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      <title>Trabalho História da Comunicação by Eduarda Ventura</title>
      <link>https://padlet.com/eduardarventura/s797uh3zml7cy5ia</link>
      <description>alunas Eduarda Ventura e Maria Edhuada Castro 
1JOA Casper Líbero</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-04-15 16:15:02 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2021-04-19 14:29:35 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Texto 1 - &quot;História e Jornalismo: reflexões sobre campos de pesquisa&quot;</title>
         <author>eduardarventura</author>
         <link>https://padlet.com/eduardarventura/s797uh3zml7cy5ia/wish/1421873088</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; Necessária diferenciação entre os dois "jornalismos":</div><ul><li>Jornalismo: campo de estudos da relação entre sociedade e jornalismo, ligado ao conhecimento científico; fonte e objeto para a pesquisa da História.</li><li>jornalismo: prática social -&gt; produção, circulação e recepção de notícias; forma a "história imediata".</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>&nbsp;</strong>A História&nbsp;</div><div>&nbsp; Século XIX: Paradigma rankeano prega a "cientifização" da História a partir da revolução dos métodos e fontes:</div><ul><li>Documentos governamentais são usados como fontes por serem vistos como autênticos e confiáveis, em um aspecto semelhante a objetividade positivista.&nbsp;</li><li>Ausência de estudos teóricos, sendo a História vista de forma linear e com foco nos eventos significativos .&nbsp;</li></ul><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <mark>VISÃO DE CIMA&nbsp;</mark></div><div><br></div><div>&nbsp; Início do século XX, o início da História serial ou moderna: os cientistas abandonam o modo de estudo que apenas descrevia os acontecimentos, para focar na compreensão dos fatores que geram mudanças históricas.&nbsp;</div><ul><li>O número e a diversidade de fontes e estudos teóricos aumenta, ainda que muito focados em modelos escritos;</li><li>As narrativas focadas nos "grandes homens" perdem espaço;</li><li>O estudo histórico passa a dialogar com outras disciplinas, tornando-se mais crítico e focado em estatísticas;</li><li>Menor preocupação com uma verdade universal .</li></ul><div>--&gt; Expoentes: Escola de Annales e teoria marxista.&nbsp;</div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <mark>ESTRUTURA&gt;EVENTO<br><br></mark>&nbsp; &nbsp; &nbsp; A partir de 1968, com as rápidas e complexas mutações sociais ocorridas, alguns estudiosos consideram que tem início a "Pós modernidade":</div><ul><li>Fim das metanarrativas, com foco nas micronarrativas;</li><li>Busca por um menor cientificismo e maior empatia ao estudar a diversidade na cultura e nos grupos sociais;</li><li>Não só a História, mas todas as ciências humanas passam por crises no mesmo período, sendo necessária a reformulação de teses.&nbsp;</li></ul><div><br>--&gt; Importante ressaltar que muitos estudiosos consideram esse período como uma transição, pois muitos aspectos da modernidade continuam presentes, se fundindo com aqueles da dita pós-modernidade.&nbsp;</div><div><br></div><div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A História do Jornalismo no Brasil</div><div>&nbsp; Século XIX: pesquisadoeres dos Institutos Históricos Geograficos (IHG) buscavam afirmar as identidades regionais brasileiras por meio da história da imprensa no país, porém, a falta de uma linha contínua de pensamento e o declínio dos IHGs levaram a uma descontinuidade nos estudos.&nbsp;</div><div>&nbsp;&nbsp;<br>Sodré, em 1966, lança livro referência na área, "A História da Imprensa no Brasil", enquanto positivistas e marxistas não têm sucesso no desenvolvimento de trabalhos sobre o tema.&nbsp;<br><br>Já em 1970, diversos historiadores estudam o jornal e seus desdobramentos na vida cotidiana dos mais variados grupos. O aspecto de relativização pós moderno, contudo, não se mostra presente.&nbsp;<br><br>--&gt;&nbsp; Entre os muitos expoentes, estão Schwarcz e Lattman-Weltman<br><br>&nbsp; Em 2003, os estudos da História cultural encontram um obstáculo: a imprensa se coloca como parte da "Indústria Cultural", perdendo grandemente seu aspecto crítico. Os pesquisadores, nesse ponto, já têm aspectos pós-modernos bem consolidados, influenciando em suas obras. Cabe, portanto, aos jornalistas exporem suas fontes, supostos e problemáticas para que os outros tenham base para julgar seus pontos de vista.<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;"Se tudo é História, nem tudo é conhecimento histórico"<br><br><br></div><div><mark><br><br><br></mark><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 16:16:30 UTC</pubDate>
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         <title>Texto 2 - &quot;Trabalho e linguagem&quot;</title>
         <author>cmariaedhuarda</author>
         <link>https://padlet.com/eduardarventura/s797uh3zml7cy5ia/wish/1421927998</link>
         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A base de toda a teoria originária&nbsp;</div><ul><li>Marx e Engels: o homem produz sua própria existência. O que diferencia o ser humano dos outros seres é que o trabalho não se constitui como instintivo, mas consciente. O agir dos animais está ligado ao satisfazer de suas necessidades. O dos homens, com os fins de produzir os meios que satisfarão suas necessidades, além de já planejar sua sobrevivência futura.&nbsp;</li><li>Lane (1999): "a linguagem se originou na espécie humana como consequência da necessidade de transformar a natureza, através da cooperação entre os homens, por meio de atividades produtivas que garantissem a sobrevivência do grupo social."&nbsp;</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A conexão de ambas atividades</div><ul><li>A evolução do trabalho é intrínseca ao desenvolvimento da linguagem, uma vez que o processo coletivo implica em ações segmentadas e planejadas. Para tal, a comunicação se faz indispensável.&nbsp;</li><li>A ação em sua forma pura é uma conexão entre o sujeito e o objeto. O trabalho é a transcendência da ação, já que este transmite significado à natureza ao marcá-la. Portanto, a ânsia de transformar o natural origina a capacidade das mãos e os instrumentos (trabalho).</li><li>A adaptação ao solo unida à postura bípede ampliou os horizontes dos seres humanos ao aprimorar o aparelho visual e permitir as mãos livres.&nbsp; Viver uma vida conjunta traz a urgência de interagir com o Outro, desdobrando-se, nesse momento, a linguagem.&nbsp;</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Linguagem e suas ramificações</div><ul><li>Repertório de signos + regras para combiná-los = linguagem;</li><li>Gramática surge como um aprimoramento comunicacional: o significado passa a depender também da estrutura e não só dos signos;</li><li>A escrita surge (na chamada "Revolução Neolítica") para resolver duas limitações da linguagem oral: falta de alcance e falta de permanência;</li><li>Escrita pictórica: desenhos associados à imagem que se quer representar.</li><li>Escrita ideográfica: signos que representam ideias ou símbolos (como a paz ou a pressa);</li><li>Escrita alfabética: representação puramente fonográfica.&nbsp;</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A significação social e, ao mesmo tempo, individual<br>"Trabalho e linguagem são atos de depositar significado humano à natureza."&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 16:26:56 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Texto 4 - &quot;A escrita: há futuro para a escrita?&quot; - &quot;Letra&quot;</title>
         <author>eduardarventura</author>
         <link>https://padlet.com/eduardarventura/s797uh3zml7cy5ia/wish/1422251974</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Código Alfanumérico&nbsp;</div><ul><li>Conjunto de sinais que constituem a comunicação falada e escrita;</li><li>Letras: sinais para sons;&nbsp;</li><li>Números: sinais para quantidade;&nbsp;</li><li>Outros (normatização da linguagem): pontos, parênteses, aspas.</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Pensamento ocidentalizado da escrita&nbsp;</div><ul><li>Preferência pelo pensar literal em relação ao numérico;</li><li>É mais fácil escrever continuamente do que construir equações matemáticas e fórmulas físicas dentro de uma máquina (computador e datilografia, por exemplo);</li><li>Texto Alfabético: torna o som visível. Está inserido na esfera musical e dentro das percepções auditivas. Sua leitura está ligada aos discursos;&nbsp;</li><li>Numerais: sinais que tornam concretas as ideias. Estão inseridos na esfera das artes plásticas e dentro das percepções óticas. Sua leitura está ligada aos fatos.</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Arte e números</div><ul><li>Uma vez que interpretar e executar textos científicos exige um nível de abstração mental enorme para compreender as imagens numéricas inseridas dentro do discurso, não seria incoerente declarar certa compatibilidade com as obras artísticas e basear-se nesses critérios para sua avaliação.&nbsp;</li><li>"A ciência não se distingue fundamentalmente da arte"&nbsp;</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Primitivização dos numerais e arte computacional<br><br></div><ul><li>A inteligência humana foi superada pela inteligência artificial, capaz de realizar mais velozmente as operações. Sendo assim, há um retorno, dentro da matemática, com relação às operações longas e rebuscadas outrora necessárias. Simplifica-se o processo porque o contar e a manipulação dos números foi mecanizada;</li><li>Digitalização: hoje, é possível transformar coisas abstratas em algo experienciado concretamente através da manipulação e transformação de percepções auditivas em numéricas - como por exemplo, a música eletrônica;</li><li>Agir criativamente e de maneira inversa: a ciência é evidenciada como forma artística e a arte, como fonte de conhecimento científico.&nbsp;</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Por que os sons de uma língua falada são anotados?&nbsp;</div><ul><li>Escrever explica e racionaliza as imagens;</li><li>"O pensar imagético, representacional e imaginário deve ceder ao conceitual, discursivo, crítico."</li><li>Forma de afirmar e amplificar o nível de conceitual e sobreimagético.</li></ul><div>&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; A existência do alfabeto&nbsp;</div><ul><li>Substitui o falar e o pensar mítico pelo falar e pensar lógico;</li><li>Permite a literalidade do pensamento, de forma regularizada e organizada.</li></ul><div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Por que a escrita pode acabar?&nbsp;</div><ul><li>"O alfabeto foi inventado como código da consciência histórica", ou seja, de modo a superar a consciência mágico-mítica. No entanto, ao perceber a realidade sob os olhos de um passado acumulado de barbárie, a consciência histórica não se mostra como vantajosa;</li><li>O progresso estar cada vez mais se tornando uma palavra carregada de negacionismo explica, perfeitamente, o motivo real pelo qual existe a possibilidade de superarmos o estudo da língua escrita.</li></ul><div><br></div>]]></description>
         <pubDate>2021-04-15 17:28:17 UTC</pubDate>
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         <title>Texto 3 - &quot;A escrita: há futuro para a escrita? - &quot;Inscrições e Sobrescrições&quot; </title>
         <author>eduardarventura</author>
         <link>https://padlet.com/eduardarventura/s797uh3zml7cy5ia/wish/1423075399</link>
         <description><![CDATA[<div><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>&nbsp;Inscrições <br>&nbsp; &nbsp;"</strong>Escrever" origina do latim, significando riscar. Originalmente, era o ato de fazer uma incisão sobre um objeto usando uma ferramenta cuneiforme. Atualmente, se usa sobrescrições. <br>&nbsp; &nbsp;De acordo com o mito, o ser humano foi formado a partir de um sopro de Deus na argila, formando seu "espírito" - essa teria sido a primeira inscrição. <br>&nbsp; &nbsp;Já "informar", cujo significado inicial era gravar formas em algo, ganhou novas acepções, sendo o improvável o mais informativo, contrapondo-se à natureza de todas as coisas, que tendem ao possível. <br>&nbsp; &nbsp;Os objetos tendem para a entropia, e quanto mais forte a natureza dos objetos, mais esforço será necessário para gravar algo neles e mais tempo será necessário para que aquilo naturalmente se torne ilegível - sendo o contrário também verdade. Contudo, há uma maneira de reverter esse processo: escrever em um objeto macio e forçá-lo a não "esquecer", queimando-o, por exemplo. Assim, o inscrever - o escrever resultado de uma inscrição - é a expressão do livre arbítrio. <br>&nbsp; &nbsp;Porém, o escrever vai indiretamente contra o objeto, uma vez que dilacera a sua imagem. As representações do mundo são destruídas: aquelas que deram sentido ao mundo e aos seres humanos são esfarrapadas por símbolos escritos. O mundo sem imagens é o que chamamos de História. <br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; <strong>Sobrescrições <br></strong>&nbsp; &nbsp;Para se inscrever, utiliza-se algo mais primitivo, como um estilo (ferramenta cuneiforme), e para sobrescrever, algo recente, como um pincel - estruturalmente mais difícil, mas funcionalmente mais fácil do que o primeiro instrumento, o que ocorre tipicamente com o progresso de todas as coisas.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Além disso, é muito mais rápido sobrescrever, porque tornou-se muito mais rápido ler. Também, sobrescrições demandam menos esforço e cautela do que inscrever, e também não apresentam a finalidade de ensinar algo ao leitor. A sobrescrição é clara, nítida e objetiva; é a expressão de um pensamento discursivo e histórico.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Ademais, o desenhista, aquele que sobrescreve, expressa nas palavras a pressa, a intranquilidade e a falta de tempo, tendo pausas entre as partes do texto, fatos que deveriam ser levados em conta pelos críticos literários. Contudo, essa ambivalência do escrever - pressa e pausas necessárias -, que forma a "consciência histórica", é o chamado "pensamento crítico". É por conta dessas pausas que somos capazes de avaliar o que foi escrito criticamente, analisar os frutos de nossa intranquilidade. Portanto, o que é válido para o escrever é também válido para a história.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Tal dualidade do escrever aparece também na forma humana linear de pensar: ele se desenrola em uma linha indo do passado, atravessando o presente e chegando ao futuro sem parar. O segundo é apressado, o último representa as possibilidades, como as que temos ao completar as linhas no escrever e o primeiro só existe se evocado.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;As inscrições lentas, esforçadas e cautelosas permitiam que o tempo se desenrolasse de forma igualmente tranquila, o que fora atropelado pela rapidez das sobrescrições, gerando uma crise. Por isso, fazendo pausas ao sobrescrever, podemos evitá-la.&nbsp;<br><br>&nbsp; &nbsp; &nbsp; "O progresso nos dilacera; nós resistimos, contudo, para não perdermos totalmente o contato com a realidade, para não nos tornarmos completamente avançados e alienados."&nbsp;<br><br>&nbsp; &nbsp;O sobrescrever é ininterrupto, como o progresso. Porém, quando levado pelos aparelhos, os quais, por não terem freios existenciais (a necessidade de pausar para respirar), não têm dificuldades, tem maior sucesso. Assim, deve-se libertar-se de toda a história e abrir-se para novas experiências do presente, também, uma vez que nossa existência é melhor como observadores; as imagens são melhores para cumprirmos essa função.&nbsp;<br>&nbsp; &nbsp;Porém, o escrever não é superável, porque as imagens aproximam-se da história e programam-na, além do fato dos aparelhos utilizarem códigos diferentes dos nossos para escrever, formando uma história diferente da nossa. &nbsp;<br>&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-04-15 20:41:48 UTC</pubDate>
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