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      <title>Unidade de Tratamento de Queimaduras by LARA LUIZA SOUSA</title>
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      <description>Dia a Dia na Unidade de Tratamento de Queimaduras no 14°andar do Hospital São Paulo </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2025-08-01 13:13:23 UTC</pubDate>
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         <title>Unidade de Tratamento de Queimaduras</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Ao iniciar meu estágio na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital São Paulo, tive a oportunidade de conhecer de perto uma estrutura altamente especializada e referência no atendimento a vítimas de queimaduras. </p><p><br/></p><p>A unidade está localizada no 14º andar do hospital e é voltada ao cuidado de pacientes que chegam diretamente do local do acidente, trazidos pelo pronto-socorro, ou transferidos de outros hospitais, tanto da capital quanto da Grande São Paulo e até mesmo de outras regiões do estado.</p><p><br/></p><p>Logo nos primeiros dias, me chamou atenção o quanto a UTQ está integrada ao ambiente acadêmico, pois a unidade faz parte da Disciplina de Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) e é coordenada por professores que atuam não apenas na assistência, mas também no ensino e na pesquisa. Isso ficou muito claro ao perceber a presença constante de residentes da medicina, enfermagem e fisioterapia tanto quanto dos preceptores e estudantes de diferentes áreas circulando pela unidade, sempre com foco no aprendizado e na qualificação do cuidado.</p><p><br/></p><p>Além disso, a UTQ é a primeira da América Latina a oferecer um Programa de Residência Médica na área de atendimento ao paciente queimado, iniciado em 2014, voltado a cirurgiões plásticos.  Durante o estágio, pude perceber como esse ambiente rico em formação contribui diretamente para a qualidade do atendimento prestado aos pacientes.</p><p><br/></p><p>A assistência ambulatorial também é um ponto importante, pois os pacientes que não precisam de internação são atendidos no ambulatório localizado no quinto andar do Hospital Universitário 2, onde também ocorre o acompanhamento dos que já receberam alta da internação hospitalar e é nesse espaço que conseguimos ver a continuidade do cuidado e a importância do vínculo entre equipe e paciente ao longo do processo de recuperação.</p><p><br/></p><p>Estar na UTQ tem sido uma experiência única, tanto pela complexidade dos casos que acompanho, quanto pelo nível de dedicação e profissionalismo da equipe multiprofissional. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:10:30 UTC</pubDate>
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         <title>Dinâmica dos Enfermeiros</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Atualmente, a unidade conta com seis enfermeiros, distribuídos entre os turnos da manhã, tarde e noite — dois por período. No entanto, no dia a dia, apenas um enfermeiro fica presencialmente na unidade por turno, já que os profissionais se revezam conforme escalas de folga, férias e outros afastamentos. É importante destacar que há enfermeiros contratados via CLT e outros que são servidores públicos, o que também interfere na quantidade de folgas a que cada um tem direito, exigindo uma organização ainda mais cuidadosa das escalas.</p><p>Acompanhei mais de perto a rotina do enfermeiro do turno da manhã e pude observar o quanto seu trabalho exige atenção a detalhes e uma visão ampla da unidade como um todo. O início do turno é marcado por diversas conferências, incluindo o carrinho de emergência, os medicamentos psicotrópicos, as geladeiras onde são armazenadas as peles para enxertos, as medicações da UTI, do centro cirúrgico e também o glicosímetro. Essas checagens são fundamentais para garantir segurança, controle de estoque e evitar intercorrências.</p><p>Além disso, o enfermeiro da manhã organiza e solicita os materiais necessários para os procedimentos do centro cirúrgico e para os banhos dos pacientes. Dentre esses materiais estão pinças e tesouras, que precisam ser devidamente lavadas e devolvidas todos os dias ao Centro de Esterilização (CDE). Para garantir a rastreabilidade desses instrumentos e evitar perdas ou falhas no processo, há dois cadernos de controle: um para os materiais cirúrgicos enviados ao CDE e outro exclusivo para o envio e retorno das tesouras.</p><p>Após a etapa de conferência e organização, o enfermeiro realiza a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), define a escala dos técnicos de enfermagem para os banhos e acompanha a execução das atividades, participando ativamente dos cuidados, realizando evoluções, coletas e procedimentos privativos da profissão. A gestão da assistência também envolve o preenchimento de instrumentos importantes, como o censo de pacientes e a aplicação da escala de Fugulin, que contribui para classificar a gravidade dos pacientes e dimensionar adequadamente a equipe de enfermagem.</p><p>Vivenciar essa rotina tem me feito enxergar de forma mais profunda o papel do enfermeiro como elo entre a gestão e a assistência. A organização, o senso de responsabilidade e a capacidade de tomar decisões rápidas diante de situações complexas são habilidades que admiro e que me inspiram como futura profissional.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:11:14 UTC</pubDate>
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         <title>UTI</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante o  estágio na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital São Paulo, tive a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinada aos pacientes queimados em estado mais grave.</p><p><br/></p><p> A UTI conta com quatro leitos, todos equipados com ventiladores mecânicos, garantindo suporte respiratório adequado conforme a gravidade dos casos.</p><p><br/></p><p>Uma característica que me chamou atenção foi a localização estratégica do posto de enfermagem, situado bem ao centro da unidade, permitindo ampla visibilidade de todos os leitos, pois essa disposição facilita o monitoramento contínuo dos pacientes e uma resposta mais ágil da equipe diante de qualquer alteração no quadro clínico.</p><p><br/></p><p>A estrutura da UTI é funcional e bem organizada. Os pacientes compartilham um banheiro externo, e há um espaço específico para armazenamento de soluções, roupas de cama e materiais inalatórios, também há um expurgo, essencial para o descarte seguro de resíduos e materiais contaminados.</p><p><br/></p><p>Outro ambiente importante é a sala de depósito, onde ficam guardados os equipamentos de fisioterapia, itens de higiene pessoal fornecidos aos pacientes e alguns equipamentos eletrônicos que não estão em uso no momento. Essa organização contribui para a rotina da equipe e para a manutenção da segurança e da limpeza do ambiente.</p><p><br/></p><p>No que diz respeito aos medicamentos, a unidade possui um armário dedicado aos materiais de curativos e outro com os medicamentos de uso geral. Também há uma geladeira para armazenamento de medicações termolábeis e um carrinho de parada sempre pronto para situações de emergência.</p><p><br/></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:12:11 UTC</pubDate>
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         <title>Centro Cirúrgico</title>
         <author>laraluiza24</author>
         <link>https://padlet.com/laraluiza24/spfjvyzqehvt4nlz/wish/3534437291</link>
         <description><![CDATA[<p>O centro cirúrgico da UTQ é composto por uma única sala cirúrgica, mas bem equipada e funcional. Antes de entrar, passamos por uma antessala destinada à higienização das mãos, logo ao lado, há uma sala exclusiva para armazenar os materiais específicos utilizados nas cirurgias, como instrumentais cirúrgicos, gazes, compressas, campos estéreis e outros insumos essenciais.</p><p><br/></p><p>Dentro dessa sala de materiais, há ainda uma geladeira onde são armazenadas as peles retiradas durante os procedimentos — um detalhe que me chamou bastante atenção, pois reforça o cuidado com o reaproveitamento e o preparo para enxertos, também há uma estufa usada para aquecer soro fisiológico, que será utilizado nos banhos dos pacientes durante o intraoperatório, o que é fundamental considerando a alta perda de calor corporal provocada pelas áreas extensas de queimadura.</p><p><br/></p><p>As cirurgias da UTQ geralmente ocorrem às segundas e quartas-feiras e a equipe cirúrgica costuma ser composta por um preceptor (que também coordena o procedimento), dois residentes — um da cirurgia geral e outro da cirurgia plástica —, além do anestesista, da circulante de sala e da enfermeira da unidade, que pode acompanhar parte do procedimento. Em casos mais complexos, o médico plantonista também pode ser acionado para auxiliar.</p><p><br/></p><p>Um aspecto que achei bastante enriquecedor na minha vivência é o momento anterior ao início das cirurgias, quando o preceptor costuma reunir a equipe para discutir os casos do dia, essa prática, além de favorecer o aprendizado, contribui para que todos estejam alinhados quanto à conduta, objetivos e possíveis intercorrências durante o procedimento.</p><p><br/></p><p>Outro ponto que difere do centro cirúrgico geral do hospital é a ausência de uma sala de recuperação pós-anestésica (RPA), pois s pacientes permanecem na própria sala cirúrgica até apresentarem condições seguras para serem transferidos de volta aos seus quartos.</p><p><br/></p><p>Vivenciar o dia a dia do centro cirúrgico da UTQ tem sido uma experiência extremamente formativa, pois além de observar os procedimentos técnicos, é possível perceber a integração entre as diferentes áreas — enfermagem, cirurgia, anestesia e fisioterapia — em prol de um cuidado centrado no paciente e adaptado às particularidades do trauma por queimadura</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:12:26 UTC</pubDate>
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         <title>Enfermaria</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>A enfermaria é composta por três quartos, cada um com dois leitos e banheiro individual, o que proporciona mais conforto e privacidade aos pacientes, a disposição física da unidade favorece a organização e o fluxo do cuidado, permitindo que as equipes circulem de maneira eficiente entre os quartos e as áreas de suporte.</p><p><br/></p><p>No centro da enfermaria está localizado o posto de enfermagem, de onde é possível visualizar e acessar facilmente todos os quartos, essa posição estratégica contribui para o monitoramento constante dos pacientes e permite respostas rápidas da equipe diante de qualquer necessidade, também há armários destinados ao armazenamento de materiais, soluções e roupas de cama, garantindo praticidade no dia a dia.</p><p><br/></p><p>Além disso, a enfermaria conta com uma copa, utilizada para apoio na alimentação dos pacientes, uma sala de admissão — onde os pacientes são recebidos e avaliados inicialmente —, e um posto médico voltado à realização de prescrições. Há ainda um conforto médico e um vestiário, utilizados pelos profissionais durante os plantões.</p><p>Outros ambientes de apoio importantes incluem o expurgo, onde é feito o descarte adequado de materiais contaminados, e uma sala de materiais de limpeza, de uso exclusivo da equipe da higienização. A boa organização desses espaços é essencial para manter a segurança, a limpeza e o controle de infecções dentro da unidade.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:12:48 UTC</pubDate>
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         <title>Banhos e Curativos</title>
         <author>laraluiza24</author>
         <link>https://padlet.com/laraluiza24/spfjvyzqehvt4nlz/wish/3534437453</link>
         <description><![CDATA[<p>Dentre as atividades que acompanho durante o estágio na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital São Paulo, os banhos e curativos realizados nos pacientes internados na UTI são, sem dúvida, os momentos mais intensos e tecnicamente exigentes. </p><p>Trata-se de um processo complexo, minucioso e que pode levar cerca de duas horas, especialmente nos casos de grandes queimados, tudo começa com os técnicos de enfermagem “montando a cama” que será utilizada pelo paciente após o banho. Esse preparo é feito sobre um leito vazio, onde são dispostas, em ordem, duas camadas de lençol  e uma camada de campo estéril. Essas camadas são dobradas de maneira estratégica para facilitar o desdobramento no momento certo, durante o banho ou curativo, de forma a manter a técnica estéril e agilizar o procedimento.</p><p><br/></p><p>Os curativos, por sua vez, são feitos com técnica estéril rigorosa. Os profissionais que os realizam vestem roupas cirúrgicas (opas), luvas estéreis e utilizam instrumentos como pinças e tesouras esterilizadas. A primeira etapa envolve a limpeza cuidadosa das áreas de pele não aderida ou com crostas soltas, removendo os tecidos desvitalizados com bastante cautela. Em seguida, os curativos são aplicados de acordo com o estágio de cicatrização das lesões.</p><p><br/></p><p>Nas áreas que ainda não iniciaram o processo de epitelização, é aplicado rayon embebido em colagenase, um produto enzimático que auxilia na remoção de tecidos mortos e promove um ambiente favorável à regeneração, já nas áreas que estão epitelizando, é utilizado AGE ([óleo de girassol), que ajuda na hidratação e na regeneração da pele, nos enxertos recentes, são aplicadas ataduras com o objetivo de garantir uma compressão adequada para que o enxerto se fixe corretamente à pele receptora.</p><p>Mas o cuidado vai além dos curativos. Durante o banho completo, também são realizados cuidados com a higiene oral, troca do cadarço do tubo orotraqueal ou da cânula de traqueostomia (quando presentes), aplicação de colírios e a mobilização do paciente conforme a necessidade. Isso porque, além da limpeza corporal, esse momento também é utilizado para prevenir complicações, manter a integridade das mucosas e garantir o conforto do paciente.</p><p>Um detalhe que me chamou atenção é a quantidade de camadas de lençois l utilizadas nos leitos, devido à grande quantidade de secreções que os pacientes costumam expelir ao longo do dia. </p><p><br/></p><p>Após o banho, os lençóis sujos são retirados e os novos cuidadosamente posicionados. Por fim, é realizada a limpeza completa dos mobiliários do leito, reforçando o compromisso com a segurança e a prevenção de infecções.</p><p>Participar e observar esse processo me fez compreender a dimensão técnica, física e emocional envolvida no cuidado de grandes queimados. A dedicação da equipe, o preparo e a sensibilidade com que cada passo é executado me inspiram e reforçam o quanto a enfermagem é essencial em todas as etapas da recuperação desses pacientes.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:13:06 UTC</pubDate>
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         <title>O trauma elétrico</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Durante meu estágio, tive contato com um paciente vítima de trauma elétrico, internado na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital São Paulo. A complexidade das lesões, a necessidade de cuidados intensivos e os impactos funcionais evidenciaram a gravidade desse tipo de ocorrência. Para melhor compreensão do perfil desses pacientes e das particularidades clínicas envolvidas, busquei respaldo em um estudo epidemiológico realizado no Hospital Municipal do Tatuapé, unidade referência no atendimento a queimaduras na cidade de São Paulo.</p><p>O levantamento, que analisou cinco anos de internações por trauma elétrico, evidenciou que, embora esse tipo de trauma represente apenas 9,45% das causas de internação por queimadura, seus desfechos são frequentemente graves. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (95%) e com idade entre 19 e 50 anos, faixa etária economicamente ativa. A principal circunstância dos acidentes foi o ambiente de trabalho, especialmente na construção civil (64%).</p><p>Ainda segundo o estudo, a forma mais comum de trauma elétrico foi por passagem de corrente (64%), seguida por "flash burn" (28%) e mecanismo misto (16%). Apesar de 60% dos pacientes apresentarem menos de 10% de superfície corpórea queimada (SCQ), 70% tinham queimaduras de terceiro grau, principalmente em membros superiores (71%), o que muitas vezes exigiu intervenções como debridamentos, enxertias e até amputações. Foram registrados 63 debridamentos, 58 enxertias, 19 amputações e internações em UTI em 41% dos casos.</p><p>Esses dados reforçam a necessidade de atuação preventiva no contexto ocupacional e evidenciam o alto custo físico, emocional e econômico decorrente dos acidentes com eletricidade. A vivência com esse tipo de paciente em campo possibilitou aplicar esse conhecimento teórico à prática assistencial, contribuindo para uma formação mais crítica e integrada.</p><p><br/></p><p>Link para o artigo: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="http://www.rbqueimaduras.com.br/details/13/pt-BR/trauma-eletrico--analise-de-5-anos">http://www.rbqueimaduras.com.br/details/13/pt-BR/trauma-eletrico--analise-de-5-anos</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:13:20 UTC</pubDate>
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         <title>Supervisão de Enfermagem</title>
         <author>laraluiza24</author>
         <link>https://padlet.com/laraluiza24/spfjvyzqehvt4nlz/wish/3534437648</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante o estágio na UTQ, tive também a oportunidade de acompanhar o trabalho da Supervisão de Enfermagem do Hospital São Paulo, que fica localizada no 11º andar, essa experiência me permitiu conhecer uma dimensão fundamental da enfermagem: a gestão de pessoas, recursos e serviços em uma instituição de grande porte e alta complexidade.</p><p><br/></p><p>Aprendi que a supervisão é dividida por setores, e cada setor é responsável, em média, por sete a oito unidades assistenciais, a complexidade desse trabalho fica evidente quando observamos a elaboração das escalas mensais de trabalho, pois o hospital conta com profissionais contratados pelo regime CLT e servidores públicos, o que implica diferentes tipos de férias, folgas e licenças. Essa diversidade dificulta a construção das escalas e exige um acompanhamento constante por parte da supervisão.</p><p><br/></p><p>Uma das estratégias adotadas para suprir as ausências pontuais é o uso de profissionais do APH (Apoio à Prática Hospitalar), que são remanejados para cobrir folgas, férias e afastamentos. No entanto, percebi que o número de APHs disponíveis nem sempre é suficiente para cobrir todas as demandas, o que compromete ainda mais a escala diária e exige decisões rápidas da supervisão para evitar desfalques críticos.</p><p><br/></p><p>Outro ponto que me chamou a atenção foi o fato de o dimensionamento de pessoal de enfermagem no hospital ser feito por um médico. Apesar de existir um parecer técnico baseado nas recomendações do COREN, esse parecer não tem força legal e, por isso, pode ser desconsiderado. A ausência de uma legislação federal que obrigue a adoção dos parâmetros do COREN enfraquece a estrutura da enfermagem e dificulta a construção de uma escala segura e adequada às necessidades de cada unidade.</p><p><br/></p><p>Além disso, observei que há falhas de comunicação recorrentes entre os funcionários e a supervisão, especialmente quando faltas são avisadas em cima da hora, também foi possível perceber uma desconexão entre o setor de Recursos Humanos e a supervisão de enfermagem, o que acaba gerando problemas administrativos que recaem sobre a equipe de supervisores.</p><p><br/></p><p>Em um dos dias em que estive presente, acompanhei de perto a dificuldade para fechar a escala diária — uma tarefa que, por si só, já é complexa, e que naquele momento se tornou ainda mais desafiadora devido à paralisação parcial de dois dias por parte de alguns profissionais, o que reduziu ainda mais o número de pessoas disponíveis para o cuidado direto.</p><p><br/></p><p>Também participei de visitas às unidades assistenciais com as supervisoras, nessas visitas, além de acompanhar a realidade das equipes, ficou evidente o papel estratégico da supervisora: quando uma unidade está sem enfermeiro de plantão, cabe a ela assumir temporariamente as responsabilidades técnicas e realizar os procedimentos privativos da enfermagem, garantindo a continuidade da assistência.</p><p><br/></p><p>Essa vivência me permitiu enxergar a supervisão como um setor que carrega grande responsabilidade e que atua, muitas vezes, na linha de frente da resolução de problemas institucionais. Ver de perto os desafios enfrentados, especialmente no que diz respeito à escassez de profissionais e à desarticulação entre setores, me fez refletir sobre a importância de políticas públicas, gestão integrada e valorização da enfermagem como parte essencial do sistema de saúde.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:13:36 UTC</pubDate>
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         <title>Perfil dos pacientes</title>
         <author>laraluiza24</author>
         <link>https://padlet.com/laraluiza24/spfjvyzqehvt4nlz/wish/3534437826</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante o estágio na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Hospital São Paulo, venho aprendendo que além do cuidado técnico, é fundamental compreender quem são as pessoas que chegam até aqui e em que contextos as queimaduras aconteceram. A unidade recebe pacientes tanto via sistema CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), quanto diretamente do pronto-socorro do próprio hospital, o que garante o acolhimento de casos de diferentes níveis de gravidade e urgência.</p><p>Grande parte dos pacientes com queimaduras extensas e de maior gravidade tem histórias marcadas por situações muito delicadas, como tentativas de autoextermínio ou episódios de violência, principalmente feminicídios. Esses casos, além das lesões físicas severas, frequentemente envolvem um sofrimento emocional profundo e exigem uma abordagem multiprofissional, que inclui não só o cuidado clínico, mas também apoio psicológico.</p><p>Entre os casos menos graves, é comum o atendimento a vítimas de acidentes de trabalho, especialmente envolvendo choques elétricos e queimaduras químicas. Acidentes domésticos também aparecem com frequência, especialmente aqueles ocorridos na cozinha, como derramamento de líquidos quentes ou contato com chamas.</p><p>Chamou minha atenção também a recorrência de pacientes com epilepsia, que durante uma crise convulsiva acabam se queimando — muitas vezes enquanto estavam cozinhando, sozinhos. Outro perfil comum são os pacientes com hanseníase, que devido à perda de sensibilidade (neuropatia periférica), principalmente nos membros inferiores, acabam se lesionando com queimaduras sem perceber.</p><p>Essas vivências me ajudaram a entender a diversidade dos contextos em que as queimaduras ocorrem e a complexidade do cuidado que envolve cada paciente. É um aprendizado constante sobre escuta, empatia e atenção integral à pessoa que está em sofrimento, muito além da lesão visível na pele.</p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 13:14:23 UTC</pubDate>
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         <title>Perfil microbiológico da UTQ</title>
         <author>laraluiza24</author>
         <link>https://padlet.com/laraluiza24/spfjvyzqehvt4nlz/wish/3534478351</link>
         <description><![CDATA[<p>Durante minha vivência na Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ), observei que o perfil microbiológico dos pacientes internados está diretamente relacionado à extensão e profundidade das lesões térmicas, bem como à gravidade clínica e ao tempo prolongado de hospitalização, fatores que aumentam significativamente o risco de infecções. A UTQ recebe pacientes oriundos tanto do sistema de regulação estadual (CROSS) quanto do pronto-socorro do Hospital São Paulo, com predominância de grandes queimados oriundos de tentativas de autoextermínio e feminicídio. Também são comuns os pacientes com queimaduras extensas provocadas por acidentes de trabalho, especialmente choques elétricos, acidentes domésticos, episódios convulsivos durante o manuseio de fogo e pessoas com hanseníase que, devido à perda da sensibilidade periférica, acabam se queimando sem perceber.</p><p>Com base na observação direta da prática clínica e nos dados descritos por Dourado et al. (2022), que analisaram as características microbiológicas de pacientes vítimas de trauma elétrico atendidos em um hospital terciário de referência, é possível compreender melhor o padrão microbiológico que acomete esses pacientes. Esses casos frequentemente evoluem com infecções hospitalares graves, envolvendo microrganismos multirresistentes. O uso de ventilação mecânica, a presença de cateteres e sondas, os longos períodos de internação e a realização de procedimentos invasivos, como curativos estéreis e enxertias, favorecem o surgimento de infecções secundárias.</p><p>Dentre os microrganismos mais frequentemente associados às infecções nesses pacientes, destacam-se bactérias como <em>Pseudomonas aeruginosa</em>, <em>Staphylococcus aureus</em> (inclusive cepas resistentes à meticilina – MRSA), <em>Acinetobacter baumannii</em> e enterobactérias produtoras de beta-lactamases de espectro estendido (ESBL). Esses germes apresentam grande relevância clínica devido à sua alta resistência aos antimicrobianos, exigindo condutas terapêuticas rigorosas e estratégias de prevenção eficazes.</p><p>O ambiente hospitalar, sobretudo áreas críticas como o centro cirúrgico e a UTI da UTQ, exige rigorosos protocolos de controle de infecção hospitalar. Observa-se a aplicação de medidas como o uso de campos estéreis, esterilização de instrumentos (pinças, tesouras, lençóis para curativos), além da separação criteriosa de materiais utilizados em cada setor. Os curativos são realizados com técnica asséptica, e os banhos dos grandes queimados, com duração de até duas horas, incluem cuidados minuciosos com o manejo das secreções e superfícies lesionadas, prevenindo a contaminação cruzada e o agravamento das feridas.</p><p>Ainda que não tenham sido disponibilizados dados laboratoriais precisos sobre o número e os tipos de culturas realizadas, a prática clínica observada na unidade, em conjunto com os dados do estudo consultado, reforça a necessidade de vigilância microbiológica constante, uso criterioso de antibióticos e integração entre as equipes assistenciais e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). </p><p>Disponível em: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://revistas.sp.senac.br/index.php/enfermagem/article/view/2656">https://revistas.sp.senac.br/index.php/enfermagem/article/view/2656</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-08-03 15:46:12 UTC</pubDate>
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         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Fui convidada pela enfermeira Jéssica para  ministrar uma aula para a equipe de saúde sobre manejo e avaliação de queimaduras.</p><p>Link da aula: <a rel="noopener noreferrer nofollow" href="https://www.canva.com/design/DAGvuIwVdoo/PDtkBrizrIne_ed7J1xvCg/view?utm_content=DAGvuIwVdoo&amp;utm_campaign=designshare&amp;utm_medium=link2&amp;utm_source=uniquelinks&amp;utlId=hf4ab0d9adf">https://www.canva.com/design/DAGvuIwVdoo/PDtkBrizrIne_ed7J1xvCg/view?utm_content=DAGvuIwVdoo&amp;utm_campaign=designshare&amp;utm_medium=link2&amp;utm_source=uniquelinks&amp;utlId=hf4ab0d9adf</a></p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-07 22:48:57 UTC</pubDate>
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         <title>Aula de fisiopatologia dos queimados</title>
         <author>laraluiza24</author>
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         <description><![CDATA[<p>Dia 05/09 tivemos uma aula sobre fisiopatologia dos queimados ministrado pelos residentes do programa de residência em cardiologia da Unifesp. </p>]]></description>
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         <pubDate>2025-09-07 23:10:25 UTC</pubDate>
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