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      <title>Fragmentos do professor Caco Baptista by </title>
      <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks</link>
      <description>Inspirado por Walter Benjamin. Fragmentos, citações, aforismos, anotações, cacos de história e cultura, pitacos de ciência e literatura, retalhos filosoficos e sociológicos e o que valer a pena.
Quero destacar a incompletude, a transitoriedade e a despretensão da congérie aqui apresentada.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-10-13 00:09:07 UTC</pubDate>
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         <title>Compreender</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948606882</link>
         <description><![CDATA[<div>"Compreender uma coisa apenas de uma maneira é um modo muito frágil de compreensão. Marvin Minsky disse que, para uma pessoa realmente entender algo, precisa compreendê-lo no mínimo de duas formas diferentes.<br>Cada modo de pensar sobre algo reforça e aprofunda cada um dos outros. Compreender uma coisa de várias maneiras produz uma compreensão total mais rica e de natureza diferente da forma única de compreensão". <br>Mitchell Resnick (apud Mariotti, 2010)<br>MARIOTTI, Humberto. <strong>Pensando diferente.</strong> São Paulo: Atlas, 2010&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 20:45:57 UTC</pubDate>
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         <title>Ródtchenko</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>"A fim de educar o homem a um desejo novo, todos os dias objetos familiares devem ser mostrados a ele, com perspectivas totalmente inesperada e em situações inesperadas. Novos objetos devem ser descritos a partir de lados diferentes, a fim de fornecer uma impressão completa do objeto."</strong>&nbsp;<br><br></div><div><a href="http://blog.desarte.com.br/artigos/notas/493-contradicoes-de-perspectiva-contrastes-de-luz-contrastes-da-forma-pontos-de-vista-impossiveis-de-se-conseguir-em-desenho-e-pinturaaleksandr-rodtchenko">Aleksandr Ródtchenko</a>. Disponível em:<a href="http://blog.desarte.com.br/artigos/notas/493-contradicoes-de-perspectiva-contrastes-de-luz-contrastes-da-forma-pontos-de-vista-impossiveis-de-se-conseguir-em-desenho-e-pinturaaleksandr-rodtchenko"> http://blog.desarte.com.br/artigos/notas/493-contradicoes-de-perspectiva-contrastes-de-luz-contrastes-da-forma-pontos-de-vista-impossiveis-de-se-conseguir-em-desenho-e-pinturaaleksandr-rodtchenko</a>. Acesso em 03.11.2012&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 20:47:59 UTC</pubDate>
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         <title>Pesquisa interdisciplinar</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Ao final de uma pesquisa interdisciplinar, o clínico não deixa de ser clínico, o epidemiologista continua com sua profissão, o cientista social não se transforma em clínico ou epidemiologista. (...) Mas a pessoa e o produto de um pesquisador que passou ou vai passando pela experiência interdisciplinar é totalmente diferente da que realiza univocamente em sua disciplina: ele vive a síntese possível de sua perspectiva de área com as ideias, discussões e conceitos das áreas e pessoas com as quais estabeleceu trocas." <br><br>MINAYO, Maria Cecília de Souza <em>Disciplinaridade, interdisciplinaridade e complexidade.</em> <strong>Emancipação</strong>, Ponta Grossa, 10(2): 435-442, 2010. Disponível em&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:03:26 UTC</pubDate>
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         <title>A curva do arco formado pelas pedras</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948628099</link>
         <description><![CDATA[<div>"Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra. <br>Mas qual é a pedra que sustenta a ponte? – pergunta Kublai Khan.<br>A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra – responde Marco -, mas pela curva do arco que estas formam.<br>Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta: <br>Por que falar das pedras? Só o arco me interessa. <br>Polo responde: <br>Sem pedras o arco não existe".<br>&nbsp;<br>Italo Calvino. <strong>Cidades invisíveis</strong>. São Paulo: companhia das Letras, 1993, p. 79.<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:05:20 UTC</pubDate>
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         <title>Saúde e sociedade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>“A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País.”&nbsp;</div><div>(Brasil, <strong>Lei nº 8080/1990</strong>, Art. 3º).</div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:07:57 UTC</pubDate>
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         <title>O dilema de Pascal</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948632395</link>
         <description><![CDATA[<div>“Sendo todas as coisas causadas e causantes... <strong>considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, bem como conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes.</strong>”<br>Pascal (apud Morin, 1996)&nbsp;<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:09:33 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Complexificar o conhecimento. O olhar transdisciplinar no campo da saúde.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948634639</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Como eu disse anteriormente, devemos complexificar o modo de conhecimento, por exemplo, da Medicina. O desenvolvimento da especialização produziu, hoje, uma medicina que vê um corpo e seus órgãos separadamente. A cura de um órgão muitas vezes é ocasional. Além do que, sabemos hoje pelas idéias psicossomáticas, que o corpo modifica a mente e a mente modifica o corpo. Uma grande dor, um penar, um luto podem fazer uma enfermidade mortal que não é unicamente do corpo, é da mente, do ambiente natural ou urbano, do ambiente social. Muitas enfermidades são resultado do ambiente urbano e social. (...) Há uma influência do ambiente social e cultural no organismo biológico, mas como tudo está fundado sobre o princípio da separação, este conhecimento é mutilado. <br>(MORIN, Edgar. <strong>Saberes globais e saberes locais: o olhar transdisciplinar</strong>. Rio de Janeiro: Garamond, 2000, p. 33)</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:11:50 UTC</pubDate>
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         <title>A relação com o conhecimento precisaria ser transformada para dar espaço a outras formas de expressão da realidade humana na estruturação das práticas de saúde. </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948639372</link>
         <description><![CDATA[<div>“Os problemas relativos ao conhecimento biológico estão vinculados a importantes questões dos modelos de assistência à saúde. Do ponto de vista epistemológico, a grande interrogação é a dualidade que separa corpo e mente, psíquico e somático, e que não corresponde à experiência concreta da saúde e da doença. Do ponto de vista das práticas de saúde, essa dualidade se reflete na persistência de um modelo técnico que também dissocia assistência e realidades sociais, culturais e afetivas. Predomina a perspectiva que favorece intervenções tecnológicas avançadas, mas pobres do ponto de vista afetivo.<br>Questionam-se a racionalidade e a sustentabilidade desse modelo. O discurso da promoção da saúde problematiza a noção de saúde e propõe, de diferentes maneiras e perspectivas, a inversão das prioridades e investimentos em saúde. Porém, por mais que a lógica orientadora da organização sanitária esteja em xeque, paradoxalmente, a dinâmica de financiamento e estruturação do campo da saúde alimenta cada vez mais uma engrenagem que conduz à geração de novas demandas curativo-preventivas, crescente e incontrolavelmente insustentáveis.<br>Recursos de outra ordem precisam, com premência, ser investidos para reverter esta tendência. Ao mesmo tempo, o esforço para alcança-los parece ser remar contra uma corrente muito mais poderosa. O modelo científico da biomedicina, apesar das graves contradições que gera, apresenta a força de ser operativo, instrumental, utilitário.<br>Nesse contexto, é decisivo rever a relação entre ciência e filosofia. A relação com o conhecimento precisaria ser transformada para dar espaço a outras formas de expressão da realidade humana na estruturação das práticas de saúde (Czeresnia, 2003). Para além disso, a própria concepção do que é o corpo poderia ser reconstruída através dessa reflexão. O corpo é descrito por diferentes disciplinas científicas, mas uma delas é hegemônica no campo da saúde: a biologia.”<br><br>CEZERESNIA, Dina. <em>Canguilhem e o caráter filosófico das ciências da vida</em>. In ______________, <strong>Categoria vida: reflexões para uma nova biologia. </strong>São Paulo: Ed. UNESP; Rio de Janeiro: Ed. FIOCRUZ, 2012, p. 65-66<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:16:50 UTC</pubDate>
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         <title>Observação empírica e teoria sociológica - o que você vê quando olha uma parede branca?, por Caco Baptista.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/948642584</link>
         <description><![CDATA[<div>O que você vê quando olha uma parede branca? Você vê uma parede branca ou consegue ver também os elementos que fazem a parede? Você vê os tijolos, a argamassa, os ferros? E você vê o<br>trabalho do pedreiro? Você consegue ver, numa parede branca, o orgulho do pedreiro por seu trabalho bem feito? E você vê também o suor, o esforço, as mãos castigadas de tanto mexer com cal e cimento? E você pode ver a casa do pedreiro, a sua rua, o seu bairro? Você consegue ver as dores e alegrias do pedreiro nessa parede branca que estamos olhando? E a família do pedreiro? E não só esse pedreiro e não só essa família, mas todo o complexo entramado de vidas humanas que<br>constituem essa sociedade em que existem pedreiros e se erguem paredes brancas, você consegue ver? Enfim, você já tinha pensado que ao observarmos uma parede, ou um automóvel, ou um cd player, ou qualquer mercadoria, é possível ver como se estrutura a nossa sociedade?<br>Mas não só isso. Podemos também observar os comportamentos, o modo de vida, as formas de sentir, pensar e agir que caracterizam os diferentes grupos na sociedade. Observando vestuário, alimentação, festas, relações cotidianas, podemos ver também muito além do que aparece à primeira<br>vista. Para isso, claro, é preciso conhecimentos específicos, bastante prática de campo, muita<br>curiosidade e capacidade de observação para poder ter um olhar que supere a primeira vista, um<br>olhar de segunda ordem, o olhar das Ciências Sociais e da Sociologia.<br>Além de olhar, interrogar: por que as pessoas se casam e constituem família? Por que o soldado vai para a guerra, com risco de morrer, se poderia desertar e fugir? Por que mandamos nossas crianças para a<br>escola se é possível ensiná-las em casa? Por que mulheres podem vestir calças e homens não podem<br>vestir saias? Todas estas perguntas (e muitas outras semelhantes) apontam para aquilo que caracteriza e distingue as ciências sociais: a noção de que a vida humana em sociedade está sujeita a uma ordem social e que o&nbsp; comportamento dos seres humanos, individual ou coletivamente, é<br>regulado por normas, valores e instituições sociais.<br>Ou seja, as ciências sociais operam com base no fato de que existem certas regularidades na vida social que tornam-se rotinas e incorporam-se ao cotidiano dos múltiplos agentes sociais. Estas regularidades e padrões&nbsp; – formas de família, estruturas de parentesco, formas de poder e regimes<br>de governo, crenças, práticas corporais, hábitos alimentares e de higiene, modos de ocupação do espaço urbano e rural, a produção artística, as formas e modos de produzir e distribuir os objetos necessários para a vida material, as diferentes profissões e ocupações, as práticas relativas à saúde, à sexualidade e à educação, as práticas criminosas, as diferentes formas e causas da violência, enfim,<br>os saberes e fazeres mais diversos que constituem a complexidade da vida nas sociedades humanas – são o campo de estudo das Ciências Sociais por meio da sociologia, da antropologia e da ciência política.<br>Considerando então que a sociedade tem padrões, instituições e estruturas que podem ser observados e compreendidos, os cientistas sociais perguntam-se sobre a natureza e as formas da ordem social: o que a caracteriza?, como ela se constitui?, como ela se mantém?, como ela se transforma?.&nbsp;<br>Esse debate coloca frente a frente duas concepções da ordem social, os coletivistas e os individualistas.<br>Os coletivistas partem do pressuposto de que os padrões sociais preexistem aos atos individuais, de modo que a ordem social seria imposta aos indivíduos desde o exterior. Mesmo os padrões sociais sendo produtos históricos, e portanto mutáveis, o fato determinante para os coletivistas é que a estrutura preexiste, que o indivíduo a recebe pronta e acaba sendo constituído a partir dela. Já os<br>individualistas, ao contrário, entendem os padrões sociais como resultados da negociação individual, de modo que os indivíduos não são apenas portadores da ordem social mas também seus<br>produtores, que tanto a constituem como alteram os seus fundamentos no curso de suas ações individuais. Engajar-se numa ou outra destas linhas de pensamento implica em desvendar diferentes modos de observar e descrever a sociedade. E é isso que fazem as diferentes teorias das ciências sociais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:20:05 UTC</pubDate>
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         <title>A parte e o todo</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:26:28 UTC</pubDate>
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         <title>Ensinar</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>"Ensinar não é unicamente uma função, uma profissão como qualquer outra, onde se pode distribuir, produzir pedaços de saber: pedaços de Geografia, de História, de Química. Enfim, Platão, disse muito bem: <strong>‘Para ensinar necessita-se de Eros’, que significa amor, prazer, amor pelo conhecimento, amor pelas pessoas</strong>. Se não há isso no ensino, na investigação, no conhecimento nenhum resultado é interessante". </div><div>&nbsp;MORIN, Edgar. <strong>Saberes globais e saberes locais: o olhar transdisciplinar</strong>. Rio de Janeiro: Garamond, 2000, p. 59</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-21 21:44:42 UTC</pubDate>
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         <title>Perguntas que a escola tem que se fazer a si mesma</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>“Perguntas que a escola tem que se fazer a si mesma: que tipo de ser humano eu quero formar? Que valores essa escola carrega, quer, incentiva? Como eu quero que as relações aconteçam aqui? Que que eu penso do mundo? Que que eu penso da sociedade? Que mundo eu quero ter?” (Viviane Mosé)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-22 21:54:37 UTC</pubDate>
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         <title>Sonhar a escola</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Chamar pais, professores e estudantes para sonharem a escola que querem.&nbsp;<br>Partimos de três perguntas:</div><div>- Que escola vocês querem para os seus filhos?</div><div>- Que escola vocês querem para vocês?</div><div>- Que escola vocês querem para vocês e para seus alunos?</div><div>&nbsp;</div><div>Escrever/registrar os sonhos</div><div>Organizar-se para buscar os sonhos</div><div>Realizar os sonhos</div><div>Celebrar as realizações</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-22 21:56:40 UTC</pubDate>
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         <title>Saúde como direito: comprometimento social com a saúde</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <title>Os problemas do fim do século</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/950494781</link>
         <description><![CDATA[<div>"O problema crucial do nosso tempo é o da necessidade de um pensamento apto a responder ao desafio da complexidade do real, isto é, a captar as ligações, interações e implicações mútuas, os fenômenos multidimensionais, as realidades que são ao mesmo tempo solidárias e conflituais."<br>MORIN, Edgar. <strong>Os problemas do fim do século</strong>. Lisboa: Editorial Notícias, 1996, p. 201.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-22 22:29:32 UTC</pubDate>
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         <title>Thomas Browne, 1643</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2020-11-22 23:09:57 UTC</pubDate>
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         <title>Qualidade formal, qualidade política</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Pedro Demo</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 02:24:00 UTC</pubDate>
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         <title>Ética</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>“A ética, o debate sobre como a vida deve ser vivida, é uma noção social e, como tal, sua presença constante no nosso dia a dia, e atualmente no nosso cotidiano científico, aponta para<br>duas conclusões. Primeiro, sugere que construir a vida coletiva não é nem nunca foi um processo automático; segundo, enuncia que temos e continuamos a ter dúvidas sobre qual<br>deveria ser nossa conduta em relação ao outro.” <br><br>(SPINK, Mary Jane Paris e SPINK, Peter K. Produzir conhecimento não é um ato banal: um olhar (pós)-construcionista sobre ética na pesquisa. In GUANAES-LORENZI, Carla, MOSCHETA, Murilo<br>S., CORRADI-WEBSTER, Clarissa e SOUZA, Laura vilela e. (orgs.) Construcionismo social: discurso, prática e produção de conhecimento. Rio de Janeiro: Instituto Noos, 2014, p.135-136)</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-11-26 02:28:46 UTC</pubDate>
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         <title>“… aprendeu rápido porque primeiro lhe ensinaram como aprender…”</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div><em><br>“Para os demais, podemos dizer que Muad’Dib aprendeu rápido porque primeiro lhe ensinaram como aprender. E a primeira lição de todas foi desenvolver a confiança fundamental de que ele era capaz de aprender. É surpreendente saber quantas pessoas não acreditam ser capazes de aprender e quantas outras crêem que aprender é difícil. Muad’Dib sabia que toda experiência era uma lição.”<br></em>HERBERT, Frank. <strong>Duna</strong>. São Paulo: Aleph, 2017, p. 97</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-08 22:45:14 UTC</pubDate>
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         <title>Machado</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>Sete dias sem uma nota, um fato, uma reflexão; posso dizer oito dias, porque também hoje não tenho o que apontar aqui. Escrevo isto só para não perder longamente o costume. Não é mau este costume de escrever o que se pensa e o que se vê, e dizer isso mesmo quando se não vê nem pensa nada." <br>Machado de Assis. <strong>Memorial de Aires</strong>.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-11 20:01:24 UTC</pubDate>
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         <title>O ponto de mutação - Fritjof CAPRA</title>
         <author>caquistabat</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1427155535</link>
         <description><![CDATA[<ul><li><strong>“Qualquer sistema de assistência à saúde, incluindo a medicina ocidental moderna, é um produto da sua história e existe dentro de um certo contexto ambiental e cultural”</strong>&nbsp;</li></ul><div><br></div><ul><li>"<strong>O conceito de saúde e os conceitos afins de mal-estar, doença e patologia não se referem a algo bem definido, mas são partes integrantes de modelos limitados e aproximados que refletem uma teia de relações entre múltiplos aspectos do complexo e fluido fenômeno da vida.”</strong>&nbsp;</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>"As noções de saúde e de doença são fortemente influenciadas pelo contexto cultural em que elas ocorrem. O que é saudável e doente, normal e anormal, são e insano, varia de cultura para cultura. Além disso, o contexto cultural influencia o modo específico com as pessoas se comportam e adoecem”</strong>&nbsp;</li></ul><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-16 20:36:09 UTC</pubDate>
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         <title>Bacterias e Doenças - Fritjof Capra em O Ponto de Mutação</title>
         <author>caquistabat</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1427162300</link>
         <description><![CDATA[<div>“A excessiva ênfase nas bactérias criou a ideia de que a doença é a consequência de um ataque vindo do exterior, em vez de um distúrbio do próprio organismo. Lewis Thomas, em seu popular <em>Lives of a cell</em>, fez uma vigorosa descrição dessa concepção errônea e tão difundida:</div><div>‘Ao ver televisão, temos a impressão de vivermos acuados, sob um risco total, cercados por todos os lados de micróbios sedentos de seres humanos, escudados contra a infecção e a morte graças unicamente a uma tecnologia química que nos permite continuar a rnatá-los antes que nos invadam. Somos convencidos a pulverizar desinfetantes por toda parte. (...) Aplicamos antibióticos potentes em arranhões leves e vedamo-los com tirinhas de plástico. O plástico é o novo protetor; embrulhamos os copos já de plástico dos hotéis em mais plástico e selamos os assentos dos sanitário como se fossem segredos de Estado, depois de esparzi-los com luz ultravioleta. Vivemos num mundo onde os micróbios estão tentando sempre atingir-nos, despedaçar-nos célula por célula, e só continuamos vivos às custas da diligência e do medo’.</div><div>Essas atitudes um tanto grotescas, mais notórias nos Estados Unidos do que em qualquer outra parte do mundo, são incentivadas, é claro, pela ciência médica, mas, também, de um modo ainda mais poderoso e eficaz, pela indústria química. Porém, seja qual for sua motivação, dificilmente encontrarão uma justificação biológica. É mais do que sabido que muitos tipos de bactérias e vírus associados a doenças estão comumente presentes nos tecidos de indivíduos saudáveis sem causar-lhes qualquer dano. Somente em circunstâncias especiais, que diminuem a resistência geral do organismo hospedeiro, é que eles produzem sintomas patológicos. Em nossa sociedade, é muito difícil acreditar-se nisso, mas a verdade é que o funcionamento de vários órgãos essenciais requer a presença de bactérias. Já está demonstrado que animais criados em condições totalmente livres de micróbios desenvolvem sérias anomalias anatômicas e fisiológicas&nbsp;</div><div>Da gigantesca população de bactérias da Terra, apenas um pequeno número delas é capaz de gerar doenças em organismos humanos, e mesmo essas são usualmente destruídas no devido momento pelos mecanismos de imunização do próprio organismo. Eis o que diz Thomas: 'O homem que apanha um meningococo corre consideravelmente menos perigo de vida, mesmo sem quimioterapia, do que os meningococos que tiveram o azar de apanhar um homem'. Por outro lado, bactérias relativamente inofensivas para um determinado grupo de pessoas que adquiriram resistência a elas podem ser extremamente virulentas para outras que nunca estiveram expostas antes a esses micróbios. As catastróficas epidemias que flagelaram polinésios, índios americanos e esquimós, em seus primeiros contatos com os exploradores europeus, são um exemplo disso.”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-16 20:39:06 UTC</pubDate>
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         <title>Sistema</title>
         <author>caco1</author>
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         <description><![CDATA[<div><em>“</em>O que o analfabeto em ecologia não percebe em relação a um ecossistema é que se trata de um sistema. Um sistema! Um sistema mantém certa estabilidade fluida que pode ser destruída por um deslize em apenas um nicho. Um sistema tem ordem, uma correnteza que flui de um ponto a outro. Se algo represar a correnteza, a ordem desmoronará. Os inexperientes talvez só percebam esse desmoronamento quando já for tarde demais. É por isso que a função mais elevada da ecologia é a compreensão das consequências.”<em><br></em>(HERBERT, Frank. <strong>Duna</strong>. São Paulo: Aleph, 2017)<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-01 15:42:32 UTC</pubDate>
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         <title>Vida: a beleza da diversidade</title>
         <author>caco1</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1576705853</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“Existe uma beleza de movimento e equilíbrio que é reconhecida internamente em qualquer planeta salutar ao homem. Vê-se nessa beleza um efeito estabilizador e dinâmico essencial a toda a vida. Seu objetivo é simples: manter e produzir padrões coordenados de diversidade crescente. A vida melhora a capacidade de um sistema fechado de sustentá-la. A vida – todas as formas de vida – está a serviço da vida. Os nutrientes necessários a ela são disponibilizados pelas formas de vida numa variedade cada vez maior à medida que a diversidade da vida aumenta. A paisagem inteira ganha vida, cheia de relações dentro de relações dentro de relações.”<br></em>(HERBERT, Frank. <strong>Duna</strong>. São Paulo: Aleph, 2017)</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-01 15:43:50 UTC</pubDate>
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         <title>Qualidade formal e qualidade política</title>
         <author>caco1</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><div><strong>	"É importante definir com a precisão maior possível o conceito de qualidade que, para nós, engloba os outros de 'eficiência' e 'pertinência'. Neste sentido distinguimos entre qualidade formal e política, significando a primeira o desafio tecnológico propriamente dito com base na instrumentação científica, e a segunda o desafio educativo com base na capacidade de conceber e concretizar futuros alternativos para a sociedade."</strong>&nbsp; &nbsp;<br>DEMO, Pedro. "<em>Qualidade e modernidade da educação superior: discutindo questões de qualidade, eficiência e pertinência</em>", <strong>Educação Brasileira</strong>, 13(27): 35-80, 2º sem. 1991</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-01 15:46:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>caco1</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1576748593</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>No man can justly censure or condemn another, because indeed no man truly knows another.<br>Further, no man can judge another, because no man knows himself<br><br>Thomas Browne – <strong>Religio Medici </strong>(1643),&nbsp;<br>London: Everyman’s Library, 1965, p. 72<br><br></blockquote><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-01 15:55:56 UTC</pubDate>
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         <title>Relativismo cultural</title>
         <author>caco1</author>
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         <description><![CDATA[<div>“O relativismo cultural é, antes de mais nada e sobretudo, um procedimento antropológico interpretativo – ou seja, metodológico. Ela não consiste no argumento moral de que qualquer cultura ou costume é tão bom quanto qualquer outro, se não melhor. O relativismo é a simples prescrição de que, para que possam tornar-se inteligíveis, as práticas e ideais de outras pessoas devem ser ressituadas em seus contextos históricos, e compreendidas como valores posicionais no campo de suas próprias relações culturais antes de serem submetidas a juízos morais e categóricos de nossa própria lavra. A relatividade é a suspensão provisória dos próprios juízos de modo a situar as práticas em pauta na ordem cultural e histórica que as tornou possíveis. Afora isso, não se trata de forma alguma de uma questão de advocacia.”</div><div>SAHLINS, Marshall. <strong>Esperando Foucault, ainda</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-02 00:28:52 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>“Sobre o Rigor na Ciência”</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1649877837</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Jorge Luís Borges, “Sobre o Rigor na Ciência”, in História Universal da Infâmia, trad. de José Bento, Assírio e Alvim,1982, 117&nbsp;<br><br><br>“… Naquele Império, a Arte da Cartografia logrou tal perfeição que o mapa de uma única Província ocupava toda uma Cidade, e o mapa do Império, toda uma Província. Com o tempo, esses Mapas Desmedidos não satisfizeram mais e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império, que tinha o tamanho do Império e coincidia pontualmente com ele. Menos dedicadas ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes entenderam que esse dilatado Mapa era Inútil e não sem Impiedade o entregaram às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos desertos do Oeste perduram despedaçadas Ruínas do Mapa, habitadas por Animais e por Mendigos; em todo o País não há outra relíquia das Disciplinas Geográficas.”<br><br></div><div>Suáres Miranda: <em>Viajes de Varones Prudentes</em>, Livro Quatro, cap. XLV, Lérida, 1658.<br><br></div><div>*Tradução livre de Marcelo Terça-Nada do texto de Jorge Luis Borges originalmente publicado na primeira edição de <strong><em>Historia Universal de la Infamia</em></strong> (Buenos Aires, 1946). disponível em&nbsp; https://poro.redezero.org/biblioteca/textos-referencias/do-rigor-na-ciencia-jorge-luis-borges/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-14 21:14:28 UTC</pubDate>
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         <title>Para que educar</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1649884041</link>
         <description><![CDATA[<div>"Para que educar?</div><div>Às vezes falamos como se não houvesse alternativa para um mundo de luta e competição, e como se devêssemos preparar nossas crianças e jovens para essa realidade. Tal atitude se baseia num erro e gera um engano.</div><div>Não é a agressão a emoção fundamental que define o humano, mas o amor, a coexistência na aceitação do outro como um legítimo outro na convivência. Não é a luta o modo fundamental de relação humana, mas a colaboração.</div><div>...</div><div>Para que educar?</div><div>Para recuperar essa harmonia fundamental que não destrói, que não explora, que não abusa, que não pretende dominar o mundo natural, mas que deseja conhecê-lo na aceitação e respeito para que o bem-estar humano se dê no bem-estar da natureza em que se vive. Para isso é preciso aprender a olhar e escutar sem medo de deixar de ser, sem medo de deixar o outro ser humano em harmonia, sem submissão. Quero um mundo em que respeitemos o mundo natural que nos sustenta, um mundo no qual se devolva o que se toma emprestado da natureza para viver."&nbsp;</div><div>(MATURANA, Humberto. <strong>Emoções e linguagem na educação e na política</strong>. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998, p. 34)</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-07-14 21:25:18 UTC</pubDate>
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         <title>Realidade e possibilidades</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671824186</link>
         <description><![CDATA[<div>"... lo real es un conjunto de possibilidades y contingencias manejables mediante selecciones: cada selección funda lo real y abre el repertorio de nuevas possibilidades."<br>Juan-Luis PINTOS. <strong>Sentido y possibilidad.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-07 23:15:50 UTC</pubDate>
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         <title>Os que não vêem que não vêem o que não vêem.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671828047</link>
         <description><![CDATA[<div>"La falta es la falla espacial donde caen los que no veen que no veen lo que no veen." <br>(Juan-Luis PINTOS. <strong>Sentido y possibilidad)</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-07 23:30:04 UTC</pubDate>
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         <title>Um grande homem</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671829181</link>
         <description><![CDATA[<div>"Não é o que se impõe aos outros de cima para baixo (...); é o homem que estende a mão aos semelhantes e engole a própria amargura para compartilhar a sua condição humana com os outros, doando-se a si próprio. (...)&nbsp;<br>Os que não tem nada que dividir repartem com os outros as suas pessoas."<br>Florestan Fernandes.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-07 23:37:41 UTC</pubDate>
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         <title>Como a ciência funciona?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671830373</link>
         <description><![CDATA[<div>"Não deixem nada ao acaso. Não percam nenhum detalhe. Combinem as observações contraditórias. Não tenham pressa."<br>(Hipócrates de Cós, apud Carl SAGAN, <strong>O mundo assombrado pelos demônios</strong>)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-07 23:44:22 UTC</pubDate>
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         <title>Fotografia</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671840270</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>A fotografia é uma arte 'leiga' que emociona, encanta ou entristece, mas dessa emoção fugaz, dessa tristeza e desse encanto leves, sutis e precários que surgem de um encontro breve e fortuito. Uma imagem onde há o que ver, mas nada - ou muito pouco - a dizer.<br>(Jean-Marie SCHAEFFER. <strong>A imagem precária</strong>. Campinas: Papirus, 1996, p. 205.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-08 00:30:54 UTC</pubDate>
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         <title>Adélia</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>A vida é tão bonita<br>basta um beijo<br>e o universo se recompõe<br>uma necessidade cósmica nos protege.<br>(Adélia Prado)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-08 00:40:06 UTC</pubDate>
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         <title>Quintana</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1671842534</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Se eu fosse acreditar em tudo que penso, ficaria louco.<br>(Mário Quintana)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-08 00:42:32 UTC</pubDate>
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         <title>Flor que não dura</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>Flor que não dura<br>Mais do que a sombra dum momento<br>Tua frescura<br>Persiste no meu pensamento<br><br>Não te perdi<br>No que sou eu,<br>Só nunca mais, ó flor, te vi<br>Onde não sou senão a terra e o céu.<br><br>(Fernando Pessoa, in Cancioneiro)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-08 00:47:24 UTC</pubDate>
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         <title>Alejandro Jodorowsky</title>
         <author>caquistabat</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-08-15 15:58:33 UTC</pubDate>
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         <title>A criação, por Alfredo Moffatt</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1679513767</link>
         <description><![CDATA[<div>"A criação consiste em ver o que ainda não existe e poder fazê-lo existir para os demais. Entre uma poesia e um delírio, a diferença consiste em que a primeira permite que os demais entendam a loucura, a tristeza e o temor de um autor. Em suma, supera-se a subjetividade, a loucura compartilhada chama-se arte".<br>Alfredo Moffatt em <strong>Terapia de Crise</strong>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-15 16:18:34 UTC</pubDate>
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         <title>Machado</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1689170018</link>
         <description><![CDATA[<div>Em verdade, dá certo gosto deitar ao papel coisas que querem sair da cabeça, por meio da memória ou da reflexão.<br>Machado de Assis, <strong>Memorial de Aires</strong>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 22:57:18 UTC</pubDate>
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         <title>Caminhos</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1689170509</link>
         <description><![CDATA[<div>Pelos caminhos que ando<br>um dia vai ser,<br>só não sei quando.<br>(Paulo Leminski)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 22:58:38 UTC</pubDate>
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         <title>Caminhos</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1689171539</link>
         <description><![CDATA[<div>Alice: Que caminho devo tomar?<br>Gato: Para onde você quer ir?<br>Alice: Não sei.<br>Gato: Se você não sabe aonde quer ir, todos os caminhos levam a lugar nenhum.<br>(Lewis Carrol. Alice no país das maravilhas.)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 23:03:15 UTC</pubDate>
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         <title>A talk to teachers</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>The purpose of education, finally, is to create in a person the ability to look at the world for himself, to makes his own decisions... What societies really, ideally, want is a citizenry which will simply obey the rules of society. If a society suceeds in this, that society is about to perish. The obligation of anyone who thinks of himself as responsible is to examine society and try to change and fight It - at no matter what risk. This is the only hope the society has. This is the only way societies change.<br>(James Baldwin, <strong>A Talk to Teachers</strong>, 1963)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 23:16:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1689174432</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-08-21 23:17:24 UTC</pubDate>
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         <title>JUNG - A mulher</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1696018065</link>
         <description><![CDATA[<div>"A mulher, porém, concebe. Como mãe ela é diferente da mulher que não é mãe. Pois ela carrega em seu corpo, por nove meses, as consequências de uma noite. Algo cresce dentro dela, que jamais desaparecerá. Pois ela é mãe. E permanecerá mãe, mesmo quando a criança ou todas as crianças tiverem morrido. Pois ela carregou a criança em seu coração. Mesmo depois que ela nasceu, continuou a carregá-la em seu coração. E de seu coração jamais saírá." <br><br>(mulher abissínia citada por Carl Jung no prefácio de <strong>Introdução à Essência da Mitologia</strong>)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-08-25 13:30:53 UTC</pubDate>
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         <title>Quero que saibas</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1716364788</link>
         <description><![CDATA[<div>Quero que saibas<br>que para mim,&nbsp;<br>apesar dos pesares<br>e das dores e perdas<br>e golpes e dificuldades,<br>o amor continua,<br>nossa vida é boa e<br>enquanto tiver teu sorriso<br>e teu carinho<br>a felicidade existe.<br>(Caco Baptista)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-04 04:54:51 UTC</pubDate>
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         <title>História de uma infância</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733132441</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Quando, pelo visor do berçário, mostraram a criança para o adulto, este não viu alí um recém-nascido, mas sim um ser humano completo. (...) Aceitou de imediato que fosse uma menina; fosse um menino - e isto ele viria a saber mais tarde -, a alegria teria sido a mesma. Por trás do vidro, o que lhe apresentavam não era uma "filha", tampouco um "descendente", mas uma criança. O pensamento do homem foi: ela está contente. Gosta de estar no mundo. O fato em si, a criança, sem qualquer característica especial, irradiava serenidade - a inocência era uma forma do espírito! - e isso transbordou quase furtivamente para o adulto, de tal forma que os dois alí passaram a constituir, definitivamente, um grupo conjurado. O sol brilha na sala, eles se encontram no alto de uma colina. Não foi só responsabilidade o que sentiu o homem a contemplar a criança, sentiu também desejo de defendê-la e ferocidade: a sensação de estar ali, sobre suas próprias pernas, e de ter se tornado repentinamente forte."<br><br>HANDKE, Peter. <strong>História de uma infância.</strong> São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 8-9.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 02:58:13 UTC</pubDate>
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         <title>Tackling the climate crisis and protection of our ecosystem must be at the heart of public health policy</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733135064</link>
         <description><![CDATA[<div><br>The fight for our natural world is indistinguishable from our global efforts to improve human health and wellbeing. (...) we need to commit to tackling the climate crisis as part of our professional duties as healthcare professionals. Our future safety lies as much in protecting the natural world as it does in manufacturing vaccines.<br><br></div><div><br>Maggie Rae, President, Faculty of Public Health. <br>&nbsp;<a href="https://blogs.bmj.com/bmj/2021/07/01/tackling-the-climate-crisis-and-protection-of-our-ecosystem-must-be-at-the-heart-of-public-health-policy">https://blogs.bmj.com/bmj/2021/07/01/tackling-the-climate-crisis-and-protection-of-our-ecosystem-must-be-at-the-heart-of-public-health-policy</a>/<br><br></div><div><br>A luta por nosso mundo natural é indistinguível de nossos esforços globais para melhorar a saúde e o bem-estar humanos. (...) precisamos nos comprometer a enfrentar a crise climática como parte de nossas obrigações profissionais como profissionais de saúde. Nossa segurança futura reside tanto na proteção do mundo natural quanto na fabricação de vacinas.<br><br></div><div><br>Maggie Rae , presidente, Faculdade de Saúde Pública.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 03:02:51 UTC</pubDate>
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         <title>O Desafio Educacional</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733150619</link>
         <description><![CDATA[<div>“[...] a educação é o mais grave dilema social brasileiro. A sua falta prejudica da mesma forma que a fome e a miséria, ou até mais, pois priva os famintos e miseráveis dos meios que os possibilitem a tomar consciência da sua condição, dos meios de aprender a resistir a essa situação.”<br>(FERNANDES, Florestan. <em>A reforma educacional</em>. In: ___. <strong>O desafio educacional</strong>. São Paulo: Cortez, 1989, p. 126)<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 03:28:53 UTC</pubDate>
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         <title> Cartas a D.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733181805</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Você tinha uma cumplicidade contagiosa com tudo o que é vivo, e me ensinou a olhar e apreciar o campo, as árvores e os animais. Eles a ouviam tão atentamente, que eu tinha a impressão de que estavam entendendo as suas palavras. Você descobriu para mim a riqueza da vida, e eu a amava através de você. (...)<br>Bastava que eu consentisse em viver o que eu estava vivendo, em amar mais do que tudo o seu olhar, a sua voz, o seu cheiro, seus dedos, o seu jeito de habitar o seu corpo, para que todo o futuro se abrisse para nós".<br><strong>André Gorz - Cartas a D.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 04:16:50 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>un docente es alguien que inspira a que el otro se transforme</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733185690</link>
         <description><![CDATA[<div>"[...] repensar la función docente. Creo que cada vez menos tiene que ver con los contenidos y cada vez más con provocar un acontecimiento educativo que es otra cosa, que es inspirar a que los estudiantes busquen su propia transformación. Yo lo resumiría así: un docente es alguien que inspira a que el otro se transforme."<br><br><strong>Darío Sztajnszrajber</strong><br>“Un docente es alguien que inspira a que el otro se transforme - Página 12 Universidad<br>https://www.pagina12.com.ar/105907-un-docente-es-alguien-que-inspira-a-que-el-otro-se-transform?fbclid=IwAR28TvVeD-29OmAQ79a16mT8PBpXKE6IxwldqBih_GdcsD4FXnwDgUUARec<br><br>..</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 04:22:39 UTC</pubDate>
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         <title>Salir de la caverna</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1733194817</link>
         <description><![CDATA[<div>Salir de la caverna hoy para mí tiene que ver con una relectura de la alegoría platónica, en no pensar en que uno alcanza una realidad verdadera sino que hoy salir de la caverna sería despojarte de aquella cotidianeidad que das por supuesta y entonces entrar en una caverna mayor, una caverna mayor que al principio se te presenta con toda su diferencia con respecto a la anterior y te brinda respuestas nuevas, pero que lentamente también vas entendiendo que se trata de otro dispositivo, por eso creo que una pedagogía emancipatoria hoy en el mundo de la educación tendría que tener que ver más con inspirar a los estudiantes a estar saliendo permanentemente de cavernas, salir de la caverna es un ejercicio permanente, una revolución permanente."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-12 04:35:07 UTC</pubDate>
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         <title> Acho que a esperança é supervalorizada, superestimada (Eliane Brum).</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918721642</link>
         <description><![CDATA[<div>A gente está num momento em que a esperança é um luxo que a gente não tem. Nesse sentido eu concordo muito com a Greta Thunberg quando ela diz "eu não quero a sua esperança, eu quero que tu entre em pânico como eu estou, porque a nossa casa está pegando fogo".&nbsp;</div><div><a href="https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/eliane-brum-alegria-de-estar-junto-e-instrumento-de-resistencia-poderoso/#page4">https://www.uol.com.br/ecoa/reportagens-especiais/eliane-brum-alegria-de-estar-junto-e-instrumento-de-resistencia-poderoso/#page4</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 18:48:26 UTC</pubDate>
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         <title>A Dádiva</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918925934</link>
         <description><![CDATA[<div>Em sua forma extrema, a dádiva seria totalmente desinteressada e ofertada independentemente das qualidades de quem a recebe. Desinteresse significa inexistência de remuneração de qualquer modo ou forma. Julgada pelos padrões comuns de posse e troca, a pura dádiva é pura perda. Afinal, ela -representa ganho apenas em termos morais, o que é a base para a ação que a lógica daqueles padrões não consegue reconhecer. (...)<br>&nbsp;“O valor moral da dadiva não é medido pelo preço de mercado dos bens e serviços oferecidos e, e sim, precisamente, pela perda subjetiva do doador. A falta de importância atribuída à qualidade de quem recebe indica que a única qualificação considerada por ocasião da dádiva é que o recebedor pertença à categoria ‘pessoas com necessidades’. (...) <br>Em sua forma pura, a dádiva é oferecida a quem precisa, apenas e simplesmente porque precisa. A pura dádiva é, então, o reconhecimento da humanidade do outro. Afora isso, essas pessoas permanecem desconhecidas e não são alocadas em qualquer divisão particular no mapa cognitivo do doador.” <br><br>BAUMAN, Zigmunt e MAY, Tim. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia.</strong> Rio de Janeiro: Zahar, 2010, p. 129-130.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:29:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;Ser amado significa ser tratado por outra pessoa como único ...&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918940277</link>
         <description><![CDATA[<div>“Ser amado significa ser tratado por outra pessoa como único, como diferente de todos os outros; isso quer dizer que quem ama aceita que os amados não precisam invocar regras universais para justificar as imagens que têm de si mesmos, nem suas demandas; quer dizer também que quem ama aceita e confirma a soberania de seu companheiro e seu direito a decidir por si próprio e fazer escolhas com sua própria autoridade.” <br>Zigmunt Bauman e Tim May. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia</strong>. RJ: Zahar, 2010, p. 137-138. (Nessa passagem eles estão apresentando a concepçao de Niklas Luhmann, para quem "a busca da identidade individual pode ser entendida em termos da nossa irresistível busca de amor – de amar e ser amado" (idem, ibidem).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:37:49 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Ser amado também diz respeito a ser entendido, ...&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918947092</link>
         <description><![CDATA[<div>"Ser amado também diz respeito a ser <em>entendido</em>, no sentido em que usamos a palavra quando dizemos ‘Quero que você me entenda!’ ou quando perguntamos angustiados, ‘Você me entende? Você realmente <em>me entende</em>?’ Essa extrema imperiosidade de ser compreendido é um clamor desesperado a alguém para que ande por nossas pegadas, veja as coisas por nossos olhos e aceite sem comprovação o fato de que temos um ponto de vista a ser respeitado pelo simples motivo de que seja nosso. O que buscamos nessas situações é a confirmação de nossas experiências próprias, privadas, ou seja, motivações internas; imagens da vida ideal, de nós mesmos e de nossos sofrimentos e alegrias. Isso diz respeito à <em>validação</em> de nossa autorrepresentação. Essa validação é solicitada por meio da disposição do outro para, quando falamos de nós mesmos, dar ouvidos com seriedade e atenção.” <br>BAUMAN, Zigmunt e MAY, Tim. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia</strong>. RJ: Zahar, 2010, p. 138.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:41:49 UTC</pubDate>
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         <title>“comunidade destrutiva” </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918951058</link>
         <description><![CDATA[<div>“Relações nas quais os dois parceiros perseguem obsessivamente o direito à intimidade. Isso significa abrir-se para o outro e compartilhar a mais particular e completa verdade sobre sua vida interior por meio da absoluta sinceridade. Nesse modelo, nada é negado ao olhar, por mais perturbadora que a informação possa ser para o parceiro. O resultado é a colocação de um fardo em seus ombros, uma vez que lhe é solicitado concordar com coisas em relação às quais ele não necessariamente demonstra entusiasmo e, por sua vez, ser também sincero e honesto.” <br>BAUMAN, Zigmunt e MAY, Tim. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia</strong>. RJ: Zahar, 2010, p. 140.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:44:03 UTC</pubDate>
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         <title>Amor, reciprocidade e vulnerabilidade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918954706</link>
         <description><![CDATA[<div>“O que torna uma relação amorosa particularmente vulnerável e frágil é a necessidade de reciprocidade. Se buscamos amor, então, muito provavelmente nossos parceiros nos demandarão reciprocidade – responder com amor. Isso significa (como dissemos) que atuamos de modo a confirmar a realidade da experiência de nosso companheiro: compreender ao mesmo tempo que buscamos compreensão. Idealmente cada companheiro se empenhará em ver sentido no mundo do outro. Entretanto, as duas realidades não serão idênticas.”&nbsp; (p. 139)<br><br><br>"As exigências de reciprocidade numa relação amorosa configuram uma faca de dois gumes. Acredita-se que dificilmente “uma relação duradoura – especialmente uma relação amorosa duradoura – possa ser construída sobre o vacilante solo da intimidade mútua. As diferenças são tão esmagadoras que os parceiros farão demandas um ao outro que nenhum dos dois poderá cumprir (ou não desejará cumprir, dado o preço a ser pago por isso). Nesse processo eles sofrerão e se sentirão atormentados e frustrados.” (p. 140)<br><br><br>BAUMAN, Zigmunt e MAY, Tim. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia</strong>. RJ: Zahar, 2010, p. 139 e 140.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:46:21 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Pertencimento e Individualidade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1918969387</link>
         <description><![CDATA[<div>“Nossos sonhos e ânsias surgem em tensão entre duas necessidades de tão difícil satisfação conjunta quanto separadamente. Trata-se das necessidades de <em>pertencimento</em> e de <em>individualidade</em>, às quais temos de adicionar a capacidade de agir em termos de estarmos posicionados de diferentes formas em relações sociais. O pertencimento nos incita a buscar laços fortes e seguros com os outros. Expressamos essa necessidade sempre que falamos ou pensamos em conjunção ou comunidade. A individualidade leva-nos a nos relacionar com a privacidade como um estado no qual somos imunes a pressões e livres de exigências, livres para fazer qualquer coisa que consideremos valer a pena.” <br>(...)<br>“Descobrimos que comunidade sem privacidade pode causar mais sensação de opressão do que produzir pertencimento, ao passo que privacidade sem experiência comunal pode aproximar-se mais da solidão do que do 'ser você mesmo'.” <br><br>BAUMAN, Zigmunt e MAY, Tim. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia.</strong> Rio de Janeiro: Zahar, 2010, p. 148.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-11-29 20:55:28 UTC</pubDate>
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         <title>A noite</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1973586431</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"A noite entrava e ficava mais densa, pelo terraço, como se agora fosse absorver aqueles que iam sair e se dissipar no seu seio."<br><br>(Reynaldo Moura. <strong>O poder da carne.</strong> Porto Alegre: Editora Globo, 1959, 2° Ed, p. 5)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-04 06:08:45 UTC</pubDate>
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         <title>Narcose noturna</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1973601898</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>"Mal-acordada, atravessando de novo a esponjosa fronteira entre o sono e a vigília, sentira uma presença próxima. Lutara contra a narcose noturna que a imobilizava no leito numa posição de corpo morto, e mantinha seu espírito prisioneiro na gelatina de um mundo tão vagaroso que nele respirava com desespero. Durante esse esforço por despertar, de repente tornara a&nbsp; ouvir, então mais claramente, a mesma palavra:<br>Or.. me...<br>A voz estava mais longe, na outra extremidade do quarto. Era como se um visitante misterioso fosse se afastando e repetindo lentamente as sílabas separadas. Elka estava sentindo que alguém se afastava. Não chegou a ver, quando finalmente abriu os olhos, aquele vulto fugindo pela porta que se entreabriu num losango mais claro e apagou-se de novo. Mas o grito subiu-lhe à garganta e ela pôs ambas as mãos sobre a boca, num gesto de pavor.<br>Continuou estendida no leito. O choque se dissipava.<br>Ergueu a cabeça e esfregou os olhos que agora estavam acesos e dilatados num brilho novo. Uma pulsação apressada atravessava-lhe o corpo.<br><br></blockquote><div><br><em>Reynaldo Moura. </em><strong><em>O poder da carne</em></strong><em>. Porto Alegre: Editora Globo, 1959, 2° Ed, p. 10)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-04 06:23:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Medo da noite</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1977432596</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>- Que sensação! ... Quando me acordei, ainda parecia estar ouvindo aquilo. Parecia uma respiração perto de mim, parecia que alguém estava no quarto, bem perto da minha cama... Era a respiração de um ente que eu não podia ver, que estava ali escondido na sombra, uma coisa que... Como é estranho, isso! Parece que o que se sentiu no sonho ainda continua existindo depois, na realidade. E quando agente se acorda, ainda fica na incerteza. Comeca-se a imaginar as coisas criadas pelo pavor... Francamente, as vezes eu tenho medo da noite...</blockquote><div><br><em>Reynaldo Moura. </em><strong><em>O poder da carne</em></strong><em>. Porto Alegre: Editora Globo, 1959, 2° Ed, p. 14-15</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-05 21:27:05 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>... isso não é poesia, my brother.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-12 22:03:42 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Sim, isso não é poesia.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-12 22:05:12 UTC</pubDate>
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         <title>É o que resta</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-12 22:08:22 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-12 22:09:04 UTC</pubDate>
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         <title>Um texto antigo, constituído por fragmentos e citações </title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>Aqui um texto de minha juventude (eu tinha 24 anos em 1983) em que já brinco com a jdeia de organizar fragmentos para contar a história.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-12 22:25:13 UTC</pubDate>
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         <title>A dupla existência da verdade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990308065</link>
         <description><![CDATA[<div><br>“Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado . Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou as suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era que um via uma coisa e outro outra, ou um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exatamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro. Mas cada um via uma coisa diferente, e cada um portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade”.&nbsp;</div><div><br>Fernando Pessoa</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:20:19 UTC</pubDate>
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         <title>Sonhos, acredite neles</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990312364</link>
         <description><![CDATA[<div>"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles.”</div><div><br>Vladimir Ilitch Lenin<br><br></div><div><strong><br>Que fazer<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:22:31 UTC</pubDate>
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         <title>Sonho que se sonha junto</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990315142</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Sonho que se sonha só<br>É só um sonho que se sonha só<br>Mas sonho que se sonha junto é realidade<br><br></div><div>Raul Seixas<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:24:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Em que medida são as fotografias documentos históricos?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990318136</link>
         <description><![CDATA[<div>“Em que medida são as fotografias documentos históricos? Qual o valor, o alcance e os limites das fotografias enquanto meios de conhecimento da cena passada? Como podemos emprega-las enquanto instrumento de investigação e interpretação da vida histórica? Onde se encontram as fotografias do passado? Como identificá-las e situá-las no espaço e no tempo? Quem foram seus autores? Em que medida os conteúdos fotográficos são “verdadeiros”? Por que razão a iconografia fotográfica tem sido pouco utilizada no trabalho histórico?”<br><br></div><div>(KOSSOY, Boris. <strong>Fotografia e história</strong>. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 17)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:25:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O  que merece ser fotografado</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990322484</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;“(...) O que um grupo social escolhe como fotografável revela o que este grupo considera digno de ser solenizado, como o grupo fixa as condutas socialmente aprovadas, a partir de que esquemas percebe e aprecia o real. Os objetos, lugares e personagens selecionados, as ocasiões para fotografar mostram o modo como cada setor social se distingue dos outros.”<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>CANCLINI, Néstor García. <strong>Diferentes, Desiguais e Desconectados: mapa da interculturalidade</strong>. Rio de Janeiro: Ed. da UFRJ, 2009. disponível em https://docero.com.br/doc/s01ncnv<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:27:37 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Toda fotografia foi produzida com uma certa finalidade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990335833</link>
         <description><![CDATA[<div>“Toda fotografia foi produzida com uma certa finalidade. Se um fotógrafo desejou ou foi incumbido de retratar determinado personagem, documentar o andamento das obras de implantação de uma estrada de ferro, ou os diferentes aspectos de uma cidade, ou qualquer um dos infinitos assuntos que por uma razão ou outra demandaram sua atuação, esses registros – <em>que foram produzidos com uma finalidade documental</em> – representarão sempre um meio de informação, um meio de conhecimento, e conterão sempre seu valor documental, iconográfico. Isso não implica, no entanto que essas imagens sejam despidas de valores estéticos.”&nbsp;<br>(...)<br>“... atuação do fotógrafo enquanto filtro cultural: seu talento e intelecto influirão no produto final desde o momento da seleção do fragmento até sua materialização iconográfica. O testemunho que é o registro fotográfico do dado exterior é obtido/elaborado segundo a mediação criativa do fotógrafo. A fotografia é, pois, um duplo testemunho: por aquilo que ela mostra da cena passada, irreversível, ali congelada fragmentariamente, e por aquilo que informa acerca de seu autor.”&nbsp;<br><br></div><div>(KOSSOY, Boris. <strong>Fotografia e história</strong>. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p. 47-48 e 49-50)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 13:33:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>As culturas são sistemas simbólicos: </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990825656</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>“Mais que um somatório de valores, artefatos, crenças, mitos, rituais, comportamentos etc (...), cada cultura é uma gramática que delineia e gera os elementos que a constituem e lhe são pertinentes, além atribuir sentido às relações entre os mesmos. As culturas não se definem apenas por seus vocabulários, mas principalmente pelas regras que regulam a sintaxe das relações entre os seus elementos” (...). Em certo sentido, poderíamos dizer as culturas são análogas às regras dos jogos: definem quais são os jogadores, quais são os apetrechos e metas do jogo, como se devem computar os pontos, que jogadas são permitidas ou proibidas ...” (p. 132)<br><br></div><div>“Assim, na medida em que são sistemas de codificação, cada cultura equipa os homens com uma lente específica, através da qual transparecerá um mundo particular. Ser Homem é viver em um desses mundos específicos: é vivenciar a capacidade humana de diferir”. (p. 143)</div><div><br>(RODRIGUES, José Carlos. <strong>Antropologia e comunicação: princípios radicais.</strong> Rio de Janeiro, Espaço e Tempo, 1989.)</div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 17:08:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Comunicação e Cultura. Comunicação e vida.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1990843570</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;"De um ponto de vista substantivo, o princípio axiomático estaria na consideração dos fatos da vida como fenômenos comunicacionais. (...) não existe ser vivo que de algum modo não emita ou receba mensagens. (...)&nbsp;<strong>“Tão presente na natureza é a comunicação, que poderia ser inclusive considerada uma das propriedades fundamentais da vida.” <br></strong>(...)&nbsp;<br>"Mesmo nas formas de vida que os biólogos consideram menos evoluídas, pode-se constatar a existência das bases de um sistema de comunicação: emissão de sinais interna e externamente, recepção, tratamento e avaliação de informações, transformação de informação em ação (...)</div><div>os organismos percebem seus meios interno e externo apenas mediante seus aparelhos específicos, de maneira que cada um vive em um meio próprio, que é mais ou menos (às vezes completamente) diferente do dos outros organismos e dos homens. (...) Cada espécie de organismo, em suma, põe em ação um aparato particular de informação. (...) Cada espécie habita um universo informacional que lhe é próprio." (p. 24)<br>(...)<br>"Seguindo esta óptica informacional, verificamos também que, para sobreviver, o organismo é obrigado a obter muito mais do que as substâncias necessárias ao seu metabolismo - o que em si já seria um fenômeno comunicacional, pois supõe reconhecimento e discriminação dessas substâncias, ou seja, identificação de informação. É obrigado também a receber e recolher informações adequadas sobre o meio circundante: presença de inimigos, disponibilidade sexual dos parceiros, temperaturas do ambiente e assim por diante. Assim, contínuas e complexas interações devem se estabelecer também entre ele e o meio, com outros da mesma ou de diferentes espécies. Comunicação e existência constituem idéias inseparáveis: bom caminho para refletir sobre a vida." (p. 25)<br><br>RODRIGUES, José Carlos. <strong>Antropologia e comunicação: princípios radicais.</strong> Rio de Janeiro, Espaço e Tempo, 1989, p. 24 e25.</div><div><br><br></div><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-13 17:16:13 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A sociedade é um sistema auto-referente constituído por comunicações e que se auto-observa e se autodescreve</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991561664</link>
         <description><![CDATA[<div>"A sociedade é o sistema abrangente de todas as comunicações, que se reproduz autopoieticamente, na medida em que produz, na rede de conexão recursiva de comunicações, sempre novas (e sempre outras) comunicações. A emergência de um tal sistema inclui comunicações, pois elas só são passíveis de conexão internamente, excluindo todo o resto. A reprodução de tal sistema exige, pois, a capacidade para discriminar entre sistema e ambiente". (Luhmann, 1997: 7)</div><div><br>"À sociedade pertence apenas aquilo que no processo de comunicação é tratado como comunicação, isto é, aquilo que em referência recursiva a outras comunicações é produzido como operação do sistema. (...) Todo o resto, especialmente a existência corpórea e psíquica dos indivíduos e também seu comportamento perceptível, naqueles aspectos que não são tratados como comunicação, permanece como ambiente do sistema." (Luhmann, 1997c: 70).</div><div><br><br></div><ol><li>&nbsp;LUHMANN, Niklas. "<em>Sobre os fundamentos teórico-sistêmicos da teoria da sociedade</em>". In: NEVES, Clarissa Eckert Baeta e SAMIOS, Eva Machado Barbosa (orgs.). <strong><em>Niklas Luhmann: a nova Teoria dos Sistemas</em></strong><strong>. Porto Alegre</strong>: Ed. da Universidade/UFRGS, Goethe-Institut/ICBA, 1997, p.60-74.</li><li><em>&nbsp;</em>LUHMANN, Niklas.. "<em>O conceito de sociedade"</em>. In: NEVES, Clarissa Eckert Baeta e SAMIOS, Eva Machado Barbosa. (orgs.). <em>op. cit.</em>, p.75-91.<br><br><br></li></ol><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 02:48:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Pode o conhecimento ter acesso àquilo que realmente existe? Existe aquilo que &quot;realmente existe&quot;?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991570366</link>
         <description><![CDATA[<div>O que é o conhecimento? O que é a realidade? Como se conhece? É possível para a consciência acessar o mundo externo? Existe um mundo externo? Pode o conhecimento científico ter acesso ao real, àquilo que realmente existe? Existe aquilo que realmente existe? O que é o conhecimento científico? Estas são questões básicas da epistemologia contemporânea, cuja resposta torna-se a cada dia mais difícil e mais complexa.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 02:56:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Sistemas sociais: clausura operacional e acoplamento estrutural </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991583486</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Como podem os sistemas sociais serem concebidos como sistemas fechados que só podem operar de forma auto-referencial? Quais são, para esses sistemas, os elementos últimos, não mais passíveis de serem decompostos? Como é possível explicar que sua autopoiésis funciona sem contato cognitivo com o ambiente, mas com acoplamento estrutural a ele e pode ser evolutivamente exitosa? É o acoplamento estrutural a um ambiente não acessível cognitivamente um conceito com o qual se pode esclarecer a relação entre sistema social e consciência ou entre sistema social e indivíduo?" (Luhmann, 1997b:57)</blockquote><div><br><br></div><ol><li><em>&nbsp;</em>LUHMANN, Niklas<em>. </em>"<em>Novos desenvolvimentos na teoria dos sistemas</em>". In: NEVES, Clarissa Eckert Baeta e SAMIOS, Eva Machado Barbosa (orgs.). <strong>Niklas Luhmann, a nova teoria dos sistemas.</strong><em> </em>Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, Goethe-Institut/ICBA, <em>op. cit.</em>, 1997, p. 49-59.<br><br></li></ol>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 03:09:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Questões de trabalho do programa de formação permanente de educadoras da Escolinha de Arte</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991603064</link>
         <description><![CDATA[<div>Apresentamos abaixo 3 conjuntos de perguntas relacionadas aos temas tratados em nossa conversa:</div><div>&nbsp;</div><ul><li>O que é o conhecimento? O que é a realidade? Como se conhece? É possível para a consciência humana acessar o mundo externo? Existe um mundo externo? Pode o conhecimento científico ter acesso ao real? Como torna-se possível falar em realidade? Como é possível saber que conhecemos aquilo que realmente existe? Existe aquilo que realmente existe?</li></ul><div><br></div><ul><li>Qual é a especificidade da criança? Existe a infância (ou algo que possa ser chamado de infância)? Como é possível (a partir de que é possível) fazer afirmações sobre o que sente e pensa uma criança? Como é possível (a partir de que é possível) fazer afirmações sobre como conhece e como aprende uma criança?</li></ul><div><br></div><ul><li>Como é possível vir a ser um professor ou professora? O que é preciso para tornar-se um professor ou professora? Qual a função do professor ou professora? Quais as suas responsabilidades?</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 03:27:32 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991603064</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Matérias que formam para a vida. (Renato Janine Ribeiro)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991609108</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong>Por que considero Artes, Educação Física, Filosofia e Sociologia disciplinas que devem ser mantidas no ensino médio inteiro?</strong></div><div>Porque entendo que são matérias que formam para a vida.</div><div>A Arte impulsiona a criatividade. A economia atual quer cada vez mais atores que sejam criativos.<br>A Educação Física melhora o humor, a saúde, afasta doenças e muitas vezes também a droga e a violência. Melhora o ambiente e também evita futuros gastos com saúde.&nbsp;</div><div>A Filosofia e a Sociologia - agora, depende muito de como forem ensinadas. Se forem dadas como trailers de futuros cursos de graduação, não vejo muita vantagem. Mas podem ser dadas para aquilo de que o jovem aluno precisa:</div><div>- no caso da Filosofia: a Ética, lidando com o justo e o injusto, mas sem cair numa lista de certo e errado; é o aluno que tem de aprender a discriminar, a ter critério. E a Política, lidando com a política democrática, explicando presidencialismo e parlamentarismo, soberania popular e nacional, voto distrital e proporcional e muita coisa mais.&nbsp;</div><div>- no caso de Sociologia: mostrar como se produz a riqueza no capitalismo (um curso de Economia, expondo também as lutas trabalhistas e ambientais para "civilizar" o espírito selvagem do capitalismo), e mostrar como se produz a pobreza. Tenho dito faz tempo: sem sociologia, vc nao lê direito no jornal o caderno Cotidiano, Cidades ou como se chame aquele que trata da vida mais próxima das pessoas.</div><div>&nbsp;</div><div>Se forem dadas assim, não serão matérias da área tal ou qual. Serão matérias "da vida", formando seres mais criativos, saudáveis, sujeitos éticos e que compreendem o mundo em que vivem."<br>Renato Janine Ribeiro no seu perfil do Facebook.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 03:33:31 UTC</pubDate>
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         <title>Bateson: a sala de aula como um sistema mental</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1991624567</link>
         <description><![CDATA[<div><em>A epistemologia cibernética de Gregory Bateson pode aportar uma série de ideias para o campo da pedagogia, sendo mesmo possível identificar os marcos de uma teoria batesoniana da aprendizagem com base na concepção de sistemas cibernéticos (auto-referentes e capazes de auto-organização).</em></div><div><br>Algumas citações, pobremente traduzidas do inglês, do artigo de BALE, Lawrence S., <strong>Gregory Bateson’s Theory of Mind: Practical Applications to Pedagogy:</strong><br><br></div><div>“Por exemplo, é possível assumir que uma sala de aula (incluindo estudantes e seu professor) torna-se rapidamente um sistema holístico (completo, total) que compreende personalidades auto-organizadas e auto-estabilizadas, cada uma das quais percebe a sala de aula através de seu próprio conjunto de experiências passadas e cada uma das quais está procupada em manter um equilíbrio interno, ou pessoal, de metas e expectativas pré-definidas. Vai daí que qualquer “nova informação” que entre no sistema da sala de aula (classroom of students, a turma) será percebida e&nbsp; de maneira única e específica por cada uma das personalidades dentro da turma. Cada personalidade dentro da turma irá receber-organizar-traduzir a informação de acordo com seu próprio conjunto de padrões (modelos) auto-estabilizados – padrões que no decorrer do tempo tiveram sucesso em permitir ao “indivíduo” “ajustar-se” (“adaptar-se”) dentro do contexto de um ambiente de aprendizagem. Nessa perspectiva ensinar (teaching) é um processo dialógico no qual o principal papel do professor é o de estabelecer ou comunicar contextos onde os estudantes possam efetivamente perceber e assimilar “novas informações”.<br>Desde que cada pessoa na turma é um sistema auto-estabilizado e auto-organizado, mas também um participante em um sistema maior e mais inclusivo – isto é, o contexto de aprendizagem (a turma, a sala de aula, a classe) o qual também opera como um sistema holístico, auto-estabilizado e auto-organizado – um componente crucial do processo dialógico de ensino é reconhecer e realçar os circuitos de realimentação (feedback circuitry) que capacitam o contexto mais amplo da turma a operar como um sistema holístico (completo, total). Como uma unidade holística, a turma desenvolve sua própria história de interação, e como qualquer um que tenha liderado uma turma irá notar, nenhuma parte do sistema pode efetivamente exercer controle unilateral sobre o sistema inteiro. Em resumo, a turma co-desenvolve-se, e cada membro da turma desenvolve suas próprias estratégias para responder apropriadamente às mensagens de interrelacionamento(s) que dominam o vir-a-ser (o tornar-se, o fazer-se) de uma turma. Neste intrincado e complexo processo, um professor efetivo precisa ser qualificado em comunicação dialógica e trans-contextual; isto é, comunicar contextos nos quais diversos sistemas (personalidades) possam efetivamente trocar informação; reconhecer e responder efetivamente às várias manifestações de realimentação (feedback) positivo, negativo e regenerativo; e ajudar os estudantes no em grande parte inconsciente processo de aprender a aprender.”</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 03:49:29 UTC</pubDate>
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         <title>Alerta aos punitivistas de boa-fé: não se reduz a criminalidade com mais prisão.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992537338</link>
         <description><![CDATA[<div>"Ao passarem os que atuam no sistema de justiça criminal, em especial os juízes e membros do Ministério Público, a acreditar que sua atividade está mais comprometida com o objetivo de combater a criminalidade do que propriamente com o de distribuir justiça, todas as garantias em que se assenta o Estado de direito ficam comprometidas. Ao fim e ao cabo, não teremos nem uma coisa, nem outra. Nem segurança, nem julgamentos justos. Daí a importância de abrirmos os olhos para o que nos revelam os estudos empíricos mencionados ao longo do texto.<br><br></div><div>A solução do problema em que estamos mergulhados depende, no mínimo, da compreensão de que a prisão, se não é a causa de todos os males, tampouco é a solução para qualquer deles. Como sempre lembra Zaffaroni, os problemas que estão na raiz dos conflitos intersubjetivos sequestrados pelo Estado para justificar o exercício do poder punitivo continuam existindo a despeito da aplicação de qualquer sanção penal. Se queremos resolvê-los, temos que enfrentá-los diretamente, ainda quando a aplicação de alguma pena se mostre inevitável diante do contexto cultural em que estamos inseridos."</div><blockquote><br></blockquote><div>ALERTA AOS PUNITIVISTAS DE BOA - FÉ: NÃO SE REDUZ A CRIMINALIDADE COM MAIS PRISÃO</div><div><a href="https://emporiododireito.com.br/perfil/tiago-joffily"><strong>Tiago Joffily</strong></a><strong> e </strong><a href="https://emporiododireito.com.br/perfil/airton-gomes-braga"><strong>Airton Gomes Braga</strong></a> 14/01/2017<br><br>https://emporiododireito.com.br/leitura/alerta-aos-punitivistas-de-boa-fe-nao-se-reduz-a-criminalidade-com-mais-prisao </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 15:37:24 UTC</pubDate>
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         <title>O que é educar (Humberto Maturana)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992787254</link>
         <description><![CDATA[<h1><br></h1><div>"O educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro no espaço da convivência. O educar ocorre, portanto, todo o tempo e de maneira recíproca" (1998: 29).</div><div><br></div><div>"Na infância, a criança vive o mundo em que se funda sua possibilidade de converter-se num ser capaz de aceitar e respeitar o outro a partir da aceitação e do respeito de si mesma" (1998: 29).&nbsp;</div><div><br></div><div>"Como viveremos é como educaremos, e conservaremos no viver o mundo que vivermos como educandos. E educaremos outros com nosso viver com eles, o mundo que vivermos no conviver" (1998: 30)</div><div><br>MATURANA, Humberto. <strong>Emoções e linguagem na educação e na política</strong>. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 17:58:51 UTC</pubDate>
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         <title>Emoções são</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992789691</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>&nbsp;“disposições corporais dinâmicas que especificam os domínios de ações em que os animais, em geral, e nós seres humanos, em particular, operamos num instante. Conseqüentemente, todas as ações animais surgem e são realizadas em algum domínio emocional e é a emoção que define o domínio no qual uma ação (um movimento ou uma postura corporal interna) acontece ... Em outras palavras, é a emoção sob a qual agimos num instante, num domínio operacional, que define o que fazemos naquele momento como uma ação particular naquele domínio operacional. Por este motivo, se queremos compreender qualquer atividade humana, devemos atentar para a emoção que define o domínio de ações no qual aquela atividade acontece e, no processo, aprender a ver quais ações são desejadas naquela emoção&nbsp;</blockquote><div><br>(MATURANA. <strong><em>Cognição, ciência e vida cotidiana</em></strong><strong>, </strong>p. 129-30).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:00:30 UTC</pubDate>
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         <title>Mas que mundo queremos?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992795045</link>
         <description><![CDATA[<div>"Mas que mundo queremos?</div><div>Quero um mundo em que meus filhos cresçam como pessoas que se aceitam e se respeitam, aceitando e respeitando outros num espaço de convivência em que os outros os aceitam e respeitam a partir do aceitar-se e respeitar-se a si mesmos. Num espaço de convivência desse tipo a negação do outro será sempre um erro detectável que se pode e se deseja corrigir. Como conseguir isso? É fácil: vivendo esse espaço de convivência.</div><div>Vivamos nosso educar de modo que a criança aprenda a aceitar-se e respeitar-se, ao ser aceita e respeitada em seu ser, porque assim aprenderá a aceitar e a respeitar os outros.</div><div>...</div><div>Repito: sem aceitação e respeito por si mesmo não se pode aceitar e respeitar o outro, e sem aceitar o outro como legítimo outro na convivência, não há fenômeno social". </div><div><br>MATURANA, Humberto. <strong>Emoções e linguagem na educação e na política</strong>. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998, p. 30-31</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:03:46 UTC</pubDate>
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         <title>Estereótipos de gênero</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992807164</link>
         <description><![CDATA[<div>“As imagens de mulheres jovens esbeltas e seminuas, que incorporam o ideal da atualidade, são quase inevitáveis na cultura contemporânea. Elas são encontradas nos posteres gigantes dos shopping centers, enfeitando as vitrines da Victoria´s Secret e a Abercrombie and Fitch. Estão presentes nos vídeos musicais, nas revistas, em anúncios e nos filmes.”&nbsp;<br><br></div><div>DURHAM, Meenakshi. <strong>O efeito Lolita</strong>. SP:Larousse, 2009:195</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:10:57 UTC</pubDate>
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         <title>Gênero</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992809908</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“Gênero é uma construção complexa. Ser macho ou fêmea, assumir papéis mais femininos ou mais masculinos, não vai necessariamente indicar que tipo de pessoa atrairá sexualmente um indivíduo. Homens com características mais femininas, por exemplo, ou até transexuais, não necessariamente tenderão a se relacionar com pessoas do mesmo sexo.”</blockquote><div><br></div><blockquote>Anthony Bogaert, professor do Departamento de Ciências Sanitárias da Brock- University, Canadá.&nbsp;</blockquote><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:12:50 UTC</pubDate>
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         <title>Do que trata a sociologia</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992818162</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>A sociologia “trata do efeito que o viver em sociedade tem sobre o que fazemos, como nos vemos e como vemos os objetos e os outros, e o que acontece em consequência disso tudo”.</blockquote><div><br></div><blockquote>(BAUMAN, Zigmunt. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia</strong>, Rio de Janeiro: Zahar, 2012, p.157)‏</blockquote><div><br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:17:15 UTC</pubDate>
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         <title>Construção social do corpo </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992830245</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“Uma vez que desenvolver o corpo vem se tornando um dever, a sociedade estabelece os padrões para uma forma desejável e, como tal, aprovada, em relação a qual cada corpo deve atuar para se aproximar daqueles padrões.”&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>“Ainda que … nossos corpos ,… tenham sido determinados por genes, e não por nossas próprias escolhas e ações intencionais – pela natureza e não pela cultura – , as pressões sociais são tais que<br>fazemos o possível e o impossível para levá-los a uma condição reconhecida como certa e apropriada.”<br></blockquote><div><br><em>BAUMAN, Zigmunt. </em><strong><em>Aprendendo a pensar com a sociologia. </em></strong><em>Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</em></div><div><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:25:03 UTC</pubDate>
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         <title>De quando eu era pró-reitor de planejamento</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1992834131</link>
         <description><![CDATA[<div>O que o século vinte e um será? A despeito de uma certa incerteza, é possível fazer algumas suposições. Pensar seriamente sobre esta questão é parte importante do desenvolvimento das estratégias da universidade.&nbsp;<br><br></div><div>	Estudos existentes permitem concluir que o futuro provavelmente terá estas cinco características:</div><div><br></div><ol><li><strong>Continuidade </strong>substancial com o passado</li><li>Um alto nível de <strong>interdependência</strong> entre povos e culturas</li><li>Confiança na <strong>ciência e tecnologia</strong></li><li>Uma urgente necessidade por <strong>pensamento crítico e efetiva comunicação</strong></li><li>Muitas <strong>escolhas críticas</strong> terão de ser&nbsp; feitas para responder a velhos e novos dilemas</li></ol><div><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-14 18:27:31 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>“o ruim de a gente fazer novas amizades é que sempre são pessoas que a gente não conhece”</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993889319</link>
         <description><![CDATA[<div>Adoro esta frase, acho bem meu jeito. É de um cartum que eu vi há muito tempo, de um cartunista norte-americano. A tirinha chama-se Frank &amp; Ernest e o autor é o Thaves. Os personagens são dois vagabundos conversando.&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:15:46 UTC</pubDate>
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         <title>A mais terrível de nossas heranças</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993889942</link>
         <description><![CDATA[<div>“A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, seviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. Ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária.”<br><br></div><div>Darcy Ribeiro, sempre lúcido e atual, em trecho do livro <strong>O povo</strong> <strong>brasileiro (</strong>editora Companhia das Letras, 1995).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:17:32 UTC</pubDate>
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         <title>Bertolt Brecht</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993891173</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Privatizado<br></strong>“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.”</div><div><br><br><strong>Nada é impossível de mudar<br></strong>Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.<br>E examinai, sobretudo, o que parece habitual.<br>Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.</div><div><br><br><strong>Violência<br></strong>“Do rio que tudo arrasta se diz que<br>é violento. Mas ninguém diz<br>violentas as margens que o<br>comprimem.”</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:21:14 UTC</pubDate>
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         <title>Não verás país nenhum… (Ignácio Loyola Brandão)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993891923</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“Foi quando se deu a punição ao cientista. Quero dizer, a primeira após os Abertos Oitenta. Penso que essa pena marcou o início de um novo tempo. Nestes últimos anos, saltamos rapidamente de um ciclo para outro. Mal nos acostumamos a um, precisamos mudar. Incessantemente. Fomos ingênuos. Como eu, muitos. Tínhamos nas mãos posições por meio das quais era possível, lentamente, instilar um gesto de lucidez, um pouco de consciência. Semente de inquietação. Alarme. Mesmo com toda a vigilância. Afinal, um professor em quem alunos confiam é muito mais que um pai.<br></em><br></div><div><em>Sim, aquele cientista protestou. Teve coragem. Quem lembra seu nome, hoje? Havia na universidade um livro negro. Intenso relato da perseguição que professores, pesquisadores, médicos, cientistas sofreram. Até o momento em que os registros não adiantaram. A exceção virou normalidade.<br></em><br></div><div><em>Convivemos com ela, nos habituamos. O cientista punido não me sai da cabeça. Eu estava no hall da universidade quando ele passou. Soube antes pelos noticiários da tarde. Ficou esperando, o reitor desceu com um comunicado para a sala dele. Saiu sem abrir uma gaveta, sem levar um só papel.<br></em><br></div><div><em>Ao passar por nós, no hall, parecia o mesmo homem de todos os dias. Nem a cabeça abaixada, derrotado. Nem erguida, sinal de orgulho e indiferença. Homem normal. Tinha acabado de perder os seus direitos. O de ensinar, o de circular, comprar, conversar com os outros. O de viver, enfim.<br></em><br></div><div><em>Eu estava chocado. Não fazia ainda ideia exata do que se abatera sobre aquele homem. (…) Dava aulas havia dezenove anos. Filhos e netos. Pouco mais e levaria vida tranquila. No entanto ele se ergueu. Sua voz indignada clamou. Contra o deserto.<br></em><br></div><div><em>Não calculávamos os resultados. A reação foi violenta. Deixou-nos confusos. (…) A punição daquele homem foi a chave que nos forneceram, o aviso.<br></em><br></div><div><em>Não a utilizamos. Levei alguns meses perplexo, até a vergonha tomar conta de mim. Senti que deveria ter atravessado o hall e me colocado ao lado do professor. Tivéssemos todos feito isso, algo poderia ter mudado. Os gestos decisivos faltaram em bons momentos de nossa história.<br></em><br></div><div><em>Dar as mãos simbolicamente. Penso muito nisso. Já se passaram tantos anos e ainda me imagino. Nós, juntos, diante da universidade. Ou aniquilavam todos, ou voltavam atrás. Permitimos. Não me conformo. Culpa que carrego. Ela me corrói. Nada pior que a memória do gesto não realizado.”<br></em><br></div><div><em>(Ignácio de Loyola Brandão. </em><strong><em>Não verá país nenhum</em></strong><em>.<br>São Paulo: Global, 2012, p. 43-44. 1ª edição digital.<br>Edição original é de 1981)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:23:13 UTC</pubDate>
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         <title>Emily Dickinson</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993892295</link>
         <description><![CDATA[<div>“Caiu tão baixo em meu apreço –<br>Ouvi-o bater no chão,<br>Espatifar-se nas pedras<br>Do porão da minha mente.<br><br></div><div>O Fado que o quebrou, culpei-o menos<br>Do que a mim mesma, insensata,<br>Que acolhi barro folheado<br>Na estante da minha prata.”<br><br></div><div>Emily Dickinson, tradução de Aíla de Oliveira Gomes.<br><br></div><blockquote>It dropped so low – in my Regard –<br>I heard it hit the Ground –<br>And go to pieces on the Stones<br>At botton of my Mind –<br><br>Yet blamed the Fate that flung it – less<br>Than I denounced Myself,<br>For entertaining Plated Wares<br>Upon my Silver Sheldon –</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:24:19 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O afinador de silêncios</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993893117</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“A família, a escola, os outros, todos elegem em nós uma centelha promissora, um território em que poderemos brilhar. uns nasceram para cantar, outros para dançar, outros nasceram simplesmente para serem outros. Eu nasci para estar calado, minha única vocação é o silêncio. (…) Tenho inclinação para não falar, um talento para apurar silêncios.<br></em><br></div><div><em>(…)<br></em><br></div><div><em>Quando me viam parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não estava pasmado. Estava desempenhado, de alma e corpo ocupados: tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude. Eu era um afinador de silêncios.”<br></em><br></div><div><em>(Mia Couto, </em><strong><em>Antes de nascer o mundo</em></strong><em>)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:26:51 UTC</pubDate>
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         <title>Fascismos Contemporâneos.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993894252</link>
         <description><![CDATA[<div>Participei ontem (19/03/2019) da primeira <strong>Aula Aberta </strong>de 2019, promovida pelo <em>Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS)</em> da <em>Univates, </em>cuja temática foi o <strong>Fascismo Contemporâneo.<br></strong>O Auditório do prédio 7 do campus da Univates estava lotado, com mais de 400 estudantes e professores da universidade. Junto comigo, ministrando a aula, estavam a professora Gisele Dhein, coordenadora do curso de Psicologia, e o professor Sandro, docente da área de Filosofia na Univates .</div><div>Foi uma noite para mim muito proveitosa. Aprendi bastante com as exposições de meus colegas e recarreguei minhas energias com a <em>vibe</em> do auditório lotado de gente muito a fim de pensar. Tanto que encerramos a atividade às 22h55min, mais de meia hora depois do horário de encerramento das aulas e com gente ainda querendo fazer perguntas e comentários. Voltei para casa feliz da vida.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:29:56 UTC</pubDate>
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         <title>O cuscaredo</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993897530</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“A casa está cheia de cachorros. Dormitam entremeados na gente, os focinhos espichados na direção do fogo. O Bocudo, de nariz arrebitado e preto, queixo atirado para a frente, deixando à mostra a fileira de dentes miúdos e brancos, parece estar sonhando com imagens gostosas. (…)<br>O Foguete está mais para trás, ocupando um metro e meio de chão, todo espichado. (…) Se se faz uma festa para ele, sobe logo para o colo, com todo aquele comprimento de pernas, corpo e língua.<br>Depois vem o Toco, miúdo e peludinho, amarelo e branco, e que nem é notado por entre as pernas dos banquinhos. É discreto demais para aparecer, mas está sempre rente ao fogo e rosna para os grandes quando lhe passam perto.<br>O Negro é um cachorrão que já deve ter sido muito escorraçado, pois pouco aparece por dentro de casa. Magro e preto, (…) o Negro ronca debaixo da mesa, mantendo, pelas dúvidas, uma orelha meio erguida, quase em ângulo reto, enquanto a outra se abandona ao gosto da modorra.”<br></em><br></div><div><em>(Nilo Ruschel, </em><strong><em>O Gaúcho a Pé</em></strong><em>. Porto Alegre: Livraria Sulina, c. 1960)</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:38:39 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Hoje é dia das mães. Mamãe, coragem…</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993898189</link>
         <description><![CDATA[<p>Hoje é dia das mães. O que escrever no dia das mães? Ou melhor, o que escrever no dia das mães que não seja aquilo tudo que ano após ano a gente sempre lê no dia das mães?</p><p><br/></p><p>Por exemplo, que mãe só tem uma. Mas, neste início do terceiro milênio da era cristã, a família e os costumes sofreram tantas transformações que são muitos os filhos que têm duas mães (e, muitas vezes, dois pais). E de que mãe eu falo, da minha mãe ou das mães dos meus filhos?</p><p><br/></p><p>E afinal, o que é ser mãe às portas do terceiro milênio? Ser mãe ainda é desdobrar o coração fibra por fibra? Ou, ao contrário, como já cantavam os Mutantes ao final dos anos 60 do século passado, “<em>ser mãe é desdobrar fibra por fibra o coração dos filhos</em>”? Cazuza, o grande poeta do rock nacional, depois de detalhar as agruras de ser jovem na década de oitenta, cantava que “<em>só as mães são felizes</em>”.</p><p><br/></p><p>Minha mãe, quando eu era um adolescente de 16 ou 17 anos, costumava brincar assinando seus bilhetes para mim com as seguintes letras: “q.t.m.t.t.”. Ou seja, "quem tem mãe tem tudo". Hoje, isto virou slogan de rede de televisão. Fazer o quê, <em>o tempo não para</em>.</p><p><br/></p><p>Na verdade, hoje como sempre, as mães continuam a se preocupar com os filhos, a não dormir de noite enquanto esses não chegam, a acordar mais cedo para fazer o café, a juntar as meias espalhadas pela sala, a ajudar nos temas, a conferir o boletim escolar, a consolar as dores, a vibrar junto nas conquistas. Realmente, <em>q.t.m.t.t</em>.</p><p><br/></p><p>Olha, agora falando sério, o que importa neste dia das mães (e em todos os outros) é que este não seja o único dia em que o pai e os filhos acordem mais cedo para preparar o café e levá-lo na cama para a mãe. Que não seja só hoje que convidem a mãe para almoçar fora e lhe comprem uma rosa. Afinal, mãe é mãe todos os dias. Mesmo, e principalmente, naqueles dias que nos parece uma chata, reclamando da hora, do volume do som, do comprimento do cabelo (comprido demais) ou da saia (curta demais). Então, hoje e todos os outros dias, vamos sorrir e gritar bem alto: viva a minha mãe, vivam todas as mães!</p><p><br/></p><p>E como dizia Torquato Neto, o grande poeta dos anos 70,</p><p><br/></p><blockquote><p>“mamãe mamãe não chore</p><p>a vida é assim mesmo</p><p>…..</p><p>mamãe mamãe não chore</p><p>eu quero eu posso eu fiz eu quis</p><p>mamãe seja feliz</p><p>mamãe mamãe não chore</p><p>não chore nunca mais não adianta</p><p>….</p><p>mamãe não chore, não tem jeito”</p></blockquote><p>(mamãe, coragem)</p><p><br/></p><p>(Texto meu, publicado originalmente no jornal da Escola Educar-se, da Universidade de Santa Cruz do Sul em 1999.)</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:39:52 UTC</pubDate>
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         <title>A grande vitória do poder comunicacional. </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993899842</link>
         <description><![CDATA[<div><em>“No século XXI, no entanto, a nova revolução que a burguesia realizou foi a revolução comunicacional que constrói e domina nossa subjetividade para os interesses do capital financeiro.<br></em><br></div><div><em>(…) esta foi a revolução dos meios de comunicação. E com grande êxito, pois através do tecnocapitalismo dominam o mundo. E são tão poderosos, as fusões entre eles tão gigantescas e abrangentes que adquiriram uma capacidade de penetração no mais fundo de nossa consciências, criando um subjetivismo pessoal e coletivo dos quais poucos conseguem se furtar. Portanto, a luta fundamental de nossos dias deve ser dirigida contra a dominação de nossa subjetividade.<br></em><br></div><div><em>(…)<br></em><br></div><div><em>Assim, cremos que o objetivo político mais importante de nosso tempo é ter consciência de que os socialmente patológicos poder comunicacional e financeiro devem ser revelados, incansavelmente refutados e rechaçados. Para não permitir que nos pensem e nos dominem.”<br><br>Franklim Cunha<br>https://sul21.com.br/opiniao/2019/06/a-grande-vitoria-do-poder-comunicacional-por-franklin-cunha/</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:44:13 UTC</pubDate>
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         <title>Os cúmplices.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1993902158</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Nenhum <a href="https://brasil.elpais.com/tag/totalitarismo">autoritarismo</a> se instala ou se mantém sem a cumplicidade da maioria. É o que a história nos ensina. Não haveria nazismo sem a <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/07/26/cultura/1564148647_990100.html">conivência da maioria dos alemães</a>, os ditos “cidadãos comuns”, nem a <a href="https://brasil.elpais.com/tag/dictadura_brasilena">ditadura militar no Brasil</a> teria durado tanto sem a conivência da maioria dos brasileiros, os ditos “cidadãos de bem”. O mesmo vale para cada grande tragédia em diferentes realidades. Os déspotas não são alimentados apenas pelo silêncio estrondoso de muitos, mas também pela pequena colaboração dos tantos que encontram maneiras de tirar vantagem da situação. Em tempos de autoritarismo, nenhum silêncio é inocente —e toda omissão é ação. Esta é a escolha posta para os brasileiros em 2020. Diante do avanço autoritário liderado pelo antidemocrata de ultradireita <a href="https://brasil.elpais.com/tag/jair_messias_bolsonaro">Jair Bolsonaro</a>, que está corroendo a justiça, destruindo a Amazônia, estimulando o assassinato de ativistas e roubando o futuro das novas gerações, cada um terá que se haver consigo mesmo e escolher seu caminho. 2020 é o ano em que saberemos quem somos —e quem é cada um.<br>(...)</blockquote><div><br></div><blockquote>Há muita gente se fingindo de ovelha para lavar as mãos diante do que vive o Brasil. Mas há também gente angustiada perguntando o que fazer diante do que já não consegue deixar de ver. A estes, respondo que ninguém vai dar a resposta. Esta resposta terá que ser criada, coletivamente, por iniciativa dos que fazem a pergunta. Em cada profissão há o que fazer. Este é um momento em que precisamos fazer melhor o que sabemos fazer, mas também precisamos fazer bem o que não sabemos. Apenas o que sabemos já não é suficiente. O que somos já não é suficiente. Temos que ser melhores do que somos para enfrentar este tempo em que já não há tempo. E temos que ser juntos, fazendo laços e tecendo redes entre nós.</blockquote><div><br>Eliane Brum: Os cúmplices | Opinião | EL PAÍS Brasil @MIUI | <a href="https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-01-01/os-cumplices.html?outputType=amp">https://brasil.elpais.com/opiniao/2020-01-01/os-cumplices.html?outputType=amp</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-16 02:50:11 UTC</pubDate>
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         <title>De repente, nas profundezas do bosque (Amós Oz)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995021125</link>
         <description><![CDATA[<div>“Era um peixe pequeno, um peixinho, com o comprimento de meio dedo, com escamas prateadas e nadadeiras delicadas, branquiadas, espalhadas e trêmulas. Um olho de peixe redondo e arregalado ao máximo mirou os dois por um instante como se sugerisse a Maia e Mati que todos nós, todos os seres vivos sobre este planeta, pessoas e animais, aves, répteis, larvas e peixes, na realidade todos nós estamos bem próximos uns dos outros, apesar de todas as muitas diferenças entre nós: pois quase todos nós temos olhos para ver formas, movimentos e cores, e quase todos nós ouvimos vozes e ecos, ou pelo menos sentimos a passagem da luz e da escuridão através da nossa pele. E todos nós captamos e classificamos, sem parar, cheiros, gostos e sensações.<br><br></div><div>Isso e mais: todos nós sem exceção nos assustamos às vezes e até mesmo ficamos apavorados, e às vezes todos ficamos cansados, ou com fome, e cada um de nós gosta de certas coisas e detesta outras, que nos inspiram temor ou aversão. Além disso, todos nós sem exceção somos sensíveis ao extremo. E todos nós, pessoas répteis insetos e peixes, todos nós dormimos e acordamos e de novo dormimos e acordamos, todos nós nos empenhamos muito para que fique tudo bem para nós, não muito quente nem frio, todos nós sem exceção tentamos a maior parte do tempo nos preservar e nos guardar de tudo o que corta, morde e fura. Pois cada um de nós pode ser amassado com facilidade. E todos nós, pássaro e minhoca, gato menino e lobo, todos nós nos esforçamos a maior parte do tempo em tomar o máximo cuidado possível contra a dor e o perigo, e apesar disso nós nos arriscamos muito sempre que saímos para correr atrás de comida, atrás de uma brincadeira e também atrás de aventuras emocionantes.<br><br></div><div>E assim, disse Maia depois de refletir sobre esse pensamento, e assim no fundo é possível dizer que todos nós sem exceção estamos no mesmo barco: não apenas todas as crianças, não apenas toda a aldeia, não apenas todas as pessoas, mas todos os seres vivos. Todos nós. E ainda não sei bem dizer se as plantas são um pouco nossos parentes distantes.<br><br></div><div>Logo, disse Mati, quem debocha dos outros passageiros na realidade é um bobo que está no mesmo barco. E não existe aqui nenhum outro barco.”<br><br></div><div>(OZ, Amós. <strong>De repente, nas profundezas do bosque</strong>. São Paulo, Companhia das Letras, 2007, p. 45-47)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 03:43:35 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>“… peneiramos as pessoas à procura de seres humanos…”</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995023281</link>
         <description><![CDATA[<div>“– Já peneirou areia? – ela perguntou.<br><br></div><div>O cutucão tangencial da pergunta arremessou sua mente num estado mais elevado de percepção. <em>Peneirar areia.</em> Ele assentiu.<br><br></div><div>— Nós, Bene Gesserit, peneiramos as pessoas à procura de seres humanos.”<br><br></div><div>Diálogo entre Paul, o Muad`Dib, e a Reverenda Madre, em <strong>Duna</strong>, romance de Frank Herbert.<br><br></div><div>(HERBERT, Frank. <strong>Duna</strong>. São Paulo: Aleph, 2017, p. 27)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 03:45:24 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>“Não criarás uma máquina para imitar a mente humana”.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995024777</link>
         <description><![CDATA[<div>“- Por que estão à procura de seres humanos? – ele perguntou.<br><br></div><div>– Para libertar vocês.<br><br></div><div>– Libertar?<br><br></div><div>– Um dia os homens entregaram a própria razão às máquinas, esperando que isso os libertasse. Mas só se deixaram escravizar por outros homens com máquinas.<br><br></div><div>– “Não criarás uma máquina à semelhança da mente de um homem” – citou Paul.<br><br></div><div>– É o que dizem o Jihad Butleriano e a Bíblia Católica de Orange. Mas a Bíblia C.O. deveria ter dito: “Não criarás uma máquina para imitar a mente <em>humana</em>“.<br><br></div><div>Diálogo entre Paul, o Muad’Dib, e a Reverenda Madre, em Duna, romance de Frank Herbert.<br><br></div><div>HERBERT, Frank. <strong>Duna</strong>. São Paulo: Aleph, 2017, p. 29<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 03:46:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca. (Rubem Alves)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995093097</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria. Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca.<br>(...)</div><div>Quando o conhecimento é vivo ele se torna parte do nosso corpo: a gente brinca com ele e se sente feliz ao brincar. A educação acontece quando vemos o mundo como um brinquedo para os sentidos e o pensamento, e brincamos com ele como uma criança brinca com a sua bola. O educador é um mostrador de brinquedos…<br><br>Rubem Alves – Educação do olhar.<br><a href="https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/">https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/</a>&nbsp; </div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 04:44:13 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995094881</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: «Veja!» – e ao falar, aponta. O aluno olha na direcção apontada e vê o que nunca viu. O seu mundo expande-se. Ele fica mais rico interiormente. E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.<br><br>Rubem Alves – Educação do olhar.<br><a href="https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/">https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/<br></a><br></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 04:45:47 UTC</pubDate>
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         <title>Ensinar é um exercício de imortalidade.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995095996</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><br>Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.<br><br>Rubem Alves – Educação do olhar.<br><a href="https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/">https://rubemalvesdois.wordpress.com/2010/08/12/educacao-do-olhar/</a></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 04:46:53 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O corpo</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995099559</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br></div><blockquote>“O corpo é o local de nosso self em permanente exposição, e as pessoas tendem a julgar pelo que podem ver. Mesmo que o corpo não passe de um invólucro do que tomamos como nossa ‘vida interior’, são a atração, a beleza, a elegância e o encanto da embalagem que seduzirão o outro. (…) Assim, a forma do corpo, a maneira como nos vestimos e arrumamos, além de nosso modo de andar, são mensagens para os outros.”<br><br>BAUMAN, Zigmunt. <strong>Aprendendo a pensar com a sociologia. </strong>Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 04:50:15 UTC</pubDate>
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         <title>Atribuição sexual</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995112255</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>“Nossa atribuição sexual, como qualquer outro elemento referente ao corpo, não é qualidade determinada no nascimento. Vivemos no período (…) da ‘sexualidade plástica’. <br>‘Ser masculino’ ou ‘ser feminino’ é umaquestão de arte que precisa ser aprendida, praticada e constantemente aperfeiçoada.”&nbsp; <br><br><em>BAUMAN, Zigmunt. </em><strong><em>Aprendendo a pensar com a sociologia. </em></strong><em>Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</em></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:02:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Identidade sexual</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995123696</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><br>“No que diz respeito à identidade sexual, o corpo – sejam quais forem o seus traços biológicos herdados – aparece como um conjunto de possibilidades. Há opções a escolher em termos de identidade sexual, com abertura para a experimentação, permitindo, assim, que algo seja retirado e substituído por outro algo. A original e aparente fixidez da ‘atribuição sexual’ por todo o tempo não é uma sentença do destino. Nossa sexualidade, como outros aspectos de nosso corpo, é tarefa a ser desempenhada. É fenômeno complexo que inclui não apenas relações e práticas sexuais, mas também linguagem, discurso, indumentária e estilo. Em outras palavras, examinar como a sexualidade é mantida, e não simplesmente dada.”&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote><em>BAUMAN, Zigmunt. </em><strong><em>Aprendendo a pensar com a sociologia. </em></strong><em>Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</em></blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:13:01 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;masculino&quot; e &quot;feminino&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995125799</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><em>“O fato de a sexualidade não ser puramente ‘natural’, mas também um fenômeno cultural, não é, entretanto, novidade de nosso tempo. Os seres humanos sempre nasceram com órgãos genitais de macho ou de fêmea e características corporais secundárias de macho ou fêmea. Mas, em todas as épocas, os hábitos e os costumes culturalmente modelados, ensinados e aprendidos definiram o significado de ser ‘masculino’ ou ‘feminino’.<br><br>Não obstante, o fato de ‘masculinidade’ e ‘feminilidade’ serem construções humanas, não naturais e, como tais, abertas à mudança, foi suprimido na maior parte da história da humanidade.”</em></blockquote><div><em><br>BAUMAN, Zigmunt. </em><strong><em>Aprendendo a pensar com a sociologia. </em></strong><em>Rio de Janeiro: Zahar, 2012.</em></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:14:51 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A cultura como um conjunto de mecanismos de controle</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995148897</link>
         <description><![CDATA[<div>“A cultura é melhor vista não como complexos de padrões concretos de comportamento – costumes, usos, tradições, feixes de hábitos -, como tem sido o caso até agora, mas como um conjunto de mecanismos de controle – planos receitas, regras, instruções (o que os engenheiros de computação chamam ‘programas’) – para governar o comportamento.”<br><br></div><div>Clifford Geertz – <em>O impacto do conceito de cultura sobre o conceito de homem. </em>In _____ . <strong>A interpretação das culturas</strong>. RJ: Zahar, p. 56<strong>.<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:35:09 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Nós, os poucos felizes ...</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995156422</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;</div><blockquote><strong>Nós, seres humanos que vivemos em casas ou apartamentos, e não em acampamentos nem nos viadutos, nem nas favelas ou nos hospícios, nós que vivemos em residências de cujas janelas podemos ver a cidade em seus ofícios e vícios, ou a paisagem do campo e suas luzes, nós que sabemos cantar em prosa e verso, que podemos andar, sorrir, comer, temos a indústria e o comércio, e conta nos bancos, nós que somos brancos, universitários, que nunca fomos à guerra nem despejamos mísseis, nós que podemos ver o mar, as ilhas, as aves, as montanhas, o céu belíssimo, as nuvens pretas, as estrelas, a amplidão do mundo, que temos mapas e a astronomia, médicos e anestesia, hospitais e poesia, que podemos viajar, olhar vitrines e comprar, nós,</strong> ai, nós, que sabemos ler e lemos livros, temos fogões em nossas casas, temos camas, temos sexo e desejo, temos o beijo, nós que ouvimos música no rádio ou em discos, que temos filhos com todos os dentes, escola, agasalho e nem vivemos em Cuba, nós que não somos curdos nem turcos, nem etíopes nem angolanos, que temos florestas imensas, rios, terras, temos secas e temos chuva, temos quadros e gravuras, o luar do sertão e as araras, que choramos no cinema, que temos alma e lágrimas, mil caras, uma só, dedos sensíveis e crenças, amores secretos, jornalistas altruístas, padres guerrilheiros, músicos ardentes, escritores, sindicalistas, líderes sem-terra à vista, violeiros repentistas, loucuras, alvará de soltura, uma terra de palmeiras onde canta o sabiá, que temos carro ou sapato sem furo, temos o passado e o futuro, nós que assinamos revistas e jornais, temos casa de campo, mesmo que seja a de um amigo onde há cavalos e pirilampos, nós que jantamos à luz de velas, tomamos vinho e meio embriagados lemos poesias para os passarinhos, ou para as belas mulheres, ou para o ser que amamos, e amamos vários, nós que somos amados, que vamos à praia ou não vamos mas esperamos a praia vir a nós, que vestimos roupas e usamos um antigo anel de família que ainda não foi roubado, e que talvez nunca seja, que tomamos cerveja, que temos a confissão e o perdão, que acordamos tarde e não andamos de trem, que temos salário, ou renda fixa, emprego, família, paixão, nós que temos corpo e estamos vivos, temos amigos, temos trabalho, fazemos exercícios, somos hedonistas, artistas, poucos, nós que fazemos cinema, que sentimos o perfume e temos sonhos, que adoramos ouvir estórias contadas por qualquer estranho, que dançamos alegres com as crianças, que gostamos de lareira e frio, sorvete e calor, o limpo e o macio, que sonhamos navegar tornando o mundo pequeno, que usamos biquínis e tangas, desfilamos nossos seios nus nas escolas de samba, que não somos da ralé nem da choldra, nem da rafaméia nem do lúmpen nem da miséria, que especulamos e ganhamos mas também perdemos, nós que temos raízes, diretrizes, teatro, damas atrizes, jogadores, senadoras, ai de nós, perdoai-nos, somos os poucos felizes.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Ana Miranda - http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/zoeira/ana-miranda-1.1549252/ana-miranda-nos-os-poucos-felizes-1.1678807</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:42:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O modo científico de pensar é ao mesmo tempo imaginativo e disciplinado.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995161992</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"O modo científico de pensar é ao mesmo tempo imaginativo e disciplinado. Isso é fundamental para o seu sucesso. A ciência nos convida a acolher os fatos, mesmo quando eles não se ajustam às nossas preconcepções. Aconselha-nos a guardar hipóteses alternativas em nossas mentes, para ver qual se adapta melhor à realidade. Impõe-nos um equilíbrio delicado entre uma abertura sem barreiras para ideias novas, por mais heréticas que sejam, e o exame cético mais rigoroso de tudo - das novas ideias e do conhecimento estabelecido. Esse tipo de pensamento é também uma ferramenta essencial para a democracia numa era de mudanças"&nbsp;</blockquote><div><br></div><div>(SAGAN, Carl. <strong><em>O mundo assombrado pelos demônios</em></strong><em>.</em> São Paulo: Cia das Letras, 1996, p. 41).<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:46:57 UTC</pubDate>
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         <title>ABP/PBL - Aprendizagem Baseada em Problemas</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995169629</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>Módulo: Ciência e sociedade</strong><br><strong>Unidade 2: Sociedade, estrutura e organização<br>Problema 2: De quantas pessoas eu dependo para tomar um café?<br></strong><br></div><div>Antônio e Verônica, estudantes do primeiro semestre da Unisc, aproveitavam o intervalo para tomar café no centro de convivência e trocar as primeiras impressões sobre a aula. Antônio estava intrigado com a tarefa dada pelo professor e não conseguia entender o sentido daquilo.&nbsp;<br><br></div><div>-&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Como assim, trazer uma lista de quantas pessoas eu preciso para poder tomar um café, pra que? O que eu vou aprender com isso, perguntou Antônio para a colega.<br><br></div><div>Verônica, bastante divertida, brincou:<br><br></div><div>-&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A tia do cafezinho, o vendedor do mercado, o dono da plantação, vamos ver quem faz a lista maior...</div><div>-&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Mas e se eu plantar o meu próprio café? Daí não dependo de ninguém, interrompeu Antônio.<br><br></div><div>Verônica, a esta altura, já pensava no fabricante da cafeteira, na ceramista que lhe vendera a caneca, na tia que lhe ensinara a receita de café de chaleira, na cafeteria nova que abriu no bairro, no cafezinho batido na casa da madrinha, no preco do café no mercado e as diferenças entre as marcas ...&nbsp;</div><div>A quantidade coisas que se podia observar numa simples xícara de café abismava a jovem estudante.<br><br></div><div>Enquanto isso, seu colega Antônio continuava reclamando:<br><br></div><div>-&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; E o que a madrinha tem a ver com a estrutura social? Pra que serve saber que tomar café é um fato social? Como assim, compreender as múltiplas dimensões do café? Por que o professor disse que o café pode servir como uma metáfora da sociedade? E se for uma xícara de chá , o que que muda? De boas, sobre isso do café, pra mim só interessa saber se tu podes pagar o meu hoje, que a grana tá curta. Pode ser?<br><br><br></div><div>&nbsp;<br><strong>Objetivos</strong>: (oculto para os estudantes, apenas como referência para o docente)<br><br></div><div>- compreender a estrutura e organização da sociedade;<br>- identificar as relações de cooperação e oposição entre as diferentes classes e ocupações na sociedade;<br>- perceber o caráter histórico e socialmente construído das instituições, regras, costumes e relações que estruturam a sociedade.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 05:54:04 UTC</pubDate>
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         <title>A imaginação sociológica e a tarefa de compreender porque somos como somos e porque agimos como agimos.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995200192</link>
         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp;“A imaginação sociológica exige de nós, acima de tudo, que pensemos fora das rotinas familiares das nossas vidas cotidianas a fim de que as observemos de modo renovado.”<br><br>“A maioria de nós vê o mundo a partir de características familiares a nossas próprias vidas. A sociologia mostra a necessidade de assumir uma visão mais ampla sobre porque somos como somos e porque agimos como agimos. Ela nos ensina que aquilo que encaramos como natural, inevitável, bom ou verdadeiro, pode não ser bem assim e que os ‘dados’ de nossa vida são fortemente influenciados por forças históricas e sociais. Entender os modos sutis, porém complexos e profundos, pelos quais nossas vidas individuais refletem os contextos de nossa experiência social é fundamental para a imaginação sociológica.”<br><br>“É trabalho da sociologia investigar as conexões entre <em>o que a sociedade faz de nós e o que fazemos de nós mesmos</em>. Nossas atividades estruturam – modelam – o mundo social ao nosso redor como, ao mesmo tempo, são estruturados por esse mundo social.”<br><br></div><div>GIDDENS, Anthony. <strong>Sociologia</strong>. Porto Alegre: Artmed, 2005<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:20:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>O ensino público da ciência num mundo assombrado pelos demônios</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995205065</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>&nbsp;O ensino público da ciência tem definhado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, as atividades da superstição e da ignorância têm crescido, e os casos de anticiência e pseudociência se tornado frequentes. Portanto, medidas efetivas devem ser tomadas o quanto antes para fortalecer o ensino público da ciência. O nível do ensino público da ciência e da tecnologia é um sinal importante do grau de realização científica nacional. É uma questão de importância global para o desenvolvimento econômico, o avanço científico e o progresso da sociedade. Devemos estar atentos a esse problema e implementar o ensino público da ciência como parte da estratégia para modernizar o nosso país socialista e tornar a nossa nação poderosa e próspera. A ignorância jamais é socialista, tampouco a pobreza.&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>&nbsp;Proclamação conjunta do governo da China e do Partido Comunista Chinês em 5 de dezembro de 1994, citada em SAGAN, Carl. <strong>O mundo assombrado pelos demônios</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 34.&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:24:34 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>A ciência é um modo de pensar que se opõe à ignorância e à superstiçao.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995214710</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>"A ciência é mais do que um corpo de conhecimento. É um modo de pensar. Tenho um pressentimento sobre a América do Norte dos tempos de meus filhos ou de meus netos - quando os Estados Unidos serão uma economia de serviços e informações; quando quase todas as principais indústrias manufatureiras terão fugido para outros países; quando tremendos poderes tecnológicos estarão nas mãos de uns poucos, e nenhum representante do interesse público poderá sequer compreender do que se trata; quando as pessoas terão perdido a capacidade de estabelecer seus próprios compromissos ou questionar compreensivelmente os das autoridades; quando, agarrando os cristais e consultando nervosamente os horóscopos, com as nossas faculdades críticas em decadência, incapazes de distinguir entre o que nos dá prazer e o que é verdade, voltaremos a escorregar, quase sem notar, para a superstição e a escuridão.&nbsp;<br>(...)<br>Nós criamos uma civilização global em que os elementos mais cruciais - o transporte, as comunicações e todas as outras indústrias, a agricultura, a medicina, a educação, o entretenimento, a proteção ao meio ambiente e até a importante instituição democrática do voto – dependem profundamente da ciência e da tecnologia. Também criamos uma ordem em que quase ninguém compreende a ciência e a tecnologia. É uma receita para o desastre. Podemos escapar ilesos por algum tempo, porém mais cedo ou mais tarde essa mistura inflamável de ignorância e poder vai explodir na nossa cara."</blockquote><div><br>SAGAN, Carl. <strong>O mundo assombrado pelos demônios.</strong></div><div>São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 39.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:33:24 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>“Qual conhecimento ou saber é considerado importante ou válido ou essencial para merecer ser incluído no currículo?”</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995230989</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>"As teorias do currículo deduzem qual é o tipo de ser humano desejável para um determinado tipo de sociedade. A cada modelo de ser humano, corresponderá um tipo de conhecimento, um tipo de currículo. Por isso, o currículo está inextricavelmente envolvido naquilo que somos, que nos tornamos, na nossa identidade, na nossa subjetividade."&nbsp;<br><br>(WELP, Anamaria Kurtz de Souza &amp; VIAL, Ana Paula Seixas. <em>Currículo com base em projetos pedagógicos: relato de uma experiência na educação superior </em><strong>Revista Entrelinhas</strong> – Vol. 10, n. 2 (jul./dez. 2016))&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:46:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Se chuvas são fenômenos naturais, enchentes são fenômenos sociais</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995233639</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>"Se chuvas são fenômenos naturais, enchentes são fenômenos sociais. A partir do século XX, o impacto das enchentes se torna mais evidente no cotidiano da cidade. A cidade moderna, com suas ruas pavimentadas, prédios, concreto e asfalto, absorvia menos as águas pluviais do que a terra batida, os manguezais e as florestas que a precederam. E se chuvas normais já saturavam as galerias pluviais, chuvas excepcionais eram sinal de desastre. A população vivia ansiosa o início de cada ano, temendo as águas de janeiro, fevereiro ou março. De fato, chuvas excepcionais ocorreriam a cada cinco ou dez anos, de 1906 a 1962. Os pontos críticos de drenagem eram sempre os mesmos, os deslizamentos comuns, com ocasionais perdas de vidas humanas. Normalmente, os primeiros 30 minutos de uma tempestade eram decisivos para distinguir um simples temporal de um desastre urbano. Chuvas menos intensas, mas contínuas e além da capacidade de absorção do solo construído, podiam ter efeitos similares."&nbsp;</blockquote><div><br>&nbsp;<br>Uma proposta de pesquisa muito interessante, que foca a cidade como espaço ao mesmo tempo político e ecológico e busca novas formas de compreender a cidade na história ambiental: <strong>Cidade alagada: chuvas de verão, classe e Estado no Rio de Janeiro 1966-1967.</strong>&nbsp;<br><a href="https://leiturasdoprofessorcaco.home.blog/2019/04/09/cidade-alagada-chuvas-de-verao-classe-e-estado-no-rio-de-janeiro-1966-1967/">https://leiturasdoprofessorcaco.home.blog/2019/04/09/cidade-alagada-chuvas-de-verao-classe-e-estado-no-rio-de-janeiro-1966-1967/</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:48:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>toda percepção e todo aprendizado são essencialmente interacionais</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995247917</link>
         <description><![CDATA[<div>“Nós somos chamados a “educar” nossos estudantes, e uma análise das palavras que nós usamos para descrever os padrões de relacionamento e definiçòes de Eu (<em>self</em>) comumente chamadas “caráter” revelam que ninguém é dependente, liberado, ou competitivo, etc. em isolamento – <em>toda percepção e todo aprendizado são essencialmente interacionais</em>. Segue-se disso que se (como acadêmicos tais como Bateson e Klaus Krippendorf sugerem) na operação de nossa percepção nós somos todos cartógrafos, então nosso papel como educadores é comunicar contextos e meta-contextos nos quais nossos estudantes possam construir, explorar e reexaminar algumas de suas mais fundamentais construções da realidade. Os “marcadores contextuais” que nós disseminamos irão sinalizar meta-mensagens com que os estudantes podem escolher pontuar ou classificar o contexto de suas vidas. Se nós temos sucesso em nosso trabalho, os ambientes de aprendizagem dialógicos que nós modelamos podem oferecer a nossos estudantes uma experiência “tipo a entrada do cartógrafo no mapa que ele ou ela está fazendo”. Como a fronteira em um mapa, nossos “marcadores contextuais” enquadram a informação dentro do diálogo, ajustando o palco para a emergência da auto-descoberta.</div><div>&nbsp;(...)</div><div>&nbsp;Isto sugere que ao estruturar os contextos de nossa sala de aula, nós precisamos ser capazes de apresentar e comunicar (com sucesso) marcadores contextuais em nossas posturas, ações e declarações – assim como na organização física (<em>layout</em>) do ambiente de aprendizagem, de tal modo que os estudantes possam enttrar emacordos tácitos que possibilitem o aprendizado.”</div><div>&nbsp;</div><div>(BALE, Lawrence S. <strong>Gregory Bateson’s Theory of Mind: Practical Applications to Pedagogy</strong>)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 06:59:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>O Etnocentrismo e as representações negativas do &quot;outro&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/1995262504</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>“Aqueles que são diferentes do grupo do eu – os diversos “outros” deste mundo – por não poderem dizer algo de si mesmos, acabam representados pela ótica etnocêntrica e segundo as dinâmicas ideológicas de determinados momentos.<br><br>Na nossa chamada “civilização ocidental”, nas sociedades complexas e industriais contemporâneas, existem diversos mecanismos de reforço para o seu estilo de vida através de representações negativas do “outro”.<br><br>&nbsp;(...)<br><br>Assim são as sutilezas, violências, persistências do que chamamos etnocentrismo. Os exemplos se multiplicam nos nossos cotidianos. A “indústria cultural” – TV, jornais, revistas, publicidade, certo tipo de cinema, rádio – está freqüentemente fornecendo exemplos de etnocentrismo. No universo da indústria cultural é criado sistematicamente um enorme conjunto de “outros” que servem para reafirmar, por oposição, uma série de valores de um grupo dominante que se auto-promove a modelo de humanidade.<br><br>Nossas próprias atitudes frente a outros grupos sociais com os quais convivemos nas grandes cidades são, muitas vezes, repletas de resquícios de atitudes etnocêntricas. Rotulamos e aplicamos estereótipos através dos quais nos guiamos para o confronto cotidiano com a diferença. As idéias etnocêntricas que temos sobre as “mulheres”, os “negros”, os “empregados”, os “paraíbas de obra”, os “colunáveis”, os “doidões”, os “surfistas”, as “dondocas”, os “velhos”, os “caretas”, os “vagabundos”, os gays e todos os demais “outros” com os quais temos familiaridade, são uma espécie de “conhecimento” um “saber”, baseado em formulações ideológicas, que no fundo transforma a diferença pura e simples num juízo de valor perigosamente etnocêntrico.”<br><br>&nbsp;(ROCHA, Everardo. <strong>O que é etnocentrismo</strong>, p. 8)</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-17 07:10:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Ensinaram-nos isso? Aprendemos isso?&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2001944430</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Nessa noite, vou dormir pensando em algumas questões que tomo nota, para discutir com alunos e colegas. Em que língua as pessoas riem? Em que língua as pessoas choram? Em que língua as pessoas sofrem, ficam intrigadas, surpresas, temerosas, chocadas? Quando e como nos ensinaram coisas como chorar e rir? Ensinaram-nos isso? Aprendemos isso?"<br>(ROCHA, Ronai. "<em>Em que lingua Carlitos chora</em>?". <strong>Sentimentos de Outono</strong>. Santa Maria: Ed. UFSM, 1997, p. 98)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-20 03:50:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Corrupção </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2005940994</link>
         <description><![CDATA[<div>"A esperança de acabar com os corruptos no sistema político é vã. A corrupção é um sintoma e não a causa do mal. A caça aos dirigentes desonestos é somente um analgésico que alivia a dor, um simples paliativo.<br>...<br>Mas por que esperança vã? Por buscarmos punir os corruptos e ignorarmos sua causa: os corruptores. Aqueles que buscam aliciar os homens públicos propondo e aceitando subornos, fraudando licitações, pedindo privilégios, aceitando favores pessoais em troca de benefícios e, principalmente, sonegando impostos."<br>(Flávio Tonnetti e Arthur Meucci. <strong>Ética, medo &amp; esperança</strong>. Petrópolis: Vozes, 2013, p. 42-3)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 00:31:36 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A história dos dois físicos. Será que eles viam a mesma realidade? O que é que cada um via?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2005975569</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 01:31:27 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Etnocentrismo e relativização </title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <pubDate>2022-01-22 01:46:45 UTC</pubDate>
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         <title>Erro, incerteza, ilusão, realidade, conhecimento.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<div>“Entendo por erro o desacerto, a incorreção; fazer algo com um propósito e não ser bem-sucedido; errar o caminho. Por incerteza entendo a dúvida, o que não está bem assentado. Chamo de ilusão tomar uma coisa por outra, a percepção distorcida.<br>...<br>Realidade é a característica dos fenômenos que reconhecemos têm de serem independentes da nossa vontade. Não podemos pretender que eles não existam. A realidade é a que podemos construir por meio de nossas interações com o mundo, e não a que gostaríamos que existisse.<br>Conhecimento é a constatação de que os fenômenos em si são reais e têm características peculiares. Nós, os homens comuns, vivemos em um mundo que consideramos real, embora tenha graus diferentes de realidade. Com graus variáveis de certeza, o homem comum tem o conhecimento de que o mundo tem essas ou aquelas características.”<br><br>MARIOTTI, Humberto. <strong>Pensando diferente.</strong> São Paulo: Atlas, 2010, p. 6</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 02:01:07 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Por que fazemos o  que fazemos? Por que somos como somos?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <pubDate>2022-01-22 02:06:55 UTC</pubDate>
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         <title>A imaginação sociológica </title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <pubDate>2022-01-22 02:07:18 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <pubDate>2022-01-22 02:07:38 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;em um grão de poeira suspenso em um raio de sol&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006118487</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"...olhe novamente para aquele ponto.&nbsp; Isso é aqui.&nbsp; Isso é a nossa casa.&nbsp; Somos nós.&nbsp; Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todos os seres humanos que já existiram, viveram suas vidas.&nbsp; O agregado de nossa alegria e sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas confiantes, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e camponês, cada jovem casal apaixonado, cada mãe e&nbsp; pai, criança esperançosa, inventor e explorador, todo professor de moral, todo político corrupto, todo "superstar", todo "líder supremo", todo santo e pecador na história de nossa espécie viveu lá - em um grão de poeira suspenso em&nbsp; um raio de sol." <br><br>Carl Sagan, <strong>Pálido Ponto Azul, </strong>Companhia das Letras, 2019, 3° Ed.<br><br><br>Grupo de Divulgação de Estudos: Ciências e Afins.<br>&nbsp;https://www.facebook.com/groups/320662222359793/?r</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 06:04:33 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> Uma abordagem holística  da saúde nos faz ver a necessidade de profundas mudanças sociais econômicas e políticas (Capra)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006638394</link>
         <description><![CDATA[<ul><li>"Em nossa sociedade, entretanto, uma abordagem verdadeiramente holística reconhecerá que o meio ambiente criado por nosso sistema social e econômico, baseado na visão de mundo cartesiana, fragmentada e reducionista tornou-se uma séria ameaça à nossa saúde. Uma abordagem ecológica da saúde só terá sentido, portanto, se for acompanhada de profundas mudanças em nossa tecnologia e em nossas estruturas sociais e econômicas” (p. 313) .</li></ul><div><br></div><ul><li><strong>“Não seremos capazes de aumentar ou mesmo de manter nossa saúde se não adotarmos profundas mudanças em nosso sistema de valores e em nossa organização social.”&nbsp;</strong></li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 19:55:07 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A rebeldia, em uma sociedade como a nossa, é um imperativo. Padre Júlio Lancellotti</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006681958</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br></div><blockquote>Eu acho que a rebeldia, em uma sociedade como a nossa, é um imperativo. Se nesse mundo excludente, elitista, cheio de contrastes, você não tiver uma dose de rebeldia é porque você se adaptou, se domesticou a esse modelo.</blockquote><div><br></div><blockquote>Eu fico espantadíssimo quando alguém fala de sucesso para mim. Essa é uma palavra que me causa aversão. Porque ela mostra a meritocracia, a competitividade, em detrimento da solidariedade e da cooperação. E ela mostra a conivência com esse sistema. Se você for conivente com esse sistema, você pode ter sucesso. Eu não quero ser bem-sucedido nesse sistema porque significaria que eu aderi a ele. Sucesso é um conceito que tem que ser contextualizado. Dentro da nossa cultura, ele traz embutido a meritocracia, a competição e, consequentemente, a exclusão, porque para alguém ser o primeiro, outro tem que ser o último.</blockquote><div><br></div><blockquote>A fé não é uma redoma de vidro que vai te trazer privilégios ou incolumidades. Vejo muitas pessoas falando que fé é conforto para esses momentos, e eu discordo. A fé não é conforto, é compromisso. A fé não é uma almofada para você sentar. É a sandália que você coloca para caminhar. Esse é um momento duro para todos nós, é um momento em que muitas pessoas estão sofrendo demais, um momento de grande desafio para mudar o modelo social, econômico, político e também os parâmetros pessoais. É um momento de sermos e aprendermos a ser generosos.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 21:14:18 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Fé. Padre Julio Lancellotti</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006683114</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>A fé não é uma redoma de vidro que vai te trazer privilégios ou incolumidades. Vejo muitas pessoas falando que fé é conforto para esses momentos, e eu discordo. A fé não é conforto, é compromisso. A fé não é uma almofada para você sentar. É a sandália que você coloca para caminhar. Esse é um momento duro para todos nós, é um momento em que muitas pessoas estão sofrendo demais, um momento de grande desafio para mudar o modelo social, econômico, político e também os parâmetros pessoais. É um momento de sermos e aprendermos a ser generosos</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 21:16:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Educação e democracia. Fragmentos de Florestan Fernandes.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006707313</link>
         <description><![CDATA[<div>“A educação não é privilégio.”<br>(TEIXEIRA, Anísio. In: FERNANDES, Florestan. <strong>O desafio educacional</strong>. São Paulo: Cortez, 1989, p. 30).<br><br>____________________<br>“[...] ao Estado democrático cabe a democratização do ensino. Colocar o ensino ao alcance do estudante pobre e, se necessário, ajudar esse estudante pobre a manter-se&nbsp; na escola pública e gratuita.”<br>(FERNANDES, Florestan. <em>Verba pública para a escola pública</em>. In: ___. <strong>O desafio educacional</strong>. São Paulo: Cortez, 1989, p. 21).<br><br>_________________________________<br>“[...] a sala de aula fica na raiz da revolução social democrática: ou ela forma o homem livre ou ficaremos entregues, de forma mistificadora, a um antigo regime que possui artes para readaptar-se continuamente às transformações da economia, da sociedade e da cultura.”<br>(FERNANDES, Florestan. <em>A escola e a sala de aula.</em> In: ___. <strong>O desafio educaciona</strong>l. São Paulo: Cortez, 1989, p. 24).<br><br>~~~~~~~~~~~~~~~~<br>“Portanto, escola pública, gratuita, de alta qualidade é um requisito fundamental para a existência de democracia.”<br>(FERNANDES, Florestan. V<em>erba pública para a escola pública. </em>In: ___. <strong>O desafio educacional. </strong>São Paulo: Cortez, 1989, p. 21).<br><br>“A ignorância é o desafio histórico número um do Brasil. Por isso, a educação se erige como a arma que devemos manejar com tenacidade e sabedoria para sairmos do atoleiro.” <br>(FERNANDES, Florestan. <em>A desvalorização do ensino</em>. In: ___. <strong>O desafio educacional. </strong>São Paulo: Cortez, 1989, p. 79). <br><br>____________________________<br>“[...] a educação é o mais grave dilema social brasileiro. A sua falta prejudica da mesma forma que a fome e a miséria, ou até mais, pois priva os famintos e miseráveis dos meios que os possibilitem a tomar consciência da sua condição, dos meios de aprender a resistir a essa situação.”<br>(FERNANDES, Florestan. <em>A reforma educacional</em>. In: ___. <strong>O desafio educacional.</strong> São Paulo: Cortez, 1989, p. 126)<br><br><br>“A escola chegou – especialmente a escola pública – no último degrau de uma degradação deliberada e de uma obsoletização provocada. Porém, não se pode valorizar a escola sem valorizar os seus agentes humanos.” <br>(FERNANDES, Florestan. <em>A reforma educacional</em><strong>. </strong>In: ___. <strong>O desafio educacional</strong>. São Paulo: Cortez, 1989, p. 134).&nbsp;<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-22 22:12:32 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A pesquisa de campo nas ciências sociais: Bronislaw Malinowski apud Florestan Fernandes</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006765977</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>O principal objetivo da pesquisa de campo não consiste no registro passivo de fatos, mas na representação construtiva do que pode ser designado como estatutos das instituições nativas. O observador não deve funcionar como mero autômato (…). Enquanto faz suas observações, o pesquisador de campo precisa construir constantemente: ele precisa colocar dados isolados em relação uns com os outros e estudar a maneira pela qual eles se integram. (…) Os princípios da organização social, da constituição legal, da economia e da religião têm de ser construídos pelo observador, a partir de uma multidão de manifestações de significação e relevância variáveis (…)&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>Bronislaw Malinowski, <strong>Coral gardens and their magic</strong>, vol I, p. 317, apud FERNANDES, Florestan. <em>“A reconstrução da realidade nas ciências sociais”</em>. In <strong>Fundamentos empíricos da interpretação sociológica</strong>. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967, p. 1-40.&nbsp;</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 01:05:20 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Como observar a realidade?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006767769</link>
         <description><![CDATA[<div>Já se tornou um truísmo nas ciências sociais a afirmação de que “<strong>a realidade concreta é inexaurível e, tal como ela se oferece imediatamente ao observador, caótica e obscura</strong>” (Fernandes, 1967, p. 17). Considerando que<strong> a realidade “não é susceptível de apreensão imediata” </strong>(Fernandes, 1967, p. 3), <strong>Florestan Fernandes, em seu já clássico texto </strong><strong><em>A reconstrução da realidade nas ciências sociais</em></strong><strong> (Fernandes, 1967), destaca o papel fundamental da observação na pesquisa social, a ponto de definir as ciências sociais como “ciências da observação”. </strong>Neste texto Florestan afirma que “o cientista não lida diretamente com os fatos ou fenômenos que observa e pretende explicar, mas com instâncias empíricas que reproduzem tais fatos ou fenômenos” (Fernandes, 1967, p. 3) e que <strong>“o importante, parece, não é o que se ‘vê’, mas o que se observa com método”</strong> (Fernandes, 1967, p. 6), uma vez que <strong>“um pesquisador social sem treino adequado pode ver muito e identificar pouco; enquanto um pesquisador social com idéias rígidas acaba vendo apenas os fatos que confirmam suas concepções”</strong> (Fernandes, 1967, p. 6).&nbsp;<br><br>Na continuação de seu texto Fernandes irá tematizar as diversas operações intelectuais que constituem a observação, destacando que é pela observação que o pesquisador constrói as “instâncias empíricas” que lhe permitirão realizar a reconstrução da realidade, operação indispensável para a explicação sociológica.<br><br>(http://cacobaptista.wordpress.com/2009/03/03/conhecimento-e-realidade-observando-observacoes/)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 01:10:29 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;tudo que é dito é dito por um observador a outro observador, que pode ser ele mesmo&quot;. O que é um observador?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006769226</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><em>“tudo que é dito é dito por um observador a outro observador, que pode ser ele mesmo. Um observador é um ser humano que pode fazer distinções e especificar o que ele distingue como uma unidade, como uma entidade diferente dele mesmo. Um observador pode fazer distinções em atos e pensamentos, recursivamente, e é capaz de operar como se fosse externo (distinto) à circunstância na qual ele se encontra. Cada vez que fazemos referência a algo, explícita ou implicitamente, estamos especificando um critério de distinção que indica aquilo de que falamos e especifica suas propriedades como ente, objeto, unidade ou sistema. Todas as distinções sustentadas, conceitualmente ou concretamente, são feitas por nós, enquanto observadores”&nbsp;</em></blockquote><div><br></div><blockquote>MATURANA, H. <strong><em>A ontologia da realidade</em></strong><em>.</em> Belo Horizonte, UFMG, 1997</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 01:14:21 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A criação de regras sociais, a diferenciação social, o entrechoque de regras e valores e o desacordo quanto ao comportamento apropriado em qualquer situação dada.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006831552</link>
         <description><![CDATA[<div>“Regras sociais são criação de grupos sociais específicos. As sociedades modernas não constituem organizações simples em que todos concordam quanto ao que são as regras e como elas devem ser aplicadas em situações específicas. São, ao contrário, altamente diferenciadas ao longo de linhas de classe social, linhas étnicas, linhas ocupacionais e linhas culturais. Esses grupos não precisam partilhar as mesmas regras e, de fato, frequentemente não o fazem. Os problemas que eles enfrentam ao lidar com seu ambiente, a história e as tradições que carregam consigo, todos conduzem à evolução de diferentes conjuntos de regras. À medida que as regras de vários grupos se entrechocam e contradizem, haverá desacordo quanto ao tipo de comportamento apropriado em qualquer situação dada.”&nbsp;<br><br></div><div>(Howard Becker. <strong>Outsiders: estudos de sociologia do desvio</strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 27)&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 03:56:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Diferenças de capacidade de fazer regras e aplica-las a outras pessoas são essencialmente diferenciais de poder (seja legal, ou extralegal). </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006831892</link>
         <description><![CDATA[<div><br>“À medida que um grupo procura impor suas regras a outros na sociedade, somos apresentados a uma segunda questão: quem, de fato, obriga outros a aceitar suas regras e quais são as causas de seu sucesso? Esta é, claro, uma questão de poder político e econômico. Mais adiante iremos analisar o processo político e econômico pelo qual as regras são criadas e impostas. Aqui, é suficiente observar que, de fato, as pessoas estão sempre <em>impondo</em> suas regras a outras, aplicando-as mais ou menos contra a vontade e sem o consentimento desses outros.”<br><br></div><div>(...)<br><br></div><div>“Diferenças de capacidade de fazer regras e aplica-las a outras pessoas são essencialmente diferenciais de poder (seja legal, ou extralegal). Aqueles grupos cuja posição lhes dá armas e poder são mais capazes de impor as suas regras. Distinções de idade, sexo, etnicidade, e classe estão todas relacionadas a diferenças em poder, o que explica diferenças no grau em que grupos assim distinguidos podem fazer regras para outros.”<br><br></div><div>(Howard Becker. <strong>Outsiders: estudos de sociologia do desvio</strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 29-30)&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 03:57:30 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006836103</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 04:08:54 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <title></title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <title>“o importante, parece, não é o que se ‘vê’, mas o que se observa com método” </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006839338</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“um pesquisador social sem treino adequado pode ver muito e identificar pouco; enquanto um pesquisador social com ideias rígidas acaba vendo apenas os fatos que confirmam suas concepções”&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>FERNANDES, Florestan. <em>A reconstrução da realidade nas ciências sociais</em>. In: ______ . <strong>Fundamentos empíricos da explicação sociológica</strong>. São Paulo: Editora Nacional, 1967, 2ª edição, p. 6</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 04:17:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>o pesquisador nas ciências sociais constata ou constrói a realidade que observa?</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006840422</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>l “(…) Os princípios da organização social, da constituição legal, da economia e da religião têm de ser construídos pelo observador, a partir de uma multidão de manifestações de significação e relevância variáveis (…)”</blockquote><div><br></div><blockquote>Malinowski, Coral gardens and their magic, vol I, p. 317, apud FERNANDES, Florestan. <em>A</em> reconstrução da realidade nas ciências sociais. In: ______ . <strong>Fundamentos empíricos da explicação sociológica</strong>. São Paulo: Editora Nacional, 1967, 2ª edição.</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 04:18:57 UTC</pubDate>
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         <title>os imponderáveis da vida real</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006841845</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“ ... existem vários fenômenos de grande importância que não podem ser recolhidos através de questionários ou da análise de documentos, mas que têm de ser observados em pleno funcionamento. Chamemo-lhes os imponderáveis da vida real. Neles se incluem coisas como a rotina de um dia de trabalho, os pormenores relacionados com a higiene corporal, a maneira de comer e de cozinhar; a ambiência das conversas e da vida social em volta das fogueiras da aldeia, a existência de fortes amizades ou hostilidades e os fluxos dessas simpatias e desagrados entre as pessoas, o modo subtil mas inequívoco como as vaidades e ambições pessoais têm reflexos sobre o comportamento do indivíduo e as reações emocionais de todos os que o rodeiam. (...)Todos estes fatos podem e devem ser cientificamente formulados e registrados, mas é necessário que isso seja feito não através do registro superficial de pormenores, como acontece normalmente com observadores não treinados, mas com um esforço de penetração na atitude mental que eles expressam.”&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>[MALINOWSKI, B. <em>Objeto, método e alcance desta pesquisa</em>. In ZALUAR, Alba (org). <strong>Desvendando máscaras sociais</strong>. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980, p. 55 (trecho da introdução do livro <strong>Os Argonautas do Pacífico Ocidental</strong>]</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 04:22:29 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>É preciso registrar o esqueleto (a constituição tribal e os temas culturais cristalizados), a carne e sangue (os dados da vida quotidiana e do comportamento comum) e o espírito (as visões, opiniões e expressões dos nativos).</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2006845145</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“Para além do contorno firme da constituição tribal e dos temas culturais cristalizados que formam o esqueleto; para além dos dados da vida quotidiana e do comportamento comum, que são, por assim dizer, a sua carne e sangue, também o espírito - as visões, opiniões e expressões dos nativos - deve ser registrado. Isto porque, em cada ato da vida tribal existe, em primeiro lugar, a rotina prescrita pelo costume e tradição, depois o modo como é levada a cabo e, por fim, o comentário, que suscita, de acordo com a sua mentalidade.&nbsp;<br>(...)<br>Um homem que se submete a várias obrigações costumeiras e que atua segundo a tradição, fá-lo impelido por certos motivos, acompanhado de certos sentimentos, guiado por certas ideias. Estas ideias, sentimentos e impulsos são moldados e condicionados pela cultura em que se encontra e, como tal são uma peculiaridade étnica dessa sociedade. Logo, devemos esforçar-nos por estudá-los e registrá-los.”&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>(MALINOWSKI, B. Objeto, método e alcance desta pesquisa. In ZALUAR, Alba (org). <strong>Desvendando máscaras sociais</strong>. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980, p. 55)</blockquote><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 04:30:31 UTC</pubDate>
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         <title>Nada pior que a memória do gesto não realizado</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2007606037</link>
         <description><![CDATA[<blockquote><em>Senti que deveria ter atravessado o hall e me colocado ao lado do professor. Tivéssemos todos feito isso, algo poderia ter mudado. Os gestos decisivos faltaram em bons momentos de nossa história.</em></blockquote><div><br></div><blockquote><em>Dar as mãos simbolicamente. Penso muito nisso. Já se passaram tantos anos e ainda me imagino. Nós, juntos, diante da universidade. Ou aniquilavam todos, ou voltavam atrás. Permitimos. Não me conformo. Culpa que carrego. Ela me corrói. Nada pior que a memória do gesto não realizado.”</em></blockquote><div><br></div><blockquote><em>(Ignácio de Loyola Brandão. </em><strong><em>Não verá país nenhum</em></strong><em>.</em><em>São Paulo: Global, 2012, p. 43-44. 1ª edição digital.</em><em>Edição original é de 1981)</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 22:19:06 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>USO DE DROGAS PARA ADULTOS. Em Busca da Liberdade na Terra do Medo, de Carl L. Hart</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2007629273</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Aqui, Hart vai um pouco mais longe. Há anos ele estuda a neuroquímica de diferentes drogas, incluindo crack e metanfetamina. Ele resume suas descobertas de pesquisa da seguinte maneira: “Descobri que os efeitos predominantes produzidos pelos medicamentos discutidos neste livro são positivos. Não importava se a droga em questão era cannabis, cocaína, heroína, metanfetamina ou psilocibina. ” Os efeitos positivos que Hart cita incluem maior empatia, altruísmo, gratidão e senso de propósito. Para Hart pessoalmente, voltar para casa e fumar heroína no final do dia o ajuda a “suspender a preparação perpétua para a batalha que se passa em minha cabeça”, escreve ele.</blockquote><div><br>Trecho de "Quando ficar chapado é um hobby, não um hábito",&nbsp; resenha de Casey Schwartz para&nbsp; <strong>Uso de drogas para adultos. Em busca da liberdade na terra do medo</strong>, de Carl L. Hart. Publicada no NYT em 12 de janeiro de 2021</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 23:03:25 UTC</pubDate>
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         <title>O inferno dos vivos (Italo Calvino)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2007659945</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>„O inferno dos vivos não é uma coisa que virá a existir; se houver um, é o que já está aqui, o inferno que habitamos todos os dias, que nós formamos ao estarmos juntos. Há dois modos para não o sofrermos. O primeiro torna-se fácil para muita gente: aceitar o inferno e fazer parte dele a ponto de já não o vermos. O segundo é arriscado e exige uma atenção e uma aprendizagem contínuas: tentar e saber reconhecer, no meio do inferno, quem e o que não é inferno, e fazê-lo viver, e dar-lhe lugar.“</blockquote><div><br></div><blockquote>„A loucura é uma força da natureza para o bem ou para o mal, ao passo que a estupidez é uma debilidade da natureza sem contrapartidas.“</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-23 23:58:06 UTC</pubDate>
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         <title>Interdisciplinaridade, prática docente e metodologias ativas na formação universitária</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2012220106</link>
         <description><![CDATA[<div>(...)<br>O diálogo aqui proposto é sobre educação e epistemologia, sobre as transformações no papel do professor devido à introdução de metodologias ativas de aprendizagem, sobre o processo de construção do conhecimento e sobre os processos de comunicação entre disciplinas e áreas do saber e do conhecimento. Ora, o que nós temos em comum, nesta discussão é o fato de que somos todos professores ou professoras. Portanto, qualquer que seja a área de conhecimento de nossa formação acadêmica, todos temos algo a dizer (seja de leitura, seja de vivência) a respeito da prática docente. Qualquer um de nós, por ser professor/professora, tem algo a dizer sobre ser professor/professora. E sobre como o trabalho docente está sendo afetado (com maior ou menor intensidade) pela introdução de novas metodologias e novas tecnologias. E como trabalhamos com isso todos os dias – seja ensinando alunos, seja orientando pesquisas de estudantes de graduação ou de pós-graduação ou ainda conduzindo pesquisas e coordenando equipes de trabalho e monitores – também temos algo pensado e algo a dizer sobre como se conhece, como se aprende e como se produz conhecimento.&nbsp;<br><br></div><div>Estas são questões que estão em pauta no cotidiano do trabalho docente hoje em dia, seja qual for a área de conhecimento do professor ou professora. Portanto, a discussão afeta a todos e todos têm a mesma possibilidade de participar dela, assim como as mesmas dificuldades. Evidentemente que sei que nada que “afeta igualmente” uma comunidade afeta verdadeiramente “igualmente” a todos os membros dessa comunidade. Cada um tem seus recursos individuais, a sua trajetória, as suas estratégias, as suas preocupações, as suas necessidades, os seus gostos, as suas relações, cada um ocupa posições diferenciadas e tem, por isso, perspectivas diferenciadas.&nbsp;<br><br></div><div>Porém, mesmo considerando todas estas especificidades, a discussão sobre o conceito de educação e sobre a função, a responsabilidade e as condições do trabalho docente é uma discussão que já devia fazer parte da prática reflexiva de cada um, cada uma de nós (mesmo que em níveis diferentes). É algo que deve estar no horizonte das preocupações e das práticas de todos nós pelo simples fatos de sermos professores universitários: o que é ser professor?, o que é educar?, o que é orientar?, o que é formar profissionais?, o que é formar cidadãos?, o que é formar cientistas? Estas são questões que nos afetam a todos e para as quais, com certeza, cada um de nós, em diferentes situações e condições, já se viu obrigado a ter respostas para poder continuar trabalhando.<br>(...)<br><br></div><blockquote>(<strong>O que se entende por interdisciplinaridade? O que pode ser a interdisciplinaridade? O que são as humanidades? E a complexidade, o que será que será?</strong>&nbsp;  - Caco Baptista)</blockquote><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-01-25 20:56:41 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Artaud:  &quot;Vivir no es otra cosa que arder en preguntas&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2027528813</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>Doctor,</blockquote><div><br></div><blockquote>Hay un asunto sobre el cual hubiera querido insistir: es el de la relevancia de la cosa sobre la cual operan sus inyecciones; esta especie de languidecimiento esencial de mi ser, esta disminución de mi estiaje mental, que no quiere decir, como podría creerse, un rebajamiento cualquiera de mi moralidad (de mi alma moral) o ni siquiera de mi inteligencia, sino más bien de mi intelectualidad servible, de mis recursos razonantes, y que se relaciona más con el sentimiento que tengo yo mismo de mí mismo yo, que con lo que pongo de manifiesto a los demás de él.<br><br>Esta vitrificación sorda y polimorfa del pensamiento que en cierto momento elige su forma. Hay una vitrificación inmediata y llana del yo en el centro de todas las posibles formas, de todos los modos posibles del pensamiento.<br><br>Y, señor Doctor, ahora que usted está bien enterado de lo que puede ser alcanzado en mí (y curado por las drogas), de la zona de conflicto de mi vida, espero que sabrá suministrarme la cantidad suficiente de líquidos sutiles, de reactores especiosos, de morfina mental, capaces de sobreponer mi abatimiento, de enderezar lo que cae, de juntar lo que está separado, de reparar lo que está destruido.</blockquote><div><br></div><blockquote>Le saluda mi pensamiento."</blockquote><div><br><br>https://www.masliteratura.com.mx/2022/01/antonin-artaud-poemas-el-ombligo-de-los-limbos.html</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-03 14:02:22 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sobre o conceito de história. (Walter Benjamin)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2029425024</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-02-04 13:35:21 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Walter Benjamin: &quot;Sobre o conceito de história&quot;.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2029434732</link>
         <description><![CDATA[<div>Walter&nbsp;Benjamin. Obras Escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1984.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-04 13:40:54 UTC</pubDate>
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         <title>A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado – Nuccio Ordine</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2036067420</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Quando pergunto aos meus alunos por que estão na universidade, respondem-me que é para obter um diploma. Um diploma não serve para nada! Há uma visão utilitarista da educação que mata a ideia de escola. Vamos à escola para sermos pessoas cultas! Para sermos pessoas melhores, para sermos éticos, não importa o curso.</blockquote><div><br></div><blockquote>Esse é o grande problema da contemporaneidade: temos gente super especializada e que perdeu o sentido geral e global do saber. Hoje as escolas e as universidades preparam os alunos para seguirem uma especialização e isso é muito perigoso. Estas devem proporcionar uma cultura geral.&nbsp;</blockquote><div><br></div><blockquote>Contesto a ideia de que as universidades sejam empresas. A nossa missão não deve ser vender diplomas que os estudantes compram. Isso é uma enorme corrupção. A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado. O princípio da educação é aprender a ser melhor, para si mesmo e não para o mercado.</blockquote><div><br>https://www.revistaprosaversoearte.com/escola-nao-pode-ser-uma-empresa-porque-logica-da-educacao-nao-e-mercado-nuccio-ordine/<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 17:27:28 UTC</pubDate>
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         <title>ÍTACA - Konstantinos Kaváfis (1863-1933)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2036090265</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Quando partires em viagem para Ítaca</div><div>faz votos para que seja longo o caminho,</div><div>pleno de aventuras, pleno de conhecimentos.<br><br></div><div>Os Lestrigões e os Ciclopes,</div><div>o feroz Poseidon, não os temas,</div><div>tais seres em teu caminho jamais encontrarás,</div><div>se teu pensamento é elevado, se rara</div><div>emoção aflora teu espírito e teu corpo.<br>Os Lestrigões e os Ciclopes,</div><div>o irascível Poseidon, não os encontrarás,</div><div>se não os levas em tua alma,</div><div>se tua alma não os ergue diante de ti.<br><br></div><div>Faz votos de que seja longo o caminho.</div><div>Que numerosas sejam as manhãs estivais,</div><div>nas quais, com que prazer, com que alegria,</div><div>entrarás em portos vistos pela primeira vez;</div><div>para em mercados fenícios</div><div>e adquire as belas mercadorias,</div><div>nácares e corais, âmbares e ébanos</div><div>e perfumes voluptuosos de toda espécie,</div><div>e a maior quantidade possível de voluptuosos perfumes;</div><div>vai a numerosas cidades egípcias,</div><div>aprende, aprende sem cessar dos instruídos.<br><br></div><div>Guarda sempre Ítaca em teu pensamento.</div><div>É teu destino aí chegar.</div><div>Mas não apresses absolutamente tua viagem.</div><div>É melhor que dure muitos anos</div><div>e que, já velho, ancores na ilha,</div><div>rico com tudo que ganhaste no caminho,</div><div>sem esperar que Ítaca te dê riqueza.<br><br></div><div>Ítaca deu-te a bela viagem.</div><div>Sem ela não te porias a caminho.</div><div>Nada mais tem a dar-te.</div><div><br>Embora a encontres pobre, Ítaca não te enganou.</div><div>&nbsp;Sábio assim como te tornaste, com tanta experiência,</div><div>&nbsp;já deves ter compreendido o que significam as Ítacas<br><br></div><div>(Tradução: Isis Borges B. da Fonseca: Poemas de Konstantinos Kaváfis, São Paulo, Odysseus, 2006, p. 100-3)</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-08 17:37:10 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>meu deus como você me doía de vez em quando - Caio Fernando Abreu</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2063728165</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>sabe que meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você&nbsp; me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calado um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu deu mas como você me dói de vez em quando</blockquote><div><br>Caio Fernando Abreu - <em>Harriet</em>, conto do livro <strong>O ovo apunhalado</strong>. Porto Alegre: Ed do Globo/IEL, 1975, p. 111-112</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-24 02:18:06 UTC</pubDate>
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         <title>eu quero um punhado de estrelas maduras</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2063744885</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Estive doente<br>doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até.<br>dos olhos que viram mulheres formosas<br>da boca que disse poemas em brasa<br>dos nervos manchados de fumo e café.<br>Estive doente<br>estou em repouso, não posso escrever.<br>eu quero um punhado de estrelas maduras<br>eu quero a doçura do verbo viver."<br><br>(De um louco anônimo - transcrito por Caco Barcelos na reportagem <em>Crime e Loucura</em>, <em>Folha da Manhã</em>.)</blockquote><div><br>[apud Caio Fernando Abreu -  <strong>O ovo apunhalado</strong>. Porto Alegre: Ed do Globo/IEL, 1975, p. 46]</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-24 02:32:26 UTC</pubDate>
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         <title>Parece que você foi embora para sempre</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2067679789</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>(...)<br>Eu te entendo, meu querido. Te entendo inteiro. O tempo todo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, eu te entendo. Sei sobre a bola de espinhos rasgando teu peito, sobre a confusão e a dor e a falta de ar e a perda de chão te deixando sem saber para onde ir, sobre os soluços e as lágrimas queimando teu rosto de menino e entrando na tua gola. Sei sobre nada mais importar, sobre o mundo ficar pequeno e perder o sentido. Já estive lá e sobrevivi. Sozinha, fodida, sem ninguém para me dar a mão. Você também vai sobreviver. É forte como eu, nada vai te deixar no chão. E se deixar, estarei aqui para te puxar pra cima e te abraçar e te dar colo e te limpar as feridas. Estarei aqui para qualquer coisa, meu querido. O mundo pode cair, explodir, inundar, me ameaçar, a terra pode tremer e gritar e espernear e fazer o que quiser; nada vai me fazer sair do teu lado. Sabe, eu estava sozinha. Sempre estive. Era só eu. Outros não entendiam, achavam exagerado, dramático, falso. Não entendiam nem nunca vão entender nada. Estava sozinha sempre estando acompanhada. Sozinha. Já tinha me conformado quando você veio. E veio com tudo. Não achei que existisse nada assim fora dos livros que não li e dos filmes que não vi. Agora que sei, nada mais me interessa. Pode ser que um dia você não me queira mais, nunca se sabe para onde a vadia da vida quer nos levar. Não importa, não importa. Você existe. É o suficiente para me deixar dormir em paz.<br><br>Mas agora, parece que você foi embora para sempre. E dói, dói pra caralho, a tua dor multiplica-se um bilhão de vezes em mim, mas tenho que aguentar. (...)</blockquote><div><br>Clara Averbuck. <strong>Das coisas esquecidas atrás da estante</strong>. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012, p. 91&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-26 18:28:01 UTC</pubDate>
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         <title>Lie to me, baby</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2067683356</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Na verdade, não há verdade. Apenas mentiras que se espalham com o vento. Então quero que mintam para mim de verdade, olhando nos meus olhos e tocando o meu rosto. Mentiras, quero mentiras. Toneladas delas, todas girando e rindo e bebendo. Doces e coloridas mentiras, macias e leves como plumas, dançando pela sala enquanto aplaudo com lágrimas de felicidade correndo limpinhas mais uma vez pelas minhas bochechas e secando antes de chegar ao chão. Está decidido, de agora em diante só acreditarei nas mais belas mentias. A verdade não tem graça, não tem vida, é pesada e fria como metal e afunda rápido demais. Mentiras flutuam, voam, dançam, riem. Mentiras são as únicas verdades que quero agora.</blockquote><div><br></div><div>Clara Averbuck. <strong>Das coisas esquecidas atrás da estante</strong>. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012, p.83-84</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-02-26 18:35:16 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;O que seria essa mulher que sou?&quot; (Clarice Lispector) </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154207366</link>
         <description><![CDATA[<div>"Como explicar, senão que estava acontecendo o que não entendo. O que seria essa mulher que sou? O que acontecia a um G. H. no couro da valise?<br>Nada, nada, só que meus nervos estavam agora acordados - meus nervos que haviam sido tranquilos ou apenas arrumados? meu silêncio fora silêncio ou uma voz alta que é muda?<br>Como te explicar: eis que de repente aquele mundo inteiro que eu era crispava-se de cansaço, eu não suportava mais carregar nos ombros - o quê? - e sucumbia a uma tensão que eu não sabia que sempre fora minha. Já estava havendo então, e eu ainda não sabia, os primeiros sinais em mim do desabamento de cavernas calcárias subterrâneas, que ruíam sob o peso de camadas arqueológicas estratificadas - e o peso do primeiro desabamento abaixava os cantos da minha boca, me deixava de braços caídos. O que me acontecia? Nunca saberei entender mas há de haver quem entenda. E é em mim que tenho de criar esse alguém que entenderá."&nbsp; <br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 50-51</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-22 23:19:38 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;- Ah, não retires de mim a tua mão&quot; (Clarice Lispector)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154214894</link>
         <description><![CDATA[<div>"- Ah, não retires de mim a tua mão, eu me prometo que talvez até o fim deste relato impossível talvez eu entenda, oh, talvez pelo caminho do inferno eu chegue a encontrar o que nós precisamos - mas não retires tua mão, mesmo que eu já saiba que encontrar tem que ser pelo caminho daquilo que somos, se eu conseguir não me afundar definitivamente naquilo que somos.<br>Vê, meu amor, já estou perdendo a coragem de achar o que tiver de achar, estou perdendo a coragem de me entregar ao caminho e já estou nos prometendo que nesse inferno acharei a esperança."<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed, p. 86</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-22 23:30:13 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;A desumanização é tão dolorosa como perder tudo, como perder tudo, meu amor.&quot;  (Clarice Lispector) </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154219799</link>
         <description><![CDATA[<div>"A desumanização é tão dolorosa como perder tudo, como perder tudo, meu amor. Eu abria e fechava a boca para pedir socorro mas não podia nem sabia articular.<br>É que eu não tinha mais o que articular. minha agonia era como a de querer falar antes de morrer. e eu sabia que estava me despedindo para sempre de alguma coisa, alguma coisa ia morrer, e eu queria articular a palavra que pelo menos resumisse aquilo que morria.<br>Afinal consegui pelo menos articular um pensamento: 'estou pedindo socorro'.<br>Ocorreu-me então que eu não tinha contra o que pedir socorro. Eu não tinha nada a pedir."<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p.&nbsp;86-87<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-22 23:39:56 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Não vou fazer nada por ti&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154224735</link>
         <description><![CDATA[<div>"Não vou fazer nada por ti porque não sei mais o sentido de amor como antes eu pensava que sabia. Também do que eu pensava sobre amor, também disso estou me despedindo, já quase não sei mais o que é, já não me lembro."<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 103</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-22 23:49:16 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;Este é o segredo de ser uma pessoa?&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154226805</link>
         <description><![CDATA[<div>"Que eu sabia daquilo que obviamente viam em mim? como saberia se eu andava ou não com a barriga encostada na poeira do chão. A verdade não tem testemunhas? ser é não saber? Se a pessoa não olha e não vê, mesmo assim a verdade existe? A verdade não se transmite nem para quem vê. Este é o segredo de ser uma pessoa?"<br><br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 110<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-22 23:53:58 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Eu já havia abandonado a mim mesma&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154230399</link>
         <description><![CDATA[<div>"Eu já havia abandonado a mim mesma - quase podia ver lá no começo do caminho já percorrido o corpo que eu havia largado. Mas eu ainda o chamava por momentos, ainda me chamava. E era por não ouvir mais a minha resposta, que sabia que me havia abandonado já para fora de meu alcance.<br>(...)<br>E a mim - quem me quereria hoje? quem já ficara tão mudo quanto eu? quem, como eu, estava chamando o medo de amor? e querer, de amor? e precisar, de amor? Quem, como eu, sabia que nunca havia mudado de forma desde o tempo em que haviam me desenhado na pedra de uma caverna?"<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 114</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:01:47 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;Não me abandones nesta hora&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154234238</link>
         <description><![CDATA[<div>"- Não me abandones nesta hora, não me deixes tomar sozinha esta decisão já tomada. Tive, sim, tive ainda o desejo de me refugiar na minha própria fragilidade e no argumento astucioso, embora verdadeiro, de que meus ombros eram os de uma mulher, fracos e finos. Sempre que eu havia precisado, eu me escusara com o argumento de ser uma mulher. Mas eu bem sabia que não é só mulher que tem medo de ver, qualquer um tem medo de ver o que é Deus." <br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 116</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:09:09 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Dá-me a tua mão&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154235654</link>
         <description><![CDATA[<div>"- Dá-me a tua mão. Porque não sei mais do que estou falando. Acho que inventei tudo, nada disso existiu! Mas se inventei o que ontem me aconteceu - quem me garante que também não inventei toda a minha vida anterior a ontem?" <br><br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 116</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:11:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Mas não procures entender-me, faze-me apenas companhia.&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154244027</link>
         <description><![CDATA[<div>"- Sei, é ruim segurar a minha mão. É ruim ficar sem ar nessa mina desabada para onde eu te trouxe sem piedade por ti, mas por piedade por mim. Mas juro que te tirarei ainda vivo daqui - nem que eu minta, nem que eu minta o que meus olhos viram. Eu te salvarei deste terror onde, por enquanto, eu te preciso. Que piedade agora por ti, a quem me agarrei. Deste-me inocentemente a mão, e porque eu a segurava é que tive coragem de me afundar. Mas não procures entender-me, faze-me apenas companhia. Sei que tua mão me largaria, se soubesse."<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 118</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:30:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;E não me esquecer, ao começar o trabalho, de me preparar para errar.&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154247060</link>
         <description><![CDATA[<div>"E não me esquecer, ao começar o trabalho, de me preparar para errar. Não esquecer que o erro muitas vezes se havia tormado o meu caminho. Todas as vezes em que não dava certo o que eu pensava ou sentia - é que se fazia enfim uma brecha, e, se antes eu tivesse tido coragem, já teria entrado por ela. Mas eu sempre tivera medo de delírio e erro. Meu erro, no entanto, devia ser o caminho de uma verdade: pois quando erro é que saio do que conheço e do que entendo. Se a 'verdade" fosse aquilo que posso entender - terminaria sendo apenas uma verdade pequena, do meu tamanho."<br><br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 131</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:37:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;... estou sentindo o que estou sentindo, ou estou sentindo o que eu queria sentir?&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154249432</link>
         <description><![CDATA[<div>"Pois preciso saber exatamente isso: estou sentindo o que estou sentindo, ou estou sentindo o que eu queria sentir? ou estou sentindo o que precisaria sentir?" <br><br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 158<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:43:34 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154255698</link>
         <description><![CDATA[<div><br>"Não é para nós que o leite da vaca brota, mas nós o bebemos. A flor não foi feita para ser olhada por nós nem para que sintamos o seu cheiro, e nós a olhamos e cheiramos. A Via-Láctea não existe para que saibamos da existência dela, mas nós sabemos. E nós sabemos Deus. E o que precisamos Dele, extraímos. (Não sei o que chamo de Deus, mas assim pode ser chamado.) Se nós sabemos muito pouco de Deus, é porque precisamos pouco: só temos Dele o que fatalmente nos basta, só temos de Deus o que cabe em nós. (A nostalgia não é do Deus que nos falta, é a nostalgia de nós mesmos que não somos bastante; sentimos falta de nossa grandeza impossível - minha atualidade inalcançável é o meu paraíso perdido.)<br><br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 179</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 00:58:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Não quero a beleza, quero a identidade.&quot; - Clarice Lispector</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154257158</link>
         <description><![CDATA[<div>"Não quero a beleza, quero a identidade. A beleza seria um acréscimo, e agora vou ter que dispensá-la. O mundo não tem intenção de beleza, e isto antes me teria chocado: no mundo não existe nenhum plano estético, nem mesmo o plano estético da bondade, e isto antes me chocaria. A coisa é muito mais que isto."<br>LISPECTOR, Clarice. <strong>A paixão segundo G. H.</strong>. Rio de Janeiro: José Olympio, 1972, 3ª ed., p. 190-191</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 01:01:17 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A edição do mundo - Caco Baptista</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2154856313</link>
         <description><![CDATA[<div>O que é o mundo? O que é a realidade? O que é verdade?</div><div><br></div><div>O mundo que conhecemos e a partir do qual refletimos, aprendemos, formamos opiniões, interpretamos a realidade, é um mundo que nos chega <em>editado</em>. Ou seja, o mundo que chega até nós passa por dezenas, centenas, talvez milhares de filtros. Ele percorre um trajeto no qual é redesenhado, reorganizado, remontado através desta diversidade de filtros.&nbsp;</div><div><br></div><div>Essa edição – que nos mostra o mundo que conhecemos, o mundo a que temos acesso – obedece a interesses variados: econômicos, políticos, religiosos, estéticos, de valores, etc. Editar é reconfigurar alguma coisa - dando-lhe um novo significado, atendendo a determinado interesse, buscando um determinado objetivo, fazendo valer um determinado ponto de vista, assumindo uma determinada perspectiva.</div><div><br>Editar é construir uma realidade a partir de supressões ou acréscimos em um fato, fenômeno, acontecimento.</div><div><br>Assim, para termos condições de conhecer melhor o mundo – e, se for o caso, tentar transformá-lo – é necessário que possamos desvendar os mecanismos usados em sua edição. Que mundo é esse que nos é mostrado? O que foi amplificado? O que foi obscurecido? O que não foi mostrado ou foi reduzido? Que interesses e que objetivos levaram a destacar este ponto de vista?&nbsp;</div><div><br></div><div>O primeiro passo para essa compreensão é perceber que as produções dos meios de comunicação, sejam filmes, noticiários, reality shows ou programas de auditório têm uma direção e sofrem uma montagem. Direção, montagem, edição. Que realidade é mostrada através desses mecanismos? Quanta direção, montagem e edição existem nos telejornais, novelas e filmes de ficção? E nos livros didáticos? E nos editoriais? E nas aulas e nas falas dos palestrantes? E nas políticas governamentais? Então, que mundo é esse que nos é mostrado? Que realidade é essa a que temos acesso?&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-04-23 20:08:08 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Os defeitos do casal tradicional (Marco L. Radice)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2312495361</link>
         <description><![CDATA[<div>"a) <em>A</em> <em>solidariedade</em> -&nbsp; Aquela consonância especial que dá fundamento a um casal, se estrutura e se consolida na convivência. Na prática, é a correspondência em público dos erros e vitórias de um e de outro. É aquela consonância que geralmente leva a uma total falta de senso crítico. A crítica fica reduzida à vida interior do casal e, com isso, se mistifica a autocrítica com a forma mas sem a substância da crítica externa.</div><div>b) <em>A biunivocidade sexual</em> - Por mais aberto e libertário que um casal seja, existe um dado real que é a absoluta predominância sexual do relacionamento entre as duas partes. Pelo menos em termos de satisfação. Aí surge a tão falada harmonia sexual dos "cônjuges" como dado positivo. Mas, mesmo que essa "biunivocidade" seja perfeita, com os dois sexos afinados pelo mesmo diapasão, passando pelo conhecimento do outro corpo e chegando ao prazer do orgasmo simultâneo, ela cristaliza o sexo em sua particularidade, fixa-o como um sistema fechado de equilíbrio precário. Equilíbrio que, pela sua originalidade e pelo seu acúmulo de experiências comuns, está prontinho para se desintegrar definitivamente na primeira modificação que sofrer. Com isto, quero dizer que a "harmonia sexual", coroamento e fundamento do casal, contém em si todo o potencial de destruição deste mesmo casal. Alquimicamente construído, basta uma pequena modificação (outras experiências sexuais) para a explosão definitiva. Se isso não acontece frequentemente é porque os fatores econômico-psicológicos aconselham a um fingimento maior, como se o equilíbrio ainda existisse, ou então porque, na realidade, essa harmonia não acontece tanto assim.&nbsp; Os chamados casais libertários, protagonistas dos casamentos abertos, descobriram essa dinâmica e planejaram a poligamia e a poliandria, reduzindo o casal a pura e simples função de solidariedade (a) e segurança (c).</div><div>c) <em>A segurança </em>- Aquela característica que torna o mundo uma hierarquia em dois sentidos: a certeza de sermos os "primeiros" para os outros, e que o outro seja o "primeiro" para nós. Do mesmo modo que é o alicerce do casal, a segurança também acarreta uma verificação contínua, tornando-se então a insegurança da segurança, que mais tarde se transforma na segurança da insegurança."</div><div><br></div><blockquote>RADICE, Marco L. <strong>O último homem</strong>. <strong>Confissões sobre a crise do papel masculino</strong>. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 39-40&nbsp;</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-25 18:54:43 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>São três os paradoxos de um casal. Quando precipitados em mim como num preparado químico, eu os classifico em: (Marco L. Radice)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2312513111</link>
         <description><![CDATA[<div>"1) <em>Afirmação pública </em>- Derivado da solidariedade. Na realidade, a solidariedade me permitiu estar mais preparado em todos os níveis para enfrentar o ambiente social, para me afirmar publicamente. No meu caso pessoal, foi também um encontro de criatividade e, pelos dois lados, uma verificação natural dos poderes de cada um, verificação essa que assumia constantemente a forma de crítica objetiva. Nesse sentido, o casamento é uma instituição tipicamente masculina porque serve de trampolim para o sucesso social.<br><br>2) <em>A não naturalidade do sexo</em> - Derivado da biunivocidade sexual. Meu cadáver sexual volta a atacar. Chegar a essa bendita harmonia significa renunciar a tudo aquilo que signifique o seu próprio prazer sexual. Para mim significava trepar exclusivamente em função do outro. Disso já falei.<br><br>3) <em>O ciúme</em> - Derivado da segurança. Sobre esse capítulo, não tenho muita coisa a dizer, exceto que é uma coisa execrável, principalmente conforme a moral de 68, mas que se torna mais execrável ainda quando significa uma reação do poderoso, do opressor, àquilo que ele não domina mais. Quando se torna o fim daquela hierarquia ou monarquia dos afetos, na qual a segurança é um valor não concretizado, uma coisa abstrata, um dever em vez de um opção de ajuda recíproca."<br><br></div><blockquote><em>RADICE, Marco L. </em><strong><em>O último homem</em></strong><em>. </em><strong><em>Confissões sobre a crise do papel masculino</em></strong><em>. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 40-41</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2022-09-25 19:18:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Otimismo X pessimismo</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2468579919</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>“Um pessimista é um otimista bem-informado”</strong>. Ignacy Sachs, economista.<br><br>“<strong>Não sou pessimista, a realidade é que é péssima</strong>”. José Saramago, escritor.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-04 18:12:01 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Ódio ideológico</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2468582727</link>
         <description><![CDATA[<div>"O ódio ideológico constitui um substituto formidável ao raciocínio. Quando não entendem o que acontece, as pessoas embarcam em qualquer simplificação. A mídia lhes fornece os objetos do ódio, mas não explica nada. Pensar é trabalhoso, escrevia Jung, então as pessoas preferem ter opinião." Ladislau Dowbor<strong>. <br></strong>DOWBOR, Ladislau.<strong> No horizonte do bom senso: aforismos. </strong>São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2022, p. 35</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-04 18:17:50 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Aprender a manejar a espada é diferente de aprender com que fim deve ser usada.&quot; - Ensinar e formar como duas dimensões essenciais e complementares do processo de educação. (Ladislau Dowbor)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2468584636</link>
         <description><![CDATA[<div>"<strong>Hermann Hesse,</strong> no <em>Glasperlenspiel </em>(p. 238), distingue o desafio intelectual, objeto do ensino, e o desafio das atitudes, que exige formação. Ensinar (conhecimento) e formar (valores) como duas dimensões essenciais e complementares do processo de educação. Uma coisa é ensinar a usar as ferramentas, a ordenar conhecimentos; outra coisa é formar no para quê e a quem eles podem servir. Aprender a manejar a espada é diferente de aprender com que fim deve ser usada." Ladislau Dowbor<br><br>DOWBOR, Ladislau. <strong>No horizonte do bom senso: aforismos</strong>. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2022&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-04 18:21:19 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aquisição de conhecimento e geração de maturidade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2468588079</link>
         <description><![CDATA[<div>"Aquisição de conhecimentos e geração de maturidade constituem dois processos complementares, mas diferentes. Tirar os valores sociais – e, portanto, a política – do processo educativo não faz o mínimo sentido. O posicionamento político irá de qualquer maneira ocupar a cabeça do jovem, mas sem as ferramentas para sua compreensão. A força da mensagem de Paulo Freire consiste na reunião dos dois mundos: o das técnicas e o dos valores."<br><br>Dowbor, Ladislau <strong>No horizonte do bom senso: aforismos</strong>. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2022 &nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-04 18:28:00 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Um rosto devastado (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486856526</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><blockquote>"Um dia, eu já tinha bastante idade, no saguão de um lugar público, um homem se aproximou de mim. Apresentou-se e disse: 'Eu a conheço desde sempre. Todo mundo diz que você era bonita quando jovem; venho lhe dizer que, por mim, eu a acho agora ainda mais bonita do que quando jovem; gostava menos do seu rosto de moça do que do rosto que você tem agora, devastado'.&nbsp;</blockquote><div><br></div><div>...<br><br></div><blockquote>Muito cedo foi tarde demais em minha vida. Aos dezoito anos, já era tarde demais. Entre os dezoito e os vinte e cinco anos, meu rosto tomou um rumo imprevisto. Aos dezoito, envelheci. Não sei se isso acontece com todo mundo, nunca perguntei. Acho que me falaram dessa arremetida do tempo que às vezes nos atinge quando atravessamos as idades mais jovens, as mais celebradas da vida. Esse envelhecimento foi brutal. Eu o vi ganhar meus traços, um a um, mudar a relação que existia entre eles, aumentar os olhos, entristecer o olhar, marcar mais a boca, imprimir profundas gretas na testa. Em vez de me assustar, acompanhei a evolução desse envelhecimento do meu rosto com o interesse que teria, por exemplo, pelo desenrolar de uma leitura. Sabia também que não me enganava, um dia ele diminuiria o ritmo e retomaria seu curso normal. As pessoas que me haviam conhecido, aos dezessete anos, quando estive na França, ficaram impressionadas ao me rever dois anos depois, aos dezenove. Eu conservei aquele rosto. Foi o meu rosto. Claro, ele continuou a envelhecer, mas relativamente menos do que deveria. Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, a pele sulcada. Ele não decaiu como certos rostos de traços finos; manteve os mesmos contornos, mas sua matéria se destruiu. Tenho um rosto destruído."</blockquote><div><br></div><div>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 00:08:25 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Deus, o humano, a natureza (Adélia Prado - Os componentes da banda)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486864014</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Ismália me ensinou como se ensina a um menino de entendimento rude: Deus está em você, Violeta, e seu desejo é o desejo d'Ele."</blockquote><div>...<br><br></div><blockquote>"... quando revelo Jesus Cristo ao homem, eu revelo o homem a si mesmo ..."</blockquote><div>...<br><br></div><blockquote>"Jesus podia curar os cegos sem mover uma pálpebra, por um ato de Sua vontade, no entanto cospe na poeira e passa o barro no olho sujo do homem, para que o milagre sobrevenha. É humano usar o barro, a mão, o gesto. A excepcionalidade do teatro é esta, sua justificação ontológica, não é? o destaque do humano. Gostaria de me reduzir à mais completa naturalidade, mas é impossível, por causa do humano, o não-natural por natureza."</blockquote><div><br>PRADO, Adélia. <strong>Os componentes da banda</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 87-88</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 00:32:23 UTC</pubDate>
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         <title>PRADO, Adélia. Os componentes da banda.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486866195</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Há pessoas muito pesadas, gostam de contar tudo em minúcias: aí eu desci do carro com pressa, até quebrei a unha na maçaneta e falei pra ele... eu descobri um jeito de aturar essas conversas, digo a intervalos: puxa! Essa não! Desse jeito é fogo! Enquanto a língua fala, meu coração vai longe em busca de oxigênio puro."</blockquote><div><br>PRADO, Adélia. <strong>Os componentes da banda</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 87</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 00:39:41 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>&quot;... Eu seria uma artista? Santa não sou ainda...&quot; (Adélia Prado - Os componentes da banda)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486868813</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Me intriga de novo o humano, a necessidade de pintar, de escrever, de ficar, como eu, até contra meu desejo, compondo. Eu seria uma artista? Santa não sou ainda. Já fiz coisas heróicas, mas não morri em seguida e o prosseguimento da vida banalizou o meu feito. Há mesmo quem discuta a qualidade daquele gesto meu."</blockquote><div><br>PRADO, Adélia. <strong>Os componentes da banda</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 89</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 00:47:40 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;... se eu não melhorar dessas nicas, vou encurtar a minha vida.&quot; (Adélia Prado - Os componentes da banda)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486876119</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"Gasto força de mais à toa e é mesmo muito cansativo viver com todas as precisões e implicâncias próprias e alheias: mastigado, ronco, fala lingueta, soluço que não para. É difícil o dia em que por um motivo ou outro eu não deseje o Juizo Final." (p. 9)</blockquote><div><br></div><blockquote>"Estou em pânico permanente desde que descobri: não gerei filhos, mas seres humanos como todo mundo.Gerar seres humanos é monstruoso porque o ser humano se parece em tudo com você, mas não te obedece e tem um pensamento diferente do seu. Só quem pode com ele é Deus, cujo amor por nós é incompreensível e vertiginoso. Sinto enjôo e vômitos, viver não está ensolarado como foi minha vida em grande parte. Está como se eu segurasse os pontos cardeais e dependesse de mim manter o mjndo em sua órbita." (p. 99)</blockquote><div><br></div><blockquote>"Estou enjoada de mim, enfarada da minha ótica, do meu enquadramento do mundo." (p. 103)</blockquote><div><br></div><div><br><br>PRADO, Adélia. <strong>Os componentes da banda</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 01:10:52 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>A história da minha vida (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486891270</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>A história da minha vida não existe. Ela não existe. Nunca há um centro. Nem caminho, nem linha. Há vastos lugares em que é de crer que houvesse alguém, não é possível que não houvesse ninguém.&nbsp;</blockquote><div>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 01:54:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;... enquanto ela ocorria, até mesmo sua existência era ainda ignorada.&quot; (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2486892674</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"É no curso dessa viagem que a imagem teria sido destacada, subtraída ao conjunto. Poderia ter existido, poderiam ter tirado uma foto, como qualquer outra, em outro lugar, em outras circunstâncias. Mas não tiraram. O objeto era miúdo demais para tanto. Quem iria pensar nisso? Ela só poderia ter sido tirada se fosse possível prever a importância daquele acontecimento em minha vida, aquela travessia do rio. Ora, enquanto ela ocorria, até mesmo sua existência era ainda ignorada. Só Deus a conhecia. É por isso que essa imagem, e não podia ser de outra forma, não existe. Foi omitida. Foi esquecida. Não foi destacada, subtraída ao conjunto. É a essa falta de ter sido registrada que ela deve sua virtude, a de representar um absoluto, de ser justamente a sua autora."&nbsp;</blockquote><div>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-18 01:58:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Não importa com quem você se deite/ Que você se deleite seja com quem for/ Apenas te peço que aceite/ O meu estranho amor&quot; </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487319066</link>
         <description><![CDATA[<div>Não quero sugar todo seu leite<br>Nem quero você enfeite do meu ser<br>Apenas te peço que respeite<br>O meu louco querer<br><br>Não importa com quem você se deite<br>Que você se deleite seja com quem for<br>Apenas te peço que aceite<br>O meu estranho amor<br><br>(Refrão )<br>Oh! Mainha deixa o ciúme chegar<br>Deixa o ciúme passar e sigamos juntos<br>Oh! Neguinha deixa eu gostar de você<br>Prá lá do meu coração não me diga<br>Nunca não<br><br>Teu corpo combina com meu jeito<br>Nós dois fomos feitos muito pra nós dois<br>Não valem dramáticos efeitos<br>Mas o que está depois<br><br>Não vamos fuçar nossos defeitos<br>Cravar sobre o peito as unhas do rancor<br>Lutemos mais só pelo direito<br>Ao nosso estranho amor<br><br>(Refrão)</div><div><br>Composição: Caetano Veloso</div><div><br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.vagalume.com.br/marina-lima/nosso-estranho-amor.html" />
         <pubDate>2023-02-19 00:07:02 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;O seu amor/ Ame-o e deixe-o/ Ser o que ele é/ Ser o que ele é/ Ser o que ele é&quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487320175</link>
         <description><![CDATA[<div>O Seu Amor (<a href="https://www.vagalume.com.br/doces-barbaros/">Doces Bárbaros</a>)</div><div><br></div><div>O seu amor<br>Ame-o e deixe-o<br>Livre para amar<br>Livre para amar<br>Livre para amar<br>O seu amor<br>Ame-o e deixe-o<br>Ir aonde quiser<br>Ir aonde quiser<br>Ir aonde quiser<br>O seu amor<br>Ame-o e deixe-o brincar<br>Ame-o e deixe-o correr<br>Ame-o e deixe-o cansar<br>Ame-o e deixe-o dormir em paz<br>O seu amor<br>Ame-o e deixe-o<br>Ser o que ele é<br>Ser o que ele é<br>Ser o que ele é.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.vagalume.com.br/doces-barbaros/o-seu-amor.html" />
         <pubDate>2023-02-19 00:11:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;... O céu, para mim, era esse rastro de puro brilho que atravessa o azul...&quot; (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487355093</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Na estação das chuvas, durante semanas, não se via o céu, tomado por uma cerração uniforme que nem mesmo o luar conseguia romper. Na estação da seca, pelo contrário, o céu era limpo, totalmente aberto, cru. Mesmo as noites sem luar eram iluminadas. E as sombras se desenhavam igualmente no solo, na água, nos caminhos, nas paredes. Não me lembro bem dos dias. A claridade solar embaçava as cores, esmagando-as. Das noites eu me lembro. O azul ficava além do céu, ficava atrás de todas as densidades, recobria o fundo do mundo. O céu, para mim, era esse rastro de puro brilho que atravessa o azul, essa fusão fria para além de toda cor. Por vezes, em Vinhlong, quando minha mãe estava triste, mandava atrelar o tílburi e íamos ao campo ver a noite do estio. Tive essa sorte, nessas noites, essa mãe. A luz caía do céu em cascatas de pura transparência, em trombas de silêncio e imobilidade. O ar era azul, podia-se apalpá-lo. Azul. O céu era aquela palpitação contínua do brilho da luz. A noite iluminava tudo, todo o campo das duas margens do rio a perder de vista. Cada noite era especial, cada uma era o próprio tempo de sua duração. O som das noites era o dos cães do campo. Uivavam para o mistério. Respondiam de aldeia em aldeia, até a consumação total do espaço e do tempo da noite.</blockquote><div><br>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 02:22:14 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Esse amor insensato que tenho por ele...&quot; (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487357887</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Esse amor insensato que tenho por ele continua um mistério insondável para mim. Não sei por que eu o amava a ponto de querer morrer com sua morte. Estava separada dele fazia dez anos quando isso aconteceu e só raramente pensava nele. Parecia que eu o amava para sempre e nada de novo podia acontecer a esse amor. Eu tinha esquecido a morte.</blockquote><div><br>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 02:26:41 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Quando se aproximava a hora da partida...&quot; (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487358575</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Quando se aproximava a hora da partida, o navio lançava três apitos longuíssimos, de uma força terrível, que se ouviam em toda a cidade, e o céu para o lado do porto ficava negro. Então os rebocadores se aproximavam do navio e o puxavam para o vão central do rio. Lá chegados, os rebocadores soltavam as amarras e voltavam para o porto. Então o navio se despedia mais uma vez, lançava de novo seus mugidos terríveis e tão misteriosamente tristes que faziam as pessoas chorarem, não só as que iam viajar, as que se separavam, mas também as que tinham vindo olhar, e as que estavam ali sem um motivo preciso, que não pensavam em ninguém em particular. A seguir, o navio, muito lentamente, com suas próprias forças, começava a navegar. Por muito tempo via-se sua forma alta avançando para o mar. Muita gente ficava ali olhando, fazendo sinais cada vez mais lentos, cada vez mais frouxos, com echarpes e lenços. E depois, por fim, a terra absorvia a forma do navio em sua curvatura. Em dias claros, via-se o navio afundar lentamente.</blockquote><div><br>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 02:29:05 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;E depois teria vindo o amor, depois das lágrimas.&quot; (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487360385</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Talvez ela soubesse da existência da jovem branca. Ela tinha criadas nativas de Sadec que conheciam a história e devem ter comentado. Ela não devia ignorar sua dor. As duas deviam também ter a mesma idade, dezesseis anos. Naquela noite terá visto o marido chorar? E, vendo, terá lhe oferecido consolo? Uma menina de dezesseis anos, uma noiva chinesa dos anos 1930 poderia consolar, sem ser indecorosa, esse tipo de dor adúltera cujo ônus recaía sobre ela? Quem sabe? Talvez ela se enganasse, talvez tenha chorado com ele, sem uma palavra, o resto da noite. E depois teria vindo o amor, depois das lágrimas. Ela, a jovem branca, nunca soube nada acerca desses fatos.</blockquote><div><br>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 02:36:45 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>sou eu, bom dia (Marguerite Duras - O amante)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487361053</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>Anos após a guerra, após os casamentos, os filhos, os divórcios, os livros, ele tinha vindo a Paris com a mulher. Ele lhe telefonara. Sou eu. Ela o reconhecera pela voz. Ele dissera: queria apenas ouvir sua voz. Ela: sou eu, bom dia. Ele estava intimidado, sentia medo como antes. Sua voz de repente tremeu. E, com o tremor, de repente, ela reencontrou o sotaque da China. Ele sabia que ela tinha começado a escrever livros, soube pela mãe dela, que ele havia encontrado em Saigon. E também sobre o irmão mais moço, que ele tinha ficado triste por ela. E depois não havia mais o que dizer. E depois ele disse. Disse que era como antes, que ainda a amava, que nunca conseguiria deixar de amá-la, que a amaria até a morte.&nbsp;</blockquote><div><br>DURAS, Marguerite. <strong>O amante.</strong> São Paulo: Planeta, 2020.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 02:40:03 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>&quot;Produzo angústia e felicidade.&quot; (Adélia Prado - Os componentes da banda)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2487621137</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>"A única coisa que faço sem pressa , até hoje, é namorar. Namorar e sofrer. Nisto sou mestra e ninguém me passa. Eu mesma não entendo minha enormíssima paciência de ficar à toa, só pensando, pensando e sentindo. Produzo angústia e felicidade. Tenho o dom de combinar fragmentos de qualquer coisa para formar outras, que por sua vez formam outras e outras. Nesse trabalho gasto tempo com gosto. As horas passam e eu não vejo. Mamãe me achava preguiçosa. Eu entendo. Muitas vezes adormeci na tarefa de pensar e sentir confundida naquela felicidade que achava meio pecaminosa."</blockquote><div><br>PRADO, Adélia. <strong>Os componentes da banda</strong>. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 11</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-02-19 15:56:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Pureza e Perigo. Mary Douglas</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2618694852</link>
         <description><![CDATA[<blockquote>“Como se sabe, a sujeira é, essencialmente, desordem. Não há sujeira absoluta: ela existe aos olhos de quem a vê. Se evitamos a sujeira não é por covardia, medo, nem receio ou terror divino. Tampouco nossas ideias sobre doença explicam a gama de nosso comportamento no limpar ou evitar a sujeira. A sujeira ofende a ordem. Eliminá-la não é um movimento negativo, mas um esforço positivo para organizar o ambiente.<br><br>(...)<br><br>Perseguindo a sujeira, forrando de papel, decorando, tingindo, não somos governados pela ansiedade de escapar à doença, mas estamos positivamente reordenando nosso ambiente, fazendo-o conforme a uma ideia. Não há nada de amedrontador ou irracional em nosso evitar a sujeira: é um movimento criativo, um esforço para relacionar forma e função, fazer da experiência uma unidade.”</blockquote><div><br></div><div>DOUGLAS, Mary. <strong>Pureza e perigo</strong>. São Paulo: Perspectiva, 1976, p. 12-13<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-06-08 23:59:09 UTC</pubDate>
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         <title>O sol e o peixe - prosas poéticas. Virgínia Woolf</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2662975442</link>
         <description><![CDATA[<div>"Esta é uma das razões para se ler livros - estamos ajudando a trazer livros bons ao mundo e a tornar os ruins impossíveis. Mas essa não é a real razão. A real razão continua inescrutável - a leitura nos dá prazer. É um prazer complexo e um prazer difícil; varia de época para época e de livro para livro. Mas ele é suficiente. Na verdade, o prazer é tão grande que não se pode ter dúvidas de que sem ele o mundo seria um lugar muito diferente e muito inferior ao que é. Ler mudou, muda e continuará mudando o mundo. Quando o dia do juízo final chegar e todos os segredos forem revelados, não devemos ficar surpresos ao saber que a razão pela qual evoluímos do macaco ao homem, e deixamos nossas cavernas e depusemos nossos arcos e flechas e sentamos ao redor do fogo e conversamos e demos aos pobres e ajudamos os doentes, a razão pela qual construímos, partindo da aridez do deserto e dos emaranhados da floresta, abrigos e sociedades, é simplesmente esta: nós desenvolvemos a paixão pela leitura."<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-16 02:21:15 UTC</pubDate>
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         <title>Amor aos livros – reminicescências de meu pai em sua biblioteca. Heloisa Rodrigues Fernandes </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2662981243</link>
         <description><![CDATA[<div>“Penso que para todos nós da família, a pessoa de meu pai é inseparável de seu escritório e de sua biblioteca. Pai, escritório e biblioteca constituem uma totalidade indeslindável e, de certo modo, são apenas um. Não foi por acaso que, no memorial de minha livre-docência, de 1992, refletindo sobre essa primeira instituição formadora da personalidade que é a família de origem, sobre o mundo da casa dessa pequena burguesia urbana onde se trabalha, e muito, o escritório de meu pai aparecia não apenas como parte de nosso ambiente doméstico, mas, mais ainda, como um enigma que a menina que eu era transformou num mistério. ‘Um mistério que ora se apresentava vestido de sagrado, que obriga ao respeito e à deferência – alimentando a impotência e a fuga -, ora aparecia vestido de proibido – esse grande aliado da curiosidade. Em suma, um autêntico mistério, prendendo e atando a curiosidade ao desejo de saber. Saber o que aquele belo homem que chamava meu pai fazia naquele lugar que diziam ser o escritório. O que fazia ele ali, quando não podia ser perturbado? Possuída por um único significado, a palavra <em>escritório</em> tornou-se aquele lugar da casa, cercado de silêncio, onde as paredes vestem-se de prateleiras repletas de livros e onde um sujeito sentado lê e escreve. Muito vaga e confusamente, sei apenas que escreve sobre índios, negros, pobres, esse mundo de brasileiros explorados, violentados, oprimidos, mundo que já quase desconheço e que poderia ter sido o meu, não fosse sua boa Fortuna: mundo da sua família de origem e com o qual preservou os mais obstinados laços de pertinência, compromisso e responsabilidade. O que sei é que o desejo de saber quem era aquele homem que se realizava lendo aqueles livros deslocou-se para os próprios livros e aí fixou-se: que tesouros escondidos, perdidos, proibidos, guardavam-se ali? Das heranças que recebi de meu pai, uma delas permanece indissipável: a de que o desejo de saber pode realizar-se nos livros; pois sempre falta o que saber, e o desejo insiste, resiste, persiste, renascendo de sua própria tensão entre o que aspirava e o que realizou.’¹<br><br></div><div>(...)<br><br></div><div>Por que esse homem simples, modesto, desprovido de qualquer sentimento arraigado de posse, apegava-se tão ciumentamente a seus livros como sua verdadeira fortuna? Por que conservou todos os livros que adquiriu ou ganhou ao longo da vida, incapaz de desfazer-se de qualquer um, mesmo daqueles de que não gostava, a não ser quando se tratava de um segundo exemplar ou, excepcionalmente, quando a necessidade impôs vender alguns?<br><br></div><div>(...)<br><br></div><div>Seus livros eram sua fortuna, mas não fetiches a serem limpos, lustrados, encadernados. Tal como só as crianças sabem fazer com seus tesouros, seus livros eram valores de uso, lidos e relidos por um leitor ativo, atento, exigente, que anota, escreve, rabisca, grifa, a tal ponto que, muitas vezes, restam afinal dois textos: o do próprio autor e o de seu leitor!”<br><br>¹(FERNANDES, Heloisa Rodrigues. Memorial, apresentado à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo para obtenção do título de livre-docência. São Paulo, 1992, mimeo., p. 6-7.)<br><br></div><div>FERNANDES, Heloisa Rodrigues. <em>Amor aos livros – reminicescências de meu pai em sua biblioteca</em>. MARTINEZ, Paulo Henrique (org.) Florestan ou o sentido das coisas. São Paulo: Boitempo Editoria, 1998, p. 48-49.<br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-16 02:27:07 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>&quot; O que é filosofia? Para que filosofia?&quot; Marilena Chauí</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2662984454</link>
         <description><![CDATA[<div>Assim, uma primeira resposta à pergunta “O que é Filosofia?” poderia ser: A decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido.&nbsp;<br><br></div><div>Perguntaram, certa vez, a um filósofo: “Para que Filosofia?”. E ele respondeu: “Para não darmos nossa aceitação imediata às coisas, sem maiores considerações”.<br><br></div><div>Chauí, M. <strong>Convite à filosofia</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-16 02:30:40 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Qual seria, então, a utilidade da Filosofia? Marilena Chauí</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/2662985555</link>
         <description><![CDATA[<div><br></div><div>Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.<br><br></div><div>Chauí, M. <strong>Convite à filosofia<br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-16 02:31:57 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Samuel Beckett - Esperando Godot</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510665528</link>
         <description><![CDATA[<p>"Vladimir - É verdade, somos inesgotáveis.<br>Estragon - É para não pensar.<br>Vladimir - Temos essa desculpa.<br>Estragon - É para não ouvir.<br>Vladimir - Temos esse motivo.<br>Estragon - Todas as vozes mortas.&nbsp;<br>Vladimir - Fazem um ruído de asas.<br>Estragon - De folhas.<br>Vladimir - De areia.<br>Estragon - De folhas.<br>(silêncio)<br>Vladimir - Falam todas ao mesmo tempo.<br>Estragon - Cada uma para si.<br>(silêncio)<br>Vladimir - Talvez sussurram.<br>Estragon - Murmuram.<br>Vladimir - Cochicham.<br>Estragon - Murmuram.<br>(silêncio)<br>Vladimir - Que é que dizem?<br>Estragon - Falam de suas vidas.<br>Vladimir - Viver não foi bastante.<br>Estragon - Tem que falar da vida.<br>Vladimir - Morrer não foi bastante.<br>Estragon - Não é suficiente."<br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-04 11:26:42 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Freire, Paulo. Segunda carta: Do direito e do dever de mudar o mundo. In Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos / Paulo Freire. – São Paulo: Editora UNESP, 2000.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510667025</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>É certo que mulheres e homens podem mudar o mundo para melhor, para fazê-lo menos injusto, mas a partir da realidade concreta a que “chegam” em sua geração. E não fundadas ou fundados em devaneios, falsos sonhos sem raízes, puras ilusões.</p><p>O que não é, porém, possível é sequer pensar em trans-formar o mundo sem sonho, sem utopia ou sem projeto. As puras ilusões são os sonhos falsos de quem, não importa que pleno ou plena de boas intenções, faz a proposta de quimeras que, por isso mesmo, não podem realizar-se. A transformação do mundo necessita tanto do sonho quanto a indispensável autenticidade deste depende da lealdade de quem sonha às condições históricas, materiais, aos níveis de desenvolvimento tecnológico, científico do contexto do sonhador. Os sonhos são projetos pelos quais se luta. Sua realização não se verifica facilmente, sem obstáculos.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-07-04 11:29:18 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Foi no coração dos glaciares e no meio dos vulcões, longe dos homens, das árvores, dos salmões e dos rios que eu o encontrei, ou que ele me encontrou. </title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510678913</link>
         <description><![CDATA[<p>Caminho por esse planalto de altitude árido no qual, a priori, não tenho nada a fazer, saio do glaciar, desço do vulcão, atrás de mim a fumaça cria um halo de nuvens. Eu me imagino sozinha por todos os motivos pessoais históricos sociais conhecidos e, contudo, não estou só. Um urso tão desorientado quanto eu passeia igualmente por essas alturas onde ele também não tem nada a fazer, é quase como um alpinista, é verdade, o que ele faz aqui, nessa terra desguarnecida, sem bagas nem peixes, quando poderia estar tranquilamente pescando na floresta? Nos deparamos um com o outro, se o kairós deve ter alguma essência, é essa. Uma aspereza do terreno nos esconde um do outro, a bruma sobe, o vento não sopra na direção certa. Quando o avisto, ele já está diante de mim, está tão surpreso quanto eu. Estamos a dois metros um do outro, não há escapatória possível, nem para ele, nem para mim. Dária tinha me dito: se você encontrar um urso, diga a ele “não vou tocar em você, você também não toque em mim”. Sim, certamente, mas não aqui. Ele me mostra os dentes, deve ter medo, também tenho medo, mas, sem poder fugir, eu o imito, mostro a ele meus dentes. Tudo se passa muito rápido em seguida. Colidimos ele me derruba minhas mãos estão nos pelos dele ele morde meu rosto depois a cabeça sinto meus ossos estalando penso comigo mesma estou morrendo mas eu não morro, estou plenamente consciente. Ele me solta e pega minha perna. Aproveito para sacar minha piqueta, que ficou na minha correia desde a descida do glaciar logo ali atrás, bato nele com isso, não sei onde acerto pois estou com os olhos fechados, sou apenas sensação. Ele cede. Abro os olhos, vejo-o fugindo ao longe correndo mancando, vejo o sangue na minha arma improvisada. E fico ali, alucinada e ensanguentada, me perguntando se vou viver, mas eu vivo, estou mais lúcida que nunca, meu cérebro roda a mil por hora. Penso: se eu sair dessa, será uma outra vida. </p><p><br/></p><p>Nastassja Martin. <strong>Escute as feras</strong>, São Paulo, Editora 34, 2021, p. 74</p><p><br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-04 11:54:26 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title> Felizmente, no começo da idade adulta, encontrei a antropologia.</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510799586</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Nastassja Martin</strong></p><p><br/></p><p>Quando pequena, queria viver porque existiam as feras, os cavalos e o chamado da floresta; as vastidões, as montanhas elevadas e o mar tempestuoso; os acrobatas, os equilibristas e os contadores de histórias. A antivida se resumia à sala de aula, à matemática e à cidade. Felizmente, no começo da idade adulta, encontrei a antropologia. Essa disciplina constituiu para mim uma porta de saída e a possibilidade de um futuro, um espaço onde me exprimir neste mundo, um espaço onde me tornar eu mesma. </p><p><br/></p><p>Nastassja Martin. <strong>Escute as feras</strong>, São Paulo, Editora 34, 2021, p. 46</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-07-04 15:54:43 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510799586</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Nós sofremos de um mal incurável (Mahmoud Darwish)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510802495</link>
         <description><![CDATA[<p>Nós sofremos de um mal incurável que se chama esperança.&nbsp;</p><p>Esperança de libertação e de independência.&nbsp;</p><p>Esperança de uma vida normal, na qual não seremos nem heróis nem vítimas.&nbsp;</p><p>Esperança de ver nossas crianças irem à escola sem riscos.&nbsp;</p><p>Para uma mulher grávida, esperança de dar à luz um bebê vivo, num hospital, e não uma criança morta diante um posto de controle militar.&nbsp;</p><p>Esperança de que nossos poetas verão a beleza da cor vermelha nas rosas e não no sangue.</p><p>Esperança de que esta terra reencontrará seu nome original: terra de amor e de paz.&nbsp;</p><p>Obrigado por carregar conosco o fardo dessa esperança.</p><p><br><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-04 16:02:53 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Entender a literatura palestina de resistência como uma literatura de testemunho (Caco Baptista)</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3510805738</link>
         <description><![CDATA[<p>Parece impositivo apontar uma grande cegueira coletiva nessa reflexão sobre a catástrofe: a ausência de uma única linha sobre a <strong>nakba</strong>, palavra árabe que significa catástrofe e que foi adotada pelos palestinos para referir-se aos fatos acontecidos na Palestina entre 1948 e 1951. Mais recentemente muitos historiadores e analistas políticos têm se referido aos acontecimentos na Palestina como uma <strong>nakba contínua.</strong></p><p><br>No entanto, a Nakba, um crime das mesmas proporções que o holocausto judeu, o genocídio armênio ou o genocídio das populações indígenas nas Américas, na África e na Austrália, foi apagada quase completamente da memória global. O acontecimento mais decisivo da história moderna da Palestina, o massacre e expulsão de metade da sua população nativa, vem sendo negado sistematicamente e continua não sendo reconhecido como um crime hediondo que a humanidade precisa confrontar tanto do ponto de vista político como do ponto de vista moral.</p><p><br/></p><p>Como é possível que um crime continuado, perpetrado em tempos recentes, na presença de observadores da ONU e de jornalistas de todo o mundo, pôde ser ignorado de forma tão completa pela humanidade? Como e por que a limpeza étnica da Palestina que intenta não apenas eliminar o povo palestino, mas também apagar a memória da sua existência, vem sendo ignorada dessa maneira? Quais os motivos desse memoricídio?</p><p><br/></p><p>Olhando por onde se olhar, a partir de qualquer perspectiva que envolva as noções de justiça e de humanidade, o que Israel está fazendo em Gaza é chocante, repugnante e inaceitável. O que o mundo está assistindo impassível é um genocídio, conforme tipificado pela ONU (Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, 09/12/1948)) e denunciado pela África do Sul na Corte Internacional de justiça.</p><p><br/></p><p>Sob qualquer prisma, os crimes de guerra praticados pelas forças de ocupação de Israel são mais cruéis, mais abomináveis e mais odiosos do que todos os crimes perpetrados durante a II Guerra Mundial. Só não vê quem não quer ver, seja por indiferença, por ignorância ou por interesses escusos.</p><p>Bombardeio incessante, destruição de escolas, universidades, hospitais, abrigos, blocos residenciais, infraestrutura. Ataques a civis, assassinato de crianças e mulheres, sequestro e prisões arbitrárias de palestinos pelo fato de serem palestinos, punição coletiva através de cortes de água, energia e telecomunicações, proibição de acesso à ajuda humanitária como remédios e alimentos, uso da fome como arma de guerra contra toda a população palestina.</p><p><br/></p><p>E isso não está acontecendo só em Gaza. Também na Cisjordânia ocupada os crimes de guerra do Estado sionista de Israel se repetem e se multiplicam, também na Cisjordânia os palestinos sofrem perseguição, são assassinados, presos arbitrariamente, têm suas casas e propriedades destruídas e esbulhadas e vivem sob um regime de apartheid, tipificado pela ONU na <strong>Convenção Internacional sobre a Supressão e Punição do Crime de Apartheid</strong>&nbsp;(Resolução 3068, 30/11/1973).</p><p>E isso tudo não começou agora nem em 7 de outubro de 2023. Desde 1948 Israel descumpre as Resoluções da ONU e zomba das leis internacionais. Desde 1947 temos as evidências de um processo de limpeza étnica na Palestina, conforme descrito e demonstrado por diversos e respeitados historiadores judeus e israelitas como Ilam Pappé e Norman Finkelstein.</p><p><br/></p><p>No livro <em>A limpeza étnica na Palestina </em>(2006), Ilam Pappé nos mostra com farta documentação como esse processo foi planejado e executado por milícias sionistas que perpetraram massacres, assassinatos, estupros, destruição de aldeias e cidades, matando mais de 15.000 palestinos e provocando o deslocamento forçado de mais de 750 mil pessoas na Palestina histórica, que precisaram se refugiar em Gaza, na Cisjordânia e em países árabes vizinhos. Tudo isso em poucos meses, de dezembro de 1947 até o final de 1948. Esse processo ficou conhecido como Al-Nakba, a catástrofe.</p><p>Hoje, diante do que a história mostrou, especialmente após a Guerra dos Seis Dias, que culminou com a invasão e ocupação militar da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, são muitos os jornalistas, historiadores e antropólogos que tem usado a noção de “<em>Nakba contínua</em>” para mostrar que a catástrofe palestina não parou de acontecer um único dia desde 1948. Por isso, ao analisar o cerco a Gaza, é preciso perceber que é apenas o episódio mais recente da ocupação colonialista da Palestina pelo Estado sionista de Israel. O episódio mais recente e que esperamos que seja o último.</p><p><br/></p><p>A resistência palestina consiste em permanecer nos territórios ocupados, não se deixar expulsar, não se deixar exterminar, não deixar que se apague a história da Palestina anterior a 1948, manter viva a memória da Nakba, libertar a pátria e lutar por justiça, porque enquanto houver injustiça, enquanto houver colonialismo, enquanto houver ocupação,  não tem como ter paz. A resistência palestina aponta para o futuro: reconstruir a Pátria sem perder nem a memória nem a identidade. Como disse Mahmoud Darwish em 2001, “Não estamos olhando para trás para desenterrar as provas de um crime passado, pois a Nakba é um presente prolongado que promete continuar no futuro.”</p><p>E com isso, para finalizar, aponto a literatura como um recurso indispensável para compreender o significado e as consequências da Nakba. Por exemplo, a poesia de Mahmoud Darwish – em livros como <em>Da presença da ausência</em> e <em>Memória para o esquecimento</em>, e poemas como <em>Carteira de identidade</em> e <em>Confissão de um terrorista, </em>os romances e contos de Ghassan Kanafani, como <em>Retorno a Haifa,</em> <em>A terra das laranjas tristes </em>e <em>Visão de Ramallah </em>e ainda os romances de Susan Abulhawa  (<em>As manhãs de Jenin, O azul entre o céu e a água)</em> e as crônicas de Lina Meruane (<em>Tornar-se Palestina</em>).</p><p><br/></p><p>Se a Nakba significou o massacre, a morte, o medo, o exílio, a perda da pátria e a diminuição da esperança, Ghassan Kanafani nos diz, em <em>Retorno a Haifa</em>, que a pátria é o futuro e, numa carta destinada<em> </em>a seu filho,<em> </em>intitulada<em> Curiosidade de uma criança ou o destino de um Homem?, </em>apresenta a esperança como o destino das crianças palestinas: <em>“Esses anos que me escaparam serão seus, e a esperança, dentro de mim, não vai diminuir, mas será enviada para você, e adicionada a sua, crescerá dentro de você.”</em></p><p><br/></p><p>A essa mesma esperança nos remete Mahmoud Darwish ao sintetizar, numa frase memorável, a identidade palestina: “<em>Nós sofremos de um mal incurável que se chama esperança. Esperança de libertação e de independência. (...). Obrigado por carregar conosco o fardo dessa esperança.”.</em></p><p><br/></p><p>Nem Kanafani nem Darwish,  referem-se à literatura palestina como <em>literatura de testemunho</em>, preferem referi-la como <strong>literatura de resistência,</strong> porém, seja em suas obras, seja na produção mais recente, de palestinas na diáspora, como Abulhawa ou Meruane, o que temos nas mãos, se considerarmos a produção crítica sobre a literatura de resistência latino-americana ou as reflexões literárias sobre a shoah, é sim uma literatura de testemunho.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-07-04 16:10:05 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aula e Universidade</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3618173142</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Aula e Universidade</strong></p><p>(Prof. Caco Baptista, Jornal Integração, FISC - Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul, 1993)</p><p><br>Tal como a entendo, a aula em um curso universitário exige um elevado nível de troca entre professor e alunos e destes entre si. A aula (as duas ou quatro horas semanais) deve ser um momento de discussões e debates intensos e profundos, cujo combustível – ideias, dúvidas, perguntas, afirmações, dados, textos, fotos, filmes – precisa ser produzido e pesquisado geralmente fora da sala de aula: na biblioteca, no laboratório, nos corredores da faculdade, no bar, na rua, em casa. O que quero dizer é que leitura, observação e reflexão são fundamentais. E que além de muito trabalho e muita concentração naquelas poucas horas de sala de aula é preciso que se dedique um tempo no mínimo equivalente para atividades extraclasse nas quais se amadurece e se aprofunda o trabalho desenvolvido em sala de aula.</p><p><br/></p><p>As aulas, deste modo, tornam-se pontos de partida e pontos de chegada dos diversos momentos do processo de ensino-aprendizagem. Em aula iremos propor questões, pensá-las, tentar descobrir a melhor maneira de equacioná-las, confrontar nossos caminhos e tentativas, ver até onde conseguimos chegar e tentar melhorar, sempre aperfeiçoando nossos procedimentos e nosso saber.</p><p><br/></p><p>A aula é, ainda, um constante processo de auto-avaliação no qual se precisa superar a neurose e a histeria em torno da prova, da nota e da eventual reprovação. Embora esses momentos de verificação do aprendizado existam e sejam ritualizados, o fundamental é a avaliação permanente (coisa que ainda precisamos, alunos e professores, aprender a realizar. Penso que um caminho é diluir a “prova” em uma série de trabalhos práticos e escritos, os quais, contudo, devem ser encarados através de sua principal função: são exercícios, treinamentos, ensaios. São justamente onde e quando se pode errar e não ter nem medo nem vergonha disso. Afinal, é errando que se aprende e ninguém jamais aprendeu a andar de bicicleta sem esfolar o joelho e as canelas.</p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-10-04 20:20:33 UTC</pubDate>
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         <title>Atos e maneiras de escrever </title>
         <author>aulaspandemia</author>
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         <description><![CDATA[<p>A antropóloga Mirian Goldenberg (1957) declarou que escreve “com uma caneta em cadernos sem qualquer censura. Tenho centenas de cadernos guardados nos meus armários. Nunca li nada do que escrevi neles. Não foram feitos para serem lidos, mas para serem escritos” (2020). Mirian informa que “não conseguiria sobreviver sem escrever”, pois para ela “escrever é a minha vida (…), cura a minha ansiedade excessiva, meu pânico avassalador, minha tristeza interminável. É a forma que eu encontrei para ser eu mesma. posso ficar sem comer ou sem dormir, mas desde os meus 16 anos não vivi um só dia sem escrever”.</p><p><br/></p><p><strong>Outros atos e maneiras de escrever</strong><br><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://aterraeredonda.com.br/outros-atos-e-maneiras-de-escrever/">https://aterraeredonda.com.br/outros-atos-e-maneiras-de-escrever/</a></p><p><strong>AFRÂNIO CATANI</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-12 14:36:48 UTC</pubDate>
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         <title>O ato de escrever. Afrânio Catani</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3679393639</link>
         <description><![CDATA[<p><em>O ato físico de escrever, seja à mão ou em máquinas, é um ritual íntimo e fundamental do pensamento. Mais do que técnica, é um modo de habitar a linguagem, onde a lentidão do gesto forja a clareza da ideia, assim a materialidade do processo é inseparável da própria criação.</em></p><p><a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://aterraeredonda.com.br/atos-e-maneiras-de-escrever/">https://aterraeredonda.com.br/atos-e-maneiras-de-escrever/</a></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-11-12 14:49:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>&quot;Não há poder que não seja, por essência, poder de se perpetuar e de se transmitir. O poder é, por definição, confisco de uma posição dominante, e as posições dominantes são necessariamente privilegiadas e raras. Ocupar uma delas é impedir que outros a ela tenham acesso. &quot;</title>
         <author>aulaspandemia</author>
         <link>https://padlet.com/aulaspandemia/Bookmarks/wish/3883742750</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>"A ideologia liberal implica a meritocracia, e esta – como as aptidões e os méritos pessoais, são, por sua própria natureza, intransmissíveis e imputáveis apenas aos esforços de cada pessoa – supõe uma fluência e uma labilidade perfeitas das relações de poder.: nenhuma inércia material ou institucional deve entravar a mobilidade social (...) A ideologia liberal postula que o sucesso nos negócios não concede jamais aos ganhadores os meios de perpetuar seu poder; mais ainda: que o poder proporcionado pelo sucesso nos negócios não comporta, por essência, o poder de barrar o caminho de recém-vindos mais capazes nem o de transmitir, por herança ou delegação, suas prerrogativas e privilégios.</p><p><br></p><p>Essa visão ideal da sociedade de homens livres e iguais podia ter uma parte de verdade na época heroica do capitalismo, que foi também a época da colonização da América do Norte.</p><p><br></p><p>Basta enunciar essa condição para se ver que ela só pode existir de maneira excepcional e durante um tempo limitado. O número de posições de poder é, na realidade, necessariamente limitado num momento e numa sociedade dados. Além do mais, contrariamente ao postulado implícito do liberalismo, não há poder que não seja, por essência, poder de se perpetuar e de se transmitir. O poder é, por definição, confisco de uma posição dominante, e as posições dominantes são necessariamente privilegiadas e raras. Ocupar uma delas é impedir que outros a ela tenham acesso. A única questão politicamente importante é a seguinte: a posição dominante foi <em>criada</em> por aquele que a ocupa? E o poder que ela confere está destinado a se extinguir juntamente com a pessoa que o forjou? Ou, ao contrário, o poder é inerente ao lugar pré-existente que o seu detentor ocupa no sistema das relações sociais e, por conseguinte, independente da pessoa de seu titular?</p><p><br></p><p>O envelhecimento de uma sociedade e, particularmente, da sociedade capitalista, significa a predeterminação crescente e, finalmente, total das posições de poder e das modalidades de seu exercício." </p><p><br></p><p>GORZ, André. <strong>Adeus ao proletariado</strong>. Rio de Janeiro: Forense, 1982, p.71-72</p>]]></description>
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         <pubDate>2026-04-25 01:20:27 UTC</pubDate>
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