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      <title>Conflitos na Ásia by Luiz Arthur Ansolin</title>
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      <description>Explicação dos conflitos na Ásia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-06-11 14:33:07 UTC</pubDate>
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         <title>CONFLITOS NA ÁSIA</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1601202454</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-06-11 14:34:04 UTC</pubDate>
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         <title>Vídeo</title>
         <author>20312019</author>
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         <description><![CDATA[<div>Para introduzir o conteúdo sobre os conflitos na Ásia, vamos assistir o seguinte vídeo:</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/yAwCFfO1Zv0" />
         <pubDate>2021-06-14 18:00:45 UTC</pubDate>
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         <title>Notícia</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1605798007</link>
         <description><![CDATA[<div>Devido aos inúmeros conflitos na Ásia, os noticiários ficam cheios, como essa reportagem de três semanas atrás.</div>]]></description>
         <enclosure url="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/05/23/guerra-no-afeganistao-os-resultados-do-conflito-mais-caro-da-historia.ghtml" />
         <pubDate>2021-06-14 18:34:17 UTC</pubDate>
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         <title>Alguns dos conflitos na Ásia - Guerra do Vietnã</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610526939</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;A<strong> Guerra do Vietnã</strong> foi um conflito que aconteceu entre os anos de 1959 a 1976 em que o Vietnã do Norte e o do Sul se armaram para lutar pela unificação do país. Até o final da Segunda Guerra Mundial, a região vietnamita era dominada pela França, cuja ocupação ocorreu em meados do século XIX.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Essa guerra<strong> se tornou símbolo da Guerra Fria</strong>, pois a região norte do país era dominada pelo comunismo, e a do sul, pelo capitalismo. Os Estados Unidos mandaram tropas para o Vietnã, porém foram derrotadas pelos guerrilheiros do norte. O país asiático foi unificado em 1976.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Os combatentes na Guerra do Vietnã eram as <strong>forças nacionalistas,</strong> que, desde o final da Segunda Guerra Mundial, já <strong>se articulavam pela independência do país e a expulsão dos invasores estrangeiros,</strong> bem como as potências europeias decididas a manter seu domínio na Indochina. Além disso, as superpotências da Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética também interferiram no confronto armado na Ásia.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Até 1963, com o assassinato do presidente norte-americano John Kennedy, a participação dos <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/estados-unidos.htm"><strong>Estados Unidos</strong></a> na Guerra do Vietnã foi logística e por meio do <strong>envio de armas para os soldados do Vietnã do Sul</strong>. Com a posse de Lyndon Johnson, a postura dos EUA com o Vietnã mudou.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O incidente no Golfo de Tonquin exigiu uma resposta incisiva da Casa Branca. <strong>A embarcação USS Maddox foi atacada pelas tropas norte-vietnamitas,</strong> e isso foi um pretexto usado por Johnson para enviar soldados norte-americanos para o campo de batalha no Vietnã. De 1964 a 1973, milhares de soldados foram enviados para a Ásia.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;O <strong>Vietnã do Norte lutava contra os inimigos do sul usando a tática de guerrilha</strong>. Por conhecerem o local onde estavam lutando, puderam usar armadilhas ou atacar o inimigo mediante emboscadas. Muitos soldados norte-americanos perderam suas vidas por conta da falta de adaptação ao clima ou terreno do Vietnã.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;As imagens da Guerra do Vietnã foram usadas pela imprensa e os opositores do conflito para motivar a opinião pública a se posicionar contra o envio de tropas para a Ásia. <strong>Vários grupos que defendiam os </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/direitos-humanos.htm"><strong>Direitos Humanos</strong></a><strong> se manifestaram contra a guerra</strong> e pedindo a paz mundial. Artistas e intelectuais participaram dessas manifestações. O lutador de boxe e campeão mundial Muhammad Ali foi convocado para a Guerra do Vietnã, mas se recusou a ir. Esse seu posicionamento se tornou um dos símbolos da resistência contra a guerra.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Por conta do grande número de baixas no exército dos Estados Unidos que lutava no Vietnã e a pressão da opinião pública, <strong>o presidente </strong><a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/richard-nixon.htm"><strong>Richard Nixon</strong></a><strong> assinou, em 1973, o cessar fogo</strong> e autorizou o retorno das tropas norte-americanas para casa. Em 1975, as tropas saíram definitivamente do Vietnã. Essa saída foi comemorada pelo Vietnã do Norte e considerada uma vitória tanto contra os combatentes do sul como contra os Estados Unidos. No ano seguinte, <strong>o país foi unificado</strong>.<br><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Ainda hoje, <strong>as feridas da Guerra do Vietnã ecoam nos Estados Unidos</strong>. Em qualquer conflito a que os norte-americanos enviam tropas, as memórias dos combates na Ásia vêm à tona, seja como a dor da morte em combate, seja por evitar a repetição dos erros cometidos. As manifestações contra qualquer tipo de guerra são associadas àquelas ocorridas nos Estados Unidos, entre 1960 e 1970, pela paz mundial e pelo fim da Guerra do Vietnã.<br><br><br><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-16 17:43:58 UTC</pubDate>
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         <title>Guerra das Coreias</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610564642</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;    Para saber mais sobre essa Guerra o vídeo abaixo possui vários esclarecimentos. Assista! Vale a pena!</div>]]></description>
         <enclosure url="https://youtu.be/bSIhRRJCi4E" />
         <pubDate>2021-06-16 18:03:05 UTC</pubDate>
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         <title>Disputa pela Caxemira</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610571549</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A região de Caxemira fica em meio às altas montanhas do Himalaia e tem sido alvo de disputa entre a Índia e o Paquistão (além da China, que se apoderou de parte do território em 62). A maioria da população é de origem paquistanesa e religião muçulmana. O governo é da Índia, onde a religião predominante (85%) é hinduísta.&nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>      &nbsp; Desde a independência, em 47, os dois países já se envolveram em três guerras, duas em disputa pela região, em 47 e 65. A situação agravou-se após 74, quando o governo de Indira Gandhi detonou a primeira bomba atômica hindu. Em 96, o partido Barathya Janata, dos fundamentalistas hindus, venceu as eleições e implantou uma política nacionalista. Os choques na fronteira ficaram mais fortes e constantes. Em maio de 98, a Índia surpreendeu o mundo fazendo vários testes nucleares no deserto de Rajastão. O primeiro-ministro, Atal Bihari Vajpayee, declarou que, se fosse necessário, utilizaria a bomba atômica. Em resposta, o Paquistão, apesar de pressionado pelo mundo, detonou suas primeiras bombas nucleares. O primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, afirmou que estava pronto para a luta. O Ocidente, liderado pelos EUA, decretou sanções econômicas, cortando créditos e financiamentos, para forçar os países a negociar um acordo de paz.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 18:06:56 UTC</pubDate>
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         <title>Disputa pelo Tibete</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610593010</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A história do Tibete é cheia de guerras e conquistas. Os conflitos entre a China e o Tibete iniciaram durante a dinastia chinesa Tang (618-906 d.C.). No século 13, o Tibete foi dominado pelo império mongol. Em 1720, foram os chineses, durante a dinastia Ching, que conquistaram o Tibete. Desde então, a China quer a soberania sobre o território tibetano.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Em 1912, com a queda da dinastia Ching, os tibetanos conseguiram sua independência. Os tibetanos expulsaram da região tropas e oficiais chineses. Em 1913, numa conferência realizada em Shimla, na Índia, britânicos, tibetanos e chineses decidiram que o Tibete seria dividido. Uma parte do Tibete seria anexada à China e permaneceria sob soberania chinesa e outra parte seria autônoma. Ao retornar da Índia, em janeiro de 1913, o 13º Dalai Lama declarou oficialmente a independência do Tibete. Porém, o acordo de Shimla nunca foi ratificado pelos chineses, que continuavam a alegar que todo o Tibete pertencia à China. Em 1918, as relações já estremecidas entre o Tibete e a China resultaram em um conflito armado entre as duas nações. A Inglaterra foi um dos países que interveio para tentar negociar uma trégua. Mas esse esforço dos ingleses não foi bem sucedido.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Em 1933, com a morte do 13º Dalai Lama, o Tibete sofreu um maior enfraquecimento político.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp;Em 1950, o Partido Comunista chinês tomou conta da China. Tropas comunistas invadiram a cidade de Chamdo, localizada na fronteira oriental (leste) do Tibete. Em pouco tempo, as tropas chinesas tomaram a sede do governo local. No dia 11 de novembro de 1950, o governo tibetano manifestou-se contra a agressão chinesa na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a Assembleia Geral da ONU adiou a discussão do problema.</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Em 17 de novembro de 1950, o 14º Dalai Lama assumiu a posição de Chefe de Estado do Tibete. O novo líder dos tibetanos tinha apenas 16 anos de idade quando assumiu a liderança política e espiritual de seu país.<br>&nbsp; &nbsp; Em 23 de maio de 1951, uma delegação tibetana que havia ido à Pequim (capital da China) para negociar a questão do Tibete foi forçada pelo governo chinês a assinar um tratado. O governo chinês ameaçou invadir o Tibete de forma até mais agressiva, caso a delegação tibetana se recusasse a assinar o acordo. O tratado estabelecia que o Tibete seria uma região autônoma da China, sob o domínio tradicional do Dalai Lama. Na prática, o Tibete permanecia sob o controle da Comissão Comunista da China.</div><div>Em setembro de 1951, o Tibete foi tomado pelas forças comunistas de Mao Zedong (Mao Tse Tung). A ocupação chinesa do Tibete foi marcada pela destruição sistemática dos mosteiros, pela opressão religiosa, pelo fim da liberdade política e pelo aprisionamento e assassinato em massa de civis.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ao governar o Tibete, as autoridades chinesas comunistas introduziram reformas agrárias e reduziram significativamente o poder das ordens dos mosteiros, apesar da forte oposição do povo tibetano.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Os tibetanos frequentemente se rebelavam contra a presença das forças chinesas em seu país. Em 10 de março de 1959, os tibetanos organizaram uma grande revolta contra a China. Neste Levante Nacional Tibetano, ocorrido na capital, Lhasa, a resistência nacional contra a China atingiu seu auge. Mas a reação chinesa ao levante foi violenta: milhares de tibetanos foram mortos, aprisionados ou exilados.</div><div>Temendo por sua própria segurança, o Dalai Lama deixou Lhasa em 17 de março de 1959. Atualmente, a sede do Dalai Lama se localiza na Índia. O Dalai Lama viaja pelo mundo para tentar obter apoio internacional à independência de seu país.</div><div>      A China ocupa o Tibete desde 1950. Uma das consequências dessa ocupação é a existência de 128 mil refugiados tibetanos pelo mundo.&nbsp; Desde 1951, os tibetanos têm tentado se rebelar contra a ocupação chinesa, mas seus esforços não foram bem sucedidos. A China alega soberania histórica sobre o Tibete, ameaçando assim a cultura e religião dos tibetanos.</div><div>A China tem o objetivo de modernizar o Tibete, pois espera que uma maior prosperidade no país eventualmente conquiste o apoio dos tibetanos à administração chinesa. O governo chinês possui um plano de desenvolvimento para a região e vem construindo prédios, realizando obras e substituindo a tradicional arquitetura tibetana por uma arquitetura moderna, deixando assim as províncias do Tibete cada vez mais semelhantes às cidades chinesas. Além disso, o Tibete está repleto de migrantes chineses que lideram importantes setores da economia. De fato, hoje há mais chineses que tibetanos vivendo no Tibete. Não é de se surpreender que os tibetanos temam que sua cultura e tradições estejam em perigo de extinção.</div><div>      Oficiais chineses no Tibete afirmam que os tibetanos têm completa liberdade religiosa. Porém, a polícia chinesa está sempre presente em mosteiros e em templos budistas. Os monges têm sido espancados, aprisionados e submetidos à educação política chinesa.</div><div>A China tem o objetivo de apaziguar os tibetanos para melhorar sua imagem perante o mundo. Mas é duvidoso que a China esteja disposta a se retirar do Tibete. As Nações Unidas e os principais líderes mundiais não têm poder nem interesse de pressionar a China para que haja uma resolução justa do conflito. A China é o país mais populoso do mundo e a segunda economia mundial. A China é também um dos cinco países de maior poder nas Nações Unidas e tem o direito de vetar qualquer decisão da organização. Portanto, apesar de contar com o apoio moral de pessoas no mundo inteiro, os tibetanos enfrentam uma grande luta para realizar seu sonho de soberania e independência nacional.</div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 18:18:47 UTC</pubDate>
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         <title>Conflito árabe israelense</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610606538</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O conflito entre Israel e Palestina existe há muitos anos. Em 2021, uma nova escalada de violência foi motivada por ameaças de despejos de famílias palestinas.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O conflito entre os dois países é de antes da criação do Estado de Israel. Desde a década de 1940, um novo movimento sionista queria a fundação de um Estado judeu na Palestina que, na ocasião estava sob domínio inglês. A criação de um Estado judeu seria uma resposta ao Holocausto nazista, que terminou essa população e também ciganos, homossexuais, dissidentes políticos. &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Em 29 de novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) autoriza a divisão da Palestina em dois estados: um judeu e outro árabe. Líderes judeus aceitam a resolução da ONU, mas os países não. Na época, viviam na região 1,3 milhão de árabes e 600 mil judeus.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;As tropas britânicas deixam a Palestina e grupos sionistas&nbsp; começam a organizar o Estado judeu. Em 14 de maio de 1948, o presidente da Agência Judia para a Palestina, David Ben-Gurion, anuncia&nbsp; a formação do Estado de Israel.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; O diplomata e político brasileiro Oswaldo Aranha (1894-1960) presidiu a sessão da ONU que deliberou sobre quais porções de terra seriam com a Palestina e quais com o novo estado, de Israel.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; É um conflito que remonta à Antiguidade. E é relevante ter em mente que a história do povo judeu, como a de outros povos e religiões e registro histórico – mesmo porque, na Antiguidade, a História não era uma ciência como hoje e nem tinha como função o apego aos fatos, mas, sim, a construção ou destruição de reputações, povos, civilizações.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; A criação unilateral do Estado de Israel em 1948 levou ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Contando com o apoio incondicional dos Estados Unidos, assim como da ex-URSS para o estabelecimento de um lar judeu na Palestina, tarefa essa realizada pela então recém-fundada ONU, em 1947. Essa concordância aumentou sobretudo pelo sofrimento vivido pelos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, quando do Holocausto. Discordando da criação do Estado de Israel, os árabes travaram a primeira de uma série de guerras que se seguiram, mas ao final do conflito os palestinos ficaram sem território, lançado-se na diáspora. Hoje, eles compõem o maior contingente de refugiados do mundo.<br>&nbsp; &nbsp; As guerras entre árabes e israelenses, a de 1967 - denominada Guerra dos Seis Dias - acentuou as rivalidades por envolver territórios de outros países. Ao final do embate, Israel invadiu a Península do Sinai (Egito), a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã (Síria). Contra essas ocupações, o Conselho de Segurança da ONU compôs a resolução 242 (1967), que exigia a retirada imediata das áreas ocupadas, mas o governo israelense jamais cumpriu tal exigência e nem por isso sofreu represálias. À medida que a conjuntura política se alterou, também a evolução dos conflitos sofreu mudanças drásticas. Após a morte de Nasser, a presidência de Anuar Sadat firmou com Israel o acordo de Camp David (Estados Unidos), em 1979, acertando a devolução dos territórios do Sinai. Esse acordo, visto pelos árabes como traição do governo do Egito à causa palestina, resultou no assassinato de Sadat em 1981. No ano seguinte, Israel invadiu o sul do Líbano, onde realizou massacres em 18 anos de ocupação, findos apenas em meados do anos de 2000.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Os palestinos confinados em áreas precárias, cujos recursos hídricos estão sob controle israelense, há altos índices de desemprego e total subjugo aos judeus, resultou na eclosão da Intifada ("revolta das pedras"). Durante alguns anos, os palestinos, sobretudo os jovens, enfrentaram as forças armadas israelenses nos territórios invadidos. Situação tremendamente desigual, que chamou a atenção da "comunidade internacional" para as condições de vida da população palestina. A resistência palestina, reunida em torno da Organização para Libertação da Palestina (OLP), criada nos anos sessenta e liderada por Yasser Arafat, deu ao povo palestino a dimensão de identidade coletiva.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; Ao término da Guerra Fria e reduzido o apoio incondicional dos Estados Unidos a Israel, iniciaram-se conversações para o estabelecimento de um processo de paz. As primeiras reuniões ocorreram em Madri, em 1991. Dois anos depois, o líder palestino Yasser Arafat e o primeiro-ministro israelense Itzhak Rabin (1922-1995) firmaram o Acordo de Oslo I, em setembro de 1993, sob o patrocínio de Washington. O aperto de mãos entre os dois representou simultaneamente o reconhecimento do Estado de Israel por parte da OLP (pois na carta de fundação da organização estava prevista a destruição do Estado judeu) e a aceitação da OLP por parte de Israel, como legítima representante do povo palestino.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;No próximo ano a Autoridade Nacional Palestina passou a controlar alguns territórios da Cisjordânia e a Faixa de Gaza. &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp;O acordo de Oslo, o segundo, (set. 1995), ampliou as áreas em questão e estabeleceu um cronograma para a saída das tropas israelenses de porções da Cisjordânia. Porém, o assassinato de Rabin em novembro de 1995 abalou a política interna e repercutiu sobre o "processo de paz". Nas eleições do ano seguinte, sob uma nova onda de atentados contra alvos judeus, Benyamín Netanyahu (1996-99), do partido de direita Likud, acabou eleito e jogou um balde de água nas conversações. Além de estimular a criação de novas colônias judias em territórios palestinos, ele se referia a Arafat como terrorista.<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A onda de distúrbios ocorrida na segunda quinzena de setembro de 2000, quando o exército israelense reprimiu duramente manifestações palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém, causando a morte de mais de uma centena de palestinos, inclusive de crianças indefesas, parece corroborar a tese de Said. Concessões significativas e a renúncia de Israel a ter um Estado exclusivamente judeu parecem ser o ponto-chave para uma verdadeira paz. </div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 18:26:41 UTC</pubDate>
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         <title>Questão Curda</title>
         <author>20312019</author>
         <link>https://padlet.com/20312019/sb038s0imigypqwt/wish/1610663234</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp;   O vídeo esclarece o contexto histórico, causas, consequência, localização, participantes do conflito e desfecho do conflito. Vale a pena assistir! Muito interessante!</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-16 19:01:14 UTC</pubDate>
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