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      <title>MARCOS HISTÓRICOS by Flavia Melo</title>
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      <pubDate>2020-03-05 12:59:22 UTC</pubDate>
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         <title>Sávio e Augusto</title>
         <author>anys_math</author>
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         <title>Sérgio e Paulo Henrique</title>
         <author>anys_math</author>
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         <title>Renata e Karina</title>
         <author>anys_math</author>
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         <title>Alexandre e Eliene</title>
         <author>anys_math</author>
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         <pubDate>2020-03-13 00:52:17 UTC</pubDate>
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         <title>Roberto e Gustavo</title>
         <author>anys_math</author>
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         <pubDate>2020-03-13 00:52:31 UTC</pubDate>
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         <title>Marcello e Ricardo</title>
         <author>anys_math</author>
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         <pubDate>2020-03-13 00:52:37 UTC</pubDate>
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         <title>Luiz Paulo e Alan</title>
         <author>anys_math</author>
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         <title>Helder e Werlon</title>
         <author>anys_math</author>
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         <title>Eduardo e Ronnison</title>
         <author>anys_math</author>
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         <pubDate>2020-03-13 00:53:12 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>anys_math</author>
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         <description><![CDATA[<div>Cada dupla deverá inserir em seu espaço o texto produto da pesquisa do contexto histórico do mundo com relação ao contexto histórico do Brasil.<br>Lembrando que a conexão entre os dois marcos deverá obedecer o período indicado para cada dupla.<br>Ex. 1º Período tem a conexão da Idade Média com o Período da chegada dos Jesuítas ao Brasil.<br>O estudo então deverá contemplar a conexão de 1 marco histórico citado pelo Lucke e 1 marco histórico do Brasil, que são: os 4 períodos citados pelo Saviani + Era Digital.<br><br>* Para quem não sabe quem é Lucke, volte para a AULA 1 e assista o vídeo!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-13 00:54:04 UTC</pubDate>
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         <title>RATIO STUDIORUM</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Conjunto de normas criado para regulamentar o ensino nos colégios jesuíticos. Sua primeira edição, de 1599, além de sustentar a educação jesuítica ganhou status de norma para toda a Companhia de Jesus. Tinha por finalidade ordenar as atividades, funções e os métodos de avaliação nas escolas jesuíticas. Não estava explícito no texto o desejo de que ela se tornasse um método inovador que influenciasse a educação moderna, mesmo assim, foi ponte entre o ensino medieval e o moderno. Antes do documento em questão ser elaborado, a ordem tinha suas normas para o regimento interno dos colégios, os chamados Ordenamentos de Estudos, que serviram de inspiração e ponto de partida para a elaboração da Ratio Studiorum. A Ratio Studiorum se transformou de apenas uma razão de estudos em uma razão política, uma vez que exerceu importante influência em meios políticos, mesmo não católicos. O objetivo maior da educação jesuítica segundo a própria Companhia não era o de inovar, mas sim de cumprir as palavras de Cristo: “Docete omnes gentes, ensinai, instrui, mostrai a todos a verdade.” Esse foi um dos motivos pelos quais os jesuítas desempenharam na Europa e também no chamado “Novo Mundo” o papel de educadores, unido à veia missionária da Ordem. Para seu estudo é obrigatória a leitura da tradução do documento para o português, feita pelo padre jesuíta Leonel FRANCA (1952). É recomendável também a consulta à mais recente edição francesa, traduzida por DEMOUSTIER &amp; JULIA (1997), que traz junto o original latino. Além da leitura do próprio documento, consultar as Constituições da Companhia de Jesus que ajuda a entender as normas que regem o funcionamento interno da Ordem. As obras essenciais relacionadas ao tema foram escritas por Daniel ROPS (1965), A. GUILLERMOU (1960), L. LUKÁCS (1965 e 1974), José Maria DE PAIVA (1981), IGNÁCIO DE LOYOLA (1982), R. FRÖLICH (1987), Émille DÜRKHEIM (1990), DE DAINVILLE (1991), Cézar de Alencar ARNAUT DE TOLEDO (2000)<br>-----<br>(Sávio &amp; Augusto)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 12:53:32 UTC</pubDate>
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         <title>Fase heroica (1549-1570)</title>
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         <description><![CDATA[<div>A fase heróica pode ser considerada como o “Período de catequese” realizada pelos jusuítas. Neste período, os padres buscaram aprender a língua indígena (pacificação), elaboraram textos para catequese (padre Anchieta) em tupi, tentando se aproximar ao máximo, ganhando a confiança dos nativos.<br><br>    O processo de aprendizagem de leitura e escrita de curumins ocorria simultaneamente aos filhos de colonos. <br><br><strong><em>Fase de Consolidação (1570-1759):</em></strong><br>Nesta fase, os jesuítas aumentaram o interesse pela educação de filhos de colonos além da escola elementar de ler e escrever. Neste caso, a educação jesuíta se estendida ao nível secundário (Letras ou humanidades) e nível superior (Filosofia e Ciências), além de cursos de teologia. Mas, era de caráter elitista (público alvo específico) e servia como patamar de ascensão social; excluindo, portanto, o povo do sistema educação. PeríodoPombalino (1749-1808)<br><br><strong><em>Instrução pública e reformas pombalinas</em></strong><em>: </em><br><br>linha de pensamento estava estritamente vinculada ao enciclopedismo” (Romanelli, 1997, p. 36),expulsou, em 1759, a Companhia de Jesus do Reino e dos seus domínios. “Influenciado pelas idéias dos enciclopedistas franceses, Pombal pretendia modernizar o ensino, liberando-o da estreiteza e do obscurantismo que imprimiram os jesuítas” (Werebe, 19967, p. 26). Porém, a sua política radical não resultou numa reforma d ensino. A história confirma este fato: <br> A Educação no Brasil Após a Expulsão da Companhia de Jesus, sofreu um grande recuo. Vinte anos após a expulsão, em toda a Bahia não havia mais que dois professores. Várias escolas foram fechadas e as bibliotecas dos conventos foram abandonadas ou destruídas.<br>(Sávio &amp; Augusto)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 13:45:19 UTC</pubDate>
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         <title>PERÍODO HEROICO</title>
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         <description><![CDATA[<div>Já o período heroico é marcado pelas reais motivações da mudança da política jesuíta para o Brasil, e este último só estivesse cumprindo ordens. Mas já se preparava, em Portugal, a injeção de fartos recursos públicos na instrução da colônia, que viria a ser efetivada em 1565, com a instituição da redízima pelo Cardeal Infante Dom Henrique, regente do reino de Portugal durante a menoridade de D. Sebastião. Com ela, dez por cento de todos os impostos aqui coletados pela Coroa seriam destinados às escolas jesuítas. Evidentemente, a aristocracia não desejava que tais recursos fossem destinados à educação de meninos de rua e filhos de indígenas. As novas escolas teriam que se destinar apenas à educação das elites. A nova política administrativa da Companhia de Jesus, engendrada paulatinamente na metrópole, no período de 1553 a 1564, já visava a adequar a instituição às exigências da Coroa para a implantação da redízima. Essa foi a trama que poria fim à mais bela e democrática iniciativa educacional que já houve por estas terras.</div><div>A educação nos novos moldes elitistas, e sobre como poderia ter sido se seguisse a orientação inicial de Nóbrega. Aponta três diferenças fundamentais. Em primeiro lugar, em vez de manter as estruturas patrimoniais descentralizadas, a Companhia de Jesus, de imediato, incorporou todo o imenso patrimônio, duramente acumulado pela fibra daqueles pioneiros. Isso facilitou sua expropriação por Pombal em 1759, quando da expulsão dos jesuítas do Brasil. Em segundo lugar,  "[...] a substituição do caráter eminentemente democrático do primeiro (plano de Nóbrega) pelo padrão seletivamente aristocrático do segundo) [...] Em suma, o sistema educacional da colônia não era mais [...] uma agência de congraçamento de raças e de franca aculturação democrática. Tendia, pelo contrário, a acentuar as linhas divisórias das etnias e das classes sociais, gerando essa perniciosa mentalidade que até hoje subsiste entre nós de considerar a educação de grau médio e superior como privilégio das classes economicamente mais favorecidas e abastadas [...]" Finalmente, em terceiro lugar foi a importância dada por Nóbrega ao ensino profissionalizante "[...] os documentos posteriores a 1570 silenciam por completo sobre esse importante setor educacional [...] Essa atitude de desinteresse pelo trabalho profissional [...] foi outra herança que nos legou o novo sistema educacional da colônia, herança essa que infelizmente persiste até nossos dias [...] Apesar da grande revolução industrial por que estamos passando, não temos até hoje o sistema educacional de que necessitamos nas proporções que os nossos tempos exigem; nem mesmo há entre nós a consciência dessa necessidade[...]" Lembremos que este livro foi escrito em 1958.</div><div>(Sérgio e Paulo Henrique)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 16:50:23 UTC</pubDate>
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         <title>RATIO STUDIORUM</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/anys_math/tbrigcem0aqw/wish/461125352</link>
         <description><![CDATA[<div>O Ratio atque Institutio Studiorum Societatis Iesu (Plano e Organização de Estudos da Companhia de Jesus), normalmente abreviada como Ratio Studiorum, é uma espécie de coletânea, fundamentada em experiências vivenciadas no Colégio Romano, a que foram adicionadas observações pedagógicas de diversos outros colégios, cujo objetivo era instruir rapidamente todo o jesuíta docente sobre a natureza, a extensão e as obrigações do seu cargo. O Ratio surgiu com a necessidade de unificar o procedimento pedagógico dos jesuítas diante da explosão do número de colégios confiados à Companhia de Jesus como base de uma expansão em sua totalidade missionária. Constituiu-se numa sistematização da pedagogia jesuítica contendo 467 regras cobrindo todas as atividades dos agentes diretamente ligados ao ensino e recomendava que o professor nunca se afastasse do estilo filosófico de Aristóteles, e da teologia de Santo Tomás de Aquino.<br>(Sérgio e Paulo Henrique)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 16:52:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>2º período (1759-1932) - 1) A pedagogia pombalina ou as ideias pedagógicas do despotismo esclarecido (1759-1827)2) Desenvolvimento da pedagogia leiga: ecletismo, liberalismo e positivismo (1827-1932)</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/anys_math/tbrigcem0aqw/wish/461180321</link>
         <description><![CDATA[<div>Saviani (2013) em seu estudo das ideias pedagógicas propõe uma periodização das ideias pedagógicas no Brasil, partindo de uma classificação das principais concepções de educação. Essa classificação apresenta quatro grandes períodos, assim divididos:</div><div>1º período (1549-1759) – monopólio da vertente religiosa da pedagogia tradicional, subdividida nas seguintes fases:</div><div>1) uma pedagogia brasílica ou o período heroico (1549-1599)</div><div>2) a institucionalização da pedagogia jesuítica ou o Ratio Studiorum (1559-1759)</div><div><strong>2º período (1759-1932) – Coexistência entre as vertentes religiosa e leiga da pedagogia tradicional, subdividida nas seguintes fases:</strong></div><div><strong>1) A pedagogia pombalina ou as ideias pedagógicas do despotismo esclarecido (1759-1827)</strong></div><div><strong>2) Desenvolvimento da pedagogia leiga: ecletismo, liberalismo e positivismo (1827-1932)</strong></div><div>3º período (1932-1969) – Predominância da pedagogia nova, subdividido nas seguintes fases:</div><div>1) Equilíbrio entre a pedagogia tradicional e a pedagogia nova (1932-1947)</div><div>2) Predomínio da influência da pedagogia nova (1947-1961)</div><div>3) Crise da pedagogia nova e articulação da pedagogia tecnicista (1961-1969)</div><div>4º período (1969-2001) – Configuração da concepção pedagógica produtivista, subdividido nas seguintes fases:</div><div>1) Predomínio da pedagogia tecnicista, manifestações da concepção analítica de filosofia da educação e concomitante desenvolvimento da visão crítico-reprodutivista (1969-1980)</div><div>2) Ensaios contra-hegemônicos: pedagogia da “educação popular”, pedagogia da prática, pedagogia crítico-social dos conteúdos e pedagogia histórico-crítica (1980-1991).</div><div><br><br></div><div>Os pesquisadores que discutem a temática do ensino brasileiro no período pombalino, destacam-se: Teixeira Soares (1961), Haidar (1973), Azevedo (1976), Carvalho (1978), Rêgo (1982), Santos (1982), Serrão (1982), Avellar (1983), Cunha (1986), Falcon (1993), Holanda (1993), Romanelli (1993), Ribeiro (1998) e Almeida (2000), Ghiraldelli Jr. (2009), Maciel &amp; Shigunov Neto (2006), Saviani (2013) e Shigunov Neto (2015).</div><div>Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras, mais conhecido como Marquês de Pombal, nasceu em 13 de maio de 1699. Pertencia a uma família da pequena nobreza, esteve no exército e foi membro da Academia Real de História. Sua vida pública somente teve início a partir de 1738, quando foi nomeado para desempenhar as funções de delegado de negócios em Londres.</div><div>Para Falcon (1993), a análise da obra e da vida do Marquês de Pombal pode ser dividida em seis períodos. O primeiro é composto por análises realizadas por historiadores/pesquisadores contemporâneos de Sebastião. O segundo se estrutura a partir de admiradores e críticos imediatos de suas obras. O terceiro é composto por análises de liberais que gestaram o mito do liberalismo pombalino. O quarto é estruturado por conservadores que fundam o mito da tirania pombalina. O quinto se refere aos estudos apresentados por pesquisadores/historiadores durante a primeira metade do século XX. E o sexto engloba as análises mais recentes, iniciadas por volta de 1945.</div><div>Podemos considerar que a vida pública de Sebastião José de Carvalho e Melo se iniciou em 1738 quando foi nomeado pelo governo português para desempenhar as funções de delegado de negócios em Londres. De fato, sua vida em termos de reconhecimento frente ao império pode ser dividida em quatro fases: a fase dos interesses particulares; a fase diplomática; a fase governativa; e a fase do exílio. Na primeira, que vai de 1699 a 1738, ele se dedicou exclusivamente a seus interesses pessoais enquanto pequeno fidalgo. O marco final dessa fase é a tentativa frustrada do Marquês de Pombal em compor o Conselho de Fazenda do rei D. João V. A fase diplomática compreende o período de 1738 a 1749. Trata-se da época em que Sebastião exerceu funções diplomáticas em Londres e Viena. A terceira fase, a governativa, que vai de 1750 a 1777, pode ser considerada a mais importante de sua vida. Foi nesse período, durante o reinado de Dom José I em Portugal, que Sebastião teve papel fundamental na direção dos negócios do país. Por fim, a quarta fase de sua vida compreende o período em que ficou exilado: entre a morte de D. José I em 1777 e sua própria morte em 1782. (Shigunov Neto, 2015)<br>Referência:</div><div>Shigunov Neto, A., Strieder, D.M., &amp; Silva, A.C. da. (2019). <strong>A reforma pombalina e suas implicações para a educação brasileira em meados do século XVIII</strong>. Tendencias Pedagógicas, 33, 117-126. doi: 10.15366/tp2019.33.009<br><br>CAP. VI - O desenvolvimento das ideias pedagógicas leigas: ecletismo, liberalismo e positivismo (1827-1932) RESUMO SAVIANI </div><div>Portugal fazia concessões econômicas e a Inglaterra pagava com promessas ou garantias políticas.</div><div><br><br></div><div>Portugal adentrou o século XIX sob forte pressão do Império Napoleônico francês que obrigava a aderir ao bloqueio continental decretado contra a Inglaterra, cujo desfecho implicou na transferência da Família Real para o Brasil, em 1808. Também veio junto Silvestre Pinheiro Ferreira, que a partir de 1813, ministrou um curso de filosofia no Real Colégio de São Joaquim, no Rio de Janeiro. Em filosofia política se definia por um liberalismo moderado e em filosofia, encaminhava para o ecletismo.</div><div>Após a Proclamação da Independência, em 1922 – o primeiro passo era a elaboração e promulgação de uma Constituição. Dom Pedro I convocou a Assembléia Geral Constituinte em 1823 e destacou a necessidade de uma legislação especial sobre a instrução pública. Requeria solução urgente e prioritária: a organização de um sistema de escolas públicas, segundo um plano comum a ser implantado em todo o território do Novo Estado. </div><div><em>Condorcet</em>, elabora a expressão mais íntima entre a relação do Estado e a escola numa perspectiva liberal, nas “<strong>Cinco memórias sobre a instrução pública”</strong> de 1791, com o seguinte plano: 1 – natureza e objeto da instrução pública; 2 – da instrução comum as crianças; 3 – instrução comum para os homens; 4 – instrução relativa para as profissões; e, 5 – instrução relativa às ciências. <strong>Sempre refere-se à instrução.</strong></div><div>Reaberto o Parlamento em 1826, retomou-se a discussão do problema nacional da instrução pública. Entre as várias propostas sobressaiu o projeto encabeçado por Januário da Cunha Barbosa, que pretendeu regular o ensino distribuindo-o em quatro graus: 1º grau: Pedagogias; 2º grau: Liceus; 3º grau: ginásios e 4º grau: academias.</div><div>É importante apontar para a presença das ideias modernas que preconizavam uma educação pública e laica na forma das memórias de <em>Condorcet</em>. Porém, o ensino ainda se pautou pelo espírito das aulas régias oriundas das reformas pombalinas, previstas nas cadeiras e classes avulsas nos casos do 3º grau (ginásios) e do 4º grau (academias).</div><div><strong>Escolas de primeiras letras – </strong>projeto limitado à escola elementar que resultou na Lei de 15 outubro de 1827 – <em>método lancasteriano ou ensino mútuo</em>, no qual alunos eram investidos de função docente.</div><div>O texto da Lei das Escolas de Primeiras Letras desdobra-se em dezessete artigos. Essa primeira lei de educação no Brasil independente estava em sintonia com o espírito da época, de difundir as luzes garantindo o acesso aos rudimentos do saber que a modernidade considerava indispensável para afastar a ignorância.</div><div>No ensino proposto por Lancaster, a maior habilidade do processo de ensino e aprendizagem era a memória e não a fluência verbal, não se admitia a conversa, que era considerada ato de indisciplina, já que em seu entendimento não era possível falar e aprender ao mesmo tempo – se esperava acelerar a difusão do ensino atingindo rapidamente e a baixo custo grande número de alunos. Assim, a instrução pública caminhou a passos lentos pela insuficiência quantitativa, falta de preparo, parca remuneração e pouca dedicação dos professores, dentre outros.</div><div><strong>Reforma Couto Ferraz – </strong>aspecto característico desse regulamento baixado em 1854, refere-se a adoção do princípio da obrigatoriedade do ensino, associado a tarefa de coordenação atribuída ao Inspetor Geral dos Estudos, extensiva a todas as províncias do Império, nos permite considerar a ideia de um sistema de ensino a partir desta Reforma.</div><div>Pelo aspecto administrativo da Reforma Couto Ferraz, a concepção pedagógica se revela centralizadora, papel atribuído ao Inspetor Geral e subordinados aos delegados do distrito.</div><div>A base curricular elementar previa ao currículo: o desenvolvimento da aritmética em suas aplicações práticas; as ciências físicas e a história natural <strong>aplicáveis aos usos da vida</strong>, dentre outros.</div><div>Esta reforma afasta-se oficialmente do método do ensino mútuo, presente na legislação do país desde 1827, quando foram instruídas as Escolas de Primeiras Letras.</div><div>A obra de Liberato Barroso pode ser considerada o primeiro estudo de conjunto sobre a educação brasileira, reunidas no livro <em>A instrução pública do Brasil, </em>publicada em 1867, que buscou conciliar dogma e liberdade, fé e razão. Pretendeu conciliar obrigatoriedade escolar com ensino livre, assim como a vigilância do Estado com a iniciativa privada no campo da instrução.<strong><br> Reforma Leôncio de Carvalho – </strong>Decreto de 19 de abril de 1879, que reformou o ensino primário, secundário e superior no município da Corte, em 29 artigos. Sua essência é apresentada logo ao início e proclama que “é completamente livre o ensino primário e secundário no município da Corte e o superior em todo o Império, salva a inspeção necessária para garantir as condições de moralidade e higiene”. <strong>Essa referência à “moralidade e a higiene” ocupa lugar central no ideário pedagógico brasileiro no Segundo Império e ao longo da Primeira República: o higienismo.</strong><br> A Reforma Leôncio de Carvalho regulamenta o funcionamento das Escolas Normais fixando o seu currículo, nomeando docentes, o órgão dirigente, assim como a remuneração dos funcionários.<br> Em continuidade com a Reforma Couto Ferraz,  mantém a obrigatoriedade do ensino primário dos sete aos catorze anos, à assistência do Estado aos alunos pobres, o serviço de inspeção – e inova com a criação de jardins de infância para crianças de três e sete anos, incentivo ao ensino particular, equiparação de Escolas Normais particulares às oficiais e de escolas secundárias privadas ao colégio Pedro II, dentre outros, à criação de escolas confessionais.</div><div><strong>O método intuitivo – </strong>A Reforma Leôncio de Carvalho sinaliza na direção do método intuitivo. É isto que se manifesta no enunciado da disciplina “<em>Prática do ensino intuitivo ou lição de coisas”</em> do currículo da Escola Normal, bem como no componente disciplinar “<em>noções de coisas”</em> do currículo da escola primária. Foi concebido com o objetivo de resolver o problema da ineficiência do ensino, diante das exigências sociais decorrentes da Revolução Industrial no período entre o final do século XVIII e meados do século XIX.<br> Compreendiam peças do imobiliário escolar, quadros-negros, caixas de ensino de cores e formas, quadros do reino vegetal, gravuras, objetos de madeira, mapas, dentre outros. Adoção de um novo método de ensino: concreto, racional e ativo, denominado ensino pelo aspecto, lição de coisas ou ensino intuitivo, onde “[...] o ensino deve partir de uma percepção sensível, o oferecimento de dados sensíveis à observação e percepção do aluno, desenvolvem-se todos os processos de ilustração com objetos, animais ou suas figuras”.<br> Ao fim do Império, a Reforma Leôncio de Carvalho, abre caminho à iniciativa privada ao tornar livre a instrução, embora a iniciativa privada não chegasse a suplantar as escolas públicas no âmbito da instrução elementar. Já no nível secundário sua supremacia era total, visto que a iniciativa pública se limitava ao Colégio Pedro II.<strong><br> O Barão de Macahubas (Abílio César Borges) – </strong>no opúsculo “<em>A lei nova do ensino infantil”</em>, de 1884, onde afirma que “[...] é nas lições sobre os objetos que adquirem o feliz hábito de refletir e de expor suas ideias com frases apropriadas e corretas”. Foi o criador do famoso Ginásio Baiano em Salvador e depois do Colégio Abílio da Corte, no Rio de Janeiro – integrou o movimento do método intuitivo, deixando a Instrução Pública e colocando em prática suas ideias pedagógicas na iniciativa privada.<br> Castro Alves e Rui Barbosa estudaram no Ginásio Baiano em Salvador, fundado em 1858.<br> De acordo com o Plano de Estudos do Colégio Abílio do Rio de Janeiro, os estudos eram divididos em duas seções: uma de instrução primária e outra de instrução secundária, sendo a primária com duração prevista para três anos e a secundária, prevista para os sete anos seguintes. Dava preferência ao regime de <em>internato</em>, era contra aos jardins de infância e considerava que o ensino deveria começar aos sete anos de idade e nunca antes dos seis.<br> No <em>Congresso Pedagógico Internacional</em> de Buenos Aires, sua participação se deu em 2 de maio de 1882, abordando dois temas: o primeiro dizia sobre a formação dos mestres das escolas primárias e o segundo, se referiu aos melhores meios de a escola sustentar a disciplina e de fomentar nos meninos o gosto pela instrução – posicionando-se contra os castigos escolares.<br> Os livros do Barão de Macahubas eram distribuídos gratuitamente pelas escolas de todo o país. O escritor Raul Pompéia, que frequentou o Colégio Abílio, compôs o romance “<em>O Ateneu”, </em>com base na sua experiência como aluno.<strong><br> Em termos gerais, a visão de homem e de mundo de Abílio César Borges, o Barão de Macahubas, inseria-se no âmbito da cosmovisão católica.</strong><br> A educação moral, entendida em íntima ligação com a religião, ocupava posição central no conjunto das ideias pedagógicas do Barão. <strong>A concepção pedagógica pretendia conciliar as ideias modernas com a tradição católica, em consonância com o ecletismo espiritualista.</strong></div><div>Em apenas sete anos no Brasil, ingressaram de 1840 à 1847 da África 239.800 escravos para o principal setor da economia brasileira que era representado pela cafeicultura.</div><div>Alfredo Bosi descreve sobre o “novo liberalismo”, tendo por base a abolição da escravatura decretada pela <strong>Lei Áurea </strong>em 1888 e a introdução do trabalho assalariado no Brasil. Desde 1868, a ideia central que perpassavam as discussões sobre a Abolição e a Proclamação da República estavam na ligação entre emancipação e instrução.</div><div>A emancipação do escravo exigia a difusão da instrução para diminuir o abismo da ignorância e afastar o instinto de ociosidade.</div><div>Com a Proclamação da República em 1889 e o consequente advento do regime federativo, a instrução popular foi mantida sob responsabilidade das antigas províncias, agora transformadas em estados. </div><div>A tentativa mais avançada foi no estado de São Paulo em direção a um sistema orgânico de educação, pois:</div><div><br><br></div><div>a) A organização administrativa e pedagógica do sistema como um todo, a criação de órgãos centrais e intermediários de formulação das diretrizes e normas pedagógicas, como a inspeção, controle e coordenação das atividades educativas;</div><div>b)A organização das escolas na forma de grupos escolares, superando a fase das cadeiras e classes isoladas, mas a reforma paulista também não chegou a se consolidar – volta-se a responsabilidade de um inspetor geral, em todo o estado, auxiliado por dez inspetores escolares.</div><div><br><br></div><div>Ao final da República Velha com a crise dos anos de 1920, onde se retoma as reformas e se recoloca o problema do sistema de ensino para o âmbito nacional após a Revolução de 1930.</div><div>Ao longo da Primeira República, José Veríssimo publica em 1890, a obra “<strong>A educação nacional” </strong>com indicações para a reforma educativa – considera como base da reforma a reconstrução do caráter nacional e do sentimento nacional do povo brasileiro com eixos para a educação do caráter, a educação cívica, a educação física e o papel da mulher como educadora do caráter das novas gerações. </div><div>No plano federal, o regime republicano expressou essa tensão na política educacional oscilando entre a centralização (oficialização) e a descentralização (desoficialização).</div><div><br><br></div><div>SAVIANI, Dermeval. <strong>História das ideias pedagógicas no Brasil. </strong>4ª ed. – Campinas, SP: Autores Associados, 2013. – (Coleção memória da educação)</div><div><br>(Karina &amp; Renata)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 18:13:31 UTC</pubDate>
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         <title>Relação de fatores históricos ocorridos no Brasil e no mundo no período entre 1932 e 1969 que impactaram a educação no Brasil</title>
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         <description><![CDATA[<div>Saviani defende a ideia que relacionar fatos históricos e seus impactos na sociedade permite um melhor entendimento dos movimentos e pedagógicos na educação (2008).<br><br></div><div>Relação de fatores históricos ocorridos no Brasil e no mundo no período entre 1932 e 1969 que impactaram a educação no Brasil. </div><div><br><strong>Década de 30</strong>: 1932 Divulgação do manifesto dos pioneiros da educação; Revolução constitucionalista do Brasil de 1932. 1934 Novo texto constitucional. Criação do Conselho de Educação responsável pelo plano da educação. 1932 Presidente Getúlio Vargas, inicio do Estado Novo. Plano e educação de 1937 provoca reações na sociedade (Comissão Nacional do Ensino Primário), mas vigora, revisado, até 1950. 1939 Alemanha invade a Polônia iniciando a Segunda Guerra Mundial.</div><div><br></div><div><strong>Década de 40</strong>: 1942 Getúlio Vargas decreta Estado de Sítio no território nacional. 1945 Getúlio Vargas renúncia ao cargo - fim do Estado Novo. 1947 Início do período da Pedagogia Nove (1947). 1947 Criado o anteprojeto da primeira LDBEN (Lei de Diretrizes Básicas da Educação Brasileira). </div><div><br></div><div><strong>Década de 50</strong>: 1950 Teoria do Capital Humano. Plano de Metas de JK para preparar pessoal técnico para indústrias. 1959 Manifesto dos educadores. </div><div><br><strong>Década de 60</strong>: 1961 Primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação é promulgada; Regime Militar no Brasil, sem participação civil; novo texto constitucional em 1967; reforma universitária; proposta de reforma do ensino com base na Administração por Objetivos; metas baseadas no mercado de trabalho; reformado ensino médio; educação como parte do Plano Nacional de Desenvolvimento; mudança da LDB tornando obrigatória a educação profissional; planejamento educacional focado na Economia e criação do primeiro Plano Setorial de Educação. </div><div><br></div><div><strong>Principais personagens no período</strong>: Lourenço Filho, mentor das "bases psicológicas" do movimento movimento escolanovista; Fernando de Azevedo, mentor das "bases sociológicas" nas reformas do ensino; Anísio Teixeira, mentor das "bases filosóficas e políticas da renovação escolar"; Alceu Amoroso Lima; Anísio Teixeira; Lauro de Oliveira Lima e Paulo Freire.</div><div><br><strong>5º período (1980 a atual) - a Era Digital</strong></div><div>A Era Digital, Era Tecnológica ou Era da informação marca o final da Era Industrial no final do do século XX. É o momento onde fluxos de informações são otimizados mudando a forma de pensar, trabalhar e comunicar trazendo benefícios para todos os setores da vida humana. </div><div><br></div><div>Os principais eventos que marcam essa Era são: </div><div>A criação do Telecurso 1º Grau no Brasil em 1981; Durante a década de 80, os computadores passaram deixaram de ser utilizados para o ensino de informática e passaram a ser empregados como ferramente tecnológica.</div><div><br></div><div>Na década de 90, a Internet que havia surgido na década de 60 durante a guerra fria nos EUA passa a seu utilizada para pesquisa em algumas universidades. No ano de 1994 foi autorizado pelo Ministério da Telecomunicações a ser utilizada de forma comercial para a população momento onde começou a ser utilizada para a educação. </div><div><br></div><div>No início dos anos 2000 surgem os grande portais que aglomeravam grande quantidade de informações e dados sendo o mais conhecido até os dias atuais o sítio da Wikipédia (2001) - uma enciclopédia digital, livre e gratuita que revolucionou a forma de pesquisa e acesso a informação pela população em geral.</div><div><br></div><div>Em 2007 surgem os primeiros telefones celulares inteligentes (smart phones) que modificou o aceso aos dados digitais por meio de redes sem fio e sem a necessidade de computadores, alterando de forma profunda comportamentos sociais, o trabalho e a educação. Tabletes (2010 Ipad da Apple) foram lançados na sequencia possibilitando acesso sem fio em equipamentos com telas maiores abrindo novas possibilidades para a criação de softwares voltados a educação.</div><div><br></div><div>Após 2010 redes sociais passaram a fazer parte da vida de boa parte dos brasileiros e grandes empresas ligadas a educação começam a desenvolver sítios e software voltados a aprendizagem e também é o período de proliferação de ambientes virtuais para a educação possibilitando o crescimento de cursos de educação a distancia (EaD).</div><div><br><strong>Referências</strong>:</div><div>ALVES, Gilberto Luiz. História das idéias pedagógicas no Brasil. <strong>Rev. Bras. Educ.</strong>, Rio de Janeiro, v. 13, n. 37, p. 173-178, Apr. 2008. Disponível em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-24782008000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso.&gt;. Acesso em 15 de março de 2020. </div><div><br>COUTOINHO, Natalia. <strong>Linha do tempo de 1930 a 1990. </strong>Apresentação Prezi. Disponível em &lt;https://prezi.com/qqapdztqjgls/linha-do-tempo-de-1930-a-1990/.&gt;. Acesso em 15 de março de 2010.</div><div><br></div><div>GONCALVES, Maria Dativa de Salles. História das ideias pedagógicas no Brasil (Col. Memória da Educação). <strong>Cad. Pesqui.</strong>, São Paulo, v. 39, n. 136, p. 320-323, Abril de 2009 . Disponível em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-15742009000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso.&gt;. Acesso em 15 de março de 2010. </div><div><br></div><div>Munhoz, Amanda. “Artefatos que mudaram a História da Educação.” <strong>Evolução nas tecnologias na educação</strong>, Disponível em &lt;https://www.timetoast.com/timelines/evolucao-das-tecnologias-na-educacao-bc4bd744-931e-476e-8d00-c3f63039b718.&gt;. Acesso em 13 de Março de 2020,<br><br>Neil, Patel. “Era Digital: entenda o que é e quais seus impactos na sociedade.” <strong>Empreendedorismo</strong>, Disponível em &lt;https://neilpatel.com/br/blog/era-digital/.&gt;. Acesso em 13 de março de 2020.</div><div><br></div><div>SAVIANI, Demerval. <strong>História das idéias pedagógicas no Brasil</strong>. Campinas SP: Autores associados, 2007.</div><div><br>SOUSA, Waleska Dayse, GOMES, Sônia Maria Gomes Lopes. <strong>Pedagogia histórico crítica no contexto das ideias pedagógicas brasileiras</strong>: possibilidade de novas práticas. XVIII Encontro de pesquisa em educação. Universidade de Uberaba. 2015.<br><br>Ricardo e Marcello</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 19:09:58 UTC</pubDate>
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         <title>O Equilíbrio entre Pedagogia Tradicional e a Pedagogia Nova  entre 1932 e 1969  No primeiro, correspondente ao interregno compreendido entre 1932 e 1947  bases psicológicas Bases sociológicas&quot; nas reformas do ensino. Bases filosóficas e políticas da renovação escolar Destaca-se o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova  A reação católica ao movimento escolanovista  Papel que o anarquismo e o comunismo conferiram à educação. Destaca-se como fato entre esses anos   - 25 de janeiro de 32 - Grande comício é realizado na Praça da Sé, em São Paulo, intensificando a agitação pública que levará a Revolução Constitucionalista de 1932. - 17 de fevereiro de 32 - O Partido Republicano Paulista e o Partido Democrático formam a &quot;Frente Única por São Paulo Unido&quot; exigindo do Governo Federal a troca do interventor paulista. - 24 de fevereiro de 32 - Presidente Getúlio Vargas aprova o primeiro Código Eleitoral, que institui o voto feminino e cria a Justiça Eleitoral do Brasil.  - 7 de outubro de 32 - É fundada oficialmente a Ação Integralista Brasileira por Plínio Salgado. - 19 de janeiro de 47: São realizadas as eleições gerais diretas para governadores, deputados federais, deputados federais prefeitos e vereadores.  - Fevereiro de 47 - Iniciam-se os trabalhos da Comissão que criará o Estatuto do Petróleo para o Brasil.    - 2 de setembro de 47: O Tratado Interamericano de Assistência Recíproca é assinado pelos 19 países da América na cidade do Rio de Janeiro.  O segundo corte, referente aos anos mediados por 1947 e 1961  Centrado no domínio da pedagogia nova  Encaminhamento do projeto da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), ao Congresso Nacional  Defensores da escola pública e os defensores da escola particular.  Campanha de Defesa da Escola Pública  Renovação da pedagogia católica  Destaca-se entre esses anos - 31 de janeiro de 61: Jânio Quadros torna-se o 22° presidente do Brasil, sucedendo Juscelino Kubitschek. - 25 de agosto de 61: Jânio Quadros renuncia ao cargo de presidente da República. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assume interinamente como 23° presidente do Brasil. - 2 de setembro de 61: O Congresso Nacional do Brasil aprova a Emenda Constitucional n° 4, que estabelece o parlamentarismo. - 7 de setembro de 61: João Goulart toma posse como o 24° presidente do Brasil. - 1954 Suicídio de Getúlio Vargas. - 1956 Fundação da Rádio 9 de julho e do jornal O São Paulo, vinculados à Arquidiocese de São Paulo.    O terceiro corte envolve a fase compreendida entre os anos de 1961 e 1969  A aprovação da LDB Discussão do Plano Nacional de Educação (PNE) Campanha de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário (CADES) Mobilização empreendida pelos movimentos de cultura popular e de educação popular. A crise da pedagogia nova e a emergência da pedagogia tecnicista - teve papel destacado o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES). Destaca-se entre esses anos - 1962 Nas eleições parlamentares, o PTB, ligado a João Goulart, é o partido que mais cresce na Câmara dos Deputados, ameaçando a liderança do parceiro conservador PSD. - 1962 Início do Concílio Ecumênico Vaticano lI, com o papa João XXIII, dia 11/10. Termina, com o papa Paulo VI, em 8/12/1965. - 1963 Pesquisa do IBOPE mostra grande aprovação popular ao governo de João Goulart. - 1964 Cerca de 500 mil pessoas fazem passeata contra Jango no centro de São Paulo, na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. - 1964 Aprovada, por 126 votos a 117, a Lei Suplicy (do ministro da Educação, Suplicy de Lacerda), que proíbe a existência das entidades estudantis, como a UNE. - 1965 O Congresso Nacional aprova a Lei de Inelegibilidades, que cria obstáculos para os candidatos aos governos estaduais e beneficia os políticos ligados à ditadura. - 1965 O ano termina com o registro de 84 casos de tortura e três mortes, sendo dois encontrados enforcados na cela. - 1966 O MDB lança manifesto em defesa das eleições diretas. - 1967 Delfim Netto é o ministro da Fazenda. Imposta a Lei de Segurança Nacional, por Decreto. - 1967 Delfim Netto é o ministro da Fazenda. Imposta a Lei de Segurança Nacional, por Decreto. - 1968 Cerca de 1200 estudantes são presos no Congresso clandestino da UNE em Ibiúna (SP). - 1969 Nova Lei de Segurança Nacional. - 1969 O Congresso Nacional é reaberto. - 1969 O ano é também marcado pelo exílio de vários artistas, músicos, intelectuais e escritores A Era Digital É o nome dado ao período que vem após a era industrial, mais especificamente após a década de 1980; embora suas bases tenham começado no princípio do século XX e, particularmente, na década de 1970, com invenções tais como o microprocessador, a rede de computadores, a fibra óptica e o computador pessoal. A evolução da Era digital tem inicio com Efeito Gutenberg, invenção da prensa móvel por Johannes Gutenberg, dentro desse pontos podemos colocar  - o crescimento e a queda dos operários com as revoluções industriais - I e II Guerra Mundial, busca de novas tecnologias - Colarinho brancos, aumento de empresários  - Produção em massa - Circuitos lógicos e digitais - Os astronautas caminham na lua -  Martin Cooper desenvolve o primeiro celular portátil (celular)  -  Steve Wozniak e Steve Jobs lançam o Apple I: um dos primeiros computadores domésticos pessoais do mundo -  a IBM lança seu próprio computador pessoal acessível (PC) - Em 1997 Empresas de eletrônicos concordam em tornar o Wi-Fi um padrão mundial para a Internet sem fio -O final da década de 90 foi de muita efervescência tecnológica. Criação de grandes empresas, consolidação de sistemas operacionais consagrados e disputas acirradas pelo mercado marcaram época e ajudaram a moldar a história como conhecemos hoje. Criação do Google Em 1998 a empresa começava a dar os seus primeiros passos no mundo digital, ainda como um “simples buscador” procurando o seu espaço no mercado. Foi no dia 4 de setembro de 1998 que Larry Page e Sergey Brin fundaram a empresa, dando início às atividades do buscador. Lançamento do Windows 98 Melhorar o que já tinha sido considerada uma verdadeira revolução. Assim era a missão do Windows 98, sistema operacional da Microsoft que sucedeu o Windows 95. Foi disponibilizado para os consumidores no dia 25 de junho 1998 Internet Explorer Foi em setembro de 1998 que o Internet Explorer ultrapassou pela primeira vez na história o seu maior concorrente até então, segundo os dados do IDC (International Data Corporation). O reinado da Microsoft na liderança dos browsers duraria pelo menos mais 14 anos, até que o produto da empresa fosse ultrapassado pelo Google Chrome. Criação da Mozilla Foundation Em 1998, um ex-funcionário da Netscape decidiu abrir a Fundação Mozilla, que anos depois desenvolveria o navegador Mozilla Firefox. PayPal Foi em 1998 nesse ano que um grupo de amigos se reuniu para fundar uma companhia de “pagamentos digitais”, ainda com o nome de Confinity. </title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 20:12:02 UTC</pubDate>
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         <title>5º período (1980 a atual) - a Era Digital (Helder e Werlon)</title>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A Revolução Industrial</strong> foi o período de grande desenvolvimento tecnológico que teve início na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo mundo causando grandes transformações. A Revolução Industrial <strong>garantiu</strong> o surgimento da indústria e consolidou o processo de <a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/origem-capitalismo.htm"><strong>formação do capitalismo</strong></a><strong>.<br></strong><br></div><div>Nesta época se fazia restrição ao desenvolvimento de atividades industriais no Brasil. Apenas uma pequena indústria para consumo interno era permitida, devido às distâncias entre a metrópole e a colônia. Eram, principalmente, de fiação, calçados.<br><br></div><div><strong>A </strong><a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/segunda-revolucao-industrial.htm"><strong>Segunda Revolução Industrial</strong></a>refere-se ao período entre a <strong>segunda metade do século XIX até meados do século XX</strong>, tendo seu fim durante a <a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/segunda-guerra-mundial.htm"><strong>Segunda Guerra Mundial</strong></a>. <br><br></div><div>No Brasil chegou com cem anos de atraso em duas fases:<br>  1 – (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Get%C3%BAlio_Vargas">Getúlio Vargas</a>, 1930 a 1956), operou uma mudança decisiva no plano da política interna, afastando do poder do estado oligarquias tradicionais que representavam os interesses agrários-comerciais. Getúlio Vargas adotou uma política industrializante, a substituição de mão-de-obra imigrante pela nacional. Essa mão-de-obra era formada no <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_de_Janeiro_(estado)">Rio de Janeiro</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_(estado)">São Paulo</a> em função do êxodo rural (decadência cafeeira) e movimentos migratórios de nordestinos.<br> Vargas investiu forte na criação da infraestrutura industrial: indústria de base e energia. Destacando-se a criação de:<br> ·        <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_Nacional_do_Petr%C3%B3leo">Conselho Nacional do Petróleo</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1938">1938</a>)<br> ·        <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Sider%C3%BArgica_Nacional">Companhia Siderúrgica Nacional</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1941">1941</a>)<br> ·        <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Vale_do_Rio_Doce">Companhia Vale do Rio Doce</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1943">1943</a>)<br> ·        <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Hidrel%C3%A9trica_do_S%C3%A3o_Francisco">Companhia Hidrelétrica do São Francisco</a> (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/1945">1945</a>)<br><br></div><div>2 – (1956 a 1980), com a implantação de setores mais diversificados da indústria.<br>  ·        Juscelino Kubitschek (1956-1961), vários setores industriais foram implantados, incentivados e ampliados.<br>  ·        Após 1964, os governos militares, adotaram medidas para implantar vários setores: rodovias, telecomunicações, extração de minérios, além da industrialização.<br><br></div><div><strong>A Terceira Revolução Industrial </strong>também conhecida como <strong>Revolução</strong> <strong>Tecnocientífica, </strong>devido a <strong>transição do uso da tecnologia mecânica pela digital nas atividades industriais. </strong> iniciou-se na metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial.<br><br></div><div>Aqui se dá o início da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Era_da_informa%C3%A7%C3%A3o">Era da Informação</a> com a expansão da computação e a criação da Internet. Ou seja, nesse momento, o acesso às informações e a comunicação entre as pessoas, por exemplo, são facilitados.<br><br></div><div>No Brasil, as revoluções foram atropelando umas as outras, pois enquanto por exemplo, o Brasil passava pelas adaptações do período da <a href="https://cursoenemgratuito.com.br/segunda-revolucao-industrial/"><strong>Segunda Revolução Industrial</strong></a>, a Revolução <strong>Técnico-Científica</strong> já ocorria nos países “<strong>desenvolvidos</strong>”. Deste modo, o país passava pelas revoluções “correndo”, sem tempo de corrigir os problemas e erros causados pelos processos industriais anteriores.<br><br></div><div>Por conta da industrialização tardia e dos “atropelos” entre as mudanças, somente ao fim do século XX é que o Brasil realmente entra no processo de informatização e implementação da tecnologia de ponta em seu processo industrial.<br>  <br>  Em meio a políticas intervencionistas, existem surtos de inteligência, como a adoção de medidas de estímulo à produção local, a redução da carga tributária e a desburocratização. Já existe um conjunto de políticas de incentivo à inovação, entre elas, o programa <strong>Ciência sem Fronteira</strong>, que leva brasileiros para estudar nas melhores universidades do mundo. Mas isso não é suficiente.<br>  <br> Tem sido difícil para o Brasil a inserção na Terceira Revolução Industrial. Baixos investimos em pesquisa cientifica e tecnológica, comparados à países como Japão, Estados Unidos, Alemanha, França...<br><br></div><div><strong>A</strong> <strong>Era da Informação</strong> ou <strong>era digital</strong> são termos frequentemente utilizados para designar os avanços tecnológicos advindos da Terceira Revolução Industrial e que reverberaram na difusão de um <em>ciberespaço</em>, um meio de comunicação instrumentalizado pela informática e pela internet. O alicerce dessa revolução está na adoção de novas formas de tecnologias, as famosas TICs (Tecnologia da Informação e Comunicações).<br><br></div><div>No Brasil algumas iniciativas tem ajudado para entramos, de vez, nessa era:<br>  A implementação de cidades digitais, bem como as novas práticas de gerenciamento e administração estatal, a partir do governo eletrônico, tornam imprescindível ao cidadão aprender a lidar com as <strong><em>Novas Tecnologias de Informação e Comunicação</em></strong> (<strong>NTICs</strong>). Por esse aspecto e para que o Brasil pudesse fazer parte dessa “nova” sociedade foi desenvolvido o programa “<strong><em>Sociedade da Informação</em></strong>”. Este programa, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, tem como objetivo: <br><br></div><div>[...] lançar os alicerces de um projeto estratégico, de amplitude nacional, para integrar e coordenar o desenvolvimento e a utilização de serviços avançados de computação, comunicação e informação e de suas aplicações na sociedade. Essa iniciativa permitirá alavancar a pesquisa e a educação, bem como assegurar que a economia brasileira tenha condições de competir no mercado mundial. (TAKAHASHI, 2001, p.v)<br><br></div><div><strong>A Quarta Revolução Industrial </strong>ou <strong>Indústria 4.0</strong>, é um conceito desenvolvido pelo alemão <strong>Klaus Schwab</strong>, <strong><em>diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial</em></strong>. Hoje, é uma realidade defendida por diversos teóricos da área. Segundo ele, a industrialização atingiu uma quarta fase, que novamente “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”.<br><br></div><div>"A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior)", diz <strong>Schwab*</strong>.</div><div><br>  "Há três razões pelas quais as transformações atuais não representam uma extensão da terceira revolução industrial, mas a chegada de uma diferente: a velocidade, o alcance e o impacto nos sistemas. A velocidade dos avanços atuais não tem precedentes na história e está interferindo quase todas as indústrias de todos os países". </div><div><br>  *SCHWAB Klaus, <em>A Quarta Revolução Industrial</em>,    </div><div><br>  E o Brasil vamos esperar... </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 23:36:24 UTC</pubDate>
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         <title>2 Período: (1759 a 1932)</title>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-03-15 23:59:02 UTC</pubDate>
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         <title>O 4º Periodo (1969 a 2001) - Compreende Historicamente no Brasil o inicio do período da Ditadura Militar (1964 a 1985) e o retorno do período democrático, mudanças econômicas causada pelo Governo Collor e pelo Plano Real, e todo o governo de Fernando Henrique Cardoso</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>Ao traçar o quadro histórico que contextualiza o período, Saviani ressalta a contradição que acompanhou o processo de expansão da economia, no Brasil, após 1930. Se, por um lado, forças nacionalistas postulavam a plena autonomia política da nação em face da escolha de seus caminhos de desenvolvimento, o que num certo estágio foi proclamado pelo próprio Governo Vargas, o que se viu, em seguida, foi a progressiva mudança da base material escudada em empréstimos externos e na implantação de indústrias monopólicas sediadas nas nações capitalistas mais avançadas, em especial nos Estados Unidos da América. Ao traçar o quadro histórico que contextualiza o período, Saviani ressalta a contradição que acompanhou o processo de expansão da economia, no Brasil, após 1930. Se, por um lado, forças nacionalistas postulavam a plena autonomia política da nação em face da escolha de seus caminhos de desenvolvimento, o que num certo estágio foi proclamado pelo próprio Governo Vargas, o que se viu, em seguida, foi a progressiva mudança da base material escudada em empréstimos externos e na implantação de indústrias monopólicas sediadas nas nações capitalistas mais avançadas, em especial nos Estados Unidos da América. A ideologia política do próprio governo, o <em>nacionalismo</em>, com sua ênfase posta na necessidade de superação da dependência da nação em relação ao imperialismo, passava a ser solapada pelo rumo internacionalista que se imprimia ao desenvolvimento da economia. Nesse contexto, a Escola Superior de Guerra (ESG) foi o bastião em que se formulou a ideologia adequada ao novo estágio da economia, configurada na <em>doutrina da interdependência</em>. Daí o golpe militar, que consagrou essa nova ideologia, instaurando a sua correspondência com o comportamento econômico.</div><div><br>Esse quarto período subdivide-se, também, em três momentos. O primeiro corresponde aos anos compreendidos entre 1969 e 1980. Nele é discutida extensamente a <em>pedagogia tecnicista</em>. <br><strong>A pedagogia tecnicista:</strong> é uma linha de ensino, adotada por volta de 1970, que privilegiava excessivamente a tecnologia educacional e transformava professores e alunos em meros executores e receptores de projetos elaborados de forma autoritária e sem qualquer vínculo com o contexto social a que se destinavam.</div><div>Além de apresentar características autoritárias, a pedagogia tecnicista pode ser considerada não-dialógica, ou seja, ao aluno cabe assimilar passivamente os conteúdos transmitidos pelo professor. Essa pedagogia difere da progressista que privilegia a formação de cidadãos participativos e conscientes da sociedade em que vivem.<br>Para Saviani, baseada "no pressuposto da neutralidade científica e inspirada nos princípios de racionalidade, eficiência e produtividade, a pedagogia tecnicista advoga a reordenação do processo educativo de maneira que o torne objetivo e operacional. De modo semelhante ao que ocorreu no trabalho fabril, pretende-se a objetivação do trabalho pedagógico" <br><br>O segundo corte, envolvendo o período que se desenrola entre 1980 e 1991, devota-se ao estudo das experiências pedagógicas encetadas pelas pedagogias críticas, daí o subtítulo "ensaios contra-hegemônicos". <br> A proposta contra-hegemônica que emerge na década de 1960 é a concepção pedagógica libertadora (SCOCUGLIA, 1999) formulada por Paulo Freire (1971 e 1976). Essa proposta suscita um método pedagógico que tem como ponto de partida a vivência da situação popular (1º passo), de modo a identificar seus principais problemas e operar a escolha dos “temas geradores” (2º passo), cuja problematização (3º passo) levaria à conscientização (4º passo) que, por sua vez, redundaria na ação social e política (5º passo). <br> O processo de abertura democrática; a ascensão às prefeituras e aos governos estaduais de candidatos pertencentes a partidos de oposição ao governo militar; a campanha reivindicando eleições diretas para presidente da República; a transição para um governo civil em nível federal; a organização e mobilização dos educadores; as conferências brasileiras de educação; a produção científica crítica desenvolvida nos programas de pós-graduação em educação; o incremento da circulação de idéias pedagógicas propiciado pela criação de novos veículos. Eis aí um conjunto de fatores que marcaram a década de 1980 como um momento privilegiado para a emersão de propostas pedagógicas contra-hegemônicas. <br><br>O último corte temporal incide sobre a fase que se desenrolou entre 1991 e 2001. O autor conclui que, nessa fase, como decorrência da transição do fordismo para o toyotismo, as idéias pedagógicas no Brasil "expressam-se no neoprodutivismo, nova versão da teoria do capital humano", o que acaba desaguando na "pedagogia da exclusão". Enquanto orientação pedagógica, o neoescolanovismo recupera a bandeira do "aprender a aprender" e o neoconstrutivismo "reordena [...] a concepção psicológica do aprender como atividade construtiva do aluno". O Estado imprime uma forma de organização às escolas buscando obter o máximo de resultados com os recursos destinados à educação. Para tanto, são mobilizados instrumentos como a "pedagogia da qualidade total" e a "pedagogia corporativa". Saviani apropria-se de duas expressões analíticas, antes empregadas por Acácia Kuenzer, para ilustrar o resultado dessas iniciativas: "exclusão includente" e "inclusão excludente". Os mecanismos de inclusão de mais estudantes no sistema escolar, tais como "a divisão do ensino em ciclos, a progressão continuada, as classes de aceleração", que mantêm as crianças e os jovens na escola sem a contrapartida da "aprendizagem efetiva", permitem a melhoria das estatísticas educacionais, mas a clientela continua excluída "do mercado de trabalho e da participação ativa na vida da sociedade. Consuma-se, desse modo, a 'inclusão excludente'" <br><br>MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. Verbete pedagogia tecnicista. <em>Dicionário Interativo da Educação Brasileira -</em> <em>Educabrasil</em>. São Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: &lt;<a href="https://www.educabrasil.com.br/pedagogia-tecnicista/">https://www.educabrasil.com.br/pedagogia-tecnicista/</a>&gt;. Acesso em: 16 de mar. 2020.<br><br></div><div>ALVES, Gilberto Luiz. História das idéias pedagógicas no Brasil.<strong> Rev. Bras. Educ.</strong>,  Rio de Janeiro ,  v. 13, n. 37, p. 173-178,  Apr.  2008 .   Available from &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-24782008000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. access on  15  Mar.  2020.  <a href="https://doi.org/10.1590/S1413-24782008000100016">https://doi.org/10.1590/S1413-24782008000100016</a>.<br><br></div><div> <br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-16 00:27:48 UTC</pubDate>
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         <title>A REFORMA POMBALINA E A ELITIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO IMPERIAL.                                  A organização do ensino seguiu ainda o modelo adotado no período colonial. Segundo Saviani, (2006, p.5374), embora existisse o desejo de ofertar um sistema de instrução para a população na legislação imperial, as experiências reais se limitaram à criação de uma escola que atenderia aos integrantes da elite. As transformações do período imperial na educação, foram influenciadas pelas reformas de Marquês de Pombal, no período colonial.  Os avanços alcançados com a modernização de Portugal, provocados pela reforma do Marquês, não alcançaram o mesmo êxito no BrasilPrincipal característica: elitização do ensino, que embora tenha passado para a competência do estado, não atendia aos interesses dos cidadãos, mas do próprio estado para manter-se absolutista, forte e centralizado nas mãos de poucos preparados para tais tarefas. A EDUCAÇÃO IMPERIAL E A ORGANIZAÇÃO DA CULTURA E DO CONHECIMENTO. A independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, foi resultado de uma série de acordos entre a elite senhorial local e o capital europeu, sendo necessário agora criar como Estado, a nova nação, bem como, a promulgação de uma nova Constituição própria. D. Pedro assinalou a necessidade de uma legislação especial sobre instrução pública. A tarefa de fixar os parâmetros constitucionais para essa legislação especial cabia à Comissão de Instrução Pública da Assembleia Nacional Constituinte. E o caminho encontrado por essa Comissão foi instituir um prêmio para quem apresentasse a melhor proposta de um “Tratado Completo da Educação da Mocidade Brasileira”. Havia uma preocupação com um modelo de educação voltada para os jovens, embasada na sociedade patriarcal e patrimonialista. Saviani (2006), aponta para o surgimento da chamada Escola de Primeiras Letras, que tinha seu sistema educacional voltado para atender aos ditames da elite agrária, formando seus filhos.Nascimento (2004), aponta para o surgimento da primeira Escola Normal do Brasil em 1835, em função da descentralização do Ato Adicional, sendo a primeira no estado da Bahia seguida a do Ceará e por último São Paulo, entretanto havia um abismo educacional que segregava a população brasileira, para isto foi criada uma reforma, chamada de Reforma Couto Ferraz com objetivo de fiscalizar e controlar o ensino em todo Império e também impactou no funcionamento das Escolas Normais, criando novas estratégias na formação dos professores. Segundo Saviani, em 1879 passou a ser chamada de Reforma Leôncio de Carvalho, cujo caráter era o de controlar a inspeção escolar, mantendo a obrigatoriedade do ensino primário (7 a 14 anos); assistência por parte do Estado aos alunos pobres e a organização da escola primária em dois graus, mantendo o mesmo currículo e um pouco mais enriquecido que o da Reforma Couto Ferraz.                                Escola Nova. Em 1882, Rui Barbosa inseriu as ideias da Escola Nova no Brasil, se constituindo como um movimento de renovação de ensino, desenvolveu-se sob importantes impactos de transformação política, social e econômica. A cultura cafeeira e a rápida urbanização propiciaram o progresso industrial e econômica ao país, causando uma grave desordem nos aspectos político e social, provocando uma modificação no pensamento intelectual brasileiro. A crescente urbanização, provocada pelo capitalismo industrial, cria forte expectativa em relação a educação, que exigia um conhecimento mais complexo para formar a mão-de-obra (ARANHA, 1996). E foi especialmente nesse período que a intervenção do Estado estabeleceu a escola elementar universal, leiga, gratuita e obrigatória, cujos princípios educativo conteudistas, de memorização, autoritários e excludentes não agradavam a burguesia industrial e comercial, nem aos trabalhadores.   </title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>(Alexandre e Eliene)<br>História da educação [recurso eletrônico] / Max Elisandro dos Santos Ribeiro... [et al.] ; [revisão técnica : Wilian Junior Bonete]. – Porto Alegre: SAGAH, 2018. ISBN 978-85-9502-472-4 1. Educação – História. 2. Pedagogia. I. Ribeiro, Max Elisandro dos Santos.<br><br>História da educação no Brasil : desafios e perspectivas / Ivone Goulart Lopes, (organizadora). – Curitiba, PR : Atena Editora, 2016. 2.926 Kb ; PDF ; 138 p.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-16 01:20:43 UTC</pubDate>
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         <title>Pedagogia Pombalina e Iluminismo</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>IDENTIDADE, IRREVERÊNCIA E DECISÃO</strong></div><div>O ponto central de toda a reforma pombalina, a principio, era colocar Portugal no centro do Capitalismo, ao lado de França e Inglaterra, reforçando-lhe a sua economia. Dentre seus feitos, Pombal procurou industrializar Portugal, decretando altos impostos sobre os produtos importados. Fundou a Companhia dos Vinhos do Douro, que monopolizou a comercialização dos vinhos em Portugal, prejudicando a nobreza que produzia vinhos em suas quintas. Incentivou a produção agrícola e a construção naval. Reformou a instrução pública e fundou várias academias. Acabou com a distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos.<br><br> Holandeses, ingleses e franceses já haviam vislumbrado o novo mundo. Nos arredores do território brasileiro, demarcado pelo Tratado de Versalhes, os espanhóis tomavam conta dos territórios. Holandeses, franceses e ingleses chegavam no extremo norte da colônia, adentravam pela foz do rio Amazonas e tinham acesso a grande parte da região Norte atual. O que os motivavam? As chamadas drogas do sertão ? baunilha, chocolate, pimenta do reino, e a captura de índios para o trabalho escravo e para a catequese.<br><br> No território que hoje denominamos Região Norte do Brasil, haviam várias aldeias indígenas ao longo do rio Amazonas e algumas delas já estavam nos moldes da educação e da catequese jesuítica. A Companhia de Jesus, fundada para reavivar as velhas chamas do Catolicismo decadente da Reforma Protestante, sentiu-se convocada para o novo mundo para fazer cristãos católicos os povos nativos e, em alguns casos, sustentar a prática da escravidão. Há indícios de que muitas Missões e Reduções jesuítas recrutavam os índios para ensiná-los os costumes europeus e fazê-los escravos. A todo preço, os jesuítas ? que não foram os primeiros religiosos a chegarem em território brasileiro, esse mérito é dado aos missionários franciscanos ? queriam dominar os indígenas e nada melhor que isso do que o Conhecimento.<br><br> Para a colônia, Pombal trouxe algumas novidades: organizou a exploração mineral e vegetal do Brasil por meio da criação de companhias de regulação, trocou a capital de Salvador para o Rio de Janeiro (porto dos metais preciosos), comprou as terras que estavam sob o regime de capitanias hereditárias, extinguiu a escravidão dos índios no Maranhão, onde ela era mais comum que no resto da colônia. Em 1755, proclamou a libertação dos indígenas em todo o Brasil ? esse ato gerou desavenças entre Pombal, os mercadores de escravos indígenas e os jesuítas. Em 1760 os jesuítas foram expulsos do Brasil e Pombal incentivou o casamento entre índios e portugueses com o objetivo de aumentar a população da colônia ? agora com nova demarcação pelo Tratado de Madrid ? e livrar as terras brasileiras de futuras invasões de outros países.<br><br></div><div><strong>EDUCAÇÃO NO PERÍODO POMBALINO</strong></div><div>Os primeiros jesuítas chegaram ao Brasil em 1549, após a Reforma Protestante e durante a reação católica conhecida como Contra-Reforma. O objetivo de Inácio de Loyola era criar uma congregação de soldados de Cristo, propagadores da fé, sentinelas da Igreja. Assim, os jesuítas chegaram ao território da nova colônia portuguesa com objetivos bem claros: catequizar os indígenas e fazê-los cristãos, merecedores da salvação oferecida pela Igreja Católica.<br><br> Não demorou muito tempo, Padre Manoel da Nóbrega fez edificar a primeira escola de educação elementar, sob a tutoria de Irmão Vicente. A pedagogia girava em torno da mistagogia, da propaganda fidei e do ensino do português. Não obstante, os padres também aprendiam a língua nativa para facilitar a comunicação e a dominação indígena. Aos poucos, os jesuítas foram construindo escolas de médio e grande parte em quase todo o território conhecido na colônia. Foi um modelo pedagógico europeu que durou mais de duzentos anos, até a chegada do Marquês de Pombal.<br><br> Com o Marquês, em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, desestruturando o modelo educacional vigente até então. A Companhia passou o controle da educação nas colônias para o Estado. O primeiro passo de Pombal foi confiscar os bens e as escolas dos jesuítas. Em seguida, foram propostas as aulas régias de Latim, Grego, Filosofia e retórica para suprimir a carência deixada com a saída dos jesuítas. A população, porém, reclamava a falta de estrutura no ensino e dos jesuítas. Pombal criou ainda a figura de um Diretor Geral de Estudos para Portugal e suas colônias que teria a responsabilidade de coordenar a educação e pagar os professores.<br><br>(Dennys Cristian Costa Santos, Junho/2017), <a href="https://www.webartigos.com/artigos/resumo-da-historia-da-educacao-no-periodo-pombalino/38741/">https://www.webartigos.com/artigos/resumo-da-historia-da-educacao-no-periodo-pombalino/38741</a>, acessado em 15/03/2020<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-03-16 02:21:11 UTC</pubDate>
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