<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Vicente de Carvalho by Nathy Soares</title>
      <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23</link>
      <description>Andreyna, Eduarda M, Letícia, Maria Eduarda e Nathielly.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2018-10-03 12:46:27 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2018-10-16 14:39:46 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Biografia</title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288583154</link>
         <description><![CDATA[<div>Vicente Augusto de Carvalho Santos, 5 de abril de 1866 — Santos, 22 de abril de 1924) foi um advogado, jornalista, político, abolicionista, fazendeiro, deputado, magistrado, poeta e contista brasileiro.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 12:51:58 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288583154</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288587614</link>
         <description><![CDATA[<div>Filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Carolina Bueno, descendente de Amador<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Amador_Bueno"> </a>Bueno, o Aclamado.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 12:59:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288587614</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288588475</link>
         <description><![CDATA[<div>Formou-se em 8 de novembro de 1886, com 20 anos de idade, da Faculdade de Direito de São Paulo, no curso de Ciências Jurídicas e Sociais</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 13:00:55 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288588475</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288589745</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Vicente_Carvalho.jpg" />
         <pubDate>2018-10-03 13:03:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288589745</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288610142</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Foi fazendeiro em <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Franca">Franca</a>, entre 1896 e 1901, quando retornou a Santos e lá se estabeleceu como advogado.<br>Transferiu-se em 1907 para São Paulo, tendo sido nomeado juiz de direito no ano seguinte e, a partir de 1914, ministro do Tribunal de Justiça do Tribunal de São Paulo.<br>Como jornalista, colaborou em vários jornais, como O Estado de S.Paulo e A Tribuna. Em 1889, fundou o Diário da manhã, em Santos e, em 1905, O jornal.<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 13:33:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288610142</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288613815</link>
         <description><![CDATA[<div>A obra que marcou sua carreira poética, <em>Poemas e Canções</em>, foi primeiro publicada em 1908 com prefácio de seu amigo Euclides da Cunha. Teve dezessete edições.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 13:38:18 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288613815</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288619426</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>PALAVRAS AO MAR</strong></div><div> </div><div>Mar, belo mar selvagem</div><div>Das nossas praias solitárias! Tigre</div><div>A que as brisas da terra o sono embalam,</div><div>A que o vento do largo eriça o pêlo!</div><div>Junto da espuma com que as praias bordas,</div><div>Pelo marulho acalentada, à sombra</div><div>Das palmeiras que arfando se debruçam</div><div>Na beirada das ondas - a minha alma</div><div>Abriu-se para a vida como se abre</div><div>A flor da murta para o sol do estio.</div><div> </div><div>Quando eu nasci, raiava</div><div>O claro mês das garças forasteiras:</div><div>Abril, sorrindo em flor pelos outeiros,</div><div>Nadando em luz na oscilação das ondas,</div><div>Desenrolava a primavera de ouro;</div><div>E as leves garças, como olhas soltas</div><div>Num leve sopro de aura dispersadas,</div><div>Vinham do azul do céu turbilhonando</div><div>Pousar o vôo à tona das espumas...</div><div> </div><div>É o tempo em que adormeces</div><div>Ao sol que abrasa: a cólera espumante,</div><div>Que estoura e brame sacudindo os ares,</div><div>Não os saco de mais, nem brame e estoura;</div><div>Apenas se ouve, tímido e plangente,</div><div>O teu murmúrio; e pelo alvor das praias,</div><div>Langue, numa carícia de amoroso,</div><div>As largas ondas marulhando estendes...</div><div> </div><div>Ah! vem daí por certo</div><div>A voz que escuto em mim, trêmula e triste,</div><div>Este marulho que me canta na alma,</div><div>E que a alma jorra desmaiado em versos;</div><div>De ti, de tu unicamente, aquela</div><div>Canção de amor sentida e murmurante</div><div>Que eu vim cantando, sem saber se a ouvia,</div><div>Pela manhã de sol dos meus vinte anos.</div><div> </div><div>O velho condenado,ao cárcere</div><div>das rochas que te cingem!</div><div>Em vão levantas para o céu distante</div><div>Os borrifos das ondas desgrenhadas.</div><div>Debalde! O céu, cheio de sol se é dia,</div><div>Palpitante de estrelas quando é noite,</div><div>Paira, longínquo e indiferente, acima</div><div>Da tua solidão, dos teus clamores...</div><div> </div><div>Condenado e insubmisso</div><div>Como tu mesmo, eu sou como tu mesmo</div><div>Uma alma sobre a qual o céu resplende</div><div>- Longínquo céu - de um esplendor distante.</div><div>Debalde, o mar que em ondas te arrepelas,</div><div>Meu tumultuoso coração revolto</div><div>Levanta para o céu como borrifos,</div><div>Toda a poeira de ouro dos meus sonhos.</div><div> </div><div>Sei que a ventura existe,</div><div>Sonho-a; sonhando a vejo, luminosa.</div><div>Como dentro da noite amortalhado</div><div>Vês longe o claro bando das estrelas;</div><div>Em vão tento alcançá-la, e as curtas asas</div><div>Da alma entreabrindo, subo por instantes...</div><div>O mar! A minha vida é como as praias,</div><div>E o sonho morre como as ondas voltam!</div><div> </div><div>Mar, belo mar selvagem</div><div>Das nossas praias solitárias!</div><div>Tigre de que as brisas da terra o sono embalam,</div><div>A que o vento do largo eriça o pêlo!</div><div>Ouço-te às vezes revoltado e brusco,</div><div>Escondido, fantástico, atirando</div><div>Pela sombra das noites sem estrelas</div><div>A blasfêmia colérica das ondas...</div><div> </div><div>Também eu ergo às vezes</div><div>Imprecações, clamores e blasfêmias</div><div>Contra essa mão desconhecida e vaga</div><div>Que traçou meu destino... Crime absurdo</div><div>O crime de nascer! Foi o meu crime.</div><div>E eu expio-o vivendo, devorado</div><div>Por esta angústia do meu sonho inútil.</div><div>Maldita a vida que promete e falta,</div><div>Que mostra o céu prendendo-nos à terra,</div><div>E, dando as asas, não permite o vôo!</div><div> </div><div>Ah! cavassem-te embora</div><div>O túmulo em que vives - entre as mesmas</div><div>Rochas nuas que os flancos te espedaçam,</div><div>Entre as nuas areias que te cingem...</div><div>Mas fosses morto, morto para o sonho,</div><div>Morto para o desejo de ar e espaço,</div><div>E não pairasse, como um bem ausente,</div><div>Todo o infinito em cima de teu túmulo!</div><div> </div><div>Fosse tu como um lago,</div><div>Como um lago perdido entre as montanhas:</div><div>Por só paisagem - áridas escarpas,</div><div>Uma nesga de céu como horizonte...</div><div>E nada mais! Nem visses nem sentisses</div><div>Aberto sobre ti de lado a lado</div><div>Todo o universo deslumbrante - perto</div><div>Do teu desejo e além do teu alcance!</div><div> </div><div>Nem visses nem sentisses</div><div>A tua solidão, sentindo e vendo</div><div>A larga terra engalanada em pompas</div><div>Que te provocam para repelir-te;</div><div>Nem buscando a ventura que arfa em roda,</div><div>A onda elevasses para a ver tombando,</div><div>- Beijo que se desfaz sem ter vivido,</div><div>Triste flor que já brota desfolhada...</div><div> </div><div>Mar, belo mar selvagem!</div><div>O olhar que te olha só te vê rolando</div><div>A esmeralda das ondas, debruada</div><div>Da leve fímbria de irisada espuma...</div><div>Eu adivinho mais: eu sinto... ou sonho</div><div>Um coração chagado de desejos</div><div>Latejando, batendo, restrugindo</div><div>Pelos fundos abismos do teu peito.</div><div> </div><div>Ah, se o olhar descobrisse</div><div>Quanto esse lençol de águas e de espumas</div><div>Cobre, oculta, amortalha!... A alma dos homens</div><div>Apiedada entendera os teus rugidos,</div><div>Os teus gritos de cólera insubmissa,</div><div>Os bramidos de angústia e de revolta</div><div>De tanto brilho condenado à sombra,</div><div>De tanta vida condenada à morte!</div><div> </div><div>Ninguém entenda, embora,</div><div>Esse vago clamor, marulho ou versos,</div><div>Que sai da tua solidão nas praias,</div><div>Que sai da minha solidão na vida...</div><div>Que importa? Vibre no ar, acode os ecos</div><div>E embale-nos a nós que o murmuramos...</div><div>Versos, marulho! Amargos confidentes</div><div>Do mesmo sonho que sonhamos ambos!</div><div> </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2018-10-03 13:45:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/288619426</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>natyanible</author>
         <link>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/293367737</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=tGGezVPjeXY" />
         <pubDate>2018-10-16 14:30:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/natyanible/t1we6xwhnv23/wish/293367737</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
