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      <title>A importância do entorno no desenvolvimento humano. by Denise Psicologia Educacional</title>
      <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw</link>
      <description>Reflexões sobre como um entorno saudável e estimulante contribui para o desenvolvimento humano durante todas as fases da vida.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-05-18 14:16:10 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2024-05-26 16:54:53 UTC</lastBuildDate>
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         <title>Primeira Infância (0 aos 3 anos)</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/2998342656</link>
         <description><![CDATA[<p>A primeira infância é marcada pelas primeiras grandes descobertas na vida dos seres humanos. O cérebro cresce rapidamente e as sinapses se desenvolvem, formando a base do funcionamento cognitivo e emocional para o resto de nossas vidas. </p><p><br></p><p>Estudos comprovam que garantir uma boa nutrição e um crescimento saudável nos primeiros 1000 dias, impacta no prolongamento e na qualidade dos anos posteriores. Portanto, neste início de vida, o aleitamento materno é fundamental, assim como os cuidados com a alimentação da mãe para proporcionar um entorno saudável para ambos.</p><p><br></p><p>Além da nutrição, o desenvolvimento infantil é multirelacionado e acontece nos aspectos cognitivo, linguístico, físico, social, emocional e cultural. Neste sentido, a estimulação adequada no entorno da criança também é muito importante e exerce impacto direto no desenvolvimento.  </p><p><br></p><p>Durante a primeira infância, as brincadeiras começam a desempenhar um papel fundamental para que a criança inicie suas explorações de mundo, signifique objetos, sentimentos, percepções e assim, adquira experiências que se transformarão em conhecimentos progressivos ao longo de toda a vida. </p><p><br></p><p>A brincadeira é o exercício mais completo da infância e possibilita o conhecimento sobre si mesmo e sobre o mundo. O adulto, ao se permitir brincar com as crianças, pode ampliar as experiências e oferecer mais possibilidades para que este desenvolvimento aconteça.  Além disso, quando a família participa das brincadeiras infantis, há o estreitamento de vínculo, benefícios na interação, desenvolvimento de linguagem, sensação de pertencimento da criança, afeto, segurança, além de todos os benefícios relacionados com o uso pleno das funções executivas.</p><p><br></p><p>Na escola ou no berçário, as atividades de estímulo para as crianças de primeira infância também precisam estar relacionadas com brincadeiras infantis, proporcionando bem estar, segurança e desenvolvimento das habilidades iniciais. </p><p><br></p><p>Até os 3 anos de idade são muitas as brincadeiras que contribuem para o desenvolvimento da criança e podem acontecer inclusive durante as atividades de rotina como: banho, alimentação e preparação para os momentos de sono. Seguem algumas sugestões:</p><ul><li><p>disponibilizar mordedores e brinquedos para exploração oral.</p></li><li><p>oferecer a manipulação de texturas diferentes.</p></li><li><p>proporcionar brincadeiras de esconder e encontrar.</p></li><li><p>trabalhar o conceito e a nomeação de animais em linguagem clara e objetiva, para significação, classificação e desenvolvimento da linguagem verbal.</p></li><li><p>oferecer brinquedos que exploram cores, formas e conceitos funcionais como: perto/ longe, mais/menos, pouco/muito, grande/pequeno... </p></li><li><p>usar cantigas e histórias com diferentes entonações de voz.</p></li><li><p>disponibilizar livros de banho e de tecido.</p></li><li><p>usar diferentes materiais que permitam empilhar, construir e desconstruir.</p></li><li><p>brincar com recipientes plásticos de tamanhos diferentes para encaixar, rosquear, encher e esvaziar.</p></li><li><p>permitir a brincadeira com areia, terra, grama e estimular o contato com a natureza. </p></li><li><p>brincadeiras para puxar e empurrar.</p></li><li><p>encaixes para desenvolvimento de coordenação motora fina, pinça e preensão dos dedos.</p></li><li><p>estimular o controle de esfíncter para a retirada da fralda.</p></li></ul><p><br></p><p>São muitas as possibilidades de estimulação para as crianças de primeira infância. O entorno e o mundo como um todo oferecem constantes descobertas. Tudo desperta a curiosidade, o interesse e as oportunidades de exploração são ilimitadas. </p><p><br></p><p>Portanto, é importante oferecer às crianças um ambiente seguro, estável, estimulante e com alimentos saudáveis para que ela se desenvolva de forma plena e completa. </p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-18 14:24:48 UTC</pubDate>
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         <title>Segunda Infância (3 aos 6 anos)</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/2998425232</link>
         <description><![CDATA[<p>Na segunda infância, a criança já se mostra mais autônoma, tem mais força física, as habilidades motoras estão mais refinadas e ela já é capaz de considerar mais a presença do outro em suas brincadeiras e interações. Muitas experiências, vivenciadas na primeira infância, montaram um repertório de conhecimentos e habilidades que serão aprimoradas, testadas e retomadas nesta etapa, tornando a aprendizagem mais dinâmica e ainda mais dependente do entorno. </p><p><br></p><p>Além da família, a escola passa a ter um papel fundamental no desenvolvimento da criança desta faixa etária. É lá que ela irá estabelecer novas relações, articular habilidades sociais, se desafiar, administrar frustrações, encontrar cenários e pessoas diferentes, receber estímulos cognitivos intencionais para a aprendizagem formal, além de ter que lidar com o egocentrismo, marcante nesta etapa do desenvolvimento. Neste momento, a brincadeira passa a ter o papel de formar e transformar a realidade da criança.</p><p><br></p><p>No aspecto biológico, aos 6 anos o cérebro já cresceu 95% do tamanho que terá durante toda a vida. Ele é moldado pela experiência,  que é capaz de apoiar e influenciar os genes.</p><p><br></p><p>A qualidade dos estímulos e o entorno da criança são fundamentais para a manutenção do bom desenvolvimento e algumas atitudes podem contribuir neste processo. Atividades de rotina e pequenas responsabilidades podem ser atribuídas ao cotidiano das crianças, desenvolvendo autonomia, auto estima e auto confiança.  </p><p><br></p><p>Entre as atividades que facilitam a aquisição de experiências e possibilitam o desenvolvimento, temos:</p><p><br></p><ul><li><p>incentivar a criança a se vestir, comer, higienizar-se e tomar banho sozinha.</p></li><li><p>escolher uniformes e organizar a própria mochila da escola, faz com que a criança inicie o processo de aquisição da responsabilidade escolar. </p></li><li><p>oferecer limites claros daquilo que pode e não pode realizar, de acordo com o esquema familiar.</p></li></ul><ul><li><p>explorar lugares ao ar livre para correr, pular, dançar e se desafiar em habilidades motoras.</p></li><li><p>perceber o entorno e utilizar recursos naturais (pedrinhas, gravetos, insetos, terra, grama, folhas) para incrementar as atividades infantis.</p></li><li><p>oferecer livros para estimular a literacia.</p></li><li><p>disponibilizar tintas, lápis, giz de cera e massa de modelar para uso da criatividade e desenvolvimento de trabalhos autorais. </p></li><li><p>estimular a linguagem verbal e a articulação de ideias para desenvolver o pensamento e atingir objetivos.</p></li><li><p>introduzir jogos com regras simples.</p></li><li><p>incentivar, elogiar e dar apoio para as pequenas e as grandes conquistas.</p></li><li><p>ajudar a criança a organizar brinquedos. </p></li><li><p>encorajar a finalizar uma atividade, antes de partir para uma próxima brincadeira.</p><p><br></p><p>Neste processo de amadurecimento da criança de segunda infância, os responsáveis precisam garantir a sua saúde e a sua segurança. Os pequenos costumam explorar o entorno sem limites e alguns cuidados passam a ser mais necessários. Vacinas, boa alimentação, preocupação com a manipulação de produtos de limpeza e objetos cortantes, limites claros com relação aos desafios corporais, uso de repelentes protetores solares são medidas de cautela que tornam-se importantes nessa faixa etária.   </p><p><br></p><p>Para esta faixa etária, o modelo dos pais e das pessoas que compõem o círculo social passam a ser referência para as crianças que, observam, imitam e repetem as atitudes dos adultos de seu entorno.  </p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-18 17:25:38 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Terceira Infância (6 aos 11 anos)</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/2998447701</link>
         <description><![CDATA[<p>Após o sétimo ano de vida, a criança tem um grande salto cognitivo e a escola adquire ainda mais importância no desenvolvimento. A alfabetização chega para transformar e re-significar as novas explorações e experiências, que a partir de agora serão mais autônomas e independentes. </p><p><br></p><p>O pensamento que até então era mágico, começa a abrir espaço para um pensamento mais racional, as comparações daquilo que já foi aprendido com a realidade são cada vez mais presentes e o social adquire ainda mais importância. É o momento de desenvolver a identidade e reconhecer a própria capacidade de auto realização.</p><p><br></p><p>Ocorrem mudanças no funcionamento cerebral, e nesta fase, as crianças já são capazes de realizar metacognição e refletir sobre o conhecimento com base em seu próprio processo de conhecer e buscar novas informações. </p><p><br></p><p>Para a família, é o momento de manter a escuta a respeito dos objetivos e planos das crianças, ajudar na organização mental, no fortalecimento da auto estima, estimulando o diálogo para a entrada na fase posterior, da adolescência. A construção do vínculo de confiança nesta etapa é fundamental para que mais tarde, o adolescente se sinta confortável para compartilhar alegrias e dificuldades com a família. </p><p><br></p><p>As habilidades de memória, linguagem e raciocínio lógico aumentam, assim como as habilidades motoras já estão mais aprimoradas. É interessante que nesta fase a criança realize algum tipo de esporte. Além disso, algumas condutas do entorno podem contribuir para estimular o desenvolvimento que segue:  </p><p><br></p><ul><li><p>garantir boa nutrição e sono para manter o crescimento.</p></li><li><p>facilitar o diálogo para que as crianças sejam capazes de falar e ouvir sem restrições.</p></li><li><p>demonstrar interesse e curiosidade pelos assuntos infantis.</p></li><li><p>compartilhar fatos e problemas de rotina, para que a criança se sinta participante nas decisões do núcleo familiar.</p></li><li><p>criar um ambiente propício para a aprendizagem escolar, ajudando na organização das atividades e na adequação de um espaço de estudo.   </p></li><li><p>valorizar a produtividade e as conquistas, para manter a auto estima elevada.</p></li><li><p>brincar de jogos de regras, para trabalhar questões como: respeito, hierarquia, resiliência e frustração.</p></li><li><p>estimular a relação com os pares.</p></li><li><p>permitir que testem habilidades e preferências esportivas.</p></li><li><p>estimular a independência nas condutas pessoais de rotina, a pró atividade para conquistar objetivos e a autonomia.</p></li><li><p>promover oportunidades de autoregulação, em brincadeiras ou atividades cotidianas.</p><p><br></p><p>Na terceira infância, começa a acontecer a corregulação, quando os pais dividem o "poder" sobre a vida da criança. Afinal, nesta fase os pais ainda supervisionam, mas a criança já precisa se autoregular constantemente no âmbito social. Neste momento, as habilidades sociais já conquistadas são colocadas à prova, na maneira como a criança é capaz de resolver seus conflitos.</p><p><br></p><p>Transtornos de ansiedade, depressão e problemas escolares também podem surgir neste período. A influência do meio, a estabilidade emocional  e a importância do relacionamento parental são muito significativos e determinantes para a manutenção de um desenvolvimento saudável.</p><p><br></p><p> </p><p><br></p><p><br></p><p><br></p></li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-18 18:25:58 UTC</pubDate>
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         <title>Adolescência</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/3007594553</link>
         <description><![CDATA[<p>A fase da adolescência chega para transformar e retomar todas as habilidades adquiridas até o momento, resignificando experiências, provocando mudanças físicas e emocionais. É a transição entre a infância e a fase adulta, marcada por transformações hormonais, julgamentos, necessidade de aceitação e muitos desafios. Segundo Erikson, é a fase da busca de identidade, para compreender o "self".</p><p><br></p><p>A adolescência oferece oportunidades de crescimento e amadurecimento, mas o córtex pré-frontal, responsável pela razão, julgamento e pensamento lógico ainda não está plenamente desenvolvido, fato este que explica a necessidade de busca por emoção, desafios e novidades constantes.  </p><p><br></p><p>Nesta fase, os pares adquirem maior importância do que os pais, e muitas vezes, as famílias cujo diálogo foi pouco desenvolvido na infância, costumam enfrentar grandes problemas de relacionamento quando os filhos tornam-se adolescentes.</p><p><br></p><p>No aspecto físico, a puberdade chega para transformar o corpo juntamente com os hormônios. As meninas menstruam e os meninos começam a produzir esperma. Para alguns, além das mudanças corporais e do despertar da sexualidade, a adolescência também traz os lutos de uma infância perdida, do corpo infantil e da mudança no relacionamento com os pais.</p><p><br></p><p>Segundo Piaget, para que o ser humano desenvolva o raciocínio formal nesta etapa da vida, é preciso que haja uma combinação entre a maturação biológica e a expansão das oportunidades ambientais. Portanto, no período da adolescência, o entorno tem uma grande importância e pode contribuir ou não para que esta fase seja ultrapassada com mais ou menos tranquilidade. Algumas condutas são consideradas facilitadoras:</p><p><br></p><ul><li><p>para a família é importante oferecer apoio e empatia na escuta dos problemas adolescentes.</p></li><li><p>acolher e ajudar na aceitação deste novo corpo adulto que chega trazendo tantas mudanças.</p></li><li><p>estimular o esporte e o gasto de energia para que supram a necessidade do desafio e da competitividade.</p></li><li><p>estimular a boa relação entre os pares, sem tentar determinar os grupos de pertencimento.</p></li><li><p>estimular o senso de responsabilidade dentro de casa, fazendo com que o adolescente se sinta parte da família com direitos e deveres, assim como seus pais.</p></li><li><p>promover oportunidades de relacionamento com "bons" modelos.</p></li><li><p>proporcionar estímulo cognitivo, ajudar nas escolhas sem julgar ou interferir na auto consciência do adolescente.</p></li><li><p>demonstrar respeito e confiança para que o adolescente se sinta seguro para buscar mais autonomia.</p></li><li><p>garantir boa alimentação e respeitar os períodos de sono.</p></li><li><p>fortalecer a auto estima e a auto confiança através de elogios e demonstrações de afeto.</p></li><li><p>esclarecer sobre os riscos de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e problemas relacionados à vida sexual ativa.</p></li></ul><p><br></p><p>O adolescente já é capaz de ter atenção seletiva, costuma tomar decisões sobre questões de sua vida para fazer escolhas, já adquiriu controle inibitório e é capaz de gerenciar sua memória de trabalho. Também apresenta maior apropriação sobre as questões morais, participa de atividades sociais e testa possíveis "papéis adultos" que poderão desempenhar na próxima fase do desenvolvimento que irá enfrentar.</p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 14:47:48 UTC</pubDate>
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         <title>Fase Adulta - (Adulto Jovem e Intermediário)</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/3007632915</link>
         <description><![CDATA[<p>Há controvérsias sobre a chegada da fase adulta no desenvolvimento humano. São muitos fatores maturacionais e funcionais que variam de sociedade para sociedade e portanto,  a chegada da adultez admite diferentes idades para iniciar.</p><p><br></p><p>Para facilitar as reflexões e estudos na área, existem alguns marcos, que também são variáveis, mas que representam a mudança para a fase adulta: descoberta de identidade, autocontrole, autonomia, responsabilidade pessoal, independência dos pais e independência financeira. Mas é possível que, cronologicamente ou fisicamente uma pessoa torne-se adulta, sem antes conquistar todas as etapas maturacionais necessárias para ser considerada como tal.</p><p><br></p><p>Neste período a saúde já é estável e costuma ser reflexo do estilo de vida adquirido na infância e na adolescência. No entanto, novos hábitos comportamentais podem garantir melhorias ou pioras na qualidade de vida posterior. </p><p><br></p><p>Os adultos conquistam o "direito" de ser e fazer o que quiserem, desde que isso não prejudique  o convívio com o coletivo. É esperado que tenham adquirido discernimento pleno para as tomadas de decisão, que estejam cientes dos riscos resultantes de seus atos e que consigam lidar com as consequências.</p><p><br></p><p>É um período de maturidade cognitiva, pensamento reflexivo, complexidade nas questões morais, necessidade de inteligência emocional, busca, aceitação e reavaliação.  </p><p><br></p><p>Os adultos já são auto responsáveis por seu sono e por sua qualidade alimentar. A sociedade passa a exercer influência em suas condutas mediante à sua permissão e os seus desejos. Normalmente os adultos se aproximam por afinidades, continuam mantendo relação com seus pares, são influenciados em alguns momentos pelo entorno, mas preservam a sua individualidade. </p><p><br></p><p>Aqueles que mantém o hábito de realizar atividades físicas, costumam ser mais saudáveis em todos os aspectos físicos e psicoemocionais. O pensamento de auto reflexão estabelece novos paradigmas para a vida escolhida.</p><p><br></p><p>Aspectos sociais e novos papéis na sociedade podem influenciar a saúde e o bem estar de um adulto. As preocupações com a renda familiar, o casamento, a chegada de filhos, a necessidade do cuidado com os próprios pais são fatores que influenciam diretamente a qualidade de vida nesta fase. Também são fatores de risco o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e drogas, a depressão e dificuldades no desempenho sexual.</p><p><br></p><p>A influência do entorno continua sendo fundamental para compartilhar experiências, mas agora, tem também o papel de apoiar os adultos em suas próprias trajetórias. Muitas pessoas apoiam-se em igrejas, círculo de amigos com interesses similares, ou buscam a ajuda de profissionais especializados, colocando em prática todo o conhecimento e as habilidades adquiridas nas fases da infância e da adolescência, para a tomada de decisões.   </p><p><br></p><p>Na fase adulta jovem, é preciso se adaptar à saída da casa dos pais, a novos trabalhos, universidades, expectativas, perspectivas e transformações sociais e financeiras. Na fase adulta intermediária, ou meia idade, surge a necessidade de começar a aceitar limitações e a realizar adaptações na rotina de acordo com as novas possibilidades. É preciso lidar com a saída dos filhos de casa, aceitar a nova configuração familiar e se recolocar socialmente em papéis como: avô, cuidadores dos pais, aposentadoria... </p><p><br></p><p>Na verdade, a fase adulta, ao mesmo tempo em que é marcada por estabilidades, desperta a necessidade de aceitação mediante às transformações que surgem com a chegada da maturidade. </p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 16:06:05 UTC</pubDate>
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         <title>Fase Adulta Tardia</title>
         <author>depsicoeduca</author>
         <link>https://padlet.com/depsicoeduca/s6e0tc7f1e0okwkw/wish/3007652504</link>
         <description><![CDATA[<p>Felizmente a expectativa da vida humana aumentou, e hoje, somos capazes de viver mais do que vivíamos a 50 anos atrás. Na fase adulta tardia, o envelhecimento é inevitável, mas a qualidade de vida e os hábitos saudáveis são determinantes para garantir o prolongamento da idade funcional.</p><p><br></p><p>É um período marcado por declínios no funcionamento físico, envelhecimento cerebral, retorno à dependência e consequentemente declínio nas relações sociais em virtude das limitações.</p><p><br></p><p>Cientistas sociais especialistas em envelhecimento referem- se a três grupos de adultos mais velhos: o “idoso jovem”, o “idoso idoso” e o ”idoso mais velho”. Cronologicamente, os idosos jovens são pessoas entre 65 e 74 anos, que em geral são ativas, animadas e vigorosas. O idoso idoso, são pessoas entre 75 e 84 anos, e o idoso mais velho, são pessoas de 85 anos em diante, que estão mais propensos a uma condição de fragilidade ou doença, e têm dificuldade em administrar as atividades diárias da vida.</p><p><br></p><p>Praticamente no mundo todo, as mulheres costumam viver mais que os homens, talvez por cuidarem melhor da saúde ou por consumirem menos álcool e tabaco, mantendo uma vida mais saudável. Mas é fato que, na fase adulta tardia, a condição sócio econômica desempenha papel bastante relevante no índice de mortalidade.</p><p><br></p><p>Nesta fase da vida, a nutrição precisa ser rica em nutrientes que contribuam para a continuidade no funcionamento do corpo. Uma dieta limitada e escassa contribui para o envelhecimento precoce. É comum também o declínio comportamental e cognitivo trazendo comprometimentos nas atividades diárias do idoso.</p><p><br></p><p>É preciso desenvolver um comportamento adaptativo para reduzir e aliviar a pressão das dificuldades, facilitando a aceitação de limites e a busca da felicidade na nova condição do corpo e da mente. </p><p><br></p><p>A sociedade e o entorno de um adulto tardio tem o papel de oferecer parceria e apoio para essa nova condição, e isso inclui cuidados que por ventura necessitem, ou mesmo atenção e acolhimento. O adulto tardio costuma ter seletividade socioemocional e quando o tempo que lhes resta se torna curto, costumam escolher permanecer com as pessoas ou realizando atividades que atendem às suas necessidades emocionais mais imediatas.</p><p><br></p><p>O apoio emocional ajuda as pessoas mais velhas a manter a satisfação na vida, para lidar com estresses e traumas como: a perda do cônjuge, de amigos ou de um filho, uma doença letal, limitações físicas ou revolta pela falta de aceitação. Os laços positivos tendem a melhorar a saúde e o bem-estar do adulto tardio.</p><p><br></p><p>Assim como acontece nas fases anteriores da vida, os relacionamentos sociais seguem lado a lado com a saúde. Pessoas socialmente isoladas tendem a ser solitárias, e a solidão pode acelerar o declínio físico e cognitivo (Hawkley e Cacioppo, 2007; Holtzman et al., 2004). Além do mais, sentimentos de inutilidade são um forte fator de risco para deficiências e mortalidade (Gruenewald et al., 2007).</p><p><br></p><p>Na fase adulta tardia, a família e os vínculos sociais podem literalmente prolongar a vida.</p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p><p><br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-05-26 16:46:40 UTC</pubDate>
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