<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title> PENSAMENTOS POÉTICOS OU NÃO by Ismael Barreto</title>
      <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5</link>
      <description>SENTIMENTOS TRANSFORMADOS EM TEXTOS.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-07-23 23:17:33 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2026-05-27 23:19:05 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>MÃOS</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746491741</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Toque suave, forte, preciso,<br>De mãos que te guiam desde o início,<br>Mãos de afago e carinho,<br>Da mamãe que acalenta e protege,<br>Conduzindo-te com zelo no caminho.</p><p><br/></p><p>Mãos amigas que enxugam lágrimas,<br>Mãos que destroem com raiva extrema,<br>Mãos caridosas que dividem o pão,<br>E aquelas que carregam a morte na mão,<br>Mãos que falam com ela, sem desdém.</p><p><br/></p><p>Mãos de disciplina, mãos graciosas da bailarina,<br>Mãos inchadas, calos secos,<br>Do trabalhador que enfrenta o dia inteiro,<br>Mãos que regem a vida e o que vem depois,<br>Numa tarde sombria, espalmadas uma sobre a outra...</p><p><br/></p><p>Sua função, então, se encerra,<br>Deixando marcas e histórias,<br>Na jornada das mãos que moldam a vida,<br>E no último ato, em paz e memória,<br>O toque final que encerra sua lenda.</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://i0.wp.com/lh6.googleusercontent.com/-08FsK9N77iM/T6qbbGn_W-I/AAAAAAAABOM/Z8QDcgQlswI/s800/maos.jpg?resize=1200%2C800&amp;ssl=1" />
         <pubDate>2021-09-16 16:28:48 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746491741</guid>
      </item>
      <item>
         <title>ESCREVER </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746497594</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Escrevo o que penso, de coração,<br>Refletindo no papel a emoção,<br>Nas letras que traço com devoção,<br>A vida se espelha em cada ação,<br>E assim sigo minha missão.</p><p><br/></p><p>Na escrita, reflexo da vida pura,<br>Nasce a memória, se forma a ternura,<br>Sentimentos guardados em moldura,<br>O papel, um retrato, uma armadura,<br>Protegendo a alma da amargura.</p><p><br/></p><p>As letras são retratos de quem somos,<br>Nelas se revelam nossos sonhos,<br>Em cada linha, os rumos que tomamos,<br>E no papel, os caminhos que seguimos,<br>Fortaleza impenetrável que erigimos.</p><p><br/></p><p>Somente o vil, sem alma e sem lei,<br>Seria capaz de destruir o que criei,<br>Mas sigo firme, nada desfalei,<br>Escrevendo a história que tracei,<br>Com cada palavra que deixei.</p><p><br/></p><p>De página em página, vou construindo,<br>Capítulos de amor, loucura e vício,<br>Em círculos infinitos, sigo indo,<br>Entre o ódio e a insônia, persistindo,<br>No ciclo da escrita, me renovando.</p><p><br/></p><p>A cada ciclo, me reciclo e cresço,<br>As palavras me moldam, me reconheço,<br>No ato de escrever, nunca me esqueço,<br>Que é na escrita que me fortaleço,<br>E assim, sigo adiante, sem tropeço.</p><p><br/></p><p>Escrevo, escrevo e não paro jamais,<br>A tinta corre, não olha para trás,<br>No papel, meu legado é capaz,<br>De resistir ao tempo e aos demais,<br>E assim, continuo a escrever, em paz.</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://images.unsplash.com/photo-1579017308347-e53e0d2fc5e9?crop=entropy&amp;cs=srgb&amp;fm=jpg&amp;ixid=Mnw3ODI2fDB8MXxzZWFyY2h8MXx8RVNDUkVWRVJ8ZW58MHx8fHwxNjMxODA5ODU4&amp;ixlib=rb-1.2.1&amp;q=85" />
         <pubDate>2021-09-16 16:31:17 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746497594</guid>
      </item>
      <item>
         <title>ESCOLHA</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746504822</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Virar à esquerda ou à direita,<br>Vestir vermelho ou preto,<br>Fugir ou ficar, enfrentar a vida,<br>Vida feita de escolhas,<br>Não viva em bolhas, arrisque-se.</p><p><br/></p><p>Arriscar é escolher, parar também,<br>Cada passo é uma decisão,<br>Entenda que tudo começa e termina,<br>Na corda bamba das escolhas,<br>Onde o destino é traçado, sem ilusão</p>]]></description>
         <enclosure url="https://academiadosaber.zazvendas.com.br/hs-fs/hubfs/escolha-1.png?width=400&amp;name=escolha-1.png" />
         <pubDate>2021-09-16 16:34:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746504822</guid>
      </item>
      <item>
         <title>FELIZ ANO NOVO...</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746519833</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Ano velho com cara de novo,<br>Ano novo com cara de velho,<br>Não é a data, é você que faz,<br>Sua vida é o que importa, nada mais.<br>Novo ou velho, tanto faz.</p><p><br/></p><p>Você é o senhor do seu tempo,<br>O que faz ou deixa de fazer,<br>Ano vem, ano vai, e você?<br>Quem é e para onde vai?<br>Essas respostas o novo ano traz.</p><p><br/></p><p>O verdadeiro novo não está na data,<br>Mas no que você se propõe a ser,<br>Cada escolha, cada passo,<br>Define se o ano será realmente novo,<br>Ou apenas mais um ciclo a refazer.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://static.vecteezy.com/system/resources/previews/000/268/462/non_2x/feliz-ano-novo-lettering-vector.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:41:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746519833</guid>
      </item>
      <item>
         <title>DORES TRANSFORMADORAS </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746537734</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Dores paternas, perdas eternas,<br>Em situações tão diversas,<br>Saudades que não têm sentido,<br>De momentos não vividos.</p><p><br></p><p>Sem entender, nem ser ouvido,<br>Sofri, sofro, sigo a sentir,<br>Dores de amor, que ao murchar,<br>A flor morta fez-me ressurgir.</p><p><br></p><p>Pois há vida na morte caída,<br>Que ao chão traz nutrição,<br>Emoção transformadora,<br>Um bem que nasce da aflição.</p><p><br></p><p>Dor em amor misturado,<br>Sintetizado, confuso e calado,<br>Causam dores que inflamam,<br>Que mortificam, mas trazem mudança.</p><p><br></p><p>Pois sem dor, a borboleta,<br>Não rompe o casulo e não nasce,<br>E assim, na vida, aprendemos,<br>Que a dor é o que nos faz renascer.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
         <enclosure url="http://www.ninha.bio.br/biologia/insetos/borboletas/fases-monarca.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:49:24 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746537734</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Verbos da vida</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746543100</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Transformar, mudar, sentir,<br>Fluir, ir, tirar, ser, ter,<br>Confundir, brilhar, possuir,<br>Sair, voltar, amor viver,<br>Verbos que nos fazem crescer.</p><p><br/></p><p>Amar, ver, morrer, saber,<br>Mimar, ninar, suavizar,<br>Simbolizar, maximizar,<br>Minimizar para entender,<br>O que a vida quer ensinar.</p><p><br/></p><p>Vir, estabelecer, beber, comer,<br>Acordar, dormir, trabalhar,<br>Trazer, levar, doar, agradecer,<br>Verbos que nos fazem lutar,<br>E a cada passo, recomeçar.</p><p><br/></p><p>Humanizar, martirizar, aprender,<br>Cada verbo uma missão,<br>No jogo da vida, ousado ser,<br>Nenhum verbo em vão,<br>Todos juntos, movendo a ação.</p><p><br/></p><p>Verbos juntos ou separados,<br>Cada um em seu lugar,<br>No jogo da vida, traçados,<br>Em cada verbo, um caminhar,<br>Expressos em todos, sem hesitar.</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://static.fnac-static.com/multimedia/Images/PT/NR/bd/5d/53/5463485/1540-1.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:51:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746543100</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CICLO DA VIDA </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746545471</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p><strong>Nasce pequeno, cabe na mão,</strong><br>Bebê traz a essência da gratidão,<br>Amor verdadeiro, desprendido,<br>Marcas da promessa há muito dito.</p><p><br/></p><p>Sem perceber, cresce o bebê,<br>O medo do desconhecido,<br>Passos largos, agora vistos,<br>Desse pequeno, agora homem crescido.</p><p><br/></p><p>Casa se vai, e na roda da vida,<br>Sente o que sentia o pai,<br>Em suas mãos, a gratidão,<br>Renova-se, e ciclos se perpetuam.</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://3.bp.blogspot.com/-pxD8uCLbbdw/VdS0DOLkdcI/AAAAAAAAAeQ/ma_kUHOmMx0/s1600/Ciclo-de-vida.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:52:51 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746545471</guid>
      </item>
      <item>
         <title>SEI OU NADA SEI, NÃO SEI.</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746549477</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Sei que sei, sem saber que um dia soube algo.<br>Sei que sei, sem saber se fui amado.<br>Sei que sei, sem saber se fui respeitado.<br>Sei que sei que nada sei.</p><p><br/></p><p>Avisa ao saber, o que é ser educado,<br>Avisa ao saber que o sentir não pode ser forçado.<br>Avisa ao saber, que na vida nada é dado.<br>Tudo é conquistado, por um saber associado,<br>Ao sentimento agregado, dentro de uma lógica inabitável.</p><p><br/></p><p>Força o saber a sentir o prazer de amar e ser amado,<br>Sem razão, sem lógica, sem a mácula das letras.<br>Apenas o saber sensível evidenciado</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="http://www.sabe.com.br/upload/blog/original/so-sei-que-nada-sei-socrates-22-06-2020-11-29-22-6078.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:54:38 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746549477</guid>
      </item>
      <item>
         <title>FINITUDE</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746552169</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Voa noite!<br>Voa dia!<br>Voa tarde!<br>Tempo, voa!<br>Numa brisa fria!</p><p>Voa orvalho!<br>Voa pássaro!<br>Voa vida!<br>Descansa na morte!<br>Cessa o voo!</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://f4.bcbits.com/img/a0070031064_5.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:55:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746552169</guid>
      </item>
      <item>
         <title>CIDADE</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746553688</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Ruas, avenidas, ruelas, becos.<br>Torres, mansões, pobres e ricos.<br>Mendigo, favela, fome, lamento.<br>Bandido, facção, arma, tormento.</p><p><br/></p><p>Shoppings, senhoras, doutores.<br>Feirantes, motoristas, cobradores.<br>Cafetina, cafetão, vida crua.<br>Dia a dia na insatisfação nua,</p><p><br/></p><p>Ver sem olhar, fingir, desdém.<br>Saber que nada pode mudar,<br>A vida é assim, o que vem?<br>Empatia guardada, sigo a andar.</p><p>Nada muda, se não mudo eu...</p><p><br/></p>]]></description>
         <enclosure url="https://www.travel3.com.br/site/wp-content/uploads/2018/07/df_aerea-latino_a.jpg" />
         <pubDate>2021-09-16 16:56:31 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746553688</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Perdido!?</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746555629</link>
         <description><![CDATA[<p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p><strong>Caminhando sem direção,</strong><br>Segui o homem seu caminho,<br>Perdido, só vê espinhos,<br>Na insensatez e ambição,<br>Sua frieza o calcifica,<br>Tornando-o parte do nada,<br>Outrora luz divina,<br>Agora, sombra, sem morada.</p><p><br></p><p><strong>Pobre, cego e nu,</strong><br>Perdido na fraqueza humana,<br>O amor que um dia viu,<br>Agora, apenas se engana.<br>Quer ser limpo, purificado,<br>Mas como? Não sabe a estrada...<br>Morre e se entrega ao fado,<br>Esperando a última jornada.</p><p><br></p><p><strong>Verbo nasce, a luz se faz,</strong><br>Com marcas de doação,<br>A graça que tudo traz,<br>Mesmo na morte, a redenção.<br>Ressuscita, glorificado,<br>À direita do Pai, intercede,<br>O homem renasce do passado,<br>Grita ao céu, sua prece cede:</p><p><strong>MARANATA!</strong><br><strong>MARANATA!</strong><br><strong>"CRISTO VOLTANDO ESTÁ"</strong></p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/868797650/695c575ae891b413546c1b9fcfc29aeb/ChatGPT_Image_16_de_out__de_2025__12_20_26.png" />
         <pubDate>2021-09-16 16:57:23 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/1746555629</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Cordel da Vida de Jesus</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3089235136</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O Cordel da Vida de Jesus</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>No sertão do Nordeste, eu conto a história<br>De Jesus, o Salvador, com toda a memória<br>Das dores que Ele sofreu, e também as nossas<br>Comparadas em versos, com fé e esperanças prosa<br>Na seca e na cruz, o sofrimento é imenso<br>Mas o de Cristo é maior, profundo e intenso.</p><p><br/></p><p>Lá no sertão quente, o nordestino sofre<br>Com a seca ardente, a vida se esconde<br>Mas o sofrimento de Cristo, é bem mais profundo<br>Em sua jornada, carregou o mundo<br>No deserto da dor, onde o sol é cruel<br>Ele andou calado, como o Sertão em véu.</p><p><br/></p><p>No chão da roça, a tristeza é ingrata<br>Quando a colheita falha, a esperança se mata<br>Mas Cristo no Calvário, enfrentou sem fim<br>A dor de todos nós, do início ao fim<br>O sofrimento nordestino é árido e cruel<br>Mas o de Jesus é eterno, mais profundo que o céu.</p><p><br/></p><p>Na miséria do sertão, a vida é penosa<br>A cada passo, a luta é dolorosa<br>Mas na cruz de Cristo, o peso é maior<br>Cada gota de sangue é um clamor de amor<br>Comparando a dor, a de Jesus se estende<br>Como a seca no sertão, mas nunca se rende.</p><p><br/></p><p>Quando a fome aperta, a barriga reclama<br>O nordestino resiste, a vida se inflama<br>Mas na cruz, Jesus enfrentou a maior dor<br>A fome de justiça, um clamor de amor<br>As chagas d'Ele são mais graves que as nossas<br>Como o sol do Sertão, que tudo devora e amassa.</p><p><br/></p><p>No calor do sertão, o suor é constante<br>Mas a dor de Cristo é mais desafiante<br>Com espinhos na cabeça, carregou o peso<br>Das nossas dores, no sacrifício inteiro<br>Ele nos amou, com dor e sacrifício<br>Muito maior que qualquer sofrimento fictício.</p><p><br/></p><p>Nas lágrimas do nordestino, há um lamento<br>Mas as lágrimas de Jesus, são um tormento<br>No Gólgota, Ele chorou por toda a criação<br>Com dor sem igual, na sua crucifixão<br>E a dor do nordestino é difícil de explicar<br>Mas a de Cristo é maior, não dá pra comparar.</p><p><br/></p><p>No campo ressecado, a vida é dura e crua<br>Mas o amor de Cristo, é mais que a rua<br>Ele deu a sua vida, por nós, seus filhos<br>E as dores do sertão, são só pequenos trilhos<br>Comparados com o sacrifício, que Ele enfrentou<br>Na cruz, um amor tão grande que nunca se apagou.</p><p><br/></p><p>Na seca do Sertão, há lamento e pranto<br>Mas a dor de Cristo é um eterno canto<br>O nordestino luta, enfrenta a seca sem fim<br>Mas Jesus carregou a cruz, e o mundo em si<br>O sofrimento é grande, mas o de Cristo é maior</p><p><br>Como o céu imenso, que nunca tem temor.</p><p>Assim eu concluo, com um cordel de amor<br>A dor do nordestino, é grande, mas a de Cristo é de dor<br>No sertão a vida é um desafio a enfrentar<br>Mas o sacrifício de Jesus, é o que nos faz acreditar<br>Que o amor d’Ele é maior que toda a dor<br>E seu sofrimento é um eterno clamor.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://pixabay.com/get/g0924b2f497f9402028530f4324249f15208f3b3ec228f75f83a167aa22f180362edd092336dc9f09639f61d72248f2f2.jpg" />
         <pubDate>2024-08-26 23:40:07 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3089235136</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Memórias Vivas </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3356002338</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>MEMÓRIAS VIVAS</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Na  jornada como professor, me tornei o reflexo do que vivi como aluno de diversos mestres. De todos, guardo boas lembranças, mas a mais singela é da Tia Janacira. Ela era uma mulher de traço maternal pleno, cuja empatia a tornava única. Sabe a professora Helena, de <em>Carrossel</em>? Pois é, eu a conheci e estudei com ela.</p><p>Tia Jana trabalhava com cada aluno individualmente, sempre buscando a melhor forma de ajudá-los a aprender a ler e escrever. Naquela época, eu estudava o antigo ABC, um ano inteiramente dedicado à alfabetização. Foi o melhor ano da minha vida! Guardo essa memória com carinho no coração. O mais bonito é que passei a vida sendo impactado por aquele olhar empático.</p><p>Sempre que encontrava um aluno com dificuldades, buscava me comunicar para compreender sua história, traçando uma espécie de anamnese para entender o que se passava com ele. Tive professores duros, alguns que me trataram muito mal, mas sempre procurei enxergar nesses desafios uma oportunidade de crescimento. A escola sempre foi minha segunda casa, e meu olhar para ela sempre foi de muito amor.</p><p>É preciso compreender que a vida é a soma de todos os momentos, dos bons e dos ruins. Como professores, temos em nossas mãos o poder de transformar experiências em pontes para o sucesso futuro. Somos agentes mediadores da transformação.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://live.staticflickr.com/121/253646322_0fbbd5b41b_b.jpg" />
         <pubDate>2025-03-07 14:10:08 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3356002338</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Descolonização dos Conhecimentos</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3356010686</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Descolonizar o Saber</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> <br><em>(inspirado em Grada Kilomba)</em></p><p>O saber não nasce em torre,<br>nem se impõe por um altar.<br>Ele pulsa em muitas formas,<br>tem mil jeitos de se dar.</p><p><br/></p><p>Foi um livro, virou cena,<br>palco vivo a questionar:<br>quem decide o que é ciência,<br>quem se atreve a nomear?</p><p>Nos ensinaram caminhos retos,<br>rígidos, frios, verticais.</p><p><br>Mestre, doutor, especialista —<br>degraus que não voltam jamais.</p><p>Mas há saber que se curva,<br>que dança, gira, escuta,<br>que não nega a arte e o corpo,<br>nem silencia a luta.</p><p><br/></p><p>A academia se fecha,<br>dita o centro da razão.<br>Mas há mundos na quebrada,<br>há doutores no morro, no chão.</p><p>Não é falo que aponta ao céu<br>a única direção.</p><p><br>Há saber feito de roda,<br>feito canto, feito mão.</p><p>Kilomba nos lembra: saber<br>é também atravessar,<br>caminhar entre disciplinas,<br>recolher, costurar.</p><p><br/></p><p>E na arte há um chamado,<br>território ancestral:<br>descolonizar o mundo,<br>descolonizar o ideal.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://afrolis.pt/wp-content/uploads/2023/08/image-from-rawpixel-id-4051301hhjpeg-1024x680.jpg" />
         <pubDate>2025-03-07 14:16:26 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3356010686</guid>
      </item>
      <item>
         <title>História Infantil </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3380251391</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Um Dia Inesquecível na Floresta</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em></p><p>No fim de semana, a turma animada,<br>Fez excursão pela floresta encantada.<br>A caminhada foi longa e cansativa,<br>Mas a natureza tornou tudo agradável e viva.</p><p><br/></p><p>O guia mostrou plantas, animais em ação,<br>Explicou suas características com paixão.<br>Vimos pássaros de cores a brilhar,<br>E árvores altas, a paisagem a encantar.</p><p>Pequenos mamíferos, tão delicados,<br>Nos ensinaram sobre ecossistemas integrados.</p><p><br>Preservação ambiental, um valor a aprender,<br>Cada ser vivo tem seu papel a exercer.</p><p>Durante o passeio, paradas para descansar,<br>Fotos e paisagens, momentos a aproveitar.</p><p><br>Detalhes da floresta, em silêncio observar,<br>A beleza da vida, em cada olhar.</p><p>Ao final do dia, com a experiência no coração,<br>Felizes e ansiosos pela próxima missão.<br>Comentamos o que aprendemos, o que vimos,<br>Um dia inesquecível, que nunca esquecemos.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-03-24 23:25:02 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3380251391</guid>
      </item>
      <item>
         <title>História Infantil</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3380287971</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Uma Vida de Aventuras</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em></p><p>Renato era um ratinho muito curioso. Nasceu numa tarde chuvosa e era muito amado por sua mamãe e seu papai. Ele tinha dois irmãos, Síria e Nabuco, que eram quietinhos e obedeciam a todas as ordens dos pais. Renato, porém, mesmo sendo pequenino, gostava de se aventurar.</p><p>Todos os fins de tarde, quando o gato Lino dormia, Renato saia para desbravar o mundo. Adorava comer uma fatia de queijo gorgonzola que caíra no chão e ficava encantado com as cores que se refletiam no papel de parede da sala de estar. As luzes da "caixa mágica" cheia de humanos presos dentro o deixavam fascinado.</p><p>Ele sempre retornava muito tarde e, às vezes, precisava dar uma longa volta, pois o gato Lino já havia acordado. Ao chegar em casa, Renato mal podia esperar para contar tudo o que vira para seus irmãos. Sempre terminava dizendo:<br>— Vamos comigo amanhã!</p><p>Certo dia, Renato saiu um pouco mais cedo. O tempo estava estranho: muita chuva e muito sol ao mesmo tempo. De repente, ele viu um lindo arco-íris se formando. Ficou tão maravilhado que nem percebeu o tempo passar. Estava paralisado, contemplando as cores, quando ouviu um miado ameaçador. O gato Lino se aproximava!</p><p>Renato correu o mais rápido que podia. Seu pai, que observava tudo de longe, viu o perigo que seu amado filho corria e correu para ajudar. Por pouco os dois não perderam a vida. Em um salto desesperado, o papai de Renato o resgatou das garras do gato, que quase o abocanhou. Eles caíram em um buraco e conseguiram se salvar.</p><p>De volta para casa, o pai de Renato lhe deu uma bronca séria e explicou:<br>— Meu filho, eu e sua mamãe não deixamos vocês saírem sozinhos por medo dos perigos do mundo lá fora. Você precisa ter muito cuidado!</p><p>Renato entendeu que não podia sair sem o consentimento dos pais. Como castigo, ficou uma semana sem sobremesa. Apesar disso, aprendeu uma lição importante: a liberdade de explorar o mundo deve sempre andar de mãos dadas com a responsabilidade e o cuidado.</p><p>E, mesmo com seu espírito aventureiro, Renato nunca mais esqueceu disso.</p>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2025-03-24 23:59:56 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3380287971</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Cela </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3481620036</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Cela</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em></p><p>Eternamente numa cela,<br>percebo, observando, que mesmo livre<br>vivemos no cárcere social.<br>Um jeito definido de andar,<br>falar, amar, se entregar.</p><p><br/></p><p>Vidas cruzadas, encarceradas,<br>vivendo um crime não cometido:<br>o de ser quem é.<br>Subnutrido, cheio de deficiências,<br>preso a convenções,<br>máscaras da sobrevivência,<br>luta em ser quem não é.</p><p><br/></p><p>Aparência, aparência... aparecia.<br>Homens e mulheres sofrem<br>numa crise caótica de identidade.<br>Liberta-se como?</p><p>Entre lamentos escondidos,<br>corações putrefatos.<br>Os dias passam, os anos passam, a vida passa.</p><p><br>Passado, passado, passado...</p><p>Observo esse ser engessado.<br>Engessado, engessado, engessado.<br>Encarcerado, encarcerado...</p><p>A porta de saída não existe.<br>Selado eternamente<br>na cela da prisão chamada <strong>EU</strong>.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://operamundi.uol.com.br/wp-content/uploads/2024/04/prisional.jpeg" />
         <pubDate>2025-06-06 17:31:28 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3481620036</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Sempre e Para Sempre </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3481628751</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>Sempre e Para Sempre</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em><br><em>(inspirado na série “Os Originais”)</em></p><p>Ao refletir o cerne dessa saga vampiresca,<br>percebo:<br>ser “sempre e para sempre” vai além<br>do plasma fantasmagórico de quem já se foi.</p><p><br></p><p>Um amor real — cheio de defeitos,<br>puro e mal.<br>E na vida real… seria diferente?</p><p>Ama-se matando,<br>ama-se batendo,<br>ama-se apropriando do corpo que não é seu.</p><p><br>Que amor eterno pode florescer<br>de quem nem a si mesmo consegue amar?</p><p>Doação inconsequente,<br>sem saber ser coerente,<br>vibra em sua frequência,<br>não na do outro.</p><p><br></p><p>Na verdade,<br>o “pra sempre” sempre acaba —<br>como cantou Cássia Eller.</p><p>“Sempre e para sempre”<br>é complexidade vivida no arco da existência.<br>E o que resta?<br>Celebrar.</p><p><br></p><p>Enquanto houver vida,<br>que o fraterno,<br>o paternal,<br>o maternal<br>e o amoroso<br>não sejam lenda nem maldição,<br>mas presença.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://get.pxhere.com/photo/love-heart-red-symbol-romance-romantic-partner-friendship-together-wedding-thank-you-forever-affection-happy-relationship-postcard-valentine-luck-herzchen-tender-greeting-greeting-card-connected-feelings-tenderness-valentine&#39;s-day-loyalty-eternal-love-still-life-photography-computer-wallpaper-pledge-of-allegiance-eternal-loyalty-always-your-1372299.jpg" />
         <pubDate>2025-06-06 17:48:25 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3481628751</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Sempre que Sempre Acaba</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3540525155</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O Sempre que Sempre Acaba</strong><br><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em></p><p><br></p><p>A observação reflexiva sobre o fim da vida<br>traz uma triste realidade que precisa ser dita.</p><p><br></p><p>Pequeno, indefeso, o vigor palpita,<br>pois uma longa jornada ainda se inicia.<br>Jovem, na inconsequência,<br>acha que a morte não faz parte de sua existência.</p><p><br></p><p>Tudo é para sempre,<br>“sem saber que o sempre, sempre acaba”,<br>como diz o poeta.</p><p><br></p><p>Todos ali — família que vivifica —<br>um dia, de repente,<br>aquele que não era finito<br>se torna a ilusão que acaba.</p><p><br></p><p>Percebe-se então:<br>se ele não é mais, também não sou.<br>Olha que agonia!</p><p>Deixou-se uma dinastia,<br>pessoas vindas de ti com empatia,<br>capazes de mudar ao redor,<br>trazendo harmonia.</p><p><br></p><p>A sequência da vida, tantas vezes burlada,<br>quando pais enterram seus filhos...<br>Tudo fica escuro como na madrugada,<br>essa que será eterna,<br>onde a luz da alvorada<br>nunca será por ele vista.</p><p>O viço se acaba.</p><p><br>Está desolada<br>a mãe de entranhas rasgadas<br>pela triste finitude impostada.</p><p>Como seguir na subjetividade,<br>sem saber quando e quem deixaremos<br>na saga de pertencer<br>à finita humanidade?</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/4212377043/97863a54fe4d842e4a599fa265483307/ChatGPT_Image_11_de_ago__de_2025__12_09_35.png" />
         <pubDate>2025-08-11 15:11:11 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3540525155</guid>
      </item>
      <item>
         <title>As Mãos de Mainha </title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3632171812</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>As Mãos de Mainha</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em> </p><p>Ele sempre se sentia seguro quando estava nas mãos de mainha.<br>Daquele toque nascia uma força que o mundo não podia explicar — delas emergiam leveza, coragem, fé e liberdade. Desde bebê, ele lembrava. Tinha uma memória rara, quase sagrada, capaz de alcançar lembranças que gente comum jamais guardaria.</p><p>E em todas elas — sem exceção — lá estavam as mãos de mainha.<br>Mãos que o guiavam ao atravessar a rua, que o acariciavam quando o sono vinha pesado, que o protegiam do medo e das incertezas da vida.</p><p>O menino cresceu, mas nunca se distraiu com o tempo.<br>Seu olhar, mesmo homem feito, ainda buscava as mãos de mainha.<br>Sabia o quanto elas sentiam — mãos marcadas pela lida, calejadas pelo trabalho e pelas dores que a vida insistia em deixar. Mãos empoderadas, quebradas, feridas… mas sempre dispostas ao acolhimento.<br>Mãos que sabiam curar sem remédio, consolar sem palavras, ensinar sem exigir.</p><p>Agora, já distante, o homem ainda carrega nelas o seu porto seguro.<br>Todas as noites, antes de dormir, ele se lembra do gesto simples e sagrado: a bênça de mainha.<br>Sente o calor invisível que atravessa o tempo e a distância — o mesmo poder que o fez crescer e seguir de pé.</p><p>Porque ele sabe: nada pode destruí-lo enquanto existir a força das mãos que o abençoaram.<br>Essas mãos divinas, de mulher amada, são sua oração viva —<br>o abraço que o protege, mesmo quando o mundo parece ruir.</p><p>Sob os cuidados das mãos de mainha, ele adormece tranquilo.<br>E, em sonho, volta a ser menino outra vez. </p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/868797650/993e34478cdcd3af35e7e73d1c10ce90/ChatGPT_Image_14_de_out__de_2025__20_27_59.png" />
         <pubDate>2025-10-14 17:45:50 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3632171812</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O Amor Atrás dos Muros</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3632497120</link>
         <description><![CDATA[<p><strong>O Amor Atrás dos Muros</strong></p><p><em>Autor: Ismael Teles Barreto</em></p><p>Era mais um dia de trabalho. O professor seguia seu trajeto costumeiro até um lugar que, para muitos, seria impensável frequentar — o presídio.<br>Um ambiente pesado, de portas de ferro, olhares desconfiados e silêncios densos.<br>Mas para ele, aquele espaço já não causava estranhamento. Era ali que ensinava, escutava histórias e tentava, entre uma aula e outra, semear esperança onde quase ninguém acreditava que algo pudesse brotar.</p><p>Chegou por volta das onze. Passou pelos detectores, cumprimentou os agentes, caminhou com a serenidade de quem já conhece os caminhos estreitos da rotina.<br>Sob a sombra generosa de uma árvore no pátio, encontrou os colegas. Sentou-se no banco, e entre risos e causos, o peso do ambiente parecia se dissolver por instantes.</p><p>Mas o riso cessou quando, ao longe, o olhar do professor pousou sobre uma mulher.<br>Ela estava parada, imóvel, com os olhos marejados e o rosto marcado pelo tempo. Havia nela um cansaço profundo — daqueles que não vêm do corpo, mas da alma.<br>O professor percebeu de imediato: era uma mãe.<br>Talvez estivesse ali para ver o filho, talvez apenas esperasse uma notícia.<br>Mas a dor que carregava nos olhos falava mais do que qualquer palavra poderia traduzir.</p><p>Uma pergunta então se impôs no pensamento dele, como um eco insistente:<br>— Como um filho pode causar tamanha dor a uma mãe?</p><p>Vieram-lhe à mente imagens imaginadas — noites sem sono, preces sussurradas, lágrimas escondidas no travesseiro.<br>E, de repente, lembrou-se da frase de Conceição Evaristo, em <em>Olhos d’Água</em>:</p><blockquote><p>“De que cor eram os olhos da minha mãe?”</p></blockquote><p>Será que aquele filho também se perguntava o mesmo?<br>Será que lembrava da cor dos olhos que o viram nascer?<br>Ou teria esquecido o amor que o embalou antes do erro, antes da queda?</p><p>Tantas dúvidas o invadiram… e apenas uma certeza se manteve firme em seu peito:<br>quando tudo se perde — a liberdade, a confiança, os sonhos — o amor de mãe permanece.<br>Mesmo ferido, mesmo cansado, ele fica.</p><p>O professor respirou fundo, levantou-se e seguiu para a sala.<br>Lá dentro, entre grades e olhares duros, decidiu que falaria sobre esperança.<br>Porque talvez, em algum coração, ainda pulsasse a lembrança das mãos que um dia abençoaram — e que, mesmo de longe, continuam a proteger.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/868797650/49e2dec684058ddebef42b793ef7c179/O_Olhar_Atrav_s_das_Grades.png" />
         <pubDate>2025-10-14 23:18:47 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3632497120</guid>
      </item>
      <item>
         <title>O abraço que não veio</title>
         <author>isalbt</author>
         <link>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3784145564</link>
         <description><![CDATA[<p><br></p><p>Quando eu era criança, nas férias escolares  entrava na pousada esperando o abraço do meu pai. Não era um pedido, era um hábito imaginado. Eu estava chegando nas minhas sonhadas férias escolares, aqueles dias longos, do tempo que parecia não acabar, e ficava ali, parado, como quem espera um sinal. Às vezes, bastava um gesto. Mas ele quase nunca vinha.</p><p>Naquele tempo eu não sabia dar nome às coisas. Eu só olhava. Olhava de novo. Olhava mais um pouco, tentando encontrar no rosto dele aquilo que eu sentia falta. O olhar de amor. O gesto simples. O abraço que diz tô aqui. Mas não existia. Ou existia de um jeito que eu ainda não sabia entender.</p><p>Eu não percebia que era um sonho. Criança não sabe que sonha — acredita. E acreditar dói mais quando o tempo passa.</p><p>Hoje, já adulto, faz mais de trinta anos que entendi. Não foi de uma vez. Foi em lágrimas que não eram minhas. Em conversas atravessadas. Em silêncios longos demais. Percebi o quanto um abraço teria mudado coisas em mim. Talvez me deixasse mais forte emocionalmente. Talvez me desse um chão. Talvez não mudasse nada — mas teria existido.</p><p>Essa falta sempre falou em saudade. Uma saudade do que nunca se teve por inteiro. Saudade de poder. De poder ser criança sem precisar ser forte. De poder descansar no corpo do pai por alguns segundos.</p><p>Outro dia, olhei uma foto antiga. Dias de férias. A casa dos meus avós. Não era só uma casa. Era pousada, era abrigo, era acolhimento. Ali, um minuto bastava. Não precisava falar. Tudo entendia a gente. Era ali que o afeto morava fácil, sem esforço.</p><p>Com o pai, não. Com ele, o amor parecia sempre ocupado.</p><p>Hoje eu sei: a infância passa, mas não leva tudo. Algumas ausências ficam. Mesmo quando a gente cresce, mesmo quando entende, mesmo quando perdoa.</p><p>Porque há faltas que viram memória.</p><p>E há memórias que continuam pedindo um abraço que nunca chegou.</p>]]></description>
         <enclosure url="https://padlet-uploads-usc1.storage.googleapis.com/868797650/5e9a19d5c71101a86c43eafacfddb365/ChatGPT_Image_9_de_fev__de_2026__22_00_05.png" />
         <pubDate>2026-02-10 01:00:42 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/isalbt/stfm2vbxh8ydnne5/wish/3784145564</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
