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      <title>HALLOWEEN MEDIEVAL by Carla Cristina Vieira Assis</title>
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      <language>en-us</language>
      <pubDate>2024-10-23 17:14:29 UTC</pubDate>
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         <title>O estranho amado</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma donzela dançava no jardim, aguardando o seu amado. Quando o viu correr em sua direção, sorriu e saltou, mas logo percebeu algo estranho na sua cara. Ele não era quem ela pensava. De repente, a criatura agarrou-a e prendeu-a a uma árvore. Observando uma sombra ao longe, viu aparecer o seu verdadeiro namorado, fazendo o monstro recuar. No instante seguinte, o amado libertou a donzela e juntos fugiram do jardim.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-28 18:20:41 UTC</pubDate>
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         <title>Amor Despedaçado</title>
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         <description><![CDATA[<p>Era uma vez uma linda donzela. Tudo o que fazia para viver era ajudar a mãe com a horta e claro, trazer todos os dias o balde cheio da fonte. Era uma vida simples; era uma vida feliz.</p><p>Como todas as moças do seu tempo, ela tinha um amigo, que aos poucos a ia conquistando cada vez mais, com o seu charme e bem parecer, surgindo sempre a galope no seu cavalo branco. Não havia um dia em que não se encontravam. Eram meros acasos, pelo menos assim pensava a donzela. A verdade era muito mais cruel do que aparentava.</p><p>A paixão entre eles, não foi obra do destino. Foi obra do maníaco do príncipe, que a perseguia para todo o lado, sabendo todos os seus hábitos e rotinas. Os encontros frequentes eram provocados propositadamente pelo rapaz e tudo não passava de um grande plano de conquista.</p><p>Um dia, tão comum e repetitivo como os outros, a mãe decidiu castigar a donzela, pois tinha descoberto o seu romance secreto. A mãe não permitia qualquer tipo de namoricos, fosse com quem fosse, então a sua palavra foi firme:</p><p>-Hoje ficas na horta, sou eu que vou à fonte!</p><p>O amigo ansiava a saída de casa da donzela, escondido numa esquina, criando na sua cabeça o cenário mais improvável de encontro para aplicar no decorrer do dia. Foi então que viu que era a mãe que levava o balde e que, muito provavelmente, faria o caminho até à fonte. Os planos do príncipe foram completamente arruinados. Ele não perdoaria tamanho desrespeito. </p><p>Para se "vingar" da mãe da sua amada, ele decide com um golpe único de espada cortar-lhe a cabeça. Um esguicho de sangue envolveu tudo ao redor, incluindo o príncipe e o seu cavalo branco.</p><p>-Ahrr! Não acredito que me sujei! Mas agora que penso bem, se ela me amava tanto, então porque não desobedeceu à mãe? Ela também merece ser castigada, e eu já tenho o plano perfeito. Tu vais adorar Nevada! - pensou em voz alta o rapaz.</p><p>Passaram-se dias, a preocupação foi crescendo com o desaparecimento da mãe e, a certa altura, a donzela viu-se obrigada a desobedecer a mãe e fugir de casa à sua procura. Decidiu seguir o caminho habitual até à fonte, um caminho de terra batida rodeado por árvores, nada que fizesse a mãe dela desaparecer. Quando chega a meio do caminho começa a ver manchas vermelhas no chão, algo parecidas a sangue seco. Rapidamente começa a olhar para os ramos das árvores que cobriam o caminho e vê lá penduradas partes de corpos humanos: um braço sem mão, um pé, uma perna até ao joelho, tudo o que de pior se possa imaginar! Desesperada, correu até ao final do caminho, correu, correu e correu. No final, deu de caras com a cabeça da sua mãe completamente reconhecível, com a boca aberta usando os dentes como suporte para o balde que era usado para ir buscar a água, pendurada por uma corda. Ao ver esta cena horrorosa, nada mais faz a não ser desmaiar e ficar estendida no chão.</p><p>Passado uns minutos, ao acordar, depara-se com o seu amado sentado num tronco com uma cara de presunçoso, a lavar a sua espada na água da fonte:</p><p>-Bom dia meu amor, isso é que foi dormir..</p><p><br/></p><p><br/></p><p><br/></p><p>Pedro Vidal</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-29 17:02:11 UTC</pubDate>
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         <title>Coração quente</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Esta história passa-se num inverno como todos os outros, com a brisa fresca e fria a fazerem-se presentes. </p><p>Numa modesta casa, à beira de uma lareira, encontra-se uma pequena donzela que não consegue parar de falar sobre o seu "amigo" para a sua mãe.</p><p>Apesar de não ser comum para as mães aceitarem este amor jovem, esta senhora já tinha passado pelo mesmo, e sabia como era viver este amor jovem e quente, então era a maior apoiante do casal.</p><p>A jovem só pensava no seu amado, o único pensamento quente para deixá-la aconchegada.</p><p>A noite passou a correr, ela acabou por adormecer ali, sentada à beira do fogo. Ao acordar, estava meio desorientada, mas já se via o sol reto ao céu, então apressou-se, pois todos os dias ia ter ao centro da cidade pela manhã, porque o seu amado a esperara.</p><p>Então saiu porta fora, desejosa que o seu amigo ainda lá estivesse, ela não queria perder um dia do afeto do seu amado. Ao chegar, não sabe como reagir, ela vê o seu "namorado" a bailar com outra donzela. A nossa jovem, sente o seu coração a congelar, este que mais cedo estava tão quente pela paixão. Para piorar, a pequena destroçada, troca olhares com o seu antigo amigo, que não mostra um pingo de arrependimento.</p><p>O caminho que acabara de fazer, repete-o, desta vez a andar e com algumas lágrimas a molharem-lhe o belo rosto.</p><p>Quando a donzela entra em casa, a mãe estranha o seu sossego, ela voltava sempre com um sorriso de orelha a orelha. Então, mãe que é mãe, perguntou o que se passara para a filha estar desanimada. A jovem que já estava mais calma, volta a desabar, lágrimas e lágrimas caem, como se fosse uma corrida, a mãe está em pânico, não sabe como acalmar a filha, este rapaz que tinha a benção da mãe, mostrou-se irresponsável e imaturo.</p><p>A mais velha, diz para a filha descansar, e avisa que vai ter de sair para cortar algumas árvores pois estão a ficar sem lenha para a noite fria que se estava a aproximar.</p><p>A filha concorda, e diz que sente o seu coração muito mais frio do que no dia anterior.</p><p>Agora sim, com a filha descansada, finalmente pôde sair, pois tinha um jovem rapaz para encontrar.</p><p>O dia ainda estava claro. A senhora sabia perfeitamente para onde ir, e rapidamente chegou ao local que fez a filha sentir-se vazia por dentro.</p><p>O rapaz, ao vê-la, já sabia da história que ia ouvir, já a tinha ouvido mil e uma vezes, "Como pudeste partir o coração da minha filha?", "Não tens vergonha rapaz?!" ou a sua preferida: "Espero que a próxima faça-te o dobro do que fizeste à minha filha", era a sua favorita porque nunca lhe tinha acontecido nada. Mas, a senhora parecia diferente das outras, ainda estranhou mais quando ela pediu para saírem da multidão, costumam preferir que ele seja humilhado em praça pública, mas sem pensar muito foi para um lugar mais calado, onde mal se ouviam as vozes das pessoas.</p><p>Acho que todos conseguem imaginar o que aconteceu, a mulher precisava de combustível para o fogo, e encontrou um que ardia bem, pena que gritou muito durante a sua obtenção.</p><p>Ao voltar para casa já de noite, a filha alegra-se, estava contente com a chegada da mãe, e também da lenha para a lareira, pois já estava a arrefecer.</p><p>A mãe prepara o lume, enquanto a filha trata do jantar, mas algo a incomoda.</p><p>"-Mãe que cheiro é este?"</p><p>"-Minha filha, é da madeira de carvalho, apanhou chuva e ficou com este odor."</p><p>A donzela consegue descansar com o quente da lareira e sente o seu coração, que estava frio, finalmente aquecer.</p><p><br/></p><p>Beatriz Ramos n°2</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-29 19:42:14 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>carlaassis5</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 16:26:05 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Uma história de Halloween</p><p><br/></p><p>Era uma vez uma jovem donzela que estava apaixonada por um rapaz muito simpático e cavalheiresco. Como gostavam tanto um do outro, decidiram casar-se e viver felizes para sempre. Era esta a história que esperavam ouvir? Bem, infelizmente, não foi bem assim que as coisas correram…. Sem mais demoras, vamos à história.</p><p>Numa terrível noite de outubro, a mais assustadora do ano, segundo alguns, uma rapariga é despertada por um pesadelo horrível. Está com tanto medo, que desce as escadas do quarto e vai ao piso inferior acender uma vela (sim, uma vela, porque estamos na época medieval). Ainda está a tremer, tanto de frio como de medo.</p><p>De repente, alguém bate à porta. Quando ela a abre, depara-se com um rapaz mais ao menos da idade dela, muito bem-parecido, não contando com o facto de ter um ar completamente mortificado que parecia que tinha visto um fantasma. A donzela pergunta-lhe o que se tinha passado, porque é que estava com um ar tão assustado, e ele responde-lhe, a gaguejar tanto que mal se percebia, que um espírito tinha invadido a aldeia dele e, mal o viu, o jovem correu tanto que só parou quando chegou à casa da rapariga. De seguida, pediu-lhe ajuda para caçar ou afastar, o que era mais provável de acontecer, o espírito.</p><p>A jovem, apesar de relutante, afinal tinha acabado de sair de um pesadelo só para entrar noutro, aceitou a oferta arrepiante.</p><p>A donzela foi buscar o manto e, juntos, dirigiram-se para a aldeia do rapaz. Quanto mais se aproximavam, mais nervosos ficavam, mas eles sabiam que para o bem dos habitantes da aldeia, era preciso banir o espírito.&nbsp;</p><p>Quando finalmente alcançaram a aldeia, viram pessoas a correr por todo o lado e ouviram gritos tão aterrorizados que parecia que estavam a arder nos fogos do inferno.</p><p>Ao ver o espírito, os dois jovens agarraram a mão um do outro com tanto desespero que devem ter ficado com as mão pálidas e dormentes. De perto, conseguiram perceber que o espírito era uma jovem rapariga, outrora fermosa, com lágrimas vermelhas e um olhar avassalador (não no bom sentido), um olhar tão aterrorizante, magoado, desesperado, furioso que parecia que queria queimar o mundo inteiro por mera vontade.</p><p>A rapariga sem corpo não parava de gritar, a dizer que não era justo, que ia fazer todos pagar pelo que ela sofrera. (Portanto, podemos concluir que era um espírito vingativo. Fantástico!) Depois começou a dizer que o amado dela é que a tinha matado e, por isso, ia assassinar todos os homens da aldeia. (Parece que a vingança faz mesmo as pessoas desabafar!)</p><p>Enquanto encaravam o espírito, uma anciã foi ter com eles e disse-lhes para repetirem as palavras dela pois faziam parte de um ritual para expulsar demónios e espíritos malignos. Assim, o casal (casal, porque é bastante óbvio que eles vão ficar juntos) repetiu o canto da anciã. O espectro, detetando algo estranho, uma espécie de arrepio, virou-se para a origem e viu as três figuras a cantar. Com um novo medo e uma fúria impenetrável, o espírito dirigiu-se a eles com um machado flutuante (sabe-se lá onde é que o arranjou) e preparou-se para atirar ao rapaz. No último segundo, a donzela coloca-se à frente dele e empurra-o com toda a sua força para fora do caminho, levando ela com o impacto da força brutal do machado assombrado. (Virando agora para o lado da história para o ponto de vista do amigo, sendo que já não há muito a fazer no lado da jovem) Ele não conseguia fazer nada senão ficar especado a olhar para o sangue a jorrar da cabeça da bela rapariga e a vida a apagar-se dos olhos dela. A velha insistia para que ele continuasse a dizer o canto e, sabe-se lá como, ele retomou a dizer as palavras e conseguiram expulsar o espírito de vez.</p><p>Todos festejaram felizes mas ele ficou destroçado com a morte da rapariga (parece que afinal não vão acabar juntos, erro meu).</p><p>No dia seguinte, queimaram a anciã na fogueira, aparentemente foi acusada de bruxaria. Má sorte.&nbsp;</p><p>Calma, vocês ouvem isto? Parece uma pessoa a chamar um nome.&nbsp;</p><p>Abro os olhos e encontro a minha mãe a chamar-me para o pequeno-almoço. Foi tudo um sonho? Graças a deus!</p><p>Que noite estranha! Ah bem, típica noite de Halloween.</p><p><br/></p><p><br/></p><p>Elisa Oliveira nº6 <br></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 16:51:23 UTC</pubDate>
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         <title>A casa da colina</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Numa noite de Halloween, uma pequena donzela e os seus amigos decidem explorar o velho castelo da colina, conhecido pelas suas histórias assustadoras. Decidiram entrar,mas, sempre com muito receio. O ar estava pesado e um cheiro de mofo estava presente no ambiente.</p><p>Enquanto caminhavam, ouviam sussurros vindos do andar de cima. A curiosidade foi mais forte que eles, e seguiram logo para as escada. No corredor, sombras apareciam nas paredes, e uma porta entreaberta chamou-lhes a atenção. Eles aproximaram se, e, ao empurrarem na encontraram um antigo espelho.</p><p>De repente, uma imagem formou-se no reflexo, era uma criança, vestida com roupas de Halloween, e a sorrir de uma forma muito estranha. A pequena donzela sentiu um arrepio e avisou aos amigos que não estava a gostar do ambiente da casa. A criança apontou para o fundo do espelho, onde um par de olhos brilhantes os observava.</p><p>Assustados,deram um passo para trás, mas já era tarde. A porta fechou se com o grupo lá dentro e, quando se aperceberam, a criança agora estava atrás deles. O silêncio da mansão já não existia pois um risinho apoderou-se dele, e foi aí que o grupo percebeu que, naquela noite, eles não estava sozinhos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 17:00:24 UTC</pubDate>
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         <title>Noite de tempestade</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>No coração de uma pequena vila, numa noite de tempestade, em que os ramos das</p><p>árvores arranhavam as janelas e o vento uivava lá fora, uma donzela falava com a sua aia, sentadas no seu quarto, partilhando com ela os seus receios.</p><p>Estava para casar em breve, e temia o pior, porque sempre que uma noite de tempestade se esperava, revelava-se a sua condição.</p><p>Tinha sido uma menina feliz, crescera naquela bela casa.</p><p>A brincar e a aprender, transformara-se numa mulher e como todas as suas amigas, sonhara em casar com o seu amado, construir uma família e ter um lar.</p><p>Mas certa noite tempestuosa, revelara-se o pior, e a menina donzela transformara-se</p><p>num novo ser. Começara com um mau estar no seu corpo, um calor, uma dor dentro do peito. Sentia nas suas costas um peso muito forte e de repente as suas unhas eram garras, da sua pele romperam ossos e os seus dentes tornaram-se presas</p><p>gigantes e afiadas. Desde então vivia com receio e fechava-se em casa, sempre que a</p><p>noite era de trovoada.</p><p>Donzela: Aia, minha querida aia, que maldição esta minha condição… que culpa tenho eu? Que mal fiz eu?</p><p>A aia procurou sossegar a donzela e, para a acalmar, disse então: Nada tema, Donzela, acredito que passou, o amor já a suavizou.</p><p>Mas a donzela estava em sofrimento e receava o pior: Aia, minha querida aia, sempre que a noite é de tempestade, eu torno-me um mostro, sem rosto e sem bondade.</p><p>Rapidamente, a aia contrapôs: Nada tema, Donzela tudo isso é passado, concretizará o seu sonho de construir uma família, com o seu amado.</p><p>Donzela: Aia, minha querida aia, eu queria tanto casar, mas receio que ao fazê-lo,</p><p>acabe por o matar.</p><p>O vento ficou mais forte e a chuva mais intensa. Os relâmpagos pintavam de azul o</p><p>céu escuro. A aia levantou-se para fechar a janela do quarto. Gostava da donzela e só</p><p>a queria sossegar. Mas assim que se voltou, ouviu um feroz rugido e antes de</p><p>conseguir fugir, algo sentiu a cravar-se na sua pele.</p><p>Enquanto sofria, nas garras da donzela, pensou para consigo, que verdadeiro era o rumor e que em noite de tempestade, jamais haveria amor.</p><p><br/></p><p>Bárbara Gonçalves nº3</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 17:55:39 UTC</pubDate>
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         <title>Baile ou Ritual?</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>Há alguns séculos atrás, em meados de outubro (13 ou 14, não me recordo), ocorriam peregrinações. As mães, fiéis à sua religião, seguiam à caminho da catedral com as suas filhas. As mais belas e afrontosas jovens, as donzelas. Estas, como as boas filhas que são, acompanhavam as mães para pagarem promessas. (Será?)</p><p>Em uma dessas peregrinações, ao pé da catedral, com o Sol já a desaparecer, as donzelas deixaram as mães e foram reunir-se. Por coincidência (Coincidência!), os amigos apareceram. Mostravam um sorriso que alcançava as duas orelhas, afinal não é todos os dias que se escolhe uma donzela. Desta forma, reuniram-se todos à volta da fogueira e começaram a dançar (tocava uma melodia bastante harmônica tendo em conta a época). Enquanto as donzelas bailavam, os amigos escolhiam. Mas, houve uma donzela que ficou sozinha. Enfurecida e com inveja das outras, ela revelou a sua verdadeira forma!</p><p>Primeiro, transformou os amigos em estátuas de pedra. Depois, transformou as donzelas em árvores. O pânico e o medo delas fez com que florescessem rosas que choram.</p><p>A floresta ainda existe até hoje. Reza a lenda que todos os anos, durante as peregrinações, é possível ouvir as donzelas a gritarem pelas mães.</p><p><br/></p><p>- Estúpido anúncio! Ninguém quer visitar uma catedral assombrada.</p><p>Nicole Rocha nº18</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 19:54:49 UTC</pubDate>
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         <title>Quem está connosco?</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carlaassis5/rpweyt5hgtx4yeeq/wish/3195092487</link>
         <description><![CDATA[<p>No dia anterior fiquei a saber que o meu “amigo” tinha de partir daqui a dois dias para a guerra, por isso&nbsp;combinámos de nos encontrarmos uma última vez junto à fonte, perto da hora em que o sol se põe, porque como nenhum dos nossos pais sabe que nos conhecemos temos de fazer este tipo de encontros escondidos, caso contrário o meu pai e a minha mãe matam-me. Como não podemos dar muito nas vistas, decidimos que este seria o melhor lugar e a hora ideal para nos encontrarmos. &nbsp;</p><p>E aqui estou eu a caminho da fonte com o meu cântaro na cabeça, a passar pelo meio da floresta. Antes de sair de casa, vesti uma roupa mais quente, porque como estamos no início de novembro, o tempo começa a ficar mais fresco e chuvoso, também tive de inventar uma desculpa para que eles não desconfiassem, já que tínhamos ido buscar água mais do que duas vezes hoje, então disse algo do género de “vou buscar mais água para fazer uma sopa para o jantar”, embora tenha ficado com a sensação de que não acreditaram fui na mesma.&nbsp;</p><p>Agora a floresta parece mais escura do que nos outros dias, mas pode ser só impressão minha, já que esteve a chover o dia todo, embora ainda se consiga ver um pouco do sol por detrás das nuvens. &nbsp;</p><p>“Acho que ouvi passos” - digo para comigo, acelero a passada, mas parece que seja lá o que for continua a seguir-me, por isso começo a correr pelo meio da escuridão da floresta, até que, de repente, tropeço, mas no quê? No meu vestido? Num ramo ou numa raiz de uma árvore? Isso agora não importa quero apenas levantar-me o mais rapidamente possível para não ser apanhada por este ser que desconheço, a minha respiração está ofegante por isso não consigo gritar por ajuda, mas também ninguém me iria ouvir aqui no meio da floresta, muito repentinamente seja lá o que for salta do meio das árvores e fico aliviada ao saber que é apenas um veado. Levanto-me do chão enlameado e suspiro ao ver que fiquei com o vestido cheio de lama, mas agora não há nada a fazer e sigo o meu caminho até à fonte.&nbsp;</p><p>Ao chegar lá reparo que o meu amado ainda não chegou, por isso decido encher o cântaro e tentar limpar o meu vestido. Algum tempo depois de já estar aborrecida decido ir embora e assumir que ele afinal não gosta de mim e por isso decidiu deixar-me aqui sozinha, no entanto oiço passos a correr na minha direção e rezo a todos os Santos para que seja ele. Para minha grande felicidade era mesmo ele, assim que o vi pousei o cântaro no chão e fui correr a abraçá-lo. Ele pegou-me ao colo e girou-me no ar, estava tão feliz por o ver outra vez! Ficámos a falar durante um bom bocado até que me lembro de que tenho de ir para casa, então despedimo-nos um do outro e quando estávamos a dar um último abraço antes de cada um seguir o seu caminho oiço uma voz familiar - “ora, ora, ora, se não é a minha filha que mente aos pais a dizer que vai buscar água à fonte e depois está aqui nos namoricos” - fiquei perplexa a olhar para a minha mãe, -”M-mãe, o que faz aqui?” - a minha mãe dá um passo em frente e fica cara a cara com o meu amado ignorando-me completamente - “Quem é o senhor?”- ele fica branco como cal e abre a boca para lhe responder, mas não lhe sai qualquer tipo de som, então, sem mais nem menos, a minha mãe pega-lhe pelo cabelo e coloca-lhe a cara dentro da fonte, eu tento agarrar-lhe o braço para a fazer parar mas ela limita-se a empurrar-me para o chão, ele esperneia a tentar libertar-se mas a minha mãe resiste e eu grito para ela parar com aquilo,&nbsp;até que ele para de se mexer, eu sento-me no chão começo a chorar desalmadamente. A minha mãe pega no cabelo dele e atira-o para o chão, em seguida agarra-me pelo braço e conduz-me pela floresta até casa, enquanto eu continuo a chorar e a gritar-lhe:&nbsp;</p><p>-Porquê? Porque é que lhe fez aquilo, sendo que ele não lhe tinha feito nada nem a mim nem a si? Porquê?&nbsp;</p><p>Como calculava ela não me disse nada o caminho todo, quando chego a casa iluminada pelas velas, ela manda-me para a cama e fica na cozinha. Depois daquilo que parece ser uma eternidade ela chega com uma caneca de leite quente e obriga-me a bebê-lo todo. Quando acabo sinto-me um pouco tonta e acabo por adormecer.&nbsp;</p><p>-Já trataste dela? - pergunta o pai&nbsp;</p><p>-Claro que sim, eu disse-te que tinha tudo sob controlo. - responde a mãe&nbsp;</p><p>Com uma gargalhada maliciosa o pai diz:&nbsp;</p><p>-De madrugada vamos os dois e enterramo-la a ela e ao vagabundo no meio da floresta e bem longe da nossa casa, já estava farto de a ver cá em casa.&nbsp;</p><p>-Parece-me muito bem, querido.&nbsp;</p><p>E lá foi a mãe preparar o jantar para eles os dois, enquanto ele arranjava as coisas para não serem incriminados.&nbsp;&nbsp;</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 21:17:08 UTC</pubDate>
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         <title></title>
         <author>martimferrao</author>
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         <description><![CDATA[]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 21:52:40 UTC</pubDate>
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         <title>A Dança das Sombras</title>
         <author>64526_5</author>
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         <description><![CDATA[<p>Numa aldeia do interior, onde os campos eram sombrios, uma jovem donzela, chamada Isabel, espreitava à janela, com os olhos fixos na floresta escura.</p><p>Isabel costumava cantar cantigas de amor enquanto o dia se deitava, mas naquele fim de tarde tenebrosa, Isabel aguardava a chegada da noite com um pressentimento.</p><p>Ouvia-se ao longe o canto dos grilos, mas o que mais a inquietava era o murmúrio das folhas, que pareciam responder com risos distantes.</p><p><br>Quando a lua subiu, um homem pálido com olhos brilhantes apareceu, aproximando-se &nbsp;lentamente como se tivesse saído de uma cantiga antiga cheia de amores perdidos.<br>“Vim buscar-te, Isabel,” disse ele com uma voz suave, mas bastante assustadora. “A noite é nossa, vem conhecer a floresta, os que partiram dançam nas profundezas do bosque”.<br>A donzela hesitou, lembrando-se do aviso da sua avó “Os caminhos do além não são para os vivos”, mas o olhar do homem pálido fez com que Isabel se sentisse atraída.<br><br></p><p>Os grilos calaram-se e a floresta tornara-se um labirinto silencioso. Quando Isabel deu o seu primeiro passo, o chão pareceu abrir-se e as sombras começaram a dançar ao seu redor com a canção dos mortos.<br>“Vem Isabel,” insistiu ele “Juntos seremos uma só alma, para sempre.”&nbsp;&nbsp; <br>Isabel cedeu… as estrelas apagaram-se e a donzela seguiu o homem deixando para trás a aldeia e as cantigas, perdendo-se para sempre no canto sombrio da floresta.</p><p><br></p><p><strong>Gabriel Vilão </strong></p><p><strong>nº7 10º1</strong></p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 21:54:46 UTC</pubDate>
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         <title>Uma história de Halloween</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>A história passa-se num lugar escuro onde está uma donzela e a sua mãe.</p><p>Um dia nesse sítio apareceram esqueletos e múmias e a donzela não sabia o que fazer, mas depois apareceu o seu amigo que estava mascarado de Zombie.</p><p>E para concluir eles foram embora são e salvos.</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 22:21:10 UTC</pubDate>
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         <title>Ecos do Bosque</title>
         <author></author>
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         <description><![CDATA[<p>As histórias de terror são sombras ancestrais, surgidas muito antes dos tempos modernos. <br><br> Costuma-se dizer que histórias de terror iniciam-se em dias tempestuosos, porém neste conto tudo começa com brilhantes raios de sol que se refletem nos vidros das casas da aldeia. <br>  Uma donzela direcionava-se à floresta que rodeava a pequena vila. A bela jovem saltitava alegremente e despreocupada, enquanto cantarolava uma melodia que descrevia a sua ansiedade perante a proximidade do reencontro com o seu amigo. <br>  Quanto mais adentrava no bosque, mais a escuridão a rodeava. <br> Diante de uma quantidade muito escassa de luz, a donzela, enterrada nos seus pensamentos mais felizes, ouve, finalmente, algum sinal de vida. Gritos ecoaram, deixando a jovem a temer pela sua vida.<br> No intuito de cumprir a tarefa atribuída pela sua mãe de colher cogumelos selvagens e esperançosa de ver o seu amigo, a donzela procurou enfrentar os seus medos e seguir o seu caminho, embrenhando-se pela floresta dentro. <br> O único som capaz de ser detetado era o dos seus passos cautelosos, que de repente...tornaram-se inaudíveis. Um verdadeiro pesadelo encontrava-se diante da mesma. O seu medo e a sua adrelina estavam em notória competição, porém a adrenalina vence, fazendo-a correr, correr e correr, sem nunca olhar para trás. <br> A memória de nove gatos pretos pendurados por cordas nos ramos, atormenta toda a sua corrida até ao fim do que parece ser um labirinto natural.<br>  <strong>Não há saída</strong>! O destino da formosa rapariga será igual ao do seu amigo, que neste momento ocupa o seu campo de visão. Sentado numa cadeira&nbsp; centrada entre diversos arbustros, este encontra-se sem sentidos e apenas com uma cesta de cogumelos selvagens a ocupar o seu colo.<br> Nunca mais ninguém teve a ousadia de  pisar no verdadeiro mistério que envolvia a aldeia. Além disso, até aos dias de hoje é comum esperar uma rapariga voltar do tenebroso bosque com os tão desejados cogumelos.<br> </p><p>Laura Vilão </p><p>nº11</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 23:08:09 UTC</pubDate>
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         <title>A oportunidade perfeita</title>
         <author>72592_10</author>
         <link>https://padlet.com/carlaassis5/rpweyt5hgtx4yeeq/wish/3195201368</link>
         <description><![CDATA[<p>Numa certa noite escura de Halloween, uma donzela foi ter com o seu amado, para comemorarem esta data, mas a donzela desde o momento que o viu, percebeu que algo de muito errado se passava.</p><p>Reparou que ele estava a agir de uma forma muito suspeita, a fazer perguntas muito evasivas e a deixá-la desconfortável com a situação, algo que nunca tinha acontecido. Mas a donzela decidiu ignorar aquilo que estava a acontecer, pois esta foi uma das poucas vezes que o seu pai a deixou sair à noite sozinha, então não queria estragar aquela oportunidade.</p><p>O tempo foi passando, muito devagar para a donzela, pois estava assustadíssima com toda esta situação que lhe estava a acontecer. Até que chega uma altura em que ela já não consegue suportar mais aquele ambiente de medo e estranheza e pergunta ao seu amado, o motivo de ele se estar a comportar daquela maneira. A donzela, mesmo antes do amado responder, começou logo a pensar que ele estaria com outra donzela, que a estava a trair.</p><p>O amado ao responder disse-lhe que estava tudo bem e que não tinha acontecido nada de invulgar, porém a donzela ainda desconfiava do porquê das atitudes dele estarem a ser tão esquisitas apenas nesta noite. Ela continuou a insistir e a perguntar o que se passava, até que ele finalmente revela a verdade, ele diz que é um vampiro, e que nesta noite de Halloween, era a melhor ocasião para ele se alimentar da donzela.</p><p>No mesmo segundo que a donzela ouve isto, ela tenta correr e gritar por ajuda, mas já era tarde demais para alguém a salvar, pois ele matou-a e alimentou-se dela ainda entes de ela conseguir gritar seja pelo que for.</p><p><br/></p><p>Daniela Antunes 10º08 Nº25</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-30 23:40:18 UTC</pubDate>
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         <title>O CASTELO ASSOMBRADO</title>
         <author></author>
         <link>https://padlet.com/carlaassis5/rpweyt5hgtx4yeeq/wish/3195263800</link>
         <description><![CDATA[<p>Numa terra longínqua, havia um castelo que ninguém visitava. Erguia-se numa colina</p><p>escarpada e pelas suas paredes já trepavam as ervas e as heras. Diziam que estava</p><p>assombrado e que se ouviam lamentos em certas noites.</p><p>Em tempos viveu aí uma formosa donzela que se apaixonou por um trovador. Este</p><p>partiu para outras terras, deixando a donzela.</p><p>Durante meses, a donzela apaixonada ia para a torre mais alta do castelo e</p><p>perguntava ao vento se tinha visto o amigo e pedia que ele voltasse, mas o trovador</p><p>não voltou.</p><p>A donzela, desgostosa e triste, caiu da torre numa noite de lua cheia.</p><p>Viam-se corvos negros esvoaçando sobre as ameias do castelo ao bater da meia-</p><p>noite e uma luz ténue a vaguear pelo castelo nas noites de lua cheia.</p><p>Consta que era o fantasma da donzela que continuava a cantar ao vento</p><p>perguntando pelo seu amigo, o seu amado trovador.</p><p>Nome : Catarina Neves Antunes</p><p>10ºano, turma 8, nº 4</p>]]></description>
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         <pubDate>2024-10-31 00:26:54 UTC</pubDate>
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