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      <title>Documentário: &quot;Menino 23: infâncias perdidas no Brasil&quot; by Lauane Dos Santos Oliveira</title>
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      <description>Trabalho de História - Ifsuldeminas
/3° Administração
/Grupo: Lauane Oliveira, Lívia Medeiros e Natália Pereira</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-25 12:36:27 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2025-04-11 16:57:46 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Memórias invisibilizadas</title>
         <author>lauanetc11</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; Ao longo do documentário é possível observar o quanto todo o acontecimento fica muito bem escondido e poucas pessoas tomam conhecimento da história. Fica evidente o quanto o assunto é bem delicado, principalmente quando o senhor Aloísio comenta que a muito tempo não podiam nem se quer tocar no nome da família Miranda, pois eles tinham um grande poder na politica do País. É inacreditável como essa história ficou guardada por tanto tempo com a verdade sempre muito exposta. A fazenda cruzeiro do sul, em campinas do Monte Alegre - SP, tinha tijolos marcados com símbolos do nazismo e isso levou um caseiro que cuidava dos porcos a descobriu o que estava escondido por meio de uma investigação.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Além disso, é possível perceber também como cada entrevistado encara o passado, uns com mais revoltas, dor e sofrimento, enquanto outros que acabam por rir de toda a desgraça. Vale ressaltar também os relatos de maltrato desde o inicio, entre eles, o do senhor Aloísio é o que mais nos marca, ele conta de uma maneira bem expressiva como foi feita a seleção dos meninos para a vida na fazenda Miranda, "Sérgio da Rocha Miranda chegou a instituição e nos jogou balas, assim conseguiu descobrir que era mais forte e depois começou a separar como faz com gado, depois disso prometeu que iríamos a escola, que tinha muito espaço e mais um monte de coisa".<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Quanto a vida dentro da fazenda Miranda, os entrevistados contavam que era de pura tortura. Primeiramente, eles eram nomeados por número, de acordo com a ordem de tamanho. Relatavam que quase todos os dias eles eram obrigados a cantar o&nbsp; hino do nazismo, uniformizados e alguns eram obrigados a até mesmo tocar instrumentos musicais. É importante ressaltar que quando não obedeciam as ordens eram sujeitos a castigos como: Coça com&nbsp; vara de marmelo, palmatória, eram ajoelhados no milho, etc.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Um dos meninos , o número 2, já faleceu, mas conseguiram saber um pouco da história dele através da família e de outros entrevistados. Ele foi selecionado pela Maria da gloria para desempenhar serviços na área domiciliar, pois ela o achava muito amigável e deciciu ensiná-lo para criar seu filho. O "2" tinha uma vida mais próxima aos familiares e chegou até a acreditar que teria direito a alguma herança. A família dele diz que ele era bom com os meninos, já os outros entrevistados comentam que ele os tratavam como inferiores.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Vale destacar também o tempo que demorou para que eles fossem libertos (em 1942) e por mal terem conhecidos o mundo lá fora muitos viveram de alcoolismo e miséria. Sendo que o senhor Algemiro, que conseguiu fugir aos 15 anos, antes dessa libertação, vivia como engraxante de sapatos e passava por muitas dificuldades, o que fez com que ele se alistasse para a marinha, mesmo com a segunda guerra mundial, sem medo algum da morte, parecia que qualquer coisa era melhor do que viver naquelas condições.<br>&nbsp; &nbsp; Nada explica toda a violência que esses meninos passaram, e ainda tão novinhos, na infância. O documentário, foi muito necessário, pois trouxe à reflexão da verdade, evidenciou histórias que seriam invisibilizadas, deu a voz àqueles que muitas vezes assim como o "2" iriam morrer calados sem poder prestar um depoimento sobre essa história. Portanto, fica evidente que as memórias podem ser e funcionam como uma ótima ferramenta de fonte histórica e precisam ser trabalhadas de maneira imparcial pelo historiador. Pois, foi a partir das memórias dos entrevistados que o investigador Sidney conseguiu descobrir à que os 50 meninos negros estavam submetidos na infância.<br>&nbsp; &nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 17:42:02 UTC</pubDate>
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         <title>Relação entre o passado e o presente: Descontinuidades e Continuidades</title>
         <author>liviamedeiros2</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Primeiramente, é válido destacar que o Brasil foi o último país da América a abolir em escravidão, em 1988 com a lei áurea assinada pela princesa Isabel. Contudo, a libertação dos escravos não ofereceu nenhuma ajuda para essas pessoas se reintegrarem na sociedade, o que reflete até hoje no desapreço social e cultural que essas pessoas sofrem.&nbsp;<br>&nbsp;O documentário: "O menino 23" acompanha a investigação do historiador Sidney Aguiar, após descobrir em uma de suas aulas sobre nazismo, que na fazenda da família de uma de suas alunas havia tijolos estampados com a suástica, símbolo nazista. Sidney mostrou que empresários ligados ao pensamento eugenista ( integralistas e nazistas) removeram 50 meninos órfãos do Rio de Janeiro para Campina do Monte Alegre/SP para dez anos de escravidão e isolamento na Fazenda Santa Albertina de Osvaldo Rocha Miranda. O fato que merece atenção nesse momento, é que isso ocorreu no ano de 1930, ou seja, mesmo no pós&nbsp; escravidão, esses meninos ainda foram escravizados.<br>&nbsp;Isso nos leva a ter uma reflexão sobre como os comportamentos do passado são refletidos até hoje no presente. No fim do documentário são apresentados dados de 2015 que constam que mais da metade da população brasileira se declara negra ou parda. 92% da população acredita que ainda existe racismo no país. Mas, apenas 1,3% se assumem racistas. Outros dados apontam que a população carcerária do Brasil chegou ao número de 622.202 presos, dos quais 61,6% são negros.(https://www.cartacapital.com.br/sociedade/mais-de-60-dos-presos-no-brasil-sao-negros/). Além disso,as pesquisas apontam que a maioria dos cargos com remuneração mais baixa são ocupados por negros e menos de 30% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas negras. (https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2020/11/4892021-lideres-negros-sao-menos-de-30--nas-empresas-brasileirasdiz-pesquisa.html)<br>&nbsp;Não obstante, mesmo que a escravidão tenha sido abolida por lei,&nbsp; ainda existem trabalhos em condições análogas á ela. Uma reportagem recente mostra um idoso que foi resgatado de um trabalho em condição análoga á escravidão em Minas Gerais: “O senhor, de 79 anos, estava alojado em um cubículo, com um sofá e uma cama, em condições precárias de higiene, banheiro sem pia, colchão e roupas de cama em péssimo estado” (https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/idoso-c3-a9-resgatado-de-trabalho-em-condi-c3-a7-c3-a3o-an-c3-a1loga-c3-a0-escravid-c3-a3o-em-mg/ar-AAPLF57).<br>&nbsp;Diante dos fatos mencionados, fica evidente que há uma continuidade do passado no presente que não pode continuar, nos trazendo mais uma reflexão:Será que o racismo e as ideias eugenistas realmente acabaram, ou apenas tentamos nos convencer a acreditar que acabou?<br><br>"Na fina camada entre memória e esquecimento, por vezes o que se revela, desconcertante e assustador, é o presente."</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 21:00:31 UTC</pubDate>
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         <title>Quais sentimentos o documentário nos despertou?</title>
         <author>liviamedeiros2</author>
         <link>https://padlet.com/lauanetc11/so7o66lqhws0i6l6/wish/1846320266</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>&nbsp;<br>-</strong>Bom, nós achamos o documentário muito triste, mas ao mesmo tempo necessário.&nbsp; Necessário porque evidenciou histórias que seriam apagadas/invisibilizadas&nbsp; e deu voz a pessoas que talvez não teriam. O que sentimos ao assistir foi um mix de sentimentos, misturados com tristeza e revolta, revolta por não querermos acreditar que aquilo de fato existiu e que o Brasil absorveu e aceitou as teorias de eugenia e pureza racial, a ponto de incluí-los em sua Constituição de 1934. Com certeza é um documentário que nos trouxe muitas reflexões e nos mostrou que precisamos olhar mais para nós mesmos, para identificarmos se de alguma maneira não colaboramos com o racismo. Nenhuma de nós nunca sentiu o racismo na pele, mas através do documentário conseguimos "entrar" na história daqueles meninos, e imaginar pelo menos um pouquinho do que eles sofreram e o que algumas pessoas sofrem até hoje. Ás vezes dizemos que não somos racistas, pois não o praticamos, mas, mesmo de forma indireta às vezes compactuamos com o racismo. Por isso,é&nbsp; sempre necessário fazermos questionamentos para combatermos a continuidade do racismo e de ideais eugenistas na sociedade e em nós mesmos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 21:25:43 UTC</pubDate>
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         <title>Introdução</title>
         <author>lauanetc11</author>
         <link>https://padlet.com/lauanetc11/so7o66lqhws0i6l6/wish/1846731760</link>
         <description><![CDATA[<div>Link do filme: https://www.youtube.com/watch?v=rYSspBodYSQ<br><br>Sinopse:<br>“Em 1998, o historiador Sydney Aguilar ensinava sobre nazismo alemão para uma turma de ensino médio quando uma aluna mencionou que havia centenas de tijolos na fazenda de sua família estampados com a suástica, o símbolo nazista. Esta informação despertou a curiosidade de Sidney e desencadeou sua pesquisa. Pouco a pouco, o filme mostra como o historiador avançou com a sua investigação, revelando que, além de fatos, ele também descobriu vítimas.<br><br></div><div>Sidney mostrou que empresários ligados ao pensamento eugenista ( integralistas e nazistas) removeram 50 meninos órfãos do Rio de Janeiro para Campina do Monte Alegre/SP para dez anos de escravidão e isolamento na Fazenda Santa Albertina de Osvaldo Rocha Miranda.<br><br></div><div>O trabalho de Sidney vai reconstituir laços estreitos entre as elites brasileiras e crenças nazistas, refletidos em um projeto eugênico implementado no Brasil. Aloísio Silva, um dos sobreviventes, lembra a terrível experiência que escravizou os meninos ao ponto de privá-los do uso de seus nomes, transformando-o no “23”.<br><br></div><div>Sidney e outros historiadores e especialistas irão delinear os contextos históricos, políticos e sociais do Brasil durante os anos 20 e 30, explicando como um caldeirão étnico como o Brasil absorveu e aceitou as teorias de eugenia e pureza racial, a ponto de incluí-los em sua Constituição de 1934.<br><br></div><div>A investigação culmina com a descoberta de Argemiro, outro sobrevivente do projeto nazista da Cruzeiro do Sul. Sua trajetória reforça ainda mais como os conceitos de “supremacia branca” e as tentativas de “branqueamento da população” marcaram nossa sociedade deixando sequelas devastadoras até os dias de hoje. Sendo o racismo e – mais ainda – a negação do mesmo, as mais permanentes.”</div><div>Diretor: <a href="https://www.google.com/search?client=ms-android-motorola-rev2&amp;v=12.22.8.23.arm64&amp;hl=pt-BR&amp;cs=1&amp;cds=3&amp;biw=411&amp;bih=808&amp;sxsrf=AOaemvIy3Mv3l5tl-ThLqOoLczMX578SeA:1635299526399&amp;q=Belis%C3%A1rio+Franca&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LVT9c3NEyqKs41ii_OUOLSz9U3qCyuMDAt0hLLTrbST8vMyQUTVimZRanJJflFi1gFnVJzMosPLyzKzFdwK0rMS07cwcoIADu4jf5MAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjqyvy6venzAhUMqZUCHa9-C8YQmxMoAHoECBAQAg">Belisário Franca</a><br><br>Fonte: https://www.menino23.com.br/menino-23/<br><br>Nosso grupo separou alguns tópicos sobre o documentário que achamos relevantes e é sobre eles que vamos discutir aqui</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 01:22:46 UTC</pubDate>
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         <title>Homenagem a nomes de pessoas poderosas que fizeram mal à sociedade</title>
         <author>nataliacarvalho11</author>
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         <description><![CDATA[<div>      Mesmo com o fim da Escravidão em 1888, os negros ainda estavam na mesma circunstância, ou seja, eles continuava passando dificuldades, só que no início do Séc. XX o governo se aliou com a Alemanha, sendo implementado no país as ideias eugenistas que queria extinguir os afrodescendentes, por isso os isolavam e excluíam da sociedade em Orfanatos, Fazendas interior...</div><div>        Como foi a história do Senhor Aloisio e Argemiro e mais 50 crianças negras, que foram "adotadas" pela poderosa Família Rocha Miranda, que possuíam grandes propriedade de terras, muito dinheiro e grande influência na política e na aliança Alemã, contudo com boa situação financeira preferiu abusar de crianças negras inocentes, "roubando seu futuro" e os escravizando em vez de contratar trabalhadores desempregados da época.</div><div>      No documentário os meninos contam como era o seu dia a dia na fazenda, sendo tratados como um animal, sem identidade, sendo inumerados por altura. De acordo com eles, quando o Sol nascia tinha que levantar, por uniforme, depois ir capinar, depois tirar leite das vacas, depois tratar dos animais e quando escurecia era cama, só que nesse meio tempo tinha cantar hino nazista. Enquanto isso, os guardas não queriam saber se estavam doentes, com dores, chovendo, geando ou de Sol, eles tinham que continuar as atividades e se desobedece-se eram torturados com palmatórias que ouvia os gritos de quem apanhava e coça com vara de marmelo que deixava vergão nas costa. E para que isso? Não tinha salário, nem liberdade, ganhava apenas comida e a exclusão da sociedade.</div><div>       Infelizmente por te acontecido tudo em baixo dos panos, longe dos grandes centros, após o Brasil se aliar com os EUA durante a Segunda Guerra Mundial houve mudança no país. Por exemplo, queimando toda a influência Alemã e a "libertação dos meninos", que foram jogados na sociedade sem nenhum apoio. Mas, mesmo assim o governo preferiu esconder pontos negativos e homenagear a Família Rocha Miranda, nomeando em locais públicos, como escolas, estações, bairros, ruas... por ter tido grande participação politica no passado.</div><div>       Dessa forma, qual é o exemplo que o Estado quer passar para a população? Nomear escolas de quem maltratou os bisavós desse alunos, que são carentes e precisam de apoio governamental; Valorizar quem fez mal para a nação. Porém, felizmente, os adultos atuais estão mais cientes da história e não aceitam quietos homenagear pessoas cruéis, como foi o caso do derrubamento de estátuas racistas pelo mundo depois do protesto black lives matter.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 11:17:48 UTC</pubDate>
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