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      <title>Gramática na escola: flashes de memória by MELP - MULTILETRAMENTOS E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA</title>
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      <description>Percepções sobre ensino de gramática e análise linguística na escola</description>
      <language>en-us</language>
      <pubDate>2020-09-28 12:27:01 UTC</pubDate>
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         <title>Foi somente no ensino médio que, muito “timidamente”, foram surgindo novas formas de trabalhar texto, questões gramaticais com exercícios contextualizados em práticas cotidianas, principalmente com o auxílio da literatura. Ainda assim, as discussões não se baseavam, por exemplo, em ocorrências da oralidade, mas sempre do tópico gramatical. O movimento sempre foi da gramática para a vida, nunca da vida para a gramática.</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:34:56 UTC</pubDate>
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         <title>Já no ensino médio, o ensino da gramática estava separado de literatura e redação no material utilizado e, consequentemente, nas aulas, prevalecendo assim um ensino da gramática normativa geralmente desassociado do texto. No entanto, as aulas de literatura e interpretação de texto acabavam por &quot;suavizar&quot; um pouco isso, pois a gramática não ficava como o foco das aulas de português. Quanto à oralidade e aos gêneros orais, não me lembro de ter aulas dedicadas a essas modalidades, havia apenas apresentação de seminários.</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:40:52 UTC</pubDate>
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         <title>As minhas aulas de português na escola traziam pouca reflexão linguística, pela descrição de Soares, acredito que a minha aprendizagem se deu de maneira bem próxima àquela dos anos 50. A gramática e o texto eram utilizados articuladamente, ou seja, usava-se texto para ensinar gramática e usava-se a gramática para a compreensão e interpretação dos textos, mas, sobretudo, para aprender a escrever bons textos. A única reflexão sobre a oralidade da qual me recordo se deu durante o tema &quot;variação linguística&quot;, que era dado em uma ou duas aulas, mas também não trazia nenhuma reflexão profunda sobre o que essas variações representam na sociedade. As aulas de literatura eram separadas da disciplina de português e a maneira como o ensino se dava também não proporcionava reflexões sobre a língua.</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:55:48 UTC</pubDate>
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         <title>Minha experiência escolar na disciplina de Língua Portuguesa foi sempre baseada no ensino tradicional, focado na gramática até o fim do ensino fundamental II. Os textos apresentados eram quase sempre desconectados da minha realidade como estudante e estavam lá apenas como um meio para explicar normas gramaticais. Foi somente no ensino médio, em um colégio técnico, que eu passei a ver diferentes abordagens, dos textos e da gramática. Também tive a oportunidade de ler sobre preconceito linguístico e ouvir minha professora falar sobre sociolinguística, semântica, pragmática. Isso enriqueceu muito a minha concepção de língua e alterou minha postura como aluna. O aprendizado não era mais tão mecanizado e repetitivo, mas sim interessante e cheio de curiosidades, adaptações e questionamentos.</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:57:31 UTC</pubDate>
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         <title>&quot;(...) os meus professores trabalhavam, mas em disciplinas separadas “Português” e “Literatura”, o tripé gramática, retórica e poética. O primeiro se dava através do ensino tradicional da gramática normativa; o segundo por meio de Concursos de Oratória realizados em cada trimestre, e o terceiro a partir da análise e leitura de obras canônicas. No entanto, o que percebo é que, dentre as variadas denominações e mudanças de abordagens curriculares que a disciplina de Língua Portuguesa sofreu ao longo do tempo, um ensino voltado para a comunicação ainda perdura como foi proposto nos últimos anos, sobretudo através da escrita, nos dias atuais.&quot;</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:58:22 UTC</pubDate>
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         <title>Durante toda minha vida escolar, prevaleceu-se o ensino da gramática normativa. Os exercícios eram extremamente rígidos, não forneciam nenhuma reflexão sobre o que estávamos aprendendo, serviam somente para observar se tínhamos aprendido o conteúdo ou não. Não me recordo de ter tido uma aula contextualizada, que levava em conta nosso cotidiano e práticas sociais, eram somente regras e mais regras. Era visível nos rostos dos meu colegas que esse tipo de aula não agradava, muito pelo contrário, muitos até criaram aversão ao ensino de Português, pois achavam que a disciplina se resumia a isso.</title>
         <author>mendmar</author>
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         <pubDate>2020-09-28 12:59:10 UTC</pubDate>
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         <pubDate>2020-10-04 23:06:10 UTC</pubDate>
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