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      <title>Pré-Modernismo by Lucas Tataren</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-08-24 20:59:37 UTC</pubDate>
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         <title>Contexto Histórico:</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<div>O pré-modernismo surgiu, aproximadamente, no ano de <mark>1902</mark>, no início do <mark>século XX</mark>. O mundo passava por grandes transformações e, no Brasil, as reformas urbanísticas estavam a todo vapor. Na Europa, o período foi marcado pela tensão política entre os países imperialistas e pelo surgimento dos movimentos de vanguarda. Já no Brasil, ocorreu a <mark>Proclamação da República</mark>, em que, a partir desse evento histórico, as grandes cidades do país iniciaram um processo de reestruturação do espaço urbano. O objetivo era <mark>eliminar as marcas da arquitetura portuguesa e, por extensão, do período monárquico</mark>. Houve o <mark>deslocamento de pessoas pobres</mark>, que residiam em cortiços, para regiões periféricas. Surgiram, dessa forma, as <mark>favelas</mark>. Entretanto, em contraposição a essa miséria, o estado de São Paulo enriquecia com a <mark>cultura de café</mark>. Já no Nordeste, o motivo da miséria era outro: a seca. Essa situação do nordeste levou à <mark>Guerra de Canudos</mark>. É nesse contexto, marcado por <mark>disparidades sociais e conflitos políticos</mark>, que surgiu o <mark>pré-modernismo</mark><strong>.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-24 21:32:30 UTC</pubDate>
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         <title>Características:</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>O pré-modernismo é entendido como um período literário brasileiro que faz a <mark>transição entre o simbolismo e o modernismo</mark>. Por isso, é possível encontrar, nas obras dessa época, características de estilos passados, como: <mark>parnasianismo, realismo, naturalismo e simbolismo</mark>. A característica mais marcante do pré-modernismo é a apresentação de um <mark>Brasil real, sem máscaras</mark>. Os autores desse período imprimiam em suas obras elementos que preanunciavam<strong> </strong>o modernismo, tais como: <mark>nacionalismo crítico, realismo, crítica social, política e econômica</mark>. Portanto, a obra inaugural dessa fase é <em><mark>Os sertões</mark></em>, de <mark>Euclides da Cunha</mark>, em que o jornalista mostra não o lado dos vitoriosos, mas o dos revoltosos da Guerra de Canudos. Os temas e personagens são alterados, agora a figura do imigrante, do sertanejo, do nordestino, dos suburbanos, dos funcionários públicos, dos políticos começam a ter espaço nas obras brasileiras. Nesse sentido, inclusive, pode-se observar uma tendência ao <mark>regionalismo</mark>: textos focados apenas na região Nordeste, com <mark>dialetos e gírias</mark> próprias da localidade; ou ainda obras que abordavam a realidade citadina do Rio de Janeiro e São Paulo, com os jargões da favela, por exemplo. Além disso, podemos citar outras características do pré-modernismo, as quais são:</li><li><mark>Ruptura com o academicismo;</mark></li><li><mark>Ruptura com o passado e a linguagem parnasiana;</mark></li><li><mark>Exposição da realidade social brasileira;</mark></li><li><mark>Marginalidade das personagens: o sertanejo, o caipira, o mulato;</mark></li><li><mark>Temas: fatos históricos, políticos, econômicos e sociais.</mark></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 00:37:35 UTC</pubDate>
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         <title>Poemas:</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<div>Destaca-se Augusto dos Anjos, que combina elementos parnasianos, simbolistas e expressionistas a uma preocupação formal que demonstra certo exagero e deformação expressiva. <br>2 poemas pré-modernistas de Augusto dos Anjos:<br>&nbsp;<em><mark>Versos Íntimos:</mark></em><em><br></em>Vês! Ninguém assistiu ao formidável<br>Enterro de tua última quimera.<br>Somente a Ingratidão – esta pantera –<br>Foi tua companheira inseparável!<br><br>Acostuma-te à lama que te espera!<br>O Homem, que, nesta terra miserável,<br>Mora entre feras, sente inevitável<br>Necessidade de também ser fera.<br><br>Toma um fósforo. Acende teu cigarro!<br>O beijo, amigo, é a véspera do escarro,<br>A mão que afaga é a mesma que apedreja.<br><br>Se a alguém causa inda pena a tua chaga,<br>Apedreja essa mão vil que te afaga,<br>Escarra nessa boca que te beija!<br><br>&nbsp;<em><mark>Psicologia de um vencido:<br></mark></em>Eu, filho do carbono e do amoníaco,<br>Monstro de escuridão e rutilância,<br>Sofro, desde a epigênese da infância,<br>A influência má dos signos do zodíaco.<br><br>Profundissimamente hipocondríaco,<br>Este ambiente me causa repugnância...<br>Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia<br>Que se escapa da boca de um cardíaco.<br><br>Já o verme — este operário das ruínas —<br>Que o sangue podre das carnificinas<br>Come, e à vida em geral declara guerra,<br><br>Anda a espreitar meus olhos para roê-los,<br>E há-de deixar-me apenas os cabelos,<br>Na frialdade inorgânica da terra!</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/COSnGuI0S58" />
         <pubDate>2023-08-25 01:10:55 UTC</pubDate>
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         <title>Euclides da Cunha (1866-1909)</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<div>Muito voltado para as questões humanas, Euclides da Cunha era, além de <mark>autor e jornalista, era um sociólogo e historiador </mark>engajado com causas sociais diversas. Nascido no Rio de Janeiro, esse autor notabilizou-se pela publicação, em 1902, da obra <mark>Os sertões</mark>, livro em que narra as experiências vivenciadas por ele na Guerra de Canudos, ocorrida no interior da Bahia entre 1896 e 1897, onde atuou como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo. Nessa obra, expressando forte preocupação com o lado social do cotidiano do homem comum, uma das principais características do pré-modernismo, Euclides da Cunha analisa a Guerra de Canudos como um fato decorrente do isolamento político e econômico vivenciado pelo sertão nordestino.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 01:23:17 UTC</pubDate>
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         <title>Lima Barreto (1881-1922)</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
         <link>https://padlet.com/tatarenlucas2007/t1f8uzw4p3by2d8w/wish/2672324388</link>
         <description><![CDATA[<div>Afonso Henriques de Lima Barreto, nascido no Rio de Janeiro, ficou conhecido apenas por seus dois últimos sobrenomes e, <mark>além de escritor, era jornalista</mark>. Talvez isso explique sua visão crítica para as questões sociais, que inspiraram suas obras mais importantes. Seu livro mais conhecido, <mark>“O Triste Fim de Policarpo Quaresma”</mark>, publicado em 1915, faz críticas consideráveis à sociedade urbana do século XX. Com linguagem coloquial, o livro aborda conflitos de diferentes esferas: cultural, agrícola e política. Além disso, o autor utiliza um <mark>sarcasmo ácido</mark>, que desconstrói os ideais românticos. Tudo isso em uma prosa descritiva que também se posiciona contra os ideais racistas, que ainda predominavam na época. Observa-se, assim, nas obras de Lima Barreto, um olhar crítico em relação à realidade brasileira.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 01:30:11 UTC</pubDate>
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         <title>Monteiro Lobato (1882-1948)</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
         <link>https://padlet.com/tatarenlucas2007/t1f8uzw4p3by2d8w/wish/2673311342</link>
         <description><![CDATA[<div>Reconhecido mundialmente pelas histórias do “Sítio do Pica Pau Amarelo”, Monteiro Lobato, Paulista da cidade de Taubaté, é considerado um dos mais importantes escritores brasileiros, principalmente no que se refere à <mark>literatura infantil juvenil.</mark> O autor também ficou marcado na história da literatura brasileira pela publicação de obras com forte teor regional, como o livro de contos <mark>Cidades mortas</mark>, publicado em 1919. Nessa obra, Monteiro Lobato apresenta uma série de contos em que os enredos desenrolam-se no Vale do Paraíba, região paulista entre São Paulo e Rio de Janeiro. Nesse cenário interiorano, o autor reflete sobre a <mark>decadência da vida no campo</mark>, sendo o ápice dessa reflexão o conto <mark>“Urupês”</mark>, protagonizado pelo famoso personagem <mark>Jeca Tatu,</mark> o qual foi visto por muitos críticos como um símbolo caricato criado pelo autor para ridicularizar o homem do campo. No entanto, Monteiro Lobato criticava não o personagem em si, mas o contexto que o colocava em tamanha miséria. O personagem mais marcante, Jeca Tatu, transmite uma imagem do caipira que está alienado aos <mark>acontecimentos da sociedade brasileira</mark>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 18:12:21 UTC</pubDate>
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         <title>Augusto dos Anjos (1884-1914)</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nascido na Paraíba, Augusto dos Anjos é um dos principais poetas da literatura brasileira. Sua poesia tem a peculiaridade de apresentar traços típicos do<mark> simbolismo e do cientificismo naturalista</mark>, inovação que faz com que seja situado como um poeta pré-modernista. Escreveu uma única obra, <mark>o livro de poemas Eu</mark>, publicado em 1912. Os poemas que constituem esse livro têm como característica principal o uso de uma <mark>linguagem tida como antilírica</mark>, marcada por expressões como “escarro”, “verme”, “larva” etc. No plano temático, observa-se a ocorrência de <mark>assuntos ligados à morte</mark>, à decomposição cadavérica, aos excrementos do corpo humano (pus, sêmen etc.), o que resulta em um constante cenário de pessimismo, em que o eu lírico vê-se ansioso, angustiado, despido de sonho e esperança. O mais famoso de seus poemas intitula-se <mark>“Versos íntimos”</mark>. Nele, nota-se as principais características da escrita de Augusto dos Anjos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 19:44:36 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Graça Aranha (1868-1931)</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e também membro do movimento modernista brasileiro, José Pereira da Graça Aranha, Nascido em São Luís, no Maranhão, estreou na literatura com o romance <mark>Canaã</mark>, publicado em 1902. É situado como um escritor pré-modernista, pois nessa obra expressa tendências <mark>naturalistas e simbolistas</mark>, que, somadas, resultaram em uma literatura singular, a qual apontava indícios do que viria a ser problematizado com mais ênfase no século XX e início do século XXI: <mark>a questão racial.</mark> Em sua obra “Canaã”, o autor retrata a <mark>situação da imigração alemã no território capixaba.</mark> De caráter <mark>regionalista</mark>, a obra também é válida como documento histórico sobre o período.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 19:51:04 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Referências</title>
         <author>tatarenlucas2007</author>
         <link>https://padlet.com/tatarenlucas2007/t1f8uzw4p3by2d8w/wish/2673406173</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>https://vestibulares.estrategia.com/</li><li>https://www.portugues.com.br/</li><li>https://www.todamateria.com.br/</li><li>https://guiadoestudante.abril.com.br/</li><li>https://www.culturagenial.com/</li><li>https://brasilescola.uol.com.br/</li><li>https://lulacerda.ig.com.br/</li><li>https://editoralandmark.com.br/</li><li>https://www.42frases.com.br/</li><li>https://mundoeducacao.uol.com.br/</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-25 19:58:04 UTC</pubDate>
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