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      <title>Mural Leitura 11ºB by Isa Araújo</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-03-06 22:41:00 UTC</pubDate>
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         <title>As intermitências da morte </title>
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         <description><![CDATA[<p>&nbsp;José Saramago é um autor que nos fascinou pela sua escrita singular e pela maneira como aborda temas complexos com uma perspetiva única. Decidimos ler <em>As intermitências da morte</em> por recomendação de uma professora, que nos desafiou a explorar a obra e a refletir sobre as questões que ela levanta. A ideia de um mundo onde a morte deixa de existir pareceu-nos intrigante, e a sugestão da professora incentivou-nos a descobrir como Saramago desenvolve essa ideia e que impacto ela tem na sociedade e nos indivíduos.</p><p>Na obra, Saramago parte desse conceito fascinante: num país não identificado, a morte suspende a sua atividade. A partir daí, constrói uma narrativa que transcende a ficção, oferecendo uma reflexão profunda sobre a vida, a mortalidade e as consequências que advêm da ausência da morte.</p><p>A narrativa começa no primeiro dia de um novo ano, quando a morte, de repente, deixa de cumprir o seu papel. Num país não identificado, as pessoas simplesmente param de morrer, o que inicialmente é visto como uma bênção. No entanto, rapidamente se percebe que a imortalidade traz problemas inesperados: hospitais ficam lotados, funerárias entram em crise, e o governo tenta lidar com o caos. A história ganha um novo rumo quando a própria morte assume uma forma humana e decide compreender melhor os vivos.</p><p>Um dos maiores desafios nesta obra foi a escrita de Saramago. O autor usa frases longas, pouca pontuação e um estilo narrativo único, que nos obrigou a estar sempre atentas ao texto. No início, estranhamos esta forma de escrita, mas rapidamente nos habituamos e passamos a apreciá-la, pois dá um ritmo fluido à leitura e transmite a sensação de um pensamento contínuo. Além disso, gostamos do tom irónico e filosófico da narrativa, que nos fez refletir sobre o papel da morte na vida humana.</p><p>Algo que nos cativou foi a evolução da narrativa, que começa com uma reflexão social e política sobre a ausência da morte e, gradualmente, transforma-se numa história mais íntima e filosófica. A introdução da personagem do violoncelista, um músico solitário e dedicado à sua arte, traz uma nova dimensão à narrativa. A relação entre ele e a morte, que assume uma forma humana e se aproxima silenciosamente do seu mundo, acrescenta um tom poético e melancólico à história.</p><p><em>As Intermitências da Morte </em>é uma obra que, apesar de ter sido publicada em 2005, continua extremamente relevante nos dias de hoje. A reflexão que Saramago propõe sobre a vida e a morte adquire um significado ainda mais profundo num mundo onde os avanços da medicina prolongam a esperança de vida e onde a sociedade continua a debater-se com questões éticas sobre o direito de morrer com dignidade. Além disso, a forma como o autor expõe a resposta das instituições e do próprio povo a uma mudança tão radical recorda-nos como os sistemas políticos e sociais nem sempre estão preparados para lidar com crises inesperadas, algo que pudemos observar recentemente com a pandemia.</p><p>&nbsp;No geral, esta leitura revelou-se desafiadora, mas muito enriquecedora. Além disso, a ironia de Saramago e o seu pensamento crítico sobre a sociedade fazem-nos refletir para além da ficção. Gostámos especialmente da forma como a história evolui, passando de uma análise social para uma perspetiva mais humana e filosófica.</p><p>No fim, <em>As Intermitências da Morte</em> não é apenas um livro sobre a ausência da morte, mas uma obra que nos leva a questionar o verdadeiro significado da vida.</p><p><br></p><p>Beatriz Ribeiro</p><p>Iara Molnar</p><p>Lara Reis</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-27 19:41:24 UTC</pubDate>
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         <title>A Metamorfose de Franz Kafka</title>
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         <description><![CDATA[<p>Franz Kafka foi um escritor checo nascido a 1883 e falecido a 1925, muito conhecido por criar histórias que abordam temas como a solidão e o absurdo. <em>A Metamorfose </em>foi publicada em 1915 e é uma das suas obras mais conhecidas e faz parte do género da ficção surrealista e existencialista, já que levanta questões sobre a identidade, o isolamento e o afastamento das pessoas. Escolhemos esta obra porque o facto de um homem se transformar num inseto pareceu-nos tão estranho que nos deixou curiosos.</p><p>A história centra-se em Gregor Samsa, um jovem que trabalha para sustentar a sua família e um dia acordou transformado em um inseto gigante. O mais estranho é ele não se questionar sobre o que aconteceu, mas preocupar-se mais em saber como é que vai conseguir trabalhar. No início, a família ainda tenta ajudá-lo, mas com o tempo vai-se afastando cada vez mais e começa a tratá-lo como um monstro e, desta forma, ele passa os seus últimos dias isolado no quarto, esquecido, até morrer sozinho.</p><p>Este livro fez-nos refletir bastante, pois, apesar de ser uma história estranha, o que aconteceu com Gregor é algo que acontece muito nos dias de hoje. Tal como Gregor era essencial para a família enquanto trabalhava, mas assim que deixou de trabalhar deixou de ser considerado útil e foi posto de lado, a sociedade tende a isolar as pessoas que já não conseguem contribuir, seja por doença, velhice ou qualquer outro motivo. O facto de ele nunca se revoltar e de nunca tentar perceber o porquê daquilo lhe ter acontecido e apenas aceitar torna esta história ainda mais cruel.</p><p>No geral, esta<em> </em>obra continua bastante relevante na atualidade e leva-nos a refletir sobre como na sociedade muitas vezes se dá mais importância à utilidade de uma pessoa do que ao seu valor como ser humano.</p><p><br/></p><p>Adriana </p><p>André</p><p>Pedro Pacheco</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-27 21:00:05 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;A Quinta dos Animais&quot; de George Orwell</title>
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         <description><![CDATA[<p>O livro “A Quinta dos Animais” é uma fábula da autoria de George Orwell, escritor renomado conhecido por várias outras obras, nomeadamente "1984". Pelo facto de ele ser um autor já conhecido pelas suas obras críticas, escolhemos este livro; tínhamos como objetivo realizar um trabalho em que falássemos de, entre outras coisas, problemas filosóficos, e que livro melhor para se encontrar tais problemas do que um de George Orwell?</p><p>Este livro, publicado em 1945, é uma forte crítica aos regimes totalitários tendo como "inspiração" a Revolução Russa de 1917. A narrativa é sobre a revolução dos animais, numa quinta, contra o ser humano, o opressor, para alcançarem a liberdade. Os animais decidem viver sobre o lema “Todos os animais são iguais”, numa sociedade igualitária. Contudo, com o passar do tempo, os porcos vão-se destacando como animais superiores, com mais conhecimento, relegando os outros animais para um plano inferior. Até que a determinado momento o lema inicial passa a “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros”.</p><p>É através de uma espécie de alegoria que o autor mostra a sociedade em que a relação entre opressor e o oprimido é muito evidente. Também se demonstra como as pessoas são capazes de manipular os outros.</p><p>A leitura do livro traz-nos uma visão preocupante da sociedade. Consideramos que, apesar de se tratar de uma narrativa criada há́ vários anos, infelizmente, parece ainda haver um paralelismo com a sociedade dos nossos dias. Afinal, o ser humano parece não aprender com os erros do passado. Após duas guerras mundiais e várias outras guerras, em pleno século XXI, assistimos a vários conflitos no mundo, produto da ganância de alguns países que já́ detêm imenso poder.</p><p>Em suma, George Orwell escreveu um livro cativante, simples de ler e compreender, apresentando uma forte crítica política que, infelizmente, é intemporal.</p><p><br/></p><p>Fábio Carvalho</p><p>Manuel Monteiro</p><p>Pedro Moreira</p><p>Rodrigo Costa</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-28 14:19:36 UTC</pubDate>
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         <title>A morte feliz</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Recentemente lemos o livro <em>A morte feliz </em>de Albert Camus já que gostamos das reflexões que este autor promove com os seus livros, como foi o caso deste, dado que nos fez refletir profundamente sobre temas relacionados com filosofias próximas ao autor como o absurdismo e o existencialismo.</p><p>O livro narra a história de Patrice Mersault, um homem que procura liberdade emocional, financeira e existencial, para tentar encontrar a felicidade, libertando-se assim das convenções sociais e procurando uma vida autêntica. A parte inicial gira em torno do assassinato de Zagreus, um homem rico, cuja morte permite ao protagonista, Mersault, alcançar independência financeira. Assim Mersault afirma que “a felicidade é uma coisa possível, desde que haja tempo e que ter dinheiro é a única maneira de se libertar do domínio do tempo”. Desta forma Mersault abandona a terra natal e procura a felicidade na sua viagem pela Europa, onde adoece. Decide regressar à sua terra natal, onde tenta encontrar finalmente a felicidade.</p><p>Apreciamos este livro especialmente por duas razões. Primeiramente, Camus explora temas como o absurdo da existência, a busca por significado num mundo indiferente e a relação entre a liberdade e a moralidade, o que nos fez refletir e explorar mais estes temas e descobrir certas perspetivas. Este livro também é muito importante para compreender outras obras deste autor, como por exemplo <em>O estrangeiro</em>. Contudo este livro tem uma linguagem densa e profunda, o que fez com que levasse muito tempo para que conseguíssemos processar a informação.</p><p>Sempre gostamos de livros que nos levassem a pensar profundamente, e este é um exemplo disso, já que é uma obra fascinante, e muito importante para acompanhar a evolução do pensamento filosófico e literário do autor Albert Camus. Embora seja uma leitura desafiadora, remete para temas muito interessantes e que levam a perspetivas importantes.</p><p><br/></p><p>Samuel Nunes</p><p>Santiago Queirós</p><p>Tomás Nogueira</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-28 15:16:33 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;Fahrenheit 451&quot; de Ray Bradbury</title>
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         <description><![CDATA[<p>Recentemente, lemos o livro <em>Fahrenheit 451</em> de Ray Bradbury. Trata-se de um livro que frequentemente surge em debates sobre a censura e a liberdade de expressão, e o seu tema continua atual. Escolhemos esta obra pois um amigo nosso já o tinha lido e recomendou-nos a sua leitura dizendo que era um livro que mudou muito a sua perspetiva sobre certos assuntos.</p><p>A história passa-se numa sociedade opressiva onde os livros são proibidos, e os bombeiros têm a função de os queimar em vez de os apagar. O protagonista, Guy Montag, é um desses bombeiros, mas ao longo da história começa a questionar o seu papel no sistema em que vive e o porquê de fazer o que faz. Inspirado por Clarisse, uma jovem que o faz refletir sobre a vida, e marcado pelo suicídio de uma mulher que preferiu morrer do que ver os seus livros a serem queimados, Montag começa um percurso perigoso de descoberta e revolta.</p><p>Há três aspetos que considero importantes nesta obra. Em primeiro lugar, a crítica à censura e à manipulação da informação é muito forte. Bradbury alerta-nos para os perigos de uma sociedade que abandona a leitura e o pensamento crítico dando preferência ao entretenimento superficial. Um dos momentos mais marcantes da obra é quando Beatty, o capitão dos bombeiros, explica como a sociedade se tornou facilmente manipulável devido à inexistência do conhecimento. Em segundo lugar, a criação do ambiente opressivo é impressionante. A forma como Bradbury descreve uma sociedade dominada pela televisão e pela tecnologia, onde as relações humanas são vazias e sem emoção, faz-nos refletir sobre a nossa própria realidade. Por fim, a evolução de Montag como personagem é um dos pontos mais interessantes do livro. O seu processo de tomada de consciência, desde um agente do sistema até um “rebelde” em busca da verdade, é feito de forma muito impactante. A sua relação com Faber, um antigo professor que o ajuda a compreender a importância dos livros, é um dos momentos mais inspiradores do livro. <em>Fahrenheit 451</em> é uma obra intemporal que continua a ser relevante nos dias de hoje. A sua mensagem sobre a importância do conhecimento, da leitura e da liberdade de expressão nunca foi tão atual. Num mundo onde a desinformação e a superficialidade ameaçam o pensamento crítico, este livro serve como um aviso para todas as sociedades. Recomendo este livro a todos que queiram refletir sobre como a censura e a alienação afetam a nossa sociedade.</p><p><br/></p><p>Afonso Nascimento</p><p>Francisco Monteiro</p><p>Gonçalo Santos</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-28 16:14:21 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;O Estrangeiro&quot; de Albert Camus</title>
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         <description><![CDATA[<p>Recentemente, lemos <em>O Estrangeiro</em>, de Albert Camus. Considerado um clássico da literatura existencialista, este livro desafia as conceções tradicionais sobre moralidade, sentido da vida e a indiferença do universo perante a condição humana.</p><p>A história acompanha Meursault, um homem aparentemente apático e desprovido de emoções, que vive de forma indiferente aos acontecimentos à sua volta. A narrativa, escrita em primeira pessoa, apresenta um protagonista que não se encaixa nos padrões sociais estabelecidos e que enfrenta um julgamento não só pelos seus atos, mas pela sua falta de envolvimento emocional. Camus constrói uma reflexão profunda sobre a alienação e a inevitabilidade da morte, temas centrais do pensamento existencialista e do absurdo.</p><p>O que mais me marcou nesta leitura foi a forma como Camus utiliza uma escrita simples e direta para transmitir ideias complexas. O desapego emocional de Meursault pode causar estranheza, mas também convida o leitor a questionar até que ponto as normas sociais determinam o que é considerado aceitável ou condenável. Além disso, o contraste entre a luz intensa da Argélia e o destino sombrio do protagonista reforça a atmosfera da obra.</p><p>Por fim, <em>O Estrangeiro</em> é um livro que nos desafia a pensar sobre a existência e a inevitabilidade da morte sem ilusões ou consolações. A sua mensagem mantém-se atual e relevante, sendo uma leitura essencial para quem se interessa por filosofia e literatura que questionam o sentido da vida. Recomendamo-lo vivamente a qualquer leitor que aprecie obras que provocam reflexão e que obrigue o leitor a pensar sobre cada frase presente no texto.</p><p><br/></p><p>Rodrigo Monteiro</p><p>Tiago Bessa</p><p>Gonçalo Silva</p><p>Pedro Leão</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-03-31 13:53:21 UTC</pubDate>
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