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      <title>Reflexões baseadas na leitura de &quot;a Interpretação das Culturas&quot; de Clifford Geertz - Parte II by Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira</title>
      <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02</link>
      <description>Nuvem de ideias, interpretações e correlações promovidas pela leitura.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-05-13 13:23:28 UTC</pubDate>
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         <title>CAPÍTULO 2: O impacto do conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem</title>
         <author>m147204</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 13:29:09 UTC</pubDate>
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         <title>O pensamento Selvagem - Claude Lévi-Strauss</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2182896233</link>
         <description><![CDATA[<div>Claude Lévi-Strauss propõe em sua obra, "O pensamento selvagem", assim como em outras, que a Ciência não se faz pela redução de fenômenos complexos à explicações simples, mas sim no desafio de se criar explicações complexas mais inteligíveis que a complexidade dos fenômenos.<br><br>A ideia de que a ciência tende a complexidade e não para a simplicidade de leis e teorias é atribuída às contribuições das ciências sociais, que lida com sistemas humanos, complexos, temporais, irreprodutíveis, vivos. Dessa maneira, dentro desta área começou a se entender que o papel das explicações científicas não era de propor simplificações, visão que depois se disseminou para outras áreas da ciência.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 13:38:41 UTC</pubDate>
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         <title>Estudos da Cultura</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2182924269</link>
         <description><![CDATA[<div>Havia um pensamento majoritário na tradição Iluminista, de uma concepção científica da cultura como sendo hierárquica (o que é mais aculturado e o que é menos), discriminatória (o que é cultura e o que não é).<br>Essa visão possuía bases em Bacon e Newton, ou seja:<br><br></div><blockquote>"...há uma natureza humana tão regularmente organizada, tão perfeitamente invariante e tão maravilhosamente simples como o universo de Newton..." (Geertz, 1989).</blockquote><div><br>A partir de sua superação gradativa, passa-se a ter conceitos de cultura muito mais complexos, e por sua vez difusos.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 13:57:21 UTC</pubDate>
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         <title>Como Arthur Oncken Lovejoy entende o &quot;Homem&quot;</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2182940980</link>
         <description><![CDATA[<div>Para Arthur Oncken Lovejoy o que "define" um Homem não seria sua Cultura, já que os "objetos de cultura" são apenas acessórios diversos que um humano possui, como crenças, valores, tradições, raça, e mesmo o seu período, sendo todas essas coisas muito diferentes para diversos seres humanos que existem/existiram em nosso planeta. Sendo assim, elas não são o que verdadeiramente constitui alguém como um ser humano, pois não são constantes, gerais ou universais no Homem.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 14:08:24 UTC</pubDate>
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         <title>Dicotomia para entender o Sucesso de Shakespeare</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2182956271</link>
         <description><![CDATA[<div>De um lado temos uma visão na linha do Dr. Johnson, que justificava a fama do autor devido a suas produções não serem limitadas a conjuntos de costumes determinados por locais, tempo histórico ou classes sociais, dessa forma se constituindo como obras de temas universais, e por isso clássicas.<br><br>Já para Racine o sucesso é devido a tradição ocidental vigente como "culturalmente superior" desde a Grécia Antiga, a qual as obras shakespearianas se adequam.<br><br>Fica minha indagação: Shakespeare é importante/famoso fora do eixo ocidental? Penso que não muito. Assim como tendo a discordar de que existam coisas universais independentes do tempo e regionalidades, não que algumas obras não sejam mais amplas culturalmente do que outras, mas para uma tribo aborígene até que ponto esses textos fariam sentido? Sendo assim, sou mais da linha de que por conta da centralização européia de capital cultural essas são obras mais aceitas como Clássicas e Universais.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 14:19:07 UTC</pubDate>
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         <title>Visão de Homem indissociável da Cultura</title>
         <author>m147204</author>
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         <description><![CDATA[<div>Indo em contrapartida ao defendido por Lovejoy, a Antropologia moderna, por mais que tenha muitas formas difusas de explicar a Cultura, concorda firmemente que não faz sentido a existência de "homens não modificados pelos costumes" de lugares ou tempos específicos. Isso seria o mesmo que imaginar que as pessoas estariam todas atuando o tempo inteiro, e por trás da máscara estaria o que é realmente humano. Dessa maneira, a cultura é indissociável da natureza humana.<br><br>Sendo assim, é impossível traçar uma linha do que é verdadeiramente humano, constante, universal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 14:35:05 UTC</pubDate>
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         <title>Em prol da diversidade</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2183001914</link>
         <description><![CDATA[<div>Assim, foi-se descartada a visão de Homem com letra maiúscula, como algo além, por trás ou debaixo de seus costumes, para uma visão de homem, sem maiúscula, que deve ser entendido dentro de seus costumes.<br><br>Isso não nos isentou de perigos de visões como o relativismo cultural e a evolução cultural, utilizadas muitas vezes por movimentos perversos, higienistas, darwinistas sociais e racistas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 14:49:09 UTC</pubDate>
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         <title>Matryoshka: concepção estratigráfica</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2183015065</link>
         <description><![CDATA[<div>O homem é composto de níveis hierarquicamente estratificados: orgânico -&gt; psicológico -&gt; social -&gt; cultural.<br><br>Essa visão facilitava uma soberania disciplinas acadêmica para a fisiologia, psicologia, sociologia, antropologia, cada uma no seu "domínio".</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-13 14:57:53 UTC</pubDate>
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         <title>Consensus Gentium: consenso de toda a humanidade</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184047131</link>
         <description><![CDATA[<div>Noção de que há alguma coisa que todos concordam. Essa ideia aparece fortemente no Iluminismo, mas não somente nesta época.<br><br>Para Geertz, a proposta de consenso falha em 3 aspectos. Não é negar a existência de possíveis generalizações sobre o homem, mas sim que tais generalizações não podem ser descobertas através de uma pesquisa baconiana de universais culturais.<br><br>Além disso, mesmo na possibilidade de termos universais para o conceito de homem, permanece a questão de se tais deveriam ser elementos centrais na sua definição.<br><br>A noção de que a essência humana é mais clara no que é igual, e não nas diferenças, é um pré-conceito.<br><br>Um exemplo: "o fato de o casamento ser universal (se de fato ele o é)" -&gt; como um menino gay, digo que não é, primeiro que de forma geral pessoas como eu sempre foram excluídas da possibilidade de casamento em basicamente todo lugar e tempo histórico, por conta disso, mesmo hoje na comunidade gay, muito pouco importa a ideia de casamento, existe logicamente uma luta para se ter esse direito que é tido como óbvio, lógico, natural para qualquer outra pessoa, mas muitos dos indivíduos desse grupo não pensam em tal possibilidade (passou a ser algo que não nos diz respeito por que nunca o foi).<br><br>Nas particularidades culturais dos povos (suas esquisitices) é que talvez se encontre o que é ser genericamente humano.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:13:38 UTC</pubDate>
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         <title>O que fazer então?</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184050668</link>
         <description><![CDATA[<div>-&gt; Procure relações sistemáticas entre fenômenos diversos.<br><br>-&gt; Para isso, deve-se substituir a concepção estratificada por uma sintética (fatores biológicos, psicológicos, sociológicos e culturais são tratados como variáveis dentro dos sistemas unitários de análise).<br><br>-&gt; A questão é integrar diferentes teorias e conceitos para formular proposições significativas incorporando descobertas que hoje estão separadas em áreas distintas.<br><br>Nota minha: Tem que ter um cuidado por que coisas distintas de áreas distintas, com métodos distintos, não são tão facilmente comunicáveis entre si. Tem até um termo técnico para isso, mas eu não lembro exatamente.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:20:56 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Proposta #1 de Geertz: cultura como mecanismos de controle</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184052572</link>
         <description><![CDATA[<div>A cultura é melhor vista não como complexos de padrões concretos de comportamento (costumes, tradições, hábitos), mas como um <strong><em>conjunto de mecanismos de controle para governar o comportamento</em></strong> (planos, regras, programas).<br><br>Essa perspectiva se baseia na ideia de que nosso pensamento humano é muito mais social e público do que individual (lógico que precisamos dos acontecimentos pessoais).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:25:14 UTC</pubDate>
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         <title>Proposta #2 de Geertz: somos os mais dependentes dos mecanismos de controle</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184054466</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>O homem é o animal mais desesperadamente dependente de tais mecanismos de controle</em></strong>, extragenéticos, fora da pele, de tais programas culturais, para ordenar seu comportamento.<br><br>Isso me remeteu a ideia de Transhumanidade (seres dependentes da interação com a tecnologia criada por eles, ou mesmo a visão de que por tecnologia podemos passar dos limites impostos a nós mesmos pela limitação biológica).</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:29:39 UTC</pubDate>
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         <title>Símbolos significantes</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184059141</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Símbolos significantes</em></strong>: boa parte das coisas. Ex: palavras, gestos, desenhos, sons musicais, instrumentos, objetos, ou seja, qualquer coisa que seja usada para impor um significado à experiência.<br><br>Do ponto de vista particular, os símbolos significantes são dados, já estão em uso corrente quando nascemos, e continuarão estando (com acréscimos e subtrações em certos casos). Mas durante sua vida, um indivíduo utiliza esses para construir e entender os acontecimentos que viveu.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:38:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>O homem sem cultura estaria em um estado &quot;animalesco&quot;</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184060764</link>
         <description><![CDATA[<div>Dessa forma, segundo a primeira proposta, o homem é o animal que mais consegue usar de "ferramentas" construídas e imbuídas de sentido, capazes de gerar cada vez mais mecanismos de controle para os seres humanos.<br><br>Assim, ele é o animal que mais depende e mais usa de mecanismos de controle.<br><br>Por sua vez, <strong><em>a cultura</em></strong>, a totalidade acumulada de tais padrões, <strong><em>não é apenas um ornamento da existência humana, mas uma condição essencial para ela</em></strong>.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:42:20 UTC</pubDate>
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         <title>Emergência do Homo Sapiens</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184064540</link>
         <description><![CDATA[<div>Como vemos hoje em dia:<br><br>1) Passamos de uma visão sequencial das relações entre evolução biológica acompanhada do desenvolvimento cultural à uma de superposição interativa de acontecimentos<br><br>2) Maior parte das mudanças foram devidas ao desenvolvimento do sistema nervoso central no cérebro<br><br>3) O homem é um animal incompleto.<br><br>O que nos distingue é a capacidade ampla de aprender -&gt; temos que aprender para funcionar pois somos dependentes das tecnologias extra-corpóreas.<br><br>Ou seja, a cultura não foi acrescentada a um animal já acabado, mas sim foi parte essencial na produção desse animal.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 19:51:15 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Cultura, vantagem evolutiva</title>
         <author>m147204</author>
         <link>https://padlet.com/m147204/naturezaecultura02/wish/2184069072</link>
         <description><![CDATA[<div>A cultura foi acumulando conforme nosso desenvolvimento. E ela também nos deu vantagens para a sobrevivência.<br><br>Submetendo-se ao governo de programas simbolicamente mediados para a produção de artefatos, organizando a vida social ou expressando emoções, o homem determinou estágios de seu próprio desenvolvimento biológico -&gt; Ele próprio se criou.<br><br>Isso sugere não existir a Natureza Humana independente da Cultura.<br><br>Nosso sistema nervoso cresceu em interação com a cultura, e sem ele não funciona direito. Não haveria cultura sem homem, e não haveria homem sem cultura.<br><br>Nós nos "completamos" por meio da cultura.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-05-14 20:02:05 UTC</pubDate>
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