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      <title>Febre Amarela by Guilherme Alencar</title>
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      <description>João, Guilherme, Epheson, Ricardo e Bruna</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2022-11-09 11:01:19 UTC</pubDate>
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         <title>primeiros casos da febre amarela</title>
         <author>gsergioalencardelima</author>
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         <description><![CDATA[<div>A primeira referência à febre amarela no Brasil data de 1685, com a ocorrência de surto em quatro urbes da <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Capitania_de_Pernambuco">Capitania de Pernambuco</a>: <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Recife">Recife</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Olinda">Olinda</a>, <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Itamarac%C3%A1">Ilha de Itamaracá</a> e <a href="https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Goiana">Goiana</a></div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-14 16:27:38 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>gsergioalencardelima</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2022-11-23 01:09:37 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>gsergioalencardelima</author>
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         <pubDate>2022-11-28 01:20:02 UTC</pubDate>
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         <title>Avanços tecnológicos no combate ao mosquito vetor</title>
         <author>gsergioalencardelima</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Brasil tem se tornado em um dos principais expoentes mundiais no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, chikungunya, febre amarela, além do zika, apontado como responsável por casos de microcefalia em recém-nascidos. Biolarvicidas, inseticidas e o uso de insetos geneticamente modificados fazem parte do rol de inovações tecnológicas desenvolvidas em solo nacional para controlar a proliferação do mosquito que gerou epidemias e foi a causa de várias mortes no país.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 17:10:05 UTC</pubDate>
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         <title>Distribuição da doença no território brasileiro ao longo do tempo</title>
         <author>gsergioalencardelima</author>
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         <description><![CDATA[<div>A febre-amarela não era conhecida entre os povos antigos. Só depois da descoberta&nbsp;<br>da América, foi que passou a figurar nos quadros nosológicos.&nbsp;<br>Afirmou Hillary, em 1759, que não encontrou nenhum traço dêste flagelo nas&nbsp;<br>descrições feitas pelos antigos. E Béranger-Féraud, que estudou profundamente o&nbsp;<br>assunto, confirmou: “Na realidade a febre-amarela não foi observada na antiguidade; é&nbsp;<br>em vão que se queira pretender que Hipócrates a tenha descrito no seu livro das&nbsp;<br>epidemias”.&nbsp;<br>Em 1495, durante a segunda expedição de Cristóvão Colombo, os espanhóis&nbsp;<br>travaram contra os indígenas a batalha de Vega-Real ou Santo Serro, na ilha Espanhola&nbsp;<br>(Haiti). Êstes, em grande número – cem mil, no dizer de alguns historiadores –&nbsp;<br>ocorreram de tôdas as partes, mas foram derrotados e refugiaram-se nas florestas e nas&nbsp;<br>montanhas, atacando e matando os inimigos que passavam ao seu alcance. Em revide,&nbsp;<br>Colombo viu-se obrigado a organizar numerosas incursões pelo interior da ilha.&nbsp;<br>Cêrca de dois meses depois daquela batalha, irrompeu uma epidemia, tanto entre&nbsp;<br>os europeus como entre os indígenas, fazendo numerosas vítimas.&nbsp;<br>Os sintomas descritos, embora incompletos, e a elevada mortalidade, permitiram&nbsp;<br>a Béranger-Féraud chegar à conclusão de “que se pode admitir sem hesitação que esta&nbsp;<br>doença era febre-amarela”.&nbsp;<br>A partir de então é que foram aparecendo notas, resenhas, histórias e&nbsp;<br>monografias mais ou menos parecidas umas às outras, descrevendo uma “praga&nbsp;<br>epidêmica” existente no Nôvo Mundo, sem nenhuma semelhança com as enfermidades&nbsp;<br>conhecidas na Europa.<br>––––––––––<br>™ Assistente Técnico do Diretor-Geral do DNERu.&nbsp;<br>Ex-Coordenador do Combate à Febre-Amarela no Brasil.<br>Miguel E. Bustamante, em sua obra “A Febre-Amarela no México e sua Origem&nbsp;<br>na América”, apresentou os resultados de longos anos de laborioso estudo, inclusive&nbsp;<br>dos documentos da civilização maia, para concluir que, antes dos espanhóis chegarem&nbsp;<br>pela primeira vez a terras americanas, os maias já haviam registrado a existência de&nbsp;<br>uma grave enfermidade que denominavam “xekik” ou seja “vômito de sangue”,&nbsp;<br>aludindo ao sintoma que maior impressão lhes havia causado. A doença se apresentava&nbsp;<br>por surtos epidêmicos, parecendo vir do fundo das selvas para invadir as povoações e&nbsp;<br>dizimar seus habitantes.&nbsp;<br>Todavia, foi o jesuíta Raymond Bréton o primeiro a se referir à febre-amarela&nbsp;<br>com relativa precisão, ao relatar a epidemia que ocorreu em 1635 entre os imigrantes&nbsp;<br>francêses na ilha de Guadalupe e que, ao lado de outros sintomas, provocava dores&nbsp;<br>lombares, icterícia (“os doentes ficavam mais amarelos do que marmelos”) e vômitos&nbsp;<br>negros, sendo que a morte sobrevinha do terceiro ao quinto dia. Bréton estabeleceu,&nbsp;<br>ainda, uma nítida relação entre a derrubada de árvores e a doença, ao registrar que “à&nbsp;<br>medida que cortavam os bosques, a terra arrojava seu veneno”.&nbsp;<br>O padre Du Tertre que chegou àquela ilha cinco anos depois – em 1640 quando&nbsp;<br>ainda grassava a doença – fêz também um relato dessa epidemia, e confirmou que as&nbsp;<br>pessoas atacadas de “golpe de barra” estavam ocupadas no corte de matas. Atribuiu a&nbsp;<br>febre aos vapôres venenosos que a queda das árvores exalava.&nbsp;<br>O nome “golpe de barra” proveio da dor violenta na região lombar, e que muita&nbsp;<br>aflição causava aos pacientes.&nbsp;<br>Alguns historiadores consideram os relatos de Bréton e Du Tertre como a&nbsp;<br>primeira descrição aceitável de uma epidemia de febre-amarela. É interessante&nbsp;<br>ressaltarmos que apresenta as características da forma silvestre da doença.&nbsp;<br>Os nativos chamavam-na de “pouliccatina”, que significa “coup de barre” nome&nbsp;<br>dado pelos francêses à doença. A epidemia reapareceu na ilha de Guadalupe em 1648;&nbsp;<br>nesse mesmo ano eclodiu em Yucatan, no México.&nbsp;<br>Carter, Scott, Soper e outros admitem que a epidemia de Yucatan foi o primeiro&nbsp;<br>surto possível de identificar-se, com segurança, como de febre-amarela, porque dessa&nbsp;<br>epidemia frei Diego Lopez de Cogolludo fêz uma descrição detalhada.&nbsp;<br>O manuscrito maia de Chumayll também se referiu a ela quando registrou:&nbsp;<br>“Ocorreu vômito de sangue começando a morte para nosso povo no ano de 1648”.&nbsp;<br>Porém outro livro dos maias registra a ocorrência da doença dos vômitos de sangue,&nbsp;<br>três vêzes em épocas anteriores.&nbsp;<br>Cogolludo ignorava qual a doença que estava descrevendo; aliás os próprios&nbsp;<br>médicos não a conheciam. Todavia, hoje ela se nos apresenta como a descrição clara&nbsp;<br>de uma epidemia de febre-amarela. Conta o historiógrafo, que a enfermidade começava&nbsp;<br>com “uma gravíssima e intensa dor de cabeça e de todos os ossos do corpo, tão&nbsp;<br>violenta, que parecia desconjuntarem-se e que uma prensa os comprimia. Pouco depois&nbsp;<br>sobrevinha um calor intensíssimo, que à maioria ocasionava<br>Admite-se que no Brasil a primeira epidemia de febre amarela tenha acontecido no Recife, em 1685. A tese mais provável é de que a doença veio do continente africano em decorrência do intenso tráfego de pessoas durante o período colonial. Entretanto, os primeiros dados sobre a doença destacam sua presença já na zona portuária, sem mencionar o desembarque ou a presença de indivíduos doentes em navios.<br>A proliferação da doença foi devastadora. Segundo relatos históricos do clínico-cirurgião à época, Miguel Dias Pimenta, mais de 600 pessoas haviam sido vitimadas só nas cidades de Recife e Santo Antônio. Entre 1686 e 1692, Salvador viveu um período cruel em que 25 mil pessoas foram contaminadas e próximo a 900 morreram.</div>]]></description>
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         <pubDate>2022-11-29 21:04:30 UTC</pubDate>
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