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      <title>Piaget, Vygotsky e Freud by Ana Luiza, Edna Cedro, Caio César, Jaqueline Liberato e Rhiquely Carla</title>
      <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv</link>
      <description>Piaget, Vygotsky e Freud: apontamentos sobre suas contribuições para o ensino-aprendizagem. Embarque nesse jornada conosco, vem! Te contamos no caminho!</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2021-09-24 20:09:11 UTC</pubDate>
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         <title>Jean Piaget</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
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         <description><![CDATA[<div>Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, Suíça, em 1896. Aos 10 anos publicou seu primeiro artigo científico, sobre um pardal albino. Desde cedo interessado em filosofia, religião e ciência, formou-se em biologia na universidade de Neuchâtel e, aos 23 anos, mudou-se para Zurique, onde começou a trabalhar com o estudo do raciocínio da criança sob a ótica da psicologia experimental.<br><br>Em 1924, publicou o primeiro de mais de 50 livros, A Linguagem e o Pensamento na Criança. Antes do fim da década de 1930, já havia ocupado cargos importantes nas principais universidades suíças, além da diretoria do Instituto Jean-Jacques Rousseau, ao lado de seu mestre, Édouard Claparède (1873-1940). Foi também nesse período que acompanhou a infância dos três filhos, uma das grandes fontes do trabalho de observação do que chamou de "ajustamento progressivo do saber". Até o fim da vida, recebeu títulos honorários de algumas das principais universidades européias e norteamericanas. Morreu em 1980 em Genebra, Suíça.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-24 21:25:15 UTC</pubDate>
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         <title>Principais conceitos Piagetianos</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766616561</link>
         <description><![CDATA[<div><strong><em>Sujeito epistêmico</em></strong></div><div>Esse conceito reúne&nbsp; saberes da Biologia, da Psicologia e da Filosofia para explicar como todos podem aprender e como a inteligência se desenvolve</div><div>&nbsp;<br><strong><em>Esquemas de ação</em></strong></div><div>São as formas como o ser humano interage com o mundo. Nesse processo, ele organiza mentalmente a realidade para entendê-la, desenvolvendo a inteligência.&nbsp;</div><div>&nbsp;</div><div><strong><em>Conhecimento prévio</em></strong></div><div>A expressão designa os saberes que os alunos possuem e que são essenciais para o aprendizado. Não pode ser confundido com pré-requisito</div><div><br></div><div><br></div><ul><li><em>&nbsp;</em><a href="http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/adaptacao-equilibracao-626714.shtml"><strong><em>Adaptação e equilibração</em></strong></a></li></ul><div>Os termos se referem ao processo de ampliação de conhecimentos, resultado de duas etapas indissociáveis: a assimilação e a acomodação</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-24 21:41:57 UTC</pubDate>
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         <title>Contribuições para o ensino-aprendizagem</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766629176</link>
         <description><![CDATA[<div>"A grande contribuição de Piaget foi estudar o raciocínio lógico-matemático, que é fundamental na escola mas não pode ser ensinado, dependendo de uma estrutura de conhecimento da criança", diz Lino de Macedo, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.<br>As descobertas de Piaget tiveram grande impacto na pedagogia, mas, de certa forma, demonstraram que a transmissão de conhecimentos é uma possibilidade limitada. Por um lado, não se pode fazer uma criança aprender o que ela ainda não tem condições de absorver. Por outro, mesmo tendo essas condições, não vai se interessar a não ser por conteúdos que lhe façam falta em termos cognitivos.<br>Educar, para Piaget, é <em>"provocar a atividade"</em> - isto é, estimular a procura do conhecimento. "O professor não deve pensar no que a criança é, mas no que ela pode se tornar", diz Lino de Macedo.<br><br><strong><em>Assimilação e acomodação</em></strong><br>Com Piaget, ficou claro que as crianças não raciocinam como os adultos e apenas gradualmente se inserem nas regras, valores e símbolos da maturidade psicológica. Essa inserção se dá mediante dois mecanismos: assimilação e acomodação.<br>O primeiro consiste em incorporar objetos do mundo exterior a esquemas mentais preexistentes. Por exemplo: a criança que tem a ideia mental de uma ave como animal voador, com penas e asas, ao observar um avestruz vai tentar assimilá-lo a um esquema que não corresponde totalmente ao conhecido. Já a acomodação se refere a modificações dos sistemas de assimilação por influência do mundo externo. Assim, depois de aprender que um avestruz não voa, a criança vai adaptar seu conceito "geral" de ave para incluir as que não voam.<br><br><strong><em>Estágios de desenvolvimento</em></strong><br>Um conceito essencial da epistemologia genética é o egocentrismo, que explica o caráter mágico e pré-lógico do raciocínio infantil. A maturação do pensamento rumo ao domínio da lógica consiste num abandono gradual do egocentrismo. Com isso se adquire a noção de responsabilidade individual, indispensável para a autonomia moral da criança.<br>Segundo Piaget, há quatro estágios básicos do desenvolvimento cognitivo. O primeiro é o estágio sensório-motor, que vai até os 2 anos. Nessa fase, as crianças adquirem a capacidade de administrar seus reflexos básicos para que gerem ações prazerosas ou vantajosas. É um período anterior à linguagem, no qual o bebê desenvolve a percepção de si mesmo e dos objetos a sua volta.<br>O estágio pré-operacional vai dos 2 aos 7 anos e se caracteriza pelo surgimento da capacidade de dominar a linguagem e a representação do mundo por meio de símbolos. A criança continua egocêntrica e ainda não é capaz, moralmente, de se colocar no lugar de outra pessoa.<br>O estágio das operações concretas, dos 7 aos 11 ou 12 anos, tem como marca a aquisição da noção de reversibilidade das ações. Surge a lógica nos processos mentais e a habilidade de discriminar os objetos por similaridades e diferenças. A criança já pode dominar conceitos de tempo e número.<br>Por volta dos 12 anos começa o estágio das operações formais. Essa fase marca a entrada na idade adulta, em termos cognitivos. O adolescente passa a ter o domínio do pensamento lógico e dedutivo, o que o habilita à experimentação mental. Isso implica, entre outras coisas, relacionar conceitos abstratos e raciocinar sobre hipóteses.</div><div><br><strong><em>Ajudando o desenvolvimento do aluno</em></strong></div><div>Brincadeira de casinha: estímulo aos alunos&nbsp; na idade da representação.<br><br></div><div>A obra de Piaget leva à conclusão de que o trabalho de educar crianças não se refere tanto à transmissão de conteúdos quanto a favorecer a atividade mental do aluno. Conhecer sua obra, portanto, pode ajudar o professor a tornar seu trabalho mais eficiente. Algumas escolas planejam as suas atividades de acordo com os estágios do desenvolvimento cognitivo.</div><div>Nas classes de Educação Infantil com crianças entre 2 e 3 anos, por exemplo, não é difícil perceber que elas estão em plena descoberta da representação. Começam a brincar de ser outra pessoa, com imitação das atividades vistas em casa e dos personagens das histórias. A escola fará bem em dar vazão a isso promovendo uma ampliação do repertório de referências. Mas é importante lembrar que os modelos teóricos são sempre parciais e que, no caso de Piaget em particular, não existem receitas para a sala de aula.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-24 21:56:15 UTC</pubDate>
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         <title>Indicação - Vídeo - Piaget</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766633309</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-24 22:01:17 UTC</pubDate>
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         <title>Lev Vygotsky</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766832620</link>
         <description><![CDATA[<div><strong>Lev Semenovich Vygotsky </strong>foi um psicólogo bielo-russo, descoberto nos meios acadêmicos ocidentais depois da sua morte, aos 38 anos. Pensador importante foi pioneiro na noção de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida.</div><div><strong><br>Cronologia<br></strong><br></div><ul><li>1896 – Nasceu em Orsha, na Bielo-Rússia;</li><li>1917 -&nbsp; &nbsp; Quando estudante na Universidade de Moscou foi um leitor ávido e assíduo de temas como Linguística, Ciências Sociais, Psicologia, Filosofia e Artes;</li><li>1917 – Conclui seus estudos em Direito e Filologia (conjunto de conhecimentos necessários para se interpretar um texto);</li><li>1917 – 1924 – Lecionou Literatura e Psicologia em Gomel e fundou a revista literária Verask;</li><li>1924 – Inicia seu trabalho sistemático com auxilio de estudantes e colaboradores, com uma série de pesquisas em Psicologia do Desenvolvimento, Educação e Psicopatologia.</li><li>Participa do II Congresso de Psiconeurologia (estudo das interações entre cérebro e mente) em Leningrado, onde expõe com uma clareza impressionante para um jovem de 28 anos, o tema da relação entre reflexos condicionados e comportamento consciente do homem;</li><li>1925 – 1934 – Lecionou Psicologia e Pedagogia em Moscou e Leningrado;</li><li>1934 – Morre vítima de <a href="https://www.infoescola.com/doencas/tuberculose/">Tuberculose</a>.</li></ul>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:12:51 UTC</pubDate>
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         <title>Principais conceitos - Vygotsky</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766836248</link>
         <description><![CDATA[<div>Para Vygotsky, o desenvolvimento mental da criança é um processo contínuo de aquisição de controle ativo sobre funções inicialmente passivas.</div><div>Desenvolvimento intelectual e linguístico da criança relacionado à interiorização do diálogo em fala interior e pensamento.</div><div>Desenvolvimento do agrupamento conceitual das crianças, onde inicialmente há um amontoado de conceitos, depois um complexo de conceitos, pseudoconceitos e, finalmente, conceitos verdadeiros.</div><div>A capacidade de impor estruturas superiores no interesse de ver as coisas de modo mais simples e profundo é tida como um dos poderosos instrumentos da inteligência humana. Essa capacidade evita que, ao contato com novos conceitos, a criança tenha de reestruturar os conceitos já incorporados.</div><div>Para Vygotsky o brinquedo é o mundo imaginário onde a criança pode realizar seus desejos.</div><div>Zona de desenvolvimento proximal – é a “lacuna” entre aquilo que o indivíduo pode realizar sozinho e aquilo em que ele vai precisar da ajuda de alguém.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:16:55 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Contribuições para o ensino-aprendizagem</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766839049</link>
         <description><![CDATA[<div>Um dos conceitos mais importantes na teoria de Vygotsky é o de Zona de Desenvolvimento Proximal. O que significa esse conceito? Vygotsky afirma que, em qualquer pessoa, existem dois níveis de desenvolvimento: um nível de desenvolvimento efetivo, indicado pelo que o sujeito pode realizar sozinho e um nível de desenvolvimento potencial, indicado pelo que o indivíduo pode realizar com ajuda de outra pessoa mais velha ou mais experiente.<br>As teorias de desenvolvimento, em geral, estudam somente o desenvolvimento efetivo, isto é, aquele que já ocorreu. A Zona de Desenvolvimento Proximal (zdp) mede exatamente a distância entre esses dois níveis, o efetivo e o potencial. É portanto, um guia para indicar como podemos interferir no desenvolvimento de uma pessoa e modificá-lo. Com isso, Vygotsky não quer dizer que devemos tutelar a criança totalmente, mas, que o desenvolvimento é resultado da interação da criança com o meio social em que está inserido e, se conhecermos melhor esse processo, teremos condição de intervir sobre o desenvolvimento da criança de modo a ajudá-la.<br><br></div><div><strong><em>Qual a importância desse conceito?</em></strong> Segundo Oliveira (1993), a Zona de Desenvolvimento Proximal é fundamental por duas razões. Primeiramente, porque não é toda criança que vai se beneficiar de uma intervenção. Se ela não houver atingido a zdp, nenhuma intervenção será eficiente. Uma criança que ainda não compreendeu a função da escrita não será capaz de utilizá-la, embora possa aprender as letras. É somente quando percebe que a escrita é utilizada para registrar informações, que a criança pode se desenvolver de modo significativo com ajuda externa.<br>Em segundo lugar, percebe-se então a importância que Vygotsky atribui ao papel da interação social.<br>Segundo Vygotsky, é essa interação uma das maiores responsáveis pelo desenvolvimento da criança. Mais à frente faremos alguns comentários relativos a estudos sobre a interação social do aluno na escola.<br><br></div><blockquote><strong><em>O saber é construído socialmente</em></strong></blockquote><div>Para Vygostsky o processo de ensino aprendizagem inclui sempre aquele que aprende, aquele que ensina e a relação entre as pessoas. Tudo isso é fruto de uma grande influência das experiências de cada pessoa.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:19:51 UTC</pubDate>
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         <title>Indicação - Vídeo - Vygotsky</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766841233</link>
         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:22:31 UTC</pubDate>
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         <title>Sigmund Freud</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766845596</link>
         <description><![CDATA[<div>Sigmund Schlomo Freud <strong>nasceu no dia 6 de maio de 1856</strong>, na cidade de Freiberg, na Morávia (hoje <a href="https://brasilescola.uol.com.br/geografia/republica-tcheca.htm"><strong>Tchéquia</strong></a>), a 160 km de Viena, capital da Áustria.<br>Os pais de Freud chamavam-se Jacob e Amália. Ele foi o primeiro dos oito filhos do casal. Seu pai era judeu e trabalhava como comerciante de lã. A família enfrentava dificuldades econômicas.<br>Quando o futuro pai da psicanálise tinha quatro anos, sua família mudou-se para Viena — à época berço de grandes produções nas áreas de cultura, arte, música, literatura e ciências.<br>Desde criança, os pais de Freud dedicavam-lhe tratamento especial em relação aos irmãos. Sua mãe chamava-o de “meu Sig de ouro”. Ele sempre foi muito estudioso, tirava notas altas e estudava línguas estrangeiras por conta própria.<br><strong>Autodidata</strong>, quando tinha 12 anos Freud já lia obras de <a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/william-shakespeare.htm">William Shakespeare</a>. Na adolescência, ele começou a escrever um diário dos seus sonhos.<br><strong>Entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de Viena em 1873</strong>. Depois de formar-se, em 1881, queria trabalhar com pesquisa, mas, para juntar dinheiro para o seu casamento, escolheu atender em um consultório situado na capital (hoje, o Museu Freud de Viena).<br>Aos 26 anos, Freud apaixonou-se por uma moça chamada Martha Bernays. Com dois meses de relacionamento, ficaram noivos. O médico casou-se com ela aos 30 anos e, juntos, tiveram <strong>seis filhos</strong>.<br>O médico austríaco era um homem reservado, tímido e discreto. Tinha fobia de viajar, era <strong>viciado em charutos</strong> e chegava a fumar de 20 a 25 desses por dia. Segundo ele, precisava fumar o charuto para manter-se criativo.<br>Em 1923, Freud <strong>foi diagnosticado com câncer na mandíbula e na boca</strong>. Passou por várias cirurgias para retirar tumores. Tirou também parte da sua mandíbula e passou a usar uma prótese. Nos 16 anos seguintes, continuou sofrendo com a doença.<br>Quando os <a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/nazismo.htm">nazistas</a> chegaram à Áustria em 1938, Freud e sua família tiveram que fugir para Londres. No entanto, quatro das suas irmãs morreram, mais tarde, em <a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/principais-campos-concentracao-nazistas.htm">campos de concentração</a>. Na ocasião, alguns livros de Freud foram queimados.<br>Sigmund Freud <strong>morreu em 23 de setembro 1939</strong>, na sua casa, em <strong>Londres</strong>, onde hoje funciona o Museu Freud de Londres. Relatos apontam que ele faleceu depois que seu médico aplicou-lhe três doses de <strong>morfina</strong>.<br><br></div><div><em><br></em><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:27:59 UTC</pubDate>
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         <title>Principais conceitos - Freud</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
         <link>https://padlet.com/psicopedagogicos/s4pu8u1yysrg12qv/wish/1766866892</link>
         <description><![CDATA[<div>Os principais conceitos que inauguram a Psicanálise de Freud são: a noção de inconsciente; a teoria sexual e o princípio do prazer e de desprazer; a teoria das pulsões e a noção de aparelho psíquico.<br><br></div><div>Na primeira tópica, com as noções: de sistemas inconsciente, pré-consciente e consciente; trabalho psíquico; conflito intra-psíquico; recalcamento; identificações e transferência; narcisismo e a metapsicologia da primeira tópica.<br><br></div><div>Na segunda tópica, a noção de id, ego e superego e a evolução da teoria das pulsões, que inclui as noções de compulsão à repetição e de pulsão de morte, para citar apenas algumas das contribuições fundamentais de Freud.<br><br></div><div>No pensamento de Freud, desde a metapsicologia, são as vicissitudes das pulsões, com seus diferentes destinos, que criam diversos percursos para a sexualidade organizar capacidades psíquicas de satisfação ou de sintomas. A aparelhagem psíquica humana não está desenvolvida desde o começo. As capacidades posteriores resultam de articulações entre o endógeno e o exógeno e da intersubjetividade na direção da subjetivação. As noções de aparelho psíquico e de pulsão sexual estão diretamente relacionadas com o conceito de inconsciente, e com o ego partilham uma origem fundadora da concepção de uma dimensão psíquica, idéia que por sua vez inventa e funda a Psicanálise de Freud.<br><br></div><div>Essa dimensão propõe o modelo das formas de ação do inconsciente: os sonhos, atos falhos, sintomas e a transferência, os quais são as evidências enigmáticas de produtivas capacidades psíquicas de um sujeito psíquico (sujeito do inconsciente recalcado). Campo do intrapsíquico, lugar do conflito psíquico, uma evidência de subjetividade.<br><br></div><div>Freud em 1900 publicou A interpretação dos sonhos, onde comprova a existência do inconsciente. Neste estudo teoriza que o trabalho onírico, que engendra os sonhos, é produto de um trabalho psíquico, cujo resultado é o sonhar, movimento que permite a conservação do sono. Mediante o sonho se alcança uma realização alucinatória dos desejos que estão presentes no inconsciente recalcado, produtos da força pulsional trabalhada psiquicamente pelo processo de recalcamento, mas que insistem em retornar para a consciência, provocando angústia e ameaçando o estado de dormir, impondo a vigília. Neste sentido o sonho é o guardião do sono, realiza o desejo de modo inócuo, atendendo assim ao principio do prazer, sem ferir o princípio de realidade. Só um sonho! No processo de uma análise, o sonho é uma fonte rica e importante de acesso ao material inconsciente, que insiste em atualizar-se mediante o sonhar.<br><br></div><div>Está lançada a noção de um aparelho psíquico que é capaz de se desenvolver na direção de uma complexidade, no sentido de trabalhar, como no trabalho dos sonhos, no trabalho dos sintomas e no trabalho do luto (desenvolvido quinze anos depois no texto Luto e melancolia, de 1915).<br><br></div><div>No Capítulo VII d’A interpretação dos sonhos, Freud resume um conjunto conceitual que é o fundamento metapsicológico da Psicanálise. Refere-se à importância e ao lugar do semelhante na estruturação psíquica do recém-nascido. Explicita a experiência de satisfação, na ingestão do alimento, como um potente motor para a organização de uma memória ainda incipiente, mas fundamental para a vivência de prazer, espaço posterior para o ego de prazer, e na organização da primeira zona erógena, a boca. Aqui está a teoria do apoio, que consiste no nascimento (ou inscrição psíquica) do pulsional como uma zona de prazer, apoiado numa tensão de necessidade, que é a fome. Na medida em que a fome é saciada, a vivência de satisfação aparece marcando a experiência de prazer.<br><br></div><div>Este é o modelo da representação psíquica, recurso importante para a capacidade psíquica posterior, mais complexa. Nesse ponto da obra (depois incluirá outros organizadores), Freud propõe a noção de prazer e de desprazer como organizadores do psiquismo incipiente, no movimento de inscrição do auto-erotismo e da capacidade da experiência de prazer, demarcando um narcisismo e um ego rudimentar. A teoria do narcisismo Freud só desenvolve quatorze anos depois, no texto Uma introdução ao narcisismo, de 1914.<br><br></div><div>Um salto de quinze anos separa a teoria dos sonhos, com a comprovação da existência do inconsciente, dos artigos da metapsicologia, que trabalham importantes posições conceituais de Freud.<br><br></div><div>A importância da sexualidade já está afirmada no texto dos Três ensaios sobre a sexualidade, de 1909, e se completa no texto de 1915 sobre As pulsões e seus destinos.<br><br></div><div>Agora, em 15, Freud trabalha a teoria das pulsões numa base conceitual desenvolvida em 14, em Uma introdução ao narcisismo. Propõe o eixo do movimento pulsional entre uma libido do ego (narcisista) e uma libido para os objetos, definindo assim o ponto de conflito entre os interesses do ego – ou narcisistas- e os objetais. Nessa dualidade pulsional, o eixo é de retraimento ou de investimento.<br><br></div><div>Esta teoria das pulsões será substituída em 1920, em Mais além do princípio do prazer, com a descoberta da compulsão à repetição, que introduz a noção de pulsão de morte. Aí, a modificação consiste em situar o pólo da dualidade entre pulsão de vida e pulsão de morte. Define que a pulsão de vida tende para o movimento de ligação, de conexões e de sínteses e a pulsão de morte para um retorno ao estado anterior e para dissolução das conexões.<br><br></div><div>Esta teoria das pulsões, com vigência a partir de 1920, coincide com outra modificação (que não significa a anulação do modelo anterior): a introdução, em 1924, da segunda tópica, com o texto O ego e o id. Nasce, assim, um novo modelo: o estrutural, na concepção do aparelho psíquico, que sucede e amplia o modelo econômico da metapsicologia, com ênfase na vigência de um aparelho psíquico com a noção de sistemas psíquicos: inconsciente, pré-consciente e consciente.<br><br></div><div>Esses sistemas predominavam como localização tópica (hipotética) da circulação pulsional, em que o conflito estava pensado dentro do eixo do retraimento ou investimento da libido do ego ou objetal, nascendo a patologia destas articulações. Agora, no modelo estrutural, a patologia nasce de um conflito entre as instâncias id, ego e superego. Em ambos os modelos, tanto na primeira como na segunda tópica, Freud afirma que o conflito é intra-psíquico, como condição ou como o indicador do sintoma neurótico.<br><br></div><div>Na metapsicologia, em especial no texto As pulsões e seus destinos, de 1915, Freud descreve as vicissitudes das pulsões e seus quatro destinos. Dois destinos inerentes à pulsão e primários: a transformação no contrário (passivo em ativo) e o retorno para a própria pessoa (mobilidade do ego para os objetos e retraimento, tomando a si como objeto). Esses dois destinos reaparecerão posteriormente, em 1926, no texto O problema econômico do masoquismo, mantendo a mesma proposta conceitual, mas aumentando a complexidade, com a inclusão da noção de masoquismo. Como a articulação dos dois destinos primários da pulsão compõe a patologia masoquista, abre-se uma nova contribuição teórica para a clínica.<br><br></div><div>Os outros dois destinos da pulsão, que supõem maior complexidade do aparelho psíquico e ocorrem como resultado de trabalho psíquico, são o recalcamento e a sublimação. Freud considerou esses destinos pulsionais importantes, mas não escreveu sobre a sublimação.<br><br></div><div>Escreveu, em 1915, o texto O recalcamento, em que diz que esse mecanismo é a pedra angular da Psicanálise. Ele tanto estrutura o psiquismo (recalcamento originário) como organiza a situação de conflito diante da ameaça de desprazer frente a uma transgressão e ao proibido. É o mecanismo do recalcamento que reordena as representações psíquicas, que separa, desliga a representação da pulsão, que é composta da representação de idéia e da representação de afeto. O destino da idéia, um desligado, agora em processo primário, vai para o sistema inconsciente e para a representação de afeto. Freud descreve três destinos: inibido; ligado a nova idéia, campo da neurose – se ligar-se ao corpo temos o sintoma conversivo; se for a algum objeto do mundo externo temos os sintomas fóbicos. Assim, o destino da representação de afeto organiza o caminho do sintoma como efeito do recalcamento. O terceiro destino é a descarga no corpo sem mediação psíquica, gerando angústia severa.<br><br></div><div>Nesse texto, Freud reúne o caminho conceitual da metapsicologia com os destinos da patologia, com os sintomas neuróticos. Examina a arquitetura dos sintomas, mas principalmente enfatiza o destino do recalcamento como resultado de recursos do aparelho psíquico, que é capaz de trabalhar, mesmo que organizando sintomas. Na saúde, esse aparelho psíquico é capaz de produzir sonhos.<br><br></div><div>O texto O inconsciente, de 1915, complementa a metapsicologia das articulações teóricas sobre a circulação das forças pulsionais no interior do aparelho psíquico. Descreve o sistema inconsciente e suas propriedades típicas, onde o processo primário é a lógica do ilógico, em que os contrários coexistem etc.<br><br></div><div>O principal é, no sistema inconsciente, o espaço do desligado, aquele resultado do efeito do recalcamento ou do que nunca foi ligado. As capacidades psíquicas, os recursos, dependem da articulação e da natureza desses desligados do sistema inconsciente.<br><br></div><div>No texto Luto e melancolia, de 1915, Freud complementa a metapsicologia com a contribuição sobre o trabalho psíquico no luto. Descreve o luto e sua patologia, a melancolia, mostrando os efeitos da perda de um objeto amado sobre o ego, nas duas situações.<br><br></div><div>A metapsicologia freudiana compõe-se, então, dos seguintes textos: Uma introdução ao narcisismo, As pulsões e seus destinos, O recalcamento, O inconsciente e Luto e melancolia. Eles explicitam a concepção de Freud da chamada primeira tópica, em que o modelo econômico tem uma ênfase especial.<br><br></div><div>O pensamento de Freud sobre a articulação da patologia está apoiado na teoria das pulsões vigente, que enunciava o resultado econômico da distribuição da libido entre o ego e os objetos, a sexualidade e suas vicissitudes. Nesses movimentos e distribuição de energia libidinal, na direção da satisfação do prazer ou na direção da proibição (recalque) pela ameaça de desprazer. Mas Freud encontra obstáculos que indicam outras articulações. Além do principio do prazer, de 1920, traz a descoberta da compulsão, da insistência do desprazer, o que o obriga a rever a teoria das pulsões e do modelo econômico. Ele passa a considerar uma articulação estrutural apoiada na ligação e no desligamento das pulsões, que circulariam entre instâncias e não só em sistemas psíquicos.<br><br></div><div>A nova teoria das pulsões articula a pulsão de vida na direção das ligações e a pulsão de morte no sentido do desligamento e do retorno do estado anterior, sem tensão.<br><br></div><div>Quais seriam as conseqüências técnicas induzidas pela virada de 1920 e seus desdobramentos nos anos posteriores, até 1938? Uma mudança teórica poderia alterar a teoria da cura e criar desafios técnicos, porém se conservam as metas da análise: são a associação livre e a atenção flutuante, que junto com as recomendações de neutralidade e abstinência organizam o método. Os escritos técnicos de Freud, já raros, ainda conservam e referendam os fundamentos originais da teoria da cura e do trabalho psicanalítico com o dispositivo técnico da interpretação.<br><br></div><div>Porém, existem mudanças conceituais, apenas no conceito de inconsciente, que se amplia como noção teórica, com a inclusão da perspectiva de novos dinamismos que atuam sobre o funcionamento psíquico, e no conceito do ego, que adquire maior relevância. A mudança descentra da ênfase, apenas, nas tensões internas oriundas da força da pulsão, que originam representações, que se amplia, com a inclusão da noção de irrepresentável (sem representação), e também com o reconhecimento do valor dos efeitos do excesso do traumático, ainda sem representações psíquicas, que paralisa o ego. Assim essas inclusões e ampliações rearticulam numa perspectiva econômica, o modelo estrutural.<br><br></div><div>Um forte indicador da vigência metapsicológica e teórica, mas e as conseqüências clínicas? Como pensar as resistências à cura? Em 1923, Freud sublinha a existência da reação terapêutica negativa e os problemas técnicos que daí advém; e, em 1924, no texto sobre a perda da realidade na neurose e psicose, surge nova interrogação clínica e técnica. Abre-se a questão do estatuto da realidade histórica e da pré-história. Em Análise terminável e interminável, de 1937, inclui uma revolução técnica, amplia o recurso da interpretação e inclui a construção, trabalhada em Construções em análise, de 1938.<br><br></div><div>Freud, para articular, na teoria da cura, o efeito de suas considerações sobre a compulsão à repetição e a relação com a realidade histórica, inclui a noção de clivagem, como um mecanismo que obriga ao ego a uma cisão, mecanismo diverso do recalque. Diante do impasse criado com a descoberta da compulsão à repetição, e frente ao desligado da pulsão de morte, o conceito de clivagem adquire relevância, como também o recurso técnico da construção amplia o da interpretação, já propício tecnicamente aos efeitos do desligado do recalcamento.<br><br></div><div>A teoria da cura, para Freud, no começo essencialmente centrada sobre representações triangulares – campo da sexualidade e do proibido, território do trabalho do recalcamento, como um destino da pulsão, criando um tipo de desligado, agora se amplia frente aos desafios de desligados de outra ordem. Daquilo nunca ligado, somado ao peso do valor das realidades históricas, que verdadeiramente têm funções estruturantes e de ligação.<br><br></div><div>A noção de cisão torna-se um mecanismo chave para pensar esse modelo, pois a clivagem é a evidência da ausência de um pedaço de história, espaço de outro tipo de desligado. Inclui-se agora a noção de ego como conceito central, tanto na direção do recalque, como da cisão. Não é por acaso que Freud agora teoriza a cura: “tornar ego onde existir id”. A esse respeito, a clivagem do ego, que é a dificuldade de reconhecer plenamente a existência de uma realidade, precisamente aquela mediada psiquicamente, um pedaço da história, surge no estudo. Parece essencial para compreender a natureza das mudanças na teoria e prática psicanalítica dos anos 1920 em diante, quanto à questão da relação com a realidade. O conceito de recusa da realidade tomará lugar no pensamento de Freud; também a questão da “perda da realidade” nas diferentes organizações defensivas passará a ocupá-lo, pois a questão da perversão (masoquismo e depois fetichismo) e a psicose chamam sua atenção.<br><br></div><div>O princípio de realidade, nesse sentido, é uma evocação da insuficiência das soluções históricas, na verdade aquele funcionamento do psiquismo, daquela realidade psíquica singular. O conflito entre a defesa narcísica e a avaliação realística interessa a Freud, pois possivelmente a realidade já não importa, frente ao desamparo com a situação traumática. A teoria do traumatismo e a impossibilidade de mediação psíquica indicam um fecundo modelo teórico, nascido com a virada de 1920. Diferente do que se organiza com o conflito entre a censura e a pulsão, princípio desprazer/prazer, típico de 1915, porem complementares e não excludentes.<br><br></div><div>Eros, diz Freud, constrói ligações. O princípio do prazer se organiza em função da ligação intrapsíquica e o desprazer opera e aciona o recalcamento. Ambos resultam de mediação psíquica. O princípio da realidade evoca o peso de uma realidade histórica, com suas marcas no psiquismo. A realidade é uma trama daquela história e de seus efeitos sobre o presente, pois seu status psíquico é primário.<br><br></div><div>Em 1895, Freud teorizou a cura: “sofremos de reminiscências que se curam lembrando”. No final da vida segue afirmando: sofre-se ainda de reminiscências, cura-se ainda lembrando, porém isso se amplia com a idéia da reconstrução histórica. Mas, para simbolizar e subjetivar, pensar, o inapropriado da história é preciso repetir, recolocar no presente aquilo que não pôde ter lugar psíquico em seu próprio tempo. Lembrar-se é, então, colocar na consciência do ego, para integrar, pensar e significar. Alcançar saber pensar.<br><br></div><div>O saber é uma construção constante. Essa sabedoria é o legado de Freud com a Psicanálise. Um especial modo de utilizar a teoria, o conhecimento de si próprio, das emoções, enfim, do tempo e da importância de se tomar posse da história e de descobrir um saber pensar. Curar (se) será sempre uma ruptura, inclusive da ignorância. Perguntar inaugura um espanto, é a insolência da curiosidade abrindo lugar para criar-atividade. Resulta numa invenção e isso é novo, um espaço para criar articula fundamentais diferenças.<br><br></div><div>O espaço da análise é uma criação e uma criação equivale a uma ruptura. É com a criação de um espaço de análise que alcançamos a ruptura necessária naqueles efeitos do inconsciente recalcado, que são as mais verdadeiras das criações do aparelho psíquico. Também daquelas criações inconscientes movidas pelo inominável, ou indizível do irrepresentado, expressas em atos que repetem o irrepresentável. Para ocorrer efeitos, um despertar, um entender, depende-se da ruptura daquela literalidade que reveste e obscurece um discurso ou um ato. Interpelar a literalidade é criar uma ruptura que não é o mesmo que descobrir a existência, ou explicar, e sim interrogar.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:51:27 UTC</pubDate>
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         <title>Contribuições para o ensino - aprendizagem</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
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         <description><![CDATA[<div>As maiores contribuições de Freud nessa área estão no conhecimento do desenvolvimento sexual da criança e no papel da linguagem.<br><br>Pelo menos em duas ocasiões, Freud escreveu que Educação, política e psicanálise são atividades "impossíveis", pois as três lidam com a palavra. "Mas isso não quer dizer que não há como exercê-las. Temos de ter em mente que, quando a linguagem é o instrumento, o resultado profissional nunca é exatamente o pretendido", explica De Lajonquière.<br><br></div><div><strong><em>Repressão sexual</em></strong><br>As pesquisas que Freud fez sobre linguagem se relacionam a um dos objetos de estudo da psicanálise, o inconsciente - região psíquica à qual a pessoa não tem acesso voluntário, mas que se manifesta em sonhos, atos falhos e sintomas de neuroses e psicoses. O conceito já era estudado por Jean Charcot (1825-1893), com quem Freud trabalhou. O jovem austríaco, porém, concluiu que os conflitos da mente tinham origem na sexualidade.<br><br>O cientista chegou a apostar que a escola desempenharia um papel revolucionário caso abolisse ou atenuasse a função sexualmente repressora que sempre exercera. Porém, com o tempo ele passou a ver as coisas de outro modo. Mas advertiu que o sofrimento que a Educação infligia aos alunos ao lidar com pulsões e afetos sexuais poderia ser, de certa forma, atenuado. "A pedagogia sempre ignorou a sexualidade, que se manifesta queira a escola ou não", observa De Lajonquière.<br><br>Freud detectou uma ampla gama de impulsos operando dentro e fora da libido (energia sexual) do indivíduo desde o nascimento. O contato corporal com a mãe - sobretudo pela amamentação - a transforma no primeiro objeto amoroso do ser humano. A descoberta de conexões libidinais e mecanismos de percepção que emergem durante os primeiros anos de vida levou Freud a elaborar a teoria do complexo de Édipo - que não é doença, como sugere o uso deturpado da palavra "complexo", mas um processo universal ao qual todos estamos sujeitos.<br><br>Simplificadamente, ele refere-se ao desejo sexual dos meninos pela mãe e à rivalidade com o pai na disputa pelo amor materno. Na menina ocorreria um processo similar, também relacionado ao vínculo inicial com a mãe. Em ambos os casos, a superação dessa fase resultaria, entre outras coisas, no redirecionamento da libido e na internalização da autoridade paterna - etapa fundamental da formação do superego, uma das três partes do aparelho psíquico formador da personalidade, juntamente com o ego e o id.<br><br>O id é a parte primal da mente, que contém forças instintivas inacessíveis à consciência. Já o superego se forma juntando aspectos de censura e ideais construídos por inf luência dos pais, dos educadores e dos valores civilizacionais. E o ego representa a razão, a busca de controle e equilíbrio e a tentativa de defesa contra pulsões agressivas e auto-agressivas.<br><br></div><div><strong><em>Sublimação e arte</em></strong><br>Essas três instâncias administram a rede de pulsões de satisfações sexuais e de morte, que coexistem em todos os seres humanos. Os critérios de cada um para lidar com elas obedecem às necessidades de autoconservação, de prevenção do sofrimento e de maximização do prazer. A complexidade do processo leva à inibição ou à repressão de instintos. Um dos resultados desse processo é a sublimação, que conduz à produção cultural por uma atividade psíquica de reelaboração da pulsão do prazer.<br><br>Essas constatações fizeram Freud concluir que não haveria civilização sem repressão. Mas, para ele, a escola poderia direcioná-la para o lado bom: a sublimação que leva à produção artística. "Porém, como todo processo psíquico, esse mecanismo é inconsciente e não pode ser conduzido por uma programação feita pela escola", explica De Lajonquière.<br><br>Há pelo menos uma observação feita por Freud aos pais que vale para os educadores: "Nós nos preocupamos demais com os sintomas e muito pouco com o lugar do qual provêm. E quando criamos os filhos queremos simplesmente ser deixados em paz, queremos uma 'criançamodelo' sem nos perguntarmos se isso é bom ou ruim para ela".<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:56:53 UTC</pubDate>
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         <title>Indicação - Vídeo - Freud</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-09-25 02:58:09 UTC</pubDate>
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         <title>Referências</title>
         <author>psicopedagogicos</author>
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         <description><![CDATA[<div><strong>Atualidade de Jean Piaget</strong>, Emilia Ferreiro, 144 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444 (edição esgotada)</div><div><br><strong>Biologia e Conhecimento</strong>, Jean Piaget, 423 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2246-5552, 59,50 reais<br><br><strong>Epistemologia Genética</strong>, de Jean Piaget, 124 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677, 25,40 reais</div><div><br><strong>Piaget - O Diálogo com a Criança e o Desenvolvimento do Raciocínio</strong>, Maria da Glória Seber, 248 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 49,90 reais</div><div><br><strong>Por que Piaget?</strong>, Lauro de Oliveira Lima, 72 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2246-5552, 16,40 reais<br><br></div><h1><strong>A Formação Social da Mente</strong>, Lev S. Vygotsky, 224 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3241-3677, 39,80 reais <br><br><strong>Vygotsky - Aprendizado e Desenvolvimento</strong>, Marta Kohl de Oliveira, 112 págs., Ed. Scipione, tel. 0800-161-700, 37,90 reais<br><br><strong>Vygotsky - Uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação</strong>, Teresa Cristina Rego, 140 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2246-5552, 20 reais<br><br><strong>Vygotsky - Uma Síntese, René van der Veer e Jaan Valsiner</strong>, 480 págs., Ed. Loyola, tel. (11) 6914-1922, 70,70 reais</h1><div><br>TANCREDI, Silvia. "Sigmund Freud"; <em>Brasil Escola</em>. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biografia/sigmund-freud.htm. Acesso em 27 de setembro de 2021.</div><h1><br></h1>]]></description>
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         <pubDate>2021-09-27 20:22:14 UTC</pubDate>
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