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      <title>A Literatura no início do Século XX by Adrielle Soares Cunha</title>
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      <description>Vamos nos aprofundar no impacto da literatura de Lima Barreto!?</description>
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      <pubDate>2021-05-23 20:08:12 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>Negro, morador do subúrbio, desleixado e contraditório: era assim que o próprio Lima Barreto se definia. Ignorado em seu tempo, o autor de<em> Triste fim de Policarpo Quaresma</em> (1915) e <em>Clara dos Anjos</em> (1922) entrou para o cânone da literatura brasileira depois de muito tempo esquecido.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-23 21:06:43 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em 2017,&nbsp; além de ser homenageado na FLIP, ganhou uma nova biografia: <em>Lima Barreto, triste visionário, </em>da historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:08:24 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>No livro, Schwarcz investiga os motivos pelos quais Barreto ficou tanto tempo relegado ao esquecimento. “Deixá-lo no lugar de vítima é muito pouco”.</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-23 21:10:25 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Nascido em 13 de maio de 1881, o autor era filho de ex-escravos, e vinha de uma família monarquista, protegida pelo visconde de Ouro Preto. Logo cedo, perdeu a mãe, Amália, para a pneumonia e, mais tarde, o pai, João Henriques, para a loucura. Antes disso, porém, Henriques se esforçou, com a ajuda do visconde, para dar ao filho uma educação de qualidade – fato decisivo para o nascimento do Lima Barreto ácido e crítico.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:11:38 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Desde o início de sua vida escolar, no Liceu Popular de Niterói, até sua matrícula na escola Politécnica do Rio, onde era o único aluno negro. “Pele cor de azeitona escura”, como ele mesmo se definia, Barreto sentiu na pele as consequências de ousar ser um homem negro ocupando um espaço completamente dominado por brancos – e via com desconfiança a própria Lei Áurea e a noção de “liberdade” que ela trazia: “Liberdade era uma palavra que eu desconfiava e não confiava”, ele registrou em um diário da época.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:12:14 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Como uma resposta à discriminação racial e à exclusão social sofrida dia após dia, Barreto escrevia sobre estes assuntos de forma dura em uma época em que ninguém estava disposto a falar ou ler sobre isso. A intenção do autor, segundo Schwarcz, era de fato incomodar: “Ele achava que os negros só poderiam ser socialmente integrados através da luta e do constante incômodo. Por isso, denunciava que a escravidão não acabou com a abolição, mas ficou enraizada nos menores costumes mais simples”.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:13:10 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Para chegar à dose perfeita de incômodo, Barreto fazia uma literatura do “Rio de Janeiro alargado”: não falava apenas do centro da cidade, mas principalmente dos subúrbios e de seus habitantes; descrevia detalhadamente as estações de trem e os transeuntes, as ruas e os bares, os costumes e as tradições populares, as violências e opressões, deixando a burguesia branca de lado.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:13:26 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:14:21 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;E não era só a questão de raça ou a crítica ao jornalismo que permeavam a escrita de Barreto: crítico à República e à corrupção, tornou-se anarquista após a Revolução Russa, era defensor dos animais, crítico do academicismo e do feminismo vigente na época, pois considerava que o movimento não acolhia as mulheres negras.&nbsp;</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:16:10 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>&nbsp;Ele sofria tanto com a discriminação racial que tentou três vezes ingressar na Academia Brasileira de Letras, sem sucesso. Por causa de seu estilo peculiar e de sua coragem de falar de temas delicados, o autor acabou ficando preso entre o parnasianismo e o modernismo, sem que fosse encaixado em nenhuma das duas escolas.</div>]]></description>
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         <pubDate>2021-05-23 21:16:40 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>Sem conseguir nem o reconhecimento que almejava nem o impacto e o incômodo que queria despertar, Barreto começou a beber. Alcoólatra, acabou indo parar no Manicômio Nacional, onde foi internado duas vezes – em 1914 e em 1918 -, mas nem por isso parou de lutar.&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-23 21:17:40 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>Em toda a sua literatura, Lima Barreto esteve atento e militante, propondo assuntos de discriminação social e personagens negros, criticando a República e a hipocrisia brasileira e denunciando, inclusive, a violência contra a mulher. Exemplos não faltam: além de <em>Recordações do escrivão Isaías Caminha</em>, que ataca a imprensa, a autora destaca <em>Triste fim de Policarpo Quaresma</em> (1915), que ela chama de “Uma espécie de <em>Dom Quixote</em> brasileiro, muito avançado para o seu tempo; uma crítica à mania de querer recriar um passado indígena misturado a um futuro progressista, o que leva o protagonista, Policarpo, a morrer desiludido, como o Brasil”.&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-05-23 21:18:12 UTC</pubDate>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>Já <em>Clara dos Anjos</em> (1922) aborda o que é ser mulher, negra e pobre em um mundo patriarcal e racista: “Clara era o alter ego feminino de Lima Barreto: a menina dos subúrbios que sofre o que ele sabia que sofreria se fosse mulher”(no livro, Clara engravida de um rapaz branco e acaba tendo de criar o bebê sozinha). “O próprio <em>Cemitério dos vivos</em> é uma obra prima, na qual o autor se confunde com o narrador, Vicente Mascarenhas, e não dá para saber se é pela loucura ou se é intencional”, lembra Schwarcz.&nbsp;</div>]]></description>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Para a historiadora, Lima Barreto tem ainda muito a dizer ao nosso tempo, especialmente quando se fala em raça e gênero: “É um autor de muito alento para essa nossa agenda contemporânea neste momento em que a República vive uma crise tão forte, e que os nossos valores democráticos e direitos de cidadãos estão sendo colocados tão em questão”.&nbsp;</div>]]></description>
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         <author>adriellecunha</author>
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         <description><![CDATA[<div>Lindo, cheiroso e muito a frente do tempo. O Brasil do século XX não merecia Lima Barreto, mas mesmo sendo desmerecido e esquecido pela burguesia branca, não foi silenciado. Nos dias de hoje, seus textos refletem como aspectos de séculos atrás ainda são nítidos na sociedade, suas palavras em defesa de uma igualdade e liberdade verdadeira revelam que temos muito a aprender com nós mesmos e nossos antepassados.&nbsp;</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>José Luis dos Santos&nbsp; A <strong>obra</strong>, em tom autobiográfico, é um brado de revolta contra o preconceito racial e uma implacável sátira ao jornalismo carioca. A crítica social paira em um plano psicológico: muitas vezes quem fala é o próprio autor e não seu personagem-narrador Isaías Caminha.&nbsp;</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>Barreto, foi um visionário de origem negra e que tinha o mundo como seu maior adversário, por ser filho de escravo sofria na pele a dor do preconceito e do racismo. O que chama mais atenção é a forma que ele encontrou para combater a desigualdade social e racial, dando um choque na sociedade burguesa da época e nos aristocratas da alta sociedade.&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
         <pubDate>2021-06-02 02:12:24 UTC</pubDate>
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         <description><![CDATA[<div>O que falar sobre Lima Barreto?, importante escritor do pré-modernismo foi também um grande lutador contra o preconceito desde sua infância, e retratou isso de forma visível para nós no romance " Recordações do Escrivão Isaías Caminha.",mostrando de certa forma sua luta, todavia o mesmo também relatava sobre a situação do Brasil e suas realidades e assim como outros poetas ainda meio que apegados aos antigos modelos da literatura, busacava mostrar uma linguagem mais simples e coloquial.Lima Barreto relatou que o que nos separa é ás diferenças ditadas por nós mesmo, fazendo com que a gente reflita sobre nossas atitudes em pleno dias atuais.&nbsp;&nbsp;</div>]]></description>
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         <author>vitoriacoutinho1</author>
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         <description><![CDATA[<div>https://www.figuradelinguagem.com/literatura/lima-barreto/</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>ROSEANE</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>https://youtu.be/WGZFBePibF0<br><br>Aluno Emanuel da costa rocha</div>]]></description>
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         <description><![CDATA[<div>O escritor <strong>Afonso Henriques de Lima Barreto</strong>, nascido no Rio de janeiro, teve como<strong> principal tema </strong>em suas obras<strong> </strong>a<strong> luta contra preconceitos raciais, dificuldade enfrentada pelos negros na sociedade, luta de classes, recordações de escravidão </strong>sobretudo pelo fato de que sua mãe era uma ex-escrava<strong>.<br></strong><br></div><div>As <strong>características</strong> da literatura de Lima Barreto estão <strong>ligadas a sátira, críticas, romantismo, abordagem das injustiças sociais, severas críticas a política da República Velha</strong>. Teve um estilo peculiar, despojado, coloquial, sendo um escritor de transição entre Realismo e Modernismo. Renata S. N. Meireles<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2021-06-13 22:07:32 UTC</pubDate>
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