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      <title>Fernando Pessoa Ortónimo by Deolinda Maurício</title>
      <link>https://padlet.com/deolindamauricio/scw3ny6odd2md97x</link>
      <description>Trabalho de grupo sobre as temáticas de Fernando Pessoa ortónimo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-18 11:23:46 UTC</pubDate>
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         <title>Tarefas a executar por cada grupo</title>
         <author>deolindamauricio</author>
         <link>https://padlet.com/deolindamauricio/scw3ny6odd2md97x/wish/2389801025</link>
         <description><![CDATA[<div>Cada grupo de trabalho deve:<br><br></div><ul><li>Identificar todos os seus membros;</li></ul><div><br></div><ul><li>Apresentar um poema de Pessoa ortónimo, com a respetiva data de publicação;</li></ul><div><br></div><ul><li>Inserir o texto apresentado numa das temáticas pessoanas;</li></ul><div><br></div><ul><li>Fazer uma breve análise de conteúdo e forma do poema apresentado;</li></ul><div><br></div><ul><li>Mostrar uma imagem e/ou vídeo que possa ilustrar o poema;</li></ul><div><br></div><ul><li>Apresentar uma música que possa relacionar-se com o poema ou com o tema apresentado.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-18 11:57:47 UTC</pubDate>
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         <title>Exemplo de trabalho de pesquisa: Dor de pensar</title>
         <author>deolindamauricio</author>
         <link>https://padlet.com/deolindamauricio/scw3ny6odd2md97x/wish/2390019553</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><mark>"Gato que brincas na rua"<br><br></mark></strong><strong>https://youtu.be/sL4radT_Hes</strong><br><br></div><div>Gato que brincas na rua</div><div>Gato que brincas na rua</div><div>Como se fosse na cama,</div><div>Invejo a sorte que é tua</div><div>Porque nem sorte se chama.</div><div>Bom servo das leis fatais</div><div>Que regem pedras e gentes,</div><div>Que tens instintos gerais</div><div>E sentes só o que sentes.</div><div>És feliz porque és assim,</div><div>Todo o nada que és é teu.</div><div>Eu vejo-me e estou sem mim,</div><div>Conheço-me e não sou eu.</div><div><br>1-1931</div><div><strong>Poesias.</strong> Fernando Pessoa.<br><br><br><br>https://youtu.be/yR6DzwilKaI<br><strong>Álbum: </strong><a href="https://www.google.com/search?rlz=1C1CHBD_pt-PTPT1001PT1001&amp;sxsrf=ALiCzsZtdxTkXDjtVZp3qsutAZ3dq_Undg:1668783375113&amp;q=gato+que+brincas+na+rua+m+de+mem%C3%B3ria&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LVT9c3NEw2yjY0ik8uV4Jxs-INKyqTtNSzk630c0uLM5P1i1KT84tSMvPS45NzSotLUous0jKLiksUEnOSSnMXsaqmJ5bkKxSWpiokFWXmJScWK-QlKhSVJirkKqSkKuSm5h7eXJSZuIOVcRc7EwcDAEJtOY55AAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi6-57C_rf7AhWYY6QEHaDuAbQQmxMoAHoECCMQAg">M de Memória</a></div><div><strong>Data de lançamento: </strong>2016</div><div><strong>Artista: </strong><a href="https://www.google.com/search?rlz=1C1CHBD_pt-PTPT1001PT1001&amp;sxsrf=ALiCzsZtdxTkXDjtVZp3qsutAZ3dq_Undg:1668783375113&amp;q=Felipe+Fontenelle&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-LVT9c3NEw2yjY0ik8uV-LSz9U3SCsxMjU30FLKTrbSzy0tzkzWL0pNzi9KycxLj0_OKS0uSS2ySiwqySwuWcQq6Jaak1mQquCWn1eSmpeak5O6g5VxFzsTBwMAKh9VNV0AAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi6-57C_rf7AhWYY6QEHaDuAbQQmxMoAHoECB8QAg">Felipe Fontenelle</a><br><br><br>Este poema insere-se na temática da<strong> DOR DE PENSAR.<br></strong>À semelhança do que faz em “Autopsicografia”, Pessoa parte de uma imagem, de uma cena do quotidiano, neste caso um gato a brincar na rua. Além disso, o poema recorda-nos “Tabacaria”, nomeadamente o momento em que a sua atenção se centra na rapariga que come chocolates, absorta do resto do mundo. Ora, sucede que é esta ausência de preocupação que o espanta, intriga e lhe desperta a «inveja» que espelha no poema em análise.<br><br></div><div>O tema do poema é, mais uma vez, a dor de pensar, motivada pela intelectualização do sentir, do qual decorrem outras temáticas caras ao poeta: a felicidade de não pensar; o isolamento do «eu» face às «pedras e gentes»; a inveja sentida pelo sujeito poético relativamente à inconsciência do animal; o desconhecimento, a sensação de estranheza do «eu» em relação a si.<br><br></div><div>O poema abre com a apresentação da referida situação de um gato que o sujeito poético observa a brincar na rua como se fosse na cama (comparação). Esta circunstância coloca-nos desde logo na presença de um animal feliz (porque está a brincar) e ao mesmo tempo tranquilo, despreocupado, indiferente e inconsciente do perigo (novamente a comparação «como se brincasse na cama») por ser irracional, não pensar. Por outro lado, sugere-se que o gato age no exterior e no contacto com os outros («na rua» – v. 1) com a mesma naturalidade com que brinca na cama, na sua «intimidade». Assim, o sujeito poético sugere que o gato não age segundo quaisquer convenções, antes vive apenas de acordo com a sua vontade e os seus instintos próprios de animal irracional. Além disso, tem «sorte», a sorte de ser inconsciente dos perigos, de ser irracional e não pensar, por isso cumpre o seu destino sem se lhe opor minimamente, não o questionando (v. 5), cumprindo assim, no fundo, a ambição de Ricardo Reis, que é a de sentir o destino como algo inevitável. Como não pensa, é o «nada», mas é-o plenamente e é feliz, porque não se conhece, regendo-se pelos seus «instintos gerais». «Todo o nada» que o gato é, porque não pensa no que é, pertence-lhe, já que depende exclusivamente dos seus sentidos. Ao contrário do que sucede com o sujeito poético, no gato predomina o sentir sobre o pensar: o animal não tem consciência do que sente, limita-se a sentir (v. 8). Em suma, é feliz«porque [é] assim», isto é, irracional, inconsciente, porque age por instintos. O gato aceita calmamente o destino (v. 5), age apenas por instintos gerais (v. 7), isto é, comandado apenas pelos sentidos (v. 8), assim conseguindo ser feliz (v. 9).<br><br></div><div>Por seu lado e perante este quadro, o sujeito poético não esconde a sua admiração e inveja relativamente à sorte do gato, ou seja, de ser inconsciente e poder brincar sem pensar em (mais) nada, o que é equivalente a dizer que inveja o gato pela felicidade simples resultante da vivência plena das coisas sem pensar. O sujeito poético inveja a sorte do gato que, na realidade, nem «sorte se chama», isto é, não se trata de sorte, dado que são as leis da natureza que permitem ao felino ser um ser inconsciente feliz.Pelo contrário, ele tem a consciência plena de que é infeliz, ideia que é acentuada pela observação do gato e do seu comportamento, pois pensa-se, ao contrário do animal, daí que revela também tristeza e desolação por não conseguir abolir o pensamento e, dessa forma, ser igualmente feliz. De facto, ele é um ser dominado pela racionalização, em busca constante de autoconhecimento, tudo racionaliza, transforma as sensações em pensamentos, daí a sensação de estranheza face a si mesmo.<br><br></div><div>Podemos, em suma, afirmar que o sujeito poético inveja o gato por três razões:<br>1.ª) Tem “instintos gerais” e sente só o que sente, ou seja, não pensa sobre o que está a sentir, limita-se a sentir;<br>2.ª) É “um bom servo das leis fatais”, isto é, não tenta contrariar as etapas inevitáveis da existência: nascimento, crescimento e morte;<br>3.ª) “Todo o nada que és é teu”, ou seja, ao contrário do sujeito poético, o gato não pensa, não se questiona .<br>Assim, esta dor de pensar que o tortura leva-o a desejar ser inconsciente como a ceifeira e como o gato, que não pensam.<br><br>A nível formal, o poema é constituído por três quadras, num total de 12 versos de redondilha maior (versos de 7 sílabas métricas). A rima é cruzada, segundo o esquema ABAB.<br>Morfologicamente, predominam o nome e o verbo no presente do indicativo (traduzindo a factualidade da situação apresentada), escasseando os adjetivos («fatais», «gerais», «feliz»).<br>Estilisticamente, a comparação dos versos 1 e 2 («Gato que brincas na rua / Como se fosse na cama») traduz a despreocupação do gato por se tratar de um animal irracional. A metáfora «Bom servo das leis fatais» remete para a inconsciência do gato e a aceitação calma do destino. As antíteses são diversas e giram todas em torno da oposição gato (guiado pelos instintos, livre e feliz) / sujeito poético (angustiado, infeliz e torturado pela dor de pensar, porque guiado pelo pensamento): consciência / inconsciência, pensar / sentir; prisão / liberdade, angústia / alegria, felicidade / infelicidade. Todas elas apontam para as diferenças entre o sujeito poético e o gato. O paradoxo que finaliza o poema («Eu vejo-me e estou sem mim, / Conheço-me e não sou eu.» – vv. 11-12) sugere a procura do autoconhecimento, a racionalização e a estranheza face a si mesmo.<br>O vocabulário é simples e com valor denotativo. Por último, nota para as orações subordinadas causais:</div><ul><li>«Porque nem sorte se chama» (v. 4): a justificação da inveja da sorte do gato, pelo facto de este desconhecer o significado de sorte;</li><li>«Que tens instintos gerais» (v. 7): apresenta a razão de o gato ser um cumpridor do destino;</li><li>«És feliz porque és assim» (v. 9): traduz a razão da felicidade do gato (sentir).</li></ul><div><br></div><div>Trabalho realizado por:<br><br>_____________, nº _____ turma:_______<br>_____________, nº _____ turma:_______<br>_____________, nº _____ turma:_______<br>_____________, nº _____ turma:_______<br><br><strong><br></strong><br></div><div><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-18 14:47:12 UTC</pubDate>
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         <title>Fingimento artístico</title>
         <author>sofiamgmauricio</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>AUTOPSICOGRAFIA</strong></div><div><br>O poeta é um fingidor</div><div>Finge tão completamente</div><div>Que chega a fingir que é dor</div><div>A dor que deveras sente.</div><div>E os que lêem o que escreve,</div><div>Na dor lida sentem bem,</div><div>Não as duas que ele teve,</div><div>Mas só a que eles não têm.</div><div>E assim nas calhas de roda</div><div>Gira, a entreter a razão,</div><div>Esse comboio de corda</div><div>Que se chama coração.</div><div>s. d.</div><div><strong>Poesias.</strong> Fernando Pessoa.<br><br>Esta composição poética é um extraordinário resumo do pensamento de Fernando Pessoa com referência ao fazer poético, podendo considerá-la uma obra marcante em sua carreira. O tema abordado é sempre voltado para reflexões sobre identidade, noções de verdade e existencialismo (condizentes com a era moderna em que o mesmo se encontrava). Neste poema, todas essas características estão presentes.<br><br></div><div>&nbsp; O poema possui 12 versos ao todo, divididos em três estrofes com 4 versos cada uma, trata-se de uma redondilha maior, ou seja, versos de sete sílabas poéticas ou heptassílabo (forma pertencente à medida velha), o esquema de rimas é alternado ou cruzado (ABAB); (CDCD); (EFEF), apresentando uma irregularidade no primeiro e no terceiro verso da última estrofe.<br><br></div><div>&nbsp; Com relação aos recursos estilísticos usados por Fernando Pessoa, podemos ressaltar três de extrema relevância neste poema: poliptoto, ou seja, o uso de uma palavra diversas vezes e de diferentes maneiras para enfatizar a ação (“fingidor”, “fingir”, “finge”). Apresenta-se também a perífrase no trecho “E os que leem o que escrevem” , apontando para dois constituintes essenciais do processo poético, o leitor e o escritor. Por fim, tem-se a metáfora no trecho “Esse comboio de corda/ Que se chama coração”, representando a sensibilidade como algo em constante movimento quase circular, pois é sentida, fingida, intelectualizada e finalmente escrita, representando uma espécie de ciclo vicioso.<br><br></div><div>&nbsp;O título desta composição quer dizer “eu mesmo” ou “ele mesmo”, ato de exprimir de próprio, si próprio, vale ressaltar que a palavra é um neologismo criado pelo autor juntando duas palavras: auto (si próprio) e psicografia (descrição da alma). Sendo assim, podemos afirmar que Autopsicografia trata do próprio poeta Fernando Pessoa que descreve historicamente sua própria alma, como se quisesse fotografar sua própria essência e transformá-la em algo “palpável” para o leitor.<br><br></div><div>&nbsp; O primeiro verso desta composição poética “o poeta é um fingidor” já apresenta, com uma ironia, a ideia principal do poema que está no fingimento do autor/poeta, na palavra FINGIDOR (substantivo) é expressado o sentimento que será explicado logo em seguida, porém quando a palavra é separada em duas partes, ou seja, FINGI-DOR, explica exatamente tudo o que se segue nos próximos versos da primeira estrofe, brincando com as palavras, no terceiro verso aparece a expressão “FINGIR que é DOR”, voltando para a expressão apresentada no primeiro verso em uma brincadeira fonética, ambas explicando o fato de o poeta fingir o sentimento de dor mas ao mesmo tempo sentir tal dor. Ainda explica em seus versos que a dor, para ser expressada na linguagem poética, esta deve ser fingida, porém parte-se de uma dor real, a única diferença é que seu relato não pode ser feito como um paciente relataria seus sintomas à um médico, por exemplo, mas sim de forma artística. Vale lembrar que o autor não coloca o poeta na posição de mentiroso, e sim como alguém que pode se colocar no lugar de outra pessoa e se confunde com a dor sentida, achando ser a sua própria.<br><br></div><div>&nbsp; Na segunda estrofe do poema, o eu lírico se volta para o leitor, dizendo que este não sente a dor inicial (verdadeira) nem a dor imaginária descrita, nem a menos a dor que o próprio leitor tem, e sim aquela que ele não tem, ou seja, aquela que resulta do processo de fingimento artístico.<br><br></div><div>&nbsp; Dentro da terceira estrofe do poema (última), o eu lírico já inicia seus dizeres com a expressão “E assim..”, causando a impressão de que o poema chegou à sua conclusão. Nesta parte final, o eu lírico explica que para compor uma poesia necessita-se de sensibilidade, a qual oferece à razão a matéria prima necessária, em outras palavras, a razão é onde o poema é inventado e o coração (sensibilidade) é onde o mesmo nasce.<br><br>&nbsp;Fernando Pessoa explora muito nesta obra o autoconhecimento do poeta, o qual deve ser visto como um processo contínuo, algo que faz com que este se distancie do real e o faça querer atingir um mundo inteligível onde reside a perfeição. O poeta também mostra um conceito metafórico com relação ao trabalho do poeta, que este utiliza da dor para entreter, transformando o pranto em riso, a tristeza em alegria e o sofrimento em prazer, tudo isso relacionado ao contato entre autor e leitor e o efeito que a poesia possui sobre ambos e a capacidade do poeta de entreter o leitor, mesmo que o tema da sua obra seja algo depressivo, os termos usados pelo mesmo fazem com que a situação se apresente mais atrativa do que realmente é, fazendo com que aquilo seja atrativo para o leitor.<br><br></div><div>https://www.youtube.com/watch?v=acaXpSx4HUM<br><br>Trabalho realizado por Sofia Margarida Gomes<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-23 19:27:26 UTC</pubDate>
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         <title>Para aprender mais sobre Pessoa</title>
         <author>deolindamauricio</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-28 19:48:45 UTC</pubDate>
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         <title>Estudo em casa: a poesia do ortónimo</title>
         <author>deolindamauricio</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para consolidar os teus conhecimentos, assiste à aula.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-28 19:59:24 UTC</pubDate>
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