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      <title>Relações Étnico Raciais: dos &quot;Tupis&quot; ao Brasil by Carla Laís Sacramento de Almeida Silva</title>
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      <description>Linha do tempo de discussões étnico raciais envolvidas na formação do Brasil. Por: Carla Laís Sacramento de Almeida Silva.</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2023-08-27 03:18:00 UTC</pubDate>
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         <title>Brasil vazio??</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>O Brasil se constituiu através da miscigenação de diversos povos e suas culturas, mas essa "integração" no desenvolvimento de uma identidade brasileira não ocorreu de forma pacífica. <br><br><strong>Aqui, já existiam povos antes da colonização portuguesa</strong>, que ora disputavam território, ora viviam pacificamente; inclusive, o Caminho de Peabiru é uma grande prova de que os indígenas estabeleceram rotas de trocas e contato com&nbsp; os grandes impérios nativos por toda a região da América do Sul.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 12:14:01 UTC</pubDate>
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         <title>...</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div><br>A<strong> dominação forçada e imposição, através da violência, da cultura, valores morais e regras do povo europeu em cima dos povos nativos</strong>: “invadindo e destruindo vilarejos, raptando crianças para a formação católica forçada — desse modo aprenderiam o idioma do colonizador, seus valores morais por meio da religião, e poderiam ser mais facilmente controlados, afastados de sua cultura nativa.” (AUGUSTINHO, [s.d.], p.6). <br><br>Os portugueses destruíram estruturas e itens simbólicos no intuito de anular as organizações sociais já estabelecidas. <br><br><sup>Referências:<br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 12:14:50 UTC</pubDate>
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         <title>Diáspora Africana I</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Os negros foram trazidos para trabalhar nos engenhos da cana-de-açúcar, e mais tarde, para a extração de ouro, por conta:<br><br></div><ol><li>da resistência do povo indígena e o desconhecimento técnico das tecnologias;&nbsp;</li><li>da utilização anterior da mão de obra escrava africana em outras terras e no "sucesso" dessas empreitadas;&nbsp;</li><li>no intuito de aumentar a movimentação no litoral brasileiro por conta do aumento de plantio, que resultou em um maior comércio e população na região, servindo de proteção contra a ameaça de invasão holandesa;&nbsp;</li><li>e por fim, dada a necessidade de popular o continente para além da faixa costeira, com a descoberta de outros recursos naturais como o ouro e o medo de que a Espanha invadisse os limites previamente estabelecidos, como aponta a autora:&nbsp;</li></ol><div><br></div><blockquote>“Como as incursões exploratórias não permitiam lutar com indígenas, ocupar espaços e formar vilarejos sem os retornos financeiros esperados, a mão de obra de povos negros foi inserida já no processo de exploração do território” (AUGUSTINHO, [s.d.], p.7)</blockquote><div><br><br><sup>Referências:<br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 12:52:16 UTC</pubDate>
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         <title>Escambo e curiosidade</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>De início, a relação entre os índios e os europeus parece ter sido pacífica - conforme cartas escritas e preservadas -, envolvida pelo escambo e curiosidade entre esses dois povos com costumes e artefatos tão diferentes. <br><br>Porém, com o plantio da cana-de-açúcar e a adaptação dessa planta ao solo e clima do litoral brasileiro, os portugueses passaram a ter o intuito de se estabelecer na região e a demandar, à força, o trabalho dos índios, que resistiram e mesmo aqueles que foram vencidos e capturados em batalha, não se adaptaram bem aos engenhos de açúcar.&nbsp; <strong>Fato que impulsionou a diáspora africana ao Brasil.</strong></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 13:04:33 UTC</pubDate>
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         <title>Constituição do Estado-nação</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2674124250</link>
         <description><![CDATA[<div>Com a Proclamação da República, como um país independente e separado de Portugal, ainda que com laços estreitos e latentes, o Brasil precisava construir uma identidade nacional única e desenvolver o nacionalismo e senso de pertencimento.&nbsp;<br><br>E assim, nossa identidade nacional vai se moldando através do hibridismo de diversas ancestralidades, uma simbiose cultural que não ocorreu(ocorre) de forma pacífica e integrada.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 13:30:37 UTC</pubDate>
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         <title>Na busca de uma nova identidade da república...</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>... que parecesse moderna e alinhada com os ideais das grandes potências da época (EUA e França - revoluções burguesas), de igualdade, liberdade e participação, criou-se um imaginário e foram construídos sob ele elementos simbólicos que buscaram afastar a memória do colonialismo e da dominação europeia sobre o Brasil e sua população, moldando a identidade cultural brasileira para apagar o histórico das relações de poder e dominância entre os diferentes povos e culturas. <br><br><strong>O mito da igualdade racial </strong>surge no imaginário como consequência dessa premissa, dessa busca por apresentar uma simbiose cultural perfeitamente integrada e valorizada em toda a sua diversidade.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 13:47:36 UTC</pubDate>
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         <title>Diáspora Africana II</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<blockquote>Documentário de 33 minutos, da cineasta e antropóloga cultural Dra. Sheila S. Walker, conta como centenas de milhares de africanos foram arrancados de sua terra natal durante anos ao longo da escravidão.<br><br>As comunidades da diáspora africana que se desenvolveram em todo o mundo usaram os conhecimentos e habilidades trazidos da África para contribuir para a formação de novas sociedades. (...)</blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 13:54:24 UTC</pubDate>
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         <title>Questões étnicas e a desigualdade</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como vimos, o povo brasileiro se constituiu da miscigenação de três povos principais: os europeus, indígenas e negros.&nbsp;</div><div><br>Em teoria, o nosso país possui uma única e coesa <strong>identidade cultural</strong>, no entanto, na prática, o Brasil enfrenta diversas questões raciais. Isso fica evidente, sobretudo, no âmbito social, onde o juízo de valor e a construção histórico-social faz com que <strong>alguns grupos sejam considerados superiores quando comparados a outros</strong>, conferindo privilégios aos primeiros em detrimento dos últimos. <br><br>De acordo com Ost ([s.d.]), essas questões não possuem fundamento biológico, mas são marcadas por quesitos físicos (fenótipos) e ampliadas pela identidade cultural, fortemente associada a valores morais, culturais e intelectuais estabelecidos ainda na época do colonialismo. Nesse sentido, são os aspectos culturais relacionados à etnia que resultam em discriminação (no sentido de preconceito e não de distinção), especialmente quando relacionados à raça.<br><br><sup>Referências:<br>OST, S. Ética e questões étnicas. in </sup><strong><sup>Ética</sup></strong><sup>. [s.l.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 14:11:52 UTC</pubDate>
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         <title>Urbanização desenfreada e suas consequências I</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>As cidades brasileiras surgiram de forma espontânea. Ao que tudo indica, nunca foi parte do plano de Portugal desenvolver o Brasil para outras atividades que não a exploratória... então, com a Proclamação da República, dada a necessidade de sobrevivência, restou aos residentes brasileiros desenvolver outras ocupações além da agricultura e pecuária, partindo, como nos demais países, para a produção industrial.<br><br>As cidades foram se desenvolvendo sem planejamento, boa parte delas, constituídas por escravos e pessoas livres humildes, que não desfrutavam das condições socioeconômicas da elite.<br><br>Com a urbanização no séc. XX, grande parte das ruas e praças eram ocupadas por essas pessoas, impedindo o apoderamento do ambiente pelas famílias patriarcais das elites brasileiras.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 14:38:12 UTC</pubDate>
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         <title>Urbanização desenfreada e suas consequências II</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2674155195</link>
         <description><![CDATA[<div>Esse cenário impulsionou as <strong>reformas higienistas</strong> - que, apesar de datar ao início do século XX, continuam a ocorrer nos dias atuais - e à remodelação do espaço público para criação de ambientes propícios para a elite brasileira, espaços que buscavam se assemelhar a elegância da riqueza capitalista emergente, como em Paris.&nbsp;<br><br>As classes mais humildes eram tiradas a força desses novos espaços; moradias simples foram demolidas dos centros da cidade, levando à construção das favelas; as músicas e danças e outras expressões artísticas de origem negra foram proibidas por longos períodos e associadas a vadiagem; as religiões de matriz africana e indígenas foram reprimidas.&nbsp;<br><br>Isso resultou na concentração das favelas à margem das cidades e na busca de promoção, pela população marginalizada, de espaços seguros e de resistência - que serão abordados depois -.</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 14:40:24 UTC</pubDate>
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         <title>O &quot;Hospital Psiquiátrico&quot; de Barbacena</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2674160037</link>
         <description><![CDATA[<div>A Reforma Higienista foi um movimento que pregava a aprendizagem de novos hábitos de higiene para a população com o pressuposto de promover a saúde através da educação pública e da força da medicina (MILAGRES; SILVA; KOWALSKI, 2018). Foi um movimento que trouxe muitas contribuições na diminuição das taxas de mortalidade e no desenvolvimento do saneamento. <br><br>No entanto, através de alguns discursos, também se justificou e naturalizou a marginalização e punição de uma parcela da sociedade: "Seus defensores diziam que a população saudável e educada é a maior riqueza de um país (GÓIS JUNIOR; LOVISOLO, 2003 <em>apud</em> MILAGRES; SILVA; KOWALSKI, 2018), por meio desse ideal, pode-se colocar que a população "deseducada" e "adoentada" deve ser combatida... mas de que forma? <br><br>O Sanatório de Barbacena, em Minas Gerais, foi talvez uma das instituições higienistas mais estudadas no Brasil e que pode ser utilizada como exemplo desse movimento.<br><br>Fundado em 1903, o Sanatório havia sido planejado para funcionar como um tipo de “Resort” de luxo para ricos com aflições, mas por volta da década de 30, quando adquirido pelo governo de Minas Gerais, sua fachada de Hotel-spa cai e o local passa a se transformar em um verdadeiro depósito humano para pessoas cujo o governo e as famílias não sabiam como lidar, um local para sujeitos do tipo “não sei mais o que fazer com você”: indigentes, negros, pobres, “degenerados”, homens e mulheres que se recusaram a assumir os seus papéis sociais, que resistiram no desempenho das suas funções predestinadas, eram internados lá (BARANYI, 2018). <br><br>Em análise mais profunda, o professor Alexander Jabert (2011) chega a conclusão semelhante quando clarifica um ponto: a maioria dos casos de "moléstias nervosas” e "moléstias mentais” tratavam-se, em verdade, de comportamentos considerados imorais e que os próprios familiares desfaziam-se de seus parentes em prol da preservação da instituição familiar. (...)<br><br><br><sup>Referências:<br>JABERT, Alexander. Estratégias populares de identificação e tratamento da loucura na primeira metade do século XX: uma análise dos prontuários médicos do Sanatório Espírita de Uberaba. História, Ciências, Saúde-Manguinhos (digital), v.18, p.105-120, 2011. Disponível em: &lt;https://doi.org/10.1590/S0104-59702011000100007&gt;. Acesso em: 22 ago. 2023. <br><br>MILAGRES, P.; SILVA, C. F. da; KOWALSKI, M. </sup><strong><sup>O higienismo no campo da Educação Física</sup></strong><sup>: estudos históricos. Motrivivência, 2018. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-910833. Acesso em: 28 ago. 2023.</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 14:52:40 UTC</pubDate>
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         <title>Ainda sobre o &quot;Colônia&quot; I</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2674161220</link>
         <description><![CDATA[<div>Jairo Toledo (2016), ex-diretor do CHPB (Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena), relata que anterior a década de 30, o Hospital cumpria - na sua opinião - sua função, mas que “à partir do Estado Novo, o regime forte, as coisas começaram a complicar dentro da instituição.” (TOLEDO, 2016, 30:05).&nbsp;<br><br>Outra fala que chama atenção é a do ex-funcionário Milton Raposo (2016), “como diz o Doutor (não compreendido) o paciente psiquiátrico, ele precisa de fumo de um cigarro e comida” (RAPOSO, 2016, 37:43). Uma visão representativa de que em algum momento da história do CHPB, o seu propósito inicial de tratamento se perdera, restando em seu lugar um local para despejo de corpos vivos até que eles “expirem”. (...)</div><div><br><strong><sup>Referências:</sup></strong></div><div><sup>HOLOCAUSTO brasileiro. Direção: Daniela Arbex e Armando Mendz. São Paulo, SP: HBO Brasil, 2016. Canal Max (90 min).</sup></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 14:54:53 UTC</pubDate>
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         <title>Se você pensar bem..</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>... a própria xenofobia no Brasil advém não apenas das diferentes identidades culturais locais que encontramos neste vasto país, mas também desse racismo, fácil de ser percebido (explícito) quando relacionado à questões expressas, como o sotaque e características físicas (aparência), especialmente quando se trata do confronto entre os moradores da regiões Norte-Nordeste do país com a população do Sul.<br><br>O norte e o nordeste do país são regiões que, de acordo com a PNAD (2005), concentram o maior percentual relativo de população negra e parda, se comparado aos estados do sul, que supostamente, concentram uma maior população de descendentes diretos dos europeus. <br><br>Através da fala do vereador Fantinel, podemos ver que ele faz uma clara distinção entre a sua identidade e pertencimento, como alguém do RS, em comparação com "aquela gente lá de cima", se referindo ao nordeste. Essa clara distinção se trata de “(...) uma construção social que remete à origem de um grupo com base na transmissão de traços fisionômicos, que são transpostos para qualidades morais e intelectuais. Passa a ser também, um discurso sobre o lugar de onde se veio que nesse caso, nos remete ao conceito de etnia. (BRASIL, 1997 <em>apud </em>OST,<em> [s.d.]</em>)”. <br><br>Primeiro, que a fala do vereador generaliza o suposto comportamento de um grupo para o todo pertencente a uma região demográfica, etnia e cultura. Em segundo lugar, Fantinel desloca elementos da cultura brasileira, como tocar tambor e o carnaval, que é uma festa tradicional - que por mais que tenha sofrido alterações ao longo do tempo, afinal, a cultura é viva e se transforma, tem origem na herança portuguesa com a igreja católica - e associa com esses elementos todo um imaginário estereotipado e preconceituoso. <br><br><sup>(fonte: </sup><a href="https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2023/02/28/vereador-de-caxias-do-sul-diz-para-vinicolas-nao-contratarem-baianos-unica-cultura-que-eles-tem-e-viver-na-praia-tocando-tambor-video.ghtml"><sup>Vereador de Caxias do Sul é acusado de xenofobia contra baianos em caso de trabalho escravo em vinícolas | Rio Grande do Sul | G1 (globo.com)</sup></a><sup>)<br><br>Referências: <br>OST, S. Ética e questões étnicas. in </sup><strong><sup>Ética</sup></strong><sup>. [s.l.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-27 15:35:14 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Ainda sobre o &quot;Colônia&quot; II</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em alguns casos, os pacientes, que precisavam fazer suas próprias estadias, eram coagidos a trabalhar, dentro e fora do Colônia, em troca de direitos básicos, como comida, lazer e espaço. O buraco era mais fundo: não apenas caia a fachada de uma casa de cura, mas a própria ideia de depósito, como um local próprio para acumular ou guardar, para deixar lá, passa a ser violada, pois agora os pacientes-objeto passam a ser deslocados para abastecer as necessidades da própria cidade e/ou dos seus carcereiros, ora ajudando nas obras do estado, ora “fazendo favor” na casa de funcionários (HOLOCAUSTO, 2016).&nbsp;<br><br>Todo esse contexto foi viabilizado pela sociedade anuente, em um misto de não saber o que fazer com as pessoas que ali se encontravam e, também, de simplesmente não ligar para um grupo que era majoritariamente composto por pessoas fora da norma: mulheres consideradas histéricas, indigentes, negros, pobres etc.&nbsp;<br><br>Como colocado previamente, essa permissividade envolve construtos sócio históricos que perpassam questões raciais e de gênero: quando as pessoas são percebidas como pertencentes a diferentes grupos raciais (classificadas), as questões discriminatórias são trazidas à tona. Isso fica evidente, sobretudo, no âmbito social, onde o juízo de valor e a construção histórico-social faz com que alguns grupos sejam considerados superiores quando comparados a outros, conferindo privilégios aos primeiros em detrimento dos últimos (OST, [s.d.]). Esses últimos acabam sendo subjugados, perdendo a oportunidade de escolha nesta disputa de relações de poder e por fim, não conseguem escolher nem mesmo o destino do próprio corpo.</div><div><br><strong><sup>Referências:</sup></strong></div><div><sup>HOLOCAUSTO brasileiro. Direção: Daniela Arbex e Armando Mendz. São Paulo, SP: HBO Brasil, 2016. Canal Max (90 min).<br><br>OST, S. Ética e questões étnicas. in </sup><strong><sup>Ética</sup></strong><sup>. [s.l.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 00:03:40 UTC</pubDate>
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         <title>O que foi herdado?</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Desde comidas, bebidas e músicas até rituais, literatura, folclore e eventos comemorativos, a cultura brasileira é um <em>mix e match</em> de diversos outros povos (principalmente os europeus, negros e indígenas) que foram se integrando e se misturando com brasileiros para criar uma nova coisa que possui laços com o artefato originário, mas que não deixa de ser algo novo:&nbsp;<br><br>assim como uma pequena muda de árvore, que após transportada e plantada em um novo clima e região, sobrevive, adapta-se e se transforma em sua própria espécie... que ainda é reconhecida como pertencente à família, mas cujas mudanças a fazem uma planta própria e independente.&nbsp; (...)<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 00:21:02 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>(...) É por conta disso que Ribeiro (2016, p. 19–20 <em>apud </em>AUGUSTINHO, [s.d.]) fala de um povo mesclado - velho e novo - e de uma cultura sincretizada que carrega traços mascarados do Brasil colônia mas que busca produzir características próprias e andar com as próprias pernas. <br><br>Através disso, cria-se, portanto, noções de pertencimento a esse novo-velho Brasil e assim, discursos começam a ser constituídos e direcionados a determinados grupos; e a percepção, por estes grupos, de que o discurso é direcionado a eles, amplia ainda mais as questões de identidade e identificação. <br><br>Como exemplo de toda essa mistura constituída historicamente, a autora relata o caso de babás negras que cuidavam de crianças brancas e que, nessa interação de diferentes culturas e jogos de poder, ajudaram a formar a ordenação social brasileira e a englobar diversas palavras de origem africana (banto, nigero-congolês) no português do Brasil.<br><br><sup>Referências:</sup><br><sup>PAVIOTTI, J. Uma análise sobre a Babá Negra na História do Brasil. Iconografia da História, 2020. Disponível em: </sup><a href="https://iconografiadahistoria.com.br/2020/10/25/uma-analise-sobre-a-baba-negra-na-historia-do-brasil/"><sup>Uma análise sobre a Babá Negra na História do Brasil (iconografiadahistoria.com.br</sup></a><sup>. Acesso em: 27 ago. 2023.</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 01:00:27 UTC</pubDate>
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         <title>Heranças culturais: indígenas</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Vocabulário, festividades e rituais, culinária e costumes sociais, a herança indígena está em diversos lugares, inclusive em locais que não nos recordamos mais.<br><br>De acordo com o Governo do Estado de Sergipe (<a href="https://www.se.gov.br/noticias/governo/sergipe-tem-historia-e-estorias-a-beca#:~:text=%E2%80%9COrigin%C3%A1rio%20do%20tupi%20si%27ri,Fonte%20da%20hist%C3%B3ria%20de%20Sergipe.">SERGIPE</a>, 2015), o próprio nome do estado, "Sergipe", se originiou da palavra tupi "si’ri ü pe" ou "no rio dos siris" - mais tarde, Cirizipe ou Cerigipe, "ferrão de siri" -. <br><br><strong>Segue, como curiosidade, algumas palavras que herdamos do vocabulário indígena</strong>:&nbsp;<br><br></div><blockquote><sup>(...)<br>Aracajú – Do tupi-guarani: ará = papagaio; caju (akaiu) = cajueiro dos papagaios. Também pode significar tempo, época do caju.&nbsp;<br>(...)<br>Cacau – Do Náhuatle: cacauatl = caroço<br>(...)<br>Capim – do Tupi-Guarani: caá=folha; pií=fino, delgado. &nbsp;<br>(...)<br>Mingau – do Tupi-Guarani: mi-caú = feito de papas.<br>(...)<br>Pamonha – do Tupi-Guarani: apá-mimõia = envolvido e cozido.&nbsp;<br>(...)<br>Pereba –&nbsp; do Tupi-Guarani: pere`wa = ferida. Ferida cutânea.<br>(...)<br>Tucano – do Tupi-Guarani: tu-can : que bate forte.<br><br>(FRANZIN, A. Palavras indígenas nomeiam a maior parte das plantas e animais do Brasil. EBC, 2015.)</sup></blockquote>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 01:24:02 UTC</pubDate>
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         <title>Heranças culturais: bantos</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2675895907</link>
         <description><![CDATA[<div>Dos povos negros, em especial o povo Banto, herdamos também diversas coisas, desde a culinária à costumes, ritmos e religiões.&nbsp;<br><br></div><blockquote><sub>"Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira" (NICOLAU, 2019).</sub></blockquote><div><br>De acordo, com a Extra, quiabo, o angu, maxixe, jiló, a moqueca de peixe e a feijoada, bem como o samba, foram herdados dos bantos (EXTRA, 2018). <br><br><strong>Segue, como curiosidade, algumas palavras que herdamos do vocabulário banto</strong>:<br><br></div><blockquote>dengo, dendê, caçula, senzala, corcunda, moringa, carimbo, cachimbo, marimbondo, xingamento, moleque (...)</blockquote><div>&nbsp;<br><br><sup>Referências:<br>EXTRA. A influência bantu na língua e na cultura do Brasil, 2018. Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/pai-paulo-de-oxala/a-influencia-bantu-na-lingua-na-cultura-do-brasil-23026630.html. Acesso em: 02 set. 2023.<br><br>NICOLAU, J. J. Cultura Bantu está nas raizes brasileiras, 2019. Disponível em: https://www.portalafro.com.br/cultura-bantu-esta-nas-raizes-brasileiras/#:~:text=Os%20bantus%20t%C3%AAm%20um%20papel,o%20jongo%20e%20a%20capoeira. Acesso em: 02 set. 2023.</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-08-29 01:24:55 UTC</pubDate>
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         <title>Identidade x Cultura</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681933573</link>
         <description><![CDATA[<div>Enquanto a <strong>cultura</strong> pode ser compreendida como o modo de vida de uma sociedade; o conjunto de produções, conhecimentos acumulados e comportamentos que possuem continuidade entre gerações e funcionam como marco para distinguir um povo de outro, a <strong>identidade </strong>"(...) implica a produção de discursos portadores de signos de identificação" (MORENO, 2014 <em>apud </em>AUGUSTINHO, [s.d.], p.9). <br><br>Portanto, a identidade está relacionada a representação e o imaginário cultural associado a determinados grupos e ao sentimento de pertencimento e reconhecimento. Assim, é possível que uma pessoa considere que não compartilha da mesma cultura do grupo em que vive.<br><br><sup>Referência:<br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].<br></sup><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 15:56:05 UTC</pubDate>
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         <title>Mamelucos, mulatos e cafuzos</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681940876</link>
         <description><![CDATA[<div>Como já mencionado, o povo brasileiro se constituiu da miscigenação de três povos principais: os europeus, indígenas e negros, mas essa miscigenação não ocorreu de forma pacífica nem passiva, de modo que foi necessário empreender diversas resistências e conquistas por meio de movimentos e lutas "populares" bem como, dos dispositivos legais ao longo dos anos.&nbsp;<br><br>Na nossa formação enquanto nação, vimos que os colonizadores fizeram um movimento de destruir o imaginário do outro, consideraram os demais povos aculturados e isso deu "permissão" para um número ilimitado de crenças e atitudes em relação a esses grupos, enquanto reafirmavam o próprio imaginário, reforçando a desigualdade de poder das diferentes identidades culturais.&nbsp;<br><br>Como a cultura e tradição são transmitidas ao longo das gerações, o tempo correu e a valorização aos europeus permaneceu incrustada em nossa sociedade, de modo que continuou a ser a "origem" mais valorizada, ainda que de forma irônica, não nos identificamos como portugueses (e que Portugal se identifique ainda menos conosco).</div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 16:13:34 UTC</pubDate>
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         <title>Movimentos e Conquistas I</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681952015</link>
         <description><![CDATA[<div>Desde os quilombos, ainda na época colonial, até os dias atuais, diversos movimentos lutaram pela equidade, justiça social, direitos, poder e antirracismo, de modo que esse pequeno texto não tem o intuito de abarcar todos eles, mas esclarecer que, apesar de ainda existir muito chão, houveram vitórias. <br><br>Os <strong>quilombos</strong> foram (são?) espaços de resistência, territórios social, político, economicamente e militarmente organizados, que recebiam pessoas (negros e índios) que escaparam da escravidão. Estes territórios tentavam ser autossuficientes, já que não podiam divulgar sua localização. No entanto, alguns quilombos se orientaram ao comércio, com os excedentes produzidos e artesanatos (como o Quilombo de Cariterê/Quariterê e a líder quilombola Tereza de Benguela, que orientava sua microssociedade ao comércio e a atividade bélica) (AUGUSTINHO, [s.d]).<br><br>O Quilombo dos Palmares é um dos mais retratados na história, com relato de negros fugindo para Palmares já no séc. XVII. Dentre os quilombolas em Palmares, Zumbi dos Palmares é, possivelmente, o líder mais conhecido, por ter sido a última liderança viva de Palmares e símbolo de resistência (BEZERRA, [s.d.]), sua morte, no dia 20 de novembro, reflete nos dias atuais, marcando o calendário como o Dia da Consciência Negra no Brasil.<br><br><sup>Referências:<br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].<br><br>BEZERRA, Juliana. Quilombos. </sup><strong><sup>Toda Matéria</sup></strong><sup>, </sup><em><sup>[s.d.]</sup></em><sup>. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/quilombos/. Acesso em: 2 set. 2023</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 16:40:36 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Movimentos e Conquistas II</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681958059</link>
         <description><![CDATA[<div>"No imaginário popular é muito comum a associação dos quilombos a algo restrito ao passado, que teria desaparecido do país com o fim da escravidão" (BRASIL, 2023)<br><br>A Constituição Federal de 88 foi um marco, na prática e na redação, pela busca de equidade, direitos e cidadania, liberdade e respeito a todas as culturas que formam o país. A redação do documento teve a participação de comunidades quilombolas e também indígenas.<br><br></div><blockquote><sub>"Em março de 2004 o Governo Federal criou o programa Brasil Quilombola, como uma política de Estado para essas comunidades, abrangendo um conjunto de ações integradas entre diversos órgãos governamentais. O direito à terra e ao desenvolvimento econômico e social passaram a ser reais e assumidos como prioridade governamental. Todas estas ações são coordenadas pela SEPPIR, por meio da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais." (BRASIL, 2023)</sub></blockquote><div><br>Podemos citar ainda a instauração do Movimento Pré-Vestibular para Negros e Carentes (PVNC), que iniciou no estado do Rio de janeiro; a Marcha Zumbi dos Palmares, no ano de 1995, buscando discutir sobre o racismo e promover lutas antirracistas; no ano de 1996, o Governo da União lançou o Programa Nacional de Direitos Humanos, objetivando a luta oficial contra a discriminação racial; a pressão das comunidades indígenas, cobrando que as orientações da Lei de 2003, sobre a obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas passasse a incluir também as temáticas indígenas e tantas outras conquistas (MARIN, [s.d.]).<br><br><sup>Referências:<br>BRASIL. Ministério da Cultura. </sup><strong><sup>Quilombos ainda existem no Brasil</sup></strong><sup>. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/quilombos-ainda-existem-no-brasil. Acesso em: 02 de set. 2023.<br><br>MARIN, G. Relações étnico-raciais, ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. in </sup><strong><sup>Estudos Culturais Antropológicos</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 16:54:37 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Alguns dispositivos legais, orientações, portarias e órgãos oficiais</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681964640</link>
         <description><![CDATA[<div><br>• A criação da Secretaria Especial para a Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)e do Programa Universidade para Todos, como resultado das demandas internas e internacionais e da participação do Brasil, em 2001, na Conferência de Durban, realizada na Austrália. <br><br>• Lei Federal 10.639/2003, alterada pela Lei i nº 11.645/2008, que obrigam o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, bem como a cultura dos povos indígenas, buscando enfatizar a contribuição desses povos e seus descendentes na construção sociopolítica, cultural e econômica do Brasil (LOBATO; BENEDETTI, 2013).<br><br>• Lei de Cotas a Lei de Cotas (Lei nº 12.711, de 2012), define que as IEs de Ensino Superior federais devem reservar, em cada concurso, um percentual das suas vagas para estudantes que tenham cursado o ensino médio inteiro em escolas públicas e também coloca a distribuição das vagas por questões raciais e para PCDs (PIMENTA, 2022). <br><br>• Em 2013, o MEC criou as Diretrizes Curriculares Gerais da Educação Básica: diversidade e inclusão, no intuito de promover o processo de inclusão e educação que considerasse a diversidade humana em suas distinções sociais, culturais e econômicas dos grupos que foram historicamente excluídos. Já em 2017, com a Base Nacional Comum Curricular de 2017 (BNCC), as questões de diversidade cultural foram trazidas novamente em foco.<br><br><br><sup>Referências:<br>LOBATO, A. O. C.; BENEDETTI, E. J. B. Negros e índios: ações afirmativas e a realização da justiça social. </sup><strong><sup>JURIS - Revista da Faculdade de Direito</sup></strong><sup>, </sup><em><sup>[S. l.]</sup></em><sup>, v. 17, p. 75–91, 2013. DOI: 10.14295/juris.v17i0.3608. Disponível em: https://periodicos.furg.br/juris/article/view/3608. Acesso em: 2 set. 2023.<br><br>PIMENTA, P.; AGÊNCIA SENADO. Lei de Cotas: dez anos da norma que garantiu direitos e derrubou o mito da 'democracia racial', 2022. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/lei-de-cotas-dez-anos-da-norma-que-garantiu-direitos-e-derrubou-o-mito-da-democracia-racial. Acesso em: 2 set. 2023.</sup></div><div><br></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 17:11:32 UTC</pubDate>
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      <item>
         <title>Heranças culturais: portugueses</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2681998497</link>
         <description><![CDATA[<div>Além da língua, que sofreu alterações ao longo dos anos, dos europeus, especialmente os portugueses, herdamos a religião mais difundida no Brasil (catolicismo), alguns pratos tradicionais, cantigas de roda e de ninar (o Escravos de Jó, Sapo Cururu e Roda Pião, além das populares Atirei o Pau no Gato e Ciranda-Cirandinha), o calendário e algumas das festas mais esperadas por esse calendário: o Carnaval e O São João.&nbsp;<br><br>Fora isto, também temos o folclore português, como o bicho-papão e lobisomem, e algumas danças, como o maracatu, especialmente presente no Recife (MUNDO LUSÍADA, 2016 apud MARIN, [s.d.]).&nbsp;<br><br><sup>Referências:<br>MARIN, G. Relações étnico-raciais, ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. in </sup><strong><sup>Estudos Culturais Antropológicos</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 18:50:18 UTC</pubDate>
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         <title>Perspectivas futuras</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>A moral busca ditar a norma e costumes considerados certos e errados de uma determinada sociedade. A ética visa estudar o certo e o errado, partindo de um pressuposto que há uma forma universal do comportamento humano, expressa em princípios válidos para todo pensamento tido como normal e sadio, ainda que sofra as influencias da cultura. No âmbito das etnias, podemos considerar a ética como o respeito aos princípios e aos costumes e hábitos (moral/<em>ethos</em>) de um grupo étnico.<br><br>A ética é uma reflexão constante da busca por adaptação e melhoria na justiça e respeito social, um movimento de vigilância constante e de intervenção com o intuito de promover cada vez mais a valorização humana mas, também, corrigir os erros passados.<br><br> Para isto, a educação formal (o acesso ao conhecimento) se apresenta como uma das possibilidades de reparação histórica e se dispõe como ferramenta para uma sociedade mais equânime.&nbsp;Como o Brasil foi constituído por múltiplos povos e culturas, a educação multicultural surge como oportunidade para a construção desse saber diversificado e com múltiplos enfoques. </div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 19:01:59 UTC</pubDate>
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         <title>Educação Multicultural I</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>Como vimos, o conceito de cultura está atrelado ao conjunto de práticas discursivas e não discursivas e tradições típicas da humanidade e dos grupos. <br>O Multiculturalismo se refere ao entendimento de que existem múltiplas culturas, que por vezes se entrelaçam e que não há um julgamento de valor de que uma cultura seria melhor do que outra, mas sim que elas coexistem. <br><br>No Brasil, a escolarização é obrigatória à partir dos 4 anos de idade, e é na escola que aprendemos, muitas vezes, as regras e costumes sociais, não apenas com a educação formal, mas com o convívio com diversas outras pessoas. A nova educação deve ser multicultural e precisa desconstruir a “(...) compreensão de que apenas a cultura do colonizador — branca, masculina, heterossexual e cristã — tem legitimidade para ser estudada” (PASSOS, 2008, p. 17 <em>apud </em>BES).<br><br>Para isso, deve considerar que cada um dos estudantes precisa ser compreendido na sua diferença e em sua história de vida e ancestralidade, o que vai de encontro, muitas vezes, com a homogeneização proposta pela própria escola, buscando resultados comuns e universais.&nbsp;</div><div><br>(...)</div><div><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 19:17:20 UTC</pubDate>
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         <title>Educação Multicultural II</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>(...) De acordo com Bes ([s.d.]), nos projetos de escolas mais modernas voltadas para a pluralidade e educação multicultural, as diferenças e construção de identidade e alteridade passam a ser desenvolvidas e entendidas desde a infância. Os livros de literatura infantil também podem ser utilizados como ferramentas, no entanto, deve-se ter o cuidado de não utilizar livros que colocam a diferença como característica própria do sujeito e não como algo construído de forma sócio histórica, através das relações de poder e das classificações dos conquistadores. Feiras culturais sobre diferentes culturas e países também são estratégias aconselhadas para a construção de um saber próprio das crianças, quando em contato com outras culturas e diferenças.</div><div><br>Como prega Oliveira ([s.d.]), é importante que as crianças sejam ensinadas sobre as diferenças e que aprendam, desde cedo, a conviverem com elas. Marin ([s.d.]) reforça essa ideia ao dar a entender que não há, no momento, uma resposta muito diretiva acerca de como educar (não há um passo a passo), no entanto, é importante desmistificar e promover o aprendizado sem reforçar estereótipos de que a cultura africana e indígena são exóticas. É importante também ensinar sobre as resistências, por exemplo, dos movimentos sociais negros e indígenas da atualidade e dos quilombos. Vale ainda, considerar a história atual dos índios, desconstruindo a ideia de que todos foram exterminados no período colonial: “O Censo do IBGE/2010 contabilizou a população indígena no Brasil em cerca de 900 mil indivíduos – os que se autodeclaram índios.” (MARIN, p.12) e por fim, desconstruir a noção de que existe um único povo indígena.<br><br><sup>Referências:<br>BES, P. R. Educação multicultural e diretrizes básicas da lei brasileira. in </sup><strong><sup>Sociedade, Cultura e Cidadania</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].<br><br>MARIN, G. Relações étnico-raciais, ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena. in </sup><strong><sup>Estudos Culturais Antropológicos</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div><div><sup><br>OLIVEIRA, C; B; F; de. Cultura e Multiculturalismo. in Fundamentos da Sociologia e da Antropologia. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 19:18:12 UTC</pubDate>
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         <title>Até mesmo o futebol...</title>
         <author>carlalais1</author>
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         <description><![CDATA[<div>... que é um dos símbolos e paixão do povo brasileiro não está imune às discriminações raciais. Através da matéria feita pela ESPN, é possível perceber que a maioria dos casos de racismo se concentram em cidades em que a população é, majoritariamente, branca (por auto declaração), com o Rio Grande do Sul contendo mais casos registrados.<br><br>Além de reafirmar o caso anterior mencionado e tudo o que aponta a literatura, a pesquisa mostra como ainda temos bastante resquícios daquele Brasil colonial; o quanto ainda somos um pais que busca construir uma identidade nacional única que finge igualdade, liberdade e participação. Uma nação que ainda busca afastar o fantasma do colonialismo e da dominação europeia; e que ao invés de objetivar relembrar intencionalmente a nossa história de luta e angústia durante todo o trajeto de formação enquanto um país independente; continua a ansiar pelo esquecimento das relações de dominância entre os diferentes povos e culturas (AUGUSTINHO, [s.d.]).<br><br>Como consequência disso? A cada novo caso público de racismo cria-se um burburinho, porque cai, aí, a máscara do povo unificado. Porém, tão rápido quanto emerge, volta a sucumbe ao esquecimento. <br><br><sup>Referências:<br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].</sup></div>]]></description>
         <enclosure url="https://www.espn.com.br/futebol/brasileirao/artigo/_/id/12529445/ct-clube-estadios-pesquisa-raio-x-casos-racismo-futebol-brasileiro" />
         <pubDate>2023-09-02 21:04:01 UTC</pubDate>
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         <title>Esse contexto afeta a vida profissional?</title>
         <author>carlalais1</author>
         <link>https://padlet.com/carlalais1/s3ou99dtv2rpd8ay/wish/2682045262</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>Se as relações de poder envolvem o imaginário social e, ao longo do tempo, este imaginário foi construído com a naturalização de que alguns grupos sociais possuíam culturas inferiores a outras, costumes, crenças, comportamentos, rituais religiosos, músicas e danças inferiorizadas e descreditadas... como isso não iria resvalar em questões de competência e intelectualidade?<br><br>"Na avaliação de Juliana, a pesquisa faz cair o mito da democracia racial que indica que, se a pessoa tiver um bom nível de educação, não vai sofrer racismo. O objetivo foi conhecer a realidade das mulheres pretas e pardas no mercado de trabalho." (GRANDA, 2023)<br><br></div><blockquote><sub>Outro dado que chamou a atenção foi que 68% das profissionais disseram ter sido confundidas, em algum momento, com a faxineira ou moça da limpeza da empresa. “Eu estou falando de mulheres com ensino superior completo e pós-graduação”, ressaltou. Uma coordenadora de área mencionou que, todo dia, o líder do setor pedia para ela deixar arrumado o espaço pessoal e dos demais colegas. “Ela não conseguia entender por que lhe era pedido aquilo. Os colegas iam embora e ela ficava limpando a sala. Até que se deu conta de que estava sendo vítima de racismo. Mas demorou, porque ficou mais de um ano nessa situação” (GRANDA, 2023).</sub></blockquote><div><br>Como coloca Augustinho [s.d.], o mito da igualdade Racial, por meio da teoria, coloca que o Brasil é um país em que diferentes povos vivem em paz com as suas diferentes origens, porém fica claro que não ocorre bem assim na prática, perceptível, principalmente, através da divisão social do trabalho capitalista e acesso à educação. Para modificar esse histórico, é necessário recuperar o que foi esquecido e passar a cultivar a multiculturalidade a partir de visões múltiplas e não apenas na perspectiva do colonizador. Em parte, parece que estamos contato a visão de Portugal sobre o Brasil.. e não a do próprio povo brasileiro. <br><br>(https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-03/pesquisa-86-de-trabalhadoras-negras-relatam-casos-de-racismo) <br><br><sup>Referências: <br>AUGUSTINHO, A. M. N. Formação Sociocultural do Brasil I. in </sup><strong><sup>Humanidades</sup></strong><sup>. [s.i.] Sagah, [s.d.].<br><br>GRANDA, A. AGÊNCIA BRASIL. </sup><strong><sup>Pesquisa</sup></strong><sup>: 86% de trabalhadoras negras relatam casos de racismo. Rio de Janeiro, 2023.</sup></div><div><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2023-09-02 21:30:31 UTC</pubDate>
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