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      <title>Introduzindo-me ao mundo das relações internacionais. by Brenda Borges</title>
      <link>https://padlet.com/brendaborges00/ri</link>
      <description>Acredito que o processo de conhecer-se e definir o que deseja para o seu futuro seja extremamente difícil. Escolhi as relações internacionais como meu primeiro caminho. Definitivamente não será o último. Nessa página, relatarei um pouco dos meus aprendizados.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-05-24 17:57:58 UTC</pubDate>
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         <title>Como os EUA e a Rússia influenciam na política da Venezuela? </title>
         <author>brendaborges00</author>
         <link>https://padlet.com/brendaborges00/ri/wish/591694133</link>
         <description><![CDATA[<div>A Venezuela tem se apresentado, nos últimos anos, extremamente presente nas notícias internacionais, em decorrência, principalmente, do seu poder e do seu modelo político, de seus recursos naturais de largo valor agregado e das opiniões internacionais divergentes sobre o país. Em vista disso, a Rússia e os EUA mostram-se como algumas das forças internacionais de influência na Venezuela.  No início de 2020, o governo russo buscou estreitar ainda mais suas relações com a Venezuela, por intermédio de acordos comerciais e de uma cooperação militar mais ampla. Ademais, demonstrou apoio e proximidade ao governo venezuelano ao encontrar-se com Nicolás Maduro. Essa aproximação dos russos não é infundada e representa, efetivamente, uma garantia a Moscou das reservas de petróleo venezuelanas. Em contrapartida, os venezuelanos também se beneficiam desses acordos, nomeadamente após as sanções econômicas estadunidenses realizadas pelo Presidente Trump. "Todas as propriedades e interesses em propriedade do governo da Venezuela que estão(...) nos Estados Unidos estão bloqueadas e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados ou de outra forma negociados” diz a ordem assinada pelo presidente estadunidense. Esse embargo econômico foi só mais uma das claras ações repressivas de Washington em relação a Caracas desde a eleição de Juan Guaidó, candidato aliado aos EUA. Em virtude do bloqueio econômico iniciado pelos EUA e do "feedback" apresentado pelos russos, de proteção econômica e militar dos venezuelanos, Moscou faz frente aos Estados Unidos e intensifica a longa disputa bilateral desses dois países.</div><div>Em um artigo redigido pelo cientista político Ariel Cohen e o analista político Ray Walser, chamado The Russia-Venezuela Axis: Using Energy for Geopolitical Advantage, o eixo Rússia-Venezuela é discutido dando ênfase no fortalecimento das forças geopolíticas em vista de desafiar a liderança e a influência estadunidense. Para o governo russo e venezuelano, converte-se em uma responsabilidade indispensável a redistribuição de poder global, visando um "mundo sem o ocidente". De um lado, os russos oferecem sistemas de defesa área e submarinos a Caracas e os Venezuelanos abrem espaço em suas reservas naturais para Moscou. Além disso, relativamente a esse acontecimento no Sistema Internacional, torna-se válido aludir a obra do Joseph Nye, O futuro do Poder, no qual o autor delineia os significados que são possíveis para o conceito de"poder" e o divide em três grupos: “hard power”, “soft power” e “smart power”. Para esse professor, deve-se caracterizar “poder duro ao uso da força, aos pagamentos e a algum estabelecimento de objetivos com base neles. (...) Regra geral, os tipos de recursos associados ao poder duro incluem coisas tangíveis, como sejam a força e o dinheiro” . Novamente, dá-se ênfase aos possíveis efeitos que as ações dos estadunidenses e os russos - os tais acordos econômicos e militares - possuem sobre os venezuelanos.</div><div>	Por fim, convém-se relacionar essas relações com o conceito do “hard power” e "soft power". “Hard Power” é considerado a forma mais tradicional de poder. De acordo com Nye, seria qualquer coisa que utiliza da punição ou da recompensa - os conhecidos “carrots or sticks” - para influenciar o comportamento ou para obter determinado resultado.  Por outro lado, o "Soft Power" descreve a capacidade de uma nação de atrair e persuadir, seja por meio da cultura, dos ideais políticos ou da legitimidade das políticas internacionais, em vez do uso da coerção. Algumas das suas ferramentas para a concretização dos seus objetivos são a diplomacia, o apoio econômico e as comunicações. No exemplo da Venezuela, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e os acordos de cooperação comercial e militar da Rússia representam formas de exposição do chamado poder duro e suave, em vista do melhor controle e influência das ações da Venezuela, país de grandes reservas de petróleo.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-24 18:18:45 UTC</pubDate>
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         <title>O que levou a ascensão da direita na América Latina?</title>
         <author>brendaborges00</author>
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         <description><![CDATA[<div>No dia primeiro de março de 2020, o novo presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, apossou-se do governo, após uma disputa acirrada, dando fim ao controle da coligação do ex-presidente Mujica e da esquerda. As eleições, que ocorreram ainda em 2019, tornaram notória a forte divisão do país em dois blocos ideológicos. A contagem dos votos declarou que 48,71% foram para Lacalle e 47,51% para Daniel Martínez, do Frente Amplio. Em resultado de tal situação, o Tribunal Eleitoral necessitou de um tempo mais largo para obter um resultado por meio de uma recontagem, que concedeu a vitória ao Lacalle Pou. O crescimento da frente direitista, contudo, não veio como uma surpresa para os uruguaios, questões como o surgimento de uma crise econômica - influenciada principalmente pelo desempenho reduzido das economias do Brasil e da Argentina -, a necessidade de uma maior segurança pública e o longo período sem alternância de poder já vinham se apresentando como tema regular no cotidiano da população. Em vista de melhor compreender esse fenômeno, faz-se necessária uma análise aprofundada das razões que levaram a isso, levando em conta o sistema internacional como um todo, uma vez o mesmo se repetiu em outros países do globo por razões abundantes.</div><div>Essa problemática é dissertada com um maior aprofundamento no artigo "A Ascensão da Direita na América do Sul", de Giovana Esther Zucatto, no qual refere-se à Colômbia de Ivan Duque, ao Chile e o seu atual governante Sebástian Piñera, e os já mencionados presidentes argentino e brasileiro, Maurício Macri e Jair Bolsonaro, respectivamente minuciando as formas como a direita chegou ao poder nesses países. Uma outra pesquisadora que se dedica a esse tema é Verónica Giordano, doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires, que com seu texto “¿Qué hay de nuevo en las «nuevas derechas»?” reflete sobre as modificações nos partidos de direita da América Latina, em uma tentativa de se desvincular dos regimes autoritários que apoiaram nas décadas anteriores, aproximando-se mais da visão da esquerda. Ademais, pode-se mencionar, também, a publicação de Cristóbal Rovira Kaltwasser, doutor em Ciência Política pela Universidade Humboldt de Berlim, na qual revela as estratégias utilizadas pela direita nos Estados latino-americanos para obter o poder através de uma fachada democrática, sendo eles: mecanismos de ação não eleitorais, eleitorais apartidários e eleitorais partidários.</div><ul><li>Em busca de relacionar o tema debatido anteriormente e as relações internacionais, cabe referenciar os níveis de análise. Em sua obra "Man, the State and the War", Kenneth Waltz detalha os três níveis de análise conhecidos: a pessoa, o estado e o sistema internacional. Para a "pessoa", consideramos um estágio micro, definido principalmente pelos líderes políticos com larga influência no Sistema Internacional, e nesse contexto podemos incluir a ascensão de políticos de direita e extrema direita ao redor do mundo depois da crise econômica de 2008, a exemplo do Bolsonaro. Contudo, em sua obra, Kenneth esclarece que as explicações ao nível pessoal poucas vezes são suficientes, sendo até mesmo perigosas, ao dificultar nossa visão do contexto geral que levou esses líderes ao poder. Por conta disso, torna-se imprescindível um estudo ao nível macro de análise, considerando, então, o sistema internacional. Nos últimos anos, vemos na América Latina a eleição de partidos de direita: no Brasil com Bolsonaro, na Argentina com Macri e no Chile com o Piñera. Em todos os casos mencionados, houve um aumento da insegurança e uma queda do crescimento econômico, além de casos de escândalos de corrupção. Como resultado, dá-se espaço para o crescimento de políticos que voltam-se para a combate desses temas, isto é, na formação de um estado mínimo e liberal, que visa reduzir a corrupção e expandir a economia, aliado ao aumento da militarização. Por fim, no pensamento político utópico, Jeremy Bentham afirma que deve-se utilizar da opinião política para a tomada de boas decisões, uma vez que há uma certeza moral, ainda que existam exceções, que a maioria das pessoas julgará de forma correta - “a maior felicidade para o maior número de pessoas”. Contudo, nesse caso, a opinião pública pode ter sido responsável por eleger líderes inconsequentes e arbitrários. </li></ul><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-24 18:28:16 UTC</pubDate>
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         <title>Crise do petróleo.</title>
         <author>brendaborges00</author>
         <link>https://padlet.com/brendaborges00/ri/wish/591722921</link>
         <description><![CDATA[<div>Exportadores de petróleo proeminentes, a Arábia Saudita e a Rússia, no mês de março, envolveram-se em um conflito econômico pelos preços dos barris de petróleo. Em uma reunião da OPEP, os integrantes, aspirando controlar a queda dos preços do petróleo internacionalmente, devido a crise do coronavírus, acordaram em reduzir em peso a suas produções. A epidemia do Covid-19 desacelerou as economias e reduziu as perspectivas econômicas para o petróleo, em vista da redução do consumo de energia das empresas, do combustível pelas firmas aéreas e a queda da economia chinesa. Contudo, para que a estratégia concebida pelos membros da OPEP funcionasse, necessitava-se do assentimento dos russos, uma vez que também representam grandes exportadores. Embora a Rússia e a OPEP fossem considerados aliados, em decorrência da formação do grupo conhecido como OPEP+ em 2016, os russos negaram a proposta e o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou  “Dada a decisão de hoje em relação aos cortes de produção, a partir de 1º de abril, ninguém — nem os países da OPEP nem os que não são membros dela — está obrigado a reduzir a produção". Em resposta ao rechaço russo, os sauditas aumentaram substancialmente sua produção, em oposição a sua primeira deliberação, objetivando uma modificação no comportamento da Rússia e consequentemente, provocando o maior tombo nos preços desde a Guerra do Golfo, em 1991.</div><div>Em um artigo chamado “Por que a Rússia não quer entrar na Opep?” redigido por Maria Kutúzova no site “Russia Beyond”, a autora pormenoriza a posição de autonomia da Rússia em frente a OPEP. Em seu texto, menciona que o então Ministro de Energia da Rússia negou diversas vezes qualquer possibilidade de adesão da Rússia à Organização dos Países Exportadores de Petróleo, ainda que admita que a cooperação seja necessária e viável. Novak acredita que a influência da OPEP sobre o mercado internacional seja limitada, uma vez que nos últimos meses de 2016, as negociações entre a Rússia e outros países exportadores de petróleo ocorreu em resultado da geopolítica russa. Ademais, o editor responsável por mercados de petróleo, Gleb Gorodiánkin, declarou que a Rússia e a OPEP não possuem confiança mútua, visto que são concorrentes e não parceiros. Além disso, crê que Moscou e a OPEP possuem contradições em seus objetivos. No início da sua formação, a OPEP comunicou no seu estatuto que qualquer país com uma rede substancial de petróleo cru para exportação e que possuísse interesses fundamentais similares aos Estados membros poderia fazer parte da Organização. No entanto, desde a sua criação, a Rússia não apresentou interesse em se integrar, posto que não possui objetivos comuns com a OPEP.<br>Finalmente, podemos abordar a temática da soberania, vocábulo que representa fielmente a posição adotada pela Rússia em sua relação com a OPEP, organização internacional desenvolvida com o objetivo de controlar os preços do petróleo e definir uma única política petrolífera entre diferentes países membros. Uma organização intergovernamental surge quando um grupo de Estados busca impulsionar as suas interações regulares e desenvolver hábitos de cooperação. De volta ao vocábulo soberania, um poder é dito soberano quando não se encontra outro superior, exprimindo o princípio da autoridade suprema inquestionável. Na guerra dos trinta anos na Europa, a ideia de soberania e a noção de autoridade foram institucionalizadas, marcando a transição da era medieval para a idade moderna. Não obstante, nos últimos séculos, o conceito de soberania foi atualizado pelo professor de relações internacionais da Universidade de Stanford, Stephen Krasner. Esse estudioso decompôs a soberania em quatro categorias: soberania vestfaliana, soberania legal-internacional, soberania interdependente e soberania doméstica. A soberania vestfaliana já é conhecida, retrata a não interferência de atores externos no território de um Estado. Em seguida, tem-se a soberania legal, que deriva do reconhecimento internacional ao novo país. Por fim, detalha a soberania interdependente, que relaciona-se com problemas fronteiriços, e a soberania doméstica, distinguindo a organização política dentro de um determinado território.</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-24 18:40:21 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra comercial: China e EUA.</title>
         <author>brendaborges00</author>
         <link>https://padlet.com/brendaborges00/ri/wish/591733835</link>
         <description><![CDATA[<div>A guerra comercial entre a China e os Estados Unidos não representa uma novidade na geopolítica internacional. Ainda em 2018, Washington determinou diversas tarifas sobre os produtos chineses, aspirando encorajar os consumidores nacionais a comprarem produtos estadunidenses, uma vez que os bens importados estão mais caros. Como resposta, Beijing também aumentou as taxas sobre os produtos estadunidenses. Ademais, o Presidente estadunidense, em sua larga atuação na plataforma Twitter, declarou e conclamou a empresas norte-americanas a boicotarem os produtos chineses. Todavia, em janeiro de 2020, o Presidente Donald Trump e o líder chinês Liu He decidiram assinar a primeira fase de um acordo comercial, que visa aumentar as exportações dos fazendeiros e industriais estadunidenses, além de reduzir as tensões entre esses grandes poderes. De acordo com Trump, o tratado simbolizaria uma mudança no comércio internacional ao levar justiça aos trabalhadores americanos. Em consequência dessa conduta, as importações de soja dos Estados Unidos pela China no início do ano de 2020 aumentaram seis vezes mais em relação ao mesmo período do ano anterior. </div><div>O jornal “The Guardian” publicou um artigo em 2019 chamado “Here are the reasons for Trump's economic war with China”, produzido pelo jornalista e editor econômico, Dominic Rushe. Em seu texto, o redator exibe as falas contrárias do Presidente Trump com relação à China, sendo uma delas anunciadas ainda durante a campanha eleitoral: “Nós não podemos continuar a permitir que a China estupre o nosso país, e é isso que eles estão fazendo”. A maior adversidade para os Estados Unidos na relação EUA-China refere-se ao déficit comercial, isto é, os estadunidenses gastam mais que recebem, insatisfazendo Trump. Além disso, o EUA acredita que a China manipula intencionalmente sua moeda, em busca de obter uma vantagem comercial injusta nas relações internacionais. Em um livro intitulado “Is China a Threat to the U.S. Economy”, os autores descrevem o crescimento do poder econômico da China desde que as primeiras reformas econômicas foram introduzidas no país até o ano de 2006. Afirmam, também, que alguns políticos estadunidenses preocupam-se que a ascensão da China signifique o relativo declínio dos EUA.</div><div>Durante as classes de introdução às relações internacionais, inúmeros conceitos desse assunto foram discutidos e alguns podem se relacionar com o que foi debatido anteriormente no texto. O relacionamento entre os Estados Unidos da América e a China representa uma das diversas relações internacionais que se estabelecem no sistema internacional conhecido atualmente. De acordo com Halliday (1999), as Relações Internacionais podem ser definidas genericamente como o estudo do “internacional”, que se refere aos temas que se processam além das fronteiras dos Estados e detém impactos sobre os mesmos. Representa, então, o estudo sistemáticos das relações políticas, econômicas, financeiras e sociais entre diferentes países. Essas relações assentam-se no Sistema Internacional, delineado pelos estudiosos Robert Keohane e Joseph Nye como um sistema interdependente no qual os diferentes protagonistas são sensíveis e vulneráveis às ações dos outros, isto é, o SI simboliza uma estrutura na qual um conjunto de unidades políticas que interagem entre si regularmente. O Sistema Internacional contemporâneo é conhecido como sistema de Estados e sua origem volta-se para o período da Guerra dos Trinta Anos e ao Tratado de Vestfália, o qual institui a soberania, a autonomia dos países e independência religiosa, ao dar origem aos Estados soberanos. Por fim, para que os Estados Unidos e a China tornassem-se Estados, necessitaram, previamente, cumprir quatro critérios: possuir uma base territorial dotada de fronteiras e contornos definidos, com uma população estável e permanente, sob a soberania de um governo e ser reconhecido diplomaticamente por outros Estados.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-24 18:48:52 UTC</pubDate>
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         <title>Tik Tok: uma diversão ou uma forma de influência chinesa?</title>
         <author>brendaborges00</author>
         <link>https://padlet.com/brendaborges00/ri/wish/591741437</link>
         <description><![CDATA[<div>Desde o início da quarentena do coronavírus, o aplicativo chinês “Tik Tok” tem visto o crescimento exponencial do seu número de usuários, alcançando o valor de 800 milhões participantes, principalmente de cidadãos estadunidenses. Contudo, em plena guerra tecnológica entre os EUA e a China, evidenciada pelo temor entre investidores de Wall Street que penalizaram as empresas tecnológicas americanas com interesses na China em 2019 com um rebaixamento médio de 15% de suas ações, preocupações relacionadas ao novo aplicativo se espalham pelos líderes políticos dos EUA. Em dezembro do ano passado, o Exército dos EUA proibiu seus soldados de terem conta no aplicativos, uma vez que seu uso poderia representar uma ameaça à segurança nacional. Ademais, os senadores Tom Cotton e Chuck Summer utilizaram dos serviços  de inteligência para analisar o Tik Tok, posto que a empresas chinesas são usualmente controlados pelo governo e o aplicativo pode significar uma forma de vigilância em massa dos chineses. Um exemplo disso, trata-se do bloqueio que o aplicativo realizou dos vídeos de violação de direitos humanos na China, como o que retratava a situação do povo da etnia uigur na província de Xinjiang, onde mais de um milhão de pessoas são vítimas de encarceramento maciço.</div><div>Em uma matéria jornalística do El País, o professor do MBA da Universidade de Pequim, Jeffrey Towson, afirmou “Toda a inovação no negócio do consumo vem da China, <a href="https://brasil.elpais.com/sociedade/2020-01-06/a-nova-moda-do-vale-do-silicio-de-abandonar-o-alcool-o-sexo-e-as-redes-sociais-para-reiniciar-o-cerebro.html">não do Vale do Silício</a>. Quase 10 anos depois da morte de <a href="https://brasil.elpais.com/tag/steve_jobs">Steve Jobs</a>, a única coisa que a Apple pode oferecer são seus AirPods: fones de ouvido! Enquanto isso, o grande projeto de futuro do Facebook é uma plataforma de pagamento digital, algo que a Ant Financial [filial da Alibaba, proprietária do AliPay] já faz há anos”. Nos últimos anos, a China têm se posicionado a frente dos EUA nas questões digitais, afastando-se do seu concorrente na guerra tecnológica e tornando seus produtos cada vez mais desejados. Ademais, na obra “The US vs China: Asia's new Cold War?” de Jude Woodward, a autora retrata o relacionamento conflituoso da China e dos EUA na geopolítica atual, envolvendo a guerra comercial,  o controle do Pacífico e Atlântico e dá indícios do começo da nova guerra tecnológica. Em um artigo publicado no jornal “South China Morning Post” intitulado como “ TikTok, a Chinese soft-power time bomb in US living rooms?” , diz-se que o aplicativo chinês simboliza um desafio ao Facebook e o Instagram, tornando-se em uma nova arma para a guerra EUA-China ao estimular o Soft Power chinês.</div><div>Em referência às relações internacionais, pode-se mencionar que a conduta chinesa, em oposição ao passado, vem alterando-se em busca de uma modificação da imagem que o mundo possui do país em questão. Como resultado, a China utiliza-se de métodos relacionados ao Soft e ao Smart Power para cumprir os seus interesses. De acordo com Nye (2004, p. 6), "<em>soft power</em> é mais do que apenas persuasão ou a capacidade de encorajar pessoas pela arte do raciocínio: é também a capacidade de atrair, a atração frequentemente leva a uma certa submissão; concluindo, <em>soft power</em> é um poder de atração". Em um discurso realizado pelo Presidente Hu Jintao em 2017, declarou-se que o Partido comunista da China deve procurar acentuar a cultura chinesa, como parte do soft power do país, um fator significante no poder nacional. A ascensão de aplicativos como o Tik Tok e o Wechat, além das novas celebridades chinesas, estimula o interesse pela cultura e pelos acontecimentos no país, permitindo que a China molde a visão de mundo de algumas pessoas, tornando-as submissas. Já o Smart Power foi elaborado por Nye em uma tentativa de corrigir a crença que o Soft power sozinho seria capaz de realizar uma política externa efetiva, quando, de fato, torna-se necessário unir os instrumentos do Soft e do Smart Power. Uma vez que a China já possui seu “poder duro” concretizado, converte-se em necessidade o fortalecimento do poder suave. Por fim, segundo Yanzhong Huang e Sheng Ding, co-autores do livro “Dragon’s Underbelly: An Analysis of China’s Soft Power.”, em seus escritos reafirmam que o soft power auxilia a Beijing redesenhar as alianças geopolíticas de uma forma que o impulsione e o torne em um poder global, seu objetivo primário. 	 	 	</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-05-24 18:54:32 UTC</pubDate>
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         <title>What do you need to learn effectively? </title>
         <author>brendaborges00</author>
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         <description><![CDATA[<div>I have been taking a online course at the University of London and their first enquiry was "What do you need to learn effectively?". It didn't take me much time to think about it cause as student, that's always on my mind: How can I improve my studies?</div>]]></description>
         <pubDate>2020-07-02 17:04:05 UTC</pubDate>
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