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      <title>Nossos olhares e emoções através da escrita by Terapia Coletiva</title>
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      <description>Memórias em tempos de Pandemia</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-08-19 18:28:20 UTC</pubDate>
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         <title>APRESENTAÇÃO </title>
         <author>nossosolhares</author>
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         <description><![CDATA[<div>Estamos vivendo um momento singular e histórico no qual, do dia para a noite, nossos abraços foram cessados, nossas escolas esvaziadas e nossas casas se tornaram nossa prisão/salvação. O cansaço mental e as incertezas do momento nos tornam cada vez mais frágeis e o esgotamento vai do mental ao físico. Percebemos um crescente número de profissionais da educação relatando dificuldades em lidar com suas emoções neste momento. Pensando nisso, com o intuito de contribuir para amenizar essas dificuldades, estamos construindo uma rede colaborativa.<br>A criação desse espaço virtual nasce como um lugar para expressar e compartilhar sentimentos por meio da escrita, buscando minimizar as dores do dia a dia, pois acreditamos que escrever alivia nossa angústia, ajuda-nos a dar forma, entender e, muitas vezes, solucionar situações, tendo em vista que o fato de expor o que se passa em nossa mente ou nosso interior nos permite avaliar pontos de vista diversos e receber a empatia das pessoas próximas.<br>Não temos formação na área da psicologia e, muito menos, a pretensão de solucionar problemas emocionais. Porém, queremos estender as nossas mãos e tornar esse espaço um lugar de colaboração!<br><br>Patrícia Campos e Aline Marques<br><br>“Não existe mais do que duas regras para escrever: ter algo a dizer e dizê-lo”<br>Oscar Wilde<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 18:58:51 UTC</pubDate>
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         <title>COMBINADOS </title>
         <author>nossosolhares</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/688046416</link>
         <description><![CDATA[<div>Nosso intuito é criar um ambiente acolhedor que propicie a escuta e a fala a partir das escritas compartilhadas. Para isso, estabeleceremos alguns combinados:</div><div> </div><div>1. Não há necessidade de se identificar nos textos. Se ficar mais confortável, crie um pseudônimo.</div><div>2. Não toleraremos desrespeito. Lembre-se do motivo que o trouxe até aqui.</div><div>3. Evite exposições de terceiros.<br>4. Escreva sempre que sentir vontade e sem medo de ser julgado.<br><br> (Para compartilhar seus textos aqui, basta clicar no sinal de +, na parte de baixo da sua tela).</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 19:10:39 UTC</pubDate>
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         <title>ROMANTIZAR</title>
         <author>patycampos306</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/688117345</link>
         <description><![CDATA[<div>A fala de uma professora, em um HTPC para lá de gostoso, despertou uma reflexão que me estimulou a escrever.<br>O HTPC citado foi conduzido pela professora de Cinema e Fotografia, em modalidade remota. Ela propôs a apreciação de um curta, chamado Menina Espantalho, que geraria posteriormente, uma conversa sobre as nossas impressões acerca do vídeo. <br>Surgiram muitas falas, lembranças, posições, afirmações, reflexões... <br>Dialogamos sobre diferença de gêneros, alfabetização, cinema como ferramenta de aprendizagem e sobre superações. <br>Na minha fala, lembrei também do curta Vida Maria e uma professora fez um apontamento: "pelo menos esse curta de hoje teve um final feliz". A partir dai, conversamos sobre a busca incansável da Luzia (protagonista do curta) pela sua alfabetização, mesmo diante do obstáculo. <br>Nos encantamos com a superação dessa menina e falamos sobre a importância do esforço. <br>Estávamos ainda mergulhados nas maravilhas da luta obstinada de muitos para se alfabetizar e superar as desigualdades, quando uma professora fez um comentário que se tornou o tema central dessa minha reflexão.<br>"PRECISAMOS PARAR DE ROMANTIZAR TUDO. MUITAS VEZES ROMANTIZAR É UM DESSERVIÇO". (Ela disse muito mais que essa frase, mas vou enfatizar apenas esse trecho). <br>Refleti muito sobre o que ela disse, naquele momento e ainda depois.<br>Compreendo que na nossa profissão, a emoção é fundamental, mas temo que estejamos sempre na utopia.<br>Professor é frequentemente elogiado pelo seus desdobramentos frente as dificuldades. É visto como aquele que tira dinheiro do seu salário para garantir certa qualidade para seus alunos. É reconhecido pelo pouco investimento e pelo "jeitinho" que arruma para tudo.<br>Ontem mesmo, assisti uma reportagem lindíssima, sobre uma professora que, durante a pandemia, percorre 35 km diários (por conta própria) para acompanhar um aluno surdo e não deixa-lo desistir dos estudos. Sabe aquelas reportagens com fundo musical de encher os olhos? Pensei de imediato: Que história incrível! Que orgulho da minha profissão. Mas agora penso que deveria ter feito, primeiramente, a seguinte consideração: As políticas públicas não estão garantindo atendimento a todos. Precisamos conversar mais sobre isso.<br>Todo esse esforço dos profissionais da educação é realmente incrível, mas precisava ser assim o tempo todo? Dolorido?<br>A dor nos traz a sensação de sucesso?<br>Se não for dolorido, não foi bom, não rendeu?<br>Toda visão romântica da realidade pode atrapalhar análises profundas de alguns contextos. A romantização nos faz esquecer que precisamos de um suporte sólido e de políticas públicas eficientes. Nos faz esquecer que aquela menina, assim como muitas outras, não deveria ter que lutar tanto para se alfabetizar. Nos faz esquecer que não deveríamos estar sofrendo tanto por grande parte dos nossos alunos não ter acesso a internet ou equipamentos tecnológicos que os garantam continuar estudando em tempos de pandemia. Nos faz esquecer que qualquer empregador precisa subsidiar o equipamento de trabalho e que formação sobre tecnologia é urgente. Nos faz esquecer que a escola deveria ser a instituição de maior investimento.<br>Enfim... A fala daquela professora nunca fez tanto sentido como agora, tempos em que a superação de toda e qualquer falta se tornou o ponto chave de tudo.<br>Não estou, de forma alguma, invalidando a superação e, muito menos, deixando de me emocionar com ações altruístas, mas acredito que precisamos tomar muito cuidado para que a romantização não nos cegue e nos torne meros sonhadores.<br> <br> Patrícia Campos de Oliveira </div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-19 19:40:55 UTC</pubDate>
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         <title>Maternidade Pedagógica </title>
         <author>Alineilhabela</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/690327008</link>
         <description><![CDATA[<div><br>Ser mãe é a atribuição mais maravilhosa da minha vida! Dedico todo meu olhar e meu tempo para meus filhos. Doo-me por inteira. Amor incondicional.<br>Ser professora/coordenadora pedagógica é a atribuição mais maravilhosa da minha vida profissional. Doo-me por inteira também. Amor incondicional.<br>Porém, os últimos acontecimentos (pandemia e home office) trouxeram a tona um dilema muito desafiador... Como dividir/conciliar às 24h de um dia entre meus “dois amores”? <br>Desde março me pego trocando fraldas e respondendo mensagens ao mesmo tempo; amamentando e participado de reuniões online simultaneamente; fazendo almoço e atendendo pais/alunos; organizando pautas de HTPC e ajudando na realização de tarefas do meu filho do 6 ano; No inicio pensei... “Vou dar conta, sou forte, sou capaz, vai passar rápido...Não passou!!<br>A empatia virou o carro chefe da minha vida. Tento pensar em todos! Alunos, professores, filhos, marido, diretor, pais de alunos, meus pais e etc... Mas e a empatia comigo? E a minha capacidade de lidar com tudo isso? <br>Esse pensamento empático comigo mesma, ficou de fora do radar. Mas um fato recente na minha vida trouxe a luz dos meus olhos que... Não! Eu não sou forte, não dou conta... e  tudo bem! Tenho feito o meu melhor.<br>Entre tantos trabalhos escolares que tenho feito durante todos os dias, incluindo finais de semana, ontem enquanto analisava uma atividade na plataforma digital em atraso, às 21h30, minha filha caiu e bateu o queixo no chão. Correria, hospital, dois pontos, choro, dor e sofrimento dela e meu. Resumo da ópera... não analisei a atividade e mesmo assim o rito pedagógico aconteceu. <br>Culpo-me demais por criar essa disputa entre meus “amores”e não ter estabelecido um limite. Não existe disputa. Meus filhos só podem contar comigo... a escola tem vários atores. Descentralizar e entender que... como disse lá em cima. Não! Não dou conta de tudo e tudo bem!<br>Mais do que nunca devemos entender que somos frágeis e suscetíveis a erros e fracassos. E tudo bem! <br>A vida pedagógica segue... Viva a gestão democrática. <br><br>Aline Gonçalves Pereira Marques de Souza</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-20 19:55:22 UTC</pubDate>
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         <title>TODOS SOMOS UM 🤝</title>
         <author>mithome781</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/692417236</link>
         <description><![CDATA[<div>É tempo de despertar, acordar para o que estava há muito adormecido e fazer acontecer. É tempo de deixar fluir a natureza do universo, que é a de que "TODOS SOMOS UM". Deixar as críticas e diferenças para qualquer outro momento que julgue viável, sejam políticas, religiosas, pessoais ou sem motivo plausível, e enlaçar as mãos de alma e coração, visando o bem comum, visando a vida. A guerra não é entre as pessoas no momento, e sim contra esse mal que está tentando dominar o mundo, mas que, em alguns casos, infelizmente, está dominando a mente de pessoas e levando a um caos maior. É a hora de pensar no coletivo, pensar em soluções em conjunto, não para essa ou aquela classe que está sofrendo mais ou menos com isso, mas no todo. E o todo exige que todos se ajudem, que todos se vejam como um; é o momento de usar a empatia, e quem ainda não provou dessa atitude, começar a colocar em prática. A ameaça existe e é mundial, está ali na esquina, ou a poucos centímetros de você, e você não a enxerga pois é invisível, tão invisível quanto o amor que você pode distribuir ao próximo sem julgamentos, críticas. Porém, cabe a você escolher qual deles prevalecerá em sua vida, qual deles refletirá e lhe mostrará a escuridão ou a Luz. Nesse momento, existe a dificuldade de muitos e o "sossego" de alguns se contrastando, ninguém é culpado por isso. Ninguém agora é culpado por uns estarem bem em casa com tudo de que necessitam, e outros sem emprego, alimento ou enfrentando esse vírus que acometeu alguém próximo, ou a ele próprio. Mas muitos são culpados sim de verem o circo pegar fogo, falarem o que bem entendem, acharem que estão mais certos em suas opiniões ou afirmações sem embasamento e simplesmente não agirem para o coletivo. Por que? Porque isso sim é uma escolha, e as escolhas são subjetivas.<br><br>É tempo de reflexão. O que vai fazer a diferença? O que vai fazer as coisas mudarem para melhor, mesmo não sendo o totalmente planejado ou almejado, mas que amenize algumas dores, que coloquem alguns sorrisos nos rostos em meio a esse turbilhão de informações incertas, acontecimentos tristes e chumbos trocados? É tempo de colocar a mão na consciência (no bolso também) e perguntar: "Em que eu posso ajudar?". Pois atrapalhar, infelizmente, muitos o estão fazendo, mesmo de casa!<br><br>Vamos nos mobilizar como/por um todo? 🤝<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-08-21 20:43:27 UTC</pubDate>
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         <title>Hiperconvivência na quarentena</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/693316772</link>
         <description><![CDATA[<div>Em tempos de distanciamento social, me deparei comigo  e com os que moram junto ( marido e filhos). Admiradora da psicologia e filosofia, já faz um bom tempo que observo meus sentimentos, pensamentos e estado físico.  Nesse período, olho para os que estão comigo e me deparo com vários conflitos. O entendimento sobre a vida, mesmo morando juntos, é muito diferente, pois viemos de famílias e culturas diferentes.  Enquanto mulher me sinto sobrecarregada. A participação do meu companheiro acontece de forma NÃO natural. É como se eu fosse a dona de todas as obrigações, e ele me ajudasse. Não percebe que ele precisa ser um colaborador. Se trabalhamos e dividimos as contas, por que não entende que o resto também precisa ser dividido e responsabilizado  de forma igual? Alguns dizem que  nós mulheres precisamos nos posicionar e pedir ajuda.  Sinto que isso ainda não resolve o problema, algumas  vezes existe uma melhora de alguns dias,depois tudo volta ao estado anterior. Infelizmente, a educação dos filhos, tarefas  diárias do lar e muitas outras coisas  são atributos da mulher dentro de uma família . Alguns homens já entenderam que isso já mudou faz tempo e participam de forma igualitária , mas muitos outros ainda não querem entender. Nessa "quarentena", olhei isso mais de perto dentro da minha casa,  vi que de uma forma disfarçada , as coisas caminham dessa forma. Antes, na loucura do dia-a-dia, eu não percebia que eu fazia parte dessa situação. O capítulo filho, eu escrevo em uma próxima vez .  </div>]]></description>
         <pubDate>2020-08-23 12:22:43 UTC</pubDate>
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         <title>Caixinha de curativo</title>
         <author>dubrumaia</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/713398246</link>
         <description><![CDATA[<div>Hoje retornei ao trabalho presencial após ficar 133 dias  em quarentena. Nesse período fui algumas vezes até a escola, mas não permanecia muito tempo. O retorno hoje não foi tão feliz ou cheio de expectativas como quando retornei outras vezes à escola depois de férias ou recessos...<br>     Dentro dessa nova realidade que me foi apresentada fiquei tentando encontrar alguma atividade para preencher o vazio. Precisava encontrar algo para ressignificar  o meu trabalho diante daquela escola vazia, sem alunos. Entre idas  e vindas à secretaria da escola para buscar listas atualizadas, formulários de encaminhamento e etc, senti meu pé reclamando da sapatilha que insistia em machucar o meu calcanhar. Pensei em colocar uma fita crepe, como já havia feito muitas outras vezes; Peguei a chave da gaveta da mesa para procurar o rolo de fita que me salvaria o dia.<br>      Foi então que encontrei a caixinha com curativos adesivos e nessa hora um filme passou em  minha cabeça... me lembrei de todas as vezes que aqueles curativos adesivos me foram úteis para “socorrer” os alunos e me aproximava deles em momentos de dor e ou quando eles estavam precisando de acolhimento. Hoje, aquela caixinha,(na gaveta fechada por 5 meses) me acolheu, me trouxe memórias de um tempo que ainda não podemos viver, aqueceu meu coração e me devolveu a esperança. Meus alunos estavam ali comigo...</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-01 22:30:07 UTC</pubDate>
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         <title>ROMANTIZAR - PARTE II</title>
         <author>patycampos3061</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/713692210</link>
         <description><![CDATA[<div>Atualmente o grupo de whatsapp da escola se tornou a nossa sala dos professores e acho incrível as discussões que ali acontecem. Ouço muitos colegas reclamando das conversas paralelas nestes grupos, pois dificultam a divulgação de informações, mas penso que ali se tornou muito mais do que um espaço de comunicação. É, também, um espaço de acolhimento e aprendizado. <br>Hoje, já no final do dia, uma professora super crítica e que admiro muito, compartilhou conosco um texto viral. O texto dizia que as famílias deveriam parar de se estressar tanto com as atividades escolares, pois nós professores, iríamos recuperar o aprendizado no próximo ano. Já conhecia esse texto e, confesso, que na primeira vez que o li, concordei e achei o máximo a valorização da<br>emoção para o ensino trazida no texto e me confortei ao entender que neste ano o mais importante era cuidar da saúde das crianças.<br>Hoje, ao ler novamente no grupo dos professores, me incomodei. Me incomodei, talvez, por estar em um momento diferente do que estava na primeira leitura. Me incomodei, talvez por estar brigando de forma incansável, junto a equipe, para defender que a responsabilidade da educação das nossas crianças deve ser compartilhada entre escola e família. Me incomodei, talvez, por acreditar que a aprendizagem acontece em qualquer lugar e não se limita a lousa e giz.<br>Em um impulso, me posicionei e escrevi o que o texto me gerava. Outros se posicionaram e a discussão ali, na nossa nova sala dos professores, foi extremamente rica.<br>Voltando a crítica do texto, novamente me deparo incomodada com a romantização que nos cega. A escrita floreada, a concepção do professor como super herói e o posicionamento de que está tudo bem porque daremos sempre conta, é a fórmula perfeita para não enxergamos o que o texto traz nas entrelinhas. Não, não somos super heróis. Somos profissionais especializados em educação, que assim como todos os outros, precisam de condições de trabalho para proporcionar qualidade. Somos de humanas e por isso, o afeto é tão importante para o nosso trabalho. Estudamos muito e, por isso, sabemos que o desenvolvimento integral do aluno acontece nas suas múltiplas dimensões: física, intelectual, social, emocional e simbólica e seu aprendizado depende bastante de estímulos, portanto, escola e família contribuem nessa construção. <br>Nos solidarizamos com as dificuldades das famílias e sabemos que em muitas casas, por faltar compreensão do processo de aprendizado, o ensino está penoso e, em virtude disso, estamos nos desdobrando para minimizar essa problemática. Mas é fundamental que o processo não pare. É fundamental que o vínculo do aluno com a escola continue e é dever do Estado e das famílias e direto das crianças a garantia do acesso a educação.<br>Não, não devemos deixar que os professores usem seus "superpoderes" para colocar os alunos no caminho da aprendizagem apenas no ano que vem, até porque, as crianças não param de aprender. Por isso, sugiro a seguinte adaptação no texto:<br><br>Prezados pais...<br>Não se estressem tanto sobre as atividades escolares de seus filhos e sim, busquem fazer desse processo um momento prazeroso. Descubram mais sobre eles!<br>Estamos morrendo de saudades e quando as aulas voltarem, faremos uma grande festa (se for possível)! <br>Somos professores e, apesar de parecer que temos superpoderes, não conseguimos evitar o vírus e, por isso, permaneceremos em casa, proporcionando o nosso melhor!<br>Neste momento contamos muito com vocês e é preciso que compartilhem sua calma, sua força, sua alegria e seu amor pelos seus filhos. Procurem agora criar memórias inesquecíveis de afeto e de carinho... Ah! E de proteção também!<br>Tudo ficará bem e no tempo certo...<br><br>Com amor, seus professores <br><br>PS: A aprendizagem acontece a todo momento e em qualquer lugar, portanto, fiquem em casa e construam muitos saberes!<br><br>Patricia Campos de Oliveira</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-02 01:45:46 UTC</pubDate>
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         <title>Dói</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/734507324</link>
         <description><![CDATA[<div>Tudo dói, cabeça, corpo, coração, mas principalmente a alma. É como nadar contra a correnteza, é vislumbrar uma pequena ilha à frente, mas perdê-la entre as ondas que te jogam cada vez mais longe. E não se pode parar, porque embora a corrente do mar jogue contra você sabe o que te espera na ilha, você sabe que não está nadando apenas por você mesmo. Dói, tudo dói, mas é nadar ou se afogar.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-10 11:50:32 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Até quando vale a pena?</title>
         <author>Alineilhabela</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/749223012</link>
         <description><![CDATA[<div>Quando tudo passa a gerar angustia, sofrimento, ansiedade entre vários outros sentimentos ruins é necessária uma pausa estratégica.<br>Quando você passa a não enxergar coisas positivas, trazer tudo para o pessoal e com isso se diminuir é necessário uma reflexão.<br>Quando as críticas (mesmo que construtivas) “doem” e passam a gerar sofrimento na alma é necessário priorizar-se.<br>Quando a alegria se vai, a motivação se esgota, quando você passa a não encontrar sentido é necessário sair de cena.<br>Quando seu sono é roubado por pensamentos e muitos conflitos internos é hora de parar.<br>Chegou a minha hora de parar!<br><br>Aline Gonçalves Pereira Marques de Souza</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-15 18:31:03 UTC</pubDate>
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         <title>Intensidade </title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/750284468</link>
         <description><![CDATA[<div>Confesso que estou há um tempo pensando em publicar algum dos meus textos nesse projeto. Amei essa ideia desde o seu nascimento. Mas não sei ainda o que quero compartilhar ou sobre o que compartilhar. Aos amigos mais próximos é muito fácil eu falar de sentimentos, família,  medos, angústias, trabalho, rotina, alegrias, tristezas....vida. Mas aos não íntimos, talvez não haja a mesma interpretação ou entendimento. Não sei fazer "mais ou menos", não consigo não "me jogar", não aprendi a deixar a água morna, o tempero insosso, a prosa entrelinhas.... não consigo falar pelas beiradas e muito menos "guardar a língua na boca". Sou intensa. Falo o que penso na intensidade do que sinto. Se é fácil? Não. Intensidade é dedicação, entrega, renúncia e por vezes, quedas altas. Hoje conversando com uma amiga, dessas bem próximas, percebi o quanto nossas escritas dizem sobre nós.  Não precisei ouví-la para compreender o universo de indecisões que a cercava. Li um relato, breve e sem muitas explicações. Mas que para mim estava muito claro os sentimentos e todas as situações envolvidas. E, com a perda do sono e todas as emoções que essa conversa me trouxe,  precisava escrever. Pronto, tá pago. Amanhã é um novo dia. Clara.</div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-16 02:46:20 UTC</pubDate>
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         <title>Meu hoje 16/09/2020</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/752063887</link>
         <description><![CDATA[<div>Teletrabalho, reuniões virtuais, o gato querendo brincar embaixo da cadeira acabou me mordendo kkkk, meu pensamento voa longe... Estou na tela do computar, mas meu olho está na pia cheia de louças, o pensamento está no meu filho que deve chegar para o almoço que eu ainda não posso começar o preparo. Ouço o barulho no portão, o cachorro late, a buzina toca, meu coração acelera... Meu marido trabalhou até tarde da madrugada, ele precisa descansar. Acho que vou desligar a câmera e fazer ao menos um café. Melhor não, vai que meu chefe me chama ou faz uma pergunta... <br>Ah! A reunião acabou. Nossa, mas já? O que foi resolvido? Tem tarefa? Aí meu Deus!!! Qual foi o tema da reunião mesmo? <br>Não consigo me lembrar de nada. A pia continua me esperando, o almoço está por fazer, bora lá que hoje eu ainda quero almoçar, quem sabe!? <br>😂😅😍🤦😤😱😭🤭 Está tudo bem. <br>Lu Geremias</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-16 15:37:50 UTC</pubDate>
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         <title>Arco-íris </title>
         <author>mithome781</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/753625155</link>
         <description><![CDATA[<div>UM POEMA ESCRITO EM 04/06/20, SOBRE OS FATOS A RESPEITO DO RACISMO NOS EUA E NO MUNDO, E O ATO DE DISCRIMINAÇÃO DE TODA E QUALQUER NATUREZA, EM MEIO À PANDEMIA E SEMPRE. <br><br>Arco-íris<br> Não, eu não encontro uma resposta<br> Para essa distinção de cores. <br> As cores são tão belas. <br> O arco-íris é o que melhor mostra. <br> Mas ele é formado por elas unidas, <br> Se separar, é esquisito, é falho. <br> Mas o arco-íris não tem a cor preta!<br> Tampouco tem a branca!<br> Mas são cores.<br> Elas pintam, sobrepoem. <br> Elas representam.<br> Elas existem.<br> Elas são amadas e odiadas.<br> E todas as outras também.<br> Elas representam o equilíbrio.<br> O yin e o yang.<br> O claro e o escuro.<br> E de que vale a luz se não existir a escuridão?<br> Ou o contrário? <br> Sentido não haverá.<br> O sentido é existir. Fazer parte.<br> E não faz parte quem não aceita,<br> Não quem não é aceitado!<br> Quem não aceita, exclui.<br> Excluindo, se é excluído.<br> Pois o todo é um só.<br> Se não aceita isso, sai do todo.<br> E isso é o arco-íris.<br> E as cores todas.<br> E a humanidade toda.<br> O todo!<br><br>Mirian </div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-17 00:52:42 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Silêncio </title>
         <author>Alineilhabela</author>
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         <description><![CDATA[<div>Sempre gostei do silêncio...<br>Reconfortante, pacificador, acolhedor... momento íntimo de reflexão.  <br>Mas atualmente esse mesmo silêncio antes tão positivo se tornou angustiante. <br>Nesse momento de pandemia onde a solidão é o nosso porto seguro, o silêncio ecoa profundamente na alma gerando incertezas e inseguranças. Será que mais alguém se sente assim?? Só comigo?? <br><br>Aline Marques<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-17 01:30:12 UTC</pubDate>
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      </item>
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         <title>Reflexão minha sobre trecho acima que uma amiga postou no Insta.</title>
         <author>mithome781</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/757422397</link>
         <description><![CDATA[<div>Cada ser é único e tem seus próprios gostos. Uns gostam de ficar só, outros só consigo mesmos, outros com uma única companhia, outros com várias. Eu gosto de variar, adoro minha companhia mas gosto de outras também. Porém, a mesmice me incomoda. Sempre sozinha ou sempre acompanhada me causa tédio. Equilibrar é como gosto! Reinventar talvez. Eu tenho o que agregar para mim mesma, outras pessoas têm o que somar, ou melhor, compartilhar de bom comigo. Até o que não é bom, vindo do próximo, é aprendizado. E esses últimos meses vieram para carimbar Maaaaas... não julgo quem prefere uma coisa ou outra apenas. Não julgo nem a mim mesma! Não julgo!<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 00:55:01 UTC</pubDate>
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         <title>O crescer...</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/760360949</link>
         <description><![CDATA[<div>A vida nos permite escolher as pessoas com quem queremos conviver. <br><br>Pessoas que cruzam o nosso caminho para fazer a diferença em nossas vida...e bem assim é Ela : Daniela Rosa ! Aquela que esteve presente (literalmente) em momentos cruciais da minha vida , hora trazendo alegrias, conhecimento, surpresas, aquele "presta atenção" assertivo, o desprendimento de "protocolos sociais" que nos obrigam a ser simpáticas quando não queremos, direcionamentos perfeitos com direito a "ponto de exclamação"...e hora compartilhando momentos mágicos na vida da mulher: a maternidade ( em dose dupla,gêmeas).<br><br>Elas vieram para reforçar aquele amor que é incondicional, aquece o coração, vieram para relembrar a primeira infância com descobertas, amor,  medos reais e imaginários.<br><br>Em meio a uma pandemia que afastou as pessoas, eu pude estar dentro da família, perto de dois pedacinhos risonhos, cheirosos, quentinhos, tão doces que é impossível não sentir o coração se despedaçar na hora da despedida.<br><br>Aprendi que a forma de enxergar as responsabilidades podem ser mais leves...sem tantas cobranças. Cresci muito com a oportunidade de reviver o meu sonho realizado de ser mãe.<br><br>Percebi  que nosso mundo vai muito além das nossas rotina, muito além das pessoas que nos cercam, muito além do horizonte que, as vezes, parece tão longe. <br><br>O pouquinho que fazemos significa muito para aquele que recebe quando tem amor...<br><br>MUITO OBRIGADA pela paciência, carinho, longas conversas, risadas e por permitir me incluir na família, a Luíza mais independente também agradece. Renata Candido<br><br><br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-18 21:12:07 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/774227548</link>
         <description><![CDATA[<div>Recomeçar <br>Me lembro dos grandes desafios que nos aguardam a cada início de ano letivo, mas este de 2020 confesso que superou todas as minhas expectativas. O medo de repente tomou conta do meu pensar, do meu agir e do meu ser. Foram muitas noites sem dormir, a ansiedade tomou conta dos meus dias e dos momentos que poderiam ser prazerosos durante a pandemia. <br>Sim, por incrível que pareça a pandemia me trouxe a oportunidade de estar pela primeira vez em casa, com meus filhos e meus pais. Meu pai sempre trabalhou muito e eu também,  minha mãe sempre preocupada com os afazeres de casa e com a educação dos filhos. Todos sempre focados em seus afazeres!<br>Esse foi o meu recomeço, pude viver momentos únicos com a minha  família  estando de corpo e alma presente, usufruir da sabedoria dos meus pais e da ingenuidade dos meus filhos já tão crescidos e maduros. Ah...esse foi o meu recomeço!</div>]]></description>
         <pubDate>2020-09-24 01:09:52 UTC</pubDate>
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         <title>Crescimento</title>
         <author>patycampos306</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/774553639</link>
         <description><![CDATA[<div>Acho que desde muito cedo já sabia que seria professora. Apesar de relutar um pouco e me dividir entre duas diferentes formações, meu coração sempre bateu mais forte ao entrar em uma escola, em uma sala de aula... <br>Sou encantada com os processos do aprender e, ao longo desses 12 anos de carreira, venho me deliciando com as minhas descobertas na profissão.<br>Há 4 anos fui convidada a aceitar um grande desafio: assumir a coordenação de uma escola. E não era uma escola qualquer, era a minha ESCOLA! <br>Lembro-me, exatamente, do dia em que cheguei na Secretaria de Educação para assinar as documentações do cargo. Estava cheia de medos, de angústias e de dúvidas...Mas também estava repleta de vontade e com a cabeça borbulhando de ideias. Como era ingênua!!! Meu maior medo era da burocracia. Lidar com pessoas? Ahhh, isso eu sabia e gostava. Tiraria de letra... <br>Ao longo do processo fui me dando conta que estava enganada. Lidar com adultos é completamente diferente que lidar com crianças. Muitas vezes é dolorido, cansativo e estressante. <br>Chorei muito no meu primeiro ano, por descobrir que mudar de posição é muito difícil e leva-se tempo para conquistar o respeito e confiança dos colegas. Chorei muito no segundo ano, por querer estar mais próxima dos alunos e professores e não conseguir devido ao excesso de atribuições que não competiam ao meu cargo, por incompreensão de outros em relação a função do coordenador. Chorei muito no terceiro ano, por não ser valorizada e pela política mesquinha que interfere no desenvolvimento da escola. Mas chorei, profundamente, nestes últimos meses...<br>Ser coordenador em modalidade remota é algo super difícil, ainda mais por que NINGUÉM vivenciou essa experiência para partilhar com você. <br>Pensar em estratégias inéditas, construir propostas do dia para noite, animar equipe, confortar equipe, acolher quipe. Animar famílias e alunos, confortar famílias e alunos, acolher famílias e alunos. Mas afinal, quem vai nos acolher? Surtar para ser ouvida. Perdi as forças. Me calo. Troco ideias, emoções, esperança. Estamos no mesmo barco? Os acontecimento mudam nossa percepção em questão de segundos. Escrevo, falo, ouço, reflito, experimento, erro, aprendo e REAPRENDENDO...<br>Hoje choro, mas choro de emoção!! Se pudesse dar algum conselho aquela menina ansiosa e aflita, que estava 4 anos atrás na Secretaria de Educação esperando para assinar a documentação que te tornaria coordenadora, eu diria:  Vai com tudo, pois vai valer a pena!!</div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-24 04:11:17 UTC</pubDate>
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         <title>Cura</title>
         <author>tatianepsantos27</author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/775631821</link>
         <description><![CDATA[<div>Começo esse texto dizendo o quanto a pandemia está sendo densa pra mim... Densa demais!</div><div>Um turbilhão de sentimentos que se potencializaram muito durante esses 07 meses. Coisas vividas e guardadas, que nem lembrava que existiam! </div><div>Tenho tentado controlar todos eles dentro de mim, mas tem sido cada vez mais difícil! As incertezas, os medos, a impotência formam uma espécie de vulcão prestes a entrar em erupção... Talvez por isso me confunda tanto e por muitas vezes não me faça entender... </div><div>Acredito que, como muito falado na reunião de hoje, muitas coisas acontecem ou sentimos a partir do nosso contexto ou passado. E deve ser isso! Cada um reage de certa forma para uma situação. O meu jeito é esse. E preciso primeiro aceitá-lo para poder superar. </div><div>Desde a reunião passada, com ela mais leve, onde pudemos de certa forma nos desligar dessa rotina louca na qual estamos inseridos (uns gerenciando bem, outros nem tanto quanto eu), sinto que estamos começando a nos curar de um momento, onde nós da coordenação (talvez nem todos), nos sentimos perdidos no meio de uma floresta virgem, densa, na qual tivemos que explorar e desbravar de certa forma, sozinhos... Digo cura, pois como disse Marcel em certa reunião, que “estamos roxos”, e essa frase simplesmente sintetizou como eu me sinto... Digo cura, porque essas duas últimas reuniões  representam pra mim essa cura de um grupo tão bom e tão potente, onde podemos rir e nos emocionar uns com as histórias dos outros.  Sentir essa cumplicidade, que mesmo quando um não está bem, sem conseguir esposar um sorriso, essa pessoa (no caso eu) consegue ficar feliz por dentro por ver seus colegas de certa forma bem, e um pouco mais leves. Cura de uma relação, que agora começa se restabelecer da forma que ela sempre foi. E como isso nos fez falta durante esse tempo! Não que eu culpe alguém ou alguma coisa por todas as coisas do mundo e da nossa bela ilha da fantasia. Mas a sensação de estarmos juntos, grudados, recorrendo quando necessário, ou simplesmente para um desabafo, dar uma gargalhada de uma coisa engraçada é sempre muito importante pra mim... Coisas que os amigos fazem!</div><div>Esse processo de cura pra mim é bem lento, mais do que eu queria e gostaria. É demorado, é dolorido, mas ele acontece. </div><div>Sei que em muitos momentos, muitos de nós não colocamos esses sentimentos ou dizemos o que queríamos de forma tranquila. Mas sabe aquela criança que não sabe se expressar e briga pra chamar a atenção? Muitas vezes me senti assim, tendo que brigar para que o adulto da situação olhe para o que não está certo e faça do jeito que tem que ser feito. Ou às vezes, que só ele abraçasse e dissesse: “Calma, tudo com tempo se ajeita! Mas vamos resolver!”</div><div>Apesar de toda a dificuldade que todos nós estamos passando, o aprendizado tem sido enorme. Para nos conhecer, conhecer o outro. Há quem diga que é assim que a gente cresce. E é isso! Estamos crescendo como seres humanos, como educadores, coordenadores.... E crescer dói, mas também é gratificante! </div><div>Ainda estamos com muitos problemas, uns que sei que não vamos resolver. Mas não porque não queremos, mas por não estar ao nosso alcance. E internalizar isso tem sido difícil!</div><div>Chego ao final dessas breves linhas com “certa sensação de alívio”, por ter conseguido chegar até aqui, mas ainda sem saber onde e como tudo vai acabar... Mas se eu tiver a certeza de que estaremos juntos, isso pra mim basta!</div><div> </div><div> </div><div>Tatiane Santos</div><div>Ilhabela, 23/09/20<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-09-24 13:21:27 UTC</pubDate>
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      </item>
      <item>
         <title>Quando a vontade desafiou o medo</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/nossosolhares/rzg9ylc9bl3qifrh/wish/844461167</link>
         <description><![CDATA[<div><br><br>Atividades remotas. Ouvir professores se queixando da baixa participação dos estudantes, ver planilhas que denunciavam o abandono deles... cenas que me incomodavam bastante. Como mudar o cenário? A única solução apontada pelo coordenador, eu não conseguia conceber em meio a uma pandemia: ir de casa em casa, realizar busca ativa.<br>O incômodo crescia dia-a-dia, até que adquiriu dimensões monstruosas. Certo dia, a vontade de eliminá-lo venceu. Assim, peguei  o medo de contrair COVID, coloquei no bolso e fui. <br>Ao chegar às casas, vê-se de tudo: os pais que admitem que não pegam tanto no pé do filho, mas com medo de o Conselho Tutelar ser acionado, buscam os roteiros na escola minutos depois de a visita acontecer; adolescente que não realiza as atividades escolares, mas que é o braço direito da mãe nas tarefas domésticas, além de ser seu “psicólogo”, mãe que procurou terapia por conta própria e está conseguindo lidar com seus fantasmas;  cachorro que comeu roteiro (acredite, dito pela própria mãe!); adolescente que não consegue manter uma conversa com a diretora tamanha timidez, mas que 🤬 ajuda psicológica; adolescente que diz na frente da mãe que deixou poucas atividades sem fazer, quando na verdade são muitas; adolescente que desiste da escola porque tem vergonha de uma deficiência, que se ele não mostrasse, eu não perceberia, mas que nele dói física e psicologicamente...<br>Em todas os casos, alguns padrões: todos são ADOLESCENTES, todos estão dormindo muito, mas muito mesmo, pois não há muito o que fazer segundo eles,  o que é fato! Todos estão sofrendo, embora me pareça que muitos não se deem conta, encaram com naturalidade ficar o dia todo no videogame. <br> Quanto às famílias? Na chegada a cara é de espanto, depois os olhos vão ganhando brilho e a despedida é repleta de gratidão. <br>Quanto a mim, a volta para casa teve outro sabor: voltei energizada! Se a coragem venceu o medo? Jamais. O medo foi um companheiro fiel, estava ali no bolso, quase como que um amuleto.<br> <br>Lidia Anita Dória Goedert<br>Diretora da E.M. Waldemar Belisário<br>Outubro/ 2020<br><br></div>]]></description>
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         <pubDate>2020-10-20 12:18:04 UTC</pubDate>
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