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      <title>Canção do Exílio by Isabelle Dornelas da Silva</title>
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      <description>Obra do Pas</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-20 22:25:18 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote><em>Minha terra tem palmeiras</em><br><em>Onde canta o Sabiá,</em><br><em>As aves, que aqui gorjeiam,</em><br><em>Não gorjeiam como lá.<br></em><br><em>Nosso céu tem mais estrelas,</em><br><em>Nossas várzeas têm mais flores,</em><br><em>Nossos bosques têm mais vida,</em><br><em>Nossa vida mais amores.<br></em><br><em>Em cismar, sozinho, à noite,</em><br><em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br><em>Minha terra tem palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.<br><br>Minha terra tem primores,</em><br><em>Que tais não encontro eu cá;</em><br><em>Em cismar – sozinho, à noite –</em><br><em>Mais prazer encontro eu lá;</em><br><em>Minha terra tem palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.<br></em><br><em>Não permita Deus que eu morra,</em><br><em>Sem que eu volte para lá;</em><br><em>Sem que desfrute os primores</em><br><em>Que não encontro por cá;</em><br><em>Sem qu’inda aviste as palmeiras,</em><br><em>Onde canta o Sabiá.</em></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:30:56 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <pubDate>2021-10-20 22:32:47 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <pubDate>2021-10-20 22:34:53 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <pubDate>2021-10-20 22:36:04 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>Gonçalves Dias (1823-1864) foi um poeta, professor, jornalista e teatrólogo brasileiro. É lembrado como o grande poeta indianista da <strong>Primeira Geração Romântica</strong>. Deu romantismo ao tema índio e uma feição nacional à sua literatura. É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. <strong>É Patrono da cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras.<br></strong><br>Antônio Gonçalves Dias nasceu em Caxias, Maranhão, no dia 10 de agosto de 1823. Filho de um comerciante português e uma mestiça viveu em um meio social conturbado. Durante os anos da infância, ajudou seu pai no comércio, ao mesmo tempo, que recebeu educação de um professor particular.<br>&nbsp;<br>Em 1838, viajou para Coimbra e ingressou no Colégio das Artes, onde concluiu o curso secundário. Em 1840 matriculou-se na Universidade de Direito de Coimbra, onde teve contato com escritores do romantismo português, entre eles, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e Feliciano de Castilho.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:38:35 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como poeta da natureza, Gonçalves Dias canta as florestas e a imensa luz do sol. Seus poemas sobre os elementos naturais conduzem seu pensamento a Deus. Sua nostalgia o remete à infância.<br>O autor expressa o nacionalismo ufanista por meio da exaltação da natureza.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:42:09 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>A principal característica desse período foi a busca de uma identidade nacional, expressa pelo binômio nacionalismo-indianismo.<br><br>O rompimento do Brasil com Portugal provocou a Independência do Brasil, que aconteceu em 1822. Esse seria um momento determinante para o desenvolvimento de uma arte que focasse nos aspectos brasileiros.<br><br></div><div>Por isso, o nacionalismo e o ufanismo são as principais características dessa fase inicial, unidas ao tema do índio, eleito o herói nacional.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:50:13 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>Um dos poemas nacionais mais famosos tematiza a saudade de quem está longe do seu país. A cor local, expressa pelo cenário da natureza, constrói o Brasil como um lugar paradisíaco sobre o qual se sente nostalgia e desejo de retorno: <br><strong>“Não permita Deus que eu morra <br>Sem que eu volte para lá”. </strong><br><br>Um traço interessante do poema é que ele faz descrições sobre o <strong>Brasil em comparação com Portugal</strong>, mas em nenhum momento cita os nomes desses países. O que nos orienta geograficamente no poema são os advérbios “lá”, “cá” e “aqui” interpretados a partir da localização do autor.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:54:55 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para compreender a <em>Canção do Exílio</em> é preciso saber o que a ideia de “exílio” representa, o contexto histórico em que o poema foi escrito e sua importância para a cultura brasileira. <br><br>O <strong>Exílio</strong> corresponde a uma situação em que determinada pessoa está afastada do seu país de origem, onde ela gostaria de estar.&nbsp;<br>O exílio pode ser forçado, quando alguém é obrigado a sair do país, ou por livre escolha, quando a pessoa decide ir para outro lugar por vontade própria, como Gonçalves Dias que foi a Portugal para estudar, logo, vivenciou um exílio físico e geográfico em relação ao Brasil.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:57:11 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div>No momento da recente independência, o Brasil buscava construir a sua própria cultura, distanciando-se de Portugal e de suas referências. Assim, a literatura brasileira descreve o país e a identidade de seu povo de uma forma positivada, buscando suas particularidades como a palmeira e o sabiá, citados na <em>Canção do Exílio</em>. <br><strong>Inclusive, dois versos do poema apresentam trechos do Hino Nacional: <br>“Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, (no teu seio) mais amores”.</strong><br><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 22:59:10 UTC</pubDate>
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         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<ul><li>Nacionalismo.</li><li>Simplicidade na linguagem.</li><li>Individualismo com a expressão de sentimentos particulares.</li><li>Musicalidade a partir da métrica e das rimas.</li><li>Ufanismo com a idealização do Brasil na descrição de sua natureza.</li><li>Redondilhas maiores, rimas perfeitas nos versos pares e ausência de rima nos demais versos.</li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 23:01:44 UTC</pubDate>
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         <title>Cronologia da sua vida</title>
         <author>isadornelasdasilva0</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1823 </strong>- 10 de agosto: Nasce no sítio Boa Vista, em terras de Jatobá, a 14 léguas da vila de Caxias, Antônio Gonçalves Dias. Filho do comerciante João Manuel Gonçalves Dias, natural de Trás-os-Montes, e de Vicência Ferreira, maranhense.</div><div><br></div><div><strong>1830 </strong>- É matriculado na aula de primeiras letras do Prof. José Joaquim de Abreu.</div><div><br></div><div><strong>1833 </strong>- Começa a servir na loja do pai como caixeiro e encarregado da escrituração.</div><div><br></div><div><strong>1835 </strong>- É retirado da casa comercial e matriculado no curso do Prof. Ricardo Leão Sabino, onde principia a estudar latim, francês e filosofia.</div><div><br></div><div><strong>1838 </strong>- Parte para São Luís, onde embarcará para Portugal; chega em outubro a Coimbra e entra para o Colégio das Artes.</div><div><br></div><div><strong>1840 </strong>- 31 de outubro: Matricula-se na Universidade.</div><div><br></div><div><strong>1845 </strong>- Embarca no Porto para São Luís, aonde chega em março, partindo no dia 6 para Caxias.</div><div><br></div><div><strong>1846 </strong>- Embarca para o Rio de Janeiro.</div><div><br></div><div><strong>1847 </strong>- Aparecem os Primeiros Cantos, trazendo no frontispício a data de 1846.</div><div><br></div><div><strong>1848 </strong>- Aparecem os <em>Segundos Cantos</em> e <em>Sextilhas de Frei Antão</em>.</div><div><br></div><div><strong>1849 </strong>- É nomeado professor de Latim e História do Brasil no Colégio Pedro II.</div><div><br></div><div><strong>1851 </strong>- Publicação dos <em>Últimos Cantos</em>.</div><div><br></div><div><strong>1852 </strong>- É nomeado oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros</div><div><br></div><div><strong>1854 </strong>- Parte para Europa.</div><div><br></div><div><strong>1856 </strong>- Viagem à Alemanha. É nomeado chefe da seção de Etnografia da Comissão Científica de Exploração.</div><div><br></div><div><strong>1857 </strong>- O livreiro-editor Brockhaus, de Dresda, edita os <em>Cantos</em>, os primeiros quatro cantos do poema <em>Os Timbiras</em> e o <em>Dicionário da Língua Tupi</em>.</div><div><br></div><div><strong>1859 </strong>- 1861 - Trabalhos da Comissão no interior do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pará e Amazonas, chegando até Mariná, no Peru.</div><div><br></div><div><strong>1862 </strong>- Parte para o Maranhão, mas no Recife, depois de consultar médico, resolve embarcar para Europa.</div><div><br></div><div><strong>1862 </strong>- 22 de agosto: É desligado da comissão Científica de Exploração.</div><div><br></div><div><strong>1862 - 1863</strong> - Estação de cura em Vicky. Marienbad, Dresda, Koenigstein, Teplitz e Carlsbad. Em Bruxelas sofre a operação de amputação da campainha.</div><div><br></div><div><strong>1863 </strong>- 25 de outubro: Embarca em Bordéus para Lisboa, onde termina a tradução de <em>A noiva de Messina</em>, de Schiller.</div><div><br></div><div><strong>1864 </strong>- Fins de Abril: Volta a Paris. Estações de cura em Aix-ls-Bains, Allevard e Ems (Maio, junho e julho).</div><div><br></div><div><strong>1864 </strong>- 10 de setembro: Embarca o Poeta no Haver no navio Ville de Boulogne. Piora em viagem</div><div><br></div><div><strong>1864 </strong>- 3 de novembro: Naufrágio nas costas do Maranhão e morte de Gonçalves Dias.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 23:10:27 UTC</pubDate>
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         <title>Poema</title>
         <author>isadornelasdasilva0</author>
         <link>https://padlet.com/isadornelasdasilva0/sl8dsvvmnyy6wsju/wish/1831840665</link>
         <description><![CDATA[<div>Composto por cinco estrofes, sendo <strong>três quartetos e dois sextetos</strong>, o autor escreveu esse poema em <strong>julho de 1843, quando estava estudando Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal</strong>. Assim, com saudades de seu país, sentia-se exilado.</div><div>A <em>Canção do Exílio</em> é um poema romântico (da primeira fase do romantismo).</div><div>E ressalta o <strong>patriotismo </strong>e o <strong>saudosismo </strong>em relação à terra natal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 23:12:20 UTC</pubDate>
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