<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0">
   <channel>
      <title>LA / FCL - Tarefas by Júlia Amaro</title>
      <link>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3</link>
      <description>Reflexões, opiniões e questões</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2017-11-27 16:43:38 UTC</pubDate>
      <lastBuildDate>2017-11-27 22:14:40 UTC</lastBuildDate>
      <webMaster>hello@padlet.com</webMaster>
      <image>
         <url></url>
      </image>
      <item>
         <title>Tarefa 5: A iniciativa LA / FCL: aprender e ensinar em rede</title>
         <author>juliaamaro</author>
         <link>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210571261</link>
         <description><![CDATA[<div>Aprender em rede ultrapassa o conceito de aprender através de computadores ligados entre si. Aprender em rede significa aprender em colaboração com os outros, sejam eles professores, outros alunos, habitantes da nossa aldeia, vila ou cidade, ou até cidadãos ou organizações de qualquer parte do mundo. Aprender em colaboração significa trocar ideias, aprofundar conhecimentos, construir e partilhar novos conhecimentos, questionar e debater, aprender criticamente e compreender diferentes perspetivas do mundo. Colaboração implica, portanto, compreensão e empatia. Que melhores objetivos para a Educação? O conceito de rede como indivíduos ou grupos ligados entre si tem vindo a ser alvo de análise e tem sido explorado em todos os campos: economia, administração, política, comunicação, marketing, cultura, ciência, tecnologia e também na educação. A aprendizagem em rede veio tornar o conhecimento mais acessível, imediato e intuitivo - mas também veio questionar a importância da interação pedagógica na aprendizagem. Viver em rede é algo de natural para grande parte da população mundial: os nativos digitais nasceram cercados de tecnologia digital e ela é o seu interface com o mundo. Estamos na era da cibercultura, um conceito que convém conhecer para melhor lidarmos com a mudança e para promovermos uma aprendizagem crítica e humanizada.A cibercultura assenta cada vez mais no trabalho colaborativo. Sem ele, não há redes de aprendizagem. Só a colaboração entre todos os agentes educativos permite a criação, expansão e manutenção de redes de aprendizagem nas escolas.A aprendizagem em rede está a criar comunidades de aprendizagem, que se expandem ou se extinguem conforme as dinâmicas de interação que geram no mundo virtual. Essas “teias de aprendizagem”, segundo alguns, mantêm os indivíduos presos a determinados modos de fazer e de pensar; segundo outros, libertam-nos das estruturas fechadas que são as escolas e abrem caminho para sociedades desescolarizadas, autorreguladas e autossuficientes. Será o fim da escola?! Será, pelo menos, o início do fim da escola que conhecemos atualmente. Há que repensar o papel da escola, as funções do professor e o perfil do aluno para o novo século. A iniciativa LA / FCL constitui, na minha opinião, uma evolução natural deste processo: promove e divulga inovações tecnológicas ao serviço de práticas pedagógicas e didáticas autonomizantes, que colocam o aluno no centro da rede - e que o orientam e estimulam a construir as suas próprias redes!</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-11-27 18:22:01 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210571261</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 6: Competências do século XXI</title>
         <author>juliaamaro</author>
         <link>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210577586</link>
         <description><![CDATA[<div>Nascemos com a capacidade de aprender. Esta capacidade é também um direito fundamental.&nbsp;Aquilo que "aprendemos / sabemos" integrado naquilo que "aprendemos a fazer / sabemos fazer" chama-se literacia. De facto, o conceito de literacia evoluiu: do “mundo da leitura” passou à capacidade de “leitura do mundo”. A capacidade de leitura do mundo resulta do desenvolvimento de várias literacias específicas, cada vez mais interligadas no mundo digital. A literacia da informação implica o domínio de uma série de estratégias e de conhecimentos que permitem aceder a diversos meios e descodificar diversos tipos de mensagens (ou diversas camadas de uma mensagem!). A literacia da informação tornou-se uma das principais ferramentas de pesquisa, de organização, de filtragem e de produção de conhecimento. Sem ela, já não é possível viver e intervir na sociedade de informação. As Tecnologias da Informação e Comunicação como disciplina na escola têm um grande potencial no desenvolvimento quer da literacia da informação quer de outras literacias, pois providenciam conhecimentos, meios, técnicas e competências que irão facilitar aprendizagens e produção de conhecimento na era da literacia digital. As aprendizagens de hoje implicam o domínio de diversos tipos de informação, apresentados em diferentes tipos de media e com múltiplos objetivos. Do mesmo modo que compreendem mensagens apresentadas de forma complexa, todos os agentes educativos devem também ser capazes de as produzir para poderem comunicar entre si e com outros e para poderem contribuir para o conhecimento comum.<br>Assim, a literacia mediática é outra das literacias essenciais num mundo ligado pelos media. Eis o cidadão digital do século XXI: um cidadão fluente em múltiplas literacias! Fala-se já em transliteracia! Este conceito baseia-se no de comunicação e abrange a seleção e produção de informação em qualquer formato e em função do público a que se destina, a sua transmissão ou partilha e a sua eventual recriação. As bibliotecas estão a explorar este conceito e a pensar em soluções que permitam aos cidadãos (alunos ou não) desenvolver a sua literacia comunicacional. Porque, no fim de contas, sem comunicação não há conhecimento nem cidadania.<br><br>"A palavra literacia tem vindo a ser utilizada para conceptualizar um novo conceito de capacidade de leitura e de escrita. Distingue-se de alfabetização por não ter em conta o grau de escolaridade a que esta estava tradicionalmente ligada. A alfabetização traduz o ato de ensinar ou de aprender um novo conceito; a literacia traduz a capacidade de usar competências (ensinadas e aprendidas) de leitura, de escrita e de cálculo. Esta capacidade escapa a categorizações dicotómicas como “analfabeto” vs. “alfabetizado”. (...)<br>Este conceito estabelece a posição de cada indivíduo num processo contínuo de competências que passa também pelas exigências sociais, pessoais e profissionais com que cada um se confronta na vida quotidiana. “(…) (na literacia) não se trata de saber o que é que as pessoas aprenderam ou não, mas sim de saber o que é que, em situações da vida, as pessoas são capazes de usar. A literacia aparece, assim, definida como a capacidade de processamentos da informação escrita na vida quotidiana.”(Benavente, Ana et al. (1995), Estudo nacional de literacia. Relatório preliminar. Lisboa: Instituto de Ciências Sociais.)<br><br>"A literacia faz parte, de forma longamente sedimentada e profundamente estruturadora, de um universo sociocultural em que, cada vez mais, todos estamos atualmente inseridos, mesmo os que têm capacidades muito reduzidas de ler, escrever e contar."<br>(Benavente, Ana, et al. (1996), A Literacia em Portugal. Resultados de uma pesquisa extensiva e monográfica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.)<br><br>"Para conseguirmos viver nas sociedades atuais e compreendermos os seus complexos mecanismos de funcionamento, é necessário gerirmos uma gama variada de informações que nos chegam de várias formas."<br>(Benavente, Ana, et al. (1994), Renunciar à escola. O abandono escolar no ensino básico. Lisboa: Fim de Século.)<br><br>"A literacia é uma capacidade que está ao alcance do ser humano. Quanto menos capacidades as pessoas têm, menos autónomas são e mais problemas sentem para assumir a cidadania plena."<br>(Benavente, Ana, &amp; Rosa, Joaquim Coelho (1995), “Literacia e cidadania”, in Lucília Salgado, “Literacia e aprendizagem da leitura e da escrita”. Lisboa: Ministério da Educação, 21-22.)<br><br>Sendo a literacia uma condição de cidadania, então discutir, analisar, aprofundar a ideia de literacia é o mesmo que debater as condições em que queremos viver juntos, em sociedades abertas de múltiplas culturas. A noção de cidadania vem, uma vez mais, reforçar a importância da literacia nos tempos correntes.<br><br>Os professores e alunos do século XXI serão necessariamente diferentes dos atuais, porque também o serão a escola, as salas de aula, as bibliotecas e todos os restantes contextos e redes de aprendizagem formais e informais – mas, sobretudo, porque também será diferente o conhecimento e a sua organização, o acesso a esse conhecimento e as possibilidades da sua reconstrução participada. As tecnologias educativas já fazem e continuarão a fazer muita diferença na interação dos alunos e dos professores com o mundo em que vivem e em que vão viver. A evolução tecnológica – e as novas literacias digitais que a acompanham – obrigam todos a aprender a mudar, pois só essa mudança permitirá aprender.<br>A escola enfrenta um ponto de viragem crucial, em que terá de adotar novos paradigmas de aprendizagem e de ensino. Como lidará a escola com a sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem? Terá já as ferramentas e a capacidade para lidar com as novas (ou velhas?!) ameaças de controlo e uniformização do pensamento? Será capaz de educar para a liberdade contra todas as formas de opressão? Será capaz de educar para a reflexão e para a busca de si próprio? Será capaz de (re)conciliar conhecimentos e modos de aprender de diferentes gerações? Será a escola capaz de dar resposta aos desafios que esta nova sociedade lhe lança? Que tipo de alunos terá de formar? Viver em rede muda tudo. Até que ponto aceitamos cegamente ou criticamente essa mudança? Qual o poder da globalização na organização do conhecimento? Que inclusão e que exclusão são criadas pelas redes? Como conciliar a crescente fragmentação do mundo com a tendência gradual para a cooperação? A própria educação para a sustentabilidade já não pode defender o desenvolvimento económico nos moldes atuais, e uma escola solucionadora dos problemas não pode ser transmissiva e perpetuadora desses problemas.<br>A escola tem, portanto, de se afirmar como agente construtor de cidadania. Até que ponto a crescente importância da literacia científica contribuirá para essa construção? E qual o papel do professor na formação para a cidadania? Porque a escola do futuro é uma escola de cidadania, onde se aprende a tornar o mundo num sítio melhor para se viver. Na escola do futuro, aprende-se a questionar e a questionar-se. Aprende-se a debater. Aprende-se a complementar perspetivas através do prisma da multiculturalidade. Eis como se esbatem barreiras e fronteiras e se começa a trabalhar para um futuro assente na humanidade de todos:<br>criando interlocutores cada vez melhores. Educar é, no fim de contas, promover o encontro das diferenças.</div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-11-27 18:32:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210577586</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 7: Projetos relacionados com FCL</title>
         <author>juliaamaro</author>
         <link>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210668961</link>
         <description><![CDATA[<div>Todos os projetos referidos visam a Future Classroom: um espaço de trabalho aberto ao mundo exterior, em que professores e alunos partilham a mesma linguagem e gerem dispositivos facilitadores do processo de ensino-aprendizagem. Portanto, da sala de aula à formação dos professores e ao seu trabalho colaborativo e integrado; das propostas de trabalho à participação ativa dos alunos e ao seu envolvimento na criação de novos saberes - todos os fatores têm de ser alvo de estudo e de intervenção, ou nenhuma abordagem para mudar a escola funcionará. Creio que me identifiquei mais com o LSL (Living School Lab), que parte do contexto existente e, trabalhando com todos e com os meios disponíveis, procura integrar a maior parte dos fatores que referi.<br>As salas de aula do século XXI exigirão mudanças de equipamento e de actividades à velocidade da evolução tecnológica. Mas a tecnologia deverá estar ao serviço do pensamento crítico, e não o contrário! </div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-11-27 21:18:16 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210668961</guid>
      </item>
      <item>
         <title>Tarefa 8: Salas de aula / laboratórios digitais</title>
         <author>juliaamaro</author>
         <link>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210681292</link>
         <description><![CDATA[<div>Ainda que com bastante menos recursos tecnológicos, creio que conseguiria organizar na minha escola os vários espaços contemplados nas zonas de aprendizagem. O ideal seria mobilizar professores de diversas áreas em simultâneo para aprendizagens articuladas e mobilizações integradas de saberes, e trabalhar com grupos pequenos de alunos, de níveis heterogéneos ou homogéneos, conforme os objetivos da diferenciação pedagógica. Creio que até seria desejável (e exequível) envolver alunos na conceção e organização de atividades para outros alunos! Os espaços e equipamentos atuais não são os melhores; creio todavia que não se trata tanto de utilizar as tecnologias mais modernas, mas sim de experimentar novas maneiras de fazer as coisas, de percorrer todas as etapas na construção do conhecimento, e de levar mais longe a participação ativa e colaborativa de todos os envolvidos.<br>Como organizadora de aprendizagens, creio que até me seria mais aliciante e produtivo organizar a sala / as aulas em zonas / fases de trabalho, e apostar na responsabilização dos alunos pela prossecução de tarefas auto/heterodirigidas e auto/heteroavaliaçao crítica de saberes e competências. A abertura de cada área a todas as outras permitiria diferentes caminhos a diferentes projetos e a diferentes alunos, e geraria certamente aprendizagens mais pertinentes e profícuas para todos<br><br></div>]]></description>
         <enclosure url="" />
         <pubDate>2017-11-27 21:54:04 UTC</pubDate>
         <guid>https://padlet.com/juliaamaro/s1j9jamos8b3/wish/210681292</guid>
      </item>
   </channel>
</rss>
