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      <title>Poesia Ana Luísa Amaral 12.º B by Laura Rodrigues</title>
      <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf</link>
      <description>Trabalho de Grupo</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-03-15 16:07:41 UTC</pubDate>
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         <title>Figurações do poeta</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098064212</link>
         <description><![CDATA[<div>1-Ao comparar a sua filha à madrugada, a poeta dá - nos a entender que tal como a madrugada ocorre todos os dias, também a filha entra no seu quarto todas as manhãs (como uma espécie de ritual).&nbsp;<br><br>2-A poeta surge associada à figura de mãe. Além de ser mãe da sua filha, o sujeito poético também pode ser identificado como mãe do poema.&nbsp;<br>A poeta deu vida à sua filha, mas também ao poema. Desta forma, conseguimos perceber como estas duas figuras se relacionam e se completam.&nbsp;<br><br>3 e 4-Na quarta estrofe a poeta diz - nos que a filha lhe roubou a inspiração, tal como um ladrão furtivo (utilização da comparação como recurso expressivo). A partir desta estrofe percebemos que quando a sua descendente entrou no quarto ela pôs de parte os poemas e se focou, quase inteiramente, nela.&nbsp;<br><br>5- O título do poema é "Visitações, ou poema que se diz manso". A palavra "visitações" encontra-se relacionada com o facto de tanto a filha como a inspiração para o poema a terem ido visitar. A expressão "ou poema que se diz manso", foi utilizada pois na quarta estrofe a poeta refere que o poema não a invadiu tão mansamente como a sua filha.&nbsp;<br><br>6- Depois da análise ao poema, passamos a identificar o "eu" poético como uma mãe dedicada, meiga e que ama imensamente a poesia, mas não mais do que ama a sua filha.&nbsp;<br><br>Maria João&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:44:05 UTC</pubDate>
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         <title>Representações do quotidiano</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098064725</link>
         <description><![CDATA[<div>1-A realidade referida é uma viagem de avião.<br><br>2- Perante a viagem, surgem no "eu" poético sentimentos de medo e ansiedade, devido à possibilidade de algo correr mal e, consequentemente, de deixar a filha órfã. Isto leva o sujeito poético a recorrer a calmantes e a refletir acerca de cenários fictícios.<br><br>3 e 4- O canto, a fantasia, o amor e o sonho são elementos que o sujeito poético quer que estejam presentes na vida da filha. Apela a que na sua formação não seja posta de parte esta vertente, que lhe seja permitido sonhar, fantasiar, ser criança e que nunca seja privada do amor e carinho (dos quais uma demonstração pode ser o canto) que ela lhe daria se pudesse estar presente. Sugere, assim, que mais importante do que lhe incutir regras de pontualidade e rotinas rigorosas, como deixar a cama bem feita todas as manhãs, e insistir nos aspetos mais práticos como aprender "contas de somar" e a "descascar batatas", é assegurar que ela é feliz, acarinhada, impulsionada a sonhar e que a sua criatividade é estimulada.<br><br>5- O "eu" poético pede que, na eventualidade da sua morte, preparem a sua filha para a vida, para que esta se possa tornar num adulto íntegro, orientado e feliz ("Ao ver na sua casa"), contando um dia à sua própria filha acerca do sujeito poético e transmitindo-lhe os valores que o mesmo lhe deixou ("E que mais tarde diga à sua filha/ Que eu voei lá no ceu/ E fui contentamento deslumbrado/ Ao ver na sua casa as contas de somar erradas/ E as batatas no saco esquecidas/ E íntegras", vv. 23-28).&nbsp;<br><br>6- Ao longo do poema podemos aperceber-nos de diversos elementos do quotidiano contemporâneo, como as viagens de avião, os trabalhos domésticos ("descascar batatas", v.15), o cumprimentos de horários, as "contas de somar", entre outros.<br><br>Inês Rêgo, n°13, 12°B<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:44:20 UTC</pubDate>
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         <title>Arte poética</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098065015</link>
         <description><![CDATA[<div>1. É possível ver no poema uma visão subversiva da criação poética; a autora põe em causa e contraria esse conceito e as “regras” a ele associadas. A poeta considera que a criação poética, mesmo que seja antiga, é unicamente bela. Não precisa de ser rigorosa, nem útil, nem didática, assemelhando-se à arte. É possível verificar essa posição nos versos “Se for antigo, seja. Mas é belo/ e como a arte: nem útil nem moral.” (vv 3-4) e na segunda quadra.<br><br>2.&nbsp; No verso 4 é reforçada a ideia de que a criação poética (neste caso, usando o amor como tema central), tal como a arte, não tem utilidade, nem moral, ou seja, não serve para mais nada a não ser ser apreciada. A criação poética não tem que passar mensagem nenhuma, nem tem que ensinar nada, basta apenas ser bela.<br><br>3. Ana Luísa Amaral considera que na poesia a estrutura, a rima, o verso, a métrica, são irrelevantes. Os versos “Que me interessa que seja por soneto/ em vez de verso ou linha devastada?” (vv. 5-6), “Só não vejo vantagens pela rima” (v. 9) e “E se é soneto coxo, não faz mal./ E se não tem tercetos, paciência” (vv. 17-18) comprovam exatamente essa posição de indiferença face às regras formais da criação poética. Para além disso, nos últimos dois versos da quarta estrofe, a poeta refere que para ela, seguir as regras da criação poética condiciona a transmissão dos seus sentimentos e pensamentos, sentindo que, de certa forma, está a mentir.<br><br>4. O poema intitula-se “Soneto científico a fingir”.&nbsp; A poeta diz estar a escrever um soneto, no entanto este é “a fingir” pois não possui os tercetos que as regras formais exigem para que um poema seja considerado um soneto. Assim, é enfatizada sobreposição da liberdade criativa às regras formais.&nbsp;<br><br>5. A poeta parte de um tema antigo, como o amor, que é belo, mas dá-lhe “uma nova cara”. Desvia-se do conceito de criação poética da atualidade e cria um novo, dando asas à sua imaginação e liberdade para inovar e ser original.<br><br>6. O conceito de arte poética de Ana Luísa Amaral vai contra o da arte poética aceite pela maioria, uma arte que formal, que segue regras formais (rima, verso, métrica) e que passa sempre uma mensagem. Para a poeta basta que os textos sejam belos e, para tal, não precisam de seguir essas regras.<br><br>Luana Silva; n.° 14; 12°B</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:44:28 UTC</pubDate>
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         <title>Tradição literária</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098065470</link>
         <description><![CDATA[<div>1- Ao nomear o poema como "Inês e Pedro: Quarenta anos depois", o sujeito poético pretende demonstrar que irá descrever como seria a vida rotineira de Inês e Pedro, na velhice, se a tragédia da sua morte nao tivesse ocorrido.&nbsp;<br><br>2- A temática predominante no poema é o amor, amplamente abordado, ao longo dos séculos, na literatura portuguesa pelos mais variados poetas e escritores e por isso inscrito numa linha de tradição literária.<br>&nbsp;A história de amor de Pedro e Inês, mais especificamente, também constitui uma temática bastante abordada, sendo os dois intervenientes personagens históricas. Luís de Camões conta-nos esta história em "Os Lusíadas" inserida no plano da história de Portugal e, posteriormente, Almeida Garrett insere também esta narrativa em "Frei Luís de Sousa" ao colocar uma personagem a ler o excerto da obra de Camões.<br><br>3- Ana Luisa Amaral aborda o amor de uma forma muito pessimista, encarando-o como monótono e efémero, desgastado após muitos anos. O sujeito poético considera que o amor atinge um momento em que a chama desaparece e já não existe motivação para lutar pela relação. Esta é uma forma inovadora de tratamento do tema, contrastando com a habitual visão do amor como perfeito, eterno, proibido, que leva os intervenientes a cometer atos de loucura e ultrapassar todos os obstáculos.&nbsp;<br><br>4- Ao colocar as palavras de D. Pedro na introdução, o "eu" poético expõe de imediato o leitor ao ponto de vista da personagem, à forma como D. Pedro perceciona Inês e a relação dos dois no momento retratado. D. Pedro dirige-se a Inês como "Mulher que eu tanto amei" (v. 4) demonstrando a indiferença que sente por ela no presente. Utiliza ainda metáforas como a do "javali" (v. 4) para se referir à esposa (ou às mulheres no geral em "javalis" (v. 5) e "javali" (v. 30)) e "grelhados" (v. 6) para retratar a sua relação com a mesma.&nbsp;<br><br>5- Nos versos 22 a 24 é referido o episódio histórico da morte de Inês de Castro, nomeadamente o seu velório e a presença ousada dos responsáveis pela sua morte no seu velório/funeral: "ver Inês em esquife" (v. 22) refere-se ao seu velório, uma vez que "esquife" é um sinónimo de caixão. "ver as mãos beijadas por patifes/ que a haviam tão vilmente apunhalado:" (vv. 23-24) refere-se ao facto de terem estado presentes alguns dos responsáveis pela sua morte no momento do seu funeral.&nbsp;<br><br>6- Este poema aborda o amor de uma forma bastante inovadora que contrasta com a visão de Camões, por exemplo, que, apesar de também abordar esta temática, discorda bastante da forma como o descreve a poetiza.&nbsp; Enquanto Camões vê o amor como o causador da morte de Inês, um sentimento que leva D. Pedro a realizar as maiores loucuras, Ana Luísa Amaral vê o amor como algo efémero, desgastado e monótono.&nbsp;<br><br>Rita Ribeiro, N°22, 12°B&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:44:42 UTC</pubDate>
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         <title>Figurações do poeta</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098065824</link>
         <description><![CDATA[<div>1. A entrada da filha do sujeito poético é feita "de mansinho". A sua entrada é comparada à madrugada. Sendo assim, esta comparação sugere que a entrada da filha é um acontecimento natural, espontâneo e também demonstra que é um ritual, visto que amanhece todos os dias.<br><br>2. Para além do papel de "eu" poético, o sujeito lírico também se encontra na figura do papel de mãe. Pois, o sujeito poético inicialmente encontrava-se num processo de escrita mas mais tarde a sua filha a interrompe, encarando, assim, o papel de mãe.<br><br>3. Nesta estrofe, apercebemo-nos que o sujeito poético deixou de se focar na escrita para dar atenção à sua filha que foi um "ladrão furtivo" da sua atenção.&nbsp;<br><br>4. A comparação da filha a um "ladrão furtivo" sugere que a criança roubou a atenção da mãe e a sua inspiração.<br><br>5. O título referencia não só a "volta" da filha, mas também a visita da inspiração,&nbsp; " o poema invadia como ela". Por sua vez, também alude à mansidão da criança que contagia o poema.<br><br>6. O "eu" poético demonstra ser uma mãe meiga, atenciosa, relaxada e que gosta de escrever.<br><br>Beatriz Carvalho</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:44:51 UTC</pubDate>
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         <title>Representações do quotidiano</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098066787</link>
         <description><![CDATA[<div>1- A realidade referida no início do poema é que o “eu” poético vai fazer uma viagem de avião “Vou partir de avião”<br>2- O sujeito poético sente medo face à realidade de andar de avião “E o medo das alturas/Faz-me tomar calmantes/E ter sonhos confusos”.&nbsp;<br>3/4 - O “eu” poético deseja para a sua filha uma vida em que o amor, a fantasia e o sonho assumam um papel mais importante do que a rotina de cumprir as tarefas quotidianas, sendo que a fantasia representa o desejo de lhe oferecerem e proporcionarem imaginação, possivelmente através de contos infantis, os sonhos surgem como sonhos que se distinguem dos considerados normais “Sonhar com sóis azuis e céus brilhantes”.<br>As alusões “horário certo”, “cama bem feita”, “contas de somar” e “descascar batatas” surgem como aspetos materiais e atividades de uma rotina que o sujeito lírico relega para segundo plano e deseja que não constem como principais valores e normas que orientem a vida da filha.&nbsp;<br>5- Nos versos 16 e 17 o “eu” poético revela o seu desejo para que a filha seja preparada para a vida, caso a mesma morra na viagem. No entanto, os últimos versos indicam que se a mesma vir a filha a errar as contas de matemática e as batatas ficarem esquecidas no saco, lhe proporcionará sentimento de alegria. Portanto, segundo o sujeito da enunciação a preparação da filha para a vida diz respeito à emancipação feminina no papel da sociedade, ou seja, que não se contente com a simplicidade de saber realizar tarefas domésticas, mas que vá para além disso e que se diferencie na sociedade. Porém a preparação da filha deve privilegiar outros aspetos, nomeadamente o amor e a fantasia, que constituem um importante fator para a concretização da criança a nível pessoal.<br>6- A representação do quotidiano manifesta-se através das referências “partir de avião”, “descascar batatas”, “horário certo”, “cama bem feita” havendo, assim, uma estreita relação entre o sujeito poético e o mundo em que ele se insere.&nbsp;<br><br>Beatriz Gonçalves </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:45:19 UTC</pubDate>
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         <title>Arte poética</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098067221</link>
         <description><![CDATA[<div>1.&nbsp; No poema, está presente uma visão subversiva da criação poética, isto é, há uma visão contrária do que se considera ser uma construção poética. Algo que se justifica com a irregularidade do poema onde o sujeito poético confirma: "Que me interessa que seja por soneto/ em vez de verso ou linha devastada?", ou seja a autora contraria o que está estabelecido como uma criação poética ao longo do poema.<br><br>2. Com "e como a arte: nem útil nem moral" a poetisa tinha como objetivo comparar os poemas à arte, isto porque nem uma, nem outra são úteis ou morais, apenas servem para ser bonitos.<br><br>3. Na poesia de Ana Luísa Amaral, há uma liberdade criativa, acaba por até contrariar o que é considerado uma criação poética e isto é confirmado pela própria autora: " Se for antigo, seja. Mas é belo", "Que me interessa que seja por soneto em vez de verso ou linha&nbsp; devastada?", "não vejo vantagens pela rima", "E se é soneto coxo, não faz mal./ E se não tem tercetos, paciência".<br><br>4. O título "Soneto científico a fingir" dá a entender que o sujeito poético vai "não fazer" um soneto, vai contrariar o que está estipulado como um soneto, o que já é confirmado ao longo do texto e também pela estrutura visto que um soneto apresenta duas quadras e dois tercetos, algo que não se encontra neste.<br><br>5. É a partir do que é antigo que o sujeito lírico tem um ponto de partida para sua nova e original criação poética. O que era considerado errado numa criação poética, o "eu" poético considera normal e belo e por isso ignora a ausência de tercetos, a ausência de rima, a ausência de versos.<br><br>6.&nbsp; A poetisa, quando se refere à arte poética, ignora a parte formal, afirma não precisar de transmitir ou ensinar algo, apenas precisa que seja belo.<br><br>Ana Francisca<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:45:33 UTC</pubDate>
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         <title>Tradição literária</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098067476</link>
         <description><![CDATA[<ol><li>O título “ Inês e Pedro: quarenta anos depois” reflete para o que teria acontecido se Inês não tivesse morrido.</li></ol><div><br></div><div>2. A temática do amor e a as personagens históricas abordadas por outros autores constituem o ponto de partida do poema para a construção da tradição literária portuguesa. Um exemplo disso é o episódio de Inês de Castro presente n'"Os Lusíadas”.&nbsp; Outro exemplo é o par amoroso do rei D. Pedro e D. Inês de Castro e as consequências trágicas para a História Portuguesa.&nbsp;<br><br></div><div>3. A beleza da juventude e a paixão sofreram as suas transformações. Isto pode ser uma crítica ao desgaste numa relação, onde D. Pedro já não se esforça para agradar à sua companheira. Deixa de ser um amor perfeito, proibido e eterno e passa a ser um amor monótono e efémero.&nbsp;<br><br></div><div>4. O caráter inovador decorre das referências constantes ao quotidiano de velhice do par amoroso, constatando-se a passagem do tempo tanto no corpo como na alma dos eternos amantes. Por outro lado, nota-se uma relação menos intensa, menos apaixonada. O par é, pois, desprovido da sua condição de sensualidade e realeza (que está presente no imaginário dos leitores), aproximando-o da vivência do comum plebeu. As maleitas da velhice conferem ao texto um tom grotesco e cómico, que contrasta com a seriedade que normalmente o assunto histórico impõe.<br><br>&nbsp;</div><div>5. A morte de Inês e a presença dos responsáveis pela sua morte no seu velório/funeral.&nbsp;<br><br></div><div>6. Em&nbsp; “ Os Lusíadas”, o sujeito poético dizia que para ele o amor foi o causador da morte de Inês. Também em "Frei Luís de Sousa", na cena 1, ato 1, D. Madalena reflete sobre o episódio de Inês de Castro de “ Os Lusíadas”.&nbsp;<br><br>Maria Gomes, n.17, 12B&nbsp;</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:45:40 UTC</pubDate>
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         <title>Figurações do poeta</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098068059</link>
         <description><![CDATA[<div>1- A entrada da filha, que é feita de mansinho, é comparada à chegada da madrugada (versos 1 a 3). As comparações sugerem que a entrada da filha é um acontecimento natural e espontâneo e destaca a mansidão, brandura e silêncio que caracterizam essa entrada.<br>2- O “eu” poético constrói-se entre duas figurações, a de poeta e a de mãe. Com o surgimento da filha em cena, no momento em que escreve, em que cria, assume o papel de mãe. Este papel maternal pode também relacionar-se com o ato da criação poética, o sujeito poético enquanto poeta, é mãe do poema que escreve.<br>3- A entrada da filha veio interromper o ato de escrita do sujeito poético: "O poema invadia como ela, mas não tão mansamente, não com esta exigência / tão mansinha." (vv. 7-9). A comparação estabelece-se também entre o efeito dos poemas e o efeito da presença da filha.<br>4-A comparação da filha a um "ladrão furtivo" e a metáfora final do «crime» sugerem a sua aproximação silenciosa e furtiva e o roubo da atenção da mãe.<br>5- O título do poema sugere a relação existente entre as situações descritas no texto (decorrentes da visitação da filha) e o surgimento da visitação mental e artística do poema, e ambos (a filha e o poema) são apresentados como “mansos”, como dóceis. Dito de outra forma, a visitação da filha pode equivaler à visitação da inspiração para a criação poética. Por outro lado, a personificação presente em "que se diz manso" associa a mansidão, a docilidade da jovem ao poema, que o seria também por influência dela.<br>6- O “eu” poético é descrita ao longo do poema como uma mãe dedicada e meiga que gosta de escrever os seus poemas.<br><br>Elsa </div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:45:59 UTC</pubDate>
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         <title>Representações do quotidiano</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098068467</link>
         <description><![CDATA[<div>1-A realidade referida no inicio do poema é andar de avião.<br><br>2-O "eu" poético, face a essa realidade, tem medo de morrer.<br><br>3-Na segunda estrofe, o sujeito poético refere-se ao conto, pois tem uma filha pequena e deseja que a mesma tenha uma história ou mesmo um canto para embalar antes de adormecer. Esta referência liga-se ao amor, presente na terceira estrofe, pois a mãe deseja que a filha receba todo o amor, mesmo depois da morte da mãe.<br>O sujeito poético refere-se ainda à fantasia e ao sonho presentes na segunda e terceira estrofes, respetivamente, porque deseja igualmente que ofereçam fantasia à filha, pois a criatividade permite que a criança sonhe com algo diferente da realidade.<br>Desta forma, conclui-se que nestas duas estrofes está presente a síntese do desejo do sujeito poético em relação à filha; pretende que lhe sejam transmitidos, principalmente, princípios e valores como a alegria, o otimismo, o amor e o sonho.<br><br>5- Para o sujeito poético, preparar a filha para a vida, significa dar-lhe amor e fazê-la sonhar, e não prepará-la para as tarefas do quotidiano.<br>Desta forma, os últimos 4 versos deste poema ligam-se com o significado que a mãe dá a "preparar minha filha/para a vida"(vv-16'17), pois mostram o que traz alegria ao "eu" poético, que é a valorização do amor, do sonho e da fantasia, desvalorizando o quotidiano banal e material, que é ver as contas de somas erradas e as batatas que ficaram esquecidas e por descascar.<br><br>6- No poema estão presentes, por um lado, as "representações do contemporâneo", na referência à viagem de avião. E, por outro lado, a "figuração do poeta", que se verifica no modelo de educação que o poeta defende: igualdade de género ou emancipação feminina presente na desvalorização das tarefas domésticas e na defesa do "canto", do "sonho", da "fantasia" e do "amor".<br><br>Anthony Conde Jacquin<br><br>N°3&nbsp; 12°B</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:46:11 UTC</pubDate>
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         <title>Tradição literária</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098069170</link>
         <description><![CDATA[<div>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Mariana Domingues&nbsp;<br><br>1- O título do poema faz referência à História de Portugal, caso D. Inês não tivesse morrido assassinada, imaginando o envelhecimento do casal. O título antevê, a existência de um plano real e de um outro imaginário.</div><div><br></div><div>2- O par amoroso do rei D. Pedro e D. Inês de Castro, e as consequências trágicas para a História Portuguesa, é um tema habitual na literatura portuguesa. Um exemplo disso é o episódio de Inês de Castro presente ' "Os Lusíadas”.</div><div><br></div><div>3- O caráter inovador aparece com as constantes referências do quotidiano de "velhice" do casal, constata-se a passagem do tempo no corpo e na alma dos amantes. Por outro lado, nota-se uma relação menos intensa. O par é, por sua vez, privado da sua condição de sensualidade e realeza, o que o aproxima da vivência da comum plebe. As doenças da velhice, a base do desenvolvimento do poema, conferem ao texto um tom sarcástico, que contrasta com a seriedade que o assunto normalmente impõe.</div><div><br></div><div>4- Localizados num tempo onde já são ambos de uma certa idade, a poeta transmite-nos a mensagem de cansaço, mencionando os joanetes de Pedro e a fraca audição de Inês, devido à velhice de ambos. No entanto, isto pode também ser o indicador do desgaste do amor entre os dois. No poema, não conseguimos identificar o intrínseco amor</div><div>ardente vivido pelo casal e que lhes foi atribuído, e foca-se nos problemas e nas queixas de cada um, como se o sentimento mútuo se tivesse desvanecido.</div><div><br></div><div>5- Os versos identificados remetem-nos para a cerimónia de beija-mão após D. Inês, já morta, ter sido coroada como rainha, fazendo isto já parte do imaginário popular.</div><div><br></div><div>6- No exemplo que referi em cima, no caso de Camões em  “Os Lusíadas”, o autor considera que o amor foi o causador da morte da Inês. Também em "Frei Luís de Sousa", na cena 1, ato 1, D. Madalena lê o episódio de Inês de Castro de “Os Lusíadas”. A subversão da tradição literária representa-se pelo tom lúdico e irónico no tratamento de um episódio histórico.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:46:32 UTC</pubDate>
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         <title>Figurações do poeta</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
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         <description><![CDATA[<div>1- O sentido dos três primeiros versos relaciona-se com a comparação entre a entrada da filha no escritório e a entrada da madrugada, acontecimento natural e espontâneo.<br>2- A figura poética que surge associada ao “eu” poético é a mãe (“(…)a minha filha,” v.1).<br>3- O sentido produzido na quarta estrofe associa-se à “invasão” da filha ao pensamento da mãe, tirando-lhe assim o foco da criação poética e focando-se assim só na filha.<br>4- O recurso expressivo presente no fim do poema é a comparação, pois compara a filha do sujeito poético a um “ladrão furtivo”, por lhe ter roubado a inspiração.<br>5- Uma possível explicação para o poema&nbsp; é a visita da filha do sujeito poético e a visita da madrugada na mesma altura.<br>6- O “eu” poético é caracterizado como uma mãe dedicada e meiga, mas também como uma poeta que gosta de escrever relaxada e tranquila.<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:46:43 UTC</pubDate>
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         <title>Representações do contemporâneo </title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2098070029</link>
         <description><![CDATA[<div>1 - A realidade referida no início do poema é andar de avião.<br><br>2 - Face a esta realidade, o poeta demonstra o medo de andar de avião e o medo que a filha se esqueça dela, caso ela morra na viagem de avião.<br><br>3 - As referências à "fantasia", ao "amor" e ao sonho remetem para o que a mãe, "eu" poético, procura para a sua filha. Ela quer que a sua filha receba amor e possa sonhar.&nbsp;<br><br>4 - As alusões a "horário certo", "cama bem feita", "contas de somar" e "descansar batatas" referem-se a um lado mais prático do quotidiano.&nbsp;<br><br>5 - Os versos "Preparem a minha filha / Para a vida" relacionado com os últimos versos do poema remete para a futura "função" da sua filha quando for mãe. As tarefas do dia a dia não fazem parte das prioridades do "eu" poético.<br><br>6 - No poema é possível ver várias referências ao contemporâneo, viajar de avião ("vou partir de avião"), o cumprimento de horários ("mais que um horário certo") e as tarefas domésticas ("descascar batatas").<br><br>Nelson Fernandes - 12b<br>Gonçalo Barreira - 12b&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:46:59 UTC</pubDate>
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         <title>Arte poética</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
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         <description><![CDATA[<div>1-No poema está presente uma visão subversiva da criação poética, pois o sujeito poético não quer seguir as regras do soneto, mas,&nbsp; sim,&nbsp; fazer o poema à sua maneira.<br><br>2-O sujeito poético, com este verso, quer dizer que não quer estar condicionado por regras formais; a beleza do poema&nbsp; é o que mais importa.<br><br>3-Ana Luísa Amaral privilegia a liberdade criativa em detrimento das regras formais dos poemas "Se for antigo, seja. Mas é belo e como a arte: nem útil nem moral.".<br><br>4-O sentido do título "Soneto científico a fingir" remete para o facto do poema não ser, de facto, apesar de assim ser designado.<br><br>5-Antigamente, a maioria dos poetas cingia-se às regras formais da poesia, o que levou a que a poetisa partisse do antigo para inovar e dar originalidade aos seus poemas.<br><br>6- A arte é tida apenas pelo seu sentido estético; não apresenta uma função prática ou útil, nem pretende transmitir nenhuma moralidade ou ideologia.&nbsp;<br><br>Francisco&nbsp;<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-16 13:47:08 UTC</pubDate>
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         <title>Tradição literária</title>
         <author>professoralaurarodrigues7</author>
         <link>https://padlet.com/professoralaurarodrigues7/s4ct59diqaoe67sf/wish/2099792453</link>
         <description><![CDATA[<div>1-O titulo do poema indica que o texto aborda o que teria acontecido se Inês não tivesse morrido.<br>2-O poema retrata temáticas do amor e personagens históricas já abordadas por outros atores.<br>3-A poetisa faz entender que o amor entre Pedro e Inês deixa de ser um amor perfeito, proibido e eterno e passa a ser monótono e efémero.<br>4-As palavras da personagem tornam o discurso mais vivo, dão mais credibilidade à apresentação do par amoroso como pessoas vulgares, descendo do seu estatuto de realeza.<br>5-A referência histórica presente nos versos 22 a 24 é a morte de Inês e a ousada presença dos assassinos no seu funeral.<br>6- A tradição literária expressa-se a partir do confronto com Camões pois, para ele, foi o amor o causador da morte de Inês.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-03-17 10:37:55 UTC</pubDate>
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