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      <title>Atividade Avaliativa II Unidade - Libras História by LARISSA SANTOS DE CARVALHO</title>
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      <description>Crie a sua trilha da aprendizagem </description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-10-07 02:16:00 UTC</pubDate>
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         <title>Trilha da aprendizagem livro: Libras que língua é essa? </title>
         <author>201610366</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-10-07 02:30:07 UTC</pubDate>
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         <title>Breno</title>
         <author>2017201511</author>
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         <description><![CDATA[<div>1. A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br>• A língua de sinais possui uma estrutura própria assim como qualquer outra língua;<br>• A língua de sinais mantém contato com as línguas orais cuja relação implica empréstimos, mesclas e até mesmo um hibridismo;<br>• O português se sobrepõe à língua de sinais, na qual a autora sinaliza a formação de uma única língua (LIBRAS); a utilização de uma forma <em>híbrida </em>como estratégia para o aprendizado da língua de sinais; português sinalizado se apresenta como um reflexo ideológico, marcado pela rejeição da língua de sinais.<br><br>2. O intérprete é a "voz" do surdo?<br>• O(a) intérprete é importante para a interação entre surdos e ouvintes. Sua importância não é atestada somente em eventos ou pronunciamentos, mas no cotidiano também, principalmente em situações de emergências;<br>• Ter acesso a um(a) intérprete em espaços públicos não é só uma necessidade, mas é um direito que todo não ouvinte possui. Porém, infelizmente, não é respeitado;<br>• Afirmar que o intérprete é a "voz" do surdo é divergir da LIBRAS como uma língua, ou seja, o surdo não possui uma língua;&nbsp;<br>• Um surdo é capaz de perceber e reagir ao som, com base na vibração;&nbsp;<br><br>3.O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br>• Oralizar um surdo é um processo impositivo e pedante. Nesse sentido, oralizar é negar a língua de sinais;<br>• Graham Bell e a sua filosofia de que a surdez é uma aberração da humanidade corroborou com o processo de oralização. Para os adeptos dessa filosofia, oralizar é sinônimo de "humanizar";&nbsp;<br><br>4. Surdo tem uma identidade e uma cultura próprias?<br>• Os surdos possuem uma variedade cultural muito grande e parte dessa cultura advém da regionalização e dos sinais que variam de uma região para outra. Nesse sentido, não há uma hegemonização dos sinais, mas a pluralidade;<br>• A variedade cultural também influencia a visão de mundo do surdo;<br><br>5. O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br>• Essa crença é nociva pois a escrita, como atividade cognitiva, não necessariamente é interdependente da audição, porém o fato de se articular com a língua falada pode apresentar um entrave para o aprendizado do surdo;<br>• O fator emocional também é relevante, pois o surdo se sente coagido pois se ele escrever "errado" fica com medo da reação das outras pessoas;<br>• A negação da LIBRAS durante o processo de alfabetização indica a sobreposição do português em detrimento da língua de sinais;<br>• O fato de não conseguir falar não é impeditivo para o surdo saber escrever, mas um problema no processo de escolarização;<br><br>6. O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br>• A utilização da língua de sinais não atrapalha o aprendizado da língua oral. Diferente das teorias oralistas que defendiam o processo impositivo da oralização;<br>• A utilização da língua de sinais representa uma valorização da identidade do surdo, na qual ser bilingue se apresenta como uma alternativa;&nbsp;<br>• Por algum tempo ser fluente em LIBRAS e em outra língua oral não é considerado "ser bilingue" por conta do preconceito;&nbsp;<br>• A sobrevivência do surdo é ameaçada quando ele é privado de aprender e dominar sua língua própria;<br><br>7. Todos os surdos fazem leitura labial?<br>• A leitura labial não é uma habilidade inerente ao surdo, mas demanda muita técnica e prática;<br>• A reação do ouvinte é gritando ou falando lentamente sílaba por sílaba;<br><br>8. A surdez é um problema para o surdo?<br>• A visão da surdez como problema é construído pela sociedade ouvinte. Representando dessa forma um preconceito por parte dos ouvintes e uma tentativa de moldar o surdo ao ideal de normalidade;<br><br>9. A surdez é deficiência?<br>• Para a autora, a surdez não se configura como uma deficiência;<br>• No dicionário hoje, não define como uma deficiência;<br>• Enxergar a surdez como uma imperfeição, pode ser analisado como uma forma de violência, pois implica o preconceito e a tentativa de "desumanizar" o surdo, a partir de uma perspectiva de normalidade;<br>• Devemos entender a surdez como uma diferença. E a partir disso devemos nos atentar para romper tais preconceitos que envolvem;&nbsp;<br><br>10. A surdez é hereditária?<br>• A autora cita o trabalho de Nora Groce, com uma pesquisa sobre hereditariedade em Martha Vineyard, Massachucets. Em seus dados, de cerca de 150 crianças, uma era surda;<br>• Na pesquisa de Groce, em Martha Vineyard, por conta do cruzamento de genes com certo grau de parentesco, há uma maior disseminação do gene recessivo da surdez;<br>• Essa alta taxa de pessoas surdas fez com que a ilha se tornasse bilingue, com a adoção de uma língua de sinais MVSL além do inglês;<br>• A ilha se adaptou à sociedade surda;<br>• Os exames do teste do pezinho e da orelhinha contribuem para diagnosticar precocemente se a criança possui surdez;<br><br>11. Há diferentes tipos de graus de surdez?<br>• a autora infere que há cerca de 70 tipos de surdez hereditárias;&nbsp;<br>• Há surdez por causas congênitas, que podem acontecer quando o feto entra em contato com vírus da rubéula, sífilis, etc;<br>• Algumas alterações durante o feto podem causar também a perda auditiva, como por exemplo uma alteração craniana;&nbsp;<br>• Tipos de surdez:&nbsp;<br>- condutiva :infere a alteração na orelha externa;<br>- neurossensoriais:&nbsp; afeta a cóclea e o nervo auditivo;<br>- mista: alterações condutivas e neurossensoriais;&nbsp;<br>• Há diferenças no graus de surdez, na qual a sensibilidade para captar decibéis serve como um medidor, por exemplo, um grau normal permeia a captação de 25 decibéis;<br>• Há outras causas que provocam a perda de audição, como:<br>- idade avançada;<br>- ruídos;<br>- infecções;<br>- alteração na tireoide;<br>- uso de medicamentos;<br>- perfuração no tímpano;<br>- perda auditiva temporária.<br><br>12. O implante coclear recupera a audição do surdo?<br>• Há um debate a respeito do implante. Pois, de certo modo, ele pode apagar a identidade do surdo. Afinal, historicamente, o implante coclear veio como uma solução ou cura para tentar recuperar a audição e fazer com que o surdo aprendesse e focasse exclusivamente na língua oral;<br>• Porém é inegável que se caso a escolha da pessoa é permeada por optar em fazer a cirurgia, mesmo não curando 100%, o efeito é benéfico.<br><br>13.&nbsp; A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?<br>• A surdez não compromete o aprendizado linguísticos, por conta das diferenças de níveis de surdez. Se caso o indivíduo não possuí problemas nas cordas vocais, ele pode ser capaz de aprender a falar, desde que seja uma escolha dele e que seja aplicado um método de ensino eficiente;<br>• Para que o surdo se desenvolva melhor cognitivamente, é importante que ele tenha acesso a uma língua, independente se ela for oralizada ou sinalizada. Ter acesso a uma língua facilitará o seu desenvolvimento cognitivo;<br>• Há uma grande imposição para que o surdo aprenda a língua oralizada, por conta da inclusão em ambientes públicos estudantis. Como se a língua oralizada fosse a única em ambientes socais;&nbsp;<br>• Existe alguns estigmas que são vivenciados pelos surdos, na qual há uma necessidade de interação social para que tenha uma maior interação afetiva e sentimental com familiares, ter uma língua diferente pode comprometer esse desenvolvimento;<br>• As condições sociais são impulsoras desses estigmas, pois a sociedade prioriza os ouvintes e acabam excluindo os não ouvintes;<br>• Mesmo os surdos conquistando direitos, principalmente na área de ensino, isso não significa que há uma aplicação dos mesmos;<br>• Como professores devemos pensar como incluir os surdos em nossas aulas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-20 02:04:07 UTC</pubDate>
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         <title>Aline Santos Bomfim</title>
         <author>2017103611</author>
         <link>https://padlet.com/201610366/sgfedpighlbwwp21/wish/1845857992</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>A língua de sinais<br></mark></strong><strong>A língua de sinais é um código secreto de surdos?</strong><br> Durante um tempo a língua de sinais foi proibida, e durante muito tempo foi apenas aceito a leitura labial, que causou muitas dificuldades de aprendizado, e o processo de sinalizar era visto como código secreto. Entretanto a língua de sinais e língua pois possuem estrutura assim como língua oral, não se restringindo apenas ser um movimento das mãos. <br><br><strong>A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br></strong>não, língua de sinais tem sua própria estrutura, assim como a língua oral.<br><br><strong><mark>O surdo<br></mark></strong><strong>o intérprete e a voz do surdo ?<br></strong>Essas pessoas assumem um papel importante para a comunicação dos surdos com os ouvintes, as vezes em&nbsp; primeiro momento por questões familiares, foi aprovada a lei no dia 24 de Abril de 2002, que espaços institucionais, deva ter um interprete para atender a população dos surdos. <br><br><strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte ?</strong></div><div><br></div><div>Não, pois o processo de oralizar é cansativo para o surdo e algumas vezes ineficaz, por isso não pode ser imposto mas sim partir da vontade de cada indivíduo.</div><div><br></div><div><strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria ?</strong></div><div><br></div><div>Sim, geralmente é uma cultura híbrida com os ouvintes, alguns podem não querer oralizar e outros podem ser mais flexíveis a o processo.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe falar a língua oral?</strong></div><div><br></div><div>Todas as pessoas possuem dificuldades quando se inicia o processo de leitura na escola, não seria diferente para as pessoas surdas, também não se pode haver a imposição do português como única língua, visto que já sabemos que a Libras é um idioma.</div><div><br></div><div><strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral ?</strong></div><div><br></div><div>A falta de interesse dos surdos em aprender a oralizar e histórica e por vezes passou pelo viés da imposição então se torna totalmente plausível que o surdo não queira se adequar oralizados.<br><br><strong>Todos os surdos fazem leitura labial?</strong></div><div>não, assim nem todos que oraliza sabem libras, são questões individuais, cada surdo precisa tem as suas necessidades e seus interesses em aprender determinada maneira de se comunicar.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong><mark>A surdez</mark></strong></div><div><br></div><div><strong>A surdez é uma deficiência ?</strong></div><div><br></div><div>Não, quem considera como deficiência auditiva&nbsp; não leva em consideração que a libras supre as necessidades dos surdos, entretanto basta os ouvintes se adequar a libras.</div><div><br></div><div><strong>A surdez é&nbsp; hereditária?&nbsp;</strong></div><div><br></div><div>Não, tem possibilidade de ser 60%, e ainda sim existem diferentes graus de surdez que pode acontecer.</div><div><br></div><div><strong>Há diferentes tipos de surdez?&nbsp;</strong></div><div><br></div><div>Sim, existem causadas por vírus hereditários, e também a perda gradual.</div><div><br></div><div><strong>O implante coclear recupera a adição?&nbsp;</strong></div><div>Depende, do grau de surdez, ainda existe a necessidade de prevenção da identidade, pois muitos não se vêem inseridos na cultura dos surdos.</div><div><br></div><div><strong>A surdez compromete o desenvolvimento linguístico?&nbsp;</strong></div><div>Não, o surdo ainda pode adquirir a linguagem, a libras inclusive é um idioma, basta o professor inserir o surdo no processo educativo</div><div><strong><br></strong><strong><mark><br></mark></strong><strong>&nbsp;</strong><br><br><br><br><br><br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-26 17:51:02 UTC</pubDate>
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         <title>Mirian S. Sousa</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/201610366/sgfedpighlbwwp21/wish/1848994502</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>LIBRAS? que língua é essa?<br></strong><br></div><div><strong>1-A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br></strong><br></div><div>Não, ela tem estrutura própria e é autônoma. Portanto, independente de qualquer língua oral.<br><br></div><div><strong>2- O interprete é a voz do surdo?<br></strong><br></div><div>O interprete tem um papel crucial na interação entre surdos e ouvintes, mas afirmar que ele é a voz do surdo é um erro porque os sinais se caracterizam como língua.<br><br></div><div><strong>3-</strong> <strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br></strong><br></div><div>A imposição da língua oral para o surdo é uma negação da língua de sinais.&nbsp;<br><br></div><div><strong>4-</strong> <strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br></strong><br></div><div>Sim, mas também há uma variedade cultural entre a comunidade surda. Alguns sinais podem variar de acordo com a região que o individuo surdo reside.<br><br></div><div><strong>5-</strong> <strong>O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br></strong><br></div><div>É uma crença nociva, pois a falta de oralidade não impede o surdo de aprender a escrever.<br><br></div><div><strong>6</strong>- <strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br></strong><br></div><div>Não atrapalha, ela contribui para o reconhecimento da identidade do surdo.&nbsp;<br><br></div><div><strong>7- Todos os surdos fazem leitura labial?<br></strong><br></div><div>Isso é um mito, essa habilidade não ocorre naturalmente e precisa ser treinada.<br><br></div><div><strong>8- A surdez é um problema para o surdo?<br></strong><br></div><div>Não, essa visão problemática foi disseminada pela sociedade padrão, que de forma preconceituosa entendeu o surdo como indivíduo&nbsp; “anormal”.<br><br></div><div><strong>9- A surdez é uma deficiência?<br></strong><br></div><div>Não, enxergá-la como uma falha é uma forma de violência. A surdez deve ser entendida como uma diferença e necessita ser reconhecida politicamente.<br><br></div><div><strong>10- A surdez é hereditária?<br></strong><br></div><div>Não, mas existem possibilidades quando há uma grande ocorrência entre familiares e entre gerações, podendo assim se tornar algo genético ou hereditário.&nbsp;<br><br></div><div><strong>11- Há diferentes tipos de graus de surdez?<br></strong><br></div><div>Sim, um indivíduo pode ficar surdo por diferentes causas e também existem 70 tipos de surdez hereditária.<br><br></div><div><strong>12-O implante coclear recupera a audição do surdo?<br></strong><br></div><div>Pode ser benéfico dependendo do grau de surdez. Vale ressaltar que deve ser uma escolha não uma imposição.<br><br></div><div><strong>13- A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?<br></strong><br></div><div>Não, a falta de acesso a uma língua que compromete o desenvolvimento do surdo, além disso, a ausência dela pode causar problemas graves como o comprometimento no desenvolvimento das capacidades mentais.<br><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div>&nbsp;<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 17:31:03 UTC</pubDate>
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         <title>Isabela de Jesus Gomes</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/201610366/sgfedpighlbwwp21/wish/1849169673</link>
         <description><![CDATA[<div>A LÍNGUA DE SINAIS É UMA VERSÃO SINALIZADA DA LÍNGUA ORAL?</div><div>Não, visto que a Língua de sinais não é artificial, e não é um mediador entre o português por mimica, mas constitui-se&nbsp; em complexidade por se estruturar com normas e regras de qualquer idioma ou Língua padrão.&nbsp;</div><div>A Língua oralizada&nbsp; ocorre pelo processo fonológico, enquanto a Língua de sinais é visual e por meio do espaço.</div><div><br></div><div>O INTÉRPRETE É A "VOZ" DO SURDO?</div><div>O acesso a um intérprete é um direito garantido ao individuo surdo, visto que ele integra os ambientes públicos e de formação. O profissional que faz a interpretação, não é a voz do surdo, mas sim um mediador entre a Língua de Sinais e o Português, assim como se há a necessidade de traduzir também o Português para a Libras.&nbsp;<br>Ou seja, o intérprete é um instrumento que possibilita a integração e a interação da comunidade surda/ouvinte.</div><div><br></div><div><br></div><div>O SURDO PRECISA SER ORALIZADO PARA SE INTEGRAR NA SOCIEDADE OUVINTE?</div><div>Oralização é apresentada como um processo impositivo e cansativo para o surdo. Ou seja, não necessariamente um surdo precisa aprender a oralização&nbsp; para se integrar, entretanto, é necessário que a sociedade adapte-se ao surdo.</div><div>No decorrer da história, das teorias e metodologias de houve uma necessidade da oralização do surdo ser tido como uma escória social, desclassificando a Língua de sinais.</div><div><br></div><div>SURDO TEM UMA IDENTIDADE E UMA CULTURA PRÓPRIA?</div><div>Existe uma diversidade cultural que é em boa parte visual e eles ainda compartilham culturalmente do ouvinte.</div><div>Alguns aspectos estão ligados&nbsp; a regionalizações demonstrando que existe uma pluralidade cultural não hegemônica.</div><div><br></div><div>O SURDO TEM&nbsp; DIFICULDADE DE ESCREVER PORQUE NÃO SABE A LÍNGUA ORAL?</div><div>É vista como uma crença nociva, pois o português é uma língua estrangeira para os surdos. Há uma imposição do português para o surdo na ambiente de escolarização, pois a escrita da Língua de sinais segue o padrão da própria língua e não a gramática do português o que gera os preconceitos de que o surdo não sabe escrever.</div><div>É necessário uma revisão para que a Libras seja vista como uma Língua tão quanto ao português padrão, pois se uma criança surda ter acesso a essa língua desde de cedo contribuirá para o desenvolvimento tanto afetivo quanto cognitivo.</div><div><br></div><div>O USO DA LÍNGUA DE SINAIS ATRAPALHA A APRENDIZAGEM DA LÍNGUA ORAL?</div><div>Existe uma tentativa de silenciamento do surdo por meio da imposição da oralização, defendido por teoria oralistas.</div><div>Defesa do direito ao surdo bilíngue, para que não haja a desqualificação a cultura indenitária do surdo.&nbsp;</div><div>Socialmente precisa-se considerar a construção da Libras como formadora da integração do surdo e fazer com que esses indivíduos se desenvolva melhor, desmistificando o preconceito que ainda tem da Libras.&nbsp;</div><div><br></div><div>TODOS OS SURDOS FAZEM LEITURA LABIAL?</div><div>Essa habilidade necessita ser treinada, portanto, não é verídico que todos os surdos consigam fazer a leitura labial.</div><div>Geralmente a tentativa de comunicação entre ouvinte e o surdo há a preocupação de o surdo ter a obrigatoriedade de saber a leitura labial e a investida para comunicar-se ocorre por meio de grito ou das sílabas ditas lentamente.</div><div><br></div><div>SURDEZ É UM PROBLEMA PARA O SURDO?<br>Há uma associação da surdez como um problema a ser resolvido, o que traz um censo comum de que o problema da surdez é o surdo quando na verdade é o ouvinte quem se incomoda com a surdez numa tentativa de imposição da normalização.</div><div><br></div><div>A SURDEZ É UMA DEFICIÊNCIA?</div><div>A surdez não é uma deficiência, portanto é um censo comum ainda na sociedade.</div><div>Nos principais dicionários online não é mais tida como uma deficiência coisa que não se dava no ano de publicação do livro em 2009.</div><div>Socialmente a surdez é tida como anormal, pois sofrem com uma imposição de normalidade quando é uma diferença que necessita ser reconhecida politicamente para educar a sociedade para resignificar a surdez, pois existe diverso níveis de surdez e as vezes o preconceito é cometido de forma velada.</div><div><br></div><div>A SURDEZ É HEREDITÁRIA?</div><div>Pesquisa de Nora Grossi com a finalidade de identificar a associação da surdez com a hereditariedade.</div><div>As relações de parentesco mais próximo e os laços de consanguinidade são muito próximos o que causa pouca variação genética. &nbsp;</div><div>A hereditariedade não é o único fator que determina a surdez.</div><div>MSVL uma língua de sinais desenvolvida localmente que junto com o inglês torna a localidade bilíngue.</div><div>Ideologias nazistas e eugenistas negam aos sujeitos surdos o direito a vida, ou seja, sempre houve uma corroboração da construção histórica nas definições que vão se interiorizando na sociedade.&nbsp;</div><div>Atualmente existe testes e exames neonatais que são capazes de detectar ou mesmo prevenir doenças e mesmo a surdez como o teste do pezinho, de orelhinha.&nbsp;</div><div><br>HÁ DIFERENTES TIPOS DE GRAUS DE SURDEZ?<br>Sim, pois há vários motivos que podem levar alguém a ficar surdo. Existe cerca de 70 tipos de surdez hereditária.<br>- surdez congênita:&nbsp; quando o feto entra em contato com alguns vírus, como da rubéola, sífilis, herpes etc.<br>-anomalias craniofaciais;<br>Três tipo de surdez:&nbsp; condutiva, neurossensoriais e mista.<br>Graus de surdez: normal, leve, moderado, moderadamente severo, severo, profunda.<br>Há outros fatores que corroboram para a perca de audição, por exemplo, a idade avançada, perfuração do tímpano, entre outros.<br><br>O IMPLANTE COCLEAR RECUPERA A AUDIÇÃO DO SURDO?<br>O implante por muitas vezes veio na tentativa da cura e para o desenvolvimento da língua oral, este é uma dos debates apresentado pela autora o que compromete na identidade do indivíduo surdo, sendo ainda uma opção de apagamento da Libras.&nbsp;<br>È bom termos consciência que o implante coclear é um procedimento invasivo e que a depender do grau de surdez não resolve totalmente a questão, mas é recomendável e tem&nbsp; eficácia.&nbsp;<br><br>A SURDEZ COMPROMETE O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO-LINGUÍSTICO DO INDIVÍDUO?<br>Não há um comprometimento direto desde que o indivíduo não possua nenhuma anomalia nas cordas vocais ele pode desenvolver a língua normalmente.<br>O desenvolvimento cognitivo do indivíduo está intimamente ligado a língua e não deve ser negado aos surdos o acesso a uma língua mãe, independente se for Libras ou a língua oralizada.<br>A autora defende que há uma cobrança social em torno da aprendizagem da oralização, o que não deve ser visto como natural se há a obrigatoriedade ou mesmo imposição.<br>Além da inclusão, a linguagem é um aspecto que determina também outras características cognitivas necessárias para desenvolvimento como comunicação e a afetividade é afetada.<br>Um estigma social carregado pelos surdos é um mundo criado para quem fala, ou seja, seus enfrentamentos são diários por estarem inseridos em um mundo não adaptado para eles.<br>Algumas conquistas alcançadas: a oficialização da libras, direito ao surdo de terem intérprete nas universidades, a inclusão da Libras nas licenciaturas, a inclusão da libras em alguns currículos.<br>Ainda hoje não é tão efetivo algumas questões mesmo com a oficialização, tais como, a não adaptação dos ambientes de ensino, a pouca preeminência dos profissionais em aprender uma outra Língua, a de sinais, o descompasso entre teoria e prática, drama entre a comunicação entre os familiares que tende a desconsiderar a Libras.<br>Como professores como o podemos pensar sobre a integração dos alunos surdos enquanto inclusos no processo de ensino e aprendizagem? E para as gerações futuras?<br>O manifesto dos surdos com itens que determina alguns direitos aos surdos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 18:35:35 UTC</pubDate>
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         <title>Thalia Souza Santos</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>LIBRAS? que língua é essa?<br></strong><br></div><div><strong>1. A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br></strong><br></div><div>Não. A língua de sinais tem estrutura própria, não sendo assim uma versão traduzida do português oralizado.<br><br></div><div><strong>2. O interprete é a voz do surdo?<br></strong><br></div><div>Não, apesar da interprete ser muito importante ao facilitar a comunicação, afirmar que a interprete é a voz do surdo é capacitista, pois sugere que o surdo não consegue se comunicar e que não possui uma língua.<br><br></div><div><strong>3.</strong> <strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br></strong><br></div><div>A imposição da língua oral para o surdo é uma negação da língua de sinais.&nbsp;<br>Não, afinal a imposição da língua oral pode muitas vezes se tonar ineficaz e cansativo, deve ser algo que parta do indivíduo.<br><br></div><div><strong>4.</strong> <strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br></strong><br></div><div>Sim, além de ter uma cultura própria, dentro da comunidade existe uma grande variedade cultural. Que podem variar desde símbolos regionais, até a relação do indivíduo com a surdez e como quer conviver com ela.<br><br><br></div><div><strong>5.</strong> <strong>O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br></strong><br></div><div>Afirmar isso é errôneo, afinal o que muitas vezes atrapalha o processo de escrita é a dificuldade no processo de alfabetização, já que muitas vezes não se tem pessoas capacitadas para auxiliar as crianças.<br><br></div><div><strong>6.</strong> <strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br></strong><br></div><div>De forma alguma, aprender a língua de sinais vai ajudar o surdo no reconhecimento de sua identidade, e além disso, não aprender pode ameaçar a sua sobrevivência.<br><br><br></div><div><strong>7. Todos os surdos fazem leitura labial?<br></strong><br></div><div>Não, essa não é uma habilidade inerente e sim uma técnica que exige treinamento.<br><br></div><div><strong>8. A surdez é um problema para o surdo?<br></strong><br></div><div>Não, essa é uma visão preconceituosa baseada na ideia que o "normal" é ser ouvinte.<br><br></div><div><strong>9. A surdez é uma deficiência?<br></strong><br></div><div>Enxergar a surdez como uma deficiência é violento, devemos&nbsp; compreender a surdez como uma diferença e romper os preconceitos que cercam essa tentativa de "desumanizar" o surdo.<br><br></div><div><strong>10. A surdez é hereditária?<br></strong><br></div><div>Não, existe a possibilidade pais surdos terem filhos surdos, porém essa não é a regra. Afinal, meningite, otite, diabetes e até mesmo o uso inadequado de medicamentos podem causar surdez.<br><br></div><div><strong>11. Há diferentes tipos de graus de surdez?<br></strong><br></div><div>Sim, além dos mais de 70 graus diferentes citados pela autora, existem variadas causas.<br><br></div><div><strong>12.O implante coclear recupera a audição do surdo?<br></strong><br></div><div>Apesar de ajudar o surdo no processo de oralização, o implante não cura a surdez.<br><br></div><div><strong>13. A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?<br></strong><br></div><div>Não,&nbsp;não a diferença cognitiva ou deficiência cognitiva no surdo, a falta de acesso a uma educação inclusiva é que dificulta a aprendizagem.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 19:13:13 UTC</pubDate>
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         <title>Amanda Silva Oliveira</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br></strong><br></div><div>A língua de sinais é autônoma, possuindo peculiaridades próprias e adaptada à capacidade de expressão dos surdos.&nbsp;<br><br></div><div><strong>2.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>O intérprete é a ‘voz’ do surdo?&nbsp;<br></strong><br></div><div>Apesar do intérprete ser uma ponte para o surdo, atendendo a necessidade do individuo surdo em espaços públicos e privados de maneira mais acessível para quem não tem habilidades com a língua, o intérprete não se torna a voz do surdo, pois isso corrobora com a ideia de que o surdo não tem língua.<br><br></div><div><strong>3.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br></strong><br></div><div>Não.&nbsp; A oralização não é a única forma de comunicação, para a comunidade surda, ela deve ser tratada como um direito e uma opção a ser respeitada, e não como uma condição para a sua integração na sociedade ouvinte.<br><br></div><div><strong>4.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br></strong><br></div><div>O fato do ser humano estar inserido em pluralidades onde há absorção de ideias, conceitos, reflexões etc. é a partir daí que construímos nossa própria identidade pessoal. De forma que, cada surdo possui uma identidade e cultura própria, segundo Gesser, “não existe uma batalha para saber qual identidade e cultura que se destaca, mas sim o reconhecimento de um povo”<br><br></div><div><strong>5.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>O Surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br></strong><br></div><div>Apesar de não vocalizar, o surdo pode desenvolver a escrita, pois a escrita não depende da audição.&nbsp;<br><br></div><div><strong>6.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br></strong><br></div><div>Não. O uso da língua de sinais é para o surdo a valorização de sua identidade, da sua cultura, o que acaba não acontecendo com o uso da língua oral. Fora que, não há uma relação de que o uso de uma língua acaba atrapalhando no aprendizado de outra, até porque um ponto citado no tópico do livro, é a defesa do sujeito surdo bilíngue, isto é, fluentes em Libras e em Língua Portuguesa.<br><br></div><div><strong>7.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>Todos os surdos fazem leitura labial?<br></strong><br></div><div>Não, pois é uma habilidade que necessita de treinamento.&nbsp;<br><br></div><div><strong>8.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>A surdez é um problema para o surdo?<br></strong><br></div><div>A surdez deve ser entendida como uma diferença, não como deficiência.<br><br></div><div><strong>&nbsp;<br></strong><br></div><div><strong>9.</strong>&nbsp; &nbsp; <strong>A surdez é uma deficiência?<br></strong><br></div><div>Não. Trata-la dessa forma acaba se tornando uma violência/preconceito;<strong> </strong>é preciso reconhecer que a Libras supre a necessidade dos surdos e é por meio dela que o surdo tem acesso à cultura, ao conhecimento e à integração social.&nbsp;<br><br></div><div><strong>10.</strong> <strong>A surdez é hereditária?<br></strong><br></div><div>Apesar de que o cruzamento de genes com graus de parentesco possa disseminar o gene da surdez, essa não é única possibilidade atrelada a surdez, podendo ser causada por diversas outras causas.&nbsp;<br><br></div><div><strong>11.</strong> <strong>Há diferentes tipos de graus de surdez?<br></strong><br></div><div>Sim, pois existem diversos motivos que podem levar alguém a ficar surdo, a autora cita 70 graus de variadas causas que podem levar a situação.&nbsp;<br><br></div><div><strong>12.</strong> <strong>1O implante coclear recupera a audição do surdo?<br></strong><br></div><div>Pode vir a ser benéfico dependendo do grau de surdez.&nbsp;<br><br></div><div><strong>13.</strong> <strong>A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?<br></strong><br></div><div>Não. É por meio da Libras que o desenvolvimento cognitivo evolui, é por meio dela que as possibilidades adaptativas acontecem, possibilitando ao surdo o acesso à cultura, ao conhecimento e à integração social.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 20:58:30 UTC</pubDate>
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         <title>Luana  Teixeira Barros </title>
         <author>201720130</author>
         <link>https://padlet.com/201610366/sgfedpighlbwwp21/wish/1849464994</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>3. O intérprete é a ‘voz’ do surdo?</em></strong></div><div><strong><em><br></em></strong>A reposta é não. Ao afirmar ou validar tal questionamento, pressupõem que o surdo não possui uma língua própria e é incapaz de se comunicar por si só. Desse modo, o interprete surge enquanto mediador em um ambiente ou meio em que surdos e ouvintes estão inseridos, uma vez que conhece ambas as línguas (português e LIBRAS, por exemplo).&nbsp; <strong><br>&nbsp;<br></strong><strong><em>4- O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?</em></strong><strong><br></strong>Embora haja nessa pergunta a ideia de integração, o real sentido é justamente o contrário: o de exclusão. É preciso compreender que vivemos em uma sociedade diversa e heterogênea na forma de ser, viver e de se comunicar. &nbsp; Historicamente, esse processo de oralização justificado enquanto via necessária para integração ao "mundo dos sons”, causou diversos impactos negativos na comunidade surda, tal como afirma a autora.&nbsp; Tal processo nega a existência de uma língua própria dos surdos ou a desqualifica enquanto insuficiente para que esses indivíduos possam se comunicar e manterem relações sociais. A decisão de ter o contato com a oralidade da língua deve partir de um surdo e não ser uma imposição social que privilegia os ouvintes e marginaliza a comunidade surda quanto a sua língua e sua história.&nbsp;<br>&nbsp;<br>&nbsp;</div><div><strong><em>5- O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?</em></strong></div><div><strong><em><br></em></strong><br></div><div><strong><em>&nbsp;</em></strong>Fonte: <a href="https://colecionadordesacis.com.br/2016/11/20/o-corpo-que-fala-a-identidade-a-flor-da-pele-no-folclore-surdo/">https://colecionadordesacis.com.br/2016/11/20/o-corpo-que-fala-a-identidade-a-flor-da-pele-no-folclore-surdo/</a></div><div>&nbsp;</div><div>Sim e no plural: culturas e identidades próprias. O uso dessas esferas no singular pode ter origem, tal como sinaliza a autora, na busca por reconhecimento, aceitação e visibilidade da comunidade surda. Mas isso não quer dizer que os surdos são alheios às características culturais compartilhadas pelos ouvintes.&nbsp; Desse modo, ao abordarmos tais perspectivas, devemos falar em diversidade, pluralidade e heterogeneidade cultural.&nbsp;</div><div><br><strong><em>6- O Surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?</em></strong></div><div>A forma de ensinar a escrita geralmente tem relação fonética com a fala. A diferença desse processo de aprendizagem para o surdo é que o ensino inicial, também chamada de alfabetização, seguem padrões delimitados que não atendem as diferenças linguísticas dos sujeitos. <strong><br></strong><br><strong><em>7- O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?</em></strong><strong><br></strong>Não, sobretudo se levarmos em consideração que para os surdos a língua de sinais é o meio de traçar relações intra e interpessoal e sua língua natural. O surdo consegue escrever sem necessitar da oralização, a maior dificuldade nesse processo é um ensino que garanta condições para seu desenvolvimento e aprendizagem.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong><em>8- Todos os surdos fazem leitura labial?<br></em></strong>Não. A leitura labial é uma habilidade adquirida com treinos fono-articulatórios. Desse modo, não é uma habilidade natural de linguagem, mas sim um recurso que pode ou não ser utilizado na comunicação, sobretudo entre ouvinte e surdo. <br><strong><em>9- A surdez é um problema para o surdo?</em></strong></div><div>Tal como afirma a autora, a patologia e a cultura são duas formas de conceber a surdez. Contudo, a questão patológica geralmente é a mais considerada pela população por encarar a surdez enquanto um “problema” que distingue o surdo de uma pessoa “normal”. Na questão cultural, esse problema está mais voltado para as relações sociais e a interpretação das diferenças do que com uma questão médica.&nbsp;</div><div><br><strong><em>10- A surdez é uma deficiência?</em></strong></div><div>Levando em consideração o processo histórico, é nítido que a surdez é algo natural e não impede de que os indivíduos não ouvintes tenham uma vida como a de qualquer pessoa. A surdez é uma dentre tantas as diferenças humanas.&nbsp;</div><div><strong><em><br>&nbsp;11- A surdez é hereditária?</em></strong></div><div>Nem sempre, é muito comum vermos pais surdos cujos filhos são ouvintes, assim como filhos surdos&nbsp; de pais ouvintes. A hereditariedade é uma das diversas causas da surdez e, ainda assim, não se constitui enquanto uma causa homogênea. A surdez hereditária possui diversos tipos, com afirma a autora. Demais causas congênitas também podem determinar o grau de surdez de um indivíduo.&nbsp;</div><div><br></div><div>Fonte: <a href="https://desculpenaoouvi.com.br/tag/surdez-hereditaria/">https://desculpenaoouvi.com.br/tag/surdez-hereditaria/</a></div><div>&nbsp;</div><div><strong><em>12- Há diferentes tipos de graus de surdez?</em></strong></div><div>Sim. Segundo a autora há pelo menos 70 tipos de surdez hereditária e há demais condições determinantes como as causas congênitas por doenças contagiosas, particularidades no processo gestacional. Ademais, os tipos de surdez podem ser de escala condutiva, neurossensorial e mista.&nbsp;</div><div><strong><em><br>&nbsp;13- O implante coclear recupera a audição do surdo?</em></strong></div><div>Essa é uma questão polêmica, de certa forma, tendo em vista as condições na qual o implante foi criado e para quais fins. Se for decisão de um surdo receber o implante, as variáveis do processo de recuperação podem trazer resultados distintos, mas possuem certa eficácia. Contudo, esse deve ser pensado no contexto de beneficiação e escolha da pessoa surda, não enquanto mecanismo que exclua a identidade e cultura surda, a fim de “consertar” a surdez, uma vez que, como já discutimos, essa não deve ser limitada ao viés patológico.&nbsp;</div><div><strong><em><br>&nbsp;14- A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?</em></strong></div><div>Não. Tendo em vista que a oralização é apenas uma das maneiras dos seres humanos se comunicarem mediante as suas condições, a surdez possibilita que os indivíduos tenham acesso ao seu próprio idioma. Desse modo, o que chamamos de desenvolvimento cognitivo não deve ser analisado tendo ouvintes como ponto de referência. O fato de os&nbsp; surdos estabelecerem relações sociais, se comunicam, expressam vontades e sonhos por meio de sua língua materna só contribui para o seu&nbsp; desenvolvimento cognitivo, prejudicial é se ele não tivesse contato com nenhuma língua.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-27 21:08:59 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Aline N. Livramento</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><br><strong>A LÍNGUA DE SINAIS É UMA VERSÃO SINALIZADA DA LÍNGUA ORAL?<br></strong><br></div><div>A língua de sinais não é uma versão da língua oral, pois além de outros aspectos, ela possui estrutura própria, não é somente datilologia, tampouco mímica, se limita as localidades do mundo, ou seja, não é universal e assim como as outras línguas, ela tende a sofrer alterações sociais e se difere da língua oral principalmente pela utilização da visualização para transmitir comunicação compreensível.<br><br></div><div><strong>O INTÉRPRETE É A ‘VOZ’ DO SURDO?<br></strong><br></div><div>Não. Por mais que a pessoa surda necessite e tenha o direito de ter um intérprete em espaços institucionais, não se deve afirmar que o interprete é a voz do surdo pois assim estaria fortificando a ideia de que os surdos não possuem língua, muito pelo contrário, a língua de sinais é ela e ainda os surdos emitem sons e têm a capacidade de identificarem sons, como as músicas, através das vibrações.<br><br></div><div><strong>O SURDO PRECISA SER ORALIZADO PARA SE INTEGRALIZAR NA SOCIEDADE OUVINTE?<br></strong><br></div><div>Não. Pois, na maioria dos casos, a oralização do surdo é mais realizada devido a uma imposição, que parte principalmente da família; ao preconceito que desumaniza o surdo e que considera surdo, apenas aqueles que só utilizam a língua de sinais. Desde que seja praticada por livre e espontânea vontade, a oralização pode ajudar o surdo a aprender outra língua, como a portuguesa.<br><br></div><div><strong>SURDO TEM IDENTIDADE E CULTURA PRÓPRIA?<br></strong><br></div><div>Sim. Inclusive possuem uma variedade cultural que se constrói devido a regionalização e as identidades são baseadas no tipo de surdez que a pessoa possui e na existência de relação com pessoas ouvintes: identidades surdas, surdas hibridas, surdas de transição, surda incompleta, surda flutuante...<br><br></div><div><strong>O SURDO TEM DIFICULDADE DE ESCREVER PORQUE NÃO SABE A LÍNGUA ORAL?<br></strong><br></div><div>Não. A questão de o surdo ter dificuldade em escrever está ligada ao fato de a língua de sinais ser um sistema linguístico diferente do português, quase não possui as classes gramaticas, como o português; e para que o surdo aprenda o português ou outra língua é necessários mecanismos diferentes e apropriados, pois não é impossível o aprendizado.<br><br></div><div><strong>O USO DA LINGUA DE SINAIS E SE ATRAPALHA A APRENDIZAGEM DA LINGUA ORAL<br></strong><br></div><div>Não atrapalha. Mas deve-se fortalecer que a língua de sinais valoriza a cultura e a identidade da pessoa surda e que a utilização da língua oral é um direito e uma opção que a pessoa surda possui, dando a ela a oportunidade de ser bilíngue.<br><br></div><div><strong>TODOS OS SURDOS FAZEM LEITURA LABIAL?<br></strong><br></div><div>Não são todos os surdos que fazem leitura labial, esta capacidade está relacionada à habilidade que algumas pessoas têm; umas com nível avançado, outras em nível médio. Em alguns dos casos de pessoas surdas que fazem leitura labial foi devido a imposição das pessoas ouvintes, geralmente da família que quer integrar o surdo na sociedade.<br><br></div><div><strong>A SURDEZ É UMA DEFICIÊNCIA?<br></strong><br></div><div>Não. Atualmente é considerada como ausência perda ou diminuição da audição. Não se deve enxergar a surdez como uma falha, isso violenta é uma diferença, mas que deve ser resinificada politicamente na sociedade.<br><br></div><div><strong>A SURDEZ É HEREDITÁRIA?<br></strong><br></div><div>&nbsp;A hereditariedade não é a única responsável pela surdez, mas corresponde a 60% dos casos.<br><br></div><div><strong>HÁ DIFERENTES TIPOS E GRAUS DE SURDEZ?<br></strong><br></div><div>Sim. A surdez pode ser do tipo condutiva, que se deve a uma má formação da parte externa da orelha; neurosensorial causada por algum problema no ouvido interno e a mista por problemas tanto na parte externa quanto na interna e esses tipos podem ser causados por motivos congênitos ou adquiridos. E os graus de surdez vão do nível normal, leve, moderada, moderadamente severa, severa e profunda.&nbsp;<br><br></div><div><strong>O IMPLANTE COCLEAR RECUPERA A AUDIÇÃO DO SURDO?<br></strong><br></div><div>Como tentativa de cura da surdez e consequentemente fazer-se o uso da língua oral, infelizmente o uso do implante é imposto e pode acabar desvalorizando a identidade surda, por isso o uso do implante deve ser debatido de forma que não minimize ou apegue a identidade das pessoas surdas.<br><br></div><div><strong>A SURDEZ COMPROMETE O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DO INDIVÍDUO?<br></strong><br></div><div>Não compromete. Pois ao conseguir apender uma língua o ser humano desenvolve o seu cognitivo, o que então a pessoa surda pode desenvolver através da língua de sinais, ou, sendo a surdez de vários tipos e desde que a pessoa surda não tenha problemas nas cordas vocais, ela tem a capacidade de fazer uso da língua oral.<br><br></div><div>&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 01:15:59 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>  Gabriela Alves de Oliveira </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/201610366/sgfedpighlbwwp21/wish/1850035464</link>
         <description><![CDATA[<div><br><strong>A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral? <br></strong>A sobreposição da língua portuguesa à língua de sinais, se deve ao fato da existência da relação entre surdos e ouvintes. Desse modo, as relações entre línguas distintas não são imparciais. A língua sofre interferência dos processos de colonização, sobretudo no que tange à imposição de seu uso. Assim, o português sinalizado é uma imposição que anula a língua de sinais. Vale salientar que é um equívoco considerá-la &nbsp; como uma linguagem, pois esta se configura como uma língua constituída de estruturas próprias e distintas.</div><div><strong>&nbsp;O intérprete é a “voz” do surdo?<br></strong>Os surdos são indivíduos que podem interagir e ser protagonistas de sua própria história. O intérprete da língua de sinais por muito tempo não&nbsp; foi visto como profissional, haja visto que a lei de reconhecimento do intérprete de libras&nbsp; é recente, aprovada no ano de 2010. Tal fato é de extrema relevância para a comunicação e para a introdução dessa língua em diferentes espaços. Todavia,&nbsp; desconstruir a ideia do intérprete como a "voz" do surdo, reforça a importância desse agente enquanto um facilitador da comunicação.</div><div>O som como ruído visual&nbsp; permite ao surdo compreender o mundo ao seu redor. As vibrações por exemplo, favorecem diferenciar os tipos de sons quando se trata de ritmos musicais, bem como contribuem para&nbsp; uma melhor&nbsp; expressão de sentimentos e sensações, o que comprova a possibilidade de comunicação.<br><strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?</strong></div><div>Historicamente, a surdez&nbsp; foi vista como uma anormalidade,&nbsp; tendo a oralização&nbsp; como instrumento de solução para a surdez&nbsp; de maneira obrigatória e a tendência de se condenar a aprendizagem da língua de sinais. Entretanto, o surdo tem o direito em escolher a&nbsp; sua língua de identificação, seja ela a língua oral ou a língua de sinais. Assim, o&nbsp; processo de oralização é frutífero ao passo quando ocorre de maneira voluntária por parte do surdo.</div><div><strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br></strong>O sentimento de pertencimento do surdo é muito subjetivo e está relacionado ao grau de surdez e de como esse indivíduo passa pelo processo de interação social. Há uma diversidade de comunidades surdas&nbsp; e formas de identificação com a língua e com a cultura surda. Nesse sentido, a partir da criação de mecanismos para reforçar sua identidade cultural, como a priorização do uso da&nbsp; língua de sinais, os surdos resistem a determinadas imposições.&nbsp;</div><div><br></div><div><strong>O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br><br></strong>&nbsp;A ausência da língua de sinais na alfabetização dificulta a prática da escrita pelo surdo , uma vez que a língua portuguesa enquanto a segunda língua para a comunidade surda, apresenta distinções, em função do padrão normativo, considerando que na gramática da libras não há gênero, artigo, preposições, conjunções, entre outros.<br>Desse modo, a<strong> </strong>escrita enquanto uma atividade cognitiva e proveniente do processo de escolarização acaba produzindo uma preocupação dos surdos com a incompreensão de sua escrita por terceiros, em razão da normatização do conhecimento da língua oral.<br><strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br><br></strong>&nbsp;A oralização por muito tempo se configurou enquanto um mecanismo de comunicação dos surdos com a sociedade ouvinte, o que colaborou&nbsp; para a condenação da língua de sinais pelos oralistas. Gradativamente, passou a existir&nbsp; a defesa do bilinguismo da comunidade surda. Assim, emerge a língua de sinais e dentre elas, a libras tornou-se primeira língua da comunidade surda para desenvolvimento da comunicação, da cultura e da vivência com surdos e também ouvintes no Brasil.<br>Nesse viés, é&nbsp; importante destacar que a aprendizagem da língua oral pode facilitar no exercício de escrita pelo surdo desde que a&nbsp; oralização seja consentida pelos surdos e não imposta como um dever.</div><div>T<strong>odos os surdos fazem leitura labial?</strong></div><div>&nbsp;A oralização e a leitura labial são particularidades distintas de cada surdo, já que nem todos conseguem oralizar ou fazer leitura labial. Dessa forma, a oralização está diretamente associada ao grau de surdez e as práticas desenvolvidas por cada surdo em seu contexto social e comunicativo. <br><strong>A surdez é um problema para o surdo?<br></strong>A surdez ainda é vista pela sociedade&nbsp; como uma doença, pensamento este reforçado pelos ouvintes. Ou seja, uma problemática que perpassa a construção social e histórica. A sociedade não se adapta à diversidade dos indivíduos e tende a marginalizá-los, exigindo a correspondência&nbsp; ao padrão social. Logo, a discussão sobre surdez deve ser abordada nos espaços sociais sob a perspectiva da diferença não como um problema, mas como elemento para entendimento dos surdos enquanto indivíduos capazes de desenvolver&nbsp; suas habilidades e de interagir coletivamente.<br><strong>A surdez é uma deficiência?<br></strong>A concepção da surdez como uma anomalia fomenta a discriminação, uso de termos indevidos para caracterizar a condição de surdez, visto que o desconhecimento leva a utilização equivocada do termo surdo-mudo <br>para se tratar do surdo, pois nem todo surdo é mudo, vice e versa.&nbsp; Faz-se&nbsp; necessário considerar os surdos como indivíduos pertencentes ao conjunto social que possui suas particularidades e que não deve ser privado da comunicação e das condições de sobrevivência e comunicação.<br><strong>A surdez é hereditária?<br></strong>A concepção da surdez por hereditariedade surge com os estudos desenvolvidos pela pesquisadora e antropóloga Nora Ellen Groce, através de pesquisas realizadas com habitantes da Ilha Martha’s Vineyard, em Massachusetts (Estados Unidos da América). A cada 155 crianças que nasciam, 1 era surda. A falta de migração, as relações de parentesco&nbsp; mais fortes geram&nbsp; predominância de gene recessivo&nbsp; não havendo variação genótipica&nbsp; no caso da ilha, o que favoreceu a existência de um maior número de surdos.<br>As ideologias nazistas e eugenistas no período pós guerra fortalecem&nbsp; as práticas de extermínio e discriminação também da comunidade surda. Pois, a desumanidade das teorias eugenistas na academia são evidentes com a&nbsp; condenação do uso da língua de sinais e da a relação entre surdos.&nbsp; A sociedade de Martha’s Vineyard aos surdos, diferentemente de outras localidades do mundose adaptou aos surdos criando a&nbsp; língua de sinais local, a MVSL, usada em diferentes espaços e contextos.&nbsp;<br>A hereditariedade não é o único fator que leva à surdez, mas também condicionantes ambientais. Entretanto, ela corresponde a 60% dos casos em países desenvolvidos, segundo pesquisas. A&nbsp; ciência aborda que o diagnóstico da surdez pode ser possível através da reconstrução de árvore genealógica,&nbsp; bem como alerta para a importância do acompanhamento neonatal e a realização de testes laboratoriais nos bebês,(teste do pezinho e da orelhinha) para a identificação de predisposição a surdez ou doenças, realizados em unidades básicas de saúde.</div><div><br><strong>Há diferentes tipos de graus de surdez?<br></strong>&nbsp;Existem diversas condicionantes que causam a surdez e essas podem ser adquiridas ainda enquanto feto, através da transmissão de vírus, bactérias e doenças&nbsp; na gravidez da mãe.&nbsp; Assim, a surdez pode ser uma condição de nascimento ou adquirida em diferentes estágios da vida e em graus distintos a depender da causa.<br>A surdez pode ser temporária&nbsp; ou permanente. Há diferentes tipos de lesão no conduto auditivo que compromete a audição dos indivíduos. A introdução de corpo estranho no aparelho auditivo ou ruídos de alta intensidade podem provocar sérios danos à audição, podendo torná-la irreversível. A perda auditiva também pode ser causada por tratamento medicamentoso. Nos casos de perda de audição reversível, quase sempre é indicado o uso de implante coclear.<br>&nbsp;No que se refere a língua, o grau de surdez não determina a adesão de um surdo a oralização ou a língua de sinais. Tal aceitação depende de seu entendimento de pertença enquanto sujeito.</div><div><br></div><div><strong>O implante coclear recupera a audição do surdo?<br></strong>O implante coclear é entendido como um processo de cura para os surdos, entretanto, este pode não ser ideal para todos os surdos. Mas,  deve ser realizado com o consentimento do surdo, por se tratar de um procedimento desagradável e agressivo. Por isso, a&nbsp; necessidade de se observar&nbsp; o histórico da surdez e respeitar a situação fisiológica do órgão afetado.<br>O procedimento requer cuidados especiais posteriores à sua introdução, como é o caso de acompanhamento clínico constante. Dessa maneira, é importante de&nbsp; considerar as condições de acesso a tais serviços de saúde, como a fonoaudiologia e as dificuldades de adaptação dos surdos com o implante coclear.<br><br></div><div><br></div><div><strong>A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?</strong></div><div>A surdez não interfere na cognição do surdo em termos da língua, pois ela pode ser adquirida por vários meios. Embora, ocorra uma predominância da imposição da língua oralizada, principalmente nas escolas.<br>Os surdos possuem direitos que precisam ser reconhecidos,  no que tange ao direito de aprender e praticar a língua materna, escolher a maneira de como aprender a língua oral, interagir dentro e fora da comunidade surda. Porém, há pouco interesse em aderir a disciplina de Libras como obrigatória no processo de escolarização, embora&nbsp;sua inclusão  nos&nbsp; cursos de nível superior é uma conquista. O desconhecimento da língua de sinais por parte de familiares de surdos e toda sociedade acaba não favorecendo uma comunicação mais efetiva a partir da língua de sinais.</div><div>&nbsp;Nesta lógica, há uma grande necessidade de desenvolvimento de políticas públicas e educacionais&nbsp; para mediar a comunicação entre surdos e ouvintes. Para tanto, a inclusão requer a desconstrução dos paradigmas linguísticos e o desenvolvimento de políticas que se pautem na responsabilidade coletiva e não na adequação&nbsp; dos surdos à sociedade ouvinte.</div><div><br><br></div><div>&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-28 02:23:16 UTC</pubDate>
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         <title>Quele Santos Ribeiro</title>
         <author>201520819</author>
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         <description><![CDATA[<div>Tanto o livro quanto as apresentações foram divididas em três diferentes partes, sendo a primeira sobre a língua de sinais; a segunda sobre o surdo; e a terceira sobre a surdez.<br>No que tange a primeira parte, foi discutido se seria a língua de sinais uma versão sinalizada da língua oral, onde chegamos ao entendimento de que não, visto que,&nbsp; a língua de sinais possui uma estrutura própria e é autônoma, ou seja, independe de qualquer língua oral em sua concepção linguística.&nbsp;<br><br>Em um segundo momento, onde foi tratado pelos colegas a respeito do surdo enquanto um sujeito pensante e munido de uma cultura e identidade própria, tivemos a oportunidade de desconstruir diversos paradigmas, tais como, a visualização do intérprete como sendo a "voz" do surdo. Apesar da inegável importância do acompanhamento de um intérprete para assegurar que as relações e diálogos entre surdos e ouvintes aconteçam, atribuir ao intérprete o papel de voz, encobre o fato de que o surdo já possui uma língua.&nbsp;<br><br>E como também foi visto durante as apresentações, a negação e encobrimento&nbsp; dessa língua culminou em tentativas como as de oralização do surdo como meio de integrá-lo na sociedade ouvinte, levando à imposição de treinos exaustivos, repetitivos e mecânicos da fala, restringindo-o da busca por pertencimento em outras culturas e identidades celebradas também por surdos, levando em conta que os mesmos possuem uma personalidade e cultura própria como maneira de marcar a visibilidade mediante uma sociedade conduzida por ouvintes.<br><br>Para além disso, também foi esclarecido a relação dos surdos com a escrita e com a aprendizagem da língua oral, onde ficou evidenciado que a maior dificuldade do surdo em escrever não está relacionado com o fato de dominar ou não a língua oral, mas sim com a falta de acesso a uma escola que reconheça as diferenças linguísticas e estejam dispostas a adequar o processo de alfabetização de acordo com a realidade e possibilidade de cada indivíduo.&nbsp;<br><br>Por fim, mas não menos importante, foi discutido de maneira mais enfática e tecnicista sobre a surdez. Onde foi possível aprender através da explanação dos colegas sobre essa condição tanto através de um viés patológico, que identifica e classifica a surdez em seus diferentes tipos, graus, maneiras de aquisição e possíveis formas de tratamento, quanto através de um viés cultural que, apesar do grande destaque envolto nos discursos preconceituosos estereotipados&nbsp; a respeito do surdo, também tem dado cada vez mais espaço a diversidade e inclusão desses grupos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-29 22:49:54 UTC</pubDate>
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         <title>Ionessa Batista Bomfim Vieira</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>A língua de sinais é um código secreto dos surdos?</strong></div><div><br>Dentre algumas narrativas históricas, conta-se que a sinalização era vista como um "código secreto", mesmo entre os surdos, pois era usada às escondidas, por causa da sua proibição.<br>Várias implicações sociais, políticas, educacionais, psicológicas e linguísticas decorrem dessa proibição. porém, o que a história nos mostra é que a língua de sinais, diferentemente da maioria das línguas minoritárias, não morreu e não morrerá porque, enquanto tivermos dois surdos compartilhando o mesmo espaço físico, haverá sinais.<br><br><strong>A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br><br></strong>Não. A língua de sinais tem estrutura própria, e é autônoma, ou seja, independente de qualquer língua oral em sua concepção linguística. Educacionalmente, o uso do português sinalizado tem sido alvo de muitas críticas, porque se insere na filosofia do bimodalismo. Dentro dessa visão, encara-se a língua de sinais como um meio para se atingir um fim, ou seja, um recurso para ensinar a falar uma língua oral, funcionando como um amálgama dos sinais e de fala. <br><br><strong>O intérprete é a 'voz' do surdo?<br>&nbsp;<br></strong>Não. O intérprete é um importante facilitador nas interações entre surdos e ouvintes. No Brasil, ainda não há tradição na profissão ou formação específica para esses profissionais, da mesma forma que há para intérpretes de línguas orais de prestígio como, por exemplo, intérpretes de língua inglesa e francesa.<br><br><strong>O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br><br></strong>Não. A oralização deixou marcas profundas na vida da maioria dos surdos. Oralizar é sinônimo de negação da língua dos surdos. É sinônimo de correção, de imposição de treinos exaustivos, repetitivos e mecânicos da fala. Portanto, deve se respeitar a língua primária da comunidade surda, a língua de sinais.<br><br><strong>O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br><br></strong>Sim. Esse discurso, aliás, é muito disseminado pelos surdos e ouvintes em muitos ambientes sociais que discutem e articulam questões próprias à área da surdez. Contudo, acrescentaria à asserção um plural, e diria que somos permeados, sejamos surdos ou ouvintes, por múltiplas identidades e culturas. logo, cada surdo possui sim, uma identidade e cultura própria.<br><br><strong>O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br><br></strong>Não. O fato de a escrita ter uma relação fônica com a língua oral pode e de fato estabelece outro desafio para o surdo: reconhecer uma realidade fônica que não lhe é familiar acusticamente.<br>A imposição do português a todo custo na escolarização dos surdos tem vários significados, sendo o mais grave deles a negação da língua de sinais na alfabetização.<br><br><strong>O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br><br></strong>Não. Esse era um pensamento muito disseminado pelos oralistas convictos. Ora, a falta de interesse dos surdos na aprendizagem na língua majoritária oral tem estado intimamente relacionada aos castigos e punições que a história da educação dos surdos se encarrega de narrar. As ações negativas quanto ao uso da língua de sinais estiveram e estão, em grande medida, atreladas aos seguidores da filosofia oralista.<br><br><strong>Todos os surdos fazem leitura labial?<br><br></strong>Não. A leitura labial e o desenvolvimento da fala vocalizada, são habilidades que precisam de treinos árduos e intensos para serem desenvolvidos. Nem mesmo os surdos tidos como mais habilidosos que usam de forma correta a língua de sinais usam a leitura labial.<br><br><strong>A surdez é um problema para o surdo?<br><br></strong>Ver a surdez como um problema está diretamente relacionada à visão patológica. É importante frisar, todavia, que os surdos e ouvintes que usam e valorizam a língua de sinais assumem uma postura positiva diante da surdez.<br><br><strong>A surdez é uma deficiência?<br><br></strong>Não. A surdez não é uma deficiência.<br><strong>Surdez:</strong> Estado de quem é surdo, isto é, não ouve nada.<br><strong>Deficiência:</strong> Falha, insuficiência, carência.<br><strong>Deficiente:</strong> Que é falho, incompleto, imperfeito.<br><br><strong>A surdez é hereditária?<br><br></strong>Os fatores hereditários da surdez foram alvo de especulações de muitos cientistas. Groce apontou que a elevada ocorrência da surdez não se dava em função de traumas ou doenças contagiosas - capazes de provocar a surdez - e também por acidentes, doenças contraídas na gestação ou efeitos colaterais do uso de medicamentos, por exemplo. Mas quando há uma ocorrência muito grande entre familiares, as chances passam a ser genéticas, ou mesmo hereditárias.<br><br><strong>Há diferentes tipos e graus de surdez?<br><br></strong>Certamente. A literatura mostra que o indivíduo pode ficar surdo por&nbsp; várias causas e que há "aproximadamente 70 tipos de surdez hereditária; mais ou menos 50% delas estão associadas com outras anormalidades" (Groce,1985:22). Dentre as causas congênitas, o contato do embrião ou feto com os vírus da rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus e herpes são as causas mais recorrentes.<br><br><strong>O implante coclear recupera a audição do surdo?<br><br></strong>A recuperação da audição vai depender de inúmeras variáveis. nos experimentos em que um surdo tenha se submetido ao implante, o resultado é sempre drástico, pois, além de se tratar de um método invasivo para a colocação do dispositivo interno, o sucesso com as respostas auditivas dependerá de vários fatores: idade do surdo, tempo de surdez, condições do nervo auditivo, quantidade de eletrodos implantados, situação da cóclea, trabalho fisioterápico do fonoaudiólogo, acompanhamento periódico do médico para ativação e ajustes no dispositivo do implantado, etc.<br><br><strong>A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo-linguístico do indivíduo? <br><br></strong>Não. O surdo pode e desenvolve suas habilidades cognitivas e linguísticas ao lhe ser assegurado o uso da língua de sinais em todos os âmbitos sociais em que transita. Não é a surdez que compromete o desenvolvimento do surdo, e sim a falta de acesso a uma língua.<strong><br><br><br><br><br></strong><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-30 03:07:59 UTC</pubDate>
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         <title>Heitor do Prado Limoeiro</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>1 – A língua de sinais é uma versão sinalizada da língua oral?<br></strong><br></div><div>A língua de sinais não é datilologia ou mímica, pois a língua de sinais não está restrita a isso já que ela tem uma estrutura complexa e linguística, como também não é universal ou artificial, ou seja, ela surge de forma natural no processo de interação dos indivíduos em contato com a sociedade devido às suas necessidades de interação social de acordo com a condição da surdez. A língua de sinais e a oral se distinguem em relação à modalidade por conta do meio físico utilizado para receber e produzir as informações linguísticas. A diferença se encontra na língua oral quando a recepção é pela audição e a produção é pela voz, e na língua de sinais a recepção é feita pela visão e a produção por determinados movimentos das mãos.<br><br></div><div><strong>2 – O intérprete é a voz do surdo?<br></strong><br></div><div>O intérprete tem grande importância na interação entre os surdos e os ouvintes, já que o intérprete tem o domínio da língua de sinais através de escolas e/ou parentes ou amigos surdos, e muitas dessas interações com o intérprete se dão em situações informais do cotidiano, além das situações mais formais. Os surdos também tem o direito, através da Lei nº 10.436 do dia 24 de abril de 2002, de garantir um intérprete nos espaços públicos como universidades ou escolas, para que possa ser assistido e interagir com os ouvintes na sua própria língua.<br><br></div><div><strong>3 – O surdo precisa ser oralizado para se integrar na sociedade ouvinte?<br></strong><br></div><div>A oralização do surdo é considerada um processo pedante, cansativo e impositivo, pois a oralização levanta a ideia de que a surdez é algo errado e problemático, o que acaba por rejeitar a língua de sinais e considera-la desnecessária, já que, para a oralização, o surdo tem que se encaixar no mundo dos ouvintes, ao invés de adaptar a sociedade para a comunicação com os surdos, que é o que a língua de sinais propõe.<br><br></div><div><strong>4 – O surdo tem uma identidade e uma cultura própria?<br></strong><br></div><div>Os surdos além de terem sua cultura própria, tem uma variedade cultural muito grande entre eles, como por exemplo, as diferenças e variações dos sinais em regiões diferentes, o que mostra que não existe uma hegemonização dos sinais, e sim uma vasta pluralidade.<br><br></div><div><strong>5 – O surdo tem dificuldade de escrever porque não sabe a língua oral?<br></strong><br></div><div>A escrita é uma habilidade cognitiva que demanda um esforço geral, que é desenvolvida quando se recebe instrução formal, e o fato de a escrita ter uma relação fônica com a língua oral, pode estabelecer outro desafio para os surdos, que é reconhecer uma realidade fônica que não lhe é familiar acusticamente. E na língua portuguesa, há também o fator emocional em jogo, que é o medo de escrever errado em que há a preocupação com as reações de quem vai ler o que foi escrito.<br><br></div><div><strong>6 – O uso da língua de sinais atrapalha a aprendizagem da língua oral?<br></strong><br></div><div>Não há nenhum impedimento, embora a premissa que sustente o oralismo seja a integração do surdo na comunidade ouvinte, só que isso não consegue ser atingido na prática, pois isso acaba refletindo no desenvolvimento da linguagem, sendo então, o surdo sendo silenciado pelo ouvinte. É como se a linguagem oral fosse o único meio para a comunicação, e o uso da língua de sinais como um recurso comunicativo é uma forma de conformismo com a limitação auditiva.<br><br></div><div><strong>7 – Todos os surdos fazem leitura labial?<br></strong><br></div><div>Isso não confere, já que a leitura labial é uma habilidade que precisa ser treinada, e não é algo que surge naturalmente. Nem mesmo os surdos tidos como mais habilidosos que usam de forma correta a língua de sinais usam da leitura labial, pois existem diferenças.<br><br></div><div><strong>8 – A surdez é problema para o surdo?<br></strong><br></div><div>A sociedade ouvinte tem o preconceito de que a surdez é algo problemático e que seria necessário procedimentos médicos para resolvê-lo, o que a autora coloca como uma visão patológica da surdez. Por outro lado, também tem os ouvintes e os surdos que valorizam a língua de sinais e tem uma postura mais positiva diante da surdez. E, com maiores espaços para os surdos em comunidades acadêmicas citadas no livro, acabou trazendo autonomias identitárias, linguísticas e culturais e um senso coletivo crítico de que a visão da surdez como um problema foi uma criação da sociedade ouvinte. Então, esse problema que foi colocado na surdez pela sociedade ouvinte, se dá por conta da condição humana do receio pelo convívio com as diferenças, e isso nos mostra que a surdez é um problema maior para o ouvinte do que para o surdo, pois o ouvinte está sempre tentando moldar os surdos para o seu padrão.<br><br></div><div><strong>9 – A surdez é uma deficiência?<br></strong><br></div><div>Pelo viés cultural, a surdez não é uma deficiência, já no dicionário a surdez era definida como uma deficiência, apesar de atualmente esse erro já estar corrigido. E enxergar a surdez como falha, é uma forma de violência, pois o surdo é capaz de ter uma vida em sociedade, mas o problema é que a sociedade ouvinte trata essa comunidade como pessoas marginalizadas. Por isso, a surdez deve ser entendida como uma diferença e necessita ser reconhecida politicamente.<br><br></div><div><strong>10 – A surdez é hereditária?<br></strong><br></div><div>A autora cita o trabalho da pesquisadora e atropóloga Nora Groce que vai tratar de estudos realizados em habitantes de Massachusetts nos EUA, onde ela vai questionar sobre se a surdez é hereditária. No local determinado pela pesquisa de Nora Groce, o número de surdos era maior do que o normal das estatísticas dos EUA, onde, a cada 155 crianças que nasciam ali, 1 era surda. Mas, para explicar o alto número de pessoas surdas naquele local, a pesquisadora percebeu que, desde a ocupação do lugar, houve dificuldade de alguns fluxos migratórios, o que fez a população se aglutinar e as relações começaram a ser relações de parentesco mais fortes, e por isso vai acontecer a consanguinidade e a predominância de um gene recessivo. Então não haverá uma variação genética, e essa ausência de variação para a biologia vai significar o surgimento de uma anomalia, que seria esse o caso do local pesquisado pela antropóloga.<br><br></div><div><strong>11 – Há diferentes tipos e graus de surdez?<br></strong><br></div><div>Sim, existem vários motivos que podem levar uma pessoa à surdez, além disso, existem aproximadamente 70 tipos de surdez hereditária onde cerca de 50% delas estão associadas a outras anomalias. Existe a surdez por causas congênitas onde as possíveis causas são o contato do feto com os vírus da rubéola, sífilis e herpes que são as causas mais recorrentes. Outros indicadores de risco para os recém-nascidos são as anomalias craniofaciais, meningite bacteriana e medicações ototóxicas. Entre os tipos de surdez, existe a condutiva que é a alteração na orelha externa ou no ouvido médio, existe também a neurossensorial que afeta a cóclea ou o nervo auditivo, e a mista que são as alterações condutivas e neurossensoriais.<br><br></div><div><strong>12 – O implante coclear recupera a audição do surdo?<br></strong><br></div><div>A autora abre uma reflexão sobre o implante coclear, pois o mesmo pode excluir a identidade da pessoa surda, já que a origem desse implante veio da intenção de cura ou tentativa de recuperar a audição, fazendo com que o surdo se focasse somente na oralização, forçando-o a fazer parte da sociedade ouvinte. Mas, mesmo o surdo escolhendo fazer esse procedimento médico, apesar de houver a chance de não recuperar completamente a audição, existirá sim um progresso neste quesito.<br><br></div><div><strong>13 – A surdez compromete o desenvolvimento cognitivo do indivíduo?<br></strong><br></div><div>A surdez não compromete esse desenvolvimento, porque há diferentes níveis de surdez, e desde que o indivíduo não possua nenhum tipo de dificuldade na questão das cordas vocais que o impeça de falar, ele teria sim a habilidade de adquirir a linguagem, desde que isso seja sua própria escolha e que ele tenha um método de ensino satisfatório.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-10-30 20:54:22 UTC</pubDate>
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