<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>Comunidade Colaborativa de Aprendizagem docente by Alessandra Neves Silv</title>
      <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk</link>
      <description>As comunidades de aprendizagem docente se apresentam como configurações intelectuais, sociais e organizacionais que apoiam o crescimento profissional contínuo dos professores, possibilitando oportunidades para os docentes pensarem, conversarem, lerem e escreverem sobre seu trabalho diário. É um espaço propício para que os professores pensem, conversem, leiam, escrevam sobre suas práticas podendo incluir os contextos sociais, culturais e políticos nos planejamentos realizados de forma intencional (Cochran-Smith; Litle, 2002). </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-04-11 02:56:50 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-04-21 20:39:51 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Um pouco da comunidade colaborativa </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405538678</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/731d16b4089af6f7d5bf61d4ec6fe5cf/WhatsApp_Image_2025_04_10_at_23_50_55.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:09:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405538678</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sessão reflexiva 20 de março de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405539465</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/1a9dfc07c3d4905e0ee78b95957f548c/WhatsApp_Image_2025_04_10_at_23_50_57.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:09:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405539465</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sessão reflexiva - 13 de março de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405539945</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/ee6ce7a9571366ac31537b4cd43a4231/WhatsApp_Image_2025_04_10_at_23_50_56.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:10:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405539945</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405540963</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/502208f6ce25f1a7d93a61b78ba368da/WhatsApp_Image_2025_04_10_at_23_50_54.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:10:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405540963</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sessão reflexiva dia 27 de fevereiro de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405542425</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/c67bf2c039b60fea5dc9c00b228151b1/WhatsApp_Image_2025_04_10_at_23_50_54__1_.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:11:22 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405542425</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Nosso 1º Encontro colaborativo no ano de 2024  - Dia 13 de Dezembro de 2024 </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405552702</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/df1e7ee02dc8b8dd062033590071cf47/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_00_14_06__2_.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:18:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405552702</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405561717</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/ee21db5e929744341fc84eff352bff15/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_00_14_06__1_.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:24:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405561717</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Último encontro do ano 2024 </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405562201</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/bfafac887625a471e925a1e0d6040d1c/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_00_14_08.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:24:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405562201</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sessão reflexiva 27 de março de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405575513</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/d2ec2cb9aa1890cc1c2ffa3563689c76/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_00_30_19.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:33:13 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405575513</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sessão reflexiva dia 27 de março de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405575985</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/e843bcf3d2466874334834de91255175/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_00_30_20__1_.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:33:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405575985</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Domiciane de Sousa Araújo - Vida familiar, acadêmica e profissional  e os desafios vivenciados na escola pública</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405585979</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>&nbsp;</strong>Eu venho de pais que não tiveram oportunidades de estudar, mas que sabem ler e escrever porque foram autodidatas, por exemplo meu pai nunca estudou, mas ele leu um livro, uma cartilha 32 páginas ele lembra até hoje e dessa leitura ele consegue fazer poemas, músicas, ele ler a bíblia, ele faz cálculos, consegue..&nbsp; sabe dominar as quatro operações faz cubagem de terra, até pra fazenda das vizinhanças. E aos 60 anos começou a estudar inglês e já falou com estrangeiros. Então assim, ele tem um amor por estudo e por tudo aquilo que ele nunca teve e esse amor ele passou pra mim assim. &nbsp;Eu sempre tive vontade de ser professora então aos 8 anos eu já dizia que seria professora e enfermeira, coisas que ele não queria que eu fosse. Já minha mãe completou o ensino fundamental após os 40 anos, através da Educação de Jovens e Adultos (EJA).</p><p>Então eu fui alfabetizada em casa aos 7 anos, quando eu fui para escola eu já sabia ler e escrever. E eu sempre estudei em escola pública, então até a 4ª série eu estudei na escola Maria de Paiva Macedo, que é lá no Km 28, na Comunidade Boa Vista, depois eu passei dois anos sem estudar dos 10 anos até os 12 anos sem estudar porque lá não havia 6º ano, na época 5ª série e daí eu fiquei sem estudar, eu fui morar na casa da minha madrinha e depois na casa... desde os 9 anos que fui morava na casa dos outros para estudar porque meus pais moravam na colônia na Comunidade Maloquinha 2 . Daí eu passava um ano na casa de um e no outro ano na casa do outro e vinha lá do km 28 no ônibus da Caima que minha mãe todos os anos ia pedir o chamado passe e todos os anos ganhava o passe e a gente tinha o direito de ir e vir no ônibus e não de ter a poltrona para sentar, a gente vinha encostado em pé e voltava em pé, mas só em ter a oportunidade estar no ônibus e vir para a escola já era uma grande vantagem. Daí eu terminei o ensino fundamental aos 16 e daí fez a besteira de casar, daí eu não pude estudar, parei de estudar e aos 19 anos fui fazer contabilidade ali no Benedito Correia, mas acabei desistindo. Quando eu voltei novamente só tinha magistério, ciências biológicas, ciências humanas. Então eu escolhi magistério que era para professor, então fiz o magistério. Eu sou da última turma do Magistério da Escola Benedito Correia de Sousa. Eu sempre estudei em escola pública em toda minha vida. Quando eu estava no terceiro ano do magistério eu já consegui estágio, eu fiz o estágio, mas eu era vendedora de loja, trabalhava na Hugo de Mendonça, nesse período uma diretora da escola particular Pequeno Polegar que era cliente da loja me chamou para estagiar, daí eu comecei como ajudante de professora de crianças em uma turma de maternal e fui gosto. Logo depois a professora Oneide Neves (in memoria) me chamou para trabalhar na APAE me apaixonei pelas crianças especiais, eu passei 7 anos trabalhando na APAE com crianças síndrome down, crianças com paralisia infantil. Daí então em 2003 eu fiz o vestibular para Letras, mas na verdade eu gostava de matemática, mas eu sempre fui louca por inglês, eu sempre quis aprender inglês, eu estudava inglês sozinha. Então eu fiz letras porque disseram que eu iria estudar inglês. Então a filha da dona Madalena disse assim faz letras que letras é chique, não sabia o que era letras eu pensei que sairia uma gramática ambulante ou então uma escritora. Então depois descobri minha paixão pela língua portuguesa depois da metade do curso, porque ainda desistir um semestre porque não fazia sentido as teorias todas assim, mas isso me ajudou. Em 2004 entrei no curso de Letras língua portuguesa e literatura, nessa época também passei no concurso público e tive filho. Foi um ano de mudança na minha vida. Eu estava trabalhando na APAE, depois vim trabalhar no Gonzaga Barros, em 2007.&nbsp; E depois de formada em Letras fiz logo uma pós em metodologia do ensino do ensino de língua estrangeira pela Uninter, depois passei no Mestrado em Ciências em Educação em Santarém e na época também fiz curso de Inglês na Fisk, fazia várias coisas ao mesmo tempo, eu tinha energia para isso, hoje eu não tenho mais. Em 2015 concluí o curso de Letras: português e inglês pela Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). A minha vida de trabalho ela se resume sempre a escola pública, eu já tive a experiência de trabalhar em escola particular, mas eu entendo que eu posso ser mais útil aqui ajudando quem não tem a mesma chance que outros tem. Eu não tive chance mas eu corri atrás então eu acredito que muitos alunos nossos precisam também ter essa oportunidade de acreditar que a escola pública pode fazer uma grande diferença na vida deles.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/189c4770430372ee9034f58347ab8f21/312042557_1249459959301885_3350135804490141213_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:41:00 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405585979</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Elisamara Dantas Coelho - Entre a vida familiar e escolar  e a escolha da profissão</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405587650</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou Elisamara Dantas, Tenho 49 anos e nasci no município de Zé Doca, Maranhão. Venho de uma família muito humilde; meus pais estudaram apenas até a quarta série, e para nós, estudar era um privilégio. Sou a mais velha de três irmãos, e meu pai trabalhava na empresa chamada Armazém Paraíba. Eu sempre fui bolsista, estudando em escola particular como o Instituto Fundamental Brasileiro, em Zé Doca, e na Escola Professor Pedro Neiva de Santana, em Santa Inês. Mas concluí o ensino médio no Pará, durante minha adolescência em escola pública.</p><p>Desde o ensino fundamental, meu passatempo favorito era escrever romances. Gostava muito de criar histórias, mesmo sem um computador, escrevendo à caneta. À noite, à luz de vela, também me dedicava à leitura desses romances. No entanto, devido a uma situação familiar, precisei mudar para o Pará, especificamente para Itaituba, onde comecei a trabalhar como empregada doméstica. Como minha mãe tindo indo para a região garimpeira e deixado meus irmãos sob minha responsabilidade, eu precisava ajudar em casa, mas sempre com a mentalidade de que não queria casar; queria estudar e trabalhar para conquistar minhas próprias coisas. Meu sonho sempre foi fazer medicina, mas na minha época, isso era muito difícil, e não tive acesso.</p><p>Casei muito nova, aos 18 anos, e já havia terminado o ensino médio. Comecei a trabalhar na Secretaria da Fazenda (SEFA) em&nbsp; Itaituba, onde permaneci por dois anos. Depois, nos mudamos para Vitória do Xingu, onde também trabalhei na parte administrativa da Prefeitura Municipal. Como tinha afinidade com matemática, surgiu uma vaga para professora na zona rural, e a secretária de educação do município de Senador José Porfirio me convidou para assumir uma escola. Aceitei a proposta e fiquei responsável e professora de matemática, mesmo sem ter ensino superior na época.</p><p>Logo depois, surgiu um vestibular em que vários municípios concorriam a vagas para professores. Do município ao qual eu estava concorrendo, apenas três vagas estavam disponíveis, e passaram dois homens e eu, a única mulher. Comecei a cursar Matemática na UFPA, no campus de Uruará, mas só consegui cursar até a metade do curso, pois passei por um grave acidente envolvendo o pai dos meus filhos. Fiquei&nbsp; um longo período dentro do hospital, justamente na época em que estava fazendo a faculdade. Além disso, mudei-me para uma localidade distante de Senador e não consegui trabalhar e estudar ao mesmo tempo. A pessoa com quem trabalhava em uma cooperativa foi muito categórica: ou eu trabalhava ou estudava, e como não tinha apoio financeiro, optei por trabalhar.</p><p>Após algum tempo, a cooperativa fechou, e a localidade onde eu estava morando tinha uma carência de professores de matemática. Fui convidada novamente para trabalhar como professora, mas não estava mais cursando a faculdade. Decidi voltar para Itaituba, onde o único curso disponível na época era Letras pela FAI. Quando comecei a cursar, já estava no terceiro período e recebi a aprovação para retornar ao curso de Matemática. No entanto, preferi não desistir das Letras, pois já estava a meio caminho; não queria ficar desistindo e voltando atrás. Continuei atuando como professora de matemática.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/ab80e66d02a03f3bd9cff7ed41dfacd5/82567207_1291840384334198_1967722838412492800_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:42:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405587650</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Frankeline Albino de Sousa - Trajetoria pessoal e profissional e as relações com a prática docente</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405589226</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou a Frankeline Albino de Sousa, tenho 38 anos, sou a segunda filha de sete irmãos, cresci em um ambiente familiar tranquilo onde sempre fomos acompanhados pela nossa mãe que não trabalhava e que dedicava todo o tempo para os filhos, meu pai sempre preocupado com nossa educação sempre nos levava e buscava da escola pois ele era taxista. Iniciei meus estudos com 3 anos de idade, em uma escola particular de ensino infantil evangélica da igreja Batista, no município de Itaituba.&nbsp; Nessa escola tive contato com os meus primeiros livros de contos de fadas e peças teatrais que trabalhavam com a minha interação e desenvoltura. Conclui meu ensino fundamental na Escola Marechal Rondon, uma escola conveniada do município de Itaituba. Nessa escola tive contato com atividades que marcaram a minha vida estudantil, atividades práticas como apresentação e pesquisa de trabalhos despertavam cada vez mais meu interesse pelos estudos. Lembro de uma professora que nos apresentou a primeira proposta de projeto cientifico na 7ª série, ainda lembro do tema: “Manejo florestal” nossa fiquei encantada, lembro de rodas de conversa que ela fazia, nos sensibilizando sobre o tema. Além dessa professora que nos fez despertar o interessa a escola tinha as feira de ciências e deixava a temática livre para nós escolhermos o tema para apresentar no dia da feira. Eram diversos os temas, eu e meus colegas de classe nos empenhávamos, saiamos do ambiente escolar e buscávamos respostas para nossas perguntas. Desenvolvemos alguns trabalhos Temas como: O cedro da Amazônia, Metamorfose da borboleta fora temas criados pelos próprios alunos da minha turma que tinham interesse em descobrir sobre curiosidades simples das nossas vivências. Essas atividades me fizeram desenvolver várias habilidades e um pensamento crítico. Fiz o Ensino Médio em uma escola estadual no município de Itaituba Benedito Correia de Souosa nessa instituição também participei de atividade em grupo que tinham interesse em pesquisa, produção de vídeos, apresentações em noites culturais foi uma etapa enriquecedora, porém no ano 2003 meu último ano do ensino médio pouco fomos orientados sobre a nossa próxima etapa na educação, enfim conclui e passei um ano sem estudar, ingressando no ano de 2004 no Ensino Superior na Faculdade de Itaituba FAI, o qual eu fiz licenciatura Plena em História porque era o único dos cursos que me interessava o meu pai podia pagar, mas dentre os que eu tinha foi o que eu mais me interessei. &nbsp;Desde pequena, sempre tive uma paixão por histórias e narrativas do passado, o que me levou a escolher essa área de estudo. Acredito que me tornei uma educadora que inspira meus alunos a valorizar a História. Durante o curso, algumas disciplinas se destacaram para mim, como "História do Brasil" e "Teoria da História". Essas aulas não apenas aprofundaram meu conhecimento sobre eventos históricos importantes, mas também me ensinaram a importância da análise crítica das fontes históricas. Participei de estágios onde pude ministrar aulas em escolas públicas de ensino fundamental e médio. Essa experiência foi transformadora, pois pude aplicar o conhecimento teórico na prática e entender melhor as realidades do ensino de História. Minha jornada acadêmica foi uma oportunidade incrível de crescimento pessoal, aprendi não apenas sobre História, mas também sobre resiliência e adaptação às mudanças. No ano de 2010 comecei a trabalhar contratada pela SEMED Itaituba-Pá em três escolas de ensino fundamental do 6º ao 9º ano, essa fase foi fundamental para desenvolver meu amor pela aprendizagem. As experiências se tornaram mais desafiadoras, porém encontrei professores que me inspiraram e me incentivaram a explorar novas áreas do conhecimento. No ano de 2014 passei no concurso público para professora de história e busquei constantemente aprimorar meus conhecimentos. Realizei cursos de curta duração em metodologias ativas e tecnologias educacionais, que me ajudaram a integrar novas abordagens ao meu trabalho pedagógico. Em seguida, decidi fazer uma especialização no Ensino de História em EAD e outra especialização em Educação Profissional, Cientifica e Tecnológica pelo IFPA onde aprimorei cada vez mais meus conhecimentos, para desenvolver trabalhos com iniciação cientifica no ensino fundamental, mas ainda não conclui porque ainda está faltando o artigo. Eu estou buscando cada vez mais melhorar e aprimorar, mas acredito que até nossos encontros aqui vão me ajudar na pesquisa. Não que eu vou colocar isso na pesquisa, mas observar os trabalhos dos colegas aqui vou ter uma visão dos trabalhos que são desenvolvidos aqui na escola. Na escola Antonio Gonzaga Barros desenvolvi trabalhos com a iniciação científica. Ainda sinto dificuldades por parte dos alunos em compreender sobre essa metodologia e resistência por parte de alguns professores da instituição que trabalho, acredito que esse tipo de metodologia só se tornará eficiente se todos buscarem trabalhar de maneira interdisciplinar e buscar ser também um pesquisador para poder assim, orientar com clareza os estudantes. Um dos projetos mais significativos que coordenei foi o “Projeto Valorização dos saberes populares no ambiente escolar” foi a minha participação na feira de projetos da atual escola que trabalho Escola Antônio Gonzaga Barros.</p><p>Ao longo dessa trajetória, enfrentamos diversos desafios: desde a resistência à mudança por parte de alguns colegas até a falta de recursos na escola. No entanto, cada obstáculo se transformou em uma oportunidade de aprendizado e crescimento profissional. Aprendi a valorizar o trabalho colaborativo e a importância do diálogo entre educadores.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/55a9e36d4024d453cc43c312686ad5e8/476960015_2743480269167320_589171354568975442_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-11 03:43:37 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405589226</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Edilane  da Silva Melo - Minha representação pessoal e vida familiar. </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405628125</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Eu sou Edilane da Silva Melo, 36 anos, tenho duas filhas, uma que se chama Brenda Carolina e a outra Maria Eduarda. A minha história se inicia desde quando eu nasci, sou filha de Antonia Resende da Silva e Edinaldo Pinto de Melo. A minha mãe é de Santarém e meu pai é de Altamira. Eu tenho muito orgulho em dizer que eu sou neta de um seringueiro. E o meu avô e a minha avó são um grande orgulho para mim. A minha mãe vem de uma família muito humilde, muito pobre mesmo, posso assim dizer.</p><p>A minha avó conheceu o meu avô aos 12 anos, quando um belo dia meu avô ia passando, um moreno alto, muito bonito, de olhos azuis. Quando ele ia passando, a minha bisavó olhou para a minha avó e disse que iria lhe dar em casamento para um moço que estava passando, não porque a família não aguentava mais a fome. Quando meu avô ia passando, ela chamou, ele encostou, mas disse que não poderia ficar, mas no retorno ele iria parar para conversar. Quando ele estava retornando, ele encostou e a minha bisavó disse para minha avó que aquele seria o marido dela, mas ela não queria porque o achava feio e dizia que era apaixonada pelo Chiquinho. Era um amor de adolescência porque minha avó era apenas uma adolescente, com 12 anos, ia completar 13 anos. Então foram apenas três meses para poder organizar o casamento, justamente pelo fato de que eles viviam uma vida muito difícil. Então ele passou a morar junto com elas e, como ele trabalhava, começou a sustentar a casa. Ele saiu do emprego onde ele estava trabalhando e foi para Santarém. Daí começa a história dos meus avós. Meus avós tiveram onze filhos, moravam em uma localidade bem longe, chamada Perema, lá em Santarém. Onde é o lixão hoje, que é muito conhecido, era justamente deles. Daí ele fechou um negócio com um japonês e o japonês só pagou a metade do dinheiro. O japonês morreu e a prefeitura tomou, e agora os filhos estão lutando, pois ele só recebeu uma parte do dinheiro e agora estão brigando na justiça.</p><p>Desse relacionamento nasceu a minha mãe, e ela contava que eles tiveram uma vida muito difícil, eram onze filhos, viviam da agricultura e da pesca, porque meu avô era pescador. Daí a minha mãe conheceu um rapaz, começou a namorar com ele e engravidou. Então o meu avô, chamado João Perigoso, expulsou ela de casa. Como ela não tinha para onde ir, ela ligou para minha tia, que morava aqui em Itaituba e trabalhava em um garimpo. Então minha tia disse que ela poderia vir para cá, então ela veio. Quando ela já estava prestes a ganhar o bebê, ela mandou uma carta para os meus avós. Só que ele ligava, passava mensagem, mas eles nunca aceitavam porque eram orgulhosos demais. Naquela época, se uma filha tivesse um filho fora do casamento, era motivo de chacota e vergonha para a família. Como a minha mãe precisava levar a minha irmã, que era um bebê, para eles criarem, ela se questionava como iria retornar e como iria trabalhar com a criança. Ela conta que escreveu uma carta e dentro dela enrolou uma pepita muito grande de ouro e mandou para ele. Meu avô nunca tinha visto uma pepita antes e, na hora que a minha tia disse que chegou uma carta da minha mãe, ele não queria ver. Ela disse: "Deixe guardada", mas minha tia dizia que a carta estava muito pesada, que tinha algo dentro, e ele ficava andando de um lado para o outro dizendo que não sabia ler. Então ele pediu para ela ler e, na carta, minha mãe pedia para voltar para casa. Ele mesmo fez questão de abrir o papel enrolado, no qual estava a pepita muito pesada, que dava para comprar uma casa. Era muito dinheiro na época. Logo, ele abriu um sorriso e aceitou ela de volta. Rapidinho ela retornou para casa, teve a nenê, passou dois meses de resguardo e logo voltou para o garimpo. Depois de três anos, ela conheceu o meu pai, tiveram uma união estável e engravidou. Ela ficou aqui e o meu pai foi para o garimpo. Com o meu pai, ela teve três filhos, e ela conta que a melhor época foi quando eu nasci, porque era um período em que ela tinha condições, tinha bastante ouro, tinha dinheiro, então ela podia me dar tudo. Depois vieram os meus irmãos.</p><p>Eu estava com 8 anos quando meu pai nos abandonou. Só mandou uma carta dizendo que, se a minha mãe quisesse sobreviver juntamente conosco, ela poderia trabalhar e nos sustentar porque, a partir daquele dia, ele não daria mais nada para a nossa família. Então, minha mãe ficou solteira, com três filhos, sem casa, pois morávamos de aluguel. Daí em diante, ela teve que unir forças, e eu cansei de ver a minha mãe chorando porque não tinha o que nos dar. Então ela passou a trabalhar durante o dia como empregada doméstica e à noite como mulher da vida, e isso foi durante muitos anos. À noite, eu via minha mãe saindo para as festas, às vezes bêbada, fedendo a álcool, mas todo dia eu via minha mãe trazendo alguma coisa para dentro de casa. Todo dia nós tínhamos o que comer, porque antes a gente passava muita fome; se tinha almoço, não tinha para jantar.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/d947a50db265f180ec7b9eba192c3c2e/463454223_3368023746663667_4722694037622123994_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-11 04:17:39 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3405628125</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Edilane da Silva Melo - As escolhas do curso e escolhas da profissão professora</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406835335</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Quando as meninas estavam maiores, eu fiz o vestibular lá da FAI. Eu queria fazer matemática, não queria mais pedagogia, mas não tinha matemática. Daí eu olhei Letras e disse: "Letras não, é muito difícil, eu odeio língua portuguesa". Aí olhei História. "Ah, História vai ter que voltar ao passado, não!" Então pensei: "Eu vou ter que ler muito". Então minha primeira opção foi Pedagogia e a segunda foi História. Eu fiz, mas não olhei o resultado. Quando, em um belo dia, a Karen me liga para eu fazer a minha matrícula, eu fiquei surpresa por ter sido aprovada. Fiquei em êxtase, porque era uma coisa que eu queria tanto, poder fazer uma graduação e ter uma profissão e de fato sustentar as minhas filhas pelo meu próprio suor. Assim como eu fiquei em êxtase, passei a noite em claro, chorando muito, muito, porque eu não tinha como pagar. Minha mãe não tinha como pagar, e os meus irmãos não tinham como ajudar. Chegavam a dizer como eu iria pagar se eu não tinha um emprego e, mesmo trabalhando, eles não conseguiam pagar a faculdade. Mas eu estava decidida a cursar a faculdade. Liguei para o meu pai, ele disse que iria pagar uma parte, e minha mãe também disse que iria pagar a outra parte. Meus irmãos brigaram a noite toda, questionando como eu iria pagar essa faculdade. Como todos nós dormíamos no mesmo quarto, eles ficavam questionando. Eu iria dar mais despesas além daquelas que eu já estava dando, juntamente com as minhas filhas. Com isso, quase desisti, mas minha mãe disse que eu iria sim.</p><p>Cheguei na faculdade e encontrei uma sala superlotada, com 63 alunos. Nesse dia entrou mais um colega, ficando 65 alunos. Para mim, chegar na faculdade foi uma experiência sensacional, porque, depois de 8 anos, eu estava sentando em uma cadeira que era algo que eu queria tanto. No início, eu não gostei, porque o curso que eu queria era Matemática. Mas no segundo período, quando comecei a estudar a disciplina de Didática, eu me encantei pelo curso. Cursava um período e ficava devendo, tudo com muita dificuldade. Quando eu estava no quinto período, viajei para Belém.</p><p>Naquele período, trabalhei na loja Giorama. O dono da loja dizia: "Olha, a qualquer momento você vai pegar suas contas, porque você é muito articulada. Pessoas articuladas não servem para trabalhar na minha empresa. Quero pessoas que dobrem roupas e vendam". E eu fiquei conversando, organizando, mas ele dizia que, se eu ficasse lá, daria conta da loja toda. Então eu disse: "Pois, então, tá bom. Se o senhor vai dar as minhas contas, então me dê logo". Então ele realmente deu as minhas contas. Ele falou que nem precisava cumprir aviso, que eu poderia ir embora para casa.</p><p>Passado um mês, fiquei chorando e assustada. Pensei que tivesse feito algo errado e que não deveria ter falado daquele jeito com ele, mas também achei que ele queria me humilhar. Minha mãe me aconselhou a ficar recebendo o seguro-desemprego e procurar outro trabalho, já que eu precisava pagar a faculdade.</p><p>Certo dia, ao passar, vi uma padaria e imaginei que poderiam estar precisando de alguém para trabalhar então parei para procurar um trabalho e o dono da padaria me perguntou se eu sabia fazer alguma coisa de padaria, como bolo, torta, café. Mas eu disse que não sabia fazer, mas poderia aprender rápido, pois precisava do trabalho, já que tinha duas filhas para sustentar e a faculdade para pagar. Eu estava no primeiro período e ainda faltavam quatro, e eu não tinha condições financeiras. Também expliquei que não sabia se merecia o trabalho, mas estava precisando do dinheiro. Aproveitei para mencionar que havia feito minha inscrição para Belém, para participar de um congresso internacional de surdos, e que precisaria passar uma semana fora. Eu tenho menos de vinte dias para trabalhar pois irei fazer dessa forma. Então ele olhou para mim e me contratou e disse que era pelo simples fato de ser honesta e buscar melhoria para o lado profissional, porém criticou e disse que eu estava sendo louca por querer essa profissão. Mas eu disse que eu precisava acreditar que a educação pode transformar e eu preciso. E nesse mesmo dia comecei a trabalhar.</p><p>A minha experiência no congresso foi muito grande porque eu estava estudando libras e pensava que sabia alguma e na verdade eu não sabia de nada. Ao chegar lá me deparei com muitos surdos 192 pessoas surdas, havia 300 inscritos e quando eu olhei via aquela mãozinha rápida eu disse assim, gente como é que eu vou dar conta disso, se eu quero realmente isso eu tenho que&nbsp;me&nbsp;capacitar, eu tenho que estudar, tenho que melhorar. Aí eu me lembro que nesse dia tinha uma palestra da Karin Lilian Strobel, uma pessoa muito renomada dentro da educação especial, uma surda doutora. Se até os surdos eles podem, porque é que eu não posso. Se dentre tantas limitações que essa mulher tem porque que eu não posso chegar até lá. Ela palestrando, ela oralizando. Quando ela começou a palestrar eu não sabia que ela era surda, mas eu achei muito estranha a fala dela, mas eu não entendia. Eu só pensava que ela tinha algum problema, alguma deficiência. E no final que ela afirmou que era surda. No final eu tive um momento com ela, falei um pouquinho da minha história, falei que tinha feito alguns cursos, somente alguns cursos e era nessa área que eu queria atuar e ela me chamou assim, inclusive estava até a Janaína que é a fonoaudióloga. E ela disse que só o fato de eu estar lá ali buscar conhecimento, de querer algo, &nbsp;indicava que eu iria muito longe. Então com isso eu retornei e não parei mais. Fui no Rio de Janeiro e todo congresso que tinha de surdo eu estava dentro porque eu queria participar e queria conhecer mais sobre &nbsp;essa comunidade, sobre a cultura surda e sobre a identidade surda. Quando eu terminei meu curso de pedagogia eu já tinha finalizado docência e magistério no ensino superior na FAI já tinha finalizado neuropsicopedagogia em educação especial e inclusiva lá em Santarém, já tinha feito Libras. Em 2017 quando eu finalizei 3 pós graduações. Quando eu comecei a trabalhar na educação eu ainda estava trabalhando na padaria quando o Verde me ligou para assinar o contrato e da lotação da SEMED me ligou para eu ir assinar o meu contrato e pegar o meu memorando. Eu tinha feito o meu currículo e como a professora Gislaine entrou de licença maternidade e como não tinha ninguém para assumir ela me indicou a partir desse dia eu sair correndo da padaria. Eu estagiei na sala da Alessandra lá no ensino médio na escola Benedito e eu conversava muito com ele , ele é um amor de pessoa e quando eu vi que era ele me alegrei. Ele disse que soubesse que era eu teria me chamado há muitos dias. Daí ele disse que eu iria me apresentar e iria para duas escolas grandes, escola municipal Antonio Gonzaga Barros e escola São Francisco, eles são dois alunos surdos e já são alfabetizados. Eu poderia ter desistido porque eu não me sentia totalmente preparada para atuar com eles, ainda estava no início, mas eu nunca perdi para desafio. E aí eu já fui desafiada desde pequena e eu disse assim é mais um para conta. Daí ele me perguntou quanto eu ganhava na padaria e se eu não tinha curiosidade de saber quanto eu ganharia e disse o valor e eu fiquei muito agradecida a Deus. No outro dia já comecei na escola São Francisco e no primeiro dia foi muito difícil porque eu olhava os professores e temia, pois não podia deixar ninguém descobrir que eu não sabia de nada. Eu tinha que estudar e também eu já sabia que a Libras era uma língua viva e eu poderia aprender com os alunos, então eu fazia isso, durante o dia eu trabalhava e a noite eu estudava, ficava pesquisando, fazendo curso porque eu precisava aprender para &nbsp;ensinar. Era uma troca, eu ficava o tempo todo perguntando para Melry o significado das coisas em libras e ela &nbsp;também me perguntava e assim foi fazendo muitos cursos. Eu tive uma resistência muito grande com o aluno Alex até eu convencer ele de que forma eu poderia ajuda-lo que era a matemática. Ele não queria que eu sentasse do lado dele até que um dia a professora de matemática passou um trabalho e ele fez sinal pedindo ajuda e disse que queria aprender.</p><p>Como comecei a responder muito rápido ele ficou bobo, pediu desculpas e disse que a partir de agora eu poderia sentar com ele porque eu o convenci. A aluna Melry também uma aluna excelente, uma aluna exemplar que me ensino muito. E a partir disso eu já estava na educação e nunca mais fiquei sem contrato. E em todas as escolas que trabalhei sempre procuro dar o meu melhor sempre porque eu sei que nós estamos sendo observadas desde a entrada até a saída por todos. Porque o que marca a gente é realmente o nosso trabalho e não estamos aqui para fazer amizade, a gente precisa ser respeitado por todos e o que marca a gente é o nosso trabalho e o nosso trabalho enquanto alunos a marca que deixamos na educação, o nosso nome. Hoje eu sou pedagoga, estou cursando Letras Libras, finalizo agora, porque tranquei o curso devido uma perda na família , mas retornei novamente para concluir. Eu tenho 7 especializações e estou cursando mais duas. Eu disse assim que eu não quero andar para os lados preciso cursar o mestrado. Estou como coordenadora do curso de pedagogia da FAI &nbsp;desde 2024, &nbsp;já estávamos com três anos que não tínhamos turmas. Agora estamos com uma turma no intervalar e uma turma no regular, uma turma grande</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/c4b18b726286ef6d3669c52bf00bbb20/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_20_58_55__2_.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-12 03:46:49 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406835335</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O início da minha vida escolar...</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406837626</link>
         <description><![CDATA[<p>Lembro que a minha primeira escola foi a Escola Deus é Amor, que ficava na primeira rua. Era uma escola pequenininha, e eu tenho muita recordação daquela época, porque a minha mãe dizia que a única coisa que ninguém poderia tirar de mim era a minha educação, os meus estudos, era quem eu poderia me tornar mais à frente. Então eu tinha muito medo da palmatória e lembro que, nesse ano, quando eu entrei na alfabetização, a minha professora seria a professora Francisca, e ela era muito rígida. Eu morria de medo dela. Quando diziam que eu iria começar a ter aula com a Francisca, eu pedia para minha mãe me ensinar a tabuada porque eu via os alunos saindo chorando da sala dela. Mas minha mãe dizia que nem sabia, porque só tinha a terceira série, mas ela aprendeu porque tinha que me ensinar. Também lembro que, um belo dia, houve uma eclipse, e eu me perdi porque estava escuro, mas era quase meio-dia, umas onze e meia. Como era na primeira rua, eu tinha que subir, pois morava na quarta rua, mas como estava escuro, eu desci e fui parar na beira do rio. Fui descendo e chorando. Mas passou uma senhora que conhecia a minha mãe e me ajudou, me levando para casa. Eu apanhava de manhã, de tarde e de noite porque eu era terrível. Nós passamos por muitas dificuldades. Minha mãe teve que ser mãe e pai durante muitos anos, e até hoje ela é meu braço, minha perna.</p><p>Da escola Deus é Amor, eu passei a estudar na escola Santa Terezinha, onde estudei da 1ª à 8ª série. Era uma escola particular de ensino fundamental, mas como minha mãe não tinha condições de pagar, ela iria nos tirar da escola. Porém, a diretora soube das nossas dificuldades e deu bolsas de estudo para nós, porque não queria nos perder, pois acreditava que éramos alunos inteligentes. No ensino médio, cursei o 1º ano na Escola Maria do Socorro Jacob e logo depois fui para Santarém, onde cursei o 2º e 3º anos na escola Júlia Passarinho. Terminei meus estudos muito cedo, com 15 anos, eu estava finalizando o ensino médio. Só que eu conheci o meu namorado, pai das minhas filhas. Nesse período, também fiz o vestibular da Ulbra, e para mim foi a minha maior felicidade quando saiu na rádio que fui aprovada para Pedagogia, pois era o meu sonho. No entanto, não foi possível, pois o meu esposo havia dito que, se eu passasse, tivesse ciência de que não iria cursar, pois ele não queria uma mulher que tivesse autonomia suficiente para mandar dentro de casa. E ali mesmo, meu sonho foi por água abaixo, pois estava muito recente com ele, e como eu o amava demais. Mas minha mãe foi lá e disse que pagaria, mas eu não quis. Disse a ela que era tudo no tempo de Deus.</p><p>Assim vivi 8 anos nesse casamento, mas sofri muito. Passei por poucas e boas, pois ele bebia muito e também era jogador de futebol, jogou em vários clubes como Clube do Remo e Paissandu, e viajava. Eu ia com ele. Antes, eu era como uma boneca, bem bonita, e ele me tinha como um troféu para andarmos juntos. Eu era muito assediada, e quando nós nos separávamos, recebi muitas mensagens nas redes sociais dos amigos dele. Nesse período, eu tive a Brenda. Quando eu me separei, estava grávida de três meses da Maria Eduarda, e foi quando eu engordei 29 quilos. Cheguei a pesar 149 quilos na última gravidez. Engordei 29 quilos na gravidez, pois é muito ruim quando você sai de casa e tem que retornar com uma mão e outra atrás, sem ter nada, sem ter estudo e uma profissão, e trazendo mais despesas para sua mãe. E como a minha mãe já tinha vivido essa história, na minha cabeça passava: "Minha mãe já viveu tudo isso, e agora eu vou retornar para casa para dar mais despesas para ela". Então eu me trancava dentro do quarto e chorava muito. Eu estava compulsiva, comia demais, eu só vivia mastigando. Até a água me engordava, e eu passei quase uma semana internada. Fui para o balão de oxigênio, e o médico dizia que não sabia se eu iria sobreviver ou não. Minha gravidez era de risco, e o parto também. Então eu tive que fazer uma cesariana de urgência. Perguntaram para minha mãe e para a minha madrasta: "Você opta pela criança ou pela mãe?" As duas pegaram o médico, e a minha madrasta segurou na camisa dele e falou que ele não era louco de fazer aquela pergunta novamente, era para ele salvar as duas, nada de salvar uma ou a outra. A menina nasceu com 4.979kg, bem grande. E assim foi difícil. Eu não tinha trabalho, e eu ficava pensando como sustentar as meninas. Dava muito trabalho ter duas filhas, a Brenda já precisava ir para a escola e a Eduarda precisava de tudo. E nesse momento, minha mãe foi e é meu porto seguro.Depois de um ano, minha mãe disse: "Filha, não se preocupe, eu quero que você fique em casa, que tome conta das meninas e que faça as coisas. Não se preocupe, que eu vou trabalhar e sustentar a casa".</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/5d39b4389635cd6812522e703ebe4050/462160975_3351906101608765_7417229841753274616_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-12 03:50:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406837626</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Elisamara Dantas - Trajetoria profissional</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406840451</link>
         <description><![CDATA[<p>Em 2014, mudamos para Itaituba, uma mudança drástica, pois viemos sem perspectiva de trabalho. Tive que correr atrás de oportunidades.&nbsp; Atualmente, atuo como professora de língua portuguesa e redação na Prefeitura Municipal de Itaituba. Já passei por diversas escolas do município, mas, nos últimos quatro ou cinco anos, estou na Escola Antônio Gonzaga Barros, onde trabalho com alunos do sexto ao nono ano e Educação de Jovens e Adultos (EJA), especificamente nas séries finais da quarta etapa. Tem sido uma experiência muito gratificante, pois cada turma representa um novo aprendizado. Concluí minha formação em 2016 pela Faculdade de Itaituba -FAI e também fiz uma pós-graduação na Faculdade do Tapajós - FAT, em Português e Literatura no contexto Escolar. Durante a minha vida acadêmica na FAI, participei de vários projetos de leitura, projetos aplicados dentro da própria faculdade, como feiras também.</p><p>Trabalhei durante cinco anos como professora de matemática e, atualmente, desde 2017, sou professora de língua portuguesa e redação no município . Comecei a trabalhar com projetos escolares na Escola Semente do Saber desenvolvi um trabalho com leitura e na escola&nbsp; Magalhães Barata, desenvolvi um trabalho sobre depressão. Também atuei na Escola Semente de Saber, realizando projetos de leitura,</p><p>Na Escola Antonio Gonzaga Barros, começamos a trabalhar com projetos mais específicos, voltados para a área científica, desde 2021 após o grupo Formazon fechar uma parceria com a instituição. Desenvolvemos um projeto de leitura baseado no livro "Enigma dos Dados", que culminou em uma apresentação em Santarém. No ano seguinte, em parceria com professoras de língua portuguesa, trabalhamos com o livro "Diário de Anne Frank", que também foi apresentado em Santarém, recebendo uma menção honrosa. Apresentamos ambos os projetos no IFPA em Itaituba e, atualmente, continuamos trabalhando nessa linha de projetos.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/87e1598fa13241c6b1281e3acbc7b39b/463847171_2616055411912682_1558083436452874042_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-12 03:58:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406840451</guid>
      </item>
      <item>
         <title> Professora Domiciane. Desenvolvimento profissional docente no Brasil e EUA </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406843864</link>
         <description><![CDATA[<p>Em 2017 também tive a oportunidade de fazer o intercâmbio no Canadá, fui para a cidade de Vancouver, passei três meses estudando, me aperfeiçoando em Inglês. Foi uma experiência muito boa porque abre a nossa visão para o mundo, em ver que temos muitas oportunidades que aqui na nossa cidade a gente não percebe no dia a dia do trabalho o a gente acaba não valorizando certas oportunidades, que só consegue quando a gente vai para outro lugar. Depois disso eu tenho feito alguns cursos de formação, trabalhado em projetos na escola, também tenho outras especializações em Revisão e tradução de texto e também em Educação especial. Também participo do Projeto Formazon que é coordenado pela professora Alessandra e também faço parte do Grupo Celepi da Ufopa, na área de língua inglesa.</p><p>Como professora eu sempre gostei de trabalhar com projetos, mesmo quando a Alessandra ja era técnica da escola em 2007 que costumava a bater nas portas da gente, ia na sala cobrar a gente, cobrava as coisas mas ela fazia acontecer ela sempre foi assim muito engajada. Em 2008, eu encabecei um projeto com os alunos da Educação Jovens e Adultos sobre Literatura, trabalhei com EJA durante 10 anos e o nosso projeto ficou entre os seis melhores do prêmio professor nota 10, os alunos foram para a Câmera municipal todos empolgados com as produções de poesia, crônica, a gente fez uns livrinhos. E depois em 2011 eu entrei no mestrado e a minha dissertação do mestrado foi sobre bullying a partir da percepção dos professores. Nós fizemos uma cartilha sobre bullying, teve uma formação aberta para todo o público, na época teve uma formação, no ESCART (Encontro dos servidores Conselheiros, Amigos e Representantes de turma). Aí eram dois, três dias de evento. Teve um dia que deu 150 professores participando, foi bem movimentado e chamou a atenção da mídia fez com que a gente fosse participar de um programa de TV, do Wellington Lima, entrevistas no SBT, no Focalizando na rádio Itaituba FM, entrevista, na Band, nas rádios e TV. E foi uma experiência que serviu muito, porque esse é um tema que a gente precisa trabalhar todo dia na escola e sempre vai ter e uma experiência muito boa para divulgar o projeto. E até agora eu venho trabalhando com projetos em parceria, graças a Deus encontrei parceiras muito boas de áreas diferentes com a professora Mara e Frankeline e ano passado também chamei a Daniele também. Eu gosto de trabalhar em parceria porque você aprende mais, aprende com os colegas e tem mais força continuar o projeto.</p><p>Quanto à participação na elaboração e execução dos projetos das feiras, além de coordenar o próprio projeto voltado para a área de língua portuguesa, também foi trabalhado em parceria com outros professores de áreas diferentes. Isso foi bom porque o modo como foi trabalhado, dando suporte, ajudando, a formação de grupos de formação durante os meses que levaram até o dia da feira, que é sempre no final do ano, isso foi fundamental, porque isso encorajou outros professores a participarem, porque de início, a primeira vez que nós realizamos a feira, em 2022, muitos professores ainda estavam receosos de conduzir sozinhos os seus projetos, mas com a parceria eles foram ficando mais motivados a participar, criando uma autoconfiança. Fez com que no ano seguinte houvesse mais projetos e eles pudessem já ser líderes e também formadores de novos projetos. Então a participação minha também, além de ajudar o próprio projeto e também os demais, foi na área também de correção, na organização, fazendo parte da Comissão Geral da Ferreira de Projetos junto com a professor Alessandra e a direção da escola e outros professores. Isso foi fundamental, porque isso nos leva a acreditar que o que fazemos na escola pode ir para além dos muros dela. Nós podemos fazer publicações e deixar registrado não só como resultado físico, mas também registrado na história tudo aquilo que nós fazemos para melhor aprendizado do nosso aluno.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/b45536be8d56427011641b4354b88d3d/465049676_8661754900534331_6064325527193053647_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-12 04:09:06 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406843864</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Daniele Feitosa de Souza - Vida familiar, pessoal e profissional e o impacto dos desafios e potencialidades na atuação docente.</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406847251</link>
         <description><![CDATA[<p>Eu sou filha da Arcângela Lima Feitosa e do Roberto de Sousa. O meu pai era analfabeto. Minha mãe teve oportunidade de estudar, mas nós já éramos bem grandinhas. Eu lembro que ela ia para a escola e levava minha irmãzinha menor. Logo eles se separaram, então ela teve que trabalhar bastante para criar quatro filhas.</p><p>A Alessandra conhece um pouquinho da história, porque ela foi minha professora do ensino fundamental lá na creche da Mão Cooperadora. Eu sempre tive na minha cabeça — e isso foi muito reforçado pelo que a professora Domiciane falava — que o professor é muito útil aqui na escola, porque ele pode gerar mais oportunidades. E, querendo ou não, um professor inspira as pessoas.</p><p>Quando eu estudava, eu sempre falava muito: "A única coisa que ninguém pode tirar de ti é o conhecimento." E, olhando para a realidade em que eu vivia — só havia uma cama para minha mãe e mais cinco irmãs —, a gente não tinha oportunidade de nada. E eu pensava: "Não. Eu vou estudar, eu vou conseguir me formar." Só que, infelizmente ou felizmente, as coisas são mais difíceis quando não se tem oportunidades.</p><p>Mas isso não foi um obstáculo que me fez desistir.</p><p>Eu casei nova também, aos 16 anos. Eu engravidei, e casei porque engravidei. Não queria casar, mas a minha mãe e a mãe dele me obrigaram. Por mim, eu não teria casado. Eu estava cursando o ensino médio quando engravidei, mas também não desisti. Concluí na idade correta, mesmo grávida.</p><p>Depois, eu fui para Parauapebas. Morei dois anos lá. Engravidei novamente. Tive a Beatriz. Tenho dois filhos: o Lucas e a Ana Beatriz. Meu esposo trabalhava com máquinas pesadas, então ele sempre estava viajando, procurando oportunidades de emprego. Em Altamira, surgiu a construção da barragem na Campo Belo. Então, fui embora de Parauapebas para Altamira. Morei um ano e meio lá, e depois retornei para Itaituba.</p><p>Quando voltei para cá, ainda tinha essa vontade de estudar, de dar continuidade aos estudos. Fui atrás de emprego para poder pagar a minha faculdade. Consegui um trabalho, e o que cabia no meu orçamento era Pedagogia. Entre Administração e Ciências Contábeis — com as quais eu não me identificava —, preferi Pedagogia.</p><p>Quando estava cursando Pedagogia, na parte do estágio, fui para a Educação Infantil. No meu primeiro dia de estágio, a professora falou assim:<br>— Tu vai estagiar aqui, é? Meus pêsames.<br>Saiu da sala e me deixou sozinha.</p><p>Quando fui para a sala, outra professora perguntou:<br>— Tu vai pra qual sala?<br>E eu disse:<br>— Para a sala de fulano.<br>Ela respondeu:<br>— Ah, coitada...</p><p>E eu sem entender nada. Os menininhos tocaram o terror naquela sala. Eu saí de lá e passei um mês sem pisar na faculdade. Eu não queria mais saber de Pedagogia na minha vida. Pensei: "Isso aqui é para doido, não vou aguentar."</p><p>Sempre tive muito atrito com a coordenadora do curso de Pedagogia. Eu não assistia às aulas dela, a gente brigava muito, porque só a opinião dela era a certa. Não podia discordar. E eu sempre fui muito de dar minha opinião, de falar. Ela veio falar comigo várias vezes, até que me convenceu a retornar.</p><p>Quando retornei, fui à faculdade para transferir de Pedagogia para Administração. Mas o pessoal da secretaria não aceitou, dizia que Pedagogia tinha mais oportunidade de inserção no mercado — como alguém comentou aqui. Então, dei continuidade ao curso.</p><p>Entrei na faculdade em 2015, me formei em 2018. Em 2019, a própria coordenadora com quem eu não me entendia durante os quatro anos de curso me convidou para ser professora na faculdade. Desde então, ela abriu essa porta para mim.</p><p>Trabalhei quatro anos na faculdade. Durante esse tempo, fui professora de várias disciplinas da grade curricular do curso de Pedagogia, exceto das específicas — que são dos professores de Letras, Matemática e Ciências. Também tive a oportunidade de trabalhar como coordenadora interina. Na pandemia, ela se ausentou e me convidou para ficar na coordenação em seu lugar. Depois que a pandemia passou e as atividades voltaram ao normal, ela resolveu não retornar e ficou no sítio. Eu continuei como coordenadora da faculdade.</p><p>Trabalhei com uma turma indígena de Jacareacanga e mais de seis turmas indígenas intervalares. Fui coordenadora também dessas turmas. Depois, me convidaram para coordenar a pós-graduação. Fui coordenadora por um ano. Mas eu nunca conseguia entrar na educação básica. Sempre fazia PSS, mas não passava.</p><p>Até que consegui ingressar. Entrei num pró-labore de três meses na escola "O Mundo da Criança". Mas, todo dia que chegava em casa, vinha com uma tristeza muito grande. Sentava à mesa, e minha mãe perguntava:<br>— O que é que tu tem?<br>E eu só olhava para ela e não respondia nada.</p><p>Pensava: "Meu Deus, o que estou fazendo da minha vida?" Eu não me identifiquei com a Educação Infantil. As pessoas diziam:<br>— Vai para o Ensino Fundamental menor, os alunos são maiores, talvez você se identifique mais.</p><p>Eu tinha pós em Neuropsicopedagogia e Psicopedagogia. E daí vim para a Educação Especial. Eu sempre gostei, na verdade, dessa área, por ter tido dificuldades de aprendizagem durante meu percurso acadêmico. Me apaixonei por ela.</p><p>Depois desse pró-labore, vim para o Gonzaga e estou aqui há três anos, atuando na Educação Especial, sempre com o mesmo aluno. Este ano está diferente, porque fui para a sala de recursos, que é uma nova experiência, mas o trabalho não difere muito do que já era realizado dentro da sala de aula, com a itinerância.</p><p>No primeiro ano, fui acompanhar o aluno Eliezer, que é TDAH e tem baixa visão. Ele tinha muitas comorbidades. Hoje em dia, até o comportamento dele mudou. Acho que, conforme amadurecem, eles mudam. Ele ficava muito debaixo da mesa, tinha dificuldade para ficar sentado, além da limitação da visão. Mas, todo dia, ele chegava à sala falando sobre o sistema solar, os planetas, o buraco negro...</p><p>A gente sabe que precisa desenvolver nos alunos aquilo em que eles têm mais aptidão e também trabalhar o que têm dificuldade. Ele tinha baixa visão, hiperatividade, não se concentrava... mas ele gostava muito de ciências.</p><p>Então, o que fiz? Tive a ideia de desenvolver um projeto com ele, agregando a questão da afetividade — como já falava Wallon, e como a neurociência também defende: nossa aprendizagem está muito ligada ao emocional. E o ensino das ciências mexia positivamente com o emocional dele.</p><p>Escrevi um projeto e desenvolvi com ele. Ele melhorou muito a comunicação. Tinha vergonha de falar, mas apresentou, interagiu com os colegas. No ano seguinte, dei continuidade ao projeto. Conseguimos levá-lo para o Formazon, na Jornada Acadêmica em Santarém. Apresentamos o projeto dele. Ele também apresentou no IFPA e foi premiado com o segundo lugar como melhor projeto.</p><p>Isso teve um impacto muito grande na família dele — mais ainda na família do que nele, talvez. Porque ser mãe já é difícil. E ser mãe atípica, com todas as lutas pelo direito do filho, é mais difícil ainda. Esse projeto mexeu com toda a família. A gente via claramente o quanto ele se desenvolveu.</p><p>Sempre digo que a grandeza do projeto está muito mais em ter conseguido desenvolver no aluno competências de comunicação do que qualquer outro resultado.</p><p>Ano passado, não consegui dar continuidade ao projeto. Estava focada nos estudos para concurso, envolvida com o projeto "Primeiros 5 anos", que a diretora me colocou. Era muito amplo. Tive que me dividir entre sala de aula, projeto e outro trabalho com a Domiciane. Não consegui dar tanta assistência. Mas foi uma experiência rica. Porque ensino é isso: uma troca.</p><p>Enquanto eu trabalhava com ele, eu aprendia. E foi enriquecedor. Sorte tem o profissional e a escola que decidem trabalhar com práticas baseadas em projetos. Isso quebra o tradicionalismo e faz com que o que está na legislação — muitas vezes visto como algo utópico e distante — se concretize, quando colocamos o aluno como protagonista.</p><p>Ah, claro, nem sempre conseguimos que ele tenha 100% de protagonismo. Seria errado dizer isso. Mas o que conseguimos fazer para que esse aluno se desenvolva, amplie seus horizontes e conquiste algo a mais na vida... isso é enriquecedor — tanto para nós quanto para eles</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/e0be61788e6274c7877f11a437812273/481139014_2315228008862962_1196762004946020468_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-12 04:18:53 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406847251</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Maria Elinethe Garreto - Uma história de vida e superação</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406851300</link>
         <description><![CDATA[<p>Sou Maria Elinethe Garreto, tenho 37 anos, sou filha de Edite e Estevão. Meus pais viveram casados até a morte do meu pai. Sou natural de Itaituba-PA, filha de pais maranhenses. Tive uma boa base familiar e irmãos. Cresci sabendo que a família é a maior força para lidar com os problemas durante a trajetória da vida.</p><p>Minha mãe, atualmente com 62 anos, trabalha como técnica em enfermagem em um hospital particular. Meu falecido e eterno pai foi garimpeiro, um homem de caráter que me ensinou coisas valiosas na vida, que nunca esquecerei.</p><p>Iniciei minha vida escolar em escola pública. Estudei o ensino fundamental nas escolas Águia do Saber, Padre José de Anchieta e Barão do Rio Branco, e terminei o ensino médio na Escola Professora Maria das Graças Escócio Cerqueira.</p><p>Após terminar o ensino médio, perdi três anos da minha vida. Digo isso porque eu não tinha nenhum norte, ou seja, eu não sabia de fato o que queria seguir. Porém, foi através das minhas amigas que decidi o que queria para a minha vida. Comecei a cursar Letras. Minha mãe e meu pai me apoiaram nessa decisão.</p><p>O motivo de ter escolhido esse curso foi a leitura. Sempre gostei de ler, sempre admirei meus professores de Língua Portuguesa, e foi assim que escolhi essa área, que até hoje sigo firme e confiante. Sou pós-graduada no ensino de Língua Portuguesa e trabalho há 14 anos nessa área. Dentre esses anos, atuei na modalidade da Educação Especial, na qual me identifico muito, porém, preferi sair e voltar para a disciplina de Língua Portuguesa.</p><p>Sou professora contratada do município de Itaituba e já trabalhei em várias escolas. Atualmente, estou trabalhando na Escola Antônio Gonzaga Barros, onde me sinto à vontade para mediar os conhecimentos.</p><p>Para chegar onde cheguei hoje, não foi nada fácil. Primeiro, porque meus pais não tinham condições financeiras para pagar meus estudos. Passei por um momento muito difícil assim que comecei a faculdade.</p><p>No primeiro ano, para pagar minha faculdade, fui trabalhar como babá. Trabalhei um mês, mas não consegui continuar. No segundo emprego, fui trabalhar numa loja que vendia importados. Passei três meses, mas também não consegui. Então, falei para mim mesma: "Não, não quero isso para mim. Preciso procurar um emprego na minha área."</p><p>Estava com apenas seis meses cursando Letras, no período noturno, quando tive a oportunidade de conseguir um contrato pela prefeitura. Era apenas um período, e iniciei na Escola Coronel Fontoura, do primeiro ao quinto ano. Naquela época, era possível atuar mesmo sem a formação completa no ensino superior.</p><p>Tive muitos desafios. Eu era nova, e, quando cheguei à escola, a diretora da época não confiou no meu trabalho. Inclusive, ela disse:<br>— Olha, tua turma é muito bagunceira, muito difícil de trabalhar. Tem que ter uma voz bem ativa.</p><p>E eu respondi que tudo bem, que iria tentar. Era a minha primeira vez trabalhando na área da educação. Comecei a trabalhar e me dei superbem com a turma e com o professor com quem dividia a carga horária. Trabalhei seis meses e, no final, a diretora me elogiou muito por ter dado conta.</p><p>Ela me viu e, pela primeira impressão, achou que eu não daria conta. Inclusive, ela chegou a comentar:<br>— Essa menina não vai dar conta.</p><p>Mas deu tudo certo, e até hoje estou atuando na área.</p><p>Como eu disse, não foi nada fácil. Meus pais não tinham condições. Casei aos 22 anos, na época em que estudava. Tive duas filhas, que hoje são a minha maior fortaleza. Se hoje eu não desisti da vida, foi por causa delas.</p><p>Após perder meu irmão no início de 2020, entrei em uma crise de depressão. Desde então, até hoje, vivo pela fé. Deixei meu casamento de 14 anos por não saber lidar com tanta tristeza. Meu único refúgio era o trabalho e, ao chegar em casa, meu refúgio era dormir — sempre querer dormir. Passei um tempo da minha vida no escuro, e, para mim, nada fazia sentido.</p><p>Até que, em 2022, meu pai faleceu. Tiraram a vida dele de forma cruel. Foi aí que falei para mim mesma que eu não iria me abater novamente nem deixar que a tristeza me levasse mais uma vez. Criei forças para me levantar do lugar onde caí e seguir a vida.</p><p>Em 2023, recuperei minha vida, que é muito preciosa. Hoje tenho minha mãe, minha irmã e minhas filhas. Minha força maior é Deus. Mesmo diante das dificuldades, busco minha estabilidade e sempre dou o meu melhor em tudo, dentro das minhas possibilidades.</p><p>Recentemente, comecei uma graduação em Pedagogia e uma pós-graduação em Introdução às Tecnologias, motivada pelo fato de que o mercado de trabalho exige cada vez mais. Também pretendo, se possível, entrar em um curso de mestrado na área de Letras. Sempre gostei de me qualificar. Não sou uma das melhores, mas, com esforço, dedicação e coragem, eu sempre avanço.</p><p>Em resumo, dedico as minhas considerações também aos meus alunos. Além de mediar o conhecimento, busco conhecê-los individualmente e incentivá-los a ir além. Tenho o viés de trabalhar com eles o projeto de vida. Acredito que essa é a base para direcioná-los e fazê-los acreditar que tudo na vida é possível.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/7b6820fce31f87b900bc54cd399bcd91/473397210_622812070740709_3248838150181609641_n.jpg" />
         <pubDate>2025-04-12 04:29:03 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406851300</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Jônatas - </title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406852136</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/ec9433a6fe0fb714221cb07cca1846f1/650373d5_596a_4e86_8d1d_5c77ee1f8769.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 04:31:46 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406852136</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Ana Margarete Cordeiro da Costa</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406852279</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/857d619a1dd4e9cae8fef341a519cec7/WhatsApp_Image_2025_04_11_at_20_58_56.jpeg" />
         <pubDate>2025-04-12 04:32:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406852279</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Particípies da pesquisa recebem o Diário de campo no dia 20 de fevereiro de 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874384</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/173785980788624211723db89db67d5a/2e66e969_438d_41a7_b8a0_6a3800b4ecad.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 05:36:20 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874384</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O primeiro encontro do ano 2025</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874650</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/c938662f7fa60658759b63e569c245cc/c8bfcda6_af9e_483b_9be0_0893998191c8.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 05:37:05 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874650</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Professores que fazem parte do grupo colaborativo.</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874984</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/440b4370af666b322412ddee24095e75/65bb939d_7a93_4468_ab79_7b2c77c0947b.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 05:38:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406874984</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Dinâmica corrente de inspiração coordenada pela professora Elisamara Coelho Dantas no dia 10 de abril de 2025.</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406893695</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/2a4eae545d3803fbe0b165c4f528d75e/1117d5fd_c9b0_4f74_9183_6eb7befd0634.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 06:34:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406893695</guid>
      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406893860</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads.storage.googleapis.com/1411313847/009b0a727bb9475eb4ae958702b45390/1b9cf7c2_50a8_4cb6_8e16_0988dc4c81b2.jfif" />
         <pubDate>2025-04-12 06:34:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3406893860</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Análise da música ‘Mais do Mesmo&#39; da Legião Urbana Por Domiciane Araújo</title>
         <author>alessanevessitb</author>
         <link>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3418127776</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Ao ouvir a música “Mais do mesmo” da icônica e fenomenal Banda Legião Urbana, percebi a crítica social amalgamada à letra da canção. Os versos denunciantes das desigualdades visíveis desde a cor da pele até o desprezo e conformidade com a própria vida “Desses vintes anos nenhum foi feito para mim” representando o sentimento de despertencimento daquele que vive à margem da sociedade.</p><p>Na busca de significância em uma aparente desconexão com a prática docente, encontrei nas idiossincrasias da nossa profissão a impossibilidade de nos referir ao nosso cotidiano escolar como se fosse todo dia “mais do mesmo”, pois nem nós somos mais do mesmo.&nbsp; Cada dia é único porque não importa o quanto planejamos, sempre podemos nos surpreender de alguma forma com os resultados. O pasmo ou a perturbação nos leva ao questionamento do porquê de continuar e não desistir.</p><p>E, como diz o verso “por que você não me deixa em paz?” insistimos em buscar respostas que justifiquem os anos passados nessa profissão de ensinador que muitas vezes nos (des)anima. “Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim” pensamos... Mas como fazer florescer em corações e vidas tantas vezes áridas tais quais são as de muitos alunos que cruzam a nossa trajetória de mestre? O que esperam de nós, se no fundo eles também se questionam “como vou crescer se nada cresce por aqui?”</p><p>Indagação que surge de ambas as partes; professor e aluno. “Quem vai tomar conta dos doentes?” Quem vai ajudar esses adolescentes que querendo ou não passam por nossas mãos. Daí refletimos a pergunta da canção: “como é que você se sente?”</p><p>Por fim, deparamo-nos com a incapacidade de compreensão e empatia com as dores e os dilemas alheios os quais podem passar despercebidos mesmo diante dos nossos olhos.&nbsp; E assim, na correria da vida, vamos passando de vagão em vagão como um trem rápido na vida de nossos alunos, às vezes levando alimento para a alma, às vezes a esperança de que é possível florescer em terras áridas, dar frutos e ser a sombra que aconchega o cansado, ou talvez possamos ser apenas a carga deixada para os ombros daqueles que sequer aprendeu a sonhar.</p><p>&nbsp;</p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=rKC2FD046_Y" />
         <pubDate>2025-04-21 20:36:30 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/alessanevessitb/sylmqitlpobvxakk/wish/3418127776</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
