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      <title>Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto/3EM/2021 by Gisa Gasparotto</title>
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      <description>Paráfrase do início do poema  &quot;Morte e vida severina&quot;, de João Cabral de Melo Neto, realizada pelas(os) alunas(os) do 3ºano do Ensino Médio/2021 do Colégio Mater Dei, sob orientação da Profª Gisa Gasparotto.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-20 12:30:11 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>biancacunha2</author>
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         <description><![CDATA[<div>O meu nome é Bianca,&nbsp;</div><div>não tenho outro de pia.&nbsp;</div><div>Como há muitas Biancas,</div><div>que é santa de romaria,</div><div>deram então de me chamar</div><div>Bianca Sarvas Cunha;</div><div>como há muitas Biancas</div><div>com mães chamadas Elaine,</div><div>fiquei sendo a da Elaine</div><div>do vivo Ricardo.</div><div>Mais isso ainda diz pouco:</div><div>há muitos na freguesia,</div><div>por causa de um economista</div><div>que se chamou Ricardo</div><div>e que foi o mais antigo</div><div>senhor desta sesmaria.</div><div>Como então dizer quem falo</div><div>ora a Vossas Senhorias?</div><div>Vejamos: é a Bianca</div><div>da Elaine do Ricardo,</div><div>lá da cidade de São Paulo,</div><div>limites do Brasil.</div><div>Mas isso ainda diz pouco:</div><div>se ao menos mais cinco havia</div><div>com nome de Bianca</div><div>filhas de tantas Elaines</div><div>mulheres de outros tantos,</div><div>já não finados, Ricardos,</div><div>vivendo na mesma cidade&nbsp;</div><div>abundante de pessoas que eu vivia.</div><div>Somos muitas Biancas</div><div>iguais em tudo na vida:</div><div>na mesma cabeça grande</div><div>que a custo é que se equilibra,</div><div>no mesmo ventre crescido</div><div>sobre as mesmas pernas finas</div><div>e iguais também porque o sangue,</div><div>que usamos tem pouca tinta.</div><div>E se somos Biancas</div><div>iguais em tudo na vida,</div><div>morremos de morte igual,</div><div>mesma morte Bianquina:</div><div><a href="http://www.nead.unama.br/">www.nead.unama.br</a></div><div>3</div><div>que é a morte de que se morre</div><div>de velhice antes dos trinta,</div><div>de emboscada antes dos vinte</div><div>de fome um pouco por dia</div><div>(de fraqueza e de doença</div><div>é que a morte Bianquina</div><div>ataca em qualquer idade,</div><div>e até gente não nascida).</div><div>Somos muitas Biancas</div><div>iguais em tudo e na sina:</div><div>a de abrandar estas pedras</div><div>suando-se muito em cima,</div><div>a de tentar despertar</div><div>terra sempre mais extinta,</div><div>a de querer arrancar</div><div>alguns roçado da cinza.</div><div>Mas, para que me conheçam</div><div>melhor Vossas Senhorias</div><div>e melhor possam seguir</div><div>a história de minha vida,</div><div>passo a ser a Bianca</div><div>que em vossa presença emigra.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-20 12:34:32 UTC</pubDate>
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         <title>Alice</title>
         <author>alice_sampaio</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-20 12:42:48 UTC</pubDate>
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         <title>Morte e vida severina</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O meu nome é Lara,</div><div>como não tenho outro de pia.</div><div>Como há muitas Laras,</div><div>que são tenistas de São Paulo,</div><div>deram então de me chamar</div><div>Lara de Paula;</div><div>como há muitas Laras</div><div>com mães chamadas Paulas,</div><div>fiquei sendo o da Paula</div><div>e do advogado Adalberto.<br><br></div><div>Mas isso ainda diz pouco:</div><div>há muitas na freguesia,</div><div>por causa de um advogado</div><div>que se chamou Adalberto</div><div>e que foi o mais antigo</div><div>senhor desta sesmaria.<br><br></div><div>Como então dizer quem fala</div><div>ora a Vossas Senhorias?</div><div>Vejamos: é a Lara</div><div>da Paula e do Adalberto,</div><div>lá do Itaim Bibi,</div><div>de São Paulo.<br><br></div><div>Mas isso ainda diz pouco:</div><div>se ao menos mais cinco havia</div><div>com nome de Lara</div><div>filhas de tantas Paulas</div><div>mulheres de outros tantos,</div><div>já advogados, Adalbertos,</div><div>vivendo na mesma São Paulo perturbada e poluída em que eu vivia.</div><div>Somos muitas Laras</div><div>iguais em tudo na vida:<br><br></div><div>no mesmo cabelo ondulado</div><div>que a custo é que se ajeita,</div><div>no mesmo ventre crescido</div><div>sobre as mesmas pernas grossas,</div><div>e iguais também porque o sangue</div><div>que usamos tem pouca tinta.<br><br></div><div>E se somos Laras</div><div>iguais em tudo na vida,</div><div>morremos de morte igual,<br>mesma morte larinas:</div><div>que é a morte de que se morre</div><div>de velhice antes dos trinta,</div><div>de emboscada antes dos vinte,</div><div>de fome um pouco por dia</div><div>(de fraqueza e de doença</div><div>é que a morte larina</div><div>ataca em qualquer idade,</div><div>e até gente não nascida).<br><br></div><div>Somos muitas Laras</div><div>iguais em tudo e na sina:</div><div>a de abrandar estas pedras</div><div>suando-se muito em cima,</div><div>a de tentar despertar</div><div>terra sempre mais extinta,<br><br></div><div>a de querer arrancar</div><div>algum roçado da cinza.<br>Mas, para que me conheça<br>melhor Vossas Senhorias&nbsp;<br>a melhor possam seguir<br>a história da minha vida,<br>que em vossa presença emigra.&nbsp; &nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-20 14:31:52 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>O meu nome é Renata,&nbsp; &nbsp;</div><div>não tenho outro de pia. 		</div><div>Como há muitas Renatas,&nbsp; &nbsp;&nbsp;</div><div>que é aluna do ensino médio,		</div><div>deram então de me chamar</div><div>Renata de Izabel;</div><div>como há muitas Renatas</div><div>com mães chamadas Izabel,</div><div>fiquei sendo o da Izabel</div><div>do músico Marcelo.</div><div>Mais isso ainda diz pouco:</div><div>há muitos na freguesia,</div><div>por causa de um musico</div><div>que se chamou Marcelo</div><div>e que foi o mais antigo</div><div>senhor desta sesmaria.</div><div>Como então dizer quem falo</div><div>Ora a Vossas Senhorias?</div><div>Vejamos: é a Renata</div><div>da Izabel do Marcelo,</div><div>lá da serra da Costela,</div><div>limites da Paraíba.</div><div>Mas isso ainda diz pouco:</div><div>se ao menos mais cinco havia</div><div>com nome de Renata</div><div>filhos de tantas Izabels</div><div>mulheres de outros tantos,</div><div>já músicos,marcelos,</div><div>vivendo na mesma serra</div><div>magra e ossuda em que eu vivia.</div><div>Somos muitas Renatas</div><div>iguais em tudo na vida:</div><div>na mesma cabeça grande</div><div>que a custo é que se equilibra,</div><div>no mesmo ventre crescido</div><div>sobre as mesmas pernas finas</div><div>e iguais também porque o sangue,</div><div>que usamos tem pouca tinta.</div><div>E se somos Renatas</div><div>iguais em tudo na vida,</div><div>morremos de morte igual,</div><div>mesma morte Renata:</div><div><a href="http://www.nead.unama.br/">www.nead.unama.br</a></div><div>3</div><div>que é a morte de que se morre</div><div>de velhice antes dos trinta,</div><div>de emboscada antes dos vinte</div><div>de fome um pouco por dia</div><div>(de fraqueza e de doença</div><div>é que a morte Renata</div><div>ataca em qualquer idade,</div><div>e até gente não nascida).</div><div>Somos muitas Renatas</div><div>iguais em tudo e na sina:</div><div>a de abrandar estas pedras</div><div>suando-se muito em cima,</div><div>a de tentar despertar</div><div>terra sempre mais extinta,</div><div>a de querer arrancar</div><div>alguns roçado da cinza.</div><div>Mas, para que me conheçam</div><div>melhor Vossas Senhorias</div><div>e melhor possam seguir</div><div>a história de minha vida,</div><div>passo a ser a Renata</div><div>que em vossa presença emigra.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-21 15:27:10 UTC</pubDate>
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         <author>isabellanascimento1</author>
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         <description><![CDATA[<div>O meu nome é Isabella,<br>não tenho outro de pia.&nbsp;<br>Como há muitas Isabellas,<br>que é estudante do último ano do ensino médio, deram então de me chamar de Isabella de Gisele;<br>como há muitas Isabellas de mães chamadas Gisele,&nbsp;<br>fiquei sendo a da Gisele&nbsp;<br>e do alemão Rodrigo.<br>Mas isso ainda diz pouco :&nbsp;<br>há muitos na freguesia,<br>por causa de um alemão<br>que se chamou Rodrigo<br>e que foi o mais antigo<br>senhor desta sesmaria.<br>Como então dizer quem falo<br>Ora a Vossas Senhorias ?<br>Vejamos : é Isabella&nbsp;<br>da Gisele e do Rodrigo,<br>lá de São Paulo,<br>limites de São Paulo.<br>Mas isso ainda diz pouco:</div><div>se ao menos mais cinco havia</div><div>com nome de Isabella<br>filhos de tantas Giseles<br>mulheres de outros tantos,<br>já alemães, Rodrigos,<br>vivendo no mesmo São Paulo em que eu vivia.&nbsp;<br>Somos muitas Isabellas&nbsp;<br>iguais em tudo na vida :<br>na mesma cabeça grande<br>que a custo é que se equilibra,<br>no mesmo ventre crescido</div><div>sobre as mesmas pernas finas</div><div>e iguais também porque o sangue,</div><div>que usamos tem pouca tinta.<br>E se somos Isabellas<br>iguais em tudo na vida,<br>morremos de morte igual,&nbsp;<br>mesma morte Isabella :<br>que é a morte de que se morre</div><div>de velhice antes dos trinta,</div><div>de emboscada antes dos vinte</div><div>de fome um pouco por dia</div><div>(de fraqueza e de doença<br>é que a morte Isabella<br>ataca em qualquer idade,</div><div>e até gente não nascida).<br>Somos muitas Isabellas<br>iguais em tudo e na sina:</div><div>a de abrandar estas pedras</div><div>suando-se muito em cima,</div><div>a de tentar despertar</div><div>terra sempre mais extinta,</div><div>a de querer arrancar</div><div>alguns roçado da cinza.</div><div>Mas, para que me conheçam</div><div>melhor Vossas Senhorias</div><div>e melhor possam seguir</div><div>a história de minha vida,<br>passo a ser a Isabella&nbsp;<br>que em vossa presença emigra. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-21 15:43:32 UTC</pubDate>
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         <title>O meu nome é Marcelo, não tenho outro de Naftali. Como há muitos Marcelos,que é atleta do pinheiros, deram então de me chamar Marcelo Mifano; como há muitos Marcelos com mães chamadas Patrícias,fiquei sendo o da Patrícia do tenista Paulo.Mais isso ainda diz pouco:há muitos na freguesia,por causa de um tenista que se chamou Paulo e que foi o mais antigo senhor desta sesmaria.Como então dizer quem falo ora a Vossas Senhorias?Vejamos: é o Marcelo da Patrícia do Paulo,lá do Morumbi, São Paulo. Mas isso ainda diz pouco:se ao menos mais dois havia com nome de Marcelo filhos de tantas Patricias mulheres de outros tantos,já tenistas, Paulo,vivendo na mesma cidade perturbada e ossuda em que eu vivia. Somos muitos Marcelos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas fina se iguais também porque o sangue,que usamos tem pouca tinta.E se somos Marcelos iguais em tudo na vida,morremos de morte igual,mesma morte Marcelo :que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta,de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia(de fraqueza e de doença é que a morte Marcelo ataca em qualquer idade,e até gente não nascida).Somos muitos Marcelos iguais em tudo e na sina:a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima,a de tentar despertar terra sempre mais extinta,a de querer arrancar alguns roçado da cinza.Mas, para que me conheçam melhor Vossas Senhoria se melhor possam seguira história de minha vida,passo a ser o Marcelo que em vossa presença emigra.</title>
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         <pubDate>2021-09-21 16:15:33 UTC</pubDate>
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