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      <title>Marighella e as disciplinas sobre a ditadura civil militar by FELIPE CARVALHO</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-12-14 00:34:49 UTC</pubDate>
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         <title>Marighella e as disputas sobre a memória da ditadura civil milita</title>
         <author>felipebarbosa700</author>
         <link>https://padlet.com/felipebarbosa700/s72tr64xb8nlhd2i/wish/2419912065</link>
         <description><![CDATA[<div>Este trabalho tem como intuito explorar as disputas de narrativas, que estão presentes no próprio filme, e podem nos auxiliar a compreender como se constrói a memória histórica acerca da ditadura. Trata-se de uma maneira de empreender um enfrentamento aos traumas do governo autoritário brasileiro e o seu legado, bem como os traumas que tem sido, na nossa percepção, trabalhados de forma muito tímida. Dessa forma, pretendemos construir um debate acerca da possibilidade de elaboração de uma contra-história da ditadura empresarial militar, evento este que não podemos negar que é largamente estudado, mas uma vez que que tem sido amplamente utilizado como forma de saudosismo por parte dos movimentos de extrema direita atuais, torna-se um tema público pertinente. Também não podemos negar que seu desfecho, no período de democratização, deixou uma lacuna de responsabilização dos crimes cometidos pelos militares, contribuindo também por um apagamento ou falseamento da imagem do período, tornado possível interpretações que categorizam o regime ou parte dele como uma “ditabranda”.&nbsp; Embora haja, no pós ditadura já vários materiais audio visuais que debatem o tema em filmes como <em>O que é Isso, Companheiro</em> (1997, de Bruno Barreto), <em>O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias</em> (2006, de Cao Hamburger) e<em> Zuzu Angel </em>(2006, de Sérgio Rezende), <em>Marighella</em>, por trazer à tona uma figura pública que tem sido muito explorada pela extrema direita hoje, assim como foi no período ditatorial, além de tratar a violência revolucionária sem estereótipos moralistas, traze elementos importantes para uma confrontação do senso comum acerca do próprio Marighella e dos revolucionários que optaram pelo enfrentamento armado em geral. Portanto, consideramos relevante, principalmente em um contexto pós-genocídio ocorrido na pandemia, levantar o debate acerca da violência empreendida pelo estado no período ditatorial (1964-1988). Enfrentar os traumas do período ditatorial, disputando a memória sobre a época pode nos ajudar nos debates atuais sobre violência sistêmica e a necessidade de responsabilização de seus agentes. Com isso, resolvemos trabalhar trazendo imagens e diálogos que estão dentro do filme e que possam ilustrar nossa atualidade, demonstrando como essas imagens podem ser interpretadas também de outras maneiras, mas demonstrando, nesses recortes, a herança do autoritarismo militar que nos foi deixado, e como isso transparece em figuras de nosso atual governo, seja por diálogos e declarações&nbsp; que enaltece a imagem da ditadura militar e ações autoritárias de figuras que hoje estão no poder do nosso país.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-12-14 00:37:49 UTC</pubDate>
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