de teoremas e simulações, a economia será mais <em>soft subject </em>e se preocupará com o geral; terão que introduzir histórias particulares. </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 14:00:27 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 26: Formalização na economia</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211468615</link>
         <description><![CDATA[<div>Entrada da matemática na economia (formalização) se dá por duas vias:</div><div> </div><div>1)    Revolução marginalista (década de 1930) favorecida pela conjuntura político econômica (guerra fria e políticas de financiamento de programas de pesquisa);</div><div>2)    Correntes divergentes de teoria econômica que publicavam concomitantemente.</div><div> </div><div>O pluralismo pós-guerra corrobora na conformação da hegemonia da teoria neoclássica. Há maior ênfase no livre mercado e mais resistência ao planejamento econômico (institucionalismo). As controvérsias entre os temas eram tratadas apenas entre especialistas; há o desenvolvimento da econometria e da teoria em detrimento da microeconomia aplicada (trabalho empírico).</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:00:32 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 25: Introdução à economia comportamental</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211469174</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Uma introdução à economia comportamental</strong></div><div><strong> </strong></div><div>            Os economistas do campo da Economia Comportamental escrevem mais livros do que artigos, direcionados à grandes públicos.</div><div>            Há novos programas de pesquisa em economia e a Economia Comportamental é uma metodologia inovadora em convergência com a economia experimental (em oposição à tradição de Mill e Friedman)</div><div>            A preocupação central da Economia Comportamental é dar maior realismo à teoria econômica, ou seja, retirar a idealização do “homem econômico”, bem como melhorar insights teóricos, capacidade preditiva e competência para orientar políticas públicas.</div><div>            A EC surgiu a partir da aproximação entre teoria econômica e psicologia cognitiva. Hoje em dia está incorporada às ciências comportamentais, realizando uma ruptura com os neoclássicos, especialmente Samuelson.</div><div>            A EC produz críticas à teoria da escolha racional. A maioria das escolhas humanas não é feita de forma deliberada e consciente e leva em consideração as emoções dos indivíduos. Distancia-se, portanto, do homem econômico.</div><div>            A EC seria uma revolução científica, tal qual a formulação de Kuhn? Ao longo do tempo, não. Entretanto, rompe com um subconjunto dos pressupostos neoclássicos, produzindo um relaxamento de seus pressupostos. Exemplo: como o futuro é descontado, situações de risco, limitações da capacidade computacional (racionalidade limitada), considerações de justiça (punição), etc.</div><div>A EC é interdisciplinar. Hoje converge para o domínio amplo das ciências comportamentais, especialmente a neurociência.</div><div> </div><div><strong>Racionalidade limitada: decisões humanas não são otimizadas, mas, sim, satisfeitas. Trata-se da melhor decisão possível dadas as circunstâncias (suficientemente bom). É, portanto, a economia da capacidade cognitiva.<br></strong><br></div><div>            Para alguns autores deveria ser economia cognitiva. Mas a ciência cognitiva não leva em consideração as emoções, humores e sentimentos. </div><div>            A dimensão aplicada é muito presente. Objetiva-se descobrir padrões de comportamento e sugerir políticas públicas.</div><div>            Há dois tipos de sistemas humanos que a Economia Comportamental leva em consideração: </div><div> </div><div>·         <strong>Sistema 1 (automático)</strong></div><div>Opera automática e rapidamente, com pouco ou nenhum esforço e nenhuma percepção de controle voluntário</div><div> </div><div>·         <strong>Sistema 2 (reflexivo)</strong></div><div>Requisitado por atividades mentais que exigem esforço, incluindo cálculos complexos; associado com escolha e concentração.</div><div> </div><div><strong><em>Nudges</em></strong></div><div> </div><div>            <em>Nudges</em> são pequenos estímulos para fazer com que as pessoas tomem decisões de determinadas formas, com a liberdade de escolha preservada. Os <em>nudges</em> devem ser baratos e provocam mudanças de comportamento sem mudar conjuntos de escolhas. Não proíbem, penalizam ou recompensam qualquer escolha particular (paternalismo libertário). Sua filosofia moral é: nem paternalismo, nem anarquia – é aplicado majoritariamente pelo Estado.</div><div>            A arquitetura da escolha influencia escolhas, ajudando humanos a tomar melhores decisões.</div><div>            A economia tradicional sugere políticas regulatórias baseadas em preço, a depender do sistema reflexivo. Já a Economia Comportamental prescreve políticas públicas voltadas para internalidades, feitas pelo sistema automático.</div><div> </div><div><strong>Exemplos de nudges</strong> (especialmente como punições autoimpostas)</div><div> </div><div>1)    Mosca no vaso</div><div>2)    Stickk.com (compromissos assumidos coletivamente, sem imposições)</div><div>3)    Um dólar por dia</div><div>4)    Civilidade nos e-mails</div><div>5)    Uso de eletricidade e comparação com a vizinhança</div><div>6)    Relógio do procrastinador</div><div> </div><div><strong>Vieses e heurísticas</strong></div><div> </div><div>            Heurísticas são procedimentos simples que nos ajudam a tomar decisões (atalhos mentais)</div><div>            Vieses são erros sistemáticos que se repetem de forma previsível, como decorrência da utilização de heurísticas (previsão de padrões de erros).</div><div> </div><div>Exemplos: ancoragem, disponibilidade, representatividade, aversão à perda, etc.</div><div> </div><div>            Framing: as escolhas são tomadas dentro de determinados enquadramentos.</div><div> </div><div><strong>Heurística e disponibilidade</strong></div><div> </div><div>            Julgamentos e escolhas são feitos com base na facilidade com que alguns eventos vêm à mente. Julgamentos de probabilidade são enviesados pelos eventos que estão “frescos na memória”.</div><div>Heurística de representatividade:</div><div> </div><div>·         A é tomado como representativo de B</div><div>·         Conclusões rápidas (sistema automático) sobre o grau de semelhança entre A e B. </div><div> </div><div>Heurística da ancoragem: processo de ancoragem e ajustamento.</div><div> </div><div>Para saber mais: <a href="http://www.economiacomportamental.org">www.economiacomportamental.org</a> </div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:01:22 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 23: MCCLOSKEY, D. N. &quot;Retórica na economia&quot;</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211470531</link>
         <description><![CDATA[<div>McCloskey ataca a “religião metodológica a qual os economistas se converteram na década de 1930” com a inclusão da matemática/linguagem (modernismo na economia).</div><div>            A autora estabelece 10 mandamentos do modernismo na economia (referenciando Friedman e Popper):</div><div> </div><div>1)    Previsão e controle são os fins da ciência – não houve êxito como ciência premonitória, mas sim como história social.</div><div>2)    Conhecimentos/experimentos essencialmente objetivos</div><div>3)    Testar a validade da teoria a partir de suas predições</div><div>4)    Objetividade (Popper coloca-se contra a introspecção/metafísica; Friedman x Robbins [defesa da introspecção])</div><div>5)    Expressar conhecimento com números (formalização)</div><div>6)    Instrospecção não justifica teoria</div><div>7)    A metodologia deve separar normativo de positivo (Mill/Keynes/Friedman)</div><div>8)    Leis protetoras amparam fatos (referência a Popper)</div><div>9)    Cientistas não podem fazer julgamentos normativos</div><div>10) “Garfo de Hume”: obras que não se adéquam ao positivismo lógico devem ser descartadas</div><div> </div><div>            Para McClowskey, o modernismo na economia concebeu cientistas limitados que não conversavam com outras áreas. Ainda assim, haviam poucos adeptos entre os economistas filosóficos, apesar da ampla adesão da maioria (ex: Friedman).</div><div>            “O modernismo se adapta mal à economia”, diz McClowskey. A economia não pratica o modernismo, mas mantém o seu discurso.</div><div>            “Uma metodologia consistente frearia os progressos da economia os progressos da economia” – não há nada a ganhar e muito a perder.</div><div>            McCloskey abandona o emprego de qualquer metodologia que se comprometa a estar entre as regras da boa conversação – como a filosofia diz como conhecer a verdade.</div><div>            A autora chama de <strong>“Metodologia com letra maiúscula”</strong> aquela que contém uma metodologia restrita por regras universais sobre como conhecer. McCloskey não se opõe a toda regra, uma vez que a <em>sprachethik </em>de Habermas é por ela considerada essencial.</div><div>            As regras da boa conversação precisam ser respeitadas por todos e devem ser preocupação de todos. McCloskey dá como exemplo o diálogo socrático (norma) e afirma a diferença entre conversação e retórica. </div><div>            Já a <strong>“Metodologia com letra minúscula” </strong>seria a metodologia restrita a regras universais. Também é criticada por McCloskey.</div><div>            Para a autora, abandonar a metodologia não é abandonar o rigor e sim abandonar regras que bloqueiam a conversa. Para sair do labirinto metodológico modernista, é preciso lançar mão da retórica.            A retórica seria uma anti-metodologia e refere-se ao que realmente é feito na economia, apesar de não possuir regras específicas.</div><div>            McCloskye é criticada por ser pós-positivismo. A rejeição da metodologia vigente também não é aceita por todos.</div><div>            A retórica é uma forma de explorar o pensamento (até onde se pode chegar) mediante a conversação entre especialistas. Usam-se argumentos para persuadir sua audiência sobre o seu estudo.</div><div>            “A busca da verdade” é uma teoria de motivação pobre, de acordo com a autora. </div><div>            Entretanto, afirma-se que “não vale tudo” na retórica. Boa conversação implica em ser persuadido a partir de determinadas formas.</div><div>            Não é qualquer audiência que participa desta conversa. “Nós agimos com base no que nos persuade”, diz McCloskey, isto é, bons argumentos, boas razões e crenças plausíveis.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:03:02 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 22: Retórica na economia</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211471879</link>
         <description><![CDATA[<div>A História do Pensamento Econômico prescreve um conjunto de regras para garantir o funcionamento da economia frente à falência do falseacionismo.</div><div>            Os fatos não cumprem a função que os economistas os atribuem, pois são lidos a partir das teorias; portanto, não têm capacidade de resolver as controvérsias.<br>           Os programas de pesquisa não são bem sucedidos não por conta de experimentos cruciais e falseamento, mas, sim, por meio da retórica, que resolve suas controvérsias.</div><div>            As controvérsias são resolvidas por meio da retórica: ganha quem tiver maior poder de convencimento e que torne suas ideias mais plausíveis e crie consensos.</div><div>            Como é possível repensar a disciplina a partir da falência do positivismo lógico (Arida)/economia modernista (McCloskey)?</div><div>            Persio Arida recorre a regras da retórica. Para o autor, a HPE é um laboratório para observar como uma tese sobressaiu à outra; é o “estudo aplicado de retórica na ciência”.</div><div>            Existe uma linguagem comum e um conjunto de regras determinadas às quais o discurso deve se adequar (limites estreitos) para garantir a cientificidade e o progresso da ciência.</div><div>            A retórica envolve diálogo, boa fé e conversação civilizada – de acordo com o conceito de Habermas, <em>Sprachethik</em>: pressuposto da comunicação ideal.</div><div> </div><div>“Abertura para a verdade como disposição de renúncia a posições tomadas antes do debate diante de evidência contrária inequívoca.”</div><div>(Persio Arida)</div><div> </div><div>            Evidência contrária inequívoca não é o fato, é uma gama maior do que a aceita pelos positivistas, em conformidade às regras de retórica.<br>            Persio não acredita que exista um método infalível para atingir a verdade. A HPE afirma que as regras retóricas são históricas, mas não radicalmente históricas. Arida formula oito regras que foram aceitas (apesar de terem pesos diferentes) pela comunidade de economistas ao longo de sua história.</div><div> </div><div>1)    Simplicidade.</div><div>2)    Coerência (referências à Lakatos em relação às hipóteses ad hoc).</div><div>3)    Abrangência</div><div>4)    Generalidade</div><div>5)    Redução de metáforas</div><div>6)    Formalização</div><div>7)    Reinventar a tradição (Keynes)</div><div>8)    Ignorar interesses práticos</div><div><strong>            </strong></div><div>             A HPE não é <em>hard science </em>nem <em>soft science</em>: é um lócus aplicado teórico. (Autorreflexão de Arida sobre a disciplina).</div><div> </div><div><strong><em>MCCLOSKEY, D. N. “A retórica na economia”.</em></strong></div><div><strong> </strong></div><div>            McCloskey deu o pontapé inicial para a discussão da retórica no cenário internacional.</div><div>            Arida e McCloskey estão olhando para o mesmo objeto; há um léxico comum entre os economistas. Faz, também, referências à crítica literária para questionar: que argumentos convencem os economistas?</div><div>            Critica majoritariamente a presença do modernismo na economia (positivismo lógico) e da linguagem matemática.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:05:12 UTC</pubDate>
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         <title>Aula 21: ARIDA, P. &quot;A história do pensamento econômico como teoria e retórica&quot;</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211474971</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O ponto de partida de Arida é de que a retórica se constitui no contexto do colapso do falseacionismo. Para o autor, a ciência é uma conversação em que os filósofos não devem ter prioridade. Persuasão no campo da economia, portanto, deve ser uma análise de práticas e recursos utilizados.&nbsp; &nbsp; &nbsp;É possível ver recursos retóricos no texto de Friedman, por exemplo.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Arida promove uma discussão de tipos ideais na ciência: <em>hard sciences </em>e <em>soft sciences</em>.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As <em>hard sciences</em> estão na fronteira do conhecimento. Se tudo o que não foi refutado está na fronteira, não é preciso retomar autores clássicos. Consistem na superação positiva.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Se a HPE é a história das ideias, as <em>hard sciences </em>não são um bom tipo de HPE, pois conta-se a história tendo em vista o caminho até o dia de hoje (erros e antecipações). Não é uma história do pensamento autônoma. É também preciso familiarizar-se de imediato com o estado atual da teoria; a obsolescência intelectual fixa que “jovens limitados não dão conta de avançar a ciência” e, portanto, seriam os próximos historiadores do pensamento econômico.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Por outro lado, as <em>soft sciences</em> se conformam a partir da fusão entre teoria e história do pensamento econômico. O seu problema é que a teoria é compreendida a partir dos clássicos – descontextualizados e despersonalizados. Além disso, há uma produção de anacronismos, pois não se compreende o estado atual da questão e muito menos o passado.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; As&nbsp;<em>soft sciences</em> rejeitam a fronteira e realizam uma leitura heurística. Possuem dois problemas principais: 1) Matrizes irreconciliáveis; 2) Tradução problemática.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A principal crítica ao modelo <em>hard science </em>é a de que a ideia de fronteira supõe a ideia de superação positiva de controvérsias. Arida analisa as controvérsias da HPE e diz que essa tese [de superação] não se sustenta.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; O autor identifica o modelo <em>hard science</em> como teoria neoclássica. Assim, há três controvérsias: 1) Clássicos; 2) Historicistas; 3) Institucionalistas. O modelo <em>hard science</em> venceu essas controvérsias, mas não porque provou empiricamente que era o modelo mais adequado.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:09:58 UTC</pubDate>
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         <title>Parte III: Temas do debate atual</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211476625</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>Avaliação de teorias e pluralismo crítico</li><li>Retórica e pós-modernismo</li><li>Matematização e formalização da economia</li><li> Ortodoxia, heterodoxia e <em>mainstream</em>: qual o futuro da economia?</li><li>A sociologia do conhecimento científico</li><li>Escolha e racionalidade econômica</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:12:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aula 20: FRIEDMAN, M. &quot;Ensaio sobre economia positiva&quot; (continuação)</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211478333</link>
         <description><![CDATA[<div>Friedman possui duas teses principais: </div><div> </div><div>1)    Previsão como critério básico de avaliação;</div><div>2)    Irrealidade dos pressupostos.</div><div> </div><div>            Como interpretar “realismo dos pressupostos”?<br>             Sem olhar as previsões é impossível saber o quanto se deve ser realista. Por outro lado, é impossível ser completamente realista pois o número de observações é finito e experimentos não podem ser controlados.</div><div>            Desta forma, o realismo deve ser:</div><div> </div><div>1)    Descritivamente correto (abstração)</div><div>2)    Intuitivamente plausível: não se deve aceitar teorias por terem pressupostos plausíveis, nem descartar teorias por conta de pressupostos implausíveis. </div><div>3)    Irrealismo: pressupostos falsos/absurdos (as if: como se)</div><div> </div><div>Exemplo: empresários maximizam ou não seu lucro? Testa-se a validade dos pressupostos.</div><div>            Entretanto, Friedman se contradiz ao defender a teoria neoclássica a partir da plausibilidade dos pressupostos e não da predição. Afirma que “’seleção natural’ no mercado depende da capacidade de maximizar”. Nunca respondeu pela contradição.</div><div>Maximização de lucro: não importa o que o empresário diga a respeito.</div><div>O resultado do comportamento deles é compatível com a teoria da maximização de lucro (as if). Friedman se apoia na ideia da seleção natural; se não se comportassem como se maximizassem lucro, não teriam sobrevivido.</div><div>            Argumenta sobre a plausibilidade deste pressuposto. É incompatível com argumento – é preciso avaliar por meio de previsões acuradas.</div><div>            Friedman usa argumento de autoridade para afirmar que a teoria neoclássica tem muito sucesso em suas previsões.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:15:20 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aula 19: FRIEDMAN, M. &quot;Ensaio sobre economia positiva&quot;</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211478597</link>
         <description><![CDATA[<div>O ensaio “A metodologia da economia positiva” foi publicado em 1953. Não dialogava com debates filosóficos; é de economistas para economistas. Não possui um texto coerente em termos filosóficos. </div><div>            Para Friedman, o único teste da teoria (critério de avaliação) é a previsão. O autor também defende a irrelevância do irrealismo dos pressupostos.</div><div>            O autor propunha algumas críticas principais: </div><div> </div><div>1)    Economistas, ao estudarem (via questionários/entrevistas) o comportamento dos empresários, constaram que eles não buscavam igualar custo marginal e RM. Logo, questionavam pressupostos neoclássicos de maximização do lucro.</div><div>2)    Institucionalistas também questionavam pressupostos comportamentais da teoria clássica.</div><div>3)    Teóricos da teoria da concorrência imperfeita/monopolítica (João Robison/Chamberlein) – Críticas à teoria da concorrência perfeita.</div><div>4)    Coules Comission: modelos wabisianos (equações gerais) formalizados</div><div> </div><div>            Friedman é marshalliano e rejeita fatos sem teoria e teoria sem fatos. Aponta predições como critério de avaliação de teorias; um teste relevante para a validade de uma teoria é comparar suas previsões com a experiência. A dificuldade, porém, é a inexistência de experimentos controlados e, portanto, deve-se lidar com a realidade tal como é. </div><div>            O autor também recusa a solução clássica da introspecção. Ainda assim, afirma que a ausência de método produz uma fuga para o terreno das análises puramente formais e tautológicas (matemática disfarçada).</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:15:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211478597</guid>
      </item>
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         <title>Aula 18: ROBBINS, L. &quot;An essay on the nature and significance of Economic Science&quot; (continuação)</title>
         <author>saam_pereira</author>
         <link>https://padlet.com/saam_pereira/td5ev2zkbrf6/wish/211481675</link>
         <description><![CDATA[<div> </div><div>            Há três desdobramentos importantes da colaboração de Robbins na economia:</div><div>1)    O homem tem preferências e as ordena;</div><div>2)    A definição de economia;</div><div>3)    A impossibilidade da comparação interpessoal de utilidade.</div><div> </div><div>            Essas duas últimas questões são tidas como as maiores contribuições de Robbins para a Metodologia da Economia.             </div><div>            No Paraíso existem fins múltiplos, meios passivos de uso alternativo, mas não há problema econômico porque se pode realizar todos os fins com os meios existentes. Não há escassez e, portanto, não há escolhas.</div><div>            Há múltiplos fins e meios escassos que não se prestam a usos alternativos; ainda há problema econômico. Outra situação seria se o indivíduo fosse capaz de hierarquizar fins – também não haveria problema econômico. </div><div>            <strong>Escolha: “toda ação que envolve tempo e meios escassos para obtenção de um fim envolve a renúncia de seu uso para a obtenção de outro fim. Tem, assim, um aspecto econômico”. (ROBBINS, cap. 1) </strong></div><div>            Tudo que envolver tempo e meios escassos e, por isso, levar à necessidade de escolhas, é de caráter econômico para Robbins.</div><div>            A definição de Robbins é diferente da de Mill pois traz novos elementos para a economia, especialmente às escolhas que concernem à escassez. Amplia, portanto, o campo da discussão econômica; qualquer comportamento que escolha em relação à escassez é de aspecto econômico.<br>            Becker, por sua vez, aplicaria esta definição à crime, família, escolha de parceiros, religião, etc.</div><div>            A economia keynesiana envolve desemprego, recursos ociosos, situação abaixo da fronteira de possibilidade de produção e, portanto, não há escassez. Macroeconomia e econometria, nesse sentido, não seriam economia pela definição de Robbins. <strong>Ou seja, na mesma medida em que amplia o campo, o autor também o estreita.</strong></div><div>            Robbins se preocupa em separar a ética do campo da economia, afirmando ser neutra em relação a fins – discute-se meios, não fins.</div><div>            Comparação interpessoal de utilidade: Robbins se opõe à comparação sobre utilidade dos meios com base à ciência. “Não há meios de testar a magnitude da satisfação de A em relação a B.” Se não é possível observar exteriormente ou por introspecção, não é objeto da economia, na definição de Robbins.</div>]]></description>
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         <pubDate>2017-11-29 16:20:24 UTC</pubDate>
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