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      <title>Portfólio da disciplina Educação de Jovens e Adultos by Ramon Bieco</title>
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      <description>Criado por Juliana Leão e Ramon de Oliveira Bieco Braga</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-12-07 18:56:56 UTC</pubDate>
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         <title>Capa</title>
         <author>ramonbieco</author>
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         <description><![CDATA[<div>Nós somos a Juliana Leão e o Ramon de Oliveira Bieco Braga. Somos alunos matriculados no curso de graduação em Pedagogia, da Universidade Federal do Paraná.<br><br>Seja bem-vindo ao nosso portfólio da disciplina 'Educação de Jovens e Adultos'. <br><br>Nessa capa, escolhemos uma imagem que nos ajuda a refletir sobre a população brasileira e o direito a educação, uma vez que na imagem, temos um homem, negro e idoso, ao lado de uma mulher, parda e adulta segurando livros, enquanto na extrema direita temos um homem, branco e jovem. Essas pessoas na ilustração, representam a diversidade da população brasileira e nos fazem lembrar que todas as pessoas possuem o direito a educação.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 18:59:36 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo sobre a História da EJA no Brasil</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1934329897</link>
         <description><![CDATA[<div>1549 - Catequização dos jesuítas. É importante destacar que essa educação não tinha caráter acadêmico, mas apenas instrucional como, por exemplo, a orientação de plantio e cultivo agrário.<br>1808 - Expulsão dos jesuítas.<br>1878 - Criação dos primeiros cursos noturnos para adultos analfabetos, apenas para o sexo masculino.<br>1934 - O Estado deve garantir o ensino gratuito e integral a todos<br>1947 - SENA (Serviço Nacional da Educação de Adultos), CEAA (Campanha Nacional de Educação de Adolescentes e Adultos) e Congresso Nacional de Educação de Adultos.<br>1958 - 1961 - Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo como, por exemplo, a realização de cursos pelo Sistema de Rádio Educativo da Paraíba (1959 - 1969).<br>1964 - Golpe Militar suprimiu a educação libertária e adotou o caráter tecnicista<br>1970 - 1985 - MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização)<br>1985 - 1990 - Fundação Educar<br>1996 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Reafirmou a necessidade de um EJA gratuito, que garanta o acesso e a permanência dos jovens e adultos nas escolas públicas.<br>2005 - Decreto n. 5.478 - Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na modalidade EJA<br>2006 - Decreto n. 5.840 - PROEJA (Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica no EJA)<br><br>Vimos que o EJA sofreu diversas transformações ao longo dos anos, no Brasil, e ainda vai passar por muitas outras. Em tempos de pandemia, por exemplo, percebeu-se que os desafios se intensificaram, mas também demonstraram que é possível proporcionar um ensino de qualidade aos adultos e jovens brasileiros.<br><br>Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=Z0dlUnphk30</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=Z0dlUnphk30" />
         <pubDate>2021-12-07 19:01:12 UTC</pubDate>
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         <title>Histórias de um Brasil alfabetizado</title>
         <author>ramonbieco</author>
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         <description><![CDATA[<div>Caracterização em Nazaré da Mata<br><br></div><div><strong>Estudantes</strong>:</div><div>-Estudantes oriundos da zona rural, trabalhadores do campo, saem de madrugada de suas casas, trabalham arduamente na colheita de cana.<br><br></div><div><strong>Educadora Ana Nery</strong></div><div>-Busca entender a situação das estudantes, e analisa a situação que os mesmos vivem e procura adaptar o ensino a eles, procura ir em busca dos seus alunos.</div><div>Metodologia:</div><div>-Diálogo com os alunos;</div><div>-Brincadeiras com os alunos;</div><div>-Compreensão com a situação dos seus alunos;</div><div>-Aulas sempre dinâmicas.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 19:04:18 UTC</pubDate>
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         <title>Texto “A trajetória da produção do analfabetismo no Brasil” de Jaqueline Moll</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1934417887</link>
         <description><![CDATA[<div>A reflexão histórica da educação brasileira, compreende como a desigualdade social e escolar é uma resultante das políticas públicas implantadas pelo governo brasileiro, desde a época da colonização. Nesse sentido, Moll (1996) demonstra que desde a colonização, a metrópole Portugal não investiu no letramento dos nativos, uma vez que proibiu a circulação de material impresso na colônia. Na época, o objetivo era assegurar que o colonizador seria o branco, cristão e alfabetizado, enquanto que os colonizados seriam os índios, politeístas e analfabetos. Esse cenário foi reproduzido hereditariamente, por gerações e gerações. Entre os anos 1808 a 1822, o Rei D. João VI criou algumas escolas de ensino profissionalizante para assegurar a formação elitizada de uma pequena parte da população para formar médicos, engenheiros, historiadores, músicos e artistas, para atender a população da colônia que já atingiria 15 mil habitantes.</div><div>Entretanto, embora por um lado tenha existido um movimento político durante o Brasil Império, em promover a educação para a população, por outro lado existiu uma exclusão de grande parte da população nos assentos escolares, pois a quantidade de pessoas matriculadas no sistema de ensino, era muito baixa se comparada a população, uma vez que se estimava na época, somente 10% da população matriculada no sistema de ensino.</div><div>O sistema de ensino também apresentava fragilidades. No início do século XIX, as aulas ministradas nas escolas eram basicamente aulas de leitura, escrita e cálculo. Nas escolas, funcionava um sistema de monitoria, quando o aluno mais velho auxiliava o professor, ensinando o conteúdo para os alunos mais novos. Esse cenário passou a ser modificado na segunda metade do século XIX, sobretudo após o Golpe Militar de 1889, que destituiria D. Pedro I do trono e proclamaria a República do Brasil, assentada na oligarquia açucareira e dos cafezais.</div><div>Embora no Brasil não existisse registros de Censos Demográficos, existem os registros de anuários estatísticos que denuncia a falta de comprometimento político com o sistema educacional brasileiro entre o fim do século XIX e início do século XX. Conforme os dados dos anuários estatísticos, em 1890, 85% da população brasileira era analfabeta. Em 1920, cerca de 75% da população brasileira ainda era analfabeta. Os dados estatísticos ainda denunciam que no ano 1930, a cada 1.000 habitantes, somente 54 estavam matriculados no sistema de ensino. Tratava-se da elite brasileira, cujas pessoas deveriam ser alfabetizadas e letradas para exercer vida política e defender os interesses das oligarquias econômicas brasileiras. Esse cenário somente muda, quando o sistema econômico produtivo brasileiro muda de produtor agrícola para o modelo de sociedade urbano-industrial.</div><div>&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong>REFERÊNCIA</strong></div><div>&nbsp;</div><div>MOLL, Jaqueline. <strong>Alfabetização Possível</strong> – reinventando o ensinar e o aprender. Porto Alegre/RS: Mediação, 1996.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-07 19:45:39 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>A experiência das 40 horas em Angico, Rio Grande do Sul</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1934418820</link>
         <description><![CDATA[<div>Nas aulas da disciplina de 'Educação de Jovens e Adultos', realizamos o estudo de caso das políticas de alfabetização, aplicadas em 1963, no munícipio de Angicos, interior da unidade federativa do Rio Grande do Norte.<br>Em Angicos, cerca de 75% da população vivia em situação de analfabetismo e extrema pobreza. Para alterar esse cenário, foi realizado um trabalho coletivo para alfabetizar 300 pessoas em 40 horas. Tratava-se de aulas no período noturno, com professores voluntários que cursavam a universidade.<br>O método utilizado no processo de alfabetização, foi o método Paulo Freire, que consiste basicamente em uma pedagogia do diálogo, pois o professor identifica as palavras que compõe o vocabulário do cotidiano das pessoas. A partir dessas palavras, é ensinado para elas a leitura e escrita dessas palavras.<br>Com base no vídeo estudado,&nbsp;o presidente da república João Goulart foi até Angicos, onde um aluno recém alfabetizado leu uma carta para as pessoas presentes. Esse acontecimento demonstra a importância da leitura e escrita na Educação de Jovens e Adultos.<br>Com o Golpe Militar de 1964, infelizmente não foi dado continuidade a esse projeto maravilhoso, pois não era de interesse do governo alfabetizar a massa, realizando inclusão social e tomada de consciência, pois para um governo opressor, quanto mais alienada é a população, melhor.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.youtube.com/watch?v=ENks3CJeJ5E" />
         <pubDate>2021-12-07 19:46:12 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Texto &quot;Educação de Jovens e Adultos na Empresa: &quot;novos&quot; e &quot;velhos&quot; olhares se entrecruzam: um estudo de caso de uma empresa metal mecânica que oferece escolarização básica para os seus trabalhadores&quot; de Maria Aparecida Zanetti</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1945771025</link>
         <description><![CDATA[<div>Considerando as políticas públicas educacionais, no âmbito da Educação de Jovens e Adultos, durante a década de 1990, Zanetti (1999) indica que desde os anos 1930, tem existido no país a realização de políticas públicas que trabalharam com a redução do analfabetismo no Brasil. Nos anos 1990, foi dado continuidade a esse movimento, mediante a existência de emendas, projetos de lei e a própria criação de recursos financeiros para as Unidades Federativas e municípios poderem investir no sistema educacional público.</div><div>Nessa época, Zanetti (1990) menciona a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394/1996, como um marco na garantia da oferta de educação básica para a população brasileira. Contudo, existe uma expressiva parcela da população que infelizmente não consegue ter acesso a escolarização na idade adequada. Por um lado, existem as pessoas que evadem devido inúmeros motivos como, por exemplo, a necessidade de trabalhar, de cuidar do filho, etc.; porém, existem as pessoas que são analfabetas. Como mencionado por Zanetti (1990), de acordo com o Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,75% da população brasileira era analfabeta. Na Unidade Federativa do Paraná, o índice atingia 16,2%. Esses dados consideram os analfabetos com 15 anos ou mais e embora no Censo Demográfico de 2010, esse número tenha caído para 8%, enquanto sociedade, precisamos manter a preocupação e a manutenção de políticas públicas para erradicar a alfabetização, pois o cenário ideal é que 100% da população com 15 anos ou mais, seja alfabetizada.</div><div>Os índices de analfabetismo analisado por Zanetti (1999) são muito preocupantes, pois uma pessoa analfabeta tem reduzido uma quantidade expressiva de oportunidades na vida. Uma pessoa analfabeta não assina o seu nome, não consegue ler o preço de produtos em supermercados, não consegue ler o nome do ônibus do transporte coletivo, dentre outras situações que implicam na perca de qualidade de vida. Além desse cenário, Zanetti (1999) menciona que, em 1990, 51,5% da população brasileira possuía quatro anos ou menos de estudo. Esses dados denunciam vergonhosamente, a desigualdade social que reflete na desigualdade escolar do sistema educacional brasileiro.</div><div>Como estratégias adotadas no âmbito político, para alterar esse quadro, Zanetti (1999) cita a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), para que a União transferisse verba pública para ser investido no sistema de ensino das redes estaduais e municipais. Além desse cenário, criaram-se dispositivos jurídicos que reduziram a idade mínima para a matricula na modalidade da Educação de Jovens e Adultos. De 18 para 15 anos no Ensino Fundamental e de 21 para 18 anos para o Ensino Médio. Embora essa política tenha afrouxado as regras para a EJA, Zanetti (1999) cita que é necessário existir uma política de cursos profissionalizantes em conjunto da Educação de Jovens e Adultos, afim de promover a inclusão social, a promoção da escolaridade e a profissionalização da mão-de-obra da população brasileira.</div><div>Além dessas reflexões teóricas advindas da dissertação de mestrado da professora Zanetti (1999), nas aulas síncronas da disciplina ‘Educação de Jovens e Adultos’, no curso de graduação em Pedagogia, da Universidade Federal do Paraná, ficou claro que ocorreu uma continuidade das políticas públicas no âmbito da Educação de Jovens e Adultos, nos anos 2000 e 2010, principalmente pela criação do PROEJA, criado em 2006 (BRASIL, 2021), que atendeu as necessidades de escolarização e profissionalização da população brasileira.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>REFERÊNCIAS</strong></div><div>&nbsp;</div><div>BRASIL. <strong>Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja)</strong>. 2021. Disponível em: &lt; <a href="http://portal.mec.gov.br/proeja">http://portal.mec.gov.br/proeja</a> &gt; Acesso em: 13/12/2021.</div><div>&nbsp;</div><div>ZANETTI, Maria Aparecida. <strong>Educação de Jovens e Adultos na Empresa</strong>: "novos" e "velhos" olhares se entrecruzam: um estudo de caso de uma empresa metal mecânica que oferece escolarização básica para os seus trabalhadores. 112 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Federal do Paraná, Curitiba/PR, 1999.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 23:50:45 UTC</pubDate>
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         <title>Desigualdade Social na escolarização da população paranaense</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1945775789</link>
         <description><![CDATA[<div>Com base nas aulas da disciplina 'Educação de Jovens e Adultos', compreendeu-se que uma minoria da população paranaense possui o ensino superior completo, 10,80%, em 2010. Esse cenário é agravado quando verificamos o baixo nível de instrução da população com ensino médio completo e superior incompleto.<br>A baixa escolaridade das pessoas, impacta diretamente na qualidade de vida das mesmas, na remuneração mensal, nas oportunidades de trabalho, bem como na leitura de mundo, na interpretação de contratos de trabalho, de contratos com bancos, etc.<br>Pensar na Educação de Jovens e Adultos, contemporaneamente, é considerar as políticas públicas educacionais no combate ao analfabetismo, na promoção da escolaridade e na profissionalização da mão-de-obra da população brasileira.<br><br><strong>REFERÊNCIA</strong></div><div><br></div><div>&nbsp;</div><div>ZANETTI, Maria Aparecida. <strong>Educação de Jovens e Adultos na Empresa</strong>: "novos" e "velhos" olhares se entrecruzam: um estudo de caso de uma empresa metal mecânica que oferece escolarização básica para os seus trabalhadores. 112 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Universidade Federal do Paraná, Curitiba/PR, 1999.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-13 23:55:49 UTC</pubDate>
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         <title>Sobre a Pedagogia do Oprimido</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1945967134</link>
         <description><![CDATA[<div>Paulo Freire (1921-1997) foi um celebre educador brasileiro natural de Pernambuco, considerado como patrono da educação brasileira. Freire, com base em suas ideias inovadoras, desenvolveu uma metodologia de alfabetização de jovens e adultos. Em sua obra, Pedagogia do oprimido (FREIRE, 1974), o mesmo apresenta os indivíduos opressores e os indivíduos oprimidos, usando tais termos, o nosso intelectual da educação realiza uma analogia sobre educação, como existe uma desigualdade na sociedade e como tal situação influencia na Educação.</div><div>Seguindo a analogia realizada por Freire (1974), o indivíduo que não teve acesso à educação de forma correta é considerado o oprimido, ou seja, o mesmo foi oprimido pela sociedade que o mesmo faz parte, o meio que ele está inserido influenciou e muito para a situação que o mesmo se encontra. A sociedade costuma apresentar esse jovem/adulto como sendo responsável total pela sua vida e utiliza uma ideologia fatalista, o senso comum alega que se a pessoa não concluiu seus estudos durante o “tempo ideal” foi culpa de ninguém mais que ele mesmo, pois a pessoa não se esforçou o suficiente.</div><div>Além disso, o oprimido passa a concordar com tal afirmação e alega que se tivesse se esforçado mais, se sacrificado mais, não estaria em desigualdade com os indivíduos que já concluíram seus estudos e como sua vida seria diferente. Mas tal pensamento nada mais é do que uma forma que o opressor realiza uma alienação sobre o oprimido e o coloca de vítima a seu próprio algoz. Freire (1974) defende a educação libertadora, ou seja, uma educação que ultrapasse as barreiras, seja ela de justiça, de luta, de recuperação da humanidade de roubada.</div><div>Embora a educação de jovens e adultos seja amparada por Lei, na pratica a mesma possui diversas lacunas, usando como exemplo regiões com altos índices de criminalidade, o aluno se sente acuado em frequentar as aulas a noite e mesmo embora muitos possuam vontade de concluir os estudos, nessas regiões o índice de evasão escolar é alto. Outro ponto a ser levantado são as longas jornadas de trabalho que os alunos encaram, pois muitos saem de suas casas ainda de madrugada e retornam à noite e quando enfim chegam em sala de aula, não possuem disposição para conseguirem estudar e, consecutivamente, o seu rendimento escolar é baixo, e mesmo ele procurando a escola, muitos continuam analfabetos funcionais. Como citado anteriormente, ainda são induzidos a pensarem que isso nada mais é que culpa de ninguém mais do que dele mesmo.&nbsp; &nbsp;</div><div>Além das dificuldades, os alunos enfrentam o preconceito e a sociedade não oferece meios para uma boa educação, mas a exige como algo necessário. Em meio a esse conflito de situações, o aluno se sente acuado. Mas embora com tantos pontos a serem analisados, a educação é o melhor meio transformador, ela sozinha não é capaz de mudar o mundo, mas muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo que vivem (FREIRE,1979).</div><div>&nbsp;</div><div><strong>Referência</strong></div><div>&nbsp;</div><div>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia do oprimido</strong>. São Paulo/SP: Paz e Terra, 1974.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 02:15:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Análise sobre o texto &quot;Reflexões aceca da organização curricular e das práticas pedagógicas&quot; de Inês Barbosa de Oliveira</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1946115887</link>
         <description><![CDATA[<div>A educadora Inês Barbosa de Oliveira (2007), em seu texto “Reflexões acerca da organização curricular e das práticas pedagógicas”, realiza uma crítica sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA), pois a autora apresenta as problemáticas enfrentadas pelos alunos e professoras nessa modalidade de ensino e, utilizando suas experiências pessoais, realiza citações de como em muitos casos solucionou problemas em sala de aula.&nbsp; <br>Além disso, a educadora realiza importantes reflexões entre elas em como o ensino de jovens e adultos ainda é infantilizado e como tal fato é negativo e prejudicial aos alunos, porque tal situação, mesmo que feita de forma involuntária pelos educadores, acaba culpando a vítima, ou seja, embora a sua situação de vida, a sociedade que a mesma está inserida tenha a levado a tal situação, ao tratar o aluno da mesma forma que é um aluno da educação infantil é tratado, é algo indelicado e constrangedor para o aluno em questão.<br>Outro ponto levantado por Oliveira (2007), e relevante, é sobre a inadequação do currículo proposto para essa faixa etária. Embora os alunos estejam cursando uma matéria de anos inicias, por exemplo, o mesmo se sentira desconfortável em realizar uma atividade infantil.&nbsp; Somando a situação do aluno, a autora indica que as inadequações do tratamento de muitos educadores, para com os alunos, resultam que muitos acabam saindo novamente da escola.<br><br><strong>Referência</strong><br><br>OLIVEIRA, Ines Barbosa. Reflexões acerca da organização curricular e das práticas pedagógicas na EJA. <strong>Revista Educar</strong>, Curitiba/PR, n. 29, p. 83-100, 2007.<br><br></div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 03:56:53 UTC</pubDate>
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         <title>Documentário 40 horas na memória</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1946802704</link>
         <description><![CDATA[<div>No documentário '40 horas na memória', é apresentado entrevistas realizadas com pessoas que foram alfabetizadas com o método Paulo Freire, em Angicos, Rio Grande do Norte.<br>O documentário é muito emocionante, pois os entrevistados, já idosos, relatam as dificuldades que era viver na extrema pobreza em Angicos, na década de 1960.<br>É interessante perceber como o amor dos professores mudou a vida dessas pessoas, pois os professores iam nas casas das pessoas, buscar as mesmas para ir para a escola. Não é que as pessoas não quisessem ir para a aula, é que elas estavam muito cansadas das atividades de trabalho que era exaustivo no dia.<br>Na época, uma casa foi alugada para realizar as aulas. A luminária era basicamente lamparina, que iluminava a sala de aula durante a noite.<br>No documentário, os entrevistados relataram a alegria que foi conhecer pessoalmente Paulo Freire, quando o mesmo foi até Angico. Segundo os entrevistados, Paulo Freire era um bom professor, gentil, simpático, apertou a mão das pessoas e dizia que as pessoas precisavam aprender sobre os seus direitos, que elas deixassem de ser massa e passassem a ser povo, consciente dos seus direitos humanos.<br><br>Link do documentário: https://www.youtube.com/watch?v=PkN97kOriJc</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 12:28:58 UTC</pubDate>
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         <title>Depoimento de Paulo Freire</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1947546619</link>
         <description><![CDATA[<div>Paulo Freire relata que um dia um aluno pertencente a ao ensino de jovens e adultos, chegou até ele e escreveu um nome feminino, riu e falou ao educador que tal nome era o nome de sua esposa. Freire realiza uma pequena reflexão sobre como tal situação influenciou na vida daquele aluno. Tal situação nos leva a refletir em como a educação é capaz de mudar a vida de um individuo, pois tal aluno em questão ficou em êxtase ao conseguir escrever o nome de alguém que possui significado em sua vida, o individuo ao ter acesso a educação independente&nbsp; da sua idade está tendo enfim, o seu direito garantido e pode ter a liberdade de entender o mundo ao seu redor.<br><br>Vídeo:<br><br>https://www.youtube.com/watch?v=qZdPZSFlQFg<br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:01:26 UTC</pubDate>
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         <title>Proposta de currículo adequado</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<div>No artigo 4°, alínea C, inciso VII, da Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional, n. 9.394/1996, o currículo da Educação de jovens e adultos seja apresentado como algo que deve ser adequado a necessidade dos estudantes, tal situação em muitas escolas fica apenas em teoria. Infelizmente existe uma grande inadequação no currículo utilizado nas escolas que ofertam o ensino para jovens e adultos, ou seja, ainda é empregado conteúdos infantilizados que não respeitam a vivencia dos alunos e, de certa forma, acabam constrangendo os alunos.<br><br></div><div>Um Currículo deve ser baseado na trajetória de seus alunos, suas vivencias, respeitando sua trajetória de vida. Deve propor conteúdos interativos que cativem o aluno, que façam o aluno ver que a educação não é apenas para ele se inteirar em sociedade e sim, para o mesmo ver o mundo com olhos de conhecimento. Tal currículo deve ser baseado em uma educação libertadora.<br><br></div><div>Utilizando como exemplo um aluno que trabalhou a vida inteira vendendo itens, mas ao chegar na escola tem dificuldade em matemática, tal situação pode ser vista como estranha, mas, infelizmente, ocorre pela abordagem que o professor faz a ele. É preciso realizar uma abordagem que respeite as experiências de vida do aluno. Se tal aluno lidou a vida inteira com vendas, mas possui dificuldade em realizar contas matemáticas, o ideal é realizar uma abordagem baseada em sua trajetória, analisar seus pontos de conhecimento e, com base nisso, o ensinar. <br><br><strong>Referência</strong><br><br>BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB. 9394/1996.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 17:29:53 UTC</pubDate>
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         <title>Considerações Finais</title>
         <author>ramonbieco</author>
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         <description><![CDATA[<div>A disciplina de ‘Educação de Jovens e Adultos’ se demonstrou frutífera para nós, estudantes do curso de graduação em Pedagogia, da Universidade Federal do Paraná. Destacamos como pontos fortes, a boa vontade da professora Maria Aparecida Zanetti em lecionar nas aulas síncronas, com um material bem preparado, contendo slides previamente planejados pela docente, bem como textos cuidadosamente selecionados.<br>Em relação ao aprendizado da disciplina, cujos elementos centrais se apresentam registrados neste portfólio, mencionamos a nossa percepção sobre a educação brasileira e as políticas públicas, no tocante a Educação de Jovens e Adultos. Percebemos que parte da disciplina, concentrou as reflexões sobre o problema social do analfabetismo, mas também identificamos, com o auxílio das leituras dos livros de Paulo Freire, somado aos debates em aulas síncronas, que a educação é uma estratégia política de empoderamento intelectual, assim, ser estudante ou ser professor, também é um ato político.<br>Referente a nossa opinião ao ler a obra ‘Pedagogia da Esperança’, de Paulo Freire, foi uma leitura densa e com algumas partes do livro bem complexa. Contudo, o diálogo com os colegas, intermediado pela professora, contribuiu bastante com as reflexões sobre a ‘Pedagogia da Esperança’. Da leitura, compreendemos o texto como uma continuação da ‘Pedagogia do Oprimido’, e dentre os conceitos centrais, o que mais nos sensibilizou, foi o termo esperançar. Levamos para a nossa vida, a ideia de que nunca podemos perder a esperança. Precisamos esperançar por um futuro melhor!<br>Ao longo da disciplina, também foi possível estabelecer conexões com o conteúdo que estudamos em outras disciplinas da graduação em Pedagogia, o que demonstra que a professora apresenta aderência ao plano de curso de graduação, indicando sensibilidade em abordar temas próximos entre as disciplinas de Didática, Alfabetização, Organização do Trabalho Docente, Organização e Gestão da Educação Básica, dentre outras disciplinas maravilhosas.<br>Para concluir esse portfólio, queremos agradecer ao trabalho realizado pela professora Maria Aparecida Zanetti, bem como aos demais colegas que coletivamente, desenvolveram reflexões pertinentes a formação pedagógica acadêmica e profissional. Concluímos essa disciplina, com uma outra perspectiva sobre a educação. Uma perspectiva mais humanística, com mais amor e afeto pelos próximos.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 20:40:00 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Sobre a Pedagogia da Esperança</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1948033064</link>
         <description><![CDATA[<div>No livro ‘Pedagogia da Esperança’, escrito depois de ‘Pedagogia do Oprimido’, Paulo Freire (1992) realiza uma reflexão sobre os conceitos desesperança e esperança. Segundo Freire (1992), ao lutarmos no campo político por reinvindicações de melhores condições de vida, não devemos nos desesperançar, porque a desesperança é o caos do mundo moderno. Junto com ela, vem o fracasso. Pelo contrário, nós não podemos desistir da luta. Precisamos esperançar por um futuro melhor. Precisamos esperançar por uma educação melhor. A esperança é uma questão ontológica, histórica e epistemológica da existência humana, isto é, Freire (1992) nos indica que a esperança pertence a nossa humanidade.</div><div>Freire (1992) utiliza o termo esperançar e se remete a esperançar por dias melhores, com conquistas políticas no âmbito social. Vale a pena ressaltar que o contexto histórico de produção desse livro, se remete a um momento muito difícil para a política brasileira, dado o Golpe Militar de 1964. Assim, parte das reflexões desse livro, advém do período de exílio político que Paulo Freire vivenciou no Chile e na África.</div><div>Posterior a essa experiência, Freire (1992) compartilha sobre os momentos em que vivenciou os movimentos sociais, demonstrando que a educação é uma arma de empoderamento intelectual, sobretudo político. As experiências relatadas por Freire (1992), nos auxilia na inteligibilidade de como a educação é uma arma poderosa contra a classe dominante, quanto ela é poderosa contra aos opressores! Assim, a esperança deve se apresentar articulada aos movimentos políticos e sociais, pois a esperança une as pessoas que compartilham das mesmas ideologias como, por exemplo, lutar pela redução da desigualdade social. Freire (1992) ainda indica que a esperança mante nas pessoas, a vontade de viver e conquistar melhores condições de qualidade de vida. Isso demonstra a humanidade do nosso intelectual, politizada e contextualizada com a sociedade brasileira e de todos os países não desenvolvidos como é o caso do Brasil.</div><div>&nbsp;</div><div><strong>REFERÊNCIA</strong></div><div>&nbsp;</div><div>FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da Esperança</strong>: um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. São Paulo/SP: Paz e Terra, 1992.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 21:02:30 UTC</pubDate>
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         <title>Quem foi Paulo Freire?</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1948153267</link>
         <description><![CDATA[<div>- Nascimento: 19 de setembro de 1921, Recife, Pernambuco<br>- Falecimento: 2 de maio de 1997, São Paulo, São Paulo<br>- Formação: Faculdade de Direito do Recife<br>- Filhos: Lutgardes Costa Freire, María de Fátima Costa Freire, MAIS<br>- Influenciado por: John Dewey, Karl Marx, Ivan Illich, MAIS<br>- Cônjuge: Maria Freire (de 1988 a 1997), Elza Freire (de 1944 a 1986)</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 22:35:29 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Planejamento personalizado para cada estudante da EJA</title>
         <author>ramonbieco</author>
         <link>https://padlet.com/ramonbieco/sbr11a7lv3wfha58/wish/1948160434</link>
         <description><![CDATA[<div>Com base nas aulas síncronas e nos textos lidos, ficou claro a necessidade de que o planejamento da EJA seja personalizado, considerando as particularidades e o mundo de cada estudante adulto.<br>Na imagem utilizada nos slides das nossas aulas, podemos refletir que para a professora, somente é normal o aluno que é igual a ela. Contudo, na escola, precisamos pensar diferente. A educação não objetiva produzir singularidades, mas sim produzir diversidade.<br>Quando trabalhamos na EJA, podemos creditar a carga horária vencida para o aluno que já possui aquele conhecimento. Na aula, vimos que o Senhor João, que já possui conhecimentos de lógica e matemática, por trabalhar com vendas, pode pular as duas primeiras unidades das atividades e se aprofundar na terceira unidade.<br>Portanto, o planejamento na EJA deve ser um planejamento produzido com diálogos entre docente e discente. O professor não pode ignorar a realidade dos alunos, pois a escola e o ensino precisam somar na vida do educando.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-12-14 22:42:31 UTC</pubDate>
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